História La Tentación II - Capítulo 38


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Categorias Cristiano Ronaldo, Maluma, Marcelo Vieira, Ricardo Quaresma, Sergio Ramos
Personagens Cristiano Ronaldo, Maluma, Marcelo Vieira, Ricardo Quaresma, Sergio Ramos
Tags Ação, Adultério, Conflito, Cristiano Ronaldo, Família, Gangue, Máfia, Mafioso, Traições, Violencia
Visualizações 59
Palavras 6.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - Regresando a mi casa


Fanfic / Fanfiction La Tentación II - Capítulo 38 - Regresando a mi casa

POV.Kristin Darla Aveiro

Vesti a camisola azul marinho acariciando por cima do tecido de seda a minha barriga arredondada. Eu temia pela vida dessa criança que está em meu ventre e por mais que eu tentasse protegê-la parecia que alguém queria tirar a nossa vida. Dessa vez os nossos inimigos estavam mais perigosos e sedentos por uma vingança pela qual ainda não sei o verdadeiro motivo para nos atacar covardemente. Penso que esses ataques não sejam por causa de dinheiro, há outra razão ainda desconhecida por nós para que Maldonado tenha nos atacado constantemente.

— Eu te amo bebê. Você será forte como seu pai e astuta como a mãe. — sorri meiga, imaginando o rostinho do meu filho ou da minha filha e ao mesmo tempo, lamentando pela morte da minha sogra. Ela estava tão entusiasmada e planejando carinhosamente o chá revelação do meu bebê. Agora eu não sei mais o que fazer? Talvez eu cancele tudo ou peça para uma de minhas amigas fazer uma festinha pequena só para os mais próximos, pois ninguém aqui em casa está com clima para participar de uma comemoração maior.

Resolvi ir no quarto da minha filha, abri a porta da minha suíte e caminhei calmamente pelo corredor com a mão ainda repousada sobre minha barriga. Assim que cheguei na porta do seu quarto, dei duas batidas e não obtive nenhuma resposta. Ela estava bastante chateada por não ter ido no hospital, mesmo assim, entrei no quarto encontrando-a deitada na cama, trajada no seu shortinho preto e blusinha de alcinha preta,. A perna machucada estava colocada sobre o travesseiro, caminhei até à cama e deitei-me do seu lado.

— Você não está conseguindo dormir? — indaguei calma, acariciando seu cabelo castanho claro, liso e macio.

— Como? Eu queria estar ao lado do Marco, mas o papai me proibiu de sair de casa. — bufou, cruzando os braços na altura dos seios.

— Você precisa entender que o seu pai apenas quer o seu bem e tem medo que alguém tente te sequestrar nesse hospital em que a Pilar está sendo atendida. — fitei seus olhos castanhos claros, percebendo que ela havia chorado, pois tinha uma certa vermelhidão.

— O Marco esteve do meu lado quando a vovó faleceu e eu quero estar do lado dele nesse momento tão delicado que a madrinha está vivendo.  — sussurrou pesarosa. — Não é justo a Ayla roubar o meu lugar.

— Ela não vai roubar nada que te pertence, o Marco ainda é completamente apaixonado por ti. — falei convicta, havia percebido a maneira em que o filho da Pilar se preocupou com a minha filha no sepultamento da Dora.

— Eu quero reconquistar a confiança do Marco. Mas para isso, eu preciso de mais tempo com ele para demonstrar que estou mudando e que dessa vez não vou magoá-lo. — Kamilly retrucou, eu sei que ela saiu de um momento muito delicado e por isso devemos ficar atenta nas suas reações. Principalmente, depois de ter sido diagnosticada com anorexia. Embora sua doença esteja controlada e ela tem sido atenciosa com a sua própria saúde. Sempre é bom ficar de olho nos nossos filhos. 

— Você é muito novinha para ficar se preocupando com problema dos adultos, eu sei que você ama o Marco e eu faço bom gosto nesse romance. — dei alguns uns conselhos. — Mas se eventualmente vocês não ficassem juntos, não se esqueça que a vida não para e que é preciso seguir adiante. Tem muitas coisas ainda para serem vivenciadas e outras paixões poderão surgir no seu caminho.

— O Marco é a minha alma gêmea, eu não me vejo ao lado de outra pessoa que não seja ele. — disse convicta do seu sentimento, embora ela também ficou mexida pelo Benjamin. — Mãe, estou pensando em entrar na máfia do meu pai.

— Ele não vai querer ver a filha se arriscando em missões perigosas e de auto risco. — falei convicta, que o Ronaldo não vai aceitar. 

— Ninguém vai conseguir me proteger 24 horas por dia, se eu for treinada adequadamente vou saber me defender e tentar ao menos me livrar dos inimigos. Eu não estou segura sozinha com apenas o Benjamim de guarda costa. — Kamilly estava se sentindo acuada, insegura e com medo. E eu não queria ver a minha filha com esse olhar tristonho.

— Com licença! — Ronaldo entrou no quarto sem bater na porta e nos fitou fixamente. — Eu pensei muito na situação da nossa filha e decide que ela vai ficar no esconderijo secreto na fazenda do Doutor Ramiro.

