História La Lune - Capítulo 13


Escrita por: e WOF

Postado
Categorias EXO
Visualizações 32
Palavras 4.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Atados


Fanfic / Fanfiction La Lune - Capítulo 13 - Atados

Chanyeol

Finalmente Baekhyun havia voltado para o nosso lar.

Jongin, Minseok, Jongdae, junto da Senhora Byun, organizaram uma pequena confraternização quando o Baek retornou. Foi bem divertido, o Byun se emocionou e tudo mais, era adorável a forma como ele conseguia ser unido com seus amigos.

Gostava de o ver feliz daquela forma, tirei inúmeras fotos deles se divertindo em nosso apartamento. Tratei de convidar Junmyeon e Kyungsoo, a festa era para o Baek, mas os meninos disseram que não havia problema em convida-los.

Voltávamos a nossa rotina, ele voltava para a faculdade, era seu último ano, estava feliz por ele. Já que, para mim ainda faltavam dois anos, meu avô não pegava tanto no meu pé, mas como castigo continuou fazendo questão que eu fosse a empresa todos os dias, isso fazia nenhuma sentido, mas eu ia, mesmo contrariado, para evitar problemas.

-Fica mais um pouco. – havíamos acabado de acordar, havia a paz da manhã, gostava de apreciar aquele silêncio antes de iniciar o dia, mas Baekhyun parecia disposto a se levantar.

-Preciso ir a faculdade, preciso saber como prosseguir a partir de agora. – se explicava botando seus óculos.

- Por favor. – pedi fazendo beicinho. – Aproveite esse momento de preguiça.

-Ta bom, mas nada de beijos antes de escovar os dentes. – deu o ultimato, retirando seus óculos, pondo onde estava anteriormente.

-Tudo bem. – aceitei de bom grato, observando ele se deitar novamente, fazendo agora meu peito de travesseiro.

-Adoro quando você deita assim. – confessei, fazendo cafuné.

- Eu também adoro Channie. – respondeu bem humorado. – Eu vou dormir novamente se você continuar com esse cafuné.

-Pode dormir amor. – respondi beijando sua cabeça.

-Posso não, tenho que estar cedo na universidade. – me respondeu.

-Esqueça isso um pouco, relaxa, aproveite o momento. – pedi. Ele suspirou e ficou em silêncio, adorava sentir a proximidade dele, seu cheiro, sua presença, eu o amava demais.

No fim ele acabou dormindo novamente, fiz o café, tomei banho para finalmente o chamar. 

Baekhyun precisava estar na faculdade às 10 da manhã, e havia acordado às 6 da manhã, ele andava meio ansioso, acredito que o ritmo de Singapura fosse mais puxado, e ele ainda não havia se habituado novamente a rotina que possuía em Seul.

-Amor, calma. – pedi enquanto ele comia e calçava o sapato ao mesmo tempo.

-Chanyeol eu vou me atrasar. – me respondeu de boca cheia.

-Você precisa comer mais, com mais calma, você emagreceu um monte em Singapura. – observei preocupado, seu rosto estava mais fino, e eu adorava ele mais cheinho.

- Eu sei, ok? Está regulando meu peso agora? – me respondeu. - E se eu gostar da minha forma física de agora?

-Claro que não Baek, você continua lindo, minha preocupação é com sua saúde. – respondi, incomodado com sua falta de delicadeza.

-Estou bem, posso comer melhor depois, agora preciso terminar de me arrumar. – disse de forma rápida, ele estava muito agitado.

-Tudo bem. – concordei, não adiantava muito contrariar Baekhyun.

Quando cheguei a faculdade naquele dia, dei logo de cara com Kyungsoo. Parecia meio tenso, não como Baekhyun, ele era introvertido, então provavelmente estava uma pilha por dentro.

-Bom dia Soo. – o cumprimentei.

- Bom dia. – me respondeu.

-Tudo bem? – indaguei incerto.

-É, mais ou menos. – respondeu sério.

Kyungsoo não era de expor seus problemas, mas era perceptível que ele tinha algum, com o tempo isto viria a tona.

