História La Vie En Rose - Capítulo 6


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Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, Emily Rudd, Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Fred Weasley, Hermione Granger, Jorge Weasley, Ronald Weasley
Tags Amores, Aventura, Draco, Harry Potter, Luta, Magia
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Palavras 5.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - VI - Emoções Desconhecidas


Fanfic / Fanfiction La Vie En Rose - Capítulo 6 - VI - Emoções Desconhecidas

La Vie En Rose

Capítulo VI – Emoções Desconhecidas

Amélia não conseguiu dormi. Remexeu-se no colchão a noite toda. Seu cérebro pensava em mil coisas para resolver no dia seguinte. Como se explicar a Hermione? Como dizer a Harry que Draco não era culpado? Como não perder a amizade deles? E como responderia a Rony a perguntar que ele fizera antes de dormi.

— O que faz com esse cachecol da Soncerina?

Ela não conseguiu responder, apenas desejou uma boa noite ao ruivo e correu para a sua cama. Sua mente não conseguia trabalhar e sua cabeça começara a doer. No fim, desistiu de tentar dormir. Levantou-se de fininho, não queria acordar as garotas. Vestiu um roupão e desceu até o salão. Sentando-se em uma poltrona, ela olhou para o fogo que queimava na lareira. Onde havia se metido? Contar ou não a Hermione o que aconteceu? Dizer ou não a Harry que Draco era inocente?

Bufou jogando a cabeça para trás.

“Amy, o que foi?” Tronco subiu em seu colo, ele coçava os olhinhos.

— Nunca pensei que ter amigos fosse assim. — murmurou cabisbaixa. — Mione, Harry e o Ron. Todos eles odeiam o Draco. Mas de alguma forma, eu não acho que ele seja uma pessoa tão ruim assim.

“Como não? Ele te importunou.”  indagou o animalzinho. “Lançou-te um feitiço é até te chamou de...”

— Sabe, os garotos da vila onde eu morava faziam pior. — ela o corta-o, lembrando-se dos ocorridos. — Quando um trouxa me viu falando com um esquilo, foi o estopim. Logo as pessoas começaram a me tratar mal, me insultando é jogando pedras. Draco pode não ser uma pessoa santa, mas pelo menos ele sabia que eu era uma bruxa. Que eu não era anormal. Além disso, ele me ajudou depois das aulas com Severo.

O tronquilho cruzou os bracinhos, emburrado. “Nenhum animal gosta dele.”

— Normalmente, as corujas gostam dos seus donos. — rebateu ela abrindo um fraco sorriso. E uma rápida ideia brilhou em sua mente, ela se levantou em um impulso, quase derrubando Tronco. O pequeno se agarrou ao roupão da jovem, a mesma que correu até a janela mais próxima a abrindo. Colocou dois dedos nos lábios e assoviou, o assobio ecoou longe. Alguns minutos depois, um piu ecoou de volta. E Bong Bong pousou em seu braço.

“Eu já estava dormindo, Amélia.” ela parecia zangada.

— Desculpe. — pediu acariciando as penas negras. — Bong Bong, você conhece a coruja do Draco Malfoy?

A coruja encarou a morena fixamente. “O que você quer saber sobre esse garoto?”

— Eu apenas quero saber mais sobre Draco. — olhou porá a escuridão da noite á fora. —Tenho certeza que se eu perguntar, ele não me responderá. E também, meus amigos dizem coisas horríveis dele. Bong Bong, você sabe que não gosto de julgar baseado nas opiniões dos outros.

“E eu descobri por você vai adiantar alguma coisa? Sabe que tem que descobrir sozinha, não é?”

— Sim, mas já me ajuda a entendê-lo. Pelo menos um pouco.

“Certo. Vou ver o que posso fazer. Vá dormir Amy.” disse a coruja antes de levantar voo e desaparecer no céu escuro.

“Ainda acho isso uma má ideia.” resmungou Tronco, certamente parecia uma má ideia. Mas Amélia queria saber. Queria saber mais sobre o loiro, e entender a razão por tudo.

[-:-§-:-]

Dois dias se passaram desde a visita a Hogsmeade. Herbologia foi à primeira aula que Amélia teve na manhã seguinte. No café da manhã não pudera falar com Hermione ou com Harry, se sentia triste ao vê a amiga fingir que nada aconteceu. Conversava normalmente, nem parecia que estava chateada.

