História La Familia - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde (RBD)
Tags La Família, La Família Rbd, Rbd
Visualizações 1.125
Palavras 5.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E ai princesas??
Prontas para mais um cap??
Besoos

Capítulo 2 - Férias


Fanfic / Fanfiction La Familia - Capítulo 2 - Férias

México uma semana depois

POV DUL

Ah mais um dia cansativo depois de uma sessão de fotos. Mas fazer o que, eu poderia estar bonitinha na minha cama essa hora e talvez com uma rotina de uma pessoa normal, mas não eu estou agora com os meus pés doendo de tanto ficar em pé, com o rosto dormente de tanto sorrir e muito, muito, mais muito casada já que agora passam das 23h00min horas e eu não durmo há bastante tempo. Mas foi isso que eu escolhi pra mim, é isso que eu amo fazer, apesar de que às vezes eu fique cansada com a rotina puxada, mas como dizem as embalagens do McDonald’s “Amo Muito Tudo Isso”.

Estávamos todos nós dentro de um camarim após uma looonga seção de fotos, eu havia tirado a roupa da seção e já estava com a minha, estava usando uma camiseta branca básica uma calça azul caneta e um salto nem tão alto nem tão baixo laranja, com um anel escrito “Peace” q eu quase nunca tiro e um colar que eu ganhei recentemente com o símbolo da paz, uma pulseira q eu peguei da Annie (que ela ainda não notou... ainda bem). A Annie estava com uma blusa cinza soltinha um short curto preto e um sapato preto de salto médio, uma pulseira que parece que são muitas juntas, mas é uma só, um anel escrito “Believe” que ela sempre usa (nós temos muito em comum e essa é uma delas) um colar com um coração um relógio que eu tinha visto em algum lugar, mas não no pulso dela... Deve ser coisa da minha cabeça. A May por sua vez estava com uma camiseta azul por dentro da saia preta de cintura alta com um cinto marcando a cintura, parecia um vestido, com uma bota de cano curto de salto, com um colar escrito “XO” brincos de lacinho e um anel de ouro lindo.

Os meninos estavam mais simples ainda. O Ucker estava com uma bermuda branca, camiseta polo preta sem detalhes e um sapatênis também preto. O Poncho estava com uma camisa branca, jeans rasgado no joelho e um All Star branco de couro. O Chris, bom, o Chris estava com uma blusa roxa onde estava escrito “Vivo para ser feliz” em letras garrafais brancas e uma bermuda café com leite e um chinelo preto.

Mas a melhor parte disso tudo é que... ESTAMOS DE FÉRIAS.

- DULCEEEEEE- Annie gritou quase me deixando surda, mas não só isso, ela gritou tão alto que o Chris se assustou e derrubou o café – que devia estar bem quente- nas calças do Ucker que gritou feito um doido e saiu correndo para o banheiro, no caminho esbarrou com tudo na May que estava fazendo aquelas coisas estranhas na boca a fazendo cuspir todo o liquido azul na camisa do Poncho. Povo estranho. 

-Annie por que raios você gritou mulher?- perguntou Chris mais confuso que cego em tiroteio.

- É que a Dul tava olhando pro nada com cara de peixe morto e eu já tava a chamando há algum tempo e ela não ouvia. Achei que ela tinha morrido- ela falou sussurrando a ultima parte. Ain ela tava fazendo aquela carinha de cachorro que caiu da mudança, eu não aguento.

- Ah amiga desculpa- disse a abraçando.

-Como assim Dul? Como assim desculpa? Eu nem sei o Ucker Junior vai sobreviver, a Fabíola vai matar o Poncho já que essa camisa quem deu foi ela, a May vai ter que recomeçar a “Desinfecção Bucal Semanal” já que ela cuspiu, e eu quase tive um infarto. Quem tem que pedir desculpas é a Annie- disse o Chris subitamente revoltado. Bipolar.

