História La Paternité - Capítulo 18


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Mei Hatsume, Mina Ashido, Momo Yaoyorozu, Nejire Hado, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais, Shouto Todoroki, Tamaki Amajiki (Sun Eater), Tenya Iida
Tags Dekulissa, Iidamei, Kacchako, Kamijirou, Kirimina, Tamajire, Todomomo
Visualizações 81
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ATENÇÃO: capítulo dramático, preparem o coração. Foi muito difícil escrevê-lo, achei que não conseguiria :*

Não se assustem com o título, leiam e verão do que se trata.

Revisei a história e mudei o símbolo das quebras de tempo e espaço. Aquela estrelinha tava me dando certa agonia, então tive de mudar.

Não coloquei imagem nesse cap pq não achei necessário @[email protected]

Boa leitura e por favor, não me matem (rindo de nervoso).

~ Kisus

Capítulo 18 - XVII - A dor de perder um filho


Todoroki Momo

"Ser mãe foi a melhor coisa que já me ocorreu. É um amor tão grande e inexplicável que não pode ser descrito em simples palavras. "

"Apesar das minhas inseguranças em relação à carreira materna, eu estou aprendendo aos poucos. Quando descobri que estava grávida eu me perguntava: 'como vou cuidar de duas crianças? Serei uma boa mãe? E se eles chorarem e eu não saber o que fazer?'"

"Na hora do parto, eu senti muito medo. Muito mesmo! Estava tão assustada e perdida... No entanto... Eu estava extremamente feliz."

"Se doeu? Muito! Parecia que cada osso do meu corpo estava se quebrando ao mesmo tempo. Eu suava, meus dentes rangiam e a vermelhidão começou a tomar conta do meu rosto." 

"Quando acabou, uma onda de alívio varreu minhas estruturas. Ouvir o choro deles ao nasceram foi mágico."

"O choro de um bebê ao nascer é um aviso de que uma nova vida chegou ao mundo. Sentir essa experiência na pele foi fascinante e indescritível."

"Apesar de doer, a sensação de segurar um filho pela primeira vez nos braços é emocionante. A ficha só cai quando o bebê que você gerou está ali: Ao vivo, chorando e olhando para você com toda a inocência existente.''

                         
            [. . .]

Terça-feira, 2 de julho, 14:33

Jirou Kyoka estava na sala de parto  já fazia aproximadamente duas horas. Pelo jeito o pequeno Raiden  Kaminari decidiu vir ao mundo mais cedo...

E de uma forma não muito agradável.

Para os bebês nascerem adequadamente, eles precisam estar bem próximo ao colo do útero da progenitora, e de preferência, de cabeça para baixo, o que não foi o caso do bebê de Kyoka. Ele se encontrava sentado e um tanto afastado do colo do útero, no entanto, acabou por romper a bolsa.

O neném não quis mudar de posição, então foi preciso uma cesariana para evitar problemas, já que um parto normal naquelas condições seria ainda mais trabalhoso e doloroso do que o normal.

Toshiro nasceu sentado, porém estava na posição do colo do útero, então ele saíra normalmente, como que estivesse de cabeça para baixo, e Miyuki estava na posição indicada, portanto, a cirurgia não fora necessária. 

Em uma situação como a de Kyoka, a cesária é a opção mais segura e eficaz, sem dores ou berros.

— Será que ainda vai demorar muito? — Denki perguntou-se, mexendo os pés em ansiedade — Eu tô ficando agoniado!

Todoroki Momo tentou apaziguar o loiro:

— Calma, Kaminari-san... Cirurgias podem ser demoradas, procure ser paciente... — Aconselhou num sorriso amigável, tocando o ombro do rapaz em sinal de companheirismo.

Denki sorriu.

— Valeu, Yaomomo... — Agradeceu ele, procurando relaxar os músculos no banco onde estava sentado.

Momo virou o rosto e captou Shouto segurando um Toshiro e uma Miyuki no sling duplo. Era simples, porém confortável e eles pareciam gostar de ficarem lá, como dois pacotinhos humanos.

Todoroki aparentava atenção em segurar os gêmeos, fazendo uma cara engraçada de concentração.

— Hey, quer que eu segure eles agora? — Indagou a morena.

— Não precisa — Respondeu o bicolor, sem tirar os olhos do sling.

Denki deu uma risada vibrante com o comportamento do outro.

— Ouvi dizer que você quase desmaiou no parto dos seus filhos, Todoroki — Comentou o louro, erguendo uma sobrancelha. 

Shouto não se importou com a brincadeira de Denki e continuou mirando os olhos no sling como se fosse  a coisa mais estupenda do mundo.

Nesse exato momento, um choro pôde ser ouvido da sala de parto. Kaminari levantou num pulo só, como se tivesse sido levado para um universo paralelo e voltado de repente.

À medida que o choro aumentava, o rosto do recente pai ia empalidecedo até ficar da cor de um papel.

— Kaminari-san? Você está bem? — Perguntou Momo numa voz preocupada.

