História La magia entre tu y yo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - La promesa


Luca não gostava de ter que revelar coisas sobre si para outras pessoas. Principalmente em relação ao seu “dom”. Mas Brahim tinha exposto o seu pai fazia consigo na frente de Cristo e o mesmo tinha passado os últimos minutos o encarando com aqueles olhos claros, sem inquirir mas também sem disfarçar o interesse em saber. Preocupação? Curiosidade? Luca só descobriria se contasse. E não sabia como. Sentou ao lado do menino na cama e suspirou.

- Primeiro que o lhe eu contar, não sai daqui. Por mais raiva que você fique.

- Luca, o que...?

- Prometa, Cristo.

- Ok. Eu prometo.

Luca olhou para o teto, desejando sumir.

- Quando eu era pequeno, meu pai descobriu que eu tinha um dom. As pessoas ficam atraídas por mim com facilidade. Seja pra dedicar amor ou pra querer prazer sexual. Ele me manteve fechado aqui pra anos, trazendo curandeiros, padres e qualquer um que pudesse me “curar”. Não há cura. Asensio interviu com os pais para que eu fosse liberado daqui e viver como um menino da minha idade. Funcionou. Só que assim que eu tive minha primeira relação sexual, os poderes amplificaram – ele suspirou – Meu pai me odeia. Ele me bate quando pode. E me manda ficar longe de todos. Inclusive você. Não sei quanto meu poder te afetou, Cristo.

Cristo olhava pra ele com um misto de surpresa e admiração. Desceu as mãos até o braço de Luca que tinha uma cicatriz enorme. Passou os dedos delicadamente.

- Foi ele? – ele não teria ouvido a voz se não estivesse realmente próximo

- Um dos curandeiros que ele trouxe – Luca arqueou as sobrancelhas – Você me tocou. Mesmo sabendo....

O outro tirou um colar de dentro da roupa.

- Mamãe me faz usar pra proteção, Luca. Nenhum feitiço me atinge. Nenhum poder me atinge.

Luca segurou a respiração e falou cauteloso.

- Então, o que você sente....

- É real. Tudo que eu te digo, Luca, é real.

Cristo o puxou para o seu colo, abraçando sua cintura e descansado a cabeça em seu peito. Parecia contar cada respiração de Luca. Tomou então seu rosto nas mãos e deu um beijo carinhoso.

- Você não merece o que passa, Luca. Mas estou aqui pra te fazer sentir amado.

- Mesmo eu sendo esse ser desprezível?

- Não há nada de desprezível sobre você.

Os dois voltaram a se beijar e involuntariamente, Luca começou a rebolar no colo de Cristo, que gemeu baixinho em seu ouvido.

- Você decide hoje, Luca. Por cima, ou por baixo?

Cristo era muito dominador na cama (o que não o desagradava) então Luca ficou surpreso com a alternância nas escolhas. Se largou ao lado do outro e o chamou para si. González sorriu, malicioso. Tirou as vestes de Luca, lentamente e depois, tirou as dele próprio, usando o couro que segurava sua calça para prender as mãos de Luca acima da cabeça. Ele gemeu, frustrado e excitado ao mesmo tempo. Por mais experiência que tivesse, era novo nesses joguinhos de prazer que o menino o colocava.

- Nada de se mexer, hein?

Cristo foi descendo até encontrar o membro de Luca, duro feito pedra e sorriu ao lamber levemente toda a extensão. Ele se remexeu todo, explorando as sensações que Cristo lhe causava. O maldito sabia como lhe fazer entrar em combustão.

- Você quer eu chupe, Luca? Gosta de me ver assim?

Luca riu, nervoso. Amava ver González assim.

- Acho que já sabe a resposta.

- Diga.

- Chupe o que é seu, meu amor.