- Ah desculpa gente eu não fiz por mal. Prometo que se o Ucker Junior não sobreviver eu mando por um implante sei lá, tem muitas mulheres com mau gosto que fazem esse tipo de coisa! Eu compro uma camisa igual pro Poncho, pago um tratamento odontológico pra May mesmo que ela não precise, e se você se sentir mal por causa do susto eu levo você pro melhor hospital do país- ela se desculpou, tadinha tá quase chorando a bichinha.

-Ok já chega, vamos logo que eu tô com sono e nós temos que pegar um avião– olhei o meu relógio-daqui a pouco- eu disse acabando com a palhaçada.

-É verdade... Itália- disse o Poncho já com outra camisa se apoiando na Annie que acabou quase caindo pelo peso- Ei Annie, precisa comer mais feijão pra ficar mais fortinha.

- Eu não tenho que comer nada, você é que tá gordo- disse como se falasse sobre a coisa mais banal do mundo.

Todos olharam pra Annie como se ela fosse doente.

- O que foi?

- Quem é você e o que fez com a minha amiga? A Annie que eu conheço nunca falaria mal do corpo do Poncho... NUNCA- eu disse alguém tinha que dizer, mas já que os outros não se moviam.

- Mas a culpa não é minha se ele tá gordo!

-EU. NÃO. ESTOU. GORDO- Poncho odiava que falassem mal do corpo dele.

-ESTÁ. SIM- Ah agora eu entendi tudo. A Annie só queria uma discussão com o Poncho porque todos nós sabemos como as discussões deles acabam. E ela queria isso. E eu já sabia por quê. Eu sei que sou esperta.

-AH É QUEM ESTA GORDA AQUI É VOCE. Olha dá até pra ver uma gordurinha aqui- disse o Poncho apertando a cintura da Annie.

-ME SOLTA- ela gritou, ela tinha cosquinhas na região da cintura e barriga, bastava apenas encostar e ela já começava a reclamar.

- Ah agora você vai ver Anniezinha- disse Poncho com um olhar assassino. Ele começou a fazer cosquinhas nela e ela começou a se contorcer chorando de rir. De tanto rir ela acabou caindo no chão e ele caiu por cima dela ainda fazendo cosquinhas. A cena era meio estranha, eu sentada em um sofá com o Chris que estava com uma calcinha rosa cheia de brilhinhos- não me pergunte onde ele achou- na cabeça. a May nem tava prestando atenção já que ela tinha recomeçado o tratamento- sem necessidade- bucal dela e tava tentando ficar calma. o Ucker ainda não tinha saído do banheiro- o bagulho foi feio mesmo, tadinho, MENTIRA, eu quero que ele sofra, eu ainda não esqueci o episódio do meu salto, mas isso é outra história- e os dois doidos tavam rolando no chão o Poncho com as mãos na cintura dele com os dedos se movendo e a Annie rindo-ela já tava roxa.

A cena ficou mais estranha ainda por que no mesmo instante que o Poncho colocou as mãos dentro da camiseta da Annie a Fabíola entrou no camarim. Isso não vai dar certo, mas se dizem que tudo acaba em pizza tá valendo. 

-O QUE TA CONTECENDO AQUI- gritou a Fabíola. Ô mulher histérica. Precisava gritar?

-É que... Bom...  A Annie disse que... Ai eu... Ai ela... Ai Você- Vish gaguejou. Adeus Poncho foi bom te conhecer.

- AI fala direito, pegou essas manias com esses adolescentes cheios de hormônios, eu sempre te digo que isso ia fazer mal pra você, mas você não liga- Eu juro que no dia que eu descobrir uma pessoa mais chata que ela eu me caso com o Ucker... Nãão, nem assim eu caso com aquele chato de galocha.

- Olha aqui Fabíola fica bem caladinha por que ninguém perguntou a sua opinião aqui, nem sei o que você veio fazer aqui- disse a Annie. Ela não suporta a Fabíola. Ninguém suporta. Só o Poncho. Mas com a Annie é pessoal. Por isso que ela irritou o Poncho, ela sabia que a Fabíola viria pegar o Poncho pra eles jantarem e ela queria que eles brigassem.

