História La La Land - Klaroline - Capítulo 3


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Bill Forbes, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Esther Mikaelson, Giuseppe Salvatore, Hayley Marshall, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lucien Castle, Marcellus "Marcel" Gerard, Meredith Fell, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Caroline Forbes, Delena, Klaroline, Klaus Mikaelson, Romance, Stebekah, The Originals, The Vampire Diaries
Visualizações 254
Palavras 3.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi oi genteee <3 Como estão? Espero que bem! Antes de tudo: me perdoem por não ter respondido os comentários do capítulo anterior. Estou morando temporariamente fora da minha casa e pegando notebook emprestado, então fica dificil entrar aqui (fora que tive uma semana corrida) e tb odeio responder comentarios pelo celular. Mas li todos com mto carinho e agradeço pelas palavras <3

Tradução do título: "Seus Olhos Sussurram: "Já Nos Conhecemos?"

Capítulo 3 - Your Eyes Whispered: "Have We Met?"


Fanfic / Fanfiction La La Land - Klaroline - Capítulo 3 - Your Eyes Whispered: "Have We Met?"


"Lá estava eu novamente esta noite
Forçando o riso, fingindo sorrisos
Mesmo lugar, velho, cansado e solitário
Paredes de insinceridade
Olhares perdidos e vazios
Sumiram quando eu vi o seu rosto
Tudo que eu posso dizer é que foi encantador te conhecer
Seus olhos sussurraram "Já nos conhecemos?"
[...]
Esta noite está vibrante, não deixe-a fugir
Estou maravilhada, corando todo o caminho até em casa
Vou passar a eternidade me perguntando se você sabia
Que eu estava encantada em conhecê-lo [...]

Enchanted - Taylor Swift

Oito meses depois...

Já havia se passado meses desde que tinha me mudado para os Estados Unidos, mais especificamente para Los Angeles. Por incrível que pareça, tinha me adaptado muito bem à nova cidade e ao novo ambiente, e isso por dois motivos. Primeiro: já estava acostumada a ficar indo de um lugar para o outro. Fiz isso a vida inteira, então não era muito de me apegar em pessoas e nas coisas. Segundo: conhecia Los Angeles muito bem, havia passado boa parte de minha pré-adolescência aqui.

Eu estava bem, em paz e feliz com minha nova vida, enquanto aguardava ansiosamente pelo começo das gravações de meu próximo filme, que se chamará “March of Crimes” e que além de ter Katherine e Elena no elenco também, será dirigido e escrito pelo renomado diretor Stefan Salvatore.

Quanto à Tyler, no dia seguinte após meu aniversário, ele – felizmente – não teve coragem de me ligar outra vez. Pelo o que vi nas redes sociais e sites, ele havia embarcado novamente para Londres. E é claro que rumores sobre minha tristeza em meu aniversário vazaram e não demorou muito para que associassem a rápida partida de Tyler com isso. Os tabloides acertaram em cheio: “Tyler Lockwood deixa Los Angeles, aparentemente, sem comparecer ao aniversário de Caroline Forbes. Segundo fontes, a atriz foi vista chorando no meio da festa.”

Como descobriram? Bem, é muito fácil algum funcionário da boate entrar em contato com um site de fofocas, contar o que houve e receber um bom dinheiro por isso. E então, fica ao critério do leitor acreditar ou não na palavra dessas “fontes”.

Estava em meu apartamento, deitada no sofá assistindo TV – e com uma gripe horrível – quando Elena e Katherine invadiram minha casa, trazendo salgadinhos e refrigerantes para tentar me distrair.

Mas eu sabia muito bem que não era só isso que elas queriam.

— Caroline... — Elena começou — Hum.. já sabe que roupa irá usar hoje?

Bingo! Eu sabia.

Hoje aconteceria a festa de início das gravações de “March of Crimes”. Seria à noite em um buffet em Beverly Hills. Como eu estava doente, meus planos de sair de casa estavam em menos de um por cento.

— Eu não vou. — olhei para meu cachorro, que estava deitado comigo no sofá, e fiz carinho nele

Dois meses depois que me mudei, decidi pegar um filhote. Às vezes me sentia sozinha nessa cobertura gigante que havia comprado. Como precisava me mudar o mais rápido possível, as opções eram poucas, então optei por esse apartamento.

Eu precisava de um companheiro, então comprei Loki quando ele tinha dois meses. Hoje ele é um Dálmata de dez meses, muito sapeca, brincalhão e protetor, além de ser enorme.