— Então, como foi à última festinha de Slughorn? — perguntou Harry com voz pastosa por causa do protetor de gengivas. Ele não pode ir na noite anterior, teve uma aula com o diretor. O que Amy achava estranho.

— Ah, foi até divertida — respondeu Amélia, colocando os óculos protetores.

— Bom, — continuou Hermione. — ele fala um pouco sobre os ex-alunos famosos, e simplesmente baba em cima do McLaggen por que ele é bem relacionado, mas nos serviu uma comida realmente gostosa e nos apresentou a Guga Jones.

— Guga Jones? — admirou-se Rony, arregalando os olhos por baixo dos óculos protetores. — A Guga Jones, capitã das Harpias de Holyhead?

— A própria. — confirmou Hermione. — Pessoalmente, achei que ela é um pouco metida, mas...

— Chega de conversa aí! — disse a professora Sprout, em tom enérgico, aproximando-se com ar severo. — Vocês estão se atrasando, todos já começaram e Neville já colheu a primeira vagem!

Eles se viraram para olhar, de fato, lá estava Neville com os lábios ensanguentados e vários arranhões feios na bochecha, mas apertando um objeto verde, do tamanho aproximado de uma toranja, que pulsava hostilmente.

— Certo, professora, já estamos começando. — disse Rony, acrescentando baixinho, quando ela se afastou. — Devíamos ter usado o Abaffiato, Harry.

— Não, não devíamos. — discordou Hermione na mesma hora, parecendo, como sempre, aborrecidíssima só de pensar no Príncipe Mestiço e nos seus feitiços. — Ora, vamos... é melhor nos apressarmos...

Ela lançou aos outros dois um olhar preocupado, os quatros tomaram fôlego e atacaram o toco nodoso. A planta imediatamente ganhou vida, galhos longos, urticantes e espinhosos saíram do toco e chicotearam o ar. Um deles se enganchou nos cabelos de Hermione, e Rony o repeliu com uma tesoura de poda. Harry conseguiu conter uns dois galhos e prendê-los com um nó, abriu-se um buraco no meio desses tentáculos. Amélia enfiou o braço corajosamente no buraco, que fechou como uma armadilha em torno do seu cotovelo; Harry e Rony puxaram e torceram os galhos, obrigando o buraco a reabrir, e Amy desvencilhou o braço, trazendo entre os dedos uma vagem igualzinha à de Neville. Na mesma hora, os galhos urticantes tornaram a se recolher e o toco nodoso se imobilizou, parecendo um inocente pedaço de madeira seca.

— Sabe, acho que não vou querer essa planta no jardim quando tiver a minha casa. — comentou Rony, empurrando os óculos para a testa e enxugando o suor do rosto.

— Me passa uma tigela. — pediu Hermione, olhando Amy segura à vagem pulsante com o braço estendido, foi o que Harry fez e amorena largou a vagem dentro da vasilha. Hermione fez uma cara de nojo.

— Não seja supersensível, esprema a vagem, é melhor quando está fresca. — falou a professora Sprout.

— Como eu ia dizendo — Hermione retomou a conversa interrompida. — Slughorn vai dar uma festa de Natal, Harry, é dessa você não vai ter jeito de escapar, porque ele me pediu para verificar as suas noites livres, e vai marcar a festa numa noite em que você possa ir.

Harry gemeu. Nesse meio-termo, Rony, que estava em pé tentando abrir a vagem na tigela, segurando-a com as duas mãos e apertando-a com toda a força, disse aborrecido:

— E essa é mais uma festa para os favoritos de Slughorn?

— É só para o Clube do Slugue. — respondeu Hermione.

A vagem voou para longe dos dedos de Rony, atingiu o vidro da estufa, ricocheteou e foi bater na nuca da professora, derrubando seu velho chapéu remendado. Amy foi recuperar a vagem; quando voltou, Hermione estava dizendo:

— Olhe aqui, não fui eu que inventei o nome “Clube do Slugue”... 