-Olha aqui você sua pirralha, é muito bom VOCÊ ficar calada, você não sabe do que eu sou capaz- a Annie ia retrucar, mas a educadíssima Fabíola cortou a fala dela- Eu ainda estou esperando uma explicação!

-É que a Annie e eu... Quero dizer... Não eu e ela... Sabe... Mas eu e ela e...

-Deixe de ser frouxo menino. A Annie gritou, por que a Dul tava com cara de peixe, assustou o Chris que matou o Ucker Junior, que interrompeu a minha Desintoxicação Bucal Semanal e eu tive que recomeçar, o Poncho teve um problema com a camisa, ele e a Annie discutiram por que ela falou mal do corpo dele e ele a chamou de gorda e começou a fazer cosquinhas nela, o Chris achou mais uma coisa para a sua coleção de coisas inusitadas a Dul tava quieta, o que é uma novidade, o Ucker deve tá tentando ressuscitando o Ucker Junior e eu tava fazendo minha desintoxicação, ai você chegou sem bater na porta o que é muita falta de educação e viu essa cena. Agora se não se importa a porta fica bem ali- Disse a May arrumando sua bolsa.  todos estavam atordoados, como ela consegue? Ela falou tudo isso em um fôlego só. E ela ainda apontou pra porta.  

A Fabíola saiu marchando pra fora do camarim e o Poncho foi correndo atrás dela. A Annie já recomposta se levantou ajeitou a blusa e sorriu.

-Annie- a chamei, ela virou pra mim com um sorriso sacana, eu conhecia aquele sorriso, o “Sorriso Da Vitória”- Eu sô sua fã!

- Eu também Dul, eu também sou MINHA fã! - Ela disse e rimos juntas.

-Essa chata vai pra viagem?- perguntei me virando pra May.

-Não sei, mas acho que não, o Poncho não falou nada.

-Sinto interromper o momento, mas temos que ir- disse o Chris depois de ter guardado a calcinha no bolso.

-Cadê o Ucker?- Perguntou a Annie olhando pros lados.

-Ressuscitando o Ucker Junior- eu disse olhando para as unhas. Precisava de uma manicure que preste.

-Dul- chamou o Chris, olhei pra ele com a maior cara de inocente- Me promete uma coisa?- assenti- Se o Ucker Junior não sobreviver você promete que não vai me matar?

-Por que eu mataria?- confundi total.

-Você sabe... Vocês são muito próximos se é que me entende, e o Ucker Junior pode te fazer falta não sei- eu estava paralisada, como assim próximos?

-ECA, que nojo Chris, como você pode pensar uma coisa dessas, isso é nojento demais, eu NUNCA, eu repito, NUNCA vou sentir falta daquilo- eu disse indignada e enojada.

-Tá bom, ok, mas nós temos que ir- disse a May.

-Quem vai chamar ele?- Perguntou a Annie.

-DUL!- todos disseram juntos, isso mesmo eu vou e... PARA TUDO, como assim EU?

-Por que EU?

-Por que sim, vai logo mulher, quanto mais rápido você for mais rápido a gente sai daqui- Ah qualquer dia desses mato a Annie.

- Tá bom, é tudo eu nessa historia toda- levantei falando comigo mesma- Dul pega tal coisa pra mim? Dul me faz um favor?  Dul faz tal coisa?  Dul isso Dul aquilo. Ah isso me deixa irritada.

Todos começaram a rir. Pelo amor de Deus que povo estranho!

Cheguei à porta do banheiro e bati uma vez de leve, eu sei que sou delicada.

Nada.

Bati mais algumas vezes com a maior calma do mundo.

Nada.

Gente esqueça o que eu falei sobre delicadeza.

-CHRISTOPHER VON UCKERMANN SE VOCE NÃO ABRIR ESSA PORTA AGORA EU TE JURO QUE SE O UCKER JUNIOR NÃO MORREU EU MATO ELE E DEPOIS ARRANCO ELE DO LUGAR COM AS UNHAS!- Arght ele é o único que me tira do serio desse jeito.

A porta abriu bem devagar e eu fui puxada com tudo pra dentro e a porta foi novamente trancada.