— Isso só pode ser uma piada,  né? — Kamilly indagou incrédula, ela não era muito fã da natureza, sempre evitava acampamento e todo tipo de atividade rural.

— Não estou blefando, Todos sabem o quanto você é patricinha e não passará pela cabeça do Maldonado que a Kamilly ficará hospedada numa fazenda. — disse sério, coçando o cabelo loiro platinado. Que saudade da sua versão moreno! 

— Eu não vou abandonar Miami.— Kamilly se recusava a sair de casa e eu não queria que minha menina ficasse longe de nós.

— Você não precisa necessariamente sair da cidade, apenas se afastar da zona urbana e ficar escondida até o dia da coroação do Júnior como chefe da máfia Darkness. — Ronaldo estava irresoluto.

— Eu não vou...

— Você vai e o assunto está encerrado. Pode fazer a sua mala que dessa semana não passa, você vai ficar hospedada na casa do Dr. Ramiro. — Ronaldo saiu irritado do quarto e Kamilly gritou exaltada enfiando a cabeça no travesseiro.

— Eu não vou me afastar do Marco, mãezinha. Quero ficar perto das minhas amigas, do meu irmão e dos meus pais. — ela ergueu a cabeça me fitando com os olhos marejados. — Por que o papai está sendo tão malvado comigo?! 

— Eu vou tentar convencê-lo. —  beijei a sua testa, acariciando a sua bochecha molhada pelas lágrimas.

— Por favor, tente fazê-lo mudar de ideia. Eu odeio mosquito.  — suplicou chorosa.

— Eu vou falar com ele. — levantei-me da sua cama e fui atrás do meu esposo, não sei de onde ele tirou essa ideia maluca de que o Doutor Ramiro seria o cara ideal para proteger a nossa menina. Procurei o Ronaldo pelo quarto mas ele não estava lá, então fui direto para o escritório.

— Por que você quer mandar a nossa filha para o mato? — abrir a porta com força e caminhei na direção da sua mesa, ele largou alguns documentos sobre à mesa e me fitou fixamente.

— Será mais seguro mantê-la longe daqui, eu não estou conseguindo dar conta de proteger a todos. — disse sério.

— Quem nos garante que o Doutor Ramiro seja o cara ideal para proteger a Kamilly? — indaguei irritada, batendo a mão com força na mesa.

— Ele está fazendo um ótimo trabalho na empresa e pelo que acabei de observar... não houve nenhuma fraude, ao contrário, ele está administrando muito bem o nosso império e isso prova o caráter que ele tem. — Ronaldo estava estressado e desse jeito não chegaríamos em nenhuma acordo. — Sem falar que ele é um velho conhecido do meu pai e eu confio no senhor Ramiro de olhos fechados.

— Confia tanto a ponto de deixar a vida da nossa filha nas mãos de um total desconhecido? — questionei indignada, eu não o conhecia direito, portanto, o considerava apenas mais um funcionário da empresa com a missão de transformar a Kamilly em uma grande empresária no futuro.

— Eu não vou ficar aqui escutando o seu protesto, estou cansado de tentar buscar uma solução para o nosso próprio bem. Será que você não percebeu ainda que o Maldonado está nos atacando constantemente? Tudo isso no curto espaço de tempo sem chance para que possamos planejar uma revanche. — vociferou exaltado, levantando da cadeira e caminhando em minha direção.

— E  você vai privar a nossa filha de participar do chá de revelação da sua irmãzinha ou do seu irmãozinho? Vai privar a menina de comprar os seus vestidos para o baile em que o Júnior será coroado príncipe da máfia? Vai impedi-lá de ver de perto a construção do seu Shopping Center? E de organizar com suas amigas a sua festinha de 16 anos? — inquiri indignada, revoltada e com vontade de socar a sua cara.

— Você não acha que está na hora da Kamilly aprender a se virar sozinha? Ela precisa deixar de lado os mimos e ter uma visão diferente do mundo cor-de-rosa em que vive. — rebateu irritado. — Kamilly está tão relutante a ir para o esconderijo por causa do Marco. Porra! A segurança dela vem em primeiro lugar e depois ela pode resolve sua vida amorosa com o Marco.

— Eu não quero os meus filhos longe de mim. Se você levar a Kamilly embora dessa casa, eu também irei embora com a minha filha. — falei chorosa por causa dos hormônios da gravidez.

— Você não vai a lugar nenhum. Se te seguirem indo atrás da Kamilly, os nossos inimigos tentarão te executar. — ele segurou o meu braço com um pouco de força. — A Kamilly estará segura na casa do Dr. Ramiro, no momento certo, ele levará nossa menina para a mansão da ilha.

— Ela não pode ficar longe de nós, a Milly nunca viajou sozinha, vai se sentir indefesa, abandonada e excluída da família. — argumentei em vão, ele havia decidido tirar a nossa menina da cidade.

— Eu quero que todos pensem que ela está em casa se recuperando do tiro.  — explicou o seu plano fazendo-me sentar no sofá. — Assim levarei a Kamilly com segurança para fora da cidade e posso focar em ajudar o nosso filho com os problemas da máfia.