— Clube do Slugue. — repetiu Rony com um desprezo digno de Malfoy. — É patético. Ora, eu espero que você se divirta na festa. Por que não experimenta namorar o McLaggen, aí o Slughorn pode proclamar vocês dois Rei e Rainha do Slu...

— Ele nos deu permissão para levar convidados. — disse Hermione, que, por alguma razão, ficara escarlate escaldante. — E eu ia convidar você, mas, se acha que é bobeira, então nem vou me incomodar.

Amélia de repente desejou que a vagem tivesse voado mais longe, para não precisar ficar sentada ali com aqueles dois. Sem que percebessem, ela agarrou a tigela com a vagem e tentou abri-la da maneira mais barulhenta e enérgica que pôde pensar. Infelizmente, continuou ouvindo cada palavra que eles diziam.

— Você ia me convidar? — perguntou Rony, em um tom completamente diferente.

— Ia. — respondeu Hermione zangada. — Mas é óbvio que se você prefere que eu namore o McLaggen...

Houve uma pausa em que Amy continuou a bater na vagem resistente com uma colher de jardineiro. Ela olhou para Harry, desesperadamente, sem saber o que fazer. Mas Potter apenas encarava os amigos com um certo sorriso no rosto. Parecia que já estava acostumado com aquelas brigas.

— Não, não prefiro — retrucou Rony, em voz muito baixa.

Harry bateu em uma tigela sem querer, quebrando-a.

— Reparo — disse depressa, empurrando os cacos com a varinha, e a tigela se recompôs. O barulho, porém, pareceu ter despertado Rony e Hermione para a presença de Harry é Amélia. Mione parecia embaraçada, e começou a consultar o seu exemplar de Árvores do mundo que se alimentam de carne, para descobrir o modo correto de espremer as vagens de Arapucosos. Rony, por sua vez, parecia envergonhado, mas, ao mesmo tempo, muito satisfeito consigo mesmo.

O restante da aula passou sem que se mencionasse a festa de Slughorn. Embora nos dias seguintes Amélia observasse seus dois amigos com mais atenção, Rony e Hermione não pareciam diferentes, exceto que se tratavam com mais gentileza do que o normal. Perguntou a Harry sobre esse comportamento, mas o jovem apenas disse para espera até a noite da festa, para vê o que poderia acontecer. E pediu para que a morena se focasse no quadribol, já que Katia havia saído, tinham que fazer substituições e era possível Amélia jogar na próxima partida contra a Sonserina. O que a deixou super nervosa nos treinos seguintes.

Para piorar sua situação, Harry e Rony andavam agindo estranhos. Potter havia se incomodado ao vê Gina, a irmã de Rony, beijando um cara chamado Dino. E Rony continuava a discutir com Hermione sobre coisas banais. Com a aproximação do jogo, a festa de natal é as aulas com Snape, Amélia se sentina pressionada e sem tempo para estudar. Nunca pensou que passaria por isso. Andava apressadamente pelo corredor, estava atrasada para a próxima aula. Coisa que anda acontecendo muito ultimamente. Virou ema esquina, e seus olhos rapidamente encontraram uma figura encostado ao parapeito, encarando o horizonte. Aproximou-se do loiro distraído, fazia dias que não o via.

— Vai perder a aula. — a voz da morena o assustou, tanto que ele deu um pulo sacando sua varinha. — Ei, calma.

A expressão de Draco se suavizou ao encontrar os olhos de Amélia. Logo ele guardou sua varinha e endireitou suas vestes. Mas antes de abri a boca para reclamar com a garota, ouviu-se uma voz conhecida. Era o zelado Filch, Draco agarrou o pulso de Amy e a puxou para dentro do armário das vassouras. Se trancando ali para se esconder de problemas futuros. Assim que ouviu o velho zelador se distanciar, ele voltou seu olhar para Amélia. Que lhe encava de volta fixamente. Suas bochechas, por algum motivo, estavam vermelhas.

— O que você quer? — ele perguntou, soando frio. Mas a frieza de sua voz não abalou à morena, que lhe abriu um sorriso largo.

— Obrigada. — disse ela erguendo a mão e apontando para o seu pescoço. — O cachecol me deixou bem quentinha.

