História La Quadrille D'Europe - Interativa - Capítulo 3


Escrita por:

Visualizações 29
Palavras 3.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Props and Mayhem - Parte 1


Fanfic / Fanfiction La Quadrille D'Europe - Interativa - Capítulo 3 - Props and Mayhem - Parte 1

13 de Dezembro de 1740, Silésia, Áustria.

- Perdoe-me pelo incomodo, mas o senhor é o Mestre Reinhardt? – As palavras vieram repentinas em um tom baixo e composto. Pela falta de animosidade de seus homens, não fora intencionada a um público maior.

Rurik não se dignou a sentar com a coluna reta, permanecendo debruçado no balcão da taverna com o caneco de chope parado em meio do caminho aos seus lábios. No entanto, ele ergueu os olhos para o homem ao seu lado, o olhando de cima a baixo de uma forma que, apesar de não ser sugestiva, era intensamente desconfortante.

- Depende. Quem está perguntando? – Esta fora a resposta automática e raspada do fundo de sua garganta antes que desse um gole em sua bebida, erguendo o olhar ao rosto do homem.

O homem, ligeiramente desajustado, puxou um banco que estava junto ao balcão para mais próximo de Rurik.

Neste momento, Reinhardt se tornou mais alerta e apesar de não haver nada ameaçador no comportamento geral do homem. As mangas da camisa estavam dobradas acima dos cotovelos, era obvio que ele não utilizava nenhuma lâmina oculta nos punhos. Mesmo assim, Rurik fez um checklist mental, uma vez que seu estado meio bêbado lhe deixaria com alguma desvantagem e ele tinha a sensação que sabia onde aquilo poderia levar. Seu caneco ainda estava em sua mão, a madeira dura poderia ser despedaçada na têmpora de seu possível oponente, sua adaga Kukri estava a uma distância que ele considerava segura para se livrar de um ataque com eficiência, a garrafa de uísque e a mesa de madeira da taverna estavam a dois passos de distância, um chute seguramente o desequilibraria e enquanto isso ele poderia alcançar a garrafa e mirá-la em sua cabeça com um golpe rápido.

Ele também não pode perceber que o homem estava ligeiramente mais inclinado para a esquerda e acariciava um local em seu flanco disfarçadamente em alguns momentos. Ele conhecia aquilo. Uma ferida funda o bastante pode ser um pé no saco no frio, mesmo que cicatrizada. Aquilo poderia lhe vantagem.

Rurik no entanto, tomou um gole pequeno, observando aquele estranho em sua frente. Permaneceu calmo, sustentando uma expressão estoica.

- Claro, senhor. Meu nome é Nico Von Stroheim e eu preferi lhe pagar uma visita pessoalmente dado a urgência dos assuntos que precisamos tratar. – O homem respondeu tomando alguns segundos para observar seu entorno.

Rurik apertou o caneco na mão e calculou a distância que sua adaga percorreria para cravar-se entre as costelas daquele homem. No entanto, mesmo através do borrão que a bebida lhe trazia, lembrou-se seu nome.

Mestre Stroheim e ele nunca tiveram uma relação direta, mas vez ou outra se corresponderam por cartas ou por comunicação de seus mensageiros. Em sua defesa, essas pequenas relações eram tão raras quanto um político justo.

- Eu vim do sul. A situação não está nada boa. – Nico disse brevemente e pressionou os lábios num gesto nervoso, evitando soltar alguma informação.

Particularmente, detestava falar qualquer coisa que não fosse dentro de uma sala fechada. Ele tinha seu senso de preservação muito bem apurado, assim como seu senso de dever.

- Pode resumir? Tenho o pressentimento que essa vai ser uma conversa extensa. – Rurik respondeu suspirando enquanto levava o indicador e o polegar a ponte de seu nariz, claramente cansado.

Havia ido ali para ter algum tipo de extravasamento de seus estresses diários, mas tudo o que conseguira era uma caneca e meia de chope e problemas vindo do sul.

- Eu prefiro fazer isso em um lugar mais reservado, Mestre Reinhardt. – Replicou e então se aproximou mais um pouco de Rurik, abaixando o tom de voz para que só ele escutasse. – Temos dois problemas: propaganda negativa e... Bem, a Rainha Maria Teresa clama que há assuntos mais urgentes do que proteger Hanover.