— Por quanto tempo ficaremos longe da nossa princesinha? — enxuguei minhas lágrimas, não suportando mais ficar longe dos meus filhos.

— Por um mês, assim ela se recupera da lesão na perna e volta a tempo do baile de máscara. — ele acariciou minha mão. — Meu amor, nós não podemos ficar há um passo atrás do Maldonado. Se continuarmos parados chegará o momento que nenhum de nós ficará vivo. Eu tenho certeza que um dos meus amigos está me traindo e eu preciso saber o nome desse filho da puta.

— O Júnior tem que ficar mais atento, você precisa ajudar o nosso herdeiro. Que tal fazer uma reunião com ele e falarmos a respeito das suas suspeitas? — propus.

— Mas antes quero que ele reúna todos da máfia para debater alguns assuntos pendentes. Eu quero vê como o Júnior se sai sobre pressão? — falou sério, obviamente ele irá disfarçado de Hércules. — Mudando de assunto, estou louco para saber o sexo do bebê. — Ronaldo acariciou minha barriga com carinho. 

— Eu também estou ansiosa, quero planejar as compras do nosso bebê. — sorri animada, embora me incomodava os seios inchados e as minhas idas constante ao banheiro.

— Você vai curtir a sua gravidez, eu prometo cuidar da sua segurança e ninguém vai se aproximar de vocês. — beijou a minha barriga demoradamente, enquanto, acariciei seu cabelo macio. Todo o seu estresse não era apenas por causa do atentado no cemitério, mas também, por causa da morte da sua mãe.

— Você precisa descansar, o dia foi tenso. — suspirei pesadamente, sentindo um certo vazio na casa sem a presença da minha sogrinha.

— Eles conseguiram arrancar um pedaço de mim. Mas não vão destruir a família que construímos juntos. — ergueu a cabeça, fitando meus olhos esverdeados. — Eu preciso muito do seu apoio, sinto que estou fraquejando no momento em que o Júnior mais precisa de mim.

— A morte da Dora é um baque muito forte nas nossas vidas, mas iremos nos recuperar dessa dor. — assegurei-lhe, ele abraçou-me fortemente e prometi em silêncio proteger os nossos filhos. Nem que para isso tenhamos que matar um leão por dia.

POV.Kamilly Aveiro

O meu pai só pode estar enlouquecendo de vez obrigando-me a morar no meio dos matos. A nossa segunda mansão fica na ilha e é próxima à praia, serve apenas como lazer e eu não fico explorando as trilhas. Odeio os mosquitos picando meu corpo, os ruídos dos animais selvagens e tudo que me faça cair no chão cheio de folhas secas e galhos de espinhos. 

Só de imaginar uma vida pacata na fazenda sinto vontade de vomitar. Eu me recuso a morar no lugar em que não estou habituada a frequentar e além do mais, o meu psicológico não está preparado para ficar outra vez longe do Marco. Peguei meu iPhone e o cartão de crédito, colocando os dois escondidos no decote da minha camisola. Sai do meu quarto andando devagarinho pelo corredor sem ajuda da muleta.

— Preciso sair daqui. — resmunguei impaciente, descendo com cuidado os degraus da escada.

— Você não devia estar na cama? — Benjamim indagou sério, sentando no sofá da sala.

— Senti sede.... vim beber um copo de água. — revirei os olhos, sem paciência para entrar numa discussão.

— Eu posso buscar pra vo..

— Eu posso ir até a cozinha com minhas próprias pernas, não precisa se incomodar. Aliás você não deveria está lá fora junto aos demais capangas? — retruquei.

— Com licença, madame! — ele se retirou da sala meio irritado, hoje em dia não se faz mais empregados obedientes. Benjamin ainda não percebeu que não estou mais atraída pelos seus lindos olhos verdes.

Voltei a andar pela sala observando a área da piscina pela janela de vidro. Eu preciso sair da mansão sem chamar atenção dos capangas do meu pai. Preciso fugir na calada da noite, retirei o celular do meu decote e pedi um táxi pelo aplicativo. Caminhei até à  cozinha fitando a nova ajudante lavando a louça.

— Eu quero esse uniforme. — falei séria, a morena imediatamente parou de enxaguar o prato e me fitou com certa incredulidade. — Tá surda?! Tire logo a merda dessa roupa! Eu preciso do seu uniforme urgentemente, é caso de vida ou morte.

— A senhorita tem certeza que está bem? — indagou no sussurro baixo, arregalando os olhos. Sem paciência para ficar explicando o meu plano a essa lesada, peguei a faca maior que estava sobre a pia e encostei no seu pescoço.

— Você acha mesmo que estou louca?! Louca... eu vou ficar se você continuar me bombardeando com suas perguntas chatas. Eu quero a merda do seu uniforme agora e se você abri essa boca para alguém dessa casa, juro que na manhã seguinte te mato. — falei fria, ostentando um olhar sombrio e apertando a ponta da faca no seu pescoço. —  Agora tire a roupa e permaneça calada.

A empregada tinha as mãos trêmulas, retirou com certa dificuldade seu uniforme preto e a touça branca ficando apenas de lingerie amarela.