— Por que não, Care? — perguntou Katherine

— Eu estou doente. — respondi ironicamente

— Ah, pelo amor de Deus, é só uma dorzinha de garganta, Caroline Forbes! — ela revirou os olhos

— Além disso. — Elena se levantou do sofá — Você é a única que não conhece o Stefan e nem o resto do elenco. Que feio! As gravações começam segunda e você nem se familiarizou com o resto do pessoal.

O jeito persuasivo de Elena me tirava do sério. Sem brincadeira: ela conseguia fazer com que eu aceitasse tudo. Se ela não fosse atriz, eu com certeza apostaria que seria uma perfeita advogada.

— Tem a Rebekah, o Klaus, o Stefan... fora o resto dos coadjuvantes. — falou Katherine — Levante a bunda daí antes que eu mesma tenha que tirar você desse sofá.

E elas tinham razão. Como eu começaria a contracenar com o pessoal sem que tivesse conversado com eles pelos menos uma vez? Antes de tudo um vínculo precisava ser criado e eu sabia muito bem disso, por mais que não estivesse com vontade de sair do meu aconchegante apartamento.

— Tudo bem, eu vou.

Ambas abriram enormes sorrisos e se olharam com uma expressão de “Yay, conseguimos!”. Revirei os olhos e me levantei, pronta para me arrumar. Elena e Katherine deixaram minha casa e nos despedimos, com a promessa de que nos encontraríamos lá.

Cerca de uma hora e meia depois, eu estava pronta. Coloquei um vestido preto que ia até metade das coxas, sandálias de salto pretas e deixei o cabelo solto. Dei comida para o Loki e deixei apartamento, indo de carro até o local. No momento em que coloquei os pés para fora de casa, me arrependi completamente de ter deixado me convencer pelas minhas amigas. Percebi que teria que ficar dando sorrisos falsos, dando “olás” e forçando risadas a noite toda. E eu não queria fazer isso.

Assim que cheguei no local do evento, deixei meu carro com o manobrista e entrei no pelas portas principais. Não demorou muito para que diversas pessoas viessem me cumprimentar. Ativei o modo “sorriso falso e risadas forçadas” e tentei me acalmar.

Quando cumprimentei todo o pessoal de uma rodinha, um homem de cabelos marrons e olhos verdes em encarou e arregalou os olhos ao me ver. Eu o reconheci na hora: Stefan Salvatore. Cincos Oscars, seis globos de ouro, três Critics Choice e vários outros incontáveis prêmios.

No momento em que ele parou em minha frente, deu um largo sorriso e disse:

— Você é Caroline Forbes. Stefan Salvatore. — estendeu uma das mãos para mim

Sorri e o cumprimentei.

— É uma honra conhecê-lo. Sinto muito por ter demorado tanto, eu me mudei não faz nem um ano. Além disso, minha vida é corrida. Acho que você também deve saber disso. — dei um pequeno riso forçado

— Ah, eu entendo perfeitamente. Sabe que fiquei animado quando soube que faria parte do elenco? Vi partes de seus outros trabalhos diversas vezes na televisão e sei que é ótima no que faz. Não poderia estar mais feliz de tê-la no elenco de “March of Crimes”, Caroline. — Stefan sorriu animadamente

— Obrigada. — sorri de volta

— Hum... — ele começou a olhar ao nosso redor — Preciso cumprimentar mais algumas pessoas. Depois conversamos mais?

— Claro.

Ele piscou e se afastou de mim. Não demorou muito para que eu avistasse Elena e Katherine vindo em minha direção acompanhadas de uma moça alta e loira. Apertei bem os olhos e a reconheci imediatamente: Rebekah Mayer. Uma renomada atriz americana. Havia trabalhado em outros dois filmes de Stefan, sendo que em um deles havia levado um Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.

— Caroline, essa é a Rebekah Mayer. — Elena sorriu

— Olá, muito prazer. — ela estendeu uma das mãos e nos cumprimentamos

— Oi. — sorri — Acho que eu devo ser a única pessoa que você ainda não conheceu de todo o elenco.

— Sim. — ela confirmou e nós três rimos — Mas acho que as melhores pessoas ficam para o final. Elena e Katherine me falaram muito sobre você. Estava ansiosa para conhecê-la. Assisti aquela série britânica da qual fazia parte, sou uma fã nata.

Ouvir aquilo melhorou um pouco meu humor. Eu nunca, jamais, imaginaria que Rebekah Mayer fosse fã da série e que estava ansiosa para me conhecer. No mesmo momento, senti que seria muito amiga dela durante esse tempo que iríamos passar juntas gravando o filme.

