História La Tentación - Capítulo 86


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


▶Boa leitura!!! Cap simples, hoje meus neurônios não quiseram pensar 😥 🌸

▶Júnior ⤵

Capítulo 86 - A vuelta da otra


Fanfic / Fanfiction La Tentación - Capítulo 86 - A vuelta da otra

Pov. Cristiano Ronaldo

Termino de beber meu café na lanchonete da clínica, esperando alguma notícia sobre o estado de saúde da Vivian. Eu precisava ser cauteloso com essa nova situação, a Kristin não reagirá bem com a volta da minha primeira esposa em nossas vidas e ainda não sei como administrar essa avalanche de surpresas inesperadas, que o destino estava pondo em minhas mãos. Paguei a conta e atendi a ligação da minha atual esposa, suspirei fundo ouvindo a sua voz doce e meiga.

Ligação on

— Oi!

— Oi!

— Quando você voltará para os meus braços? Estou morrendo de saudade do meu Daddy. — questionou preocupada, sua voz estava baixa, pareceria que havia chorado.

— Em breve. Você está se sentindo bem, Kristin? — perguntei intrigado. — Está chorando, meu amor?

— Não, é só um resfriado. — disse séria, fungando o nariz. — Por quantos dias pretende ficar no Texas? Quaresma está na presidência da empresa e está fazendo um bom trabalho, mas eu prefiro trabalhar contigo.

— Amanhã cedo estarei aí, quanto ao trabalho, você não precisa trabalhar, é a mulher do dono. — retruquei.

— Não quero ser uma encostada, trabalho três dias por semana e não é cansativo, ao contrário, é prazeroso. Além do mais, quando te vejo de terno e gravata na empresa, eu não resisto a tentação de ser sua em todos os sentidos. — confessou risonha.

— Que safada! — exclamei baixinho, caminhando para a sala de espera. — Kamilly já chegou da viagem?

— Não e o Júnior está dormindo na casa da Elisa, todos me abandonaram nessa casa. Só restou o Aron e a minha sogra. — sussurrou.

— Dramática! Nossos filhos em breve estarão aí e eu também. — confirmei, vendo o doutor Robert sai do quarto da Vivian. — Eu vou precisar desligar, beijos.

— Beijos.

Ligação off

Apertei a mão do doutor esperando uma notícia positiva, ele fitou suas anotações na prancheta e disse:

— A paciente Vivian Guedes está se recuperando, aplicamos soro para hidratar seu corpo. Ela estava desnutrida devido ao tempo que ficou sem comer e beber líquido. Também fizemos uma lavagem intestinal para a retirada de algumas substâncias estranhas do seu organismo que poderia acarretar em uma overdose de drogas. — explicou calmo. — Amanhã a paciente estará melhor e os hematomas foram devidamente cuidados. Ela estava em cárcere privado?

— Sim.

— Já denunciou o caso à polícia? — questionou sério.

— Farei isso em breve, mas antes quero vê-la. — óbvio que não chamarei a polícia, a última coisa que não quero é mover um processo e ser acusado de bater minha própria esposa.

— Pode entrar.

Assim que ele saiu, entrei no quarto dela, Vivian estava adormecida, mas sua feição ainda era pálida. Acariciei seu rosto machucado, sentindo o toque da sua pele, foram anos pensando que havia morrido e ela sempre esteve viva. Tinha tantas perguntas para fazer, tantas palavras a ser ditas, eu precisava de respostas claras, beijei sua testa.

— Vou comprar algumas roupas, amanhã volto para te buscar. — murmurei baixinho, saindo do quarto.

No dia seguinte.....

Sai do banho e caminhei pelo quarto do hotel até achar minha mala, retirei de dentro a cueca, a calça e a camisa. Vesti minha roupa com certa pressa, eu precisava buscar a Vivian e daqui a pouco meu jatinho particular estaria nos aguardando. O celular vibrou no criado mudo, era mensagem da minha esposa, sorrir de canto sem acreditar no que via:

"Sinto saudades das suas mãos deslizando em minha pele, da sua boca se apossando dos meus seios e do seu pau grande dentro da minha bocetinha. Acordei com saudade do meu marido na cama, volta logo, Daddy!".

