História La sirène - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá queridos e queridas!
Há muito tempo não posto nenhuma fanfic, inclusive esse é meu novo perfil aqui no Spirit.
Agora eu sou mãe de uma linda menina de 1 ano que ocupa meus dias e noites!
Escrevi essa one (que ficou imensa para os meus padrões) em um surto de criatividade. Demorei alguns dias para finalizá-la, mas cá estou.
E uma pequena observação, o modo que Sasuke e Sakura se conhecem foi inspirado em uma cena da série Grey's Anatomy, mas o restante da estória não se assemelha em absolutamente nada.
Espero que gostem e me perdoem por algum erro, tive que digitar pelo celular. Inclusive me avisem nos comentários!
Grande beijo.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction La sirène - Capítulo 1 - Capítulo único.

O dia amanhecera conturbado. Eram quase 5h da manhã quando meu parceiro Naruto e eu chegamos ao Hospital Central de Konoha.

De uma apreensão tranquila de drogas em um bairro da periferia a um confronto armado com um dos mais procurados traficantes da região.

Resta saber se eu estava no local certo ou ele no errado, a vida tem dessas coincidências.

Baleado três vezes por mim, Deidara, adentrava o centro cirúrgico. Infelizmente tive que efetuar aqueles disparos, digo isso pois ele vivo me serviria melhor e depois do ocorrido dificilmente ele sairia dessa.

Terminei meu cigarro na área externa, ignorando meu super cílio lesionado e outros arranhões pelo braço. Entrei ao escutar o início de uma discussão:

- Senhora eu só estou cumprindo ordens! Preciso acompanhar o elemento! - era Naruto com sua voz estridente.

A provável enfermeira explicava que ele não poderia entrar. 

- Naru... - fui interrompido por uma mulher que aparentava ser a médica responsável.

- Escute bem o que vou falar: o senhor pode ser policial, mas aqui dentro a autoridade sou eu. O senhor não vai entrar! - aquele par de olhos verdes continha uma tempestade em seu interior.

A porta foi fechada com rispidez.

Não pude sorrir de canto ao ver o semblante de meu parceiro. Naruto fora devastado pela médica que não deveria chegar nos nossos ombros em estatura. Gostaria de ter visto seu rosto, coberto pela máscara e parte da touca.

- Mas que porra! - ele resmungou.

- Você está errado, Naruto. Somente a equipe médica pode entrar no centro cirúrgico, não deveria ter insistido. - finalizei.

Depois que tomei pontos no corte acima do meu olho esquerdo, ficamos aguardando no hall pelo término da operação de forma entediante. Naruto atendeu a ligação da esposa, Hinata, e decidi sair para fumar novamente.

"Isso vai te matar", diria dona Mikoto minha falecida mãe.

Alguns minutos se passaram e Naruto veio até mim.

- Seu idiota, nem no hospital você tira essa merda da boca... - ele gesticulava para diluir a fumaça - A doutora veio falar comigo, Deidara não resistiu.

- Já imaginava. - joguei o que restou do cigarro no chão e pisei sobre o mesmo para apagá-lo - Vamos logo para a delegacia, essa burocracia vai foder o resto do meu plantão.

- Do seu? Do nosso! Hinata pegou folga logo hoje e nem vou poder aproveitar! - Naruto passava a mão atrás da cabeça enquanto me acompanhava para o estacionamento.

 

***

 

Cheguei em casa indo direto para o banho, eu estava literalmente imundo há quase 15h.

A água escorria pelo meu corpo relaxando os músculos tensos, mas fazendo arder as pequenas escoriações.

Quando saí fui recebido por caixas e mais caixas. 

Estalei a língua. 

Ia me mudar no outro dia e com aquela a confusão já tinha me esquecido.

Deitei de qualquer jeito na cama e acabei adormecendo de toalha, com as pernas para fora da cama.

Sonhei com um par de olhos verdes raivosos.

 

***

 

- Essa é a última, Uchiha! - Kiba depositou uma caixa na minha nova sala de estar.

- Tu me quebrou uma árvore, Inuzuka, muito obrigada mesmo - batemos as mãos - Você também, Shino, apesar de ter reclamado mais do que ajudado! - ri da sua expressão facial.