-Qual é o seu problema?- ele tava sentado no chão ao lado da porta, ele tava meio morto.

-Dul...

-Diga!

-Dul...

-Fala logo.

-Dul...

-Desembucha menino.

-Dul...

-Se você falar meu nome de novo e continuar nessa enrolação eu ligo pra sua mãe!- ameacei com a voz séria.

- Não teria coragem!

Olhei pra ele com as sobrancelhas arqueadas, a expressão que eu fazia quando estava sendo desafiada.

-É você teria! Ok é que eu não quero voltar pra casa- disse de cabeça baixa.

-Sei que vou me arrepender de perguntar, mas... Por quê?

- Sabe a nossa vizinha de baixo?

-A louca?- perguntei fazendo careta, a mulher é meio pirada, uma vez eu a vi passeando com um cachorro, seria normal se o cachorro não fosse de pelúcia.

- Sim! A filha dela é três vezes mais louca, ela me assusta Dul, eu já dei o fora nela umas quatro vezes, mas ela continua me enchendo, eu tenho muito medo dela Dul- por um momento eu fiquei com pena. Aquilo é uma lágrima?  

-Ucker, se ela vier te incomodar eu dou um jeito nela- prometi.

-Sério?- ele parecia mais feliz.

-Sim, mas é só por que eu quero ir pra casa- expliquei.

-Ai Dul, você é a melhor- ele disse se levantando e me abraçando.

-Tá bom, ok, agora me larga e não acostuma- disse me soltando dele.

Quando abri a porta do banheiro cada um estava arrumando suas coisas pra sair... Estavam, ate que nos viram. 

-Ah só a Dul mesmo pra tirar o nosso querido amigo Ucker do banheiro- Disse o Chris com uma cara de maníaco que só vendo.

- Amiga, me conta como foi- Disse a Annie chegando perto de mim.

- Como foi o que?- Confundi.

-Como foi ressuscitar o Ucker Junior mulher! O que mais seria?

POV Ucker

-O QUE?-gritamos juntos.

-Ah sabe como é né, o Ucker Junior estava um pouco... Como vamos dizer... Danificado e tipo a Dul foi lá pra te tirar do banheiro e o único jeito de te tirar de lá era ressuscitar ele- Explicou o Chris.

-Você ficou maluco cara... Eu hein, claro que não foi nada disso, ela só foi lá à gente conversou um pouco, só- expliquei rapidamente.

-Aham tá sei.

-Já chega- disse a Dul pegando a bolsa e saindo marchando.

Ô mulher complicada essa viu...

POV Dul

Não sei exatamente o que me deu quando ouvi o Chris falando aquilo como se fosse a coisa mais banal do mundo. A gente não pode nem fazer uma boa ação... Eu hein.

Fui diretamente para a van, lá dentro fui para um dos últimos bancos, peguei mu fiel companheiro, vulgo fone de ouvido, coloquei na seleção aleatória e fiquei escutando musica enquanto esperava a galera vir pra cá.

Depois de um tempo eles chegaram, a May tava muito estranha hoje, ela sempre é falante e cheia de piadinhas e hoje ela tava quieta. NOTA MENTAL: perguntar pra May o que houve.

Senti alguém puxando meu fone olhei para o lado e era a Annie com um sorriso sem graça.

- Posso sentar aqui?- ela perguntou em voz baixa.

- Claro que pode Annie.

Ela se sentou e me olhou com o olhar meio triste apesar de estar com um sorriso no rosto. Pura atuação.

- O que você tem?- perguntei afastando o cabelo do seu rosto, ela desfez o sorriso e me olhou.

-É que eu tô muito sozinha sabe, mesmo que eu esteja sempre com vocês eu me sinto só, eu li um livro uma vez que dizia “Solidão em meio a uma multidão é o pior tipo de solidão” e isso as vezes fica guardadinho, mas as vezes dói muito- ela estava falando bem baixinho com a com embargada.

- É por causa do Poncho né?- perguntei segurando a sua mão.

- Tá tão na cara assim?- ela perguntou me olhando, os olhos estavam cheios de lágrimas.