Jinyeon estava respondendo bem ao tratamento, felizmente não havia adquirido dependência alcoólica, por sorte! 

Voltava a comer melhor aos poucos, e vinha ganhando peso gradualmente, havia voltado a viver com a mamãe, já que este fato a ajudava a se manter mais equilibrada psicologicamente.

Estava feliz por saber disso, a visitava quando dava tempo. Havia arrumado um tempo naquela tarde, sempre era bom passar um tempo com minhas irmãs.

Baekhyun

Precisava chegar a coordenação cedo, como era meu último ano, seria unicamente focado no estágio e na finalização do meu Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, para os mais íntimos.

O que me preocupava era esse bendito TCC, precisava encontrar meu orientador, tudo estava parado a um ano, esperava que desse tudo certo. 

Meu estágio seria na empresa da minha família, então estava bem tranquilo quanto a isso, claro que não deixaria de me dedicar e fazer o meu melhor, mas é que o assunto TCC era um pouco mais complicado.

-Merda! – praguejei, enquanto corria para subir as escadas, não deveria ter sido embalado pelo sono naquela manhã, mas o carinho de Chanyeol estava tão gostoso, maldito alfa desengonçado.

Com a graça divina tudo correu bem, meu orientador ficou feliz por me reencontrar e disse que poderíamos voltar com o desenvolvimento quanto antes. Ok! Menos um afazer para aquele dia.

Esperava Jongin para irmos almoçar, Chanyeol estava sendo escravizado pelo avô dele, então eu iria com meu amigo.

-Ei! – chamei quando ele já ia passando direto por mim.

-Oi Baek. – respondeu meio aéreo.

-Tudo bem? – indaguei por puro costume.

- Eu tô preocupado.- admitiu, enquanto eu caminhava junto dele. – Onde vamos almoçar?

-No restaurante universitário. – respondi rindo, ele estava meio fora do ar.

-Pode ser. – concordou, sem prestar muita atenção.

-Mas porque está preocupado? – indaguei voltando a ficar sério.

-Coisas da vida. – respondeu sorrindo sem vontade.

-Quer conversar sobre isso? – indaguei realmente preocupado, Jongin sempre era tão cheio de alegria.

-Depois. – respondeu sem vontade. Sabia que esse “depois", só chegaria com alguma insistência minha, e não gostava de forçar a barra.

O decorrer do mês foi bem tranquilo, aos poucos eu passava a saber lidar com a minha nova rotina. 

A melhor parte do dia eram os estágios na empresa, sem dúvidas havia nascido para aquilo, eu amava o meu trabalho.

Chanyeol dificilmente chegava antes de mim em casa, e sempre que chamava logo saia para correr e voltava todo molhado de suor, incrivelmente nem assim eu conseguia o achar fedido, achava sexy a camisa grudada em seu corpo magro.

O levei no médico para fazer o check-up, ele estava ótimo, mas me obrigou a fazer o mesmo. O médico me mandou para o nutricionista, estava anemico e nem sabia, além de estar abaixo do meu peso ideal.

"Eu disse que você precisava comer mais."

Foi a primeira coisa que Chanyeol disse quando saímos do consultório. Não era em tom autoritário, na verdade ele parecia mais preocupado com isso do que eu.

Chanyeol tentava tocar violão, estava tão cansado que nem isso estava conseguibdo fazer dirrito, ao menos as gripes haviam diminuido, havíamos acabado de jantar, quando ouvi a campainha tocando.

- Eu atendo. – disse selando os lábios de Chanyeol.

Quando abri a porta me deparei com Kyungsoo, surpreendentemente.

-Oi Soo. – o cumprimentei educadamente.

-Oi Baek. – respondeu parecendo estar em alerta. – Chanyeol está?

-Sim, entra. – respondi lhe dando passagem.

Kyungsoo brincava com os dedos, sentado no sofá, expondo seu nervosismo. Chanyeol o encarava, assim como eu, o Do por sua vez, continuava em silêncio.

