História Lábios Rojos - Capítulo 1


Escrita por: e Lady_Jennya

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V)
Tags Afrodite!seokjin, Marte!ares, Marte!taehyung, Mitologia, Taejin
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Palavras 11.075
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Debut do projeto! Quero primeiramente agradecer por tudo!

Espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Teus Lábios Rojos


Fanfic / Fanfiction Lábios Rojos - Capítulo 1 - Teus Lábios Rojos

Labios Rojos 

 

SeokJin, mais conhecido como Afrodite no mundo dos deuses, um vaidoso, dono de uma beleza esplêndida e digno de tudo e todos aos seus pés. Amava todos os tipos de luxos e cortejos que recebia de outros deuses, sempre atento a tudo e todos. Dificilmente tinha seu orgulho ferido e se sentia inferior a alguém. 

 

Vestindo um belo vestido grego branco, com fendas dos dois lados, deixando suas belas pernas à mostra ao caminhar, seus braços a mostra pelo vestido de alça larga e com um cinto dourado, Seokjin era recheado de luxos, como ouro, rubis e esmeraldas; seus fios loiros eram seu maior tesouro e arma de sedução. 

 

Abriu a porta feita de ouro puro do grande salão do Olimpo, atraindo todos os olhares para si. Logo ouviu comentários sobre sua infinita beleza, e também sobre seu cinturão. Ao seu encontro veio Hefesto, o deus do fogo. Tinha uma grande paixão pelo belo, e sempre que podia, o cortejava das maneiras mais descaradas deixando explícito seu interesse.

 

Hefesto se aproximou segurando em sua mão, com carinho, o ajudando a subir as escadas que o levariam ao seu lugar de destaque entre os deuses.

 

— Obrigado. — disse, se virando para o ruivo. — Hefesto. — Sua voz saiu rouca e baixa em seguida dando um beijo na bochecha do deus do fogo.

 

— Devia parar de iludir o pobre coitado apaixonado, não acha, Afrodite? — Zeus, seu pai, tomou a palavra, recebendo uma revirada de olhos por parte de SeokJin. 

 

O loiro se sentou em seu aposentos, dobrando uma perna e deixando a outra esticada, a mostra. 

 

— Ele se ilude porque quer, eu não fiz nada. — respondeu, simplista, mexendo em seu cinturão. 

 

— Sabe, eu acho que você devia se casar logo Afrodite. Como um deus, devia se preocupar com sua linhagem, afinal de contas, você é um hermafrodita e pode conceber filhos. — Medusa tomou a palavra. 

— Por que você não faz isso? — 

 

Seokjin a fuzilou com o olhar.

 

 — Se eu fosse você, cuidaria melhor de seu maridinho. Ele fica muito sozinho, não acha? — Seokjin alfinetou a bela mulher.

 

Medusa, em sua velocidade descomunal , agarrou o pescoço de Afrodite, a encarando dentro dos olhos, com ódio puro, afinal, aquele que tanto invejava, tinha um sorriso cínico no rosto.

 

— Poseidon fica tão sozinho… não pôde ter minha bela irmã, e foi atrás de você. — Afrodite disse. Com seu cinturão, amarrou o braço de medusa, ameaçando arrancá-lo fora. — Não se esqueça que é uma mera mortal entre nós.

 

Medusa largou seu pescoço, voltando ao seus aposentos. Mas estava disposta a usar de seu ponto fraco, queria ver Afrodite humilhado e faria isso.

 

— Afrodite se gaba de sua graciosidade e inteligência, contudo, ela não pode ter tudo que quer, não é mesmo, meu querido? — Perguntou em um tom de ironia.

 

— Do que está falando? — perguntou Seokjin. 

 

— Todos sabemos que você seduz todos que lhe atraem, mas tem um em questão que, mesmo querendo, você não conseguiria. — ditou, recebendo um olhar curioso de todos. — Nosso querido Taehyung, ou melhor, Marte, deus da guerra. 

 

— Está me desafiando? — perguntou irado com a mulher. — Afinal, que tipo de deusa é você? Eu devia acabar com o que minha irmã começou. Víbora nojenta.

 

Afrodite se levantou, arrancando o cinturão de seu vestido e o batendo no chão como um chicote. 

 

— Não ouse tomar a palavra para falar asneiras! Você se acha demais, então, já que é assim, vamos lá! Revele para todos aqui quem me mandou seduzir Hércules e depois o apunhalar pelas costas. — disse severo. 

 

— Isso é verdade Medusa? — Atena se pronunciou. — Acalmem-se todos e então faremos o seguinte: Afrodite se conseguires o amor de Marte, Medusa terá que pagar por sua afronta, caso contrário você será penalizado.

 

— Estou vendo que além de minha rival, quer me humilhar diante de todos aqui presentes. — respondeu. — Não vou dar esse gostinho a vocês. 

 

Seokjin saiu possesso da grande sala, seguindo pelos enormes corredores. Seu coração estava apertado. Ser um deus vingativo lhe machucava o coração, todavia, iria cumprir o que lhe fora proposto. Lágrimas de ódio escorreram de seus belos olhos.

 

Alguns dias depois

 

Se aproximar de Marte não foi fácil. O mesmo vivia em guerras e campos de batalhas, e foi em uma dessas que Afrodite lhe acertou uma flecha, causando uma enorme revolta no guerreiro, que saiu do campo em sua direção. Com um corpo musculoso e cheio de cicatrizes, cabelos suados e pele amorenada, se aproximou segurando firme o queixo do deus do amor.

 

— O que pensas que estás fazendo? — sua voz saiu rouca, causando um arrepio na pele embranquecida do menor. — Me acertares com uma flecha. — arrancou a mesma de seu peito jogando-a no chão.

 

— Sabes o porquê estou aqui. Estou perdidamente apaixonado por si, Marte. O quero pra mim. — respondeu , colocando a mão por cima da que segurava seu queixo. 

— O que me levaria a ter um relacionamento com uma meretriz? — se afastou, virando-se de costas para o Kim. 

 

— Como? O que lhe garante que eu me trate feito uma prostituta? — perguntou indignado com tal afirmação.

 

— Talvez Hermes, Apolo, Dionísio, meu irmão Ares... — se virou novamente, vendo a face entristecida de Afrodite. 

 

— Não penses assim de minha pessoa, sou alguém com sentimentos e desejos. Por isso, lhe quero Marte, lhe quero como nunca quis ninguém. — disse , logo colando seu corpo ao dele e rodeando seu pescoço. 

 

Nesse dia, SeokJin conseguiu conquistar a confiança de Taehyung, e passaram a conversar e passear juntos pelos céus e terras.

 

 Estavam em um belo jardim do Olimpo, onde a grama era verde e grandes árvores se faziam presente. Havia um belo rio no meio de tudo aquilo.