Anexado a mensagem havia uma foto sua, ela estava nua, mas a fotografia só mostravam seus seios nus bem durinhos, sinal que se masturbou pensando em mim.

"Torturante, baby! Não me faça voltar para o banho, amo seus seios. Na verdade amo você todinha". — enviei a mensagem, com uma foto do meu rosto, fazendo uma cara de safado, dando aquele sorriso torto e uma piscadela.

— Estou literalmente fodido! — suspirei, fechando a mala e saindo do quarto. — Duas mulheres em minha vida, distintas e lindas. Amo a Kristin, mas ainda sinto algo pela Vivian.

   {...}

Mandei o taxista me esperar e adentrei o hospital com uma sacola na mão, caminhei por alguns minutos até chegar no seu quarto. A enfermeira estava guardando o prato da sua refeição na bandeja, Vivian me encarou fixamente, senti um friozinho na barriga e sorri de lado.

— Naldo. — sussurrou emocionada, era o apelido carinhoso que a Vivian me chamava quando éramos casados. Quer dizer legalmente ainda somos.

— Com licença! — a enfermeira saiu, nos deixando a sós.

— Trouxe suas roupas. — deixei a sacola na mesa, ela se sentou na cama e ficou cabisbaixa.

— Não vai me beijar? — indagou no murmúrio.

— Temos muito o que conversar, mas aqui não é o local ideal para tal conversa. Se vista! Estou lhe esperando lá fora, creio que o médico já lhe deu alta, não? — questionei sério.

— Sim.

— Ótimo!

Pov. Vivian Guedes

Merda! Algo mudou no seu comportamento, não era aquele Ronaldo amoroso, fácil de ser manipulado. Ele havia amadurecido, em outros tempos, já teria me beijado e falado infinitas vezes o quanto me amava, seu silêncio era preocupante, mas com paciência resgatarei o velho Ronaldo de 24 anos atrás. Caminhei devagarinho até o banheiro, a água fria fez doer os meus machucados espalhados pelo corpo. A surra que o Thiago havia me dado, me assegurará que fiquei anos presa naquele porão imundo, será algo incontestável. Só precisarei de algum tempo para expulsar a Kristin e os seus filhos da minha mansão, depois da ducha, tomei o remédio de dor e vestir o vestido azul com um decote discreto.

— Precisarei de roupas mais ousadas. — susurrei calçando a sapatilha e penetrando meus cabelos acastanhados. — Cruzes, preciso de um salão de beleza, estou horrível! — constatei pelo pequeno espelho que a enfermeira deixou na cômoda.

A porta se abriu e o Ronaldo me fitou detalhadamente, ainda sentia uma velha atração por mim, só necessito usar meu charme.

— Me ajude! — pedi fingindo muita dor ao andar, ele passou o braço pela minha cintura e me levou com cuidado para fora do quarto. Fumos andando devagarinho para saída do hospital, seu perfume era maravilhoso, o tempo tinha sido generoso com ele, os cabelos castanhos ainda eram impecáveis, não havia caído e os músculos estavam fortes como um cavalo.

Entramos no banco detrás do táxi, ele ficou em silêncio, cruzei as pernas deixando minha cabeça apoiada no seu ombro, ousei a segurar sua mão esquerda e vi a aliança dourada no seu dedo anelar. Sei que não era casado legalmente com a Kristin Darla, mas significava que considerava sua relação com ela, verdadeira e séria. O que mais me irritava era saber que aquela vadia tinha dois filhos, herdará fortunas do meu esposo. Ronaldo não quis entrelaçar sua mão com a minha, mas também não me impediu de beijar seu pescoço. Deve estar lutando para não cair em tentação, o carro parou em frente a pista de decolagem, havia um jatinho particular com o nome Kamilly.

