História La Peste - Capítulo 10


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Reita, Ruki
Tags Reituki
Visualizações 185
Palavras 1.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 10 - Décimo


10 – DÉCIMO

Reita POV

Eu me sentia um pouco cansado de rir, mas satisfeito de uma forma que não me sentia há muito tempo.

Havia um bom tempo que eu não sentava para jogar conversa fora com alguém, bebendo uma cerveja gelada.

– Como assim Yuu como Cinderela?

– Yuu caiu do palco quando foi ajustar a marcação, e levou a Cinderela junto. Não tinham nenhuma Cinderela reserva, só príncipe. Porque o garoto que ia fazer o príncipe vivia sendo suspenso. E advinha quem era a única pessoa que sabia todas as falas de todos os personagens?

– Não! – Arfei vendo Takanori rir.

– O garoto que ia fazer o Príncipe, Emmanuel, tinha uma paixonite por Yuu. Ele insistiu que não se importava se Yuu fosse a Cinderela. Os outros garotos também apoiaram, mas só para poder zoar Yuu no resto do ano. No fim, foi hilário. A garota que originalmente seria a princesa, Elizabeth, era a mais bonita da escola. Mas Yuu ficou uma Cinderela muito melhor. Eu ajudei ele com algumas coisas, mamãe ficou possessa quando soube que ele interpretaria uma menina.

– E ele foi mesmo?

– Ganhou o premio de teatro da competição entre as escolas da cidade – Takanori assentiu rindo em concordância – Yuu ficou tão bonito, que nenhum garoto teve coragem de zoar ele. Muito pelo contrário. Ele ganhou vários admiradores secretos depois disso. O primeiro beijo dele foi na peça, com o Príncipe. Eles namoraram por duas semanas, e foi quando Yuu conheceu Kouyou na internet. Então terminou com Emmanuel. Foi insano. Elizabeth passou o ano todo sem olhar para ele.

Ri gostosamente, negando com a cabeça.

O jogo havia perdido nosso interesse.

Eu realmente sempre fui horrível para tentar manter uma conversa casual. Mas algum comentário sobre o jogo havia feito fuir tantos assuntos, e agora o volume da TV estava baixo para que pudéssemos conversar melhor.

Já tínhamos comido metade das porcarias, e uma chuva que aos poucos engrossava caia lá fora.

Mas o clima aqui era tão bom, de uma forma que eu jamais imaginei que Takanori conseguiria criar.

– Eu sempre odiei teatros de escola.

– Bom, eu também estraguei um teatro no meu primeiro ano na França – Confessou o baixinho – Eu demorei um pouco para aprender o idioma de lá, então as crianças não gostavam muito de conversar comigo. Eu era o estrangeiro invocado – Rimos juntos – E a peça daquele ano seria para interpretar o teatro de um circo. Devo confessar que não fiquei famoso ao dizer que não podíamos interpretar palhaços, porque palhaços são só pessoas idiotas que usam batom.

Ri gostosamente ao lembrar que eu mesmo havia dito isso para ele, e ele também pareceu se lembrar disso.

– O dia do parque, não é? Eu te disse isso!

– Sim, foi você, gênio. As crianças não gostaram muito disso. Lá, aparentemente, todos adoram circo. Eu passei a ser o esquisito amargurado depois disso. Até chamaram minha mãe para uma reunião por causa dos meus comentários ácidos – Revirou os olhos e eu ri.

– Ah, mas serviu de algo, não é? Ou você ainda tem medo de palhaços?

– Eu não sou fã deles. Mas não é nada que eu não possa suportar– Explicou e eu sorri, assentindo e me sentindo feliz com isso.

Ia fazer algum comentário, mas o celular dele tocou, e Takanori atendeu.

– Oi Kou, aconteceu alguma coisa? Hã... sério? Ok – Takanori pareceu desconfiado e me estendeu o aparelho – Kouyou quer falar com você.

Peguei o celular, sem entender.

– Akira?

– O que aconteceu?

– Tem um engarrafamento horrível perto do Shopping, aqui a chuva está muito forte – Falou e de fato eu ouvia barulho de buzina e chuva batendo contra o teto – Eu não sei se – Sua fala foi cortada pelo som de um trovão cortando o céu – Eu moro perto do shopping, talvez consiga chegar lá. E quando a chuva parar eu levo ele embora – Sua voz pareceu prreocupada.