- Me erra, Sasuke! Nem era para eu ter descido do caminhão, já disse que sou o motorista, tenho hérnia na coluna seu mau agradecido! - ralhou.

Os dois eram conhecidos meus do antigo bairro, faziam frete. 

- Que seja... Aqui está o pagamento de vocês. - e com isso nos despedimos. 

Passei o dia colocando tudo em seu devido lugar, sou avesso a desorganização.

Terminei a noite com uma bela pizza e o cheiro de limpeza do meu novo lar.

 

***

 

Acordei cedo no outro dia e fui correr. A orla da praia ficava a um quarteirão do prédio, um dos motivos de eu ter me mudado.

O sol dando seus primeiros sinais, o cheiro do mar, o vento quente. Definitivamente eu poderia viver com isso.

Quando terminei, tirei a camisa e molhei o cabelo em uma ducha a beira mar, deixando a água cair pelo meu tronco. 

Um banco próximo me convidou a sentar. Admirei a vista enquanto bebia água.

- Ei moça, você tá legal? - ouvi uma voz feminina atrás de mim. Girei o corpo instintivamente.

Uma mulher estava ofegante, um pouco agachada enquanto tentava se manter em pé segurando os próprios joelhos.

- Estou... É só minha pressão... - ela falava com a voz arrastada.

Ela ia desmaiar, estava branca feito papel.

Me aproximei no momento em que a outra mulher tentou a amparar de uma queda, sem sucesso.

- Ai meu Deus! 

- Se acalme, senhorita, ligue para emergência que farei os primeiros socorros. Sou policial, fique tranquila! - tomei as rédeas da situação, me ajoelhando ao lado da mulher caída.

Ela pegou o celular com as mãos trêmulas.

- Você pode me ouvir? - perguntei em voz alta e não tive resposta.

Comecei a verificar os sinais vitais. Estava respirando e havia pulso, mas estava inconsciente e com frequência respiratória baixa, parecia realmente ser uma "queda de pressão".

Porém um vinco em sua testa se fez, demonstrando que estava despertando.

- Moço ninguém me atende na emergência... - a mulher em pé ainda estava aflita.

- Tudo bem, ela está acordando. - interrompi sua fala. 

- O que? O que aconteceu? - a mulher até então inconsciente, passou a mão pela testa suada e fez menção de se sentar.

- Sente-se com calma, você desmaiou e acabou caindo. - falei prestando ajuda.

Então aquela imensidão verde me atingiu.

Eram os mesmos olhos, era a médica de outrora. Não havia dúvidas.

A vida tem dessas coincidências.

- Moço? Está me ouvindo? - a outra figura me tirou dos meus devaneios - Disse que preciso trabalhar. Você pode ficar com ela? Estou atrasada!

- Ah, claro! Irei ficar aqui mais um pouco, pode ir trabalhar, senhorita.

Ela saiu apressada agradecendo e desejando melhoras para a mulher que se levantava.

- Caramba devo ter vindo ao mundo só para passar vergonha, muito obrigada senhor...

- Sasuke, somente Sasuke. - ela sentiu meu olhar intenso.

- Certo, Sasuke, muito obrigada pela ajuda, me chamo Sakura - me estendeu a mão em cumprimento - somente Sakura.

Sorriu travessa.

- Quer um pouco d'água? Sente um pouco, ainda está pálida. Precisa de um celular para chamar alguém? 

- Oh, não se preocupe! Ficarei bem! Tenho esses episódios desde mocinha, daqui há alguns minutos estarei nova em folha. Mas aceito a água! 

Entreguei a garrafa e passei a observá-la rapidamente.

Vestia um top rosa e um shorts preto um pouco acima do umbigo e largo nas coxas, nos pés um tênis igualmente preto. Mas o que me chamou a atenção foi o rosa pálido de seus cabelos, presos em um rabo de cavalo alto.

Ergui a sobrancelha, estranhamente aquilo tudo me pareceu perfeito.

Caralho, que atração foi essa?

- Sasuke? 

- Sim?

- É a terceira vez que te chamo - sorriu como uma gata - vou para a casa, muito obrigada novamente pela sua ajuda!

- Posso te acompanhar se quiser. - disse rapidamente.

Ela repuxou os lábios em uma careta de dúvida e suspirou em seguida.