Kamilly? — indaguei desgostosa, por que não Vivian?

— Nome da minha filha. — respondeu sério. — Todos meus filhos tem nome em algum dos meus meios de transportes: submarino Júnior e iate Kristin Darla.

— E eu? Não estou nessa homenagem? Não há nenhum meio de transporte com o meu nome? — retruquei mal humorada.

— Sim, tem a carroça Vivian Guedes. A Kamilly colocou esse nome no seu trabalho escolar, minha filha tinha apenas 5 aninhos e apareceu na sala do meu escritório com uma miniatura de uma carrocinha e no lugar do animal, ela pós você puxando a carrocinha, dentro da carroça havia bonecos com características do Júnior, da Kristin que dirigia a carroça e o bonequinho que representava a Kamillly lhe chicoteava. — disse pensativo, como se tivesse lembrando, até chegou a gargalhar. — Me lembro como se fosse hoje, ela me dizendo: " A jumenta Vivian Guedes estar puxando minha carrocinha e é tão lenta, Tatay! Que tive que chicotear a bunda dela". Kamilly sempre fora a minha princesinha, quando fitava aquelas bochechas gordas e os seus olhos idênticos aos meus, esquecia o sermão e fazia tudo que minha bonequinha queria.

— Que horror! E você fica rindo? — vociferei enraivecida, subindo a escada.

— Minha filha sempre teve uma imaginação louvável, ela era uma criança, você queria que eu batesse minha pequena? — retrucou insatisfeito, pelo visto Kamilly tem a admiração do pai e será um empecilho nos meus planos.

— Não, só queria que ela tivesse mas respeito comigo. Eu sofri o pão que o diabo amassou naquele cativeiro e sua filha ficava zombando de mim? — fingi está ofendida.

— Perdoei minha filha, mas você vai adorar conhecê-la. — disse convicto, se sentando na poltrona ao lado da minha.

— Como está nossa filha? — fingi interesse, deixando algumas lágrimas cair. — Você nada falou da minha Darlinha. Ela se casou? Teve filhos?

Ele ficou sério, colocando o cinto de segurança, dava para vê o seu desconforto em tocar nesse assunto. Deve pensar que nada sei sobre o seu caso com a nossa filha adotiva.

— Kristin é uma mulher linda e encantadora, casou-se e tem um casal: uma menina e um menino. — falou sério.

— Serei avó? Isso é impressionante. — fingi está emocionada. — O destino está nos dando uma segunda chance, meu amor!

— Eu e a Kristin estamos juntos como casal. — revelou sério, fingi perplexidade, arregalei os olhos ficando boquiaberta.

— COMO?

— Eu sei, parece estranho! Mas a convivência nos uniu, me apaixonei por ela e com o tempo decidimos construir uma família. Eu sou o pai dos dois filhos da Kristin. — disse sério, se levantando da poltrona e pegando um copo com água para mim.

— Estou perplexa! Agora tudo faz sentido..... — falei evasiva, bebericando um gole da água. — Ela te seduziu propositalmente, sempre soube que a Kristin não era confiável. O tempo todo, ela queria te roubar de mim.

— Até agora você não falou nada sobre o seu sequestro. — inquiriu sério, querendo mudar de assunto. — Você disse que passou 24 anos presa naquele cativeiro e nunca tentou fugir?