-Quer alguma coisa Kyung? – perguntei educadamente. - Um suco, água?

-Não Baekhyun, obrigado. - agradeceu sorrindo amarelo. - Chanyeol, podemos conversar a sós? – ele indagou em um fio de voz.

-Claro. – respondeu o Park.

-Vou deixá-los a sós, enquanto vou a loja de conveniência. Ok? – falei me levantando do tapete que tínhamos na sala, onde eu estava sentado.

-Obrigado Baekhyun. – o Do disse com um pequeno sorriso.

-Cuidado. – Chanyeol disse antes de eu sair, algo desnecessário, pois a conveniência ficava na esquina do nosso quarteirão, e a taxa de criminalidade era baixíssima.

Chanyeol

Quando Baekhyun bateu a porta, Kyungsoo soltou um suspiro, e deixou-se relaxar no sofá, deitando a cabeça no encosto do sofá. Permaneci em silêncio.

-Posso dormir aqui Park? – indagou olhando para o teto.

-Obvio Soo. – respondi, achando estranho o seu pedido. – Mas me diz o motivo. – pedi.

- Eu não sabia mais a quem recorrer. – falou ainda encarando o teto. – Você é meu amigo mais próximo, por incrível que pareça. – riu sem humor. – Não sei se você sabe, mas o Jongin, o meu namorado, e eu, nos conhecemos desde sempre. Quando viemos para Seul passamos a dividir o apartamento, eu sabia que ele gostava de mim, já havíamos tido algo durante o ensino médio, mas não foi nada sério. – ele falava tão rápido que era difícil compreender, estava uma pilha de nervos, parecendo realmente interessado no teto. Eu ouvia atentamente. -Nossas famílias são amigas. Nossos pais ficaram felizes quando souberam do nosso relacionamento. – continuava a explicar sua história ainda de forma rápida.

- Ele te fez alguma coisa? – indaguei preocupado.

-Não. – respondeu soltando uma risada. – Na verdade sim... – disse ficando em silêncio, voltando seu olhar para mim. – Estou grávido e não sei como contar. – foi sincero, mas parecia meio constrangido ao dizer aquilo.

-Tudo bem Soo, você pode ficar aqui durante quanto tempo quiser. – afirmei, me aproximando dele e pegando em sua mão, tentando parecer calmo, quando aquilo na verdade havia me pego de surpresa.

- Eu nem sei se quero que ele saiba. – falou com a entonação triste, quase chorosa.

- Por que não Soo?

-Minha mãe me deixou quando eu era bem pequeno, meu pai entrou em depressão por ter a marca, ela nunca o deixou marca-la. Não tenho muitas recordações dela, mas devia ser uma pessoa horrível para marcar seu beta e ir embora. – explicou. – Nunca quis uma família por isso, não quero me juntar a alguém para ser largado e viver triste. Não quero viver como o meu pai.

-O Jongin não parece ser alguém capaz de uma atrocidade dessas, e vocês ainda não são marcados. – dei meu parecer.

-Exatamente! Ainda tem isso, nem imagino como meu pai vai reagir quando descobrir que estou grávido, sem uma marca, um diploma, e desempregado. – pos a cabeça entre as mãos. – Como vou sustentar essa criança sozinho?

Ele já havia adotado a ideia de se tornar pai solteiro, quando nem ao menos sabia como Jongin reagiria. Me sentei a seu lado no sofá, e passei a mão em suas costas, tentando dar apoio.

-Soo. – o chamei, capturando sua atenção, seus olhos estavam marejados, Kyungsoo era durão, nunca o imaginária chorando. – Você pode ficar conosco o quanto precisar, vou te apoiar com o que precisar. – afirmei com a voz baixa. – Mas pensa bem. Jongin merece saber da existência desse bebê. Assim como o seu pai. Ele é seu pai, ele te ama incondicionalmente, é uma atitude muito ruim privar ele de uma informação como está.