— Vá para o seu quarto e só saia quando eu voltar do meu passeio. Ah! Se você me denunciar à polícia perderá o seu emprego e o seu tempo. Primeiro porque seria a sua palavra contra a minha, segundo, eu sou menor de idade e terceiro sou milionária. Eu não seria presa por ameçar-te... — falei cínica, vendo-a correr apressada para o quartinho dos fundos. Retirei minha camisola e vesti o uniforme de empregada doméstica.

— Que desconfortável! — suspirei desgostosa, fechando os botões da blusa. Nunca pensei que usaria esse tipo de informe, coloquei a touça branca escondendo o meu cabelo. Depois escondi minha camisola dentro da gaveta do armário e sai pela porta dos fundos levando nas mãos o saco preto de lixo. — Espero que os capangas do meu painho não me reconheçam.

Passei pela área da piscina com cuidado para que eles não percebessem que estou mancando. É um pouco dolorido andar sem a muleta, minha perna ainda estava inflamada. Segui pelo jardim que tinha um caminho curto até a porta dos fundos. Dois capangas brutamontes estavam parados na porta que os empregados costumava sair após o expediente.

— E-eu pre-ci-so jo-gar o li-lixo lá-la fo-ra e a sen-ho-ra A-vei-ro me li-liberou mais ce-do. — falei com uma voz de gaga dando credibilidade ao meu disfarce. Óbvio que esses idiotas não decorou facilmente o rosto da empregadinha novata.

— Abre a porta! — o mais alto ordenou para o ruivo cheio de sardinhas nas bochechas.

Andei cabisbaixa para fora da mansão e quando a porta se fechou atrás das minhas costas deixei um sorriso escapuliu dos meus lábios. Do outro lado da calçada meu táxi esperava-me, larguei o saco de lixo e caminhei em direção ao veículo.

O taxista gentilmente abriu a porta detrás, sentei no no banco e fui logo dizendo o endereço do hospital.

{.…}

Assim que o veículo parou no seu destino final, retirei o cartão de crédito do meu decote pagando a corrida. O taxista abriu a porta do carro, retirei a touca do meu cabelo e segui em direção ao hall do hospital. Algumas pessoas me fitavam com certo desprezo, isso porque estou usando o uniforme de empregada doméstica, então eu percebi como preconceito pode machucar certas pessoas de classes inferiores. Ignorei os olhares hostis e fui até a recepcionista em busca de informações.

— Preciso saber notícias da paciente Pilar Rubio Ramos.

— A senhorita por acaso é parente da paciente? — ela me fitou com certo desprezo.

— Sou afilhada. Eu não vou sair daqui sem antes saber notícias dela. E nem adianta me olhar desse jeito, o seu olhar preconceituoso não me atinge. — dei um sorriso cínico e ela me ficou com raiva. — Em qual quarto se encontra a Pilar ? E como está o seu estado de saúde?

— A paciente ainda está na UTI, ela saiu da cirurgia agora a pouco e somente nas próximas 24 horas saberemos o seu estado clínico. Os parentes da senhora Rúbio estão no quadragésimo andar. — respondeu séria, dei as costas indo até o elevador.

Ansiosamente esperava encontrar o Marcos na sala de espera. Também resolvi temia que os meus pais descobrisse a minha fuga, mas convenhamos que eu estava bem astuta. Quando o elevador parou no meu destino as portas de metais se abriram e algumas pessoas saíram de dentro. Caminhei pelo corredor à procura de um certo cabelo loiro e de um par de olhos azuis turquesa, a minha perna estava dolorida por está apoiando-a no chão sem a muleta. Ignorei a pontada de dor procurando o Marco, sorri aliviada quando encontrei-o na sala de espera. Ele estava cabisbaixo com as mãos enfiadas no cabelo e ainda trajado no terno preto usado no velório da minha vó.

— Como você está se sentindo? — indaguei assim que sentei do seu lado e acaricie suas costas.

— Kamilly? — ele ergueu a cabeça e me fitou com certa incredulidade. — O que você está fazendo aqui? E por que está trajada nesse uniforme de empregada?

— Eu precisava de notícias da madrinha e de você. O único jeito que consegui para fugir de casa sem que o meu pai me proibisse foi usando esse uniforme como disfarce. — falei séria, e ele me fitou os pés à cabeça.

— Você não devia está aqui, quando o seu pai descobrir da sua fuga vai te colocar de castigo. — advertiu preocupado.

— Castigo é me mandar para o meio do mato e me afastar das pessoas que amo. — suspirei, lembrando que em breve, o meu pai me afastará de todos que conheço.

— Como assim? — Marco segurou meu queixo, me obrigando a fitar os seus olhos azuis.

— Esse tipo de assunto não deve ser abordado no corredor do hospital, alguém pode nos escutar e isso colocaria em risco a minha vida. — falei apreensiva. — Você tem notícias da sua mãe?

— Ainda não. — ele suspirou pesadamente tombando a cabeça para trás, estava cansado e aposto que ainda nem jantou. — Estou horas esperando uma notícia positiva sobre o estado de saúde da minha mãe, mas os médicos ainda não vieram me dar alguma satisfação.

— Eu tenho certeza que dará tudo certo e a madrinha é uma guerreira. — acariciei a sua mão com carinho, ele sorriu fraco. — Eu vou cuidar de você assim como você cuidou de mim.