— Acha que não tentei? — fingi está ofendida com seu questionamento acusatório. — Se estou machucada foi justamente porque tentei fugir daquela mansão, mas infelizmente estava muito fraca, desnutrida e antes de chegar no portão fui capturada. — comecei a chorar copiosamente. — VOCÊ ACHA QUE NÃO SENTI A SUA FALTA? QUE NÃO REZEI TODAS AS NOITES NA ESPERANÇA DE VOCÊ CHEGASSE E ME RESGATASSE DAQUELE CATIVEIRO? EU PENSEI QUE FICARIA LOUCA PRESA NAQUELE QUARTO ESCURO, IMUNDO E FRIO. E O QUE ME MANTEVE VIVA DURANTE ESSES ANOS FOI O NOSSO AMOR, A NOSSA LINDA HISTÓRIA. EU SEMPRE PENSEI EM VOCÊ, LEMBRAVA DO SEU ROSTO E CHORAVA POR NÃO ESTAR NOS SEU BRAÇOS E AGORA ME SINTO ULTRAJADA. POR ACASO, VOCÊ ACHA QUE SERIA CAPAZ DE INVENTAR ISSO TUDO? OLHA PARA O MEU CORPO, NALDO! ESTÁ FERIDO, SANGRANDO E NEM SEI COMO SOBREVIVI.

— VOCÊ ACHA QUE FOI FÁCIL PARA MIM? TODOS ME DAVAM A CERTEZA DA SUA MORTE, FIQUEI MESES NA SOLIDÃO DO MEU QUARTO, SENTINDO ÓDIO, RAIVA DE TEREM TE LEVADO DE MIM. TIVE QUE CUIDAR DA KRISTIN SOZINHO, EU NÃO CONSEGUIA CUIDAR DE MIM MESMO. ERA A NOSSA FILHA QUE CUIDAVA DOS MEUS MACHUCADOS INTERNOS E EU AFASTEI-A DE MIM, COM MEDO DE.... — suspirou pesadamente, limpando suas lágrimas. Estava magoado, retirei o cinto de segurança e me sentei no seu colo, segurei seu rosto com minhas mãos. Encarei seus olhos tentando não fazê-lo raciocinar direito.

— Nós dois fumos vítimas, meu amor. Seu irmão e uma mulher misteriosa mandaram me sequestrar, eles queriam a sua destruição. O Hugo desejava ser o chefe da máfia e essa mulher cujo nome não sei, queria te roubar de mim. — chorei, encostando sua testa na minha. — Ela queria meu lugar na sua vida, armou com o seu irmão a minha falsa morte.

— Você não está insinuando que essa mulher seja a Kristin? — indagou ríspido, seus olhos me fitando com fúria.

— Sei que parece uma sanidade, meu amor! Mas hipoteticamente é possível que a Kristin seja essa mulher. Ela poderia ter armado essa armadilha com o Hugo, feito você acreditar na minha morta só para ter a chance de te seduzir, a garota tinha 14 anos quando a conhecemos, não sabíamos nada do seu caráter. E depois da sua chegada em nossas vidas, o acidente de carro logo aconteceu, fui capturada pelo Hugo, depois ela quis cuidar de você, te seduziu e engravidou. — fingi surpresa. — Tá na cara que a Kristin é a mulher que ajudou o Hugo a nos separar.

— Não, a Kristin jamais seria capaz de fazer uma barbaridade dessa. Por qual motivo ela faria isso? — indagou irritado, preciso colocar a sementinha da discórdia na sua cabeça.

— Por dinheiro. Talvez Kamilly e Júnior sejam filhos do Hugo. Quem nos garante que ela não teve um caso com ele, ah? — argumentei.

— Não seja radical! Eu fiz os testes de DNA para saber na época se era eu ou o Thiago o pai do Júnior, e também se o Charles era o pai da Kamilly e os exames constaram que eles são os meus filhos. — vociferou convicto da paternidade. — Hugo sequestrou a Kamilly bebezinha, a Kristin quase ficou louca. Sem falar que ela levou um tiro para me salvar e ficou meses paraplégica. Suas acusações não tem cabimento, essa mulher deve ser a Carmen.

— Hugo disse que uma mulher jovem roubaria meu lugar, Kristin Darla planejou tudo: fez um DNA falso e as crianças podem ser filhos do Hugo ou desse tal de Charles. Também levou o tiro só para nunca ser suspeita e assim ninguém desconfiaria das suas armações. Com certeza, ela comprou os serviços dos médicos para afirmar a falsa loucura. — argumentei séria. — Essa mulher é perigosa e está te manipulando. Tem sangue nos olhos, estou com medo do que ela seja capaz de fazer por dinheiro. A princípio não suspeitei dela, pensava que era a Pilar, afinal ela teve um caso com você, mas quando, você disse que estava se relacionando com a Darla. Não tive mais dúvidas, ela vai tentar me matar assim que descobri que fugir do cativeiro.