-Você está certo, eles merecem saber. Jongin tem sido maravilhoso, meu pai sempre lutou contra sua tristeza para me criar e educar. Mas não sei como contar a eles. – afirmou, secando a única lágrima que derramou. – Jongin foi maravilhoso até na hora do término. – revelou me deixando abismado.

-Vocês terminaram? – indaguei surpreso.

-Sim. – afirmou, praticamente recomposto. – Nesta tarde, por isso não quis voltar para casa, preciso pensar.

-Está tudo bem Soo. – afirmei sorrindo nervoso. – Vamos dar um jeito nisso. Sempre estarei a seu lado. Estamos juntos nessa!

-Obrigado Chanyeol. – agradeceu parecendo mais calmo.

-Quer um abraço? – indaguei, observando ele fazer que sim com a cabeça.

Juntei nossos corpos e fiquei ali durante o tempo que ele achou necessário, até desfazermos o ato, e ele decidir que queria tomar banho para dormir. Eu por minha vez, fiquei a espera de Baekhyun.

Baekhyun

Andava distraído pela rua, chupando meu pirulito, que eu havia acabado de comprar na loja de conveniência, haviam outros doces na sacola, quando ouvi meu celular tocar. Na tela dizia ser Jongin então atendi prontamente.

-Oi Jonginnie!

-Baek, sabe do Kyung? – indagou parecendo estar preocupado.

-Ah. – não me deixei responder, pensei na situação, talvez Kyungsoo não quisesse ser achado. – Sei não. – respondi depois de alguns segundos, era péssimo mentiroso.

-Droga. – praguejou do outro lado da linha.

-Aconteceu alguma coisa? – perguntei, não queria fazer fofoca, mas Jongin era meu amigo.

-Aconteceu. – afirmou, eu continuava caminhando até a minha casa.

-O que aconteceu? – indaguei chegando ao meu prédio, parei no térreo. Queria dar tempo a Kyungsoo para conversar com Chanyeol.

-Nós terminamos. – Jongin afirmou, com um tom de voz indecifrável, parecia chateado, obviamente, mas havia algo a mais. – E desde então ele sumiu. Ele nem me deu uma justificativa descente, só disse que havia acabado, que havia sido bom enquanto nosso relacionamento durou. – relatava, enquanto eu continuava chupando meu pirulito e o porteiro vigiava as câmeras do condomínio. -Baek, ele é meu sonho de adolescência, você não está entendo, eu achava que ele gostava de mim, acreditava ser um amor recíproco, achava que nossos lobos haviam se reconhecido, nós temos uma ligação.

-Já parou para pensar que isso pode ser coisa da sua cabeça? – indaguei equanto mastigação o pirulito e brincava com seu canudo.

-Não é coisa da minha cabeça Baek, eu o amo de verdade. – Jongin falava meio choroso. – Fazem semanas que ele está estranho, até o cheiro dele mudou... - fez-se silêncio, ouvia sua respiração ruidosa.

- Como mud- - não consegui terminar a frase, pois ele me interrompeu.

-Oh meu Deus Baekhyun! – exclamou, parecendo ter acabado de descobrir a pólvora. – Ele tem outro alguem! É óbvio! Tão claro quanto água. – disse antes de cair no choro. – Por isso ele está diferente, o cheiro está diferente, por isso não me deixa o tocar. – falava enquanto chorava.

-Jongin? – chamei realmente preocupado. – Jongin!

- Meu coração está partido. – disse choramingando. – Eu o amo tanto, oh Baek! Como dói!

Permaneci na linha até finalmente conseguir acalmar o Kim, o que demorou muito, ele só se acalmou quando eu disse que Kyungsoo deveria estar bem, que nada de ruim o aconteceria, que logo eles conversariam e tudo ficaria bem.

Chanyeol

Baekhyun voltou com cara de enterro, quando ele chegou Kyungsoo já estava pronto para dormir. Eu havia pego roupas de Baekhyun para o emprestar, acredito que ele não se incomodados com isso.