Rurik preferiu não reproduzir a sequência de xingamentos que passou por sua cabeça.

- Receio que eu não tenha sido tão hospitaleiro a um irmão templário. – Rurik colocou algumas moedas em cima do balcão acenando para o dono do bar e então virou de uma só vez o restante de sua bebida. – Acompanhe-me até meu escritório, Mestre Stroheim. Acredito que se sinta mais a vontade em um local mais apropriado e longe de... – Rurik virou o rosto levemente e observou por cima do ombro. –  ...Ouvidos atentos.

 

***

 

Nico sabia que os templários eram influentes e dotados vários tipos de recursos, mas ele não estava preparado para ver até aonde iam as riquezas do Templário Rurik Reinhardt. Ele mesmo era um médico e um cientista político com algum nome pela Áustria. Participara da Guerra de Sucessão Polaca e por isso ascendera mais ainda em sua carreira. E mesmo ele não tinha uma mansão daquela proporção. Os jardins frontais tinha uma área que talvez fosse maior que de sua casa por completo.

Algo de seu espanto deveria ter divertido Rurik, já que o homem riu baixo.

- O lado bom de ser banqueiro. – Respondeu abrindo caminho dentre sua guarda pessoal. – Então... Seu nome corre entre os germânicos sabia? Tem certa fama. – Rurik disse e algo no tom levemente divertido e descontraído dele fez com que o estomago de Nico se revirasse. Como um bom soldado, ele permaneceu impassível.

- Oh, mesmo? – Respondeu num tom neutro.

Rurik caminhou até a porta de sua casa e se virou para encarar o outro homem de frente.

- Estou curioso para saber como um jovem soldado austríaco conseguiu fazer com que Estanislau I sentisse o medo de Deus no coração e largasse tudo para fugir para Danzig. – Ele esclareceu vendo que suas palavras anteriores surtiram um efeito contrário do desejado.

Nico era muito bom em esconder, mas Rurik era um caçador.

- Uma briga sangrenta. – Algum tom de alívio se fez presente em sua voz, Rurik teve que segurar seu ímpeto de sorrir de lado. – Mas devo dar algum crédito a Peter Lacy da Rússia e Dominic Brachmann do Reino Unido.

- Pensei que a Inglaterra não tinha se metido nesse confronto... – Comentou quieto.

- Não participou ativamente. O parlamento decidiu enviar apenas um grupo de militares de elite para evitar que os Bourbons da França e da Espanha se empolgassem demais. E claro, com a Holanda compartilhando essa opinião, a Áustria estava segura graças ao tratado de defesa mútua com a Inglaterra.

- Acredito que isso faz algum sentido... – Rurik deu a entender que sua frase continuaria mas algo em suas feições mudou. O homem ficou sério e olhou ao redor alerta. O comportamento inquietou Nico. - Vamos entrar? – O templário ofereceu antes de um disparo alto ser ouvido.

A primeira reação de Nico foi puxar sua pistola do coldre e apontar para a direção oposta em que estavam, puxando Rurik rapidamente para tirá-lo da linha de tiro. Os soldados de Reinhardt correram para a direção da saída, mas a figura que perseguia Rurik e Nico era um demônio disfarçado.

O primeiro soldado fora degolado antes que soubesse o que estava acontecendo e o segundo levara um tiro na cabeça. Mais dois foram perfurados por entre as costelas com as hidden blades do atacante.

Rurik engasgou um grito de dor e puxou também suas pistolas e diferente de Nico, que parecia ter uma postura mais defensiva que ofensiva, Rurik efetuou dois disparos, os dois acertando o alvo com perfeição. Um na perna e outro na mão esquerda. Com isso, os soldados conseguiram controlar a figura encapuzada.

Nico e Rurik não se sentiram mais seguros com aquilo. Assassinos geralmente efetuavam ataques em trios para garantir sua efetividade.

E como comprovação de suas inquietações, um ataque por cima quase os mandou para a caixa da eternidade, mas Nico fora mais rápido. Ele desviara para o lado rolando, confiando que Rurik faria o mesmo e atirou, a bala atravessou a têmpora do assassino para sair do outro lado.

O terceiro assassino pulou do muro em que estava e jogou uma bomba de gás no chão. Nico puxou uma bandana para sua boca, tentando evitar se intoxicar. A bandana, porém, pouco fazia pela irritação de seus olhos. Rurik pelo outro lado, possuía óculos especiais e uma máscara.

