História La Mia Bambina - Capítulo 3


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Notas do Autor


DEMOREI MAS VOLTEI, BAMBINAS!! ❤️❤️❤️
Gente, antes de mais nada, eu preciso muito agradecer os comentários e favoritos, é sério, isso é importante demais para mim. Obrigada pela atenção de todos que vieram aqui, vocês são o máximo 💖💖💖

Bom, como eu havia dito, novos personagens serão apresentados, e mais para frente vocês vão entender o papel deles.

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🌷Cara Delevingne > Penelope Stratford
🌷Lucy Hale > Becky Gutzman
🌷 Shawn Mendes > Patrick Gutzman

🌸❤️🌸❤️🌸Boa leitura 🌸❤️🌸❤️🌸

Capítulo 3 - Deixando o Canadá para trás


Fanfic / Fanfiction La Mia Bambina - Capítulo 3 - Deixando o Canadá para trás

*Mansão dos Tonarinni*

🇮🇹 Florença, Itália

• Point Of View •

Eve Romeo Tonarinni

Sentada à frente da penteadeira, eu retirava minhas joias do pescoço e das orelhas, e as guardava num potinho de cobre, revestido internamente com seda indiana. Estava tão distraída que, nem pelo reflexo do espelho, vi Geovanni entrando com passos suaves no quarto, até parar atrás de mim, fitando-me longamente.

- O que foi? – indaguei, em voz baixa.

Ele suspirou longamente.

- Senti muito sua falta durante esses meses...

- Ah, eu também...

Ele se aproximou devagar, pousando suas mãos quentes sobre meus ombros nus. Abaixou sua cabeça à altura da minha, e sussurrou em meu ouvido:

- Vamos matar essa saudade naquela cama? – seu hálito morno me provocou um arrepio dos pés à cabeça.

Havia convivido com a abstinência por durante oito meses; a única coisa que eu possuía para suprir meus desejos sexuais era eu mesma. Dessa forma, eu me sentia muito mais sensível que o normal com os toques de Geovanni na minha pele.

Ele beijava meu pescoço avidamente, deixando leves chupões em minha pele. Estava ficando muito excitada.

- Me diga uma coisa... – murmurei – as nova iorquinas são bem bonitas, não são? – queria provocá-lo.

Ele ergueu o olhar para o espelho. Nos fitamos através do reflexo, até que ele disse:

- Não faço ideia. Não olhei para nenhuma...

Senti suas mãos envolvendo meu corpo de leve, me puxando devagar. Era um pedido silencioso para que eu levantasse. Fiquei de pé e passei a beijá-lo com intensidade, enquanto sentia suas mãos subindo e descendo pelo meu tronco. Fomos a passos lentos em direção à cama, sobre a qual ele me jogou com força.

Sorri maliciosamente enquanto observava suas mãos desafivelando o cinto da calça.

- Vou te dar o que você merece – ele anunciou, e meu corpo já estava inteiramente preparado para recebê-lo.

****

*Casa dos Gutzman*

🇨🇦 Vancouver, Canadá

• Point Of View •

Becky Gutzman

Desci as escadas pulando os degraus de dois em dois, sorrindo ao sentir o cheirinho fresco de torradas e mel.

- Bom dia – falei, ao chegar na cozinha.

- Bom dia, querida – meus pais disseram ao mesmo tempo, enquanto meu irmão murmurava um “bom dia, nanica”.

- Eu ouvi – dei um soco em seu braço – e pelo menos não sou uma vara de tirar coco.

Ele ergueu uma sobrancelha, fazendo uma expressão fingida de desprezo.

- Escuta aqui, pintora de rodapé...

- SILÊNCIO! – meu pai deu um tapa forte na mesa, que me fez tremer de susto – essa é uma péssima maneira de começar o dia. Vocês não sabem mesmo ser amigáveis um com o outro.

- A gente sabe – falei logo, sorrindo – só estamos brincando.

Patrick concordou, assentindo com a cabeça.

Peguei uma torrada quentinha e passei um pouco de geleia de framboesa, pensando nos dias que viriam em breve. Eu estava ansiosíssima para a viagem a Florença.

Depois de realizar alguns testes para modelo, eu achei que estivesse sonhando quando recebi um e-mail do Estúdio Tutti Belli, onde dizia que eu era a feliz vencedora – dentre tantos candidatos que surgiram aqui no Canadá – e teria a chance de morar na Itália, com todas as despesas de viagem pagas pelo próprio estúdio.

Isso me deixou mais do que muito feliz - e surpresa, é claro, já que não esperava vencer. Resolvi não contar logo para minha namorada – iria surpreendê-la pessoalmente, e tencionava convidá-la para ser minha acompanhante e morar comigo num dos países mais apaixonantes da Europa.