 

 Se sentaram às margens, conversando sobre algo banal. Cada vez mais se aproximavam um do outro. Taehyung segurou a mão de Seokjin mas logo se afastou. 

 

— O que houve? — questionou, temendo a resposta do moreno. 

— Afrodite, deus do amor, sedução e vingança, temo por você, por mim e por nós, temo por esse sentimento que surgiu dentro de mim e que me queima como chama. Seus labios rojos são uma tentação. Queria eu provar deles, sentir tua textura. — passou os indicadores pelos lábios avermelhados de SeokJin. 

 

— E por que não arrisca? — perguntou Seokjin, rente ao rosto do outro deus.

 

— Sei de seus relacionamentos com Apolo, Hermes, Adônis... não quero ser apenas mais um em sua lista. — tentou se levantar, mas teve sua mão segurada, o impedindo de prosseguir.

 

— Saibas que és único em minha vida, já tive outras aventuras, contudo, com você é diferente. Eu o amo, o quero para comigo e não irei desistir de seu amor. Por favor, viva comigo, seja feliz comigo, me ame como eu amo você.

 

A declaração deixou Taehyung alegre e confuso ao mesmo tempo, porém não pensou duas vezes antes de atacar aqueles lábios que tanta ansiava. Taehyung abusava dos toques, apertando a carne macia do corpo de SeokJin, beijando seus lábios de maneira agressiva, mordendo -os, enquanto suas línguas se entrelaçavam, querendo cada vez mais contato. Para o deus da guerra, aquele beijo se assemelhava a melhor das batalhas que já vivenciara em todos seus milênios de idade. Abandonou a boca de Afrodite, vendo-o ficar mole em seus braços, com os olhos fechados e a boca entreaberta, vermelha e inchada.

 

— Posso ser bruto e amar a guerra, mas aprendi a apreciar a mais bela das artes. — disse sorrindo , colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha de SeokJin. — Afrodite. — chamou.

 

— Sim? O que deseja? 

 

— Se desnude para mim. — pediu. — quero conhecer seu corpo.

 

Taehyung se afastou, vendo os atos do loiro. Estava fascinado por tamanha beleza. Seus olhos capturaram cada movimento, desde as mãos de SeokJin indo lentamente até o botão que prendia sua vestimentas no ombro esquerdo, até quando o tirou. Seus olhos seguiram aquele belo vestido azul escuro deslizar de seus ombros, caindo até sua cintura, onde o deus tirou seu cinturão e o jogando no chão. Logo, o vestido terminou de cair e com leves movimentos, o arremessou para longe de seu corpo. As mãos finas e delicadas correram até o tecido fino de sua garter branca, a desafivelando e a jogando para o outro lado, ficando completamente nu.

 

 Os olhos do deus da guerra fizeram uma trilha por todo aquele corpo branco, sem marcas e com curvas perfeitas; seus ombros largos, sua cintura delineada, suas coxas grossas: uma verdadeira tentação. 

 

Se levantou, agradecia por estar vestindo vestes simples, sendo um quíton marrom com fios de ouro e sua gladiadora de ouro. Se aproximou devagar, levando sua destra até os fios claros, os puxando, fazendo com que tombasse sua cabeça para o lado e deixando seu pescoço exposto. Sua boca foi de encontro a pele clara a beijando, fazendo SeokJin soltar arfares 

 

Se afastou do pescoço, agora marcado. Suas mãos foram até as costas de Afrodite, colando seu corpo ao dele. Sua destra percorria suas costas, fazendo um caminho acompanhado de sua canhota, apalpando cada pedaço de pele encontrado pelo caminho. Taehyung se aproximou para beijar aqueles lábios tão convidativos, mas parou no meio do caminho, fitando algo atrás de SeokJin.

 

— O que houve? — perguntou o deus do amor, querendo se virar, todavia, sendo impedido por Marte. 

 

— Não se vire, não assim! — tirou a parte de cima de suas vestes, a enrolando no corpo de SeokJin. 

Saiu da frente de Afrodite, o deixando confuso.

 

— Onde vai? — perguntou ao ver o outro se afastar.

 

Levou um susto ao ver Marte aparecer de surpresa arrancando alguém de trás das árvores altas daquele jardim. Era Hermes, o mensageiro.

 

— O que estava fazendo aí? — perguntou SeokJin. — Estava me espionando, Hermes? 

 

— N-não, meu senhor! E-eu estava andando pelos arredores qu-quando vi os senhores. — gaguejava enquanto falava.

 

Das mãos de Taehyung saiu um chicote, que fez um alto estalo ao se chocar com o chão. O chicote era de couro com pontas de ferro, entre elas, passavam-se riscas de fogo.

 

— Está com problemas de memória Hermes? É melhor contar a verdade. — disse, batendo o chicote no chão. 

 

— Tudo bem, eu digo, eu digo… por favor, deus Marte, abaixe essa arma e tenha piedade de mim! — suplicou. — Eu estava passando pelo jardim quando vi Afrodite se despir, e... eu queria vê-lo sem suas vestes, pois desde nosso pequeno romance, ele nunca teve essa intimidade comigo. Eu quis ter o privilégio de o ver nu. — respondeu, tremendo. 

 

Taehyung guardou seu chicote, jogando Hermes no chão. 

 

— Você decide o que fazer com ele. — se virou de costas. 

 

Afrodite se ajoelhou no chão rente ao rosto do mensageiro, seus olhos ficaram vermelhos e logo o encantou.

 

— Você vai até Medusa e olhará diretamente em seus olhos. — deu um beijo em sua bochecha. 

 

Após Hermes, completamente enfeitiçado, sair de sua presença, Taehyung agarrou SeokJin o pegando em seus braços musculosos.

 

— O que está fazendo? — SeokJin sorriu.

 

— Indo para um lugar onde possamos ficar mais a vontade, amor. — beijou os lábios avermelhados.

 

— Mas... minhas roupas…

 

— Deixe aí. Ninguém liga. — respondeu Taehyung.

 

Quebra de tempo 

 

Em um único salto, Taehyung alcançou seu destino: o planeta Marte. Lá as coisas eram diferentes do Olimpo, com seu solo avermelhado e com marcas de batalhas; sua temperatura era muito fria, o que fez Afrodite se encolher nos braços de Marte. 

 

— Aqui faz frio! — se encolheu ainda mais, já que suas pernas estavam desnudas.

 

Taehyung soltou uma risada alta e gostosa de se ouvir. Estava mais do que acostumado com aquela temperatura tão baixa, pois era isso que lhe ajudava na maioria das batalhas. Andando, entrou em seu templo, o qual era feito de ouro e bronze. Fez um caminho curto até seu quarto, onde, assim que entrou, fechou a enorme e pesada porta atrás de si e em seguida jogou Afrodite em sua cama, esta que era demasiada grande.