Nico focou em sua audição. Ouviu passos ao seu lado, mas antes que reagisse um grito estrangulado respondeu qual fim tivera aquele assassino.

A neblina se dispersou em poucos segundos graças o vento frio da Silésia.

- Senhor, pegamos um deles. – Um dos guardas falou. – Mas Hosten, Herrman, Leonard... Senhor, eles...

- Comunique a família, prepare o funeral... Estes foram bons homens alvo da tirania dos assassinos. – Rurik sibilou, parecendo não se incomodar com a dor aguda em seu ombro. – Venha ao meu escritório depois, Müller.

- E o assassino que pegamos?

- Desarme-o e jogue-o na prisão no andar de baixo. Quero interrogá-lo. – O soldado confirmou com a cabeça e Rurik virou para Nico. – Bem, agradeço por meu convidado ser um médico. Venha Mestre Stroheim, temos muito o que conversar. E espero que não se importe, mas Mestre Hoffmann nos espera.

- Mestre Hoffmann? A Mestre Templária de Postdam? – Nico respondeu com certa incredulidade. – Estamos falando da mulher que acertou um bom soco na rosto do General Lunwick?

Rurik não respondeu imediatamente, assentiu com a cabeça e seguiu para a entrada de sua casa. Ele teria percebido o teor cômico daquela pequena situação se não tivesse com a cabeça centrada nos assassinos. Aquele era o segundo ataque em domicílio do mês. Talvez fosse prudente se mudar para outra região da Silésia.

- Ela chegou hoje de manhã, mas eu estava a evitando. Acredito que agora seja um bom momento.

 

***

 

Dominic sentia sua irritação despontar. Não importa quanto tempo ele fosse um oficial militar e um político, nunca se acostumaria com a burocracia que alguns cargos carregavam. E alguns homens tinham mentes tão fechadas, que simplesmente  eram incapazes de chegar num acordo que contemplassem suas partes.

E definitivamente não era o egoísmo o grande problema. O egoísmo era só um pequeno floco de neve em meio ao inferno.

- Eu não estou nem um pouco satisfeito com um nobre Inglês andando livremente pela Prússia. – Herr Forchhammer se pronunciou, parecendo pomposo e vaidoso como boa parte dos proprietários de terras e nobres da Prússia.

Dominic ergueu o olhar para o homem a sua frente na mesa e se forçou a manter uma face sem expressão.

- E nós não estamos satisfeitos em deixar Hanover desprotegida Lorde Vidic. – Dominic falou com paciência impar pela décima vez naquele dia. – E ademais, não estamos aqui para questionar minha estadia aqui. Tenho terras, influência e tenho a permissão expressa de Frederico II para permanecer aqui, desde que minhas preocupações sejam Hanover e relações diplomáticas bilaterais Reino Unido – Prússia.

- Então o que você quer aqui nesta mesa, Almirante Dominic Brachmann? – Herr Friedrich Murktizger foi o homem a se pronunciar desta vez, com um tom de voz mais brando.

Dominic tomou um tempo antes de falar, tanto para prender a atenção de seus convidados quanto para escolher suas palavras com cuidado.

- A visão que a Europa tem sobre o estado de Frederico II não é muito boa. Dizem que ele vive em meio a um país militarista beligerante, com nobres proprietários de terra açoitando camponeses e todos os jovens homens da nação metidos em fardas. – Dominic manteve a voz fria e uniforme. Percebeu alguns homens dissolverem a expressão de escárnio para uma de raiva. Perfeito. – E isso tira da Prússia alguns amigos, certo? – Dominic soltou a questão retórica no ar.

- Pretende fazer algum ponto ou irá se manter em círculos. – Lorde Vidic respondeu. O temperamento mercurial do homem era um problema.

- Paciência, tudo a seu tempo. – Repreendeu sem olhar diretamente em seus olhos. – Frederico está marchando agora para a Silésia. Não somos estúpidos. Sabemos o que ele quer, e devo dizer que nós apreciamos muito seus esforços. – Dominic completou sem esconder o sorriso discreto que formou em seus lábios. – Acredito que vocês precisem de um amigo fora do continente. Um amigo muito influente na política europeia.

- E esse amigo seria a Inglaterra? Por favor, a inimizade é antiga, Dominic, não me diga besteiras.