- Eu aceito, não quero cair novamente.

Percebi um rubor em seu rosto e uma olhadela em meu abdômen, eu ainda estava sem camisa. Me vesti e tratei de acompanhar seu caminho.

Ela morava em um apartamento perto dali. Era a direção oposta que faria para ir ao meu próprio, mas não achei ruim.

Seguimos em silêncio e nos despedimos na portaria.

Ela acenou e sumiu pelas portas de vidro fumê enquanto eu permaneci parado me odiando por sequer ter pedido seu número de telefone.

O que estava acontecendo comigo?

- Amigo, tem um papel para me arrumar? - perguntei ao porteiro que me respondeu afirmando e logo me entregou um papel e uma caneta.

Ele devia anotar muitos recados afinal.

"Seus olhos são os mais lindos que já vi. Irei vê-los, de novo?

U. Sasuke" 

E abaixo pus meu próprio telefone celular.

Entreguei ao porteiro pedindo lhe o favor de entregar a Sakura.

A sorte estava lançada.

 

***

 

- Então quer dizer que foi amor a primeira vista? - Naruto ostentava um sorriso larga enquanto atiçava minha irritação.

- Cale a boca! Eu nem sei o porquê de ter te contado essa história. - pressionei minhas têmporas.

- Ah, eu sei. Além de eu ser o seu melhor amigo, a falta de sexo está afetando seus neurônios. - agora fazia movimentos de vai-e-vem com o quadril.

- Me poupe, Uzumaki, vou terminar esse relatório antes que minha arma atire em você por livre e espontânea vontade. 

Ele saiu gargalhando e dizendo algo como "sexo faz bem para a pele".

Maldito.

 

***

 

O toque do celular me despertou de um sono sem sonhos. Apesar de a minha palpável irritação pela falta de respostas de Sakura, meu trabalho vinha consumindo minhas energias.

Tomei um café preto e belisquei umas torradas, fiz minha higiene matinal e fui correr na orla da praia. O clima estava especialmente nublado.

E não, não encontrei a mulher que estava roubando meus pensamentos. Teria que aceitar a rejeição pelo visto.

Depois de um banho relaxante escutei o celular vibrar em cima da cômoda, era um número desconhecido.

Meu coração aumentou o ritmo das batidas e me senti um completo idiota.

- Uchiha - atendi no automático.

- Então quer dizer Uchiha... o "U" do seu sobrenome - ouvi um risinho anasalado - foi impossível te encontrar no Facebook.

Já sabia quem era. Encostei só de toalha no parapeito da janela.

- Não tenho nenhuma rede social, senhorita! 

- Senhorita? Você é um gentleman! - sua voz era música para os meus ouvidos.

- Jante comigo hoje. - intimei.

- Às 20h. - ela sequer titubeou.

- Passo para buscá-la... 

- Não! - ela me interrompeu - Nos encontramos no Bosque da Lua Gastrobar*.

- Como desejar, senhorita.

Escutei novamente aquele repicar de sinos que era a sua risada e a ligação foi encerrada.

Acendi um cigarro.

Eu estava fodido.

 

***

 

Havia feito uma reserva em meu nome assim que falei com Sakura, não queria correr o risco de estar lotado. Mandei uma mensagem para ela avisando e também para afirmar o compromisso.

Era a primeira vez que uma mulher combinava de se encontrar comigo no local. Mas parando para pensar, eu como policial devia bater palmas para a sua atitude.

O que ela sabia sobre mim? Seria eu um maníaco? 

E ela? Também não a conhecia.

Fui levado à mesa por uma mulher esguia. O mar era visto ao fundo, como uma paisagem de quadro.

Sakura não tardou a chegar, eu estava adiantado e ela pontual.

Trajava um vestido vermelho de alças finas que ia até o joelho, deixando suas curvas a mostra. Os cabelos iam soltos até a altura dos seios.

Levantei para recebê-la com um beijo em sua mão direita.

Não, sua mão não tinha a pele de pêssego ou algo assim. Era um pouco áspera e as unhas estavam curtas e somente com um esmalte claro, transparente.

Ela era uma cirurgiã, sua rotina pedia esterelização constante.

E eu achei fascinante.

Puxei a cadeira para que ela se sentasse.

