História Labareda de Sombras - Capítulo 4


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Categorias A Rainha Vermelha
Personagens Mare Barrow, Príncipe Maven Calore, Tiberias Calore "Cal" VII
Tags A Rainha Vermelha, Cal Calore, Jogo Político, Mare Barrow, Maven Calore, Original, Red Queen, Romance, Segredos
Visualizações 22
Palavras 1.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pintura de Kay Polk.
Sobre a artista:
Kay foi uma artista premiada e sua carreira durou mais de 30 anos. Nacionalmente conhecida por seus retratos sensíveis e honestos de crianças, suas realizações incluíram o status de assinatura em Knickerbocker Artists, NY e Pastel Society of America, NY. Kay foi uma talentosa retratista que foi finalista no Concurso Internacional de Retrato de 2006, vencedora do Primeiro Lugar na categoria Head and Shoulders da Competição Apenas para Membros de 2008, e serviu como a primeira cadeira do Comitê de Mentoring do Cecilia Beaux Forum.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Labareda de Sombras - Capítulo 4 - Capítulo 4

 Flashback

Balançando seus pequenos pés suspensos no banco alto em que estava, Lena, brinca de acompanhar as gotas de chuva que escorriam pelo vidro da janela. As formas que faziam e como se desenrolavam com o vento a deixavam fascinada. Algumas gotas eram mais rápidas que outras, às vezes umas  ficavam estáticas na janela sem se movimentarem, outras fundiam-se, pegando impulso umas com as outras chegando mais rápido até o batente da janela.

Estava chovendo muito, o céu cinza e melancólico despejava gotas grandes e grossas sem cessar, a escuridão das nuvens só ganhava cores quando os relâmpagos mostravam o seu esplendor cortando o céu subitamente.

Como uma menina crescida, ou pelo menos como Tia Josy lhe dizia que era, Lena já não tinha medo de raios ou trovões, ou tentava não ter sempre que os via "o barulho vem e vai embora rápido, não há com o que se preocupar" ela dizia para si mesma, repetindo as palavras de sua tia.

Não havia nada para se fazer naquela sala vazia. Já fazia algum tempo desde que ela e tia Josy caminharam de baixo da forte chuva até chegarem onde estavam, e desde então a deixaram ali sentada consigo mesma e sua própria imaginação.

Quando a porta finalmente se abre Lena olha curiosa de imediato.

— Venha Lena, já está na hora. — diz sua tia, gesticulando com as mãos.

Atrás da porta um homem alto, corpulento e horripilante aparece, por trás de sua máscara apenas seus olhos brilham. Com medo, Lena apressa mais os passos para se achegar e agarrar com urgência as mãos da tia que mal pega nas mãozinhas da menina e já a conduzir com presa por um longo e largo corredor.

— Vamos embora agora? — Pergunta Lena, voltando seus olhos para cima. Se Josy fosse uma pessoa um tanto quando observadora viria o grande temor presente nos grandes olhos amendoados da garota, mas ela não era. Acompanhando seus passos, o sentinela não desgrudava os olhos delas. A cada passo que ele dava atrás das duas como uma sombra diabólica, as mãos de Lena suavam e escorregava da mão da tia.

— Agora presta atenção — Josy diz séria para Lena depois de se agachar a sua frente para que seus olhos ficassem nivelados com os delas. O caminho já havia acabado e a frente só existia uma porta.— Quando entrarmos nesse porta você vai ficar quietinha, entendeu? Só vai falar quando alguém te perguntar alguma coisa! Você está me entendendo? — Diz colando os olhos afiados na menina, apenas desviando o olhar por um segundo para passar no guarda. Não era só em Lena que ele causava medo.

Lena apenas concorda com a cabeça permanecendo quieta assim como quando entrou ali.

A sala é ampla e além do trono que ocupa seu meio não há mais nenhum móvel. Um homem grande de cabelos e vestes pretas está sentado nele, do seu lado um outro homem mais velho com cabelos grisalhos em alguns pontos da cabeça.

Depois de passar do batente da porta elas dão apenas três passos, ficando a uma grande distância dos homens que as observavam sérios do meio do salão.

Tiberias, sentado em seu trono observa com atenção a menina que segura nas mãos da mulher da casa Danys. Seus olhos se concentram ainda mais em seu pequeno rosto e seu cabelo negro molhado e bagunçado colado em seu rosto. Sua capa de chuva amarela é bem maior que seus braços, deixando ainda mais desengonçada sua postura. A menina, pelas contas que faz rapidamente deve ter no máximo uns três anos. Ele consegue, mesmo que não querendo, ver os traços duros e expressivos da mãe, além das características marcantes e históricos de sua família.

— Traga a menina mais perto. — Ele se dirige a tia que o olha controladamente, mas impaciente.

Em reluta, mas sob o olhar severo da tia, Lena dá alguns passos para frente em direção ao homem sentado. As botas de borracha chiam em contato com o chão. Quando se encontra suficientemente perto dele, ela para e o encara virando um tiquinho de nada sua cabeça para o lado para poder o ver melhor, já que seu cabelo está grudado na pele úmida de seu rosto, porém com medo reluta em tirar a mecha de lá.  

— Quantos anos você tem? —  Tiberias pergunta a Lena, curvando o corpo para frente ficando um pouco mais próximo da menina.

—  Já disse que ela tem três anos. — Josy rebate, as costas da menina.

—  Silêncio mulher! Ninguém permitiu que falasse nada. —  O homem ao lado do rei grita em ordem para Josy, sua voz grossa ecoa pelo salão, Tiberias parece não se importar com a afronta dirigida a ele, está ocupado demais observando a garota a sua frente. Já Lena, com o coração aos pulos não vê a hora de voltar para casa.