— Obrigado! — Marco me abraçou fortemente, retribui o seu abraço; dando-lhe apoio. — É sempre bom saber que posso contar com as pessoas que amo. 

— Hum...— nos afastamos assim que o doutor Mariano pigarreou. Ele me fitou com certo desprezo, provavelmente, insatisfeito por eu estar próximo do namorado da sua filha.

— Como está a minha mãe? — Marco ficou de pé.

— A cirurgia foi um sucesso, nesse momento, Pilar está em observação e a evolução no seu quadro clínico depende apenas dela. A bala estava alojada no peito e tivemos todo o cuidado para quê não perfurarsse algum órgão vital, mas ela ainda está debilitada e fraca. — disse sério.

— Eu posso vê-la? — Marco tinha um sorriso de alívio no rosto.

— Ela está na UTI fico, mas como você é o meu genro querido vou abrir uma exceção. — Mariano acariciou o rosto do Marco, estava a me provocar chamando-o de genro querido.

— Babaca! — resmunguei irritada, vendo o Mariano levar o Marco para o outro cômodo. Se ele pensa que vou ficar de braços cruzados vendo a sirigaita da Ayla roubando meu amorzinho está redondamente enganado. Esse velho não conhece o meu poder de sedução, e um Aveiro jamais perde uma batalha.

Continuei sentada no sofá aguardando o retorno do Marco, tirei o meu iPhone do bolso da saia do uniforme. Até agora o meu plano está seguro não tinha nenhuma ligação da minha mãe ou do meu pai. Provavelmente, eles devem achar que estou dormindo na minha cama.

— Kamilly? — parei de fitar a tela do meu iPhone para encarar o dono daqueles olhos verdes indecifráveis. Tom cruise estava parado na minha frente trajado no terno cinza e com as mãos enfiadas nos bolsos da calça. — O Seu pai está sabendo que a senhorita está aqui?

— Creio que isso não seja da sua conta e eu não devo satisfação a um empregadinho de baixo nível feito você. — rebati cínica, sei que fui um pouco grossa, mas eu não gosto de ver a minha madrinha namorando o Tom. Ele até pode ser bonito, mas a sua presença me incomoda.

— Linda e petulante, herdou o gênero forte da mãe. — riu de canto. — Sabia que você lembra muito a Kristen Darla na sua idade?

— Ah... Você conhece a minha mãe desde a adolescência? Pensei que fosse apenas amigo de faculdade do meu pai. — falei intrigada, meu pai nunca levou esse homem para dentro da nossa casa e tampouco falava o nome desse cara nas reuniões. Mas parece que os dois se encontraram no México, quando meu pai estava sem memória e no mesmo dia a minha mãe conseguiu encontrá-lo.

— Eu vi poucas vezes a sua mãe, o seu pai mandou a Kristin para um colégio interno assim que a esposa faleceu. — responder calmo, porém os seus olhos fitavam as minhas coxas, isso me incomodu demasiadamente a ponto de puxar a barra do vestido para baixo. 

— Você não deveria sair de casa sozinha, trajada nesse uniforme....— ele tinha um olhar de cobiça sobre o meu corpo e me senti enjoada. Esse homem era um pouco mais velho do que o meu pai, poderia enquadrá-lo na delegacia como pedófilo.

— Você é pedófilo? Está me olhando de um jeito estranho. — falei séria.

— Não, apenas admirando a semelhança que você tem com a sua mãe. Embora herdara os olhos castanhos do pai. — Tom rebateu. — Em relação a pedofilia o Marco se enquadraria perfeitamente nesse tema já que ele tem 19 anos e você apenas 15 anos, não é mesmo?

— São situações completamente distintas, conheço o Marco desde a infância e nós sempre fomos apaixonados um pelo outro. E em breve, eu terei 16 anos. Praticamente estou adulta, em nenhum momento Marco teve atitudes abusivas ou agressivas comigo. A nossa relação sempre foi baseada no amor, no carinho e no respeito. — confesso que esse cara estava me irritando a ponto de querer lhe dá uma bofetada na cara.

— Se o seu pai não lhe proíbe de namorar um rapaz mais velho, quem sou eu a proibi-lá de algo? — disse sério, sentando-se do meu lado. — Mas se eu fosse você não criaria tanta expectativa com o Marco. Ele e a Ayla estão morando junto na mesma casa. Inclusive, sei perfeitamente desse detalhe, pois, estou hospedado na casa da Pilar. E como zelo pelo seu bem estar, não quero que a filha do meu melhor amigo sofra nas mãos desse Playboyzinho.

— Guarde a sua preocupação para si mesmo, eu sei cuidar na minha vida. — levantei do sofá assim que o Marco voltou da sala da UTI, eu nunca tinha parado para pensar no quanto esse tal de Tom Cruise era desagradável.

— Você pode ficar cuidando da minha mãe? Eu preciso buscar umas coisas em casa, descansar um pouco e tomar um banho. Amanhã cedo estarei de volta. — Marco pediu educadamente ao Tom e ele assentiu.

