História La Sirena - Capítulo 8


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Jacob Black, Leah Clearwater
Tags Blackwater, Jacob Black, Leah Clearwater
Visualizações 26
Palavras 1.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Afogando em suas águas


Era como se afogar, ele nunca sentiu isso.

Era tipo se afogar no mar que ele tanto observava quando criança, era observar a fúria do mar vir na sua direção com sua delicadeza porque quando ele descobriu que estava com o coração a queimar como se tivessem cravando o nome dela com ferro ele se sentiu meio que se afogando em aguas que ele nunca tinha coloca o pé.

Era como se estivesse a tentar entender como seu coração foi logo bater e queimar por aquela mulher que todos chamavam de Megera, ela era sim uma megera com sua língua afiada e com suas cortadas nos momentos certos e nos momentos errados, mas ao mesmo tempo para ele era uma sereia que o puxava em direção as profundezas do fundo do mar que era desconhecido por ele.

Ele não ligaria se caso ela o puxasse em direção as profundezas de suas aguas esverdeados porque mesmo que todos lhe dissessem que ela poderia mata-lo, ele deixaria com que ela o levasse porque como uma vez lhe disseram: Toda Sereia precisava de seu Marinheiro e ele era o marinheiro dela.

Mesmo que a mesma negasse com toda força de seu ser.

Ele sabia que era verdade, todo seu ser sabia que era verdade.

No final daquela historia que ambos estavam escrevendo a vilã ficava com o mocinho porque ela era sua pequena Sereia a que o arrastou para as profundezas longe da solidão que parecia rodeá-lo quando o mesmo se encontrava sozinho, ela o arrastou para o meio do furacão que era aquele sentimento que estava começando a criar raízes dentro de seu ser.

—Você está tão quieto hoje em dia, filho. —O velho homem na cadeira diz enquanto o olha com seus olhos sábios o bastante para saber que seu filho mais novo estava escondendo algo dele.

—O senhor já tomou café? —O jovem Alpha pergunta enquanto olha pela janela a chuva cair com suas gotas pesadas e barulhentas.

—Café? Jake já é quase noite, onde sua mente está? —O velho Billy pergunta com uma sobrancelha erguida olhando e examinando seu filho que naquele momento se deu conta do seu pequeno deslize.

—Ah, já? Nem percebi. —O jovem Alpha diz enquanto leva a mão esquerda até a nuca e esfrega seus fios de cabelo negro. Ele se sentia envergonhado pela situação que ele mesmo se colocara sem perceber.

—Posso notar! —O velho Billy diz com um pequeno tom sarcástico que não passa despercebido por seu filho que apenas dá de ombro enquanto observa as arvores balançarem de acordo com o som do vento, elas eram como pequenas bailarinas guiadas pelo som que desliza do lado de fora. — Há algo o perturbando, meu filho?

Sim, uma sereia em forma de Loba que não consegue ver o que está na sua frente, o jovem Alpha pensa mais suas palavras ficam presas em sua mente, mesmo que ele contasse tudo para seu pai, o relacionamento dos dois ainda era recente e muito digamos, rápido o bastante para assustar os mais velhos.

—Nada. —O jovem Alpha diz enquanto se senta no sofá e fica ali parado pensando em como tudo mudou em poucos meses.

Antes ele rezaria para todos os deuses não o colocassem nas mesmas rondas que a jovem loba. Agora ele rezava para todos os Deuses que o colocassem sempre nas mesmas rondas que sua, digamos Sereia.

Ele não se importaria com que todos achassem, para ele o que ele mais queria era sua pequena Sereia que naquele momento não se encontrava do seu lado com suas tiradas acidas e seu mal humor que só poderia ser contido por uma xicara de café.

—Vou tomar um café! —O jovem Alpha diz enquanto se levanta bruscamente do sofá deixando seu pai ainda mais desconfiando de tudo aquilo, ele conseguia ver como seu filho se encontrava faz alguns meses.

 Era como ver seu filho antes da dor. Ele tinha voltado a ser quem era. Ele respondia para a jovem Loba que apenas ria de suas respostas enquanto que o jovem Alpha apenas suspirava e olhava de canto para jovem Loba que apenas com seus olhos verdes fuzilava a todos.

—Mais você não gosta de café! —O velho Billy sussurra enquanto observa seu filho ir até a cozinha em busca do maldito café a qual ele nem gosta.

Digamos apenas que Billy conhecia muito bem seus três filhos, ele sabia que o jovem Alpha odiava o gosto amargo do café porque segundo ele não precisava mais de amargura em sua vida já bastava a Megera, digo, a Loba o infernizando.

Então porque ele naquele momento queria um café? O Velho Billy pensa enquanto ia até a cozinha com sua cadeira de rodas pensando se devia deixar para lá, mais algo dentro dele gritava para descobrir o que deixava seu filho daquele jeito.

Como um animal enjaulado e triste esperando com que aquele que cuidou dele voltasse.

—Está tudo bem, mesmo meu filho? —O Velho Billy pergunta quando entra com sua cadeira de rodas na cozinha vendo seu filho olhar para a xicara de café com um olhar mortal, como se estivesse na frente de seu pior inimigo.

Como se estivesse pronto para atacar seu amigo, esperando uma brecha para atacar como um lobo ataca sua presa.

Ele se encontrava pronto para atacar, ele tinha um inimigo do qual o ódio era tão forte que talvez ele nunca mais veja o Café como sendo apenas amargo, mas sim como um inimigo declaro.

—Claro que está bem, porque não estaria? —O jovem Alpha pergunta enquanto leva a xicara até os lábios e franze a testa ao ter o gosto amargo em sua língua.

Era o gosto da amargura pura, não necessitava que alguém lhe dissesse que café era amargo por natureza, assim como sua Loba.

—Você está tomando café, algo do qual não gosta. —O velho Ancião fala enquanto observa os gestos de seu filho que apenas olha para a xicara com o liquido marrom e amargo.

 —Queria ver o que ela tanto ver de bom nisso.

—Ela? —O velho ancião pergunta enquanto que em seus lábios se encontrava um pequeno sorriso de canto.

—Sim, ela. Talvez seja por serem iguais. —Ele diz com um olhar mortal para a xicara. —Droga, o que essa sereia viu nesse maldito café?

O velho Billy apenas tenta conter a risada que se encontrava querendo deslizar por seus lábios, ele sabia de quem ele falava, claro que sabia.

Billy tinha olhos assim como Sue tinha a mente voltada a vida de sua filha, ambos são espertos o bastante para saberem que no final da conta a Sereia enfim encontrou seu Marinheiro que naquele momento se encontrava afogando nas ondas de sua sereia.

No final das contas, a Vilã talvez fique com o mocinho. 



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