-Baek. – chamei, me levantando do sofá onde a televisão estava ligada, mas nenhum de nós dois prestava realmente atenção, Kyungsoo estava no celular conversando com seu pai, havia decidido se encontrar com o mais velho no fim de semana, e eu jogava Pokémon no Nintendo DS.

- Oi. – respondeu, enquanto jogava um saco de balas na mesa.

-O Soo vai dormir aqui hoje, no meu quarto, peguei um pijama seu emprestado para ele, tem problema? – perguntei quando já estava próximo dele.

-Tudo bem. – afirmou, me roubando um beijo rapidamente. – Vou tomar banho, preciso dormir. Você tem remédio de dor de cabeça?

-Tenho. – afirmei. – Aconteceu alguma coisa.

-Depois a gente conversa. – ele disse indo em direção ao seu quarto.

Fiquei parado o observando, até me dar conta que estava parado feito um banana no meio da sala.

Deixei Kyungsoo confortavelmente em meu quarto, certifiquei que ele estava confortável e voltei ao quarto de Baekhyun, onde passaríamos a noite. Quando cheguei ao compartimento, o Byun já estava deitado em sua cama, grudado ao telefone.

-Passou a dor de cabeça? – perguntei me deitando ao seu lado.

-Vai passar logo. – ele afirmou, bloqueando o celular e retirando os óculos. Beijei sua testa, e o abracei, apoiei meu rosto sobre a sua cabeça. Será que Baekhyun me esconderia uma gravidez? Como ele reagiria? Suspirei cansado. – Quer conversar sobre mais cedo? – ele indagou com a voz baixa, ele me abraçava também.

-Sim. – afirmei. – Mas não sei se devo, isso não diz respeito à mim.

-Tudo bem. – ele disse, prosseguindo logo em seguida. – O Jongin me ligou enquanto eu fui a loja de conveniência, eles terminaram Channie.

-Sim, eu sei. – disse, desfazendo o abraço, voltando a o encarar. – O Kyung está esperando um filho.

- Oi? – Baekhyun se exaltou.

-Está grávido, mas não sabe como contar. Precisamos o apoiar. – relatei.

-Puta merda! – praguejou. – Nossa que merda, o Jongin está louco o procurando, ainda bem que, provavelmente, ele ainda não sabe desse fato, se não a preocupação seria dobrada.

-Você tem razão. – concordei, penteando os cabelos dele com os dedos.

- Como pretende o apoiar? – Baekhyun indagou meio incerto.

-Bem, pensei em deixá-lo ficar aqui o quanto quisesse. Dar conselhos e apoio emocional. – respondi.

-Parece bom. – Baekhyun concordou. – Preciso dormir, isso me deixou tenso. Jongin está desesperado, coitado.

-O Soo bloqueou o número dele. – afirmei. – Não sei se é certo o esconder aqui, mas se é o que ele quer.

-Me sinto um traidor escondendo o namorado grávido do meu melhor amigo. – Baekhyun falou bem humorado. – Espero que tudo termine bem.

- Eu também. – afirmei. – Boa noite. – desejei beijando os lábios do ômega.

-Boa noite Channie. – ele me respondeu selando meus lábios mais uma vez.

Baekhyun

Agradecia todos os dias por ter uma relação tão estável com Chanyeol. Jongin estava um caos na manhã seguinte, estava devastado, era de dar dó. 

Não compareci ao estágio para tentar o consolar, afinal ele era meu amigo. Voltamos para o apartamento dele, o qual dividia com o Do.

-Olha para mim Jongin! – exclamei cansado de assistir ele se lamuriando, suas íris estavam verdes de uma forma tão intensa, refletiam sua amargura.

-Nunca mais vou amar a ninguém. – ele afirmou, limpando seu rosto na camisa.

-Não faz isso Jongin! Comprei lenços de papel para você não limpar na camisa! – repreendi, me arrependendo logo depois ao ver seus olhos novamente.

-Será que ele está bem? – bufei em resposta, revirando os olhos.

-Que merda viu? – praguejei. Seria um dia longo.

Fiquei de babá do alfa de coração quebrado, até eu decidir voltar para casa, conversariam com Kyungsoo e pediria para ele ao menos avisar que estava bem.