 

 Seokjin se posicionou apoiado nos cotovelos e de pernas dobradas, vendo Marte arrancar suas vestimentas, deixando seu corpo bronzeado e cheio de marcas exposto. Não sabia como, mas aquele deus dava quase três de si.

 

O deus da guerra se aproximou de Afrodite, chegando próximo ao seu rosto, o puxando bruscamente pelas pernas até a beirada da cama. Com o olhar conectado ao de Afrodite, foi se aproximando de suas coxas, deixando sua respiração bater em sua pele, a fazendo ficar arrepiada. Com um sorriso, levou sua boca até a interior das coxas de SeokJin, o fazendo arquear as costas. Seus beijos iam subindo cada vez mais, indo até sua virilha e passando a ponta do nariz por ela. Suas mãos seguiram até as nádegas fartas, preenchendo-as em suas mãos. Seus lábios passaram superficialmente pelo membro já desperto do deus.

 

— Tão perfeito... — deu um beijo na barriga de Afrodite e se levantou, posicionando-se entre as pernas de SeokJin.

 

Segurou as mãos do loiro, entrelaçando seus dedos, os colocando acima da cabeça do outro e prendendo as mãos do deus juntas com apenas sua destra. Com a mão livre, percorreu todo o corpo alvo abaixo de si. Afrodite tinha a respiração descompassada num ritmo nervoso . 

 

— Está com medo? — perguntou Taehyung perto do ouvido de SeokJin, para logo em seguida morder sua cartilagem. — Me responda! — disse autoritário, introduzindo seu indicador no interior de Afrodite. 

 

— Não. — gemeu sôfrego ao responder.

 

— Então por que estás a tremer? — arqueou a sobrancelha, começando a estocar seu interior, enquanto curvava a ponta de seu dígito, acertando em cheio a parte sensível do corpo do deus do amor. 

 

— Por favor... — pediu arrastado, tentando livrar suas mãos do aperto. 

 

— O que você quer? — perguntou sorrindo

 

— Eu quero você, eu quero você. — dizia entre gemidos.

 

Seus lábios se curvaram, fazendo uma trilha da bochecha até o pescoço de SeokJin, mordendo aquela região e chupando a pele, fazendo-a ficar marcada em cada parte. Suas mãos pegaram novamente as do outro, levando acima da cabeça do amado, onde entrelaçou seus dedos, impedindo que SeokJin conseguisse movê-las.

 

Um instinto que Taehyung tinha, era em ser bruto e violento, influenciado em suas aventuras, pois na maioria das vezes, acabava por machucar seus parceiros, mas com Afrodite foi diferente, não conseguiu ser bruto. Seu instinto de deus da guerra havia ido por água abaixo ao ver aquele rosto tão angelical inebriado de desejo, ansiando por tê-lo de uma vez por todas. 

 

Beijou os lábios fartos de SeokJin, nome este dado assim que nasceu por sua mãe, assim como todos os outros tinham nomes diferentes dos nomes divinos. Seus lábios se mexiam em perfeita sincronia, onde suas línguas dançavam. Taehyung começou a invadir aquele corpo e se afastou ao perceber que o amante tinha expressões dolorosas no rosto. Permaneceu em cima dele, porém não avançou em seu ato. Deixou uma das mãos do amado e levou ao rosto do mesmo enxugando uma lágrima que caiu de seus belos olhos azuis. 

 

— Você nunca foi desposado? — perguntou, vendo os lábios de Afrodite se abrirem. 

 

— Nunca. És o primeiro em toda minha vida — respondeu. — Continue, por favor. 

 

Marte apenas assentiu com a cabeça, voltando ao ato. Afundou seu rosto no pescoço de Afrodite, começando a ondular seu quadril, a cada investida. Afrodite abria a boca em um grito mudo, arqueava as costas à medida que Marte acelerava e colocava mais força, enquanto maltratava do pescoço e barriga de SeokJin. Os pés do loiro se movimentavam apertando o lençol e suas mãos tentavam se livrar do aperto que o amado insistia, não deixando tocá-lo.

 

 O quarto estava quente; diferente de quando entraram, a cama já se encontrava toda bagunçada, com os corpos ocupando seu espaço, rolando pelo colchão, onde Taehyung aproveitava de cada parte disponível daquele ser divino que tanto amava. Ver os olhos de Afrodite revirando de tanto prazer enquanto o amava da maneira mais sem vergonha, e sem nenhum pudor, era inebriante. Puxou o deus do amor em seu colo, transgredindo qualquer sentimento ruim. Ver SeokJin jogar a cabeça para trás cada vez que lhe atingia, o causava uma sensação boa em ver que estava satisfazendo o amado, cometendo um pecado entre eles. 

 

Os olhos do deus da guerra estavam oscilando seu desejo naquele corpo, o que era algo desproporcional. Sentia vontade de tomá-lo o dia inteiro ou a noite inteira. Sua natureza selvagem estava tentando domá-lo ao nível que jogou SeokJin no colchão saindo de seu corpo apenas para retornar sem prévio aviso, agarrando suas coxas grossas e as mordendo.

 

 Afrodite alcançou seu limite extremo, se deixando levar pela sensação de leveza ao atingir seu ápice. Sentia seu corpo ser balançando para frente e para trás por aquele que tanto ama, até sentir-se completo e preenchido por aquele ser tão lindo e selvagem. Taehyung se retirou do corpo do amado, deitando ao seu lado onde abraçou o tão delicado ser, passando as mãos por seus fios claros. 

 

— Foi maravilhoso. — disse Afrodite, sorrindo. 

 

— Que bom que gostou, me preocupei em te machucar. — deu um beijo no topo de sua cabeça. 

 

— Não vai me machucar nunca, sinto isso. — levantou a cabeça, ficando rente ao rosto de Marte com suas respirações se juntando. — Sabe, eu queria te dizer algo já faz um tempo. — Começou a brincar com os lábios do deus da guerra passando a ponta de seus dedos sobre eles. — Eu te amo. — disse sem fazer rodeios. 

 

Taehyung segurou a mão que lhe acariciava, beijando-a em seguida, depois segurando a nuca do companheiro, beijando seus lábios, um único selar.

 

— Eu também te amo. É difícil pra mim dizer essas palavras mas você dispersou o melhor de mim. Por favor não brinque comigo… me diga se vai fugir de mim depois, se vai me abandonar depois, eu acho que me mataria por dentro. — disse encarando aqueles belos olhos que lembrava o mais belo oceano.

 

— Eu não irei fugir. Fui atrás de você, então porque fugiria de ti? O amo, o quero, para sempre em minha vida, e por favor, não deixe que Hefesto se aproxime novamente. — disse tudo isso deixando uma única lágrima escorrer, que feriu seu belo rosto logo cicatrizando.

 

— Não chore, suas lágrimas possuem um poder altamente puro. Isso machuca tua bela pele. — disse passando a mão pela recente cicatriz. — Não deixarei aquele monstro lhe assediar, se for preciso arrancarei a cabeça dele e lhe darei de presente. 