Por alguns segundos, o loiro corou, deixando suas bochechas com mais cor. Ainda a segurando-a pelo pulso, ele a puxou para mais perto. Virando-a, e colocando-a contra a parede. Ele permaneceu a sua frente, com os braços de cada lado do corpo da jovem, impedindo-a de sair. Amy se assustou a principio, mas ao olha novamente para seus cinzentos olhos, acalmou-se.

— Por que não sente medo de mim? — ele perguntou franzindo o cenho. — Eles te avisaram, não foi? Para ficar longe de mim. Então por que ainda se aproxima?

Draco fechou os olhos, abaixando a cabeça e a encostando na de Amélia. Que em resposta fechou os olhos também, passou os braços envolta do corpo dele e o abraçou. Não fora um abraço fraco e simples, Amélia o abraçou fortemente. Ele precisava disso, e ela também. Seu coração batia rapidamente, e assim como o dele. Com a cabeça no seu peito, ela escutou precisamente o coração do jovem quase sair do lugar e sua respiração descompensar. Amy também não estava muito diferente.

— Não, eu não tenho medo de você. — Amy disse baixinho, o suficiente para ele escutar. — De inicio, eu te achava insuportável. Mas... — ela mordeu o lábio inferior, como diria a ele o que pensava?

— Mas? — Draco quis saber, ainda a prendia contra a parede. Sua voz, desta vez, sairá menos fria. Calma e triste.

— Eu não gosto de julgar as pessoas rapidamente. — a jovem continuou, apertando seus braços envolta dele. — Eu acredito no que vejo. E eu não vejo uma pessoa amarga é fria. Mas sim, uma pessoa quentinha é que tem um bom coração.

Draco soltou um sorriso de escárnio.

— Não sabe o que estar dizendo. — indagou se afastando do corpo da morena, e quebrando o abraço. — Eu sou um Malfoy, e os Malfoy’s não têm bons corações.

— Isso é o que você pensa. — rebateu ela em bom tom. Ergueu a mão novamente, e a pousou no peito dele. — Mas seu coração diz ao contrário.

O loiro trincou os dentes, e virou o rosto vermelho evitando olha-la.

— Por que não vem comigo a feste de natal do professor Shughorn? — abriu um sorriso animado. — Podemos usar esse momento para nós conhecer melhor, não acha?

— O que te faz pensar que eu iria? — Draco semicerrou os olhos com raiva. — Lá vai estar só as pessoas que me detesta.

— Mas eu não te detesto. — fora rápida em sua resposta, o que o fez ficar imóvel por alguns segundos. Encarando-a fixamente, Amélia parecia estar sincera em sua resposta.

Draco ainda sentia as pequenas mãos de Amélia sobre seu peito, assim erguendo a sua ele a segurou. Aproximou-se novamente de Amélia, fazendo-a ficar de novo contra a parede.

— Idiota. — murmurou ele antes de inclinar sua cabeça e tomar os lábios dela. Quando seus lábios se encontraram, seu corpo respondeu. Um calor a envolvia. Sua pele se arrepiou, implorando pelo toque das mãos dele. Sentiu sensações que jamais experimentará.

Draco passou a língua por seus lábios, e Amélia instintivamente entreabriu-os. Suas línguas se entrelaçaram e brincaram lentamente. Ela não sabia exatamente o que estava fazendo, pois nunca havia feito tal coisa. Mas uma coisa era certa, seu corpo emanava uma estranha sensação. Uma sensação desconhecida. Mas não importava, ela gostará da sensação estranha. As mãos fortes dele deslizaram para a sua cintura, segurando-a fortemente. Ela arqueou o corpo, tentando ficar o mais próximo o possível dele. Quando o ar lhes faltou, eles se separaram. O Malfoy desceu sua boca pelo queixo e pescoço da morena. De alguma forma, ela desenvolveu um desejo. Um pleno desejo pelo seu toque. Amélia arfou com os olhos fechados, ela agarrou os cabelos do loiro.

— As. Aulas. Draco. — ela murmurou um pouco sem folego.

Ele voltou a beija-la, calando-a. Mas logo um barulho inundou seus ouvidos, as aulas haviam terminado e os alunos liberados. Ele beijou a orelha dela usando os dentes para morder o lóbulo. A sessão de beijos oficialmente terminara. Draco recuou os ombros. As bochechas dela estavam ruborizadas e seus lábios ardiam, vermelhos.