Logo depois do café, eu fui até a casa de Penelope. Havia ligado para ela com antecedência, e a loura já me aguardava na porta.

- Tudo bem? – beijei seus lábios com ternura, mas ela pareceu não retribuir.

- Tudo... Entra, por favor.

Sentamos no sofá e toda a minha empolgação para contar-lhe a novidade havia murchado. Ela não estava com o humor alegre de costume; mas ainda assim, parecia lutar contra um sorriso que tentava se formar nos cantos dos lábios.

- Você disse que tem uma coisa para me contar, não é? – perguntou, sem olhar nos meus olhos.

- Bem, sim...

- Eu também tenho.

Respirei fundo diante daquela expressão vazia em seu rosto.

- Pode contar primeiro – pedi.

Ela suspirou, olhou para a teto e disse:

- Becky, é difícil dizer isso, mas... Eu estou gostando de um garoto.

- O quê?! – exclamei, perplexa. Meu coração errou uma batida – Q-quem é?

Suas bochechas coraram imediatamente, e ela encolheu a cabeça entre os ombros.

- Bom... Lembra daquele rapaz alto e moreno que conhecemos no ginásio de dança? O Mikhael?

- Lembro. – ele havia pedido no mínimo umas seis vezes para Penelope dançar com ele. – Vocês ficaram...?

- Não, claro que não! É que... Bem, a gente começou a conversar, e... Eu tô gostando dele. – ela olhou para mim pelo canto do olho – e é reciproco.

Engoli em seco. Eu não sabia o que dizer nem como agir diante daquela notícia. Me atingiu como um tapa na cara.

- Será que... Ainda podemos ser amigas? – perguntou, com relutância.

- Claro. – eu murmurei, olhando para o chão.

- Bem, e o que você tinha para me contar?

Perguntou com tanta naturalidade, como se nem tivesse acabado de pisotear meu coração. Respirei fundo, enquanto pensava.

- Ah... Hum, era sobre a Kitty. Ela teve filhotes.

Penelope deu uma risadinha.

- Esses filhotes nasceram semana passada.

De maneira fraca, sorri contra minha vontade.

- Tem razão. Tinha esquecido. Bom, era só isso mesmo.

- Ahn... Tem certeza...?

- Tenho.

- Hum... E o vencedor do teste para modelo, foi anunciado?

- Ainda não. – me levantei do sofá – eu já vou indo.

Penelope segurou meu braço com delicadeza, me encarando.

- Becky, me perdoe por isso. Por favor.

- Tá tudo bem...

- Eu tentei lutar contra esse sentimento. Não queria prejudicar você, nem a nossa relação, mas... Foi inevitável. Por favor, Becky, diga que me entende.

Eu fechei os olhos por um segundo, e os abri novamente, fitando seu rosto.

Eu não entendia.

- Eu entendo – falei.

Ela soltou meu braço, devagar, como se hesitasse, e eu caminhei até a porta. Penelope me acompanhou, e me puxou num abraço forte antes de eu sair.

- Eu te amo, viu? Nós continuaremos a ser melhores amigas.

Não consegui responder nada. Simplesmente me desvencilhei dos seus braços e fui embora.

*****

*Mansão Dos Tonarinni*

🇮🇹 Florença, Itália

• Point Of View •

Nivea Romeo Tonarinni

Fui até o escritório de pappa, precisava falar com ele. Encontrei-o sentado relaxadamente em sua poltrona, com um sorriso nos lábios. Ele parecia divagar.

- Pappa? - chamei-o, antes de entrar. Estava tão distraído. – Pappa! – exclamei, um pouco mais alto.

Finalmente seus olhos pousaram em mim. Sua expressão mudou um pouco, e ele sorriu largamente.

- Oh, querida. Entre, por favor.

Atravessei o escritório, com o rufar suave causado pelo tule da minha saia, e me apoiei na borda da escrivaninha, perto dele.

- Pappa, eu...

- Sente aqui, filha – ele disse, batendo com a palma da mão em seu próprio colo.

Senti meu rosto ficar rubro repentinamente.

- Ahn... Pappa, eu não sou mais uma criança...

- Isso eu sei muito bem – seu olhar estava fixo em mim – mas você ainda é a minha graciosa bambina... E não tem problema algum sentar no colo do seu pappa, certo?

Eu hesitei, um pouco envergonhada; afinal, não sentava no colo dele desde que tinha 9 anos. Mas pappa puxou levemente meu braço para que eu me aproximasse mais dele, e fez eu me acomodar sobre suas pernas. Era quente e macio, e eu sentia sua respiração ligeira em minha nuca, através dos cabelos.