 

Após aquele dia, viveram juntos por um longo tempo, onde suas noites eram sempre quentes, suas declarações, a paixão que os nutria, pareciam não ter fim.

 

2 Meses depois 

 

Afrodite se encontrava em seus aposentos, na parte inferior de seu quarto onde havia seu lugar reservado de banho e afins. Estava sentado na beirada da piscina com a mão nos cabelos, não acreditando no que estava acontecendo.

 

Teria um bebê, um bebê de Marte. Sua barriga tinha uma pequena elevação, demonstrando sua possível gravidez.

 

Dentro do salão principal, onde os deuses se reuniam para algo, uma coisa rara aconteceu, Marte estava entre eles entrou pelo portão principal do Olimpo logo tomando seu lugar de destaque. 

 

— Olha quem temos aqui! — disse Hera, aplaudindo a recente aparição do deus da guerra. 

 

— Seja bem vindo de volta, Marte! — Zeus lhe disse. 

 

— Obrigado. — respondeu indiferente.

 

— O que te fez vir ao nosso Olimpo depois de tantos séculos? — perguntou, Hera curiosa como era.

 

— Afrodite é o motivo do meu retorno. — respondeu. — Falando nisso, onde ele está? — perguntou. 

 

— Pelo jeito você perdeu a aposta. Minha querida Medusa terá que pagar por sua afronta a minha irmã. — disse Atena.

 

— Não acredito nisso. — Medusa tinha o olhar incrédulo. — Ele não pode ter conseguido, não pode. 

 

— Do que estão falando? Podem me dizer? — Marte se encontrava confuso diante aquela cena. 

 

— Pelo jeito não sabes da aposta entre Medusa e Afrodite. — Hera debochou. — Pois bem, vou lhe dizer. Afrodite e Medusa apostaram o seu amor. E caso Afrodite conseguisse ter você, ela venceria e faria Medusa pagar por todas suas afrontas. 

 

— Está me dizendo que Afrodite estava comigo por uma aposta? — se levantou de seu trono. 

 

—Sim, ele estava com você para não perder a aposta e ser penalizado. — Hera responde-lhe com todo veneno possível. 

 

Taehyung se virou de costas para todos, tinha a mão no rosto, estava nervoso e não acreditando no que tinham lhe dito. 

 

— Isso só pode ser mais uma de várias mentiras desse lugar. — se virou respondendo aos deuses. 

 

Logo outra presença divina se fez presente: Afrodite adentrou o salão, gracioso como sempre com seu vestido longo rosa bebê de apenas uma manga no ombro e o outro desnudo juntamente de seu braço; na manga curta do outro, vinha como se fosse um véu fino e rosa até o chão e na cintura um belo cinturão de ouro; os braceletes também de outro em seus pulsos. Taehyung o encarou de cima abaixo, estava muito belo, e algo nele o fazia ficar mais charmoso que os outros dias.

 

O loiro foi até Marte, deixando um beijo em seus lábios, ficando na ponta dos pés, mas o beijo não foi retribuído. 

 

— Vamos, meu belo Afrodite. — Hera começou a andar por trás de Afrodite, o fazendo se virar. — Diga ao seu amado Taehyung que tudo não passou de uma aposta entre você e Medusa, e que o enganou por todo esse tempo. 

 

— Isso é verdade, Afrodite? — perguntou o deus com a voz mansa.

 

SeokJin se virou para o moreno o olhando no fundo dos olhos, não conseguindo pronunciar nenhuma palavra. Então Marte agarrou seus braços com força, o sacudindo.

 

— ISSO É VERDADE?! — sua voz estava carregada de ódio. 

 

— Sim, é verdade. — respondeu com os olhos cheios d'água. — Me escuta, por favor. 

 

— Não acredito que me fez de bobo todo esse tempo. Você me prometeu, teve a cara de pau de mentir pra mim depois de tudo que eu lhe disse! —Taehyung o soltou bruscamente, fazendo-o cair no chão. 

 

Sem prévio aviso, o deus deu um salto, desaparecendo dentre as nuvens, sumindo da visão de todos ali. Afrodite chorava, suas lágrimas lhe feriam e tinha a mão sobre o ventre.

 

— Como se sente, Afrodite? — Medusa foi até o deus, sussurrando cinicamente em seu ouvido, para em seguida, dar uma gargalhada horrível.

 

Os olhos de Afrodite se transformaram em fogo vivo. Sem ninguém perceber, arrancou o cinturão de sua cintura e se virou de uma vez o enlaçando no pescoço de Medusa, este que começou a ressoar a bela voz de Afrodite com tipos de maldições.

 

— Maldita! Desgraçada, com o poder que a mim foi dado eu a amaldiçoo! Você irá sofrer por todos os dias dos meses e anos, irá morrer da forma mais dolorosa possível! — seu cinturão brilhava, quase cortando o pescoço da víbora. — Ah! — soltou um gemido de dor, colocando a mão na barriga.

Se afastou de todos, saindo correndo do salão.

 

—Odeio todos vocês, todos vocês! — gritou com raiva. 

 

Enquanto andava pelos corredores do templo, sentia-se muito mal. Saiu do templo indo para o jardim do Olimpo, onde caminhou até o lago que havia ali, se ajoelhando na frente dele.

 

—Taehyung… — disse começando a chorar, mas se levantou de uma vez ao sentir uma presença. Ao se virar, visualizou Hefesto o rodeando devagar. — O que queres, filho rejeitado de Hera? — sua voz foi firme. 

 

— O que quero? Você agora está livre, não tem mais ninguém para te bajular a não ser eu, meu amado Afrodite, e essa coisa em seu ventre. — apontou para a barriga de SeokJin. — Podemos dar um jeito… que tal matá-lo antes de nascer? Ou então jogá-lo daqui de cima como minha mãe fez comigo? Algum humanos iria encontrá-lo e cuidar dele assim como fez comigo. — sorriu. 

 

—Você é um asqueroso! Jamais me livrarei de um filho meu! Ponha-se em seu lugar, por mais que me queira, nunca me terás. — respondeu tentando se afastar do mesmo.

 

Hefesto, aproveitando do grande porte físico, agarrou Afrodite, criando uma bola de fogo em sua mão, ameaçando colocá-la em sua barriga. 

 

— Me solte! Me solte, Hefesto. — tentou se livrar do aperto.

 

— Jamais, meu belo amado. Agora irei lhe mostrar o verdadeiro significado de prazer. — sussurrou em seu ouvido, atacando seu pescoço. 

 

— ME SOLTA! — gritou. 