- Então, policial, Uchiha Sasuke. - ela contornou as palavras.

- Você se lembra então. - estreitei os olhos.

- Sim, podemos parar de fingir que não nos conhecemos! 

- Mas quem disse que nós nos conhecemos? Eu não sei nem o seu sobrenome.

Ela jogou os cabelos para trás, me dando visão de seu decote.

- Haruno, Haruno Sakura. Pronto, agora fomos devidamente apresentados.

- Com licença, os senhores desejam vinho? - o mâitre nos perguntou educadamente.

- Oh, sim! Eu quero... - Sakura pareceu animada com a ideia - Me acompanha?

- Claro.

O rapaz saiu e voltamos a nossa conversa regada à tensão sexual.

- Sei seu nome e sobrenome, que você é uma cirurgiã, e aparentemente gosta da cor rosa. Qual a história por trás deles? - apontei para seu cabelo com cor incomum.

- A verdade? Você vai rir, mas não me importo. Sempre anunciei aos 4 cantos que sou uma humana com alma de sereia e meu cabelo loiro natural não me agradava, comum demais eu achava. Mesmo com a sereia loira de Splash*, não me sentia confortável - fez referência a um filme que eu não conhecia, ignorei - mas meus pais não deixavam eu fazer nada a respeito.

"Quando fiz 18 anos, passei na faculdade aqui de Konoha e me mudei. Pintei escondida e me reconheci. Eles acabaram gostando no final". 

Nosso vinho foi servido. Apesar de adocicado, admito que Sakura acertou na escolha, era saboroso.

- Agora eu entendi tudo... Você está usando seus olhos para me hipnotizar.

Ela riu contra a taça de vinho.

- Eu ainda nem comecei. - ela soltou a frase roçando o bico de seu sapato de salto na minha perna esquerda.

 

***

 

Depois se um jantar de palavras acaloradas, seguimos cada um para sua casa.

Nem um beijo.

Porra! Eu realmente estava me sentindo sob o efeito de um feitiço.

Um menino bobo encantado por uma mulher. E olha que sou mais velho.

Aquela mulher só podia ter vindo do oceano. Calma por fora, tempestuosa por dentro.

Foi a primeira noite que tive sonhos eróticos com ela, acordando duro e ofegante. Não me contive em me tocar pensando nela.

 

***

 

- Kakashi, o informante conseguiu novas informações sobre aquele caso envolvendo o Deidara, há fortes indícios que estão utilizando uma boate como fachada já que o antigo local foi descoberto. Precisamos agir antes que eles descubram que estão sendo caguetados e partam para uma retaliação. 

Naruto e eu estávamos sentados em frente a mesa do delegado, Hatake Kakashi.

- Vamos organizar a missão para no máximo cinco dias. Quero Shikamaru e Neji no caso colaborando com vocês. Por enquanto estão liberados.

Saímos de sua sala e fomos tomar café na cozinha da delegacia.

- E então, como andam as coisas com a doutora? - disse o Uzumaki.

- Estamos trocando mensagens, nossas escalas não têm batido essa semana - tomei um gole da bebida fumegante - Cada dia que passa mais eu tenho vontade de me afundar nela, que mulher mais filha da puta.

A gargalhada do meu melhor amigo reverberou pelo ambiente.

- Pega leve na punheta, hein, Sasuke! Tá dando calo na mão!

- Vai se foder, bastardo. 

Meu celular tocou interrompendo nossa 'conversa'. Atendi sem olhar o visor.

- Uchiha.

- Você não sabe dizer alô? Mon Dieu!* - era ela.

- Vou aprender por você. Está no hospital? 

- Sim, mas tenho boas notícias. Consegui folga na sexta, podemos nos ver se você quiser. - ela quase miou.

- Claro, te pego às 20h, sem desculpas. - falei enquanto tirava um maço de cigarro da calça.

- Vou te deixar no comando dessa vez, policial.

- Você não vai se arrepender, doutora.

Ela desligou com um "até".

 

***

 

Estacionei em frente ao seu prédio e avisei que estava a sua espera. Ela desceu logo em seguida.

Parecia um anjo com aquele vestido branco.

Me senti o próprio demônio querendo tomá-la para mim.

- Sempre pontual, gosto disso. - ela disse estendendo a mão para que eu a beijasse.