— CHEGA! — rosnou furioso. — Até compreendo o seu ciúme, mas não tente falar mal da Kristin. Ela jamais me decepcionaria dessa maneira tão baixa, Kamilly e Júnior são meus filhos legítimos; sangue do meu sangue. Você precisa aceitar que construir uma família com ela, que já não somos mais os mesmos e apesar de ainda senti algo por ti, amo a Kristin.

— E eu te amo, não vou desistir de nós dois. — falei determinada, acariciando seus lábios, preciso deixá-lo confuso. — E eu vou provar que estou sendo sincera e que minhas suspeitas tem sentido.

— Você está fora de si, o tempo que você ficou presa naquele cativeiro afetou seu cérebro. — supôs, remexi meus quadris vagarosamente, fazendo nossos sexos se roçar. — Vivian.... As coisas não devem ser resolvidas dessa maneira, faz tempo que estou com uma só mulher e prometi a Kristin que não a trairia como antigamente, que se chegasse a querer outra mulher seria honesto com ela contando a verdade.

— Tudo bem, terei paciência. Mas não deixarei o nosso amor se acabar assim, sem nenhuma segunda chance. E eu quero recuperar o tempo perdido, as noites de amor que me foram roubadas. — susurrei ao pé do seu ouvido. — Te amo tanto que até perdôo a sua traição, se tu soubesse o quanto o meu corpo está morrendo de saudade de você, não me rejeitaria.

Beijei seu pescoço, deixando mordidinhas, ele suspirou fundo acariciando minhas coxas, ainda me desejava como antigamente. Só preciso de um pouco mais de paciência e quando a Kristin achar que o Ronaldo está traindo-a, fará um baraço, tentará me bater, deixarei me espancar e no fim chorarei nos braços do meu esposo.

— Vivian...Eu preciso de um tempo, não complique as coisas. — pediu retirando-me do seu colo. — Vamos tentar conviver em paz e sermos amigos.

— Amigos? Você consegue me vê somente como sua amiga? — indaguei risonha, vendo a dúvida no seu olhar. — E toda a nossa história? Você sabe que comigo as coisas são mais intensas, posso lhe propôr um sexo a três: eu, você e a Kristin. Por que não?

— A Kristin te mataria antes que você tocasse em mim. — afirmou sério. — Ela não me dividiria com ninguém.

Pov. Elisa Monroe

Despertei muito bem disposta, rindo dos beijinhos do Júnior em meu pescoço, acariciei suas costas nuas, sentindo seu corpo sobre o meu.

— Você precisa voltar para o quarto de hóspede. — avisei preocupada, minha coxa roçando na sua.

— Está me expulsando? — indagou sério, mordiscando meu queixo.

— Estou. — rir.

— Garota má! — pestanejou emburrado, seus olhos esverdeados fitando minha boca. — Eu vou, mas só depois de ganhar meu beijo de bom dia.

— E só um beijo, tá! — avisei, ele me beijou carinhosamente, nossas bocas se grudaram, fazendo o silêncio do quarto ser prazeroso. Seus quadris pressionados nos meus, fazendo nossos sexos se tocarem, chupei sua língua, me deliciando com o seu sabor. Ele apertou minha cintura e terminou o beijo com uma pequena mordidinha no meu lábio inferior.

— Eu não consigo me afastar de ti. — disse com voz rouca, cheirando meu pescoço.

— Eu também não. — admiti.

— Te encontro no café da manhã. — disse meigo, se levantando da cama e saindo do meu quarto.