 

De longe, Marte, que ainda não tinha saído do Olimpo, ouviu o grito de Afrodite, e, mesmo morrendo de ódio pelo mesmo, cumpriria a promessa que fizera naquela cama. De suas mãos, forjou uma espada feita de ouro puro com pontas de prata de cada lado. Com um simples salto, parou atrás de Hefesto, silenciosamente. 

 

— Solta ele, eu não vou falar duas vezes. — a voz de Taehyung estava mais grossa que o normal.

 

— O que irá fazer? Me matar? Antes eu mato ele e te mato junto. — foi interrompido por Afrodite. 

 

— Me mate de uma vez. — não podia permitir que aquele infeliz contasse sobre seu bebê. 

— Você quem sabe. — sorriu de lado. 

 

Sua mão fez um giro, saindo uma linha de seda, onde manuseou a espada em uma velocidade desumana, fazendo a espada arrancar a cabeça do deus do fogo assim como o elemento seu corpo queimou transformando-se em cinzas sendo levado pelo vento. 

Afrodite respirou fundo vendo Taehyung virar as costas para ir embora.

 

— Espera, por favor, me ouça. — tentou se aproximar.

 

—Você brincou com meus sentimentos! Você é o pior dentre todos e eu odeio você, eu odeio você, Afrodite! Não o quero perto, não o quero ao meu lado, e preste bastante atenção... por você eu sinto apenas asco. — disse saindo da presença do deus do amor. 

 

O coração de SeokJin foi quebrado em mil pedaços, jamais imaginou que um deus pudesse se sentir tão horrível. Seus olhos marejaram de uma maneira terrível. Ser deus do amor não era uma tarefa fácil, se sentia destruído.

 

Algum tempo depois 

 

No monte Olimpo, tudo estava calmo. Se preparavam para o manjar, onde poderiam se alimentar com ambrosia, uma comida saborosa com poder de cura. Os deuses se sentaram em seus devidos lugares. Não havia somente doze deuses no Olimpo, outros também estavam fazendo morada por autorização de Zeus, como Medusa e Hefesto. Contudo, havia algum tempo que notaram o sumiço do deus do amor, da sexualidade e da beleza: Afrodite.

 

Em seus aposentos, Seokjin estava deitado no chão com a cabeça em uma almofada, em cima de uma cadeira. Estava vestido com roupas simples, como um vestido branco e nada mais, sua barriga já estava perceptível, e tudo que sabia fazer era tentar fingir que nada estava acontecendo. Não tinha superado aquela perda, estava sofrendo com seu coração vazio, um deus do amor sem amor. 

 

Muitos iam até sua porta oferecer-lhe algo para comer, mas sempre se recusava, seu bebê estava cada dia mais agitado, chutando sua barriga.

 

Ouviu batidas na porta de seu quarto, mas não respondeu não queria conversar com ninguém. 

 

— Afrodite, filho de Zeus, cujo nome de nascença é SeokJin, dado por sua mãe, uma ninfa. Abra a porta. — aquela voz doce era reconhecível em qualquer lugar, a matadora de deuses! 

 

SeokJin se levantou devagar indo até a porta a abrindo, a bela morena abriu-lhe um sorriso e o abraçou.

 

— Soube do ocorrido. — disse saindo do abraço e segurando suas mãos. — Eu sinto muito mesmo.

 

— Eu também sinto. — respondeu, lhe dando passagem. 

 

— E como está essa criaturinha? — perguntou pegando na barriga de Afrodite.

 

— Bem agitado. — respondeu sorrindo.

 

O dia foi prazeroso, conversaram sobre tudo que podiam, até a semideusa convencer Afrodite de ir até Marte e contar-lhe sobre o bebê.

Por trás da porta, Perséfone ouvia tudo cautelosamente. Apesar de ser esposa de Hades, queria se vingar de Afrodite pelo simples motivo de ter uma beleza maior que a sua. Medusa lhe aconselhou junto de Hera o que devia fazer para se vingar do deus do amor.

 

Passados três dias…

 

SeokJin vestiu sua melhor roupa, um vestido de linho azul céu, com uma presilha no ombro; era todo detalhado com fios de ouro. Seus braços continham braceletes de ouro e diamante. Seus fios loiros estavam mais reluzentes e em seu rosto havia uma pequena porção de maquiagem. Pediria a um mensageiro que a levasse até Marte. 

 

Planeta Marte-Sistema Solar 

 

Taehyung estava na sala de seu templo, sentado em seu divã enquanto tomava um pouco de vinho. Suas vestimentas eram da realeza, com sua armadura banhada a ouro. Sentiu uma presença em sua sala e já sabia quem era. 

 

— O que fazes aqui sem minha permissão,Perséfone? — perguntou com um tom indiferente e sem ânimo. 

 

— Bom, queria aproveitar essa estação do ano e visitar você, andas sumido e depois do ocorrido você parece deprimido. — respondeu se aproximando, tocando o ombro de Taehyung, que lhe arqueou uma sobrancelha.

 

—Pode ir agora, já fez o que queria. — ditou se levantando, pronto para sair da presença da deusa. 

 

— Espera! — a de olhos verdes segurou o braço de Marte, o impedindo de se afastar. — Vejo que está deprimido e triste, se sente sozinho… — segurou nos ombros fortes colocando-se nas pontas dos dedos.

 

— Bobagem. — disse.

— Deixe-me fazê-lo esquecer. — se aproximou do rosto do moreno. — Deixe-me mostrá-lo a paixão verdadeira longe dos braços dele. — ditou centímetros perto dos lábios do deus.

 

— Perséfone, tu és uma mulher comprometida, por favor deixe-me. — afastou a morena de si. 

 

Perséfone andou até até Taehyung, o puxando novamente pelo braço, preparada para dizer algo, quando viu a imagem de Afrodite entrar pela entrada principal. Não disse nada, apenas beijou Marte sem seu consentimento. 

 

Afrodite havia chegado ao planeta, andou um pouco subindo os degraus que haviam na entrada. Ao chegar lá em cima, respirou fundo e passou a mão na barriga.

 

—Vai dar tudo certo filho. — conversou com seu bebê, que parecia mais calmo após chegarem naquele lugar frio. 

 

Assim que passou pela entrada, viu a pior cena de sua vida, onde Perséfone, uma de suas rivais, beijava seu amado, Taehyung. Se segurou no batente da enorme porta, com lágrimas escorrendo de seus, olhos machucando seu delicado rosto. 

 

— Marte. — chamou num fio de voz, sentindo uma dor profunda no coração. 

 

Assim que Taehyung percebeu o que Perséfone havia feito, segurou em seus braços a empurrando para longe, foi quando ouviu a voz de Afrodite. Se virou, o encarando fixamente com as sobrancelhas franzidas.

 

— Está vendo meu querido Afrodite? Ele te esqueceu bem rápido. Pode voltar para o Olimpo, onde é o seu lugar. — Perséfone começou a falar, dando risadas, enquanto se aproximava de Afrodite. — Olha essas lágrimas, que felicidade vê-lo assim... sempre tão nariz empinado e agora parece um cachorrinho triste. — segurou no queixo do deus com brutalidade. 