— Eu não vou sair do lado dela, pode ir para casa descansar um pouco. Qualquer coisa te ligo. — Tom disse simpático. — Leve a Kamilly em casa, aposto que o pai está preocupado com o sumiço dela.

— Não seja indelicado, o pai da Kamilly está morto. — Marco retrucou e Tom arqueou uma de suas sobrancelhas. Parecia surpreso por eu não ter revelado ao Marco que o meu pai está vivo. Mas eu não posso arriscar a vida do meu pai contando para todos sobre a sua volta. E quando, eu descobri a verdade, o Marco estava distante de mim, mas isso não significa que não confiava nele. Em breve, até pretendo contar, mas creio que agora não seja o momento e nem a ocasião certa para tal revelação.

— Vamos embora! — fingi um bocejo como se tivesse cansada de ficar em pé. Marco segurou na minha mão e andamos com calma pelo corredor.

— Kamilly, eu não estou em condições de dirigir por muito tempo, ainda estou cansado e com muito sono. Seria imprudente te levar no meu carro até sua casa. Você se importaria de passar essa noite no apartamento do meu pai? É perto do hospital e será mais fácil visitar a minha mãe. — indagou assim que entramos no elevador.

— Não me importo de ir para casa do seu pai. — sorri meiga, apoiando minha cabeça no seu ombro e recebendo um beijo na testa. Será que ele e a Ayla estão morando juntos? Por isso, ele não vai levar-me  na sua casa?

— Vamos caminhar a pé por 8 minutos. — avisou, preocupado com minha perna.

— Eu aguento.

Alguns minutos depois....

Marco abriu a porta do apartamento e a sala estava na penumbra total. Ele procurou o interruptor e quando as luzes se acenderam vimos o Sergio Ramos caído no carpete branco da sala sujo de sangue.

— Pai! — Marco correu em direção ao corpo do pai, percebendo que ele tinha um sangramento na sua mão direita. O copo de whisky estava espatifado no chão e o rosto do Sergio inchado com hematomas roxos. — Ele ainda está respirando.

— O que houve aqui? — indaguei intrigada, os móveis da sala estavam completamente revirados, a mesinha de centro quebrada e algumas garrafas de bebidas derramada no chão.

— Acho que tentaram matar o meu pai, provavelmente, alguém da máfia do Maldonado surrou o meu pai até deixá-lo inconsciente. — Marco colocou o Sergio em cima do sofá. — Eu vou pedir para a Dafne vim aqui em casa, dá alguns pontos na mão do meu pai e passar alguns medicamentos. Milly, por favor.... Vá no quarto do meu pai buscar um cobertor. 

— Claro! — segui em direção a escada, apoiando a mão no corrimão. Será que estão querendo matar os pais do Marco, da mesma maneira que estão querendo eliminar os meus? Mas porque eles não seguiram com o plano? Sergio estava sozinho no apartamento.

 Entrei no primeiro quarto, era a suíte do Sergio, peguei o cobertor dentro do closet preto e os meus olhos se arregalaram. Havia um casaco moletom preto, calça moletom preta, luvas pretas e o capuz preto tipo uma máscara de pano preta para ocultar o rosto.

— Não pode ser.....— sussurrei para mim mesma. Peguei meu iPhone fotografando o que havia encontrado, se eu não estou enganada esse era a roupa usada pelo assassino da minha avó. E isso significa que o Sergio Ramos tentou matar a minha mãe duas vezes consecutivas. Nas duas tentativas falhou e dessa vez, ele quase matou a mulher da sua vida. O que o levou a beber demasiadamente na sala e por ter falhado novamente na missão, os capangas do Maldonado vieram até o seu apartamento para surrar o Sergio até deixá-lo inconsciente.

O que faço com todas essas suspeitas? Se eu contar ao meu pai provavelmente ele matará o Sergio Ramos e impedirá que o Marco se aproxime de mim. Será uma guerra sangrenta que dividirá a máfia em duas partes, o Marco jamais olharia na minha cara se o pai dele for morto pelo meu pai. Meus olhos ficaram marejados diante do tumulto que se encontrava minha cabeça. Eu precisava pensar com calma nos próximos passos. Preciso vê urgentemente coo Júnior para descobrir se ele ainda tem aquelas filmagem do estacionamento da clínica da Dafne em que mostra o assassino fugindo.

POV.Elisa Monroe

Finalmente o médico me liberou desse quarto para regressar de volta a minha casa. Tia Dafne ajudou-me na troca de roupa, as minhas pernas ainda ficaram inchadas por causa de alguns cortes mais profundos.

— Logo você ficará boa. — ela sorriu meiga, vestindo-me com o vestido branco bem soltinho para não apertar meus machucados.

— Quem vai cuidar dos meus curativos? Ainda sinto o meu corpo dolorido.— franzi o cenho, fitando meu braço direito com um curativo no antebraço e outro curativo na perna esquerda. Sem falar no ferimento da minha cabeça, levei 11 pontos.

— A Sophia vai morar na sua mansão até você se livrar dos machucados mais profundos. O seu pai contratou os serviços da moça e ela estará lá amanhã cedo. — tia Dafne calçou minha sandália nos pés, depois penteou cuidadosamente o meu cabelo.