— Então... vamos beber? — sugeriu Katherine

Fomos até o bar e pedimos drinks. Prometi a mim mesma que não beberia muito, principalmente porque ainda estava um pouco doente. Conversei com as garotas por cerca de uma hora. Quando a conversa começou a ficar desinteressante para mim, comecei a observar as pessoas ao meu redor. Algumas vinham falar comigo – apenas por interesse – e sequer perguntavam como eu estava.

Uma das piores coisas de Hollywood é a falsidade. Eu não suportava e não me conformava como as pessoas só eram amigas por conveniência. Eram poucos os casos que havia amizade e amor.

Meus olhos logo pousaram em Stefan. Ele estava segurando um copo e conversava animadamente com alguém. Olhei para a pessoa que estava ao lado dele e rapidamente o reconheci: Niklaus Mikaelson. Dois Oscars e quatro Globos de Ouro. Assim como Rebekah, também já havia trabalhado com Stefan antes e era extremamente conhecido no mundo inteiro.

No mesmo momento, vi que Stefan percebeu que eu estava olhando e logo tratei de desviar o olhar, mas foi tarde demais. Quando olhei novamente, ele estava sorrindo e pedindo para que eu fosse até eles. Olhei para Niklaus e ele me lançou um olhar curioso, como se estivesse se perguntando se já não me conhecia.

Droga.

Os dois eram muito bonitos e nos primeiros momentos, era difícil para mim sequer me manter de pé. Eu me sentia atraída por homens desse tipo: mais velhos e altos. Nunca fui muito boa quando assunto era namorar, flertar e etc. Isso sempre me deixou aterrorizada.

Quando me dei conta, já estava em frente dos dois e dei um enorme sorriso.

— Klaus, essa é a Caroline. Uma das poucas que não me bajulou essa noite. — Stefan revirou os olhos

— Larga mão de ser bundão, Stefan. Você sabe que todo mundo te bajula. — Niklaus brincou

Foi então que desconfiei que ambos eram amigos há muito tempo. Klaus olhou para mim e eu sorri. O primeiro sorriso sincero que havia dado essa noite.

— Muito prazer. — ele estendeu a mão — Sou...

— Niklaus Mikaelson. Eu sei.

Que merda. Por que eu fiz isso? Assim que percebi minha inconveniência, pensei em alguma coisa para repará-la.

— Você é... incrível. Todo mundo te conhece. — ri de nervoso — Eu sou...

— Caroline Forbes. Eu sei. — ele entrou na onde, o que fez com que eu me sentisse um pouco melhor — Você é incrível, todo mundo te conhece.

Ele deu um sorriso brincalhão e eu ri. Nunca imaginei que ele tivesse esse jeito brincalhão. O conhecia apenas por filmes e pela mídia, mas pelo o que ouvia por aí, Niklaus era um cara gentil, humilde, bem na dele e que preferia ser chamado de Klaus.

— Eu disse para a Caroline que fiquei muito animado assim que soube que ela faria parte do elenco. — Stefan começou a falar — Confesso que minha primeira opção era Natalie Portman, mas ela recusou o papel. Porém, assim que vi o vídeo de sua audição, fiquei completamente arrependido de não ter pensando em você antes, Caroline.

— Estou ansioso para ver pessoalmente. — Klaus olhou para mim — Mais ansioso ainda para trabalhar com você.

Sorri e senti minhas bochechas corarem. Quis sumir dali no mesmo instante e abaixei o olhar para impedir que eles me vissem corada. Por sorte, Klaus olhou para o lado e abaixou o copo de Stefan.

— Pare de beber. Não acha que já foi bastante?

— Você não é minha babá. — Stefan revirou os olhos

— Não, não sou. Babás pelo menos são pagas para lidar com os bebês.

Não me contive e acabei rindo, mas logo depois cobri a boca com as mãos. Não queria rir de uma piada que Klaus Mikaelson tinha feito sobre o grande Stefan Salvatore.

— Tudo bem, pode rir. — Klaus balançou a cabeça — Ele não morde. — bagunçou o cabelo de Stefan

Antes que eu pudesse responder, senti alguém puxar meu braço para trás e me arrastar pelo lugar. Olhei para trás e vi que era Elena quem estava me puxando.

— Ei, eu estava me divertindo. — disse quando chegamos novamente no bar, junto com Katherine e Rebekah

— Se divertindo conversando com Stefan e Klaus. O sonho de toda mulher. — Katherine provocou

— E-eu não estava pensando nisso. — neguei

— Então por que foi até lá? — Katherine provocou outra vez

— Stefan que me chamou. Ele queria apresentar Klaus para mim. — expliquei

As três se olharam e Elena balançou a cabeça.