- Lorde Von Kismur, já que falou em rivalidade antiga, falemos de amizade antiga então. O que a França pensa sobre essa pequena cruzada de seu Rei?

A sala entrou em um silêncio desconfortável. Todos olhavam para Dominic querendo refutá-lo, mas, ao mesmo tempo não podendo. O templário estava satisfeito.

- Exato. A França quer amigos, mas não aqueles que sejam mais poderosos que ela. E senhores, a Prússia de Frederico tem tudo para ser mais poderosa, mas ele só tem uma deficiência... – Dominic cuidou de suas próximas palavras, tentando não destruir seu pequeno êxito. – Com a Inglaterra ao seu lado, nós podemos mudar a visão da Europa sobre a Prússia e mais do que isso, podemos legitimar as conquistas de Frederico sobre a Áustria.

- Então a Inglaterra deseja trair uma amiga antiga... Eu estou impressionado, Almirante. – Lorde Vidic respondeu.

- Trair? Senhores, falamos de proxys. De estados. Esses acordos precisam ser mútuos. A Inglaterra não está interessada em acordos unilaterais.

Os três homens da sala se entreolharam, sabiam da força que a Inglaterra adquiriu desde a Guerra de Sucessão Espanhola. Alguém com essa influência era muito bem vindo, mas eles precisavam de mais tempo para decidir.

- Pois bem Dominic, vamos apresentar isso em uma reunião. Daqui a uma semana, você terá que convencer Frederico, O Grande em pessoa.

Dominic riu internamente. O que ele fizera hoje não era nem 1% de sua verdadeira eloquência. Os Londrinos dizia que ele poderia negociar seu caminho fora do inferno com o próprio diabo.

E ele conseguiu o que queria: mais tempo para se restabelecer. Berlim era um lugar de muitas promessas e ele não estava tentado a desperdiçar nenhuma delas.

 

***

 

Karleen sabia que Rurik estava demorando propositalmente. Ele adorava vê-la furiosa e descompensada, mas ela não daria esse gostinho a ele.

A ruiva caminhou até o outro lado da biblioteca que estava observando a neve cair pelos jardins de Rurik através da janela enorme. Possuía as Cartas Filosóficas de Voltaire em uma mão e um copo do uísque mais caro do banqueiro na outra, o cenho franzido em preocupação, eles teriam muito problema à frente. A intromissão da Inglaterra certamente não viria sem resposta.

A Templária continuaria calmamente pensando em tudo aquilo se um movimento do lado de fora não lhe chamasse a atenção. Rurik e mais um homem que ela sabia ser um médico militar entraram na mansão e foram quase imediatamente atacados por assassinos. A ruiva apoiou o copo e o livro na mesa e tentou correr para a porta para ajudar, mas fora impedida por uma mulher que entrou na biblioteca. As roupas mostravam suas raízes, mas não precisava. Karleen sabia quem ela era.

- Karleen. Espero que se lembre do aviso que te demos em 1735. – A assassina disse e puxou uma cadeira e a virou ao contrário, com o encosto entre as pernas e apoiando os braços cruzados na parte superior.

Karleen olhou para baixo com certa indignação.

- Elke Rosenbauer. – Karleen sibilou. Elke era uma assassina de elite com quem ela vinha tendo embates desde que se mudou para a fronteira com a Silésia em 1730. Ambas já se envolveram em vários tipos de conflito, dentro e fora do continente. Trocara algumas palavras – e alguns socos com ela.

Karleen a detestava principalmente por conta de sua pose de superior. Ela era daquelas pessoas que olha para as outras com o nariz em pé caso não concorde com seus métodos e considera todos os templários uma escória.

Os olhos de Elke traziam um proposito sombrio e ela a encarava com olhos enviesados apesar de sorrir abertamente.

“Como uma imbecil.” Karleen pensou. Ela sentia que se tivesse sua pistola e pudesse acabar com isso antes que começasse poderia ser uma pessoa feliz.

- Imagine a minha surpresa ao ver que Karleen Stein Hoffmann, a Templária de sotaque francês, entrando na casa de Rurik Ludwig Reinhardt. – Ela disse e Karleen ficou tentada em usar o livro que antes lia para acertar-lhe na cara, mas seria um desperdício imenso de um ótimo livro. – Você não é bem vinda aqui.