— Obrigada! — agradeci pelos cuidados e guardei na mochila todos os meus medicamentos. — Será que meu pai vai demorar muito para me buscar?

— Com licença! — Júnior adentrou o meu quarto trazendo uma cadeira de rodas. Estava trajado no jeans preto e casaco vermelho de mangas compridas. Seu pircerng no nariz era prateado, combinando com sua corrente prateada. O cabelo acastanhado tinha alguns fios bagunçados e seus olhos esverdeados fitaram a minha tia. — Eu vim buscar a minha mulher, o médico disse que já posso levá-la para casa.

Minha mulher?! Quanta intimidade para um cara que saiu comigo apenas três vezes. Laís abriu os meus olhos em relação a esse cafajeste, traidor e machista.

— Ela é toda sua. — titia sorriu simpática, cumprimentando-o com dois beijinhos no rosto.

— Eu não vou a lugar nenhum com esse traíra. — retruquei enfezada, como ele teve a audácia de me trair todas as noites em que estive em coma. Junior não respeitou-me como sua namorada e mãe dos seus filhos.

— Você está sendo injusta comigo. Eu não te trai. Por que essa frieza comigo? — indagou irritado, ri sarcástica sem acreditar na sua cara de inocente.

— Me poupe das suas desculpas falsas, estou demasiadamente cansada para ficar discutindo contigo a respeito da sua falta de caráter. — revirei os olhos, não suportando escutar o timbre da voz do traidor.

— Ela deve estar com confusa. — tia Dafne acariciou a bochecha dele e depois me fitou fixamente. — A senhorita vai embora com o Júnior, não seja tão indelicada com o jovem.

— Serei um anjo. — levantei da cama, apoiando-me no ombro da minha tia e assim sentei na cadeira de rodas.

— Obrigada, Dafne! — Júnior colocou minha mochila rosa nas suas costas e empurrou a cadeira de rodas para fora do quarto. Só agora pude notar a presença dos três capangas na porta, um deles acho que conheço.

— Senhor? — o moreno de olhos azuis chamano Damon fitou o Júnior fixamente.

— Vocês podem nos acompanhar numa distância segura, quero um carro na frente e dois atrás. — Júnior ordenou sério, em seguida, voltou a empurrar minha cadeira.

Fiquei em silêncio sem querer trocar nenhuma palavra com ele, não vejo nenhuma afinidade com esse tal de Júnior. Tá na cara que não o suporto, aposto que odeio o Júnior desde criança. As portas do elevador se abriram, ele entrou com cuidado, depois ficou atrás de mim. Pelo espelho percebi a palidez no meu rosto e os hematomas roxos nas pernas. Coloquei meu cabelo de lado ocultando o curativo e a parte raspada na cirurgia. Sinceramente estou me sentindo feia.

— Você continua linda. — ele elogiou-me, fitei seus olhos verdes pelo espelho e por um segundo quis acreditar nas suas palavras. Entretanto, ele não era um bom rapaz, simplesmente, comprou-me do meu pai. A minha vontade era arrancar esse anel de compromisso do meu dedo e jogar na sua cara.

— Eu não preciso da sua opinião para me sentir bonita, desde pequenina tive vários pretendentes. — falei séria, brincando com a mecha do meu cabelo loiro.

— Parece que esse acidente te fez perder o pingo de educação que lhe restava. — resmungou irritado, depois escapuliu um sorriso cínico dos seus lábios. — Pretendentes? Quais? Aqueles idiotas que você batia na aula de boxe?

— Eu não batia tão forte assim e eles me achavam linda. — fiquei bicuda, eu tinha 6 aninhos quando comecei a treinar com o Marco, o Enzo e alguns garotinhos da minha idade. Tentei buscar na memória alguma lembrança do Júnior na infância, mas não consegui recordar dele. — Aposto que você apanhava de mim.

— Eu nunca lutei contigo, sempre fui o menino prodígio da turma e treinava com os garotos mais velhos. — disse convencido, as portas se abriram e ele levou-me na direção do estacionamento.

— Você não parece ser um bom lutador, é mais um payboy com medo de quebrar o nariz. — ri baixinho, imaginado-o apanhando no ringue.

— Um dia te levo no treino...aí você poderá tirar as suas próprias conclusões da minha performance. — Júnior abriu a porta do passageiro. A Ferrari vermelha era maravilhosa, confesso que fiquei com saudade de dirigir um esportivo. — Gostou?

— Muito, aposto que tem um motor bem potente. — comentei eufórica, tocando no veículo e ficando de pé.

— Sim, eu adoro Ferraris. — ele abriu o porta-malas colocando a cadeira de rodas lá dentro. Sentei no banco do passageiro, colocando o cinto de segurança e fechando à porta.

— Eu tenho preferência pela Bugatti, mas infelizmente ainda não tenho uma na minha garagem. — suspirei pesadamente, lembrando que tenho apenas dois Porsche e uma Lamborghini prateada.

— Claro que temos uma Bugatti, nossas mães nos presenteou quando nos mudamos para mansão. — Júnior sentou no banco do motorista, colocou o cinto de segurança e deu partida no veículo.