- Do que precisa, Nivea?

- Ah, sim... – coloquei meus papéis sobre a escrivaninha, em cima dos relatórios que estavam espalhados por ali. – Eu fiz o desenho do vestido e dos acessórios que eu quero usar no meu aniversário...

Seu queixo pousou delicadamente em meu ombro, enquanto ele olhava meus rabiscos.

- Bem, são apenas rascunhos... – murmurei.

- Ficaram lindos – ele disse – todos eles. Vai pintá-los?

- Aham. Eu quero o vestido cor-de-rosa, com a saia branca, e esses detalhes aqui – falei, mostrando no papel – devem ser todos brilhantes. A coroa é prateada, com flores brancas...

Parei de falar quando senti um beijo suave em minha bochecha. Pappa sorria, com uma expressão de satisfação.

- Eu ainda não terminei os detalhes... Mas mostrei para mamma e ela disse que ficou bom.

- Ficou ótimo – ele fez um carinho em meu queixo – e pode ter certeza que essa festa será inesquecível.

Minhas bochechas coraram de contentamento. Nunca duvidei de pappa.

- Vou tocar mais um pouco de piano – falei, descendo de seu colo – preciso treinar Toccata e Fugue.

- Tudo bem, querida. – ele se aprumou na poltrona - Sei que vai tocar essa canção perfeitamente um dia. Você está quase lá.

- Obrigada, pappa – respondi, com um sorriso, e me pus para fora do seu escritório.

****

🇨🇦 Vancouver, Canadá

• Point Of View •

Becky Gutzman

Eu andava pelas ruas desertas de Vancouver como se estivesse sem rumo. Não tinha pressa de voltar para casa. Achei uma pedrinha no chão e fui chutando até ela cair em um bueiro.

Eu fechei os olhos e suspirei.

Eu devia imaginar que em algum momento isso aconteceria.

Mesmo sabendo que Penelope era suscetível a gostar tanto de meninas quanto de meninos, eu acreditei cegamente quando ela disse me amava - “de um jeito que nunca amou ninguém antes”.

Ainda guardava nitidamente na memória o dia em que a conheci.

Dois anos atrás

Estava no ginásio. Eu e os outros jovens aguardávamos a professora de dança - Miss Sophie - e enquanto isso todos alongavam e aqueciam o corpo.

Ela logo entrou, acompanhada de uma moça lindíssima. A jovem tinha longos cabelos louros, ondulados nas pontas, olhos muito azuis e um rosto de feições delicadas. Ela parou lá na frente, ao lado de Miss Sophie. Não parecia nem um pouco tímida.

- Boa tarde, pessoal – a gentil professora cumprimentou, recebendo a resposta em uníssono – essa é a Penelope, a nova colega de vocês. Deem boas vindas e façam com que ela se sinta parte da turma.

Penelope agradeceu as palavras da professora e começou a andar entre os alunos, buscando um lugar para se acomodar. Ela parou ao meu lado e largou a bolsa no chão.

- Oi – murmurei, olhando para ela. Era ainda mais bonita de perto. – Eu sou a Becky.

- É um prazer conhecê-la. Bom, você já sabe, eu sou a Penelope. – ela sorriu.

- O prazer é meu – respondi, sem saber mais o que dizer.

Miss Sophie começou a aula dizendo que faríamos duplas para dançar. Ela sempre intercalava sessões individuais com sessões de pares.

Pelo canto do olho, vi Penelope dar um passo para o lado, se aproximando de mim.

- Posso ser sua parceira? - perguntou, me fitando com aquelas orbes azuladas.

Teria como eu dizer não?

- Claro que sim – falei, tentando não corar.

- Ótimo.

Esse dia foi um dos melhores da minha vida. Foi a primeira vez que eu fiz algo que amava – dança – com alguém que, algum tempo mais tarde, eu amaria incondicionalmente.

....

Senti as suaves gotas de chuva em meus cabelos e nos braços. Olhei para o céu nublado, procurando alguma resposta. Ele não tinha.

Sentei no meio-fio, minhas pernas doíam. Meu peito doía, meu coração... Estava dilacerado.

Quando a chuva aumentou, já era impossível de distinguir as lágrimas que caíam do céu das que saltavam incessantemente dos meus olhos.

*****


Notas Finais


Espero não demorar na próxima vez! 🌷
E espero que tenham gostado! Me digam o que estão achando, respondo todos os comentários 💖
Nos vemos no próximo capítulo 🌻🌸

*****

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Minha maninha de coração ❤️❤️❤️
Ela tem uma fanfic maravilhosa! 💖
🍁Sigam também o perfil da @MRNFTNL
Minha outra fofura! ❤️❤️❤️


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