 

Marte estava imóvel, sua mente lhe dizia para não se aproximar e deixá-los se resolverem, todavia, seu coração mandava que protegesse Afrodite e não deixasse nada o machucar.

 

— Veja, ele está feliz então por que não some daqui com esse embuste? — sussurrou em seu ouvido.

 

— JÁ CHEGA DE MENTIRAS, PERSÉFONE! — Marte falou indo até ambos, onde segurou nos braços de Afrodite, o trazendo para mais perto de si, limpando suas lágrimas teimosas. — Já lhe disse para que não chores. Te amo e vamos viver sempre juntos, certo?

 

Afrodite acordou assustado. Estava suado. Olhou para os lados, vendo que estava em seu quarto e em sua cama. Estava tremendo. Percebeu que ainda usava suas vestimentas de dormir e a realidade lhe bateu à porta, nada passara de um sonho. Nunca recebeu a visita de Diana e nunca chegou a ir até Marte.

 

Já passado metade do dia, Afrodite resolveu sair de seus aposentos e ir andar por todo aquele palácio. Chegando ao topo, em suas torres, encontrou Dionísio e Hefesto conversando dentro de uma sala qualquer.

 

Aquilo assombrou Afrodite, Hefesto estava morto. Viu com seus próprios olhos ele ser morto pela espada de Taehyung.

 

— Foi uma lástima o que houve entre Afrodite e Marte, eles pareciam se amar realmente. — disse Dionísio, bebendo seu vinho.

 

— Marte nunca amou Afrodite, sempre quis usar de seu corpo para depois se gabar, não sabes que é isto que ele está fazendo com as ninfas? Se gabando do corpo de Afrodite. — afirmou Hefesto, bebendo do vinho que lhe foi concedido.

 

Hefesto se afastou de Dionísio, logo desaparecendo e deixando o deus do vinho sozinho. Ao notar a presença de Afrodite, sorriu-lhe.

 

— Meu doce Afrodite. Seu coração grita por socorro. Sua face está abatida e sua beleza acabando aos poucos. — disse Dionísio, passando a mão pelo belo rosto abatido de Afrodite.

 

— Estou tão horrível assim? — questionou.

 

— Meu caro Afrodite, posso oferecer a ti uma cura, para esquecer de todos esses problemas. — disse bebericando a borda da taça.

 

— Como? 

 

Dionísio se levantou, entregando a Afrodite uma garrafa dourada com formato de um pino de boliche, feito de vidro com bordas de ouro. Dentro continha um líquido avermelhado.

 

— O que é isso?— o interrogou.

 

— Quando quiseres esquecer de tudo e todos, beba uma dose. Suas lembranças mais ruins irão desaparecer em um piscar de olhos. — disse Dionísio, saindo da presença do loiro.

 

Afrodite olhou aquele frasco em suas mãos e em seguida saiu dali, indo em uma direção qualquer. 

 

Conforme os dias se passavam, recebeu o convite vindo de um dos mensageiros do Olimpo. Iriam prestigiar mais um milênio do reinado de Zeus aquela noite, e ele fazia questão da presença de todos os seus filhos e subordinados. 

 

— Isso é loucura. — Afrodite andava de um lado para o outro, segurando a barriga já crescida. — Comemorar algo que não se sabe exatamente quando começou. Hefesto... ele não pode está vivo, não pode! — negava para si mesmo. — Não, eu vou enlouquecer desse jeito. — se olhou no espelho, passando as mãos para pelos cabelos loiros.

 

Salão principal 

 

No salão do Olimpo, vários deuses já se faziam presentes, Zeus e Hera estavam no trono, recebendo todos aqueles que estavam entrando e se fazendo presente para saudá-los. 

Hércules apareceu junto de Marte, conversavam sobre coisas aleatórias e o principal foco eram guerras e lutas. Logo chegaram ao trono, onde se curvaram em sinal de respeito. 

 

— É um prazer tê-los aqui, meus filhos. — disse Zeus, segurando a mão de Hera.

 

A festa estava animada. Todos dançavam e bebiam, há muito tempo o Olimpo não era tão animado. 

 

No interior do palácio, Eris, a deusa da discórdia, andava sorrateiramente, tendo seu belo manto negro arrastando pelo chão. Descobriu por meio de Medusa, que Afrodite gerava um filho de Marte, e isso não lhe agradou. Assim que ficou frente à porta de Afrodite, usou de suas artimanhas e magia, transformando-se no deus da guerra, e, sem pensar duas vezes, abriu a porta de uma vez.

 

SeokJin, que estava deitado em sua cama, descansando, levou um imenso susto assim que a porta de seus aposentos se abriu. Seus olhos não creram no que estava vendo, pois Marte estava adentrando seu quarto sem prévio aviso, e seu rosto tinha uma feição aniquiladora. 

 

— O que faz aqui? — perguntou Afrodite, se levantando.

 

— O que faço aqui? Achas mesmo que iria lhe deixar impune após essa traição? — respondeu, agarrando o delicado braço do deus.

 

— Me solte, Marte, está machucando. — puxou seu braço.

 

— Esse bastardo que leva em seu ventre, jamais será meu filho! Saiba, Afrodite, que você não passou de uma mera diversão. Nunca lhe amei.

  

Aquelas palavras estavam entrando como facas no coração de SeokJin. 

 

No salão, as coisas estavam fluindo. Marte chegou até a mesa de bebidas e logo foi saudado por Têmis, deusa da justiça. 

 

—Príncipe Marte! — se curvou.

 

— Têmis, não precisa dessa formalidade. — respondeu. 

 

—Bom, eu venho lhe parabenizar. — sorriu para Taehyung, que não estava entendendo o motivo daquilo.

 

— Perdoe minha ignorância mas pelo que estou sendo parabenizado? — sua feição estava confusa. 

—Como, pelo quê? — Têmis indignou-se. — Pelo seu filho, que em breve estará entre nós!

 

— Um filho? — riu nervoso. — Impossível, não estou sabendo de filho nenhum e nem engravidei uma humana, tomei muito cuidado. — respondeu a Têmis.

 

— Mas não é uma humana que está esperando um filho seu, e sim Afrodite. — Têmis estava confusa.

 

— Afrodite? —perguntou alterando a voz em surpresa. 

 

No quarto, Éris, que se passava por Marte continua massacrando Afrodite com suas duras e perversas palavras.

 

— Sabe, você é muito belo, mas no mundo dos humanos existe uma mais bela que vós. — sorriu ao ver a face entristecida do deus. — Venha comigo vou lhe mostrar. — estendeu a mão para SeokJin a pegar.

 

Éris segurou o deus pela mão, o levando até a sacada de seu quarto, que ficava na beirada do monte Olimpo, o deixando a sua frente.