— Espere alguns minutos depois que eu sair. — ordenou o loiro, virando-se para a porta de madeira velha.

— Vai comigo? — ela agarrou sua manga, perguntando sobre a festa de natal.

— Não sei. — respondeu pegando na maçaneta. Olhou-a pela ultima vez, e saiu do armário de vassoura.

Amélia respirou fundo. Aquilo fora repentino, nunca pensará em beija-lo. E também nunca beijará antes. Achara gostoso. Delicioso, Draco era delicioso. Ansiava por mais beijos, por mais momentos como aquele. Agora estava certa, o Malfoy não era de todo o mal.

[-:-§-:-]

Na manhã seguinte, quando Amélia entrou no Salão Principal, ela se surpreendeu. O local estava todo decorado em vermelho e verde. As casas que se enfrentariam no jogo daqui a pouco. Os alunos da Sonserina vaiavam cada jogador da Grifinória que entravam no salão. E com ela não fora diferente. Amy olhou para o teto e viu um céu claro e azulado: um bom sinal. A mesa da Grifinória, uma mancha compacta vermelha e ouro, aplaudiram quando Harry, Rony e Amy se aproximaram.

Harry sorriu e acenou. Rony fez uma espécie de careta e agradeceu com a cabeça. Já Amélia, abaixou a cabeça envergonhada.

— Anime-se, Rony! — gritou Lilá. — Sei que você vai ser genial!

Rony fingiu não ouvir.

— Chá? — ofereceu-lhe Harry. — Café? Suco de abóbora?

— Qualquer coisa. — respondeu Rony, infeliz, mordendo a torrada de mau humor.

Amy comeu alguns biscoitos de chocolate e tomou um gole de café. Alguns minutos depois, Hermione, que, de tão cansada com a antipatia de Rony nos últimos dias, nem descera para tomar café com eles, parou a caminho da mesa e olhou para a Volkov.

— Como é que você estar se sentindo? — perguntou, hesitante.

— Ótima. — respondeu Amélia lhe dando um sorriso gentil. Logo as duas olharam para Harry, estava se concentrando em passar para Rony um copo de suco de abóbora.

— Pronto, Rony. Beba.

Rony tinha acabado de levar o copo à boca quando Hermione falou com rispidez.

— Não beba isso, Rony!

Os três olharam para ela.

— Por que não? — perguntou Amy.

Hermione agora encarava Harry como se não conseguisse acreditar no que via.

— Você acabou de pôr alguma coisa nesse suco.

— Que foi que você disse?

— Você me ouviu. Eu vi. Você acabou de virar alguma coisa no copo de Rony. O frasco ainda está em suas mãos.

— Não sei do que você está falando. — disse Harry, guardando depressa o frasquinho no bolso.

— Rony, estou avisando-o, não beba isso! — repetiu Hermione, alarmada, mas Rony apanhou o copo, virou-o de um gole.

— Pare de ficar mandando em mim, Hermione.

A garota se escandalizou. Abaixando-se de modo que somente Harry e Amélia a ouvisse, sibilou:

— Você poderia ser expulso por isso, eu nunca pensei que fosse capaz, Harry!

— Veja só quem está falando. — sussurrou ele em resposta. — Tem confundido alguém recentemente?

Hermione afastou-se bruscamente para a se sentar do outro lado de Amy. Harry virou-se, então, para Rony, que estalava os lábios.

— Quase na hora. — comentou, descontraído.

Na descida para o estádio, a grama congelada rangia sob seus pés.

— Que sorte o tempo estar bom, eh? — falou Harry.

— É. — concordou Amy, que parecia pálida e nervosa.

Gina e Demelza já estavam no vestiário quando a Volkov entrou.

— As condições parecem ideais. — comentou Gina, olhando para a morena. — E sabem da última. Aquele artilheiro da Sonserina, Vaisey, levou um balaço na cabeça ontem durante o treino, e está machucado demais para jogar. E melhor ainda, Malfoy também não vai jogar, está doente.

— Quê?! — exclamou Amélia, virando-se para olhar para Gina. — Está doente? O que é que ele tem?