Corri para o banheiro, fiz minha higiene matinal, troquei a camisola por um shortinho jeans preto e uma blusinha branca de alcinha. Amarrei meus cabelos no coque frouxo, e sai do quarto com um sorriso radiante nos lábios.

— Bom dia, pai! — beijei sua bochecha, e ele me abraçou fortemente. Como estava sem camisa vi a tatuagem no seu peito, era meu nome escrito.

— Bom dia, filha! — disse carinhoso, beijando meus cabelos. — Seu namorado acabou de acordar e já está devorando todo o café da manhã. Ele está faminto e nem te esperou.

— Deve estar recuperando as energias gastas. — sussurrei baixinho, papai franziu o cenho. — Estou querendo dizer que o Júnior sempre é faminto, na casa dele é a mesma coisa.

— Certo.

Desci a escada mexendo nas minhas redes sociais, fiquei chocada com as fotos tiradas do Ronaldo saindo do táxi na companhia de uma morena, ela usada um blazer enorme que encobria boa parte do seu corpo e se apoiava nele para caminhar, os dois seguiram até o jatinho. O site de fofocas traziam na manchete a legenda: 

O magnata Cristiano Ronaldo foi visto no Texas em clima de romance ao lado de uma morena, que não era a sua atual esposa a socialite Kristin Darla.

— Misericórdia! — murmurei vendo as fotos da tal mulher. — Será que ele está tendo um caso?

Mudei a página e lá estava a foto da Kamilly na praia do Havaí aos beijos com o Marco, mas também o site destacou a foto dela beijando outro cara, na manchete diziam: 

Tal pai, tal filha! Kamilly Aveiro foi flagrada na praia na companhia da família do seu namorado, o jovem advogado Marco Rúbio, curiosamente pareciam um casal perfeito, mas vejamos a infidelidade da moça, flagrada aos beijos com um moreno alto e sarado. Será que o seu amante passou despercebido aos olhos jovem do Marco? Herdara Kamilly a vocação de trair? A quem diga que ela seja a cópia do pai.

— Se o Marco lê essa matéria, minha amiga estará ferrada. — suspirei pesadamente, indo em direção à mesa.

— Que cara é essa? — Júnior questionou intrigado, beijei seus lábios de leve, me sentando ao seu lado.

— Nada, só estava vendo as notícias. — sorri fraco, abrir a página de outro site e cuspir o suco de laranja no copo. Os filhos da puta postaram minha foto de dois dias atrás comendo exageradamente no restaurante da minha mãe e disseram:

 A estudante Elisa Monroe atualmente foi vista em clima de romance com o dono da boate mais lotada de Miami; o jovem e empresário Júnior Aveiro, teria aparecido nas fotos com uma carinha apaixonada ao lado da loira, mas a nossa câmara da verdade flagrou a suposta namorada do Júnior se entupindo de comidas no restaurante de sua mãe; a nutricionista Lauren Monroe. Fonte próxima do casal revelou que a jovem estaria grávida.

— Você está bem? — Júnior indagou apreensivo, fitando meu rosto. — Fale alguma coisa, Elisa! Você está pálida.

— Eu vou matar a minha mãe. — rosnei furiosa, me levantei da cadeira e segui em direção a piscina. Encontrei-a saindo da água e secando seu cabelo molhado, usava um maiô azul. — Por que a senhora fez isso comigo?

Entreguei meu celular mostrando a manchete, ela olhou atentamente e sorriu eufórica.

— Já saiu? Aí, meu Deus! Você ficou linda na foto, filha! — disse contente, sem dá atenção a minha fúria.

— Mamãe, eu sair de boca aberta. E a senhora disse que eu estava grávida do Júnior. — esbravejei enfurecida. — Qual o motivo dessa palhaçada?

— Eu precisava chamar atenção para o meu restaurante, depois dessa notícia, meu bem! Vai chover paparazzi querendo fotografar a sogra do Júnior, os clientes vão aumentar quando souberem que a família Aveiro frequenta meu estabelecimento. Isso foi apenas um jogo de marketing. — disse risonha.