— Soou convincente para mim. — disse a Gilbert

— Bem, mas os dois são bem lindos mesmo. — Rebekah começou — Não tem como negar. Sério, esse par de olhos verdes do Stefan sempre me dão... arrepios. Meu corpo começa a estremecer todo. Acontece com todas as garotas.

— Ainda não aconteceu comigo. — Katherine franziu o cenho — Pelo menos não com o Stefan, mas com o irmão dele... acontece toda hora.

— Isso é porque você não o encarou por mais de um minuto. — Rebekah tomou um gole de sua bebida — Experimente ter uma conversa séria de dez minutos com o Stefan. No quinto minuto você não saberá mais nem qual é o seu próprio nome.

Todas nós rimos e acabamos nos sentando em uma mesa. Fizemos nossos pratos – era buffet self service – e voltamos a nos sentar. Durante todo o jantar, conversamos sobre assuntos diversos. Quando terminei minha refeição, senti vontade de pegar algo para beber no bar. Me levantei no mesmo instante e olhei para as meninas, perguntando:

— Vou no bar. Querem algo?

— Não, obrigada. — sorriu Elena

— Pode trazer uma mimosa para mim, Caroline? Por favor? — pediu Rebekah

— Claro.

Me afastei da mesa e caminhei em direção ao bar, passando por várias pessoas. Cumprimentei algumas que não tinha visto antes e me esforcei ao máximo para não começar uma conversa com elas. Queria pegar minha bebida logo e voltar o mais rápido possível para a mesa para poder conversar mais com as garotas. Era a única coisa que estava me distraindo e me impedindo de ir embora daquele lugar cheio de pessoas falsas e interesseiras.

Ao chegar no bar, pedi um mojito para mim e a mimosa de Rebekah para o barman. Em menos de cincos minutos os dois drinks ficaram prontos e o homem me entregou os copos. O agradeci e girei os tornozelos, me virando para trás.

Caminhei pelo salão e ao avistar nossa mesa, percebi que as garotas não estavam mais lá. Olhei para todos os lados, mas não as vi. Fiquei ali parada, com uma expressão confusa em meu rosto e segurando os dois drinks. Estava pronta para sair dali e procurá-las em outro lugar do buffet, mas minhas pernas não obedeceram meu comando. Isso porque meus olhos se fixaram em uma pessoa.

Klaus estava parado há poucos metros de mim, conversando com Damon Salvatore – que eu havia conhecido em meu aniversário – e mais algumas pessoas que eu não sabia quem eram. Assim que me viu, ele deu um pequeno sorriso e eu, sem saber por quê, não desviei o olhar, apenas sorri de volta. Klaus sussurrou algo no ouvido de Damon, que assentiu e se virou de costas para conversar com o grupo de pessoas que eu não conhecia. No mesmo instante, Klaus se afastou e começou a caminhar em minha direção. Uma onda de calor percorreu meu corpo e meu coração se acelerou. Quando ele parou em minha frente, eu sorri e gaguejei:

— O-oi.

— Olá. Vi que está sozinha, pensei em fazer um pouco de companhia. — sorriu amigavelmente, fixando seus olhos azuis em mim

— Humm.. quer um mojito? — estendi a bebida para ele

— Obrigado. — ele aceitou — Então... — começou a andar e eu o segui — Ansiosa para o início das gravações?

— Sim! — sorri — Faz muito tempo que estou parada em séries, desde que terminei a série de TV que protagonizava na Inglaterra. Fiz alguns filmes em Londres, mas nada muito grande. Agora que voltei a ativa fiz testes apenas para filmes, acho que... enjoei um pouco de séries. Queria algo mais curto.

— Nunca gostei muito de atuar em séries de TV. Prefiro filmes. Sei que no começo da carreira séries de TV são o que alavancam você. Ainda bem que nunca precisei de muito, meus pais são...

— Esther e Mikael Mikaelson. — completei a sentença dele — Sim, muito famosos não apenas no Reino Unido, mas em todo o mundo. É desconfortável dizer para você que teve muita sorte? Muitas pessoas nesse ramo não têm pais famosos.

Ele riu, abaixou a cabeça e olhou para mim.

— Não é desconfortável. E mesmo se fosse, não deveria ser, porque é a verdade. Eu tive sorte. — deu de ombros e depois me encarou com um olhar curioso — Mas e você? Sei que não é americana e nem inglesa. Latina, não é? — semicerrou os olhos, tentando lembrar, e eu ri de leve

— Não. Sou espanhola. Nasci Caroline Longoria Bastón, em Galicia, El Ferrol. Me mudei com meus pais para os Estanos Unidos aos três anos e foi aos cinco que comecei minha carreira. Meus pais me inscreveram em diversos concursos e testes para propagandas, foi assim que começou e aqui estou eu de novo. — tomei um gole da mimosa de Rebekah e dei um suspiro, observando o local.