González nem precisou de um segundo comando. Assim que começou a se movimentar pra cima e pra baixo, Luca gemeu, tentando soltar as mãos. Tinha certeza que um dia Cristo González o deixaria maluco. Ele continuava a se movimentar avidamente e ele tinha certeza que gozaria a qualquer momento. E estava avisando Cristo quanto a isso. De repente, sem aviso algum, Cristo subiu e entrou dentro de Luca, agarrando-se ao que havia próximo, para estocar cada vez mais fundo.

- Aposto que você transou com muita gente, não é? – disse Cristo ofegante – Aposto que tem uma longa lista de ex amantes.

- Ah, com certeza – Luca era audacioso e estava louco por prazer – Já vi até alguns maiores do que o seu.

Isso fez Cristo ir ainda mais forte, atingindo a próstata de Luca, que gritou de prazer, o que pareceu agradar e muito o outro.

- Acho que nenhum deles era igual a mim, Luca – Cristo se abaixou, sussurrando e continuando a meter ainda mais forte – Nenhum deles amava você.

Luca olhou para Cristo, desejando mais que tudo estar com as mãos livres. Como se o ouvisse, González soltou suas mãos e ele agarrou com força a bunda de Cristo.

- Eu também amo você.

- Luca, eu vou gozar.

Ele empurrou o corpo de Cristo mais para dentro de si e sussurrou;

- Dentro.

Cristo pareceu alarmado.

- Certeza?

- Sim.

Mais uma vez, ele não precisou de segundo comando. Gozou em poucos segundos. Dentro.

(...)

O pai resolveu fazer uma de suas medidas no dia seguinte. Trouxe os Vásquez para perto. Javier parecia perdido e desesperado, Cristo sentia pelo amigo e Luca sentia pelo namorado. Javi estava apaixonado por um menino da vila, mas era prometido do mais novo dos Vásquez.

- Javi, se você parecer mais desesperado, seu pai vai perceber – disse Cristo enquanto almoçavam

- Papai falou de consumar o casamento, Cristo. E quanto a Federico?

- Já pensou em falar com ele?

- Vou lá hoje a tarde. Me dá cobertura?

- Sempre.

Luca riu do cumprimento dos dois e Cristo deu um beijo em sua bochecha. Sánchez os olhou com carinho.

- Não me aguento com esse amor todo de vocêe. Conseguiu render meu amigo, hein Luca?

- Até parece que você não está caidinho pelo padeiro.

- Falando nele.... Vou até ele. Se cuidem.

Cristo levantou, puxando Luca consigo até seu quarto. Os dois estavam rindo e conversando até que deram de cara com o pai de Luca. Zidane os olhou com desprezo de cima a baixo. Luca apertou a mão do outro com força.

- Como você é fácil, Luca....

Antes que ele falasse alguma coisa, Cristo disse:

- Algo contra, senhor? Não sou prometido a ninguém. Nem Luca, que eu saiba. Não há nada que me impeça de o pedir para ficar comigo.

- Acha que ele vai ser fiel a você? Ele é uma aberração.

- Aberração é o senhor, com todo respeito. Se Luca aceitar, me caso com ele logo e o torno um González.

Luca não conseguia expressar o quanto aquilo o agradava. Cristo o aceitava, diferente do que tinha tido a vida toda. Amava aquele guerreiro com todos os seus defeitos porque ele amava os seus.

- E eu aceito muito, papai. Já que o senhor não se importa comigo, vou morar com quem se importa.

Os dois nem deram tempo de Zidane responder. Saíram de mãos dadas em direção a algo melhor. Talvez um futuro em paz.

(...)

Claro que estavam errados. Javier chegou mais tarde desesperado dizendo que Federico tinha sumido. Luca viu a dor nos olhos de Cristo ao ver o melhor amigo, quase um irmão, sofrendo. Javi também tinha tido esperança de um futuro melhor para si.

Talvez por isso, no dia seguinte, os três partiram antes do sol nascer atrás de Federico Valverde. Não sabiam quando voltariam. Ou se voltariam.



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