-Enviou? – indaguei de forma intimidadora.

-Enviei. – afirmou. Kyungsoo também estava sofrendo, era possível ver sua íris acinzentada.

-Ótimo! – afirmei. – Agora vamos jantar.

Chanyeol não havia chego ainda, então teríamos um tempo só para os ômegas.

-Não sei o que o levou a isso. – fiz o desentendido. – Mas acho que vocês precisam conversar, sabe? Como pessoas adultas.

-Farei isso, só preciso de um tempo. – ele afirmou, enquanto começava a comer.

Eram problemas demais, estresse dava rugas. Por isso decidi passar uma tarde no spa junto de minha mãe, precisava relaxar. Foi bem divertido, e relaxante, adorava a companhia da minha mãe.

- Agora que você voltou para Seul. – ela falava enquanto recebíamos uma massagem. – Você podia tirar um tempo com seus amigos, aproveitar as próximas férias.

-Ótima ideia mamãe. – concordei. – Na casa do vovô no campo.

-As montanhas são meio chatas no verão Baek. – rebateu.

- Eu adoro aquele lugar, vou organizar algo lá para durante as férias. – afirmei, ficando animado com a possibilidade.

As semanas foram se passando, Kyungsoo sumiu do mapa, nem Chanyeol conseguia falar com ele, Jongin estava tão desestabilizador que trancou a faculdade temporariamente e voltou para a casa dos pais. Era uma situação muito complicada, de partir o coração.

-Channie. – resmunguei, era domingo de manhã, estava muito preguiçoso, tateei a cama e não o encontrei. Fui vencido pela preguiça e ali permaneci, até ouvir a voz de Chanyeol conversando com alguém em nossa sala.

Suspirei preguiçoso, procurei meu celular no criado mudo, não passava das nove, coloquei meus óculos e fui fazer minha higiene matinal.

Na sala da minha casa estavam, Chanyeol, Hani e uma criança, não consegui distinguir o sexo, a qual parecia ter uns dois anos máximo.

-Bom dia. – os cumprimentei.

Chanyeol estava tão hipnotizado com a criança, que nem prestou atenção no meu cumprimento. Hani sorriu para mim, mas ela parecia mais interessada na conversar que tinha com Chanyeol.

-O vovô já sabe? – meu namorado indagou.

-Sim. – sua irmã afirmou.

-Isso é tão fantástico Hani! Estou tão feliz. – Chanyeol falava com um sorriso enorme, enquanto a criança continuava brincando com seu patinho inflável, com a chupeta na boca, e o nariz escorrendo. – Venha aqui Baek! – ele disse se voltando para mim. – Está é a minha sobrinha Hyelim.

Me aproximei da criança, era realmente fofa, tinha uma bochecha enorme, pouco cabelo, parecia ter sido cortado recentemente, e os olhos bem pequenos.

-Uma graça. – afirmei sorridente. – Olha esses pezinhos gordinhos!

-Ela me encontrou. – Hani afirmou sorrindo, enquanto observava a filha.

Não sabia que Hani era mãe, isso era algo bem novo para mim.

-Estava fazendo um projeto beneficente em um orfanato em Ulsan. – iniciou o relato. – Quando ela me encontrou, quando visitei a parte das crianças de sua idade, ela não queria se desgrudar de mim, foi amor à primeira vista. Então passei a visitar o lugar mais vezes para poder ve-lâ. E decidi que não queria me separar dela, queria trazer para casa.

-Não sabíamos que ela adotaria uma criança. – Chanyeol afirmou sorridente.

- Chanyeol, você sabe o que nossa família pensa sobre adoção. – Hani afirmou e lançou um olhar duro para Chanyeol. – Precisei fazer segredo.

-Eles não gostam da ideia? – indaguei curioso.

-Detestam. – Hani respondeu. – Mas não podia deixar a minha filha no orfanato, não é Hyennie? – ela afirmou brincando com a criança, limpando o nariz da pequena logo em seguida. - Está tão gripadinha. - afirmou de forma carinhosa.