— Não tenho a menor ideia, mas é ótimo para nós. — respondeu ela animada. — Vão jogar com o Harper, ele está no mesmo ano que eu, e é um idiota.

Amélia entristeceu o olhar. Virou-se para o seu armário e olhou para o seu uniforme. Seu coração deu um aperto, estava preocupada com o loiro. Não seria um bom jogo se passasse o tempo todo pensando como era que Draco estava. Vestiu o uniforme de quadribol e fora encontrar os outros na saída para o campo. Uma parte do estádio era totalmente vermelha e ouro. A outra, um mar verde e prata. Muitos alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa também tinham tomado partido, entre berros e palmas, Amy podia distinguir o rugido do famoso chapéu-leão de Luna Lovegood.

Harry se dirigiu a Madame Hooch, a árbitra, que estava em posição para soltar as bolas do caixote.

— Capitães, apertem as mãos. — disse ela, a mão de Harry fora esmagada pelo novo capitão da Sonserina, Urquhart. — Montem suas vassouras. Quando eu apitar... três... dois... um...

Soou o apito, Amélia e os outros deram impulso do chão congelado, e partiram. Harry sobrevoou o perímetro do campo procurando o pomo, de olho em Harper, que ziguezagueava muito abaixo dele. E então ouviu uma voz de locutor que narrava o jogo com animação.

— Ora, começou a partida e acho que todos estamos surpresos com a equipe que Potter reuniu este ano. Muitos acharam que, pelo desempenho desigual do goleiro Rony Weasley no ano passado, ele não retornaria à equipe, mas é claro que uma forte amizade pessoal com o capitão ajuda. — essas palavras foram recebidas com vaias e aplausos do lado do estádio ocupado pela Sonserina. — Também temos a nova jogadora, Amélia Volkov. A uma aluna nova que tem se destacado nos estudos esse ano. 

Amélia olhou pra frente, um pouco envergonha. Voou até sua posição de batedora, sinceramente, não acreditava que estava participando de um jogo de quadribol. Seu pai estaria muito feliz consigo, já que o mesmo era capitão da Covirnal.

— Ah, e aí vem a Sonserina em sua primeira tentativa de marcar um gol, é Urquhart que mergulha em direção ao campo e...

O estômago de Amy embrulhou.

— ...Weasley defende bem, todo o mundo tem o seu dia de sorte, suponho...

— Isso mesmo, Smith, hoje é o dia dele. — resmungou Harry com um sorriso ao lado dela, logo mergulhando entre os artilheiros com os olhos atentos à procura de um sinal do ilusório pomo.

Volkov engoliu em seco, fechando os olhos, ela tentou se acalmar. Segurou firmemente o taco de madeira, o que Harry tinha na cabeça quando a selecionou como batedora? Batedores tem uma grande força física, mas Amélia não se via assim. Ao abriu os olhos, se concentrou ao máximo em sua função. Manter os balaços longe. Seus olhos azuis caçaram a bola estranha que voava rapidamente. Segurou fortemente o cabo da vassoura e como um vento, a moça voou em direção a Rony no gol.

Assim que o Weasley defendeu a bola dos aros, a arquibancada da Grifinória gritou em comemoração. Mas o ruivo não viu outra bola vinda em sua direção. Uma bola de ferro que machucaria facilmente qualquer pessoa. Ron estava muito ocupado se exibindo para os torcedores, e não notou que o balaço vinha zunindo. Mas Amélia fora mais rápida, se posicionou na frente do ruivo, balançando o bastão e acertando a bola com toda a sua força. O balaço saiu voando em outra direção, acertando um jogador do time adversário. O mesmo que caiu inconsciente.

— Wou, nossa Amy! — Rony sorriu para a amiga. — Bela rebatida.

No mesmo momento, a mesma lhe olhou furiosa.

— Na próxima, deixo te acertar. — resmungou ao voar para longe do ruivo, que lhe olhava confuso.

Decorrida meia hora de jogo, a Grifinória estava ganhando por sessenta pontos à zero, Rony tendo feito defesas verdadeiramente espetaculares, algumas com as pontas das luvas é Gina tendo marcado quatro dos seis gols da equipe. Amélia defendia todos os jogadores do seu time dos balaços, tendo mostrado uma força extremamente incrível.