— E funcionou, a gerente ligou agora a pouco, falando que a clientela aumentou.

— A senhora me usou inventando essa mentira. — falei decepcionada.

— Que mentira? A senhorita acha que não escutei ontem a noite barulho de pés correndo pelo corredor? Daqui a pouco não me espantará, você chegando em casa com um bebê no colo. — disse relaxada, se sentando na espreguiçadeira.

— Que raiva! Agora todo mundo no colégio vai achar que estou grávida. — bufei enfurecida, voltando de novo para a mesa do café da manhã, comi uma rodela de abacaxi querendo esganar a minha mãe.

— Está soltando fogo pelas ventas, Srta. Monroe? — a governanta indagou risonha, colocando outro suco no meu copo.

— A mamãe me irrita. — desabafei.

— O que minha sogrinha aprontou? Também quero saber. — Júnior questionou curioso.

— Esquece. Melhor você se preparar para a bomba que explodirá na sua casa, sua mãe vai precisar muito do seu apoio. — avisei séria, mostrando as fotos do seu pai com a tal mulher misteriosa.

— Não pode ser!! — suspirou pesadamente, fitando com atenção a foto. Ele deu zoom na foto e ficou pálido.

— Você conhece essa mulher? —perguntei interessada.

— Sim, a vi no porta retrato do escritório de casa. Ela é a primeira esposa do meu pai; Vivian. Por que diabos os dois estão juntos? — vociferou raivoso, seus olhos verdes se escureceram, odiando a tal mulher sem mesmo conhecê-la.

— Ela está viva. — murmurei, já prevendo muita confusão.

Júnior se levantou apressado da cadeira e saiu da sala de jantar feito um foguete. Bebi meu suco as pressas, peguei uma maçã bem vermelha e sai atrás do meu namorado. Abri a porta da frente saindo correndo pelo jardim, antes que ele desse partida no carro, já havia entrado no mesmo.

— Eu vou com você. — respirei ofegante, colocando o cinto de segurança, mordi minha maçã e ouvi seu desabafo.

— Meu pai não tinha o direito de estar trazendo essa mulherzinha pra cá. — rosnou exasperado, saindo em alta velocidade da mansão e pegando a pista. — Não é justo, cara! Minha mãe sofrer.

— Ei, calma! Seu pai deve ter uma explicação para trazê-la. — comentei incerta. — Ronaldo não fará minha sogrinha sofrer, os dois se amam.

— Claro que vai! Eu vi nos olhos do meu pai a admiração por aquela mulher, ele sente algo pela Vivian. Tem um retrato dessa mulher no escritório. — disse alterado, virando o volante do carro, Júnior estava muito fora de si. Seus olhos verdes começaram a marejar.

— Cuidado! — gritei apavorada, puxei o volante impedindo do carro bater de frente ao Camaro amarelo. — Encoste o carro, Júnior!

Ele parou o carro no acostamento e socou com força o volante, retirei o cinto de segurança e me sentei no seu colo.

— Calma, meu amor! Seu pai ama a sua mãe. — susurrei, acariciando seus cabelos, ele me abraçou pela cintura e começou a soluçar. — Essa mulher não vai separar seus pais, a Kristin construiu uma família com o Ronaldo, os dois estão juntos a 19 anos e o amor dos dois continua forte.

— Tenho medo. Papai também amava a Vivian, os dois foram casados e essa história foi interrompia, ele achava que ela estava morta. — disse com a voz embargada pelo choro. — E se ele desistir da mamãe? Eu não quero viver em duas casas, e nem quero ver minha mãe jogada pelo canto do quarto, chorando por causa dele. Essa mulher vai querer roubar meu pai de mim, da Kamilly e da mamãe, eu não vou suportar ver a minha família destruída, Elisa.

— Não chora! Seus pais são adultos, cabe a eles chegarem num acordo legal para ambos. E acaso houver uma separação vai ser difícil e duro de superar, mas eu sempre estarei aqui para cuidar de você. — enxuguei suas lágrimas, detestando não tirar essa tristeza no seu olhar.