Enquanto isso, Taehyung estava perplexo sendo acalmado por Têmis.

 

— Preciso encontrar Afrodite. — disse saindo da presença de Têmis, indo em direção ao interior do Olimpo.

 

Taehyung andava pelo chão límpido do Olimpo a procura do deus do amor.

 

Na sacada Éris estava atrás de Afrodite.

 

— Veja Afrodite a mais bela de todas. — apontou para a terra, sem nenhum lugar específico.

 

— Vejo pessoas normais andando. — respondeu SeokJin.

 

— E você vai se juntar a elas, mas no mundo dos mortos! — sua voz saiu maléfica, se transformando em sua verdadeira face, pronto para empurrar Afrodite.

 

Taehyung apareceu na porta do quarto correndo e gritou por Afrodite ao ver Éris lhe empurrar.

 

— AFRODITE!

 

Afrodite se virou no mesmo instante, vendo Marte na porta e Éris atrás de si.

 

—Marte... AH! — Éris o empurrou da sacada de seu quarto. 

 

Marte correu em direção a sacada, tirando Éris de sua frente e saltou atrás de Afrodite. 

 

SeokJin caia em uma velocidade orbital média de 20,6 Km, acostumado com o planeta que vivia, Marte rapidamente alcançou Afrodite o abraçando, se deixando cair. 

 

— Meu amor. — sussurrou o loiro, antes de desmaiar.

 

O corpo de Taehyung colidiu-se com a terra, dando origem a uma enorme cratera. Pessoas se aglomeraram perto do incidente, tentando enxergar o que havia entre a poeira. Os olhos dos humanos se estreitaram em espanto ao ver o que julgavam ser um homem, se levantar entre os escombros.

 

— Os deuses existem! — disse uma mulher.

 

Marte tomou cuidado para não o verem em seu estado divino, e saiu daquela poeira com o corpo desfalecido.

 

— Espero que fique bem. — Taehyung pegou no rosto alvo logo seguindo para a barriga de SeokJin. 

 

Não dando chances para nada nem ninguém, seguiu para um lugar isolado, se sentando no chão e colocando Afrodite deitado em seu colo, o vendo despertar aos poucos.

 

—Você está bem? — perguntou ao gestante.

 

— Sim, eu acho. — respondeu se sentando.

 

— O que fazia com Éris? — olhou novamente para Afrodite, para em seguida limpar o sangue que escorria de um pequeno corte em sua testa.

 

— Eu pensei que era você, não sei... o dia está tão confuso. — posicionou as mãos na cabeça em sinal de nervosismo. 

 

— Do que está falando? — estava confuso com toda essa situação.

 

— Hefesto está vivo. — disse de uma vez.

 

— Impossível! Eu o vi se transformar em cinzas. — Marte irou-se com a fala prepotente do outro.

 

— Eu o vi, ele estava tomando vinho com Dionísio no topo do Olimpo e ainda me deu um vidro contendo um líquido que iria me fazer esquecer de tudo. — se levantou, logo sentindo uma breve tontura, sendo ajudado pelo moreno a se sentar novamente. 

 

— Afrodite isso é impossível. Dionísio está no submundo, junto de Hades. —Taehyung o olhou duvidoso.

 

—Eu vi, Taehyung. Jimin estava junto de Hefesto. — respondeu nervoso.

 

—Talvez Éris tenha te manipulado. — o abraçou. — Afrodite, por que não me contou sobre o bebê? — olhou dentro de seus olhos medrosos.

 

— Não estava pronto, estava com medo eu acho. — suspirou. — Marte, me perdoe. Eu realmente me apaixonei por ti, tudo que fiz foi por amor. — chorou. 

 

Marte segurou seu queixo delicadamente, os olhares se encontraram como o sol quando reflete sua luz na água do oceano. Os olhos de SeokJin brilharam como nunca tinham brilhado antes. 

 

Devagar, Taehyung se aproximou, encostando seus lábios nos dele, iniciando um ósculo cheio de paixão. Afrodite espalmou sua mão na bochecha do moreno, sendo seguido pelo mesmo no ato, colocou a sua por cima, para em seguida, a segurar. Suas línguas se entrelaçaram, causando um atrito entre elas e fazendo ambos sentirem como se fosse a primeira vez. Taehyung se afastou, colocando a mão na barriga do menor.

 

— Eu prometo proteger proteger vocês dois, sempre. — beijou sua mão.

 

— Então você me perdoou? — perguntou emocionado.

 

— Sim. — lhe respondeu.

 

Olimpo 

 

Todos estavam aflitos no grande salão, não sabiam o paradeiro de Afrodite e Marte. Ambos haviam desaparecido do mapa, nem mesmo Zeus estava conseguindo encontrá-los. Logo, Éris com toda sua falsidade, abriu as enormes portas com o rosto cheio de lágrimas e entrou como se estivesse sofrendo por algo.

 

— O que houve, Éris? — perguntou Atena, aflita.

 

— Foi horrível. Foi horrível. — repetiu, com a voz chorosa.

 

— O que aconteceu? Diga de uma vez! — exclamou Zeus. 

 

Logo Éris foi amparada por Hera.

 

— Eles brigaram, foi muito feio, Afrodite e Marte brigaram, então Afrodite o enlaçou com seu cinturão. Ia matá-lo, mas Marte o empurrou da sacada do quarto, fazendo Afrodite cair no mundo dos terráqueo. — chorou, colocando seu rosto no ombro de Hera.

 

— E onde está Marte? — perguntou Zeus.

 

— Ele está encobrindo o crime. Matar um deus... ainda mais no estado de Afrodite... é um crime gravíssimo. Ele foi atrás do mesmo para garantir que estivesse feito. — sua voz estava carregada de ódio.

 

Das mesmas portas por qual Éris havia entrado, foi ouvido um forte estrondo, onde Marte, em suas vestes de guerra, entrou por ela, tendo em suas mãos espadas forjadas do fogo mais ardente. Sua armadura era de ouro puro, reluzente, e em sua cabeça um elmo. Seu olhar expelia fogo puro.

 

— MENTIROSA! ASSASSINA. — exclamou irado.

 

— Do que está falando? Eu estava lá, vi quando você empurrou Afrodite. — respondeu Éris, com uma falsa indignação.

 

Taehyung avançou contra Éris, que por sua vez, se colocou em defesa, assumindo sua forma mais terrível possível.

 

— Você não pode me atacar por um simples deus, ele não valia nada… não iria fazer diferença em sua vida... por isso decidi acabar com a vida dele. — riu debochada. 

 

Taehyung avançou, ambos se atacaram, causando um forte atrito entre suas armas. O moreno fincou os pés no chão, o impedindo de voar dali, enquanto Éris caiu.

 

— Somos irmãos de guerra! — exclamou indignada.