- Digo o mesmo. Pronta para hoje?

- Nasci pronta. Onde vamos? Espero ter me vestido adequadamente.

Abri a porta do carona para que ela pudesse entrar.

- É uma surpresa.

Dirigi para o "La fenêtre de Dieu"*, um restaurante que ficava localizado no alto de um penhasco, tendo o oceano turbulento logo abaixo. A vista era uma das mais belas da cidade, fazendo jus ao nome.

- Eu simplesmente amo esse lugar! - Sakura tinha os olhos brilhantes enquanto olhava pela parede de vidro ao lado de nossa mesa.

- Sereias têm que ficar próximas do mar, achei que fosse gostar.

- Muito obrigada, eu adorei. - sua mão tocou a minha em cima da mesa.

Vi suas bochechas tomarem cor enquanto eu a olhava intensamente.

- Você está linda, devia ter dito isso assim que te vi.

Ela riu enquanto lia o cardápio.

- Você também está lindo. E pelo visto a senhorita da mesa ali atrás concorda comigo - fiz menção de olhar para a tal mesa, mas Sakura arregalou os olhos e continuou - Não é para você olhar, Uchiha! Tenha modos! 

Não segurei uma risada. Ela era adorável.

- Não se preocupe, o que me interessa está bem aqui. - pisquei para ela.

Ela revirou os olhos como se debochasse. E então o garçom chegou até nós nos interrompendo momentaneamente.

Sakura me convenceu a pararmos na praia quando saímos do restaurante. A noite estava quente, o vento soprava o cheiro do mar em nossas narinas.

Talvez tenha sido fácil me convencer.

- Você e seu amigo foram parar na boca das enfermeiras aquela vez no hospital. - ela debochou.

- Por que? - me fiz de desentendido.

- Você sabe. O loiro gostoso e o moreno tesudo elas diziam.

Gargalhei alto.

- Mas eu tratei de abaixar o fogo delas. Sabia que o outro era casado e que você... Bem, eu sabia que queria você.

Aquela declaração me atingiu em cheio.

- Então você me quis desde aquele dia. - enlacei sua cintura com um braço.

Ela fez sim com a cabeça e quando menos esperei puxou minha cabeça de encontro a dela.

Seus lábios capturaram os meus com ferocidade, ela queria comandar o beijo. Minha mão livre puxou levemente seus cabelos enquanto mordia seu lábio inferior.

Sua língua deslizou sobre a minha e a apertei mais contra o meu corpo.

- Mulher, eu quero você desde quando vi esses olhos na porta do centro cirúrgico. Aquela sua pose de dona do mundo. Caralho, me deixa foder você até de manhã. - eu não estava no meu juízo perfeito, apertei sua bunda colando nossos corpos.

- Talvez você não seja tão cavalheiro assim.

Voltamos a nos beijar. Suas unhas arranhavam meu couro cabeludo quando ouvi um gemido baixo vindo dela. Senti minha cueca apertar. Eu queria mais daquilo.

- Sasuke - ela espalmou as mãos no meu peito - quero ir para casa.

- Mas... - estava confuso.

Ela olhou no fundo dos meus olhos.

- Vamos para a casa. - sussurrou.

Maldita sereia cantando para me hipnotizar.

 

*** 

 

O cheiro dela entorpecia meus sentidos e todo o seu apartamento cheirava à Sakura.

Fui empurrado no sofá e logo ela estava por cima abrindo os botões da minha camisa.

Nossas línguas dançaram juntas mais uma vez. Minha mão dominante se esgueirou por debaixo do seu vestido, me deixando mais excitado:

- Você estava todo esse tempo sem calcinha?

- Uhum... - ela ronroou rebolando sobre os meus dedos que a estocavam.

- Puta que pariu! 

Joguei seu corpo para o sofá e ajoelhei entre as suas pernas.

- Eu quero, preciso chupar você - falava comigo mesmo.

Sua boca fazia "Os" perfeitos enquanto trabalhava em sua intimidade. Seus gemidos agudos preenchiam o cômodo. 

Senti meus dedos melarem com o seu gozo e suas pernas relaxarem ao redor do meu pescoço. 

- Vamos para a cama... - ela sussurrou de olhos fechados.