-Sua atitude é muito bonita Hani. – afirmei, observando a garotinha tirar a chupeta para enfiar o pato na boca. – Ela é linda.

-Obrigada. – agradeceu ela toda boba.

-É sim! – Chanyeol afirmou. – A garotinha do titio!

Foi uma manhã prazerosa, Hani explicou como foi todo o longo processo de adoção, que não deixaria a mídia expor a pequena, e nem ninguém da família Park a tratar mal. Sem dúvidas Hani seria uma mãe exemplar. E Chanyeol um tio coruja, já que naquela pequena parcela de tempo, havia tirado centenas de fotos da garotinha.

-Nós vamos ter filhotes algum dia? – Chanyeol me surpreendeu ao perguntar aquilo.

Estávamos assistindo a um filme ruim sobre o Natal, na verdade, eu estava mais cochilando do que realmente assistindo.

-Não sei Channie. – respondi sonolento. – Quem sabe um dia, daqui a alguns anos.

- Eu espero que esse dia chegue logo. – ele afirmou me fazendo cafuné.

-Logo não né, Chanyeol? Vamos esperar mais um tempo. – afirmei. – Ainda somos muito novos, nosso relacionamento é relativamente recente, precisamos iniciar a carreira, ter estabilidade emocional.

-Você tem razão. – ele afirmou meio desanimado. – Mas fico feliz por saber que você também tem esse desejo.

-Deve ser legal ter crianças. – afirmei, sentindo minhas pálpebras pesadas.

-Você vai dormir, bem no meio do filme? – Chanyeol indagou incrédulo.

-Me deixa. – pedi, me virando de costas para ele, me envolvi na coberta, mas logo senti Chanyeol, se posicionando atrás de mim, para podermos dormir de conchinha.

Chanyeol

Estava trabalhando em mais um relatório irritante, o nó da gravata praticamente não existia mais, quando recebi uma mensagem peculiar.

Kyungsoo: Hey! Estou em Seul, posso ir a sua casa mais tarde?

Como assim? Depois de quase dois meses sem noticias e assim que ele volta?

Eu: Claro Do, por favor, fiquei preocupado com o seu desaparecimento.

Kyungsoo: Vou aparecer por lá.

Essa foi a última mensagem que trocamos, não levei muita fé, mas tratei de chegar em casa cedo, e não fui correr no parque naquele dia.

-Chegou cedo. – Baekhyun me recepcionou de avental, me beijando delicadamente. – Que cara sexy de terno e gravata nós temos aqui.

-Você fica uma gracinha de avental. – afirmei, achando graça, segurando em sua cintura, para pode beija-lo.

-Será que rola um agrado? – indagou, me dando uma piscadela, senti meu rosto esquentar. – Você fica delicioso de terno Park. Não precisa ficar com vergonha.

-O Kyungsoo vem aqui hoje. – respondi, sentindo Baekhyun apertar a minha bunda.

-Vai ser rápido. – ele afirmou.

Não neguei o pedido de Baekhyun, afinal que mal teria. O beijei enquanto íamos para o seu quarto, até o sentir duro contra a minha coxa, o joguei na cama, tirei seu avental, naquela altura minha camisa social já estava toda aberta e o blazer perdido em algum lugar do percurso perdido.

Adorava atacar seu pescoço por saber que ele era sensível ali e sempre acabava gemendo mais alto do que devia.

O masturbei um pouco, e então fiz como ele havia desejado, sem pressa, eu queria lhe dar prazer, eu adorava o dar prazer, adorava o ver descabelado e ofegante quando terminávamos, adorava ele todo dengoso pós orgasmo.

-Você é demais Channie. – ele afirmou, ofegante. – Eu amo você.

- Eu também te amo Baek. – respondi, lhe roubando um beijo. Ficamos ali deitados, até o cheiro de queimado se fazer presente, observei Baekhyun vestir o short que usava de qualquer jeito é partir para a cozinha.

