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História La la land (Noany) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - O Pianista


Fanfic / Fanfiction La la land (Noany) - Capítulo 3 - O Pianista

O sol está escaldante e estou no meu carro no trânsito como sempre, enquanto arrumo o mudo a estação de rádio, as músicas de hoje são simplesmente horríveis, os carros começam a andar e deixo o som de lado para voltar a direção, quando levanto a cabeça novamente vejo que só a minha fila não anda, me encosto para a janela para ver o que tinha acontecido e vejo um carro parando toda uma fila imensa de carro atrás dele, começo a buzinar, mas não causa efeito nenhum, depois de quase um minuto eterno de espera, viro a direção para a esquerda e desvio da fila de carros para a que estava andando até passar pelo o carro que estava parado, de lá vejo uma garota de cabelos negros cacheados no mundo da lua cantando, buzino quando passa por ela, fazendo ela acordar para a vida, e ela só levanta um dedo do meio dela para mim irritada como se eu estivesse errado, fala sério.

Sigo meu caminho e paro no mesmo lugar que lancho todos os dias, compro um café e sento aonde me dá visão para o Van Beek, uma casa noturna, na entrada se encontrava o nome do restaurante e embaixo indicava que lá tinha Tapas e Música, olho para aquilo indignado por umas meia hora, enquanto como algo e tomo café. 

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Chego no meu prédio e quando subo as escadas vejo que meu apartamento está aberto, vou chegando perto apreensivo e abro a porta de uma vez esperando o pior, mas só vejo uma garota baixinha e loira sentada em frente a mesa comendo.

Noah - Para de entrar assim na minha casa.

Sofya - Será que a mamãe e o papai chamaria isso de casa?

Noah - O que você tá fazendo? 

Me aproximo, já com agonia do que eu estava vendo, ela sempre fazia isso.

Noah - Não faz isso, não senta no banquinho. - digo tentando tirar ela de lá.

Sofya - Você tá brincando?

Noah - Não, não senta nele, o Hoagy Carmichael sentou aí.

Sofya - Aí vai começar.

Noah - Um clube de jazz jogo o banquinho fora.

Sofya - Eu nem imagino o porque. - diz ela revirando os olhos e se levantando.

Noah - Você já sentou nele, agora já era. - digo tirando daquele lugar e colocando em outro onde não podia ser tocado facilmente.

Sofya - Comprei um tapete para você.

Noah - Tapete? Pra que tapete? Eu não preciso disso.

Sofya - E se eu dissesse que Miles Davis urinou nele? - diz ela jogando o tapete no chão.

Noah - É quase um insulto. É verdade? - Sofya ri e revira os olhos novamente me irritando.

Sofya - Quando você vai tirar tudo dessas caixas? Você já se mudou a um tempão.

Noah - Quando eu abrir meu próprio clube de jazz.

Sofya - Ain Noah é como se uma garota terminasse com você e continuasse seguindo ela. Continua passando por lá?

Noah - Não vai acreditar mais virou um lugar chamado Samba e Tapas

Sofya - Aí e daí Noah? - diz ela perdendo a paciência.

Noah - Samba. Tapas. Escolhe um, entende? Faz um direito.

Sofya - Quero que conheça uma pessoa.

Noah - Eu não quero conhecer ninguém.

Sofya - Você vai gostar dela.

Noah - Eu não vou gostar dela. Ela curte jazz?

Sofya - Provavelmente não.

Noah - E vamos conversar sobre o que?

Sofya - Eu sei lá, Noah, não importa, porque você leva uma vida de eremita. Dirige um carro sem seguro.

Noah - Não importa?

Sofya -É não importa, você tem que virar um cara sério.

Noah - Haa você quer conhecer um amigo meu com tatuagem na cara? 

Sofya - Fala sério!

Noah - Ele é um bom cara, tem um coração de ouro. - digo irônico.

Sofya - Seja sério.

Noah - Sério? Sofya... Eu tinha um plano muito sério para o meu futuro, não foi culpa minha terem me sacaneado.

Sofya - Não te sacanearam, você foi roubado.

Noah - Qual é a diferença?

Sofya - Sei lá, não foi tão poético assim. - diz ela andando pela a casa e pegando o banquinho para sentar.

Noah - Não senta aí. - digo e depois já desistindo.

Sofya - Todo mundo sacou que o cara era pilantra menos você.

Noah - Por que você fala poético como se fosse um palavrão? - digo chegando perto dela.

Sofya - Atrasar contas não é nada poético. - diz a loira enquanto anota um número atrás da minha conta de energia e me entregando. - Liga para ela.

Noah - Eu não vou ligar para ela.

Sofya pega a sua bolsa e vai seguindo para a prova.

Noah - É o seguinte, você age como se a vida tivesse me encurralado, mas eu quero ficar encurralado, eu estou deixando a vida me bater até cansar.

Sofya só suspira e faz cara de que finge está compreendo.