Fiquei em pé tirando minha camisa por completo.

- Espera - ela estava de cara com a minha ereção, ainda encoberta pela calça social - Me deixa... Chupar... Você também... 

Ela foi beijando o volume no tecido nas pausas da frase e por fim passou a língua pela extensão.

Balancei a cabeça negativamente me controlando.

- Agora não, sereia. Agora eu vou foder você. - puxei levemente seu cabelo, obrigando-a olhar para mim.

Ela abriu um enorme sorriso e se levantou me guiando pelo apartamento.

Abri o fecho na parte de trás do seu vestido assim que chegamos no quarto. Beijei seu pescoço enquanto o tecido deslizava até o chão.

Ela se virou nua para mim e tirou meu cinto e minha calça junto com a cueca, ajudei chutando as peças para longe.

Coloquei o preservativo e Sakura começou a subir na cama.

- Eu quero de 4. - e se posicionou expondo a intimidade para mim.

Senti a boca salivar e meu pau se contrair liberando pré-gozo.

De pé, lambi sua entrada e em seguida me afundei em sua carne. Não consegui conter meu próprio gemido rouco.

Dei um tapa em sua nadega e a segurei puxando seu quadril contra o meu.

Sakura gemia afundando o rosto na cama, abrindo mais as pernas para mim. Ela pedia mais rápido e eu aumentava a velocidade.

Aquela mulher ia me enlouquecer.

Senti seu interior se contrair mais, então levei meu dedos ao seu ponto sensível, friccionando ali. 

- Não para! - ela quase gritou.

Vi seu corpo tremer e ela gemer com mais intensidade. Tinha chegado ao orgasmo.

- Vira. - pedi e ela tombou para o lado ofegante. A ajudei a se posicionar novamente e voltei a me afundar nela.

Suas pernas foram para os meus ombros para que eu estocasse mais rapidamente. Senti meu membro endurecer e liberar o gozo. Estoquei fundo mais algumas vezes prolongando a sensação de prazer.

Caí por cima dela a beijando calmamente.

- Você é perfeita.

- Sou, agora deite aqui comigo.

 

***

 

Acordei meio perdido, sem me lembrar de como havia dormido. Pela janela do quarto vi que ainda que ainda era noite.

O relógio no criado mudo marcava 2h da madrugada.

Sakura estava virada de costas para mim, com o lençol cobrindo parte da bunda empinada. Ressoava baixinho como uma gata.

O vício me obrigou a levantar. Vesti somente a cueca e fui fumar na varanda do apartamento, pouco me importando com um possível vizinho.

Sakura apareceu quase 1 hora depois trajando um robe de seda negro que ia até o tornozelo.

- Isso vai te matar - ela disse.

Ali eu soube que me casaria com ela.

 

***

 

Com seis meses de namoro Sakura engravidou, um pouco cedo podem achar. Mas a vida tem dessas coisas.

Eu parei de fumar por sua causa e da minha futura filha. Sim, era uma menina e eu sabia em meu íntimo que eu só seria pai de meninas. 

E que seria louco por cada uma delas.

Nos casamos logo depois de Sarada completar 1 ano, ela foi nossa porta alianças.

Naruto também virou pai, pouco antes de mim até. Mas Boruto? Quem põe um nome desses no próprio filho...

Continuo sendo investigador na polícia, acho que isso nunca irá mudar.

Sakura ganhou prêmios devido a sua excelência na profissão e eu não poderia ficar mais orgulhoso.

Uma família maravilhosa, não poderia querer nada de melhor.

Ainda sonho com um par de olhos verdes raivosos de vez em quando. Mas gosto mesmo é de acordar ao lado dos olhos verdes que carregam em si todo o amor do mundo.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


*Bosque da Lua Gastrobar: é um barzinho real aqui da minha cidade, é belíssimo.
*Splash - uma sereia em minha vida, filme de 1984, que conta as aventuras da sereia Madison.
*Mon Dieu: Meu Deus em francês.
*La fenêtre de Dieu: A janela de Deus em francês, restaurante fictício.

Aguardo o feedback de vocês, se acharem que mereço é claro!
Amei ter escrito essa one e espero que tenham curtido a leitura.
Não se esqueçam de avisar dos errinhos!

Atenciosamente.


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