História La vie en rose; namjin - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Depressão, Doenças Psicológicas, Fobia Social, Jikook, Jin, Namjin, Namjoon, Namseok, Taegi, Yoonjin, Yoonseok
Visualizações 75
Palavras 1.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei, tudo bem?
Avisando que: os capítulos não são revisados! Então qualquer erro, me perdoem.
Esse capítulo tá meio ruim em minha visão, porém, mesmo assim, boa leitura.

Capítulo 5 - ;la vie en lune et renard


Fanfic / Fanfiction La vie en rose; namjin - Capítulo 5 - ;la vie en lune et renard

Eu nunca havia me sentido observado antes. Ao contrário, sempre me senti invisível, sempre o observador de tudo. Meus olhos eram como telescópios, e as pessoas eram as estrelas. Mesmo não tão significativas e boas o suficiente para fazer-nos sonhar, as pessoas se semelhavam ás estrelas. Como pequenos pontinhos em um universo enorme, eu também as observava de longe. Assistia todas as pessoas em minha volta, assistia toda a felicidade dos outros. Talvez eu fosse a lua, e não a raposa. Talvez fosse eu que observava a raposa, desejando descobrir os segredos do animal sem som.

E então, o estojo dele caiu.

Estávamos lado a lado, na mesa da estufa. Eu rabiscava repetidamente um pedaço de papel e ele escrevia algo ia até a metade da folha. Em silêncio, nós ouvíamos apenas o som da nossa respiração e do grafite de seu lápis tocando o papel. Assim que o estojo do garoto caiu, nos abaixamos ao mesmo tempo.

Tudo pareceu em câmera lenta.

Tudo ficou imóvel. O único movimento presente era das folhas da cerejeira, que cobriam o chão do pátio e entravam pelas janelas da estufa. Ele, parecendo ponderar sobre o que fazer, ergueu a cabeça e colou os seus olhos no meu. Estávamos em uma distância considerável, mas o perto suficiente para eu conseguir sentir o calor de seus olhos me queimando internamente. E lá estava ele, marte. Marte estava dentro dos olhos do garoto de tênis amarelo. Como um astronauta curioso, procurei desvendar o mistério de seus olhos. E então, ele cortou o olhar e pegou o estojo, colocando na mesa. Cinco segundos depois, tentei afastar o máximo de pensamentos que pude, mesmo eles ainda invadindo minha mente. Arrumei minha postura e encarei uma flor em meu lado. De algum modo, observá-la me fez pensar sobre o grande enigma dos olhos de SeokJin. Aquele enigma não era desvendado com coordenadas ou código binário. Eu ainda não sabia como desvendá-lo, ou tão pouco se o garoto me queria em seus pés no tempo todo. Sinceramente, eu nunca havia me sentido tão assim, curioso por um ser humano. Era um sentimento novo, quase como uma necessidade de proteção.

Mas proteger do quê?

Eu não o conhecia. Foram poucas palavras trocadas e eu não havia nenhuma brecha para tentar entrar. Costumeiramente, eu tentaria ignorar aquele garoto e os pensamentos que eu tinha sobre ele, mas algo em mim não permitia de controlar-me perto dele. Era como se, olhando em seus olhos, ele soubesse de todos os meus pensamentos e angústias. Eu era, indubitavelmente, um descontrolado. Já havia passado mais de doze dias trancado em um quarto escuro, sentindo eles me invadirem. Meus fantasmas, meus pensamentos. Mas com ele, eu sentia que meu descontrole não era ruim.

Talvez, fossem os remédios fazendo efeito. Talvez, fossem os meus pensamentos em dominó que me cegavam. Talvez fosse qualquer merda, e meus pensamentos se resumiam em talvez, talvez, talvez. A única certeza que eu tinha, era a que eu queria morrer. Eu estava enlouquecendo, perdendo completamente a razão, eu sentia que eu não estava normal. Porra, eu não estava bem.

Eu podia ter a quantidade de pílulas sendo aumentada, mas eu sentia-me como se tudo fosse falso. Como se todos os meus pensamentos estivessem um por cima do outro, como se vozes ecoavam minha cabeça, como se todos os meus sorrisos nunca fossem verdadeiros. Olhando para os olhos de SeokJin, eu pude ver sua alma. É o que dizem nos livros de filosofia e romance por ali, mas de algum modo, SeokJin tinha a alma agoniada e aquilo me atraíra como nunca. Talvez eu realmente estivesse enlouquecido.

Quem era Kim SeokJin? Quem era o garoto de all stars amarelos, que era demasiado tímido? Quem era a pessoa escondia por trás de olhos belos como marte?

Eram tantas incertezas que me deixavam louco, eram tantos pensamentos, tantas vontades. E a minha vontade, naquele momento, saiu tão natural quanto as flores da cerejeira que caíam no pátio escolar.

— Por que não deixa eu me aproximar? — E assim eu descobri a minha segunda certeza. Minha segunda certeza, era que eu estava completamente disposto a descobrir o enigma que era Kim SeokJin. Eram 4 dias, 96 horas, 5.760 minutos, 345.600 segundos, 3,456e+8 milissegundos, 3,456e+11 microssegundos e 3,456e+14 nanosegundos.  Em todo esse tempo, eu não posso mentir que estive pensando nos olhos infindáveis de SeokJin, que após minha pergunta, me encarou com os olhos arregalados, como se não esperasse minha pergunta.