— Eu acho que vou desmaiar. — Murmurou ele num tom quase inaudível.

E desmaiou mesmo.

[. . .]


— Não acredito que você desmaiou, Denki! — Kyoka começou a rir após saber do desfalecimento do namorado. Era cômico demais para ser verdade — Parece que foi você quem acabou de parir uma criança.

Kaminari revirou os olhos, irritado.

— Isso não é engraçado, tá bem? Eu pensei que iria ter um troço.

Todoroki fez questão de cutucar a ferida, dizendo:

— Ouvi dizer que você desmaiou no parto do seu filho, Kaminari.

A careta de desgosto que Denki fez ao ouvir a frase que dissera para o bicolor minutos atrás fora épica.

Parece que o mundo dá voltas.

Kyoka começou a rir freneticamente, fazendo uma expressão de dor em seguida.

— Tudo bem, Kyoka-san? — Indagou a ex-Yaoyorozu de maneira zelosa.

— Ah, eu estou bem, não se preocupe — A arroxeada assegurou, meneando a mão no ar. — Os pontos doem caso eu faça esforço, mas não é nada demais.

A feição agoniada de Momo foi bem notável. Pontos eram extremamente incômodos.

— Deve ser bastante chato... — Suspirou — Mas, e você, Raiden-chan? Como vai? — Direcionou o olhar para o bebê recém-nascido deitado no berço, que chupava o dedão.

Kaminari Raiden era uma cópia perfeita da mãe.  Cabelos roxos cresciam da cabeça frágil, e os olhos já abertos do garoto eram do mesmo formato dos orbes de Jirou, apesar da coloração dourada, herdada do pai.

— Ele deve estar satisfeito... — Jirou sorriu levemente — Dei de mamar umas duas vezes, meus peitos estão pesando feito pedra.

Momo observou bem o rosto da amiga. Ela estava pálida e parecia mais magra  — consequências do parto —, além dos cabelos roxos que cresceram e batiam abaixo do pescoço, formando um bonito chanel. Mesmo com a feição cansada, não deixava de ser bonita.

— Yaomomo, eu e o idiota do meu namorado temos um pedido para você e o Todoroki — Declarou Kyoka com um meigo semblante.

Shouto e Momo trocaram olhares  curiosos.

— Que pedido? — Perguntou Shouto com sua típica expressão neutra, brincando com os filhos no sling.

— Nós estávamos pensando... Vocês querem ser padrinhos do Raiden?

Uma certa morena fechou as mãos em punho e seus olhos brilharam. A empolgação dela estava prestes a aparecer.

— Nós?! Padrinhos? — Agitou a cabeça infantilmente — Isso é tão legal! Vou ajudá-lo a estudar quando precisar, levá-lo para passear e...

Jirou cortou os devaneios da amiga com uma risada.

— Calma, Yaomomo! Ele acabou de nascer.

— Mas quando ele crescer eu vou poder  fazer  tudo isso! — Rebateu a antiga Yaoyorozu, ainda animada.

— Ei, Yaomomo, lembre-se de que seu marido aqui também precisa aceitar — Retrucou Denki, apontando o heterocromático com o dedão.

A morena virou-se para Todoroki, fazendo uma expressão pidona tão fofa que ele não pôde resistir. Com certeza ela aprendera tal faceta com Nanao.

— Por mim tudo bem. — Anunciou Shouto, simplista como sempre.

O resultado desse episódio foi de Momo criando várias matryoshkas sorridentes, ao passo em que sua animação tornava-se cada vez mais transparente e palpável, como um cristal.

Não existe empolgação maior do que ser mãe...

Até você ser madrinha!


[. . .]


Kumagai Mayoi corria apressadamente pelas calçadas. Seus longos cabelos alaranjados acompanhavam o movimento do vento, como pássaros feitos de chamas.

A pequena Kumagai detestava ver as brigas de seus pais, que mesmo separados, continuavam a discutir.

E era sempre por conta dela.

As lágrimas escaparam dos olhos da garotinha. As palavras trocadas por seus progenitores martelavam sem parar em sua cabeça.

Tudo começou quando seu pai, Kumagai Jinshin, foi até a casa onde ela morava com mãe, alegando que queria passar um tempo com a menina.

— Mayoi é MINHA filha! — A mãe da ruivinha, Kumagai Kamiko exclamou, puxando a menina para perto de si — Acha que vou deixar minha filha com você, depois de tudo o que você fez?

Mayoi sentiu o coração apertar.

— Mamãe...

Jinshin trincou os dentes, parecendo ofendido.

— Ela é a nossa filha, Kamiko! — Começou o homem — Eu tenho o direito de vê-la!  — Pronunciou exasperado.

O olhar de Kamiko Kumagai tornou-se frio, capaz de congelar os paredões do Inferno.

— Você me agrediu por anos, Jinshin. Anos!— Proferiu com amargura na voz —  Como você tem coragem de vir até aqui e pedir para ficar com a Mayoi? Eu não quero que ela apanhe de você! — Gritou ela, apertando a menina com força contra si. 