— Manda um balaço nele! — gritou Harry para Amélia. Referia-se a Cooter, que também era um batedor do outro time. E o mesmo tentava acertar o Potter. Mas a garota, dando um largo sorriso, preferiu mirar o balaço seguinte em Harper, que ia cruzando com o capitão. Harry ficou satisfeito ao ouvir o baque surdo indicando que o balaço atingira o alvo.

Parecia que a Grifinória não podia errar. Repetidamente a equipe goleava, e repetidamente, no extremo oposto do campo, Rony defendia com visível facilidade. E também havia Amélia, que rebatia os balaços e derrubavas os adversários com um sorriso enorme. E quando a multidão saudou uma defesa particularmente boa com um coro crescente daquele velho refrão Weasley é o nosso rei.

A Volkov franziu o cenho em direção o posta de Harry.

— Ei! — ela gritou para o Potter, que a olhou. A menina apontava para uma bola dourada que sobrevoava o campo, perto onde Gina estava.

— Obrigado. — o jovem sorriu indo atrás do pombo de ouro.

[-:-§-:-]

Após o termino do jogo, o qual a Grifinória venceu, Amélia não se importou com mais nada. Apenas fora direto para o banheiro, tomar um longo banho quente. Jogará bem, bom fora isso que Harry disse ao termino do jogo. Lavou seus cabelos e corpo. Os músculos de seus braços doíam, de tanto acertar aquelas bolas de ferro. Depois tinha que ir a enfermaria, pedir alguma coisa que diminuam a dor. Ao sair do banho, ela se vestiu com roupas quentes. Uma calça de algodão com estampas de flores. Uma blusa lilás sem mangas e por cima uma casaquinho branco.

Assim que desceu para o salão da Grifinória, seus olhos arregalaram. Havia uma festa rolando ali. Os alunos davam uma festa em comemoração a vitória do time de quadribol. Eles gritavam, riam, conversavam é cantavam. E principalmente, gritavam o nome do ruivo. O clamando de o rei dos goleiros. Amy se aproximou de Hermione, que se escorava em uma parede, com a cara emburrada. A Granger quando notou a amiga, soltou um sorriso.

— Você jogou muito bem, Amélia. — abraçou a morena, que retribuiu o sorriso.

— Obrigada, Mione.

Harry se aproximou das duas, e Hermione fechou sua expressão ao vê o rosto do Potter.

— Você não devia ter feito isso. Você ouviu o que Slughorn disse, é ilegal.

— Do que é que você estar falando? — indagou Harry, fingindo não saber. Amélia arqueou as sobrancelhas. Ele realmente deu a Rony a Felix Felicis? — Eu poderia ter pensado em ter usado o feitiço confundus.

No mesmo momento as bochechas de Hermione ruborizaram.

— Foi diferente. Eram teste. Esse foi um jogo pra valer.

Harry rindo abertamente, meteu a mão no bolso da camisa e tirou o frasquinho que Hermione vira em sua mão naquela manhã. Estava cheio de uma poção dourada, e a rolha continuava lacrada com cera.

— Você não pôs nada. — murmurou incrédula. Potter negou com a cabeça. — Mas Rony achou que tinha posto. — ele afirmou, novamente com a cabeça.

— Harry você é um gênio. — Amélia disparou logo em seguida. — Rony fez tudo sozinho, pós ele se sentiu sortudo.

Os três riram virando-se para o ruivo, que no momento, estava no meio de uma rodinha. Sendo beijado por uma garota de longos cabelos castanhos e vestes coloridas. O queixo de Amy caiu, Harry soltou um sorriso, mas Hermione apertou os lábios e com os olhos cheios de lágrimas, deu um passo para o lado e saiu correndo em direção à porta. Amélia olhava a amiga desaparecer, e entendera o motivo. Virou-se para Potter, que ainda sorria em direção ao amigo. Fechando os punhos, pela primeira vez era queria acertar alguém tão forte. Mas colocou Hermione em primeiro lugar, e sairá atrás da Granger.