-Ô amiga, não chora, por favor, não chora- eu disse puxando ela pra sentar no meu colo, eu tinha esse instinto maternal em relação à Annie, ela era alegre e tudo mais, só que quando ela fica assim como ta agora frágil me dói muito.

-Como não chorar Dul, como não chorar, eu gosto de alguém que não da nem bola pra mim, só me beija nos shows por obrigação que não me vê além de uma irmã mais nova carente que não consegue manter um namorado mor mais de um mês, e ele ainda tem namorada- agora ela estava chorando pra valer.

- Ei olha pra mim- ela olhou ainda derramando algumas lagrimas- olha, sabe essa maquiagem caríssima que você ta usando? Então fui eu que te dei no seu aniversário, e se borrar eu vô ficar muito chateada por que você não esta fazendo bom uso dela, e você merece um cara que borre o seu batom e não o seu rímel.

-Ai amiga ok, não vai adiantar nada mesmo ficar chorando pelos cantos como uma idiota, mas negocio é ser feliz!- disse secando as lagrimas e saindo do meu colo.

-Essa é a Annie que eu conheço, e lembre-se da viagem- ela riu e foi para o lugar dela.

-Como esquecer?  É Itália baby.

Coloquei meu fone novamente e voltei a ouvir minhas musiquinhas em paz ate que meu celular vibra, era uma mensagem:

 

De: Poncho

Para: Ruiva

Como a Annie tá? Eu saí sem falar nada, fiquei preocupado.

 

Ai, como o Poncho é bobo.

 

De: Ruiva Fatal

Para: Ponchinhoo

Ai Poncho deixa de ser bobo! Você saiu sem falar com ninguém e me pergunta logo pela Annie, por que não pergunta pra ela?

 

Esperei alguns segundos ate que ele respondeu. Guri rápido esse.

 

De: Poncho

Para: Ruiva

Ela não me responderia se eu mandasse uma mensagem L

 

Ah Meu Deus Dai-me paciência!

 

De: Riva Fatal

Para: Ponchinhoo

Ah então esse é o problema? Manda logo a mensagem pra ela, se ela responder bem se não bem também, mas tem um pequeno probleminha.

 

Ele respondeu tão rápido quanto da outra vez.

 

De: Poncho

Para: Ruiva

Tá eu vô mandar, mas me diz qual é o tal “pequeno probleminha”?

 

Mais é lento.

 

De: Ruiva Fatal

Para: Ponchinhoo

Fabíola, pensa na sua namoradinha viu, vai ser bem feia a coisa se ela descobrir

Minha bateria ta acabando

Bjos, depois me conta, ah nem precisa a Annie me conta!

 

Depois disso foram necessários apenas 5 segundos antes da minha bateria acabar por completo.

Nesse momento começaram a cair algumas gotas de chuva que logo se tornou uma chuva forte, o que nos rendeu um engarrafamento de quase sete quilômetros por causa de um acidente, quando olhei no meu relógio já eram 03h30min da manha e faziam mais de 26 horas que eu não dormia. Ain me deu um soninho agora!

Peguei meu travesseiro- que eu guardo em baixo do banco- ajeitei e me encostei-me a ele, mas algo não estava certo, estava faltando algo.

-Posso falar com você?- Perguntou o Ucker se sentando do meu lado meio sem jeito

-Já tá falando mesmo.

-Olha eu sei que foi estranho, mas eu não posso fazer nada se o Chris é bocudo e tem uma mente pervertida e que eu não deveria ficar trancado dentro do banheiro sozinho com você e....

-Ok Ucker eu já entendi!- Disse pra ele para de falar.

-Eu tava tagarelando né?- que bonitinho ele tava corado ate dava vontade de morder e... Ai para de pensar besteira mulher!

- Você sempre faz isso, mas não se preocupa- disse me desviando do olhar dele e olhando pela janela.

-Acho que isso vai demorar- ele comentou.

Eu já tava ficando mole ate abrir os olhos tava difícil.

- O que você tem?- ele perguntou olhando pra mim.

- Eu só tô com sono, faz muito tempo que eu não durmo- disse depois de um bocejo.

