História La place de nos vies - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Visualizações 20
Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii pessoas.
Então decidi escrever para as madrugadas não serem tão chatas ksksksks.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Piloto.


Não me recordo do nome deste lugar, talvez tenha sido esquecido por todos, quem sabe, até por ele mesmo. A pequena placa, na entrada da ruazinha, já estava entregue ao tempo. Apagada. Desgastada.

Confesso que provavelmente ela sempre tenha passado despercebida por mim, porém, já atribuí um nome a ela. Vários na verdade. Por vezes a chama de casa, de porto seguro, apenas de "aquela rua", ou de nosso lugar. Este último era o meu preferido. Nosso lugar, apenas nosso. Não importava-me os poucos moradores do local, eles poderiam dar outro nome que não este. Pois aquele lugar era meu, seu, nosso.

Aquele era meu silêncio preferido, o silêncio de toda a turbulência da urbanização. O pátio, ao contrário das demais ruas, era calmo. Talvez fosse pelo mínimo canto dos pássaros, ou pelo balanço dos galhos das árvores, ou pelo sussurro do vento. Acho que era calmo pela junção de tudo.

-Desculpe-me pela demora. A feirinha estava meio tumultuada.

Sorrio ao ouvir aquela voz. Viro-me em direção a Emma e a vejo com uma pequena caixa em mãos.

-Disse que não precisava, Emma. Mês que vem sabes que terá outra.

-Era apenas um pequeno aglomerado. Eu sei que você gosta desses biscoitos holandeses. - Ela sorri de forma sincera.

Eram apenas biscoitos. Apenas uma feirinha. Mas era algo que maravilhava o meu paladar. Emma sabia disso. Tratava-se dos genuínos modos que ela encontrava para me fazer sorrir.

-Eu amo você. Amo os biscoitos também.  - Sorrio e me aproximo de dela a beijando com a mesma calma do vento que moldava alguns fios dos nossos cabelos.

-Eu te amo também. -Acaricia meu rosto, passando as pontas dos seus dedos por minha bochecha descendo até a pequena cicatriz em meus lábios.

Sinto os toques e recuo um pouco. Aquela cicatriz era minha sina. E se quer lembrava-me de como surgiu. Foi a tempo demais.

-Regina, já conversamos sobre isso. Eu não sinto nojo, muito menos pena. Você é linda com todos os seus detalhes. Essa cicatriz faz parte de você.

Emma aproxima-se de mim com cuidado, semelhante a quem se aproxima de um pássaro assustado que pode voar a qualquer segundo.

-Algumas verdades não valhem de nada quando nós insistimos em não acreditar nelas. - Falo em um sussurro.

-Acreditas em meu amor? -Aceno concordando. -Acredite então que amo seus lábios. Seus olhos. A cor de teus cabelos. Amo, acima de tudo, seu sorriso. Zeus sabe o quanto amo teu sorriso. -Emma falava de forma calma e eu jurava que poderia ver seus olhos carregados de pequenos brilhos, assim como os pequenos pontos de estrelas no céu.

-Vamos mudar de assunto. -Falo e me aproximo dela a abraçando e deitando a cabeça no seu ombro sentindo seu cheiro suave.

A noite começava a chegar de mansinho, os pássaros já não cantavam e as estrelas surgiam tímidas em alguns pequenos espaços do céu

-Emma, vistes a placa que puseram na entrada do pátio?

-Vi, deve ser besteira, Gina. Não vamos nos atentar para isso. O pátio é antigo, e devem estar preocupados com as árvores que estam tomando conta do chão. -Ela ri observando os pequenos filamentos de planta presos as paredes.

-Esse será sempre nosso lugar. Imagina se não tivéssemos nos encontrado. Meu destino está todo aqui, você estava aqui.

Emma esboça um pequeno sorrio e beija-me a bochecha. Sinto meus olhos marejados. Aquela era a mais inesperada história de amor.

Em toda minha vida, nunca cogitei acreditar que perseguir um pequeno filhote de gato me traria uma mulher como Emma.

Minha vida era a perfeita exemplificação de Teoria do gato na caixa.   A teoria diz que dentro de uma caixa há um gato, que está vivo e morto ao mesmo tempo. E ao abrirmos a caixa, entramos em uma das realidades. Podendo o gato estar vivo ou morto. O meu encontro com Emma foi uma sequência de aberturas de caixas. Eu escolhi ir no bistrô perto da minha casa naquele dia, escolhi pegar uma flor que estava no alto de uma árvore, escolhi perseguir o pequeno gato que miava insistentemente. Essas escolhas me levaram até a Emma. Ela também fez suas escolhas. Seja por consciência, destino, sorte ao seja lá a explicação que queiram dar, mas fato é que eu estava esperando por Emma durante todos os meus dias. E agora eu a teria para sempre.

Vejo Emma levantar e caminhar até um lampião preso na parede. Rio um pouco ao vê-la se irritar por não conseguir ligá-lo.

-Do que adianta terem mudado os lampiões a vela para elétricos? Eles não funcionam.

Dou uma risada por sua notória indignação. Ela sempre tentava ligá-lo quando estávamos aqui.

-Emma! Desiste. A fiação é muito velha amor.

-Mas deveria funcionar. -Como sempre teimosa, Emma começa a mexer nos fios e acaba por assustar-se ao levar um pequeno choque.

Me aproximo dela rapidamente.

-Está bem? - A vejo concordar e dou uma pequena risada -Deveria parar de ser teimosa.

-Um dia eu vou conseguir ligar isso. Juro que vou.

-Tudo bem,senhora eletricista. Agora temos que ir. Está tarde. Quer dormir em minha casa hoje? Poderíamos assistir um filme.

-Não Gina, sabe que eu não posso ir. Já conversamos sobre isso. -Ela fala e me dá um pequeno beijo.

Depois de mais algum tempo. Resolvo ir logo para casa. Henry deveria ter chegado do passeio diário com a namorada.

-Até amanhã amor.

-Até. Sonhe comigo.

Emma era de longe a pessoa mais gentil e carinhosa do mundo. Eu a amava demasiadamente e sentia que meu mundo se alegrava por tê-la. Claro, Henry era juntamente a ela minha maior alegria.

Como estava meio frio,Emma cedeu-me a sua jaqueta de couro para que eu não pegasse um resfriado. Sigo meu caminho e sorrio ao ver que Violet estava na casa também. Ele gostava muito dela. E eu ficava feliz por saber que era recíproco.

Tomo um banho calmo e faço um chá. Vejo o remédio que Henry havia separado. Ele sempre separava e eu não tomava. A tempos não tinha dor de cabeça durante a noite. Rio um pouco e me deito abraçada à jaqueta de Emma.

-Boa noite, Emma.

Sinto seu cheiro e fecho os olhos com um sorriso bobo no rosto. Eu estava em meu paraíso. E ele estava em mim também.

Continua...


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado.
Deixem seus comentários para eu saber se estão gostando. Obrigadinha. E um beijo para todxs.


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