— V-você quer se aproximar? — Perguntou, completamente vermelho e como se fosse passar mal a qualquer momento. Arqueei a sobrancelha, fazendo-o virar a cabeça para o lado oposto, constrangido. — D-Desculpa, as pessoas costumam me achar arrogante, eu não esperava. — Como alguém poderia o achar arrogante? Claro que, ele deixava a maioria dos professores no vácuo e era quase imperceptível, mas eu nunca havia pensado em ele ser arrogante. Ele passava uma aura doce, quase angelical, mesmo tendo a voz muito baixa e falando pouco.

— Primeiro, você é gago? — Ele negou rapidamente, ainda com a cabeça virada para o lado contrário. Ergui as mãos para pegar o papel onde ele escrevia e ele se encolheu como um caracol, como se temesse que eu o machucasse. — Ei, está tudo bem. Eu não vou te machucar. — Ditei como se dissesse para um gatinho indefeso. Droga, eu nem gostava de gatos, porque eu falaria assim com um gatinho? Peguei a folha em que ele escrevia e vi uma espécie de texto. O olhei como se perguntasse se podia ler e ele finalmente se virou para mim, negando com a cabeça.

Curioso como nunca, ditei as palavras que corriam pela última linha; sussurrando como se fosse um segredo.  

— Se fosse para pedir ajuda, eu pediria nas entrelinhas (para as estrelinhas) para eu ser um astronauta com botas de alumínio.

Encarei SeokJin, que pegou a folha da minha mão rapidamente para eu não ler o resto. Muitas coisas passavam em minha cabeça em um click, e eu novamente não soube a resposta daquilo tudo. SeokJin me encarou, receoso, e com a voz baixa e doce de sempre, tomou fôlego e perguntou:

— Por que eu?

E eu não soube o que responder.

Tudo parecia um disco arranhado, tendo sempre o mesmo ciclo de respostas repetidas.

— Eu não sei.

E sorrimos como cúmplices, como se ambos não saberíamos a resposta, de qualquer modo.

 

 

 

Acordei na manhã de sexta, com uma dor de cabeça enorme. Eu precisava falar com SeokJin.

De qualquer modo, o motivo era sempre olhar os seus olhos para procurar paz em mim, mesmo que ambas as nossas almas pareciam agoniadas.

Eu não entendia nada daquilo. E de qualquer modo, o meu refúgio sempre seria o cigarro aceso no meio dos meus dedos e os meus pensamentos pesados como nunca. Era assim a minha vida, e provavelmente sempre seria.

Eu sempre gostei de escrever o que eu sentia em um pedaço de papel. Em forma de contos, músicas, ou até mesmo poemas desconexos, era aquilo que me fazia relaxar de meu momento, até o meu pai começar a mexer nos meus papéis para ver se havia algo como uma carta de suicídio, ou algo relacionado.

Uma coisa que eu sempre tive em minha mente, foi que eu não havia motivos para tentar o suicídio. Eu podia não ter uma família completa, mas eu havia pessoas que me amavam em minha volta. Mas, os meus fantasmas me assombravam o tempo todo, me cegando de ver o mundo e a vida com outros olhos.

Quando eu cheguei em meu colégio, foi a rotina de sempre. A inspetora mandando-me jogar o cigarro fora, eu entrando na aula atrasado – como todos os outros dias – e eu passando direto pela imagem de SeokJin, pronto para olhar para os seus olhos novamente.

Quando o intervalo foi anunciado, fui para o pátio, sentando-me como todos os dias, e vendo que havia figuras novas no local.

— Para, Chanyeol! — TaeHyung dizia enfurecido, dando tapas que pareciam não fazer nem ao menos cócegas no garoto alto.

— O que está havendo? — Perguntei para JungKook, que tirou um dos seus fones de ouvido e me encarou desinteressado.

— Chanyeol está imitando o garoto novo da sala de vocês.

— Isso é bullying! — TaeHyung exclamou.

— Ei, eu nem estou falando isso para o esquisitão. — Suga encarou Chanyeol, como se mandasse ele vazar da nossa mesa.

— Se você quer se fazer o valentão dos filmes americanos, saia daqui. Você não é o valentão do time de basquete, e ninguém se importa com o que você está achando do moleque. Agora, por favor, se retire daqui antes que eu te meta o soco? — YoonGi disse calmamente, logo depois mergulhando o rosto no seu cheetos de bolinha de queijo. O homem alto saiu de minha visão, junto com os zangões que apenas riam de tudo que o grandão fazia.

— Não é aquele? — Olhei para a direção onde HoSeok apontava e vi SeokJin passando pela fila da cantina encolhido, como um caracol.

— Ele é o meu colega de clube.  — Comentei, e TaeHyung arregalou os olhos, sorrindo maliciosamente logo depois.

— Ora, então vamos falar com ele! — Já se levantando, segurou as mãos de HoSeok e JungKook que resmungaram para o garoto. Tentei ir contra, mas quando eu fui ver, já estava acompanhando os garotos malucos para aquele não-plano mais maluco ainda – que ainda me renderia várias alcunhas. — Oi, eu sou Kim TaeHyung, amigo do NamJoon hyung! — O garoto arregalou os olhos e recuou um pouco, olhando em meus olhos. E eu pude, mais uma vez sentir. Era como se quando olhávamos para os olhos um do outro, eu pudesse senti-lo. E eu senti o desconforto do rapaz de tênis amarelos, que parecia tão assustado quanto aranhas pequenas em uma chuva de granizo.

E eu descobri mais um enigma para as noites de insônia:

O que diabos era aquela conexão?


Notas Finais


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