- Ah então eu vô te deixar dormir em paz, qualquer coisa me chama ok?

- Ok

Ele saiu e foi para lugar dele. Arrumei-me de novo no travesseiro e dessa vez eu dormi

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Acordei com alguém me cutucando, era a May.

-Hey Dul, levanta já chegamos!

-Ai, que horas são?- perguntei meio grogue.

-07h00min.

-Nossa, ai- disse me levantando, parecia que tinham dado um nó nas minhas costas.

-Amiga, faz um favor pra mim?- perguntou ela com os olhos pidões.

-Claro.

-Acorda o Ucker pra mim? Eu tenho que resolver as coisas aqui no hotel antes da gente ir e é muita coisa e não da pra deixar pra depois- disse ela bem rápido com os olhos grandes mais pidões ainda.

-Ok May, mas é a ultima vez!- disse dando-me por vencida.

-Ain obrigada amiguinha do meu coração- disse ela me abraçando e saiu correndo logo depois, como ela consegue correr tão rápido de salto? Um mistério.

Arrumei minha camiseta e fui andando ate onde o Ucker estava a dois bancos de distancia de mim. Ajoelhei-me ao lado dele e cutuquei de leve.

-Ei Ucker acorda.

-Ah mãe só mais cinco minutinhos- disse ele se aconchegando mais na mochila em que ele estava encostado, ele vai ficar com dor nas costas.

-Eu não sou a sua mãe- disse cutucando ele mais vezes.

-Claro que não você é a Dul- ele disse, pensei que ele havia acordado, mas ele continuava com a respiração pesada.

-Como você sabe?- perguntei sentando-me ao lado dele em um espaço do banco.

-Sua voz- ele disse e colocou a mão na minha coxa- E com certeza é mais gostosa que a minha mãe- disse apertando minha coxa.

-PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO FOI?- gritei um pouco alto demais.

-OI? Mas o que?- ele disse acordado de súbito com o meu grito, ele olhou para a própria mão e a retirou rapidamente- Ah desculpa eu...

-Não tem problema não, eu só fui pega de surpresa.

-Ah, mesmo assim desculpa- ele disse coçando os olhos como aqueles bichinhos fofos dos desenhos que o Chris assiste e... Ai o que eu estou pensando credo- Mas por que você me acordou? Quero dizer você é a única do grupo que nunca me acordou- ele falou se sentando.

-É que a May foi resolver algumas coisas no hotel antes da viagem- expliquei-me, já levantando para que ele se arrumasse. Mas ele parou e me olhou com o cenho franzido.

-No hotel? Mas eu e o Poncho resolvemos tudo ontem antes do show.

-Ah... Acho que já entendi tudo- eu e a May vamos ter uma longa conversinha- Mas então, vamos?

-Vamos- ele disse- Aiii- disse ao ficar de pé- Acho que dormir em cima da minha mochila não foi uma boa ideia- falou alongando as costas.

-É as minhas também estão doloridas e olha que eu dormi com o travesseiro!

Peguei a minha bolsa e ele pegou a mochila dele ainda torto com uma mão na base da coluna.

-Ta doendo muito

-Depois te empresto meu massegeador elétrico- disse quando saímos da van.

-Seria melhor que você me fizesse- disse levantando as sobrancelhas sugestivamente.

Eu ia responder, mas uma voz me vez interromper a fala:

-UCKEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER- gritou uma garota baixinha com um vestido azul de sapatilha preta e com uma bolsa prateada, mas o que chamou minha atenção não foi isso, foi o sorriso maníaco que ela tinha no rosto ao vir correndo e se jogar em cima do Ucker.

-Daniela- ele disse com a voz falha, ela deve ter se jogado com muita força, pois não era gorda, ate que o corpo dela era bonitinho. Quem eu estou querendo enganar? O corpo dela é perfeito.

-Ah Ucker eu estou tão feliz em te ver, já faz tanto tempo- ela disse sorrindo pra ele que estava com o rosto vermelho.

-É, faz mesmo muito tempo.