— Eu nunca levantei a mão para bater na Mayoi e você sabe muito bem disso! — Rebateu Jinshin, apontando para a ex-esposa para lembrá-la do fato em questão — Eu errei muito, fui um inconsequente, bebi demais... Deixe-me consertar isso!

Kamiko balançou negativamente a cabeça e lágrimas banhavam sua íris cor de oliva.

Consertar? — Ironizou de maneira quebrantada  — Jinshin, você não me deixou apenas marcas físicas. Me deixou marcas emocionais. Sabe quantas vezes a Mayoi chorou por ver você chegando bêbado em casa? — O questionamento da mulher fez Jinshin se calar — Sabe quantas vezes ela me perguntou sobre você e a "coisa estranha" que você bebia? Você tem noção disso, Jinshin?

Um silêncio terrível tomou posse da aura do local.

Mayoi afastou-se da mãe, dando passos curtos e silenciosos. Sentia-se confusa, triste e desolada. Por que seus pais não podiam se dar bem? Por que tinham que brigar?

A garotinha não conteu as grossas gotas salgadas que começaram a rolar de seus olhos, caindo tortuosamente sobre seu rostinho corado.

Sem saber o que estava fazendo, Mayoi começou a correr, atravessando a sala e abrindo a porta com tudo.

Assustados com a atitude da filha, Kamiko e Jinshin foram atrás dela.

— Mayoi, aonde você vai?!  — Perguntou Jinshin com preocupação e uma ponta de desespero na voz.

— EMBORA!  — Gritou a garota, fechando a porta com força, causando tremores. Era sua individualidade se manifestando  —  NÃO VENHAM ATRÁS DE MIM!

— Minha filha!  — Kamiko gritou, correndo atrás da menina, mas foi impedida pelos tremores causadas pela ruivinha, que a fizeram cair.

Sua peculiaridade. Kumagai Mayoi conseguia criar terremotos. Quando suas emoções estavam afloradas, os abalos sísmicos aumentavam de força e ela acabava causando os sismos sem ao menos perceber.

A voz de sua mãe foi sumindo à medida que ia se afastando da casa. Ela não olhou para trás em momento algum.

Não sabia por quanto tempo tinha corrido, mas o cansaço começou a invadir seu corpo, manifestando que correra um bocado.

Parou perto de um poste, segurando a saia amarela que trajava com força. Muita força.

Ela não teve tempo de notar a cratera se abrindo abaixo de seus pés. Não teve tempo de notar o poste tombando e caindo sobre seu corpo, esmagando seus ossos.


E aí, o tempo acabou.


[. . .]


Aquilo era um pesadelo. Não tinha como ser real. Não era certo, não era justo, não era...

— Não. Pode. Ser.  — Todoroki Momo colocou as mãos no rosto ao encarar a televisão, chocada.

O noticiário demonstrava que sim, era real. Uma menina de apenas seis anos foi encontrada soterrada em baixo de escombros de concreto, juntamente com um poste pesando uma tonelada sobre o corpo.

Momo reconheceu na hora os cabelos ruivos e o band-aind no nariz que formavam a figura da garotinha que ajudara no parque. Não havia dúvidas.

Sem saber o motivo, a morena começou a chorar copiosamente. Pensou na família da menina, e principalmente, na mãe dela.

''Meu Deus... E se fosse comigo...?", foi o que a heroína pensou com pesar.

Até então, a garota estava viva, mas era improvável que ela sobrevivesse.

Tudo o que restou para Momo foi rezar para que a pequena ficasse viva.


[. . .]


Kamiko Kumagai esperava desesperada por uma notícia da filha. Quando soube do acidente, ela sentiu culpa. Muita culpa.

Aquele hospital estava cheio, mórbido e vil. Kamiko não se sentia bem lá.

Juntou as mãos quando o médico apareceu diante de si, com uma expressão lamentosa.

— Onde está a minha filha?  — Perguntou a mulher.

O médico balançou a cabeça para os lados, abaixando-a em seguida.

— Eu sinto muito. Metade dos ossos dela foram quebrados e ela perdeu bastante sangue por conta dos órgãos esmagados...  — Pausou a fala, procurando as palavras corretas  — Infelizmente, ela não resistiu. Sinto muito.

A notícia caiu como um iceberg. Era mentira. Só podia.

— É mentira, não é?  — Questionou a Kumagai, forçando um sorriso fraco.

O médico suspirou pesarosamente.

— Infelizmente, não... Ela faleceu. Sinto muito mesmo. Não conseguimos salvá-la.

Kamiko estagnou. A ficha não tinha caído.

Não. Não. Não. Não. 

Sua razão de viver já não existia mais... E ela nem pôde se despedir da filha, não pôde sequer dizer que a amava. 

Em vez de chorar, um grito primitivo saiu de sua garganta; era um som sofrido e agoniante.

Não há nada mais dolorido do que perder um filho.












































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