— O que foi? — ele, aparentemente, percebeu meu desanimo

— Confesso que quase não vim hoje. Elena e Katherine me obrigaram.

— Por quê? — ele parou de andar e eu fiz o mesmo

— Eu... não estava no clima, fora que estou meio resfriada. Mas acho que também foi bom ter saído um pouco de casa, estava muito entediada.

— O quão entediada você estava? — Klaus cruzou os braços

— Muito entediada. Tão entediada que faltou isso aqui — juntei meu indicador e polegar bem próximos — para eu levantar do sofá e começar a limpar meu apartamento.

Klaus soltou uma gargalhada divertida e respondeu:

— Então você e eu somos iguais. Muitas pessoas acordam e em meia hora fazem milhares de tarefas. Eu passo essa meia hora apenas me levantando da cama.

— Também faço isso! — me animei — Eu acordo, mas demoro muuuuito tempo para levantar. Tenho muita preguiça. Sou uma pessoa preguiçosa, admito isso. Mas quando se trata de trabalho... a preguiça não existe em meu vocabulário. Eu sou fascinada pelo o que faço, não importa onde ou como esteja.

— Posso perceber. — Klaus sorriu — Parece ser uma mulher cheia de sonhos.

— Eu sou. — sorri de volta — E sempre estou tentando realizá-los, não importa o quão difícil seja. Afinal... qual é a graça de se viver sem perseguir seus sonhos? Não é legal quando aquela onda de alegria e orgulho passa pelo seu corpo quando você percebe que algum sonho seu se realizou? — olhei para ele — Amo sentir isso e aproveito cada minuto. Eu... sou sonhadora, planejo muito meu futuro, imagino muitas coisas e aproveito cada segundo da minha vida, que apesar de muitos pensarem, nem sempre é perfeita. — dei de ombros e fiz um biquinho

— É verdade. Você é a primeira pessoa nesse meio que me diz isso. Você é... diferente. — ele me encarou — Não gosta disso?

— Do quê?

— Da fama, dos flashes, rumores...

— Eu... — dei de ombros — Até que gosto, sendo bem sincera. Nunca fez mal a mim ou me incomodou. Minha consciência está sempre limpa. Quanto aos rumores... sempre existirão. Cabe a você decidir no que quer acreditar.

— Sonhadora, esperta e preguiçosa. Acho que encontrei uma boa amiga. — Klaus sorriu docilmente para mim — Tenho a sensação de que iremos nos dar muito bem nesses próximos meses, Caroline. — ele não tirou seus olhos dos meus

— Também acho. — sorri e percorri os olhos pelo local.

Tudo bem. Já havia ficado tempo demais ali, fora que minhas amigas tinham me largado. Deixei meu copo em cima de uma mesa que estava próxima à nós e me aproximei de Klaus.

— Acho que já vou, fiquei tempo demais.

— Que pena, estava me divertindo muito com você.

— Teremos muito tempo para conversamos. Umm... nos vemos amanhã?

— Claro. — ele pegou minha mão e a beijou — Fiquei encantado em conhecê-la.

Sorri, rezando mentalmente para que minhas bochechas não corassem naquele momento. Quando Klaus soltou minha mão, acenei de leve para ele e me afastei, caminhando até a porta principal. Pedi meu carro para um dos manobristas e o veículo chegou alguns minutos depois.

Durante o caminho até meu apartamento, flashes de minha conversa com Klaus apareciam em minha mente e não conseguia evitar: minhas bochechas coravam sempre que me lembrava dele. De sua voz, seu toque, seu jeito brincalhão...

Quando cheguei em casa, tirei a roupa, coloquei meu pijama, tirei a maquiagem e me joguei na cama. Loki subiu na cama, se deitou ao meu lado e comecei a fazer carinho nele.

Olhei o visor do celular e vi que já eram duas da manhã. Tentei dormir, mas tudo em que eu pensava em era em Klaus...

E, sem saber por quê, eu pedia para que ele não estivesse apaixonado por alguém.


Notas Finais


Gritaram quando viram o Klaus? Sim ou claro????
Espero que tenham gostado desse primeiro encontro, porque eu amei escrevê-lo. Espero que tenha superado a expectativa de vocês.
E agora? Como será que Klaroline vai se desenrolar??

Espero, de coração, que estejam curtindo essa nova fic.Vejo vocês nos comentários!

Até quarta feira (vai ser o dia oficial das postagens a partir de agora)

XOXO

Bia


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