-Ah Ucker não seja tímido- ela disse antes de beijar ele, como se aquilo fosse considerado um beijo, ela tava quase engolindo a cara dele e ele não estava correspondendo muito bem o que a fez insistir ainda mais, ah que nojo, eu não vou mais olhar pra isso.

Virei-me de costas para o casal de coelhos, depois de 5 minutos contados eles se desgrudaram, isso é que é fogo hein. Eles se levantaram do chão e eu virei-me para eles, ela estava sorrindo satisfeita e ajeitando a blusa e ele tava com a boca vermelha com cara de perdido com a camisa amarrotada.

-Ai Ucker foi tão bom te ver!- ela disse passando a mão no peito dele.

-Já chega dessa palhaçada, tenho certeza que foi muito bom pra ele também só que nós estamos atrasados!- eu falei já estressada com a situação puxando o Ucker pro meu lado que me olhou agradecido limpando a boca da melhor maneira que pôde.

-Quem é você?- perguntou ela me olhando de cima a baixo... Ahhh essa guria ta pedindo uma surra e eu faço questão de resolver isso por ela!

-Ela é a minha namorada- respondeu Ucker enlaçando a minha cintura e me puxando pra ele e eu corei ridiculamente enquanto a coisinha na nossa frente nos analisava.

-Vocês não parecem apaixonados- ela comentou.

-Nós não parecemos apaixonados? Que isso mulher, nós somos muito próximos e a verdade é que eu sempre fui apaixonada por ele desde a primeira vez que nos vimos!- disse olhando para o Ucker.

-Ela foi a melhor coisa que me aconteceu- ele disse baixinho, acho que mais pra si mesmo... Vai entender...

POV Ucker

Ter a Dul tão perto de mim assim não é nenhuma novidade, mas as circunstâncias que me fazem estar tão perto dela assim me deixam um pouco estranho, não sei.

-Nós não parecemos apaixonados? Que isso mulher, nós somos muito próximos e a verdade é que eu sempre fui apaixonada por ele desde a primeira vez que nos vimos!- Ela disse olhando diretamente pra mim com aqueles olhos escuros tão lindos e... É Ucker, acho que a queda danificou seu cérebro!

-Ela foi a melhor coisa que me aconteceu- soltei sem pensar, acho que ela não ouviu já que não disse nada e nem expressou nada, mas me lembrei de quão boa atriz ela é... 

-Se beijem- Daniela soltou de uma vez.

-O que?- perguntou a Dul com uma falsa calma.

-Quero que se beijem. Não consigo acreditar que estejam apaixonados!

-É que...

-DUL, UCKER- gritou a Annie, quando nos viu abraçados abriu um sorriso.

POV DUL

-Oi Dani como vai? Esta tão linda- disse a Annie abraçando e beijando a sua amiguinha- O que estavam fazendo?

-Estávamos dizendo para a Daniela o quão apaixonados estamos- disse o Ucker, como a Annie é boba nem nada percebeu tudo.

-É e eu quero que eles se beijem para ter certeza, isso esta muito estranho, o Ucker me disse que vocês são como irmãos!

-Eles, a Dul e o Ucker, irmãos? Nossa isso que eles tem um com o outro fosse amor de irmão eu seria uma princesinha de contos de fadas!

-Annie você é uma princesinha de contos de fadas- disse o Poncho abraçando a Annie. Nossa esse povo brota do chão.

-Ai Ponchinhoo, para vai!- disse rindo com ele- E ai como vai a velhinha, ops, a Fabíola?- perguntou a Annie de um jeito inocente, sei inocente.

-Ela esta muito bem, mas é por isso que eu vim aqui tão cedo, mas depois eu explico, o que ta acontecendo?

-A Dani, a filha da lou... Da vizinha de baixo não acredita que a Dul e o Ucker estão apaixonados um pelo outro e quer que eles se beijem!- disse a Annie como se tudo fosse muito simples, é por que não é com ela!