Seus pequenos olhos piscam, calmos e devagar, mas ela não responde a pergunta.

Com um suspiro fundo e cançado Tiberias volta a encostar suas costas no encosto da cadeira, passando a mão pela barba por fazer.

— Você realmente tem certeza dos resultados? Preciso de certeza. — Questiona Doel.

— Sim, pela quantidade de vezes que fizemos os exames com as amostras recolhidas não há mais dúvidas.  

— Certo. —  Tiberias diz seco, estava decidido e já havia feito sua escolha. —  Diga para chamar alguns criados e fale a eles para hospedar a menina em qualquer um dos quartos.

Sem dizer mais nada Doel sai da sala por uma porta à sua direita e não demora nem um minuto para que volte com duas mulheres de vestido branco e capas vermelhas, Lena que segundos antes apenas estava curiosa pelo local agora se concentra nas moças de vermelho.

Chegando mais perto da menina pegando a sua mão e a levantando em direção as criadas, Josy a entregava a corte sem pestanejar.

— Agora você vai com elas, Lena. Já está tarde e não é mais hora de você ficar aqui. Vá com elas. —  Josy diz antes que a menina faça qualquer coisa, nunca gostou de choradeira e não seria agora que ela teria que aguentar a de Lena ainda mais na frente do rei.

Receosa, mas obediente Lena vai a passos lentos, não queria sair de perto da tia, ainda mais com o monstro do lado de fora, a chuva e os trovões.

Posteriormente, quando tivesse por volta de uns 5 anos ela só se lembraria da rápida olhada pelos ombros que daria já perto da saída e da mão calejada da criada que a segurava no braço.

 

— Agora que as crianças já foram dormir, podemos ir aos negócios? —  Diz Josy.

—  Direto ao ponto, certamente vejo que é uma mulher de negócios, nada parecida com sua irmã, ou quase não muito parecida, pelo que me lembro dela. — Tiberias responde se movendo não muito confortavelmente na cadeira extremamente confortável. A verdade é que não se recordava muito da mãe da menina, apenas se lembrava que seu nome era Crystal e que quando dormiu com ela apenas imaginava estar com a mulher que sempre amou. Já fizera isso algumas vezes e com outras mulheres. Todas as vezes bêbado, muito bêbado. Mas dessa vez e com essa mulher as consequências passaram apenas uma ressaca do dia seguinte para uma menina que aparece repentinamente três anos depois. —  Onde ela está? Crystal, não é mesmo?

Pelo olhar da irmã Tiberias pode perceber que não fizera a melhor das perguntas, mas ela já deveria imaginar que ele teria muito mais o que fazer do que recordar nomes de mulheres, ele tinha pessoas que faziam isso por ele.

— Isso mesmo, Crystal Danys! E não vejo o porque em delongas, você já está com a menina, cumpri minha parte do acordo, agora quero que cumpra com a sua e irei embora.

— Certo, melhor assim. O que você quer mesmo? — Tiberias levanta de onde estava e segue para mais perto da mulher a sua frente, Doel, cauteloso apenas o observa.  

—  O que eu quero não é muito difícil para você, suponho. Quero terras ao sul de Norta, sei que a pouco tempo você e sua corte estavam remanejando as terras, pois então, quero uma parte delas, tantas que me nomeie baronesa.

— Mas isso é um absurdo, essas terras pertencem a famílias maiores que a sua, e elas não ficaram nem um pouco contentes em perderem nem um metro sequer delas. — Doel diz intervindo na conversa.

Com um aceno de mão Tiberias faz com que ele pare. Essa era a função de Doel, ser o conselheiro e acompanhar o rei nessa tarefa delicada de assumir um filho fora do casamento político que tinha com Elara, mas suas colocações deixavam Tiberias irritado, mesmo que tendo a razão.

—  E em troca você ficaria de boca fechada, suponho? —  Diz Tiberias.

— Certamente nunca mais me verá na vida e nem a menina, ela é de sua extrema responsabilidade agora, pode fazer com ela o que bem entender. E claro darei um jeito de ninguém nunca saber de onde ela veio e muito menos quem é a mãe.

— Feito. As terras serão suas como pede e isso não irá demorar muito a ser feito.

— Certo! Foi muito bom fazer negócios com você. — Com uma sutil mexida de cabeça Josy da sua reverência e segue seu caminho, mas para e diz — Ela morreu quando estava dando a luz, acaso ela viva e queira saber disso.

— Majestade, não gosto de me intrometer mais do que o devido em seus negócios mas sou contratado para isso e devo dizer que isso é loucura, as casas que detém as terras remanejadas não vão deixar que isso passe batido; principalmente a Samos e a Arven. Além do mais não irá demorar muito até que vejam essa menina, estamos cercados por olhos a todo momento. — Doel questiona, já ambos sozinhos no salão.

— Eu sei. Não pretendo dar tantas terras assim para essa aí, dê a ela apenas uns hectares e o título de baronesa, pois certamente ele não virá aqui para refazer o acordo e se por  algum acaso vier, a mate. Mas por hora quero que o acordo seja cumprido, essa história já será por si só um escanda-lo, mas pretendo mantê-la. Ela tem meu sangue no fim das contas. Pode não ter meu nome, mas pelo menos viverá aqui onde posso ter mais controle da situação.  

— E o que pretende fazer com relação a rainha? Certamente que não ficará muito feliz com a notícia, ainda mais se ela vier a público.

— O que ela poderá fazer? Deixe que com ela eu mesmo resolvo, apenas foque nos acordos.  




 

 

 


Notas Finais


Me desculpem a demora da postagem, pretendo vir com o próximo o mais breve possível. Espero que gostem do capítulo, mesmo sendo curtinho. :)


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