— Promete que não vai me abandonar? — indagou amedrontado, estava sensível.

— Prometo. — afirmei, beijando seus lábios, seu beijo sôfrego tinha o sabor de suas lágrimas. Nunca o tinha visto tão abatido, frágil....

— Se ele se separar da minha mãe, eu nunca vou perdoar o meu pai, Elisa. — disse sério, um olhar sombrio. Temia que o Júnior perdesse o seu controle, mas de uma coisa tenho certeza, ele não abandonará a mãe. A Kristin e o Júnior eram muito unidos.

— Não vamos pensar no pior. — ajeitei sua camisa depositando um beijinho nos seus lábios. — Não quer que eu dirija?

— Sim, não estou com cabeça para dirigir. — suspirou, abrindo a porta, me levantei do seu colo e ele saiu do carro dando a volta na Ferrari e sentou-se no banco do passageiro.

Coloquei o carro de volta na pista dirigindo com cautela, pelo canto do olho direito vi o Júnior retirando de dentro da camisa sua corrente prateada, e abrir o pingente quadrado. Havia duas fotos em miniatura, uma delas era a foto dos pais juntos, abraçados e felizes. A outra foto era dele com a Kamilly e para minha supresa comigo, nós três juntos no sofá da sua casa. Seus olhos se fecharam por longos minutos, só Deus sabia o que se passava na sua cabeça.

{...}

Deixei o carro na garagem, Júnior saiu apressado para dentro de casa, retirei o cinto de segurança com medo dele fazer alguma besteira. Aron correu ao meu encontro, seu pelo laranja estava brilhoso, sinal de que tomou banho e já estava seco.

— Oi, meu filho! Seu papai está muito triste e precisará do nosso apoio. — sussurrei, Aron se acomodou no meu colo balançando o rabinho.

Caminhei pelo jardim até área da piscina, Dora estava bordando, cumprimento a vó do Júnior com dois beijinhos na bochecha.

— Bom dia!

— Bom dia! — sorri, adentrei a sala e vi o Júnior abraçando fortemente a mãe.

— Aconteceu alguma coisa? — Kristin indagou confusa, acariciando os cabelos curtos do filho. Ele suspirou fundo beijando a bochecha dela.

— Sim, não quero que a senhora seja pega de surpresa. — Júnior acariciou o rosto da mãe, estava preocupado com ela. Os olhos verdes da Kristin era idênticos aos do Júnior.

— Do que você está falando, meu filho? — indagou atordoada.

— O papai está voltando do Texas e está tranzando a....

A porta se abriu e o Ronaldo adentrou carregando a pequena mala, Kristin sorriu amorosa estava com saudades do esposo.

— Meu amor! — Ela correu para os braços dele e o beijou intensamente, ele retribuiu deixando a mala no chão e agarrando a cintura dela. Júnior semicerrou os olhos vendo a morena de cabelos castanhos adentrando a sala, ele estava prestes a estrangular a mulher, mas segurei o seu braço.

— Estava morrendo de saudade. — Kristin confessou amorosa, acariciando o rosto do esposo.

— Darlinha? — a mulher com os lábios inchados a chamou com carinho. Parecia que havia levado uma surra, pois, seu corpo estava com vários hematomas. Kristin se afastou dos braços do marido, seus olhos verdes ficaram esbugalhados vendo a tal de Viviam em carne e osso. — Não vai me dar um abraço, filha?

— O que essa mulher está fazendo aqui na minha casa? — Kristin indagou enfurecida, as duas se fitaram friamente. Ronaldo ficou tenso encarando-as sem saber como explicar a chegada da tal fantasma? E confesso que não me senti bem perto dessa mulher, senti um calafrio, Júnior me abraçou e Aron rosnou enfurecido doido para pular do meu colo e morder a intrusa. Minha sogra era baixinha comparada a primeira esposa do meu sogro, mas não se intimidava diante da rival. 



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