-Hahaha, a Dul e o Ucker? Apaixonados... Hahaha- ele teve uma crise de risos, que logo foi curada pela santa Annie que falou alguma coisa em seu ouvido que o fez parar de rir quase que instantaneamente- Claro que eles são apaixonados... Mais apaixonados impossível, mas fala ai vocês dois, se beijem logo e parem com essa timidez que eu preciso falar uma coisa importante!

-Eu só beijo o Ucker aqui no meio da rua se você Annie se declarar pra certa pessoa!- eu disse a desafiando, ela me olhou e engoliu em seco. YEAH, consegui convencer ela.

-Acho melhor não hein, temos muito pouco tempo e o Poncho tem uma coisa importante pra falar então é melhor entrarmos logo...

-Fica pra próxima viu querida- eu disse destacando bem o “querida”

-Claro- ela disse passando por nós e eu vi exatamente o momento em que ela apertou a bunda do Ucker... Ô mulherzinha idiota... E entrou em um carro que estava estacionado em frente ao hotel.

-Vadia- murmurei.

-O que disse?- perguntou o Ucker se divertindo com toda a situação, idiota.

-Nada!- respondi fazendo bico.

-Ah para de fazer bico sua chata, ta parecendo uma garota mimada- disse ele depois se aproximou de mim e sussurrou- uma garota muito gostosa, mas mimada!

-Ah tchau Ucker- disse me afastando deles, logo a Annie me alcançou.

-O que foi?- ela perguntou sorrindo. Contei tudo desde o inicio, desde o momento que eu o acordei ate quando ela chegou, quando terminei ela estava rindo horrores.

-Dul serio você gosta do Ucker né? Fala a verdade!

-Claro que não- respondi enquanto entrávamos no elevador que se fechou no momento em que a dupla de lerdos ia entrar, é eles vão ter que esperar o próximo- mas Annie o que você disse para o Poncho para ele parar de rir?

-Ah eu ameacei contar para a velhinha do dia em que ele participou da nossa festa do pijama!- disse rindo e eu ri também, não tinha como não rir.

-Aquela que a gente vez os garotos se vestirem de mulher e paquerarem os seguranças daquele hotel em Paris depois daquela distribuição de autógrafos? 

-Exato, a Fabíola ficaria maluca se soubesse daquela mulher da rua!- ela disse rindo mais ainda.

-Mas quem diria que ela seria lésbica e que ela gostasse de mulheres feias!

-No caso do Poncho era uma mulher feia, de barba por fazer, alta, que tava andando torta como se estivesse assada por causa da calcinha que nós o fizemos usar, tropeçando por causa do salto, com a maquiagem grotesca e com roupas apertadas, não é como se uma das roupas de nós coubesse perfeitamente nele- eu ri da lembrança de uma mulher toda tatuada bêbada cantando o Poncho que tava vermelho pedindo ajuda...

-É isso me ensinou a nunca irritar você antes de jogar verdade e consequência!

Depois de alguns minutos o suficiente pra eu refazer a maquiagem e tirar meu sapato que tava machucando comer uma colher cheeeia de sorvete e ver a May lendo uma revista de esoterismo* enquanto o Chris faz massagem no pé dela... Ah eu também queria, mas voltando ao foco, depois de tudo isso estávamos todos reunidos na sala, eu estava sentada no colo do Chris que passava a mão no meu cabelo, a May tava sentada no chão com as costas no sofá que eu estava com o Chris, o Ucker tava sentado feito índio olhando pro nada murmurando coisas sem sentido, a Annie estava lixando as unhas sentada no braço do sofá e o Poncho estava parado em pé pensando.

-Gente eu tenho uma coisa importante pra dizer!- disse o Poncho do nada

-Fale- disse a May tirando os olhos da revista.

-A Fabíola vai com a gente para a viagem- disse ele de uma vez fechando os olhos com força como se estivesse esperando um soco, todos nos calamos mas o silencio foi quebrado pela Annie que estava rindo feito louca.

-Eu ouvi você dizer que a velhinha vai junto- ela disse rindo.

-Mas foi isso o que eu disse, a Fabíola vai com a gente!

-O QUE?

(continua)

*Esoterismo- Estudo das bruxas.


Notas Finais




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