Amélia a encontrou na primeira sala de aula destrancada que experimentou abrir. Estava sentada em cima da escrivaninha do professor, sozinha, exceto por um pequeno círculo de passarinhos amarelos que piavam em torno de sua cabeça e que visivelmente ela acabara de conjurar. Amy não pôde deixar de sentir admiração por sua capacidade de realizar feitiços numa hora daquela.

— Oh, olá, Amy. — disse ela com a voz dura. — Eu estava praticando.

— Estou vendo. — abriu um sorriso admirado. — São lindos.

Não tinha ideia do que dizer à amiga. Perguntava-se se haveria uma chance de Hermione não ter visto Rony, de ter simplesmente saído da sala porque a comemoração estava muito barulhenta, quando ela comentou, em um tom anormalmente estridente.

— Rony parece estar se divertindo na comemoração.

— Eh, infelizmente.

— Infelizmente? — riu achando graça.

— Sim, infelizmente. Por que ele é um idiota.

A porta às costas das duas se escancarou. Para horror de Amélia, Rony entrou, rindo e puxando Lilá pela mão.

— Ah! — exclamou ele, parando imediatamente ao ver Amélia e Hermione.

— Opa. — disse Lilá, recuando com um acesso de risinhos. A porta tornou a se fechar.

Houve um silêncio horrível, que se avolumou como um vagalhão. Hermione encarou Rony, que se recusou a retribuir o olhar, mas disse com uma estranha mistura de bravata e constrangimento:

— Oi, Amy. Você jogou muito bem, para uma novata.

Hermione desceu da escrivaninha. O bando de passarinhos dourados continuou a pipilar rodeando sua cabeça, fazendo-a parecer uma estranha maquete do sistema solar com penas.

— Você não devia deixar a Lilá esperando lá fora. — disse baixinho. — Ela vai se perguntar aonde você terá ido.

Ela foi andando muito devagar em direção à porta. Amy olhou para Rony, que parecia aliviado por não ter acontecido nada pior.

— Oppugno. — veio um grito da porta.

Amélia se virou e viu Hermione apontando a varinha para Rony, uma expressão alucinada no rosto. O pequeno bando de passarinhos voou como uma saraivada de grossas balas douradas contra Rony, que ganiu e cobriu o rosto com as mãos, mas os pássaros atacaram, bicando e arranhando cada pedaço do corpo dele que puderam alcançar. Por sorte, o ruivo conseguira sair e fechar a porta antes que qualquer ave o seguisse.

A Volkov não aguentou mais ver a amiga suprimir o choro, e correu até ela lhe abraçando fortemente. E a Granger se derramou em prantos, agarrando Amy. A mesma que afagou seus cabelos, e murmurou palavras de coragem. Após um tempo chorando e gritando que o Weasley era um babaca, Hermione se acalmou. E voltou a se sentar junto à amiga, apoiando a cabeça no ombro da mesma.

— Amy, posso te fazer uma pergunta? — fungou secando as lágrimas. Amélia respondeu com um “sim”, então Hermione continuou. — O que você sente pelo Malfoy?

Amélia inclinou a cabeça para o lado, pensativa. Hermione ergueu os olhos para a jovem, que fritava seu cérebro pensando naquela pergunta.

— Você não sabe? — parecia pasma.

— Não sei nomear esse sentimento estranho. Pois nunca havia sentindo antes, são sentimentos e emoções desconhecidas. — respondeu Amélia coçando a bochecha.

— Amélia o jeito como você o olhava, não, o jeito como vocês se olhavam naquele dia me deixou extremamente horrorizada. — se sentou, arrumando os cabelos rebeldes. — Desculpe a palavra, Draco é um cretino que já prejudicou várias pessoas. — virou-se para encarar os olhos azuis da amiga. — Mas a forma que ele olhava pra você, era um olhar diferente do que ele dava para todos. Era o mesmo olhar que o Harry dar para Gina ou o mesmo olhar que eu olho para o idiota do Rony.

— Você gosta do Rony. — indagou Amélia franzindo o cenho.

— Isso mesmo. — rebateu a Granger. — Você deve gostar dele.

— Eu? — a morena apontou para si mesmo. Pensando seriamente no que a amiga dissera, a mesma que arregalou os olhos ao vê-la corar violentamente.

Hermione riu da reação demorada de Amélia.

 

 

 



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