– Certo. Mantenham o celular perto – Avisei não deixando de me sentir admirado por ele ter pedido para falar comigo. Significava que as ameaças tinham surtido efeito – Me envie o seu endereço.

– Certo, eu vou te mandar. A chuva realmente está muito forte. Eu vou tentar pegar um táxi até em casa, já que eu acho que não vou conseguir tirar meu carro aqui do estacionamento. Esta tudo parado lá fora.

– Tudo bem. Me mantenha informado. E preste bastante atenção no que pretende fazer com o meu sobrinho.

– Pode deixar – Murmurou desligando em seguida, e Takanori riu ao meu lado.

– Eles não vão conseguir chegar. Engarrafamento e a chuva está muito forte por lá. Peça para Yuu enviar a localização dele, manter o celular ligado e nos informar assim que estiver na casa de Kouyou – Falei e Takanori assentiu, pegando o aparelho e digitou agumas coisas.

– Ele já mandou a localização. Kouyou também mandou o endereço.

Fui até a cozinha pegar mais cerveja, e quando voltei Takanori falava ao telefone, assentindo consigo mesmo.

Assim que desligou, sorriu para mim.

– Eles estão bem. Chegaram no apartamento de Kouyou. A chuva está bem forte lá, e eles estão sem ener...

Um forte clarão deu conta de apagar todas as luzes da rua, e nos pegamos no escuro.

– ....gia – Terminou ele, rindo.

– Eu tenho velas – Informei usando a lanterna do celular para ir em busca das velas que estavam na gaveta, e Takanori sorriu quando eu acendi uma delas, seguindo para a sala, posicionando em um lugar que facilitasse a claridade enquanto acendia outras cinco, aproveitando para acender algumas no banheiro também.

– Acha que vai demorar para voltar? – Questionou o baixinho e eu dei de ombros, suspirando pesadamente.

– Eu não faço a menor ideia.

Caimos em um silêncio muito estranho e incomodo, e neste momento, tanto eu quanto o baixinho passamos a beber silenciosamente o restante das cervejas que tinham ali, e foi assim que, por volta de uma hora depois, a minha sala começou a rodar de forma vertiginosa, me fazendo suspirar.

Eu pouco enxergava de Takanori agora, já que o escuro e a fraca luz que as velas proporcionavam não era de total ajuda.

Via os cabelos dele desordenados, a pele clarinha dos ombros exposta, visto que a camisa que ele usava era larga e o tempo todo escorregava pelos ombros branquinhos, onde em algum momento eu tinha visto algumas pintas espalhadas.

Ele girou os olhos pela sala, parecendo impaciente e me encarou firmemente, fechando a expressão.

-Tá olhando o que?

-Você não consegue permanecer de boa. Tem sempre que ficar insuportável em algum momento – Resmunguei e ele deu de ombros - Eu acho que nós nascemos para nos odiarmos.

-É o que você pensa? – Questionou, parecendo não enxergar minha fala como uma piada, e eu revirei os ohos.

-Sem exagero, Takanori. É uma brincadeira. Não sei se você lembra, mas nós nos estapeávamos há aguns anos atrás.

-Como eu poderia esquecer, se eu quem apanhava, gênio?

-Você também me magoava um bocado, sabe? – Me defendi e ele revirou os olhos.

-Mas eu era uma criança. Precisava mesmo me surrar? Me jogar debaido do chuveiro e me bater até cansar?

-Mais cedo você não parecia se importar com isso – Observei fechando a expressão, me sentindo ofendido e ele riu em escárnio.

-Agora eu não me importo mesmo.

-Ah, agora vai se fazer de vítima, Takanori? Você lembra as coisas que fazia? Você não é nenhuma vítima! Você era uma...

-Praga infernal, não é? É isso o que eu era. Era só isso o que eu era. E é isso o que eu sempre vou ser, não é Akira? – Resmungou de forma amarga, se levantando do sofá um tanto cambaleante – Você é um completo idiota.

Eu eu vi, bobo, ele sumir porta afora, me deixando sem entender o que tinha acontecido com aquele clima legal da nossa tarde juntos.



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