— Não brinca! Eu posso participar do racha? — questionei animada, sentindo saudades das corridas clandestinas que participei em Londres.

— Não, meu amor! Primeiro você precisa se recuperar 100% do acidente e depois, não quero te ver arriscando sua vida nas pistas. — disse sério, com os olhos fixos na estrada.

— Que saco! — cruzei os meus braços, me arrependendo de ter falado com o Júnior. — Você não manda em mim.

— No momento você é minha responsabilidade e como seu namorado ou marido. Enfim, tenho o direito de te proibir de fazer algumas coisas que prejudique a sua recuperação. — rebateu autoritário, trocando de marcha.

— Eu te odeio. — falei ríspida odiando ser contrariada.

— E eu te amo, marrentinha! — Júnior deu uma piscadela, voltando a se concentrar na pista. Nossos capangas vinham logo atrás nos dando proteção e eu fiquei pensando no quanto será desagradável morar com ele.

{...}

Finalmente chegamos no nosso lar, a Ferrari parou bem na entrada da mansão para facilitar a minha chegada. Abri a porta do caro fitando a escadaria com alguns degraus.

— Eu não vou conseguir subir. — bufei, segurando na porta do carro, pois minha perna direita doía só de pisar o pé no chão.

— Te ajudo. — fui surpreendida com o Júnior me pegando no colo. Deixei meus braços ao redor do seu pescoço, sentindo os seus braços em volta da minha cintura e coxas.

— Cuidado comigo! — sussurrei, o cheiro amadeirado do seu perfume invadindo minhas narinas. Junior era tão cheiroso, forte e tinha os olhos tão lindos.

— Tá me fitando, Elisa? — minhas bochechas coraram, eu não tinha percebido que havia ficado muito tempo admirando a tonalidade daquele verde esmeralda. Junior sorriu de canto, aproximando o seu rosto do meu.

— Eu não vou beijar um filho da mãe que me traia, enquanto, eu estive em coma. — virei o rosto de lado, rejeitando o seu beijo.

— Quem foi o desgraçado que inventou essa mentira? — indagou enfurecido, abrindo a porta da sala e me deixando em cima do sofá branco.

— Isso não importa. Você me traiu e eu não me recordo da sua fisionomia, muito menos do que vivemos juntos. Portanto, a partir de hoje você está proibido de me beijar. — falei séria, querendo distância desse tipo de homem.

— Sério? — indagou incrédulo.

— Estou com cara de quem está blefando? — sorri irônica.

— Com licença! — minha mãe adentrou a sala com um "bolinho" nos braços. — Olha só quem veio dar boas vindas a mamãe.

— Minha princesa está crescendo. — acariciei o cabelinho da Ludmilla, ela abriu os olhinhos e balançou as mãozinhas. Peguei minha pequena com cuidado, matando a saudade que estava da minha bebê — Cheirosa. — seu pijama rosinha estava impecável e com desejos de miniaturas de bailarinas.

— Cadê o Luccinha? — Júnior indagou a minha mãe.

— A baba foi trocar a fralda suja e já volta. — mamãe acariciou meu cabelo. — Como você está se sentindo.

— Eu estou faminta. Será que a senhora poderia preparar uma lasanha? Literalmente passei fome naquele hospital. — retruquei e ela gargalhou.

— Sempre faminta. — ela riu, ajeitando seu vestido florido. — Eu vou preparar o almoço e a senhorita vai subir para o quarto, tomar um banho e descansar um pouco.

— Tá bom! Eu vou descansar até a hora do almoço. — concordei, entregando a Ludmila de volta aos seus braços.

— Te levo no colo. — Júnior se propôs a me ajudar.

— Espera! — sorri contente vendo o meu filho nos braços da nova empregada, porém chorando demasiadamente. — Eu quero beijar o meu rapazinho lindo.

— Hoje ele acordou agitado, está chorando demais. — a babá disse risonha, tentando acalmá-lo. — Ele está morrendo de saudade do colo da mãe.

— Oh, meu Deus! — peguei meu bebezinho com cuidado, Luccinha era loirinho e herdara os olhos esverdeados do pai. — Tá com saudade de mim, bebê?! A mamãe está de volta e vai cuidar do meu menininho e da minha menininha. — beijei a sua testa e ele deu um bocejo, ficando calminho.

— Tão pequenino, você ficou linda com aquele barrigão de grávida. — Junior sentou no braço do sofá e acariciou a mãozinha do nosso filho.

— Eu estava gorda e inchada. — ri baixinho, não querendo acordar os bebês. Ludmila dormia no sofá da sala e o Luccinha estava ressonando.

— A nossa família está completa, apesar da morte da minha avó. — Júnior suspirou pesadamente.

— A Dora morreu? — indaguei perplexa, ninguém me disse nada no hospital.

— Infelizmente, noutra hora te explico melhor. Agora você precisa descansar. — Júnior retirou o Luccinha do meu braço entregando à babá. — Cuide das crianças, qualquer dúvida à Lauren poderá te ajudar.

— Sim, senhor.

— Vem, Elisa! — Júnior me pegou no colo com cuidado para não machucar-me. Estava tão exausta que não reclamei quando ele beijou a minha testa.





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