Noah - Aí eu vou revidar, vou vencer pelo o cansaço.

Sofya - Tá, Muhammad Ali, eu te amo, tira tudo das caixas. - ela diz me dando um beijo na testa, saindo e me deixando falando sozinho.

Noah - Eu vou trocar essa fechadura.

Sofya - Você não tem dinheiro para fazer isso - diz ela gritando das escadas.

Noah - Eu sou uma fênix ressurgindo das cinzas. - grito para ela.

Fecho a porta, olho para o número anotado na conta e jogo para o lado, faço um café e passo a tarde inteira tocando piano e gravando incontáveis vezes até chegar perto da perfeição em todas as notas.

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Entro no restaurante e caminhando até o piano do mesmo, contudo meu chefe já se encontra na metade do caminho me esperando.

Noah - Kyle...

Kyle - Noah... - diz ele com cara de pouca paciência.

Noah - Obrigado por me aceitar de volta. Você está diante de um novo homem.

Kyle - Que bom.

Noah - Um homem feliz por estar aqui. - digo apertando a mão dele.

Kyle - Maravilha.

Noah - Um homem fácil de trabalhar.

Kyle - E você vai tocar a lista combinada?

Noah - Com prazer, se bem que acho que ninguém liga para o que eu toco mesmo, mas sim.

Kyle - E se quer dizer ninguém, além de MIM, acertou em cheio. Eu ligo e não quero ouvir Free Jazz.

Noah - Claro, tá bom. - digo chegando no piano e sentando no banco em frente ao mesmo. - Apesar de eu achar que na cidade funciona um sistema de uma para você e uma para mim.

Kyle faz uma cara de descrença para mim.

Noah - Que tal duas para você e uma para mim? - ele continua com o rosto impassível. - Que tal todas para você e nenhuma para mim?

Kyle - Perfeito.

Noah - Ótimo. Decisão mútua. - digo irônico.

Kyle - Tomada por mim.

Noah - Certo. E eu assino em baixo.

Kyle - Tanto faz, se quiser se enganar. - diz ele saindo.

Pego um dinheiro do bolso e coloco no potinho na frente para indicar para as pessoas que se quiserem deixar dinheiro é ali.

Suspiro e estralo meus dedos para começar, sério eu não mereço isso, pressiono os mesmo na tecla e início uma canção de natal alegrezinha, o começo do inferno da noite para mim.

Depois de duas horas tocando música de natal que eu aprendi na primeira semana de aula de piano quando eu tinha uns seis anos, um cara passa e deixa um trocadinho do pote junto com outras notas que já estavam lá e observo que ninguém está prestando em nada que eu estou tocando como sempre, eu era melhor que aquilo, eu era melhor que ficar me rebaixando a tocar para que ninguém me ouvisse, tateei os teclados novamente, fechei os olhos e deixei meus dedos me guiarem para onde eles quisessem ir como se tivessem movimentos próprios, eles conheciam cada centímetro de um piano, cada nota, como se fossem a minha própria respiração, fui tocando de uma maneira que eu podia sentir meu coração martelando junto a cada nota, como se só existisse eu e a música naquele lugar, fui aumentando a velocidade, fazendo meu cabelo cair sobre os meus olhos, mas eu não me importava, minha alma estava sendo composta naquele momento e quando terminei eu ofegava tamanho o sentimento que havia deixado ali, olho para os lados e parece que não havia acontecido nada ali, as pessoas continuavam conversando e jantando felizes, curtindo seu natal, e ninguém parecia ter me notado, mas não todo mundo.

Kyle foi chegando perto de mim e eu já sabia o que estava por vir.

 

Kyle - Noah!

 

Meu ouvido deu um zumbido e parecia que não entendia o que ele falava para mim, era sério isso?

 

Noah - Eu estou ouvindo você, mas não é isso que quer dizer.

 

Kyle - Acho que não ouviu o que eu disse, está demitido.

 

Noah - É isso que está dizendo, mas não quer dizer isso, o que quer dizer é...

 

Kyle - Demitido.

 

Noah - ... toque a lista.

 

Kyle - Não, eu estou dizendo que agora é tarde.

 

Noah - É um aviso...

 

Kyle - De que planeta você vem?

 

Noah - Não me demita.

 

Kyle - Agora já era, me desculpe.

 

Noah - É natal.

 

Kyle - É, eu estou vendo os enfeites, boa sorte no ano novo.

 

Olho para a porta tentando me situar e vejo uma garota parada na porta olhando para mim com cabelos cacheados pretos e um vestido azul, a ignoro e me viro para o piano com raiva e frustrado, pego minha pasta com as minhas partituras e ando apressado para a saída, dando um encostão na garota que parecia está entrando no restaurante, ela falou alguma coisa que eu não entendi e também não estava com paciência para querer entender, só queria sair dali logo. 

 


Notas Finais


O Link da música do capítulo:

https://www.youtube.com/watch?v=-RxqaEs-DvY


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