- Eu não preciso de sua permissão para ir em lugar nenhum, Ekelpaket. – Avisou, sentindo a irritação ferver seu sangue. Elke apenas riu sarcasticamente.

- Sim, precisa. E por conta disso tive que tomar decisões drásticas, não vê? – Ela disse e olhou brevemente em direção da janela. – Deixei eles ocupados para que eu pudesse ser toda sua.

Karleen nunca fora conhecida por sua personalidade calma. Sentia as mãos e os pés inquietos pela raiva, o corpo se preparando pelo ataque eminente. Ela poderia ser muitas coisas, orgulhosa e impulsiva era uma delas, mas ela nunca fora covarde como os assassinos. Não era covarde como Elke.

Karleen sorriu e pegou novamente seu copo de uísque erguendo-o como se estivesse comemorando algo.

- Nesse caso, eu acredito que eu devo brindar ao seu funeral, não é mesmo? – Karleen caminhou para o outro lado da biblioteca, garantindo alguma distância entre ela e Elke. – Podemos começar?

Karleen sentiu a tensão subir por seus ombros. Era como se tudo ao seu redor fosse pólvora esperando uma faísca. Elke se movimentou minimamente e Karleen não esperou pelo primeiro ataque. Com o mesmo copo de uísque que ergueu, ela acertou o rosto da assassino, o espatifando contra sua têmpora e danificando seu olho esquerdo.

No momento em que ela titubeou, Karleen empurrou a cadeira pelo encosto, a mantendo presa no chão. O encosto da cadeira a segurava pelo peito e a impedia de acertá-la com os punhos, já que Karleen estava usando o peso do próprio corpo para ficar mais atrás, com movimentos livres para acertá-la. Karleen pode acertar três socos, antes da fúria da assassina a surpreender. Elke tinha uma capacidade impressionante de raciocinar em meio a dor e tinha uma resiliência ímpar.

Elke segurou a cadeira pelo encosto e a jogou pro lado, desequilibrando Karleen em sequencia, mas a ruiva se erguera rápido e se lançara à esquerda, curvando o corpo e puxando sua adaga da bainha. Sua posição de combate era evidente. Elke exibiu suas hidden blades.

Karleen a tacou, mas Elke desviou para o lado esquerdo, erguendo as lâminas ocultas em X e girando o corpo, sendo eficiente em arrancar a adaga da mão da Templária. Tendo um ataque de oportunidade sobre a ruiva, Elke a feriu no abdômen. Não profundo o suficiente para matá-la, mas o suficiente para conquistar uma vantagem.

Karleen deu um passo para trás e puxou sua cimitarra da bainha, brandindo a arma orgulhosamente, como se não estivesse ferida. Elke a atacou pela esquerda, mas Karleen ergueu a cimitarra fazendo as lâminas se chocarem. No mesmo golpe a Templária desceu a espada com força na segunda hidden blade, a danificando.

Karleen teve alguma noção da janela logo atrás de Elke e, num golpe arriscado, a ruiva a chutou no centro do troco a empurrando violentamente em direção ao vidro. Karleen correu na direção da assassina e acertou-lhe um soco na têmpora danificada e aproveitou o atordoamento para chutar mais uma vez, rompendo o vidro e a fazendo cair do segundo andar da casa.

Hoffmann se apressou para olhar pela janela e  viu a assassina jogar uma bomba de fumaça no chão e sumir de vista.

A dor aguda em seu tórax a fez pressionar a ferida se sentindo zonza.

Aliás, para um corte não tão profundo, ela estava demasiadamente tonta.

“Veneno...” Esta foi a última conclusão de Arleen antes que ela caísse no chão.

 

***

 

- Mestre Hoffmann? – Rurik exclamou ao ver a Templária apagada no chão.

Nico deu dois passos a frente. Ele sabia o que fazer.


Notas Finais


Oii, gente tudo bom? Esse capítulo não está betado, me desculpem por qualquer problema e não hesitem em me dar dicas, okay?
Perceberam alguma coisa nova? SIM, A HISTÓRIA GANHOU UMA CAPA PROFISSIONAL AAAAH
Tudo isso graças a nossa queridíssima leitora Etherea.
(Inclusive, ela está com uma fanfic mara de Assassin's Creed, explano mesmo)
Muito obrigada <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...