Nossa pequena diversão havia queimado o nosso jantar.

Kyungsoo chegou enquanto esperávamos a nossa janta, seria pizza. Ele nos mostrou a pequena barriga de três meses, era quase imperceptível, ele estava lindo.

-Vou parar a faculdade até o bebê nascer, meu pai vai me ajudar a cuidar dele ou dela. – ele afirmou. – Eu voltei para encontrar vocês, e conversar com o Jongin. – disse a última parte de forma baixa.

-O Jongin não está mais aqui. – Baekhyun revelou.

-Não? – Kyungsoo indagou surpreso.

-Pensei que soubesse. – Eu afirmei.

- Eu cortei todo e qualquer contato com ele, precisava por minha cabeça em ordem. – Kyungsoo explicou.

-Pensei que se encontrariam na cidade natal de vocês, já que ele voltou para a casa dos pais. – Baekhyun falava de forma calma.

- Meu pai se mudou de lá desde que eu entrei na faculdade, agora ele mora no sul do país. – Kyungsoo respondeu meio decepcionado.

-Você ainda não contou para o Jongin? – Eu perguntei.

-Não. Queria fazer isso pessoalmente. – Kyungsoo afirmou fazendo carinho na barriga.

Baekhyun e eu trocamos um olhar cumplice, enquanto Kyungsoo parecia perdido em seus pensamentos.

-Vocês sabem o que o levou embora? – Kyungsoo indagou depois de minutos em silêncio.

-Você. – Baekhyun respondeu simplista, o Do o olhou supreso. – Nem adianta me olhar assim. Ele ficou devastado, seu estado era tão ruim que preferiu voltar a morar com os pais temporariamente.

-Pobrezinho. – o Do afirmou. – Deve ter sido por isso que a Senhora Kim me procurou.

-A mãe dele te procurou? – Eu perguntei confuso.

-Sim, mês passado, ela queria me encontrar, mas se eu a encontrasse ela saberia do bebê, então eu disse que não iria ao encontra dela.

-Puta merda eihm Do. – Baekhyun praguejou. – Precisamos organizar um reencontro para vocês dois.

- Eu vou encontrá-la, quem sabe assim ela não me ajuda a contar para o Jongin. – Kyungsoo afirmou com um semblante entristecido.

Baekhyun

Kyungsoo havia desaparecido novamente, saiu para encontrar a Senhora Kim e não dava sinal faziam quase doze horas, estávamos preocupados, já que ele não respondi as mensagens ou atendia as ligações. 

Sinceramente, para alguém tão certinho Chanyeol tinha um amigo bem complicado.

- Ele está bem Chanyeol. – afirmei. – Está com a Senhora Kim, devem estar resolvendo as coisas.

- Ele podia pelo menos responder às mensagens. – Chanyeol afirmou depois de suspirar cansado. – Vou voltar a estudar, preciso me formar quanto antes, reprovar não está entre uma dessas escolhas.

-O que você vai fazer depois da formatura? – perguntei curioso. – Vai continuar trabalhando com o seu avô, ou vai tomar vergonha na cara e se livrar logo daquela empresa, e passar a trabalhar por conta própria.

-A segunda opção. – ele afirmou, se jogando no sofá. – A patente já me rendeu bastante dinheiro, mas quero garantir meu diploma antes de tomar qualquer atitude, não duvido de nada vindo do meu avô, preciso estar formado para começar a trabalhar, com o que eu realmente gosto.

-Muito bem Park, até que você não é tão ingênuo. – o elogiei enquanto sorria, Chanyeol não era tão bobo no final das contas. – Tenho certeza que nunca mais vai depender da empresa da sua família.

-Não vou mesmo. – afirmou. – Mas eu queria mesmo era livrar minhas irmãs e minha mãe das garras daquele monstro.

-Tudo a seu tempo Chanyeol. – eu disse, enquanto tentava pensar no que deveria fazer a respeito do TCC, não sabia que era tão complicado obter um diploma.


Notas Finais


Obrigada por ler ♡
Até a próxima
Beijos


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