 

Os deuses não interferiam na luta, tinham um acordo entre si, caso um deus ou mais se confrontassem, a luta duraria até alguém sair vitorioso. 

 

O Olimpo tremia, causando fortes trovoadas no céu, Éris atacou Marte, com toda sua fúria, fazendo com que ambos fossem arremessados nas colunas do salão.

 

— A partir do momento em que você tentou contra a vida de um filho meu, deixou de ser minha irmã! — exclamou, usando suas mãos como se estivesse segurando rédeas fazendo um movimento de onda, onde uma espécie de serpente pegando fogo surgiu, se enrolando na deusa. A serpente não parava de crescer e tinha origem nas mãos grossas de Taehyung.

 

Enquanto isso, no quarto, Afrodite estava vulnerável. Se segurava firmemente para não cair, porém, assim que o Olimpo tremeu com a colisão de Marte e Éris, acabou por se desequilibrar, caindo no chão de maneira violenta. No mesmo instante, uma dor forte atingiu-lhe, o fazendo gritar e colocar a mão no baixo ventre. Sentiu sua mão ficar molhada e ao elevar até seus olhos, viu sua mão manchada de um líquido dourado, o que seria seu sangue. Se levantou devagar, vendo que suas vestes também estavam manchadas de dourado.

 

— Veja o que temos aqui! — sorriu maléfica pegando uma adaga que estava fincada em uma estatueta na parede do quarto. — Tão vulnerável. — se abaixou, agarrando os cabelos de Afrodite.

 

—O que você quer comigo, Medusa? — perguntou em um fio de voz, sentindo seu ventre repuxar.

 

— Eu? Eu quero ver você agonizando de dor. — dizendo isso, golpeou o deus em seu ventre. — sangue dourado, bem que dizem que os deuses tem ouro nas veias.

 

Afrodite não teve reação, foi algo indescritível, a dor que sentiu foi horrível. Viu Medusa se afastar do quarto rindo. Ao ver suas vestes ficarem com a colocação dourada, se desesperou. A dor que estava sentindo era... indescritível. A falta de ar se fez presente, o oxigênio não entrava em seus pulmões; sua barriga estava latejando e o corte parecia arder cada vez mais. Estava incapaz de se mover, sentia que iria entrar para o descanso dos deuses a qualquer momento. As lágrimas saiam em abundância de seus olhos. Não sabia o que fazer, pois estava imobilizado.

 

 Em sua boca, se abriu em um grito mudo ao sentir que daria a luz. O bebê estava se forçando para sair de seu corpo a qualquer custo. O sangue já era quase inexistente no belo corpo, suas forças já haviam se esvaído. O que restava era esperar pelo pior, pois estava quase perdendo a consciência. Antes, foi possível ver uma luz emergir, logo surgindo uma bela mulher de cachos castanhos, a qual o encarava com seus belos olhos verdes.

 

— Meu querido Afrodite. — disse a deusa se ajoelhando no chão.

 

— Panaceia. — a voz de Afrodite já era quase nula; seu corpo estava banhado em sangue, uma poça dourada já se fazia presente ao redor de si.

 

Panaceia, a deusa da cura, estava no templo quando ouviu gritos de dor vindo de uma alma pura e inocente. 

 

— Seu filho chamou por mim, eu vim atendê-los… — estava calma.

 

Levou as mãos rente ao fino tecido, onde o rasgou fora a fora, deixando o corpo do deus exposto. Viu o corte em sua barriga, era um rasgo fundo e certamente havia acertado o bebê, em consequência fazendo todo o sangue jorrar para fora, o que fez com que Seokjin perdesse todas suas forças.

 

— Vamos, esse bebê não vai conseguir nascer sozinho. — pressionou sua ferida, fazendo Afrodite se contorcer em dor. — Ele, ele é alado. — disse surpresa. — Me perdoe. — usando de seus conhecimentos, retirou o bebê de dentro de Afrodite, fazendo com que o deus gritasse em agonia. Sua voz saiu arrastada, seguida de gemidos dolorosos. 

 

Panaceia puxou a criança pela asa direita, o retirando do ventre de Afrodite.

 

Entre raios e trovões que atingiam o topo do Olimpo, os gritos de guerra dados por Éris e Marte se misturavam aos de Afrodite.

 

Panaceia segurou firmemente o bebê contra seu peito, e com suas habilidades de cura, usou uma fina linha de luz, começando a costurar o local ferido. Ao terminar, essa fina linha de luz se ascendeu, transformando o lugar em uma cicatriz. Devagar entregou a criança nos braços de Afrodite que tomou do chá de ervas medicinais feito pela deusa, e conseguiu curar-se quase por completo.

 

— Meu pequeno, Eros, você irá se chamar Eros. — o abraçou assim que sentiu outro tremor, dessa vez, iria interferir na briga dos deuses e acabaria com Éris e Medusa por conta própria. — Obrigado, Panaceia! Não sei o que seria de meu filho sem a sua ajuda. — agradeceu.

 

— Não agradeça a mim, agradeça ao pequeno Eros, ele é o responsável. — com um piscar de olhos, desapareceu.

 

Se levantou e com o uso de magia, vestiu sua roupa real, a qual se consistia numa túnica branca longa detalhadamente a puro ouro. Em seus eus braços permaneciam dois braceletes de ouro e em sua cabeça, uma bela tiara de diamantes e rubis. Pegou seu cinturão, sentindo o poder correr em suas veias. Pegou um pedaço de tecido colocando no pequeno Eros, cobrindo sua nudez, e em seguida o segurou pela mão vendo o mesmo bater as asinhas e sair consigo em direção ao salão.

 

Tudo estava destruído. Éris estava ferida e já não conseguia se colocar de pé. Marte estava mais calmo apesar da sede de vingança contra aquela deusa.

 

— Terei clemência por ti, mas fique longe. — disse severo.

 

A aura do templo se transformou em algo sombrio, todos olhavam para os lados em busca do responsável por aquilo. Logo, seus passos agudos foram ouvidos pelo chão, o barulho que se fazia presente naquele piso espelhado. Pela entrada, Afrodite surgiu, segurando a mão de Eros. Seu olhar era terrível e cortante. Seus olhos cristalina estavam brilhando em uma intensidade disforme.

 

Todos o encaravam encabulados com o que poderia passar dentro daquela cabeça coberta pelas madeixas loiras. Medusa, que estava presente, se escondeu atrás de um pilar, assustada, não sabia como Afrodite havia se recuperado do ataque. 

 

Marte encarou os recém chegados com um sorriso no rosto, andou até os mesmo enlaçando a cintura de Afrodite e lhe dando um beijo rápido, porém sincero, para em seguida se abaixar, ficando próximo ao pequeno ser ali. 

 

— Você é tão lindo! — passou a mão nos cabelos loiros em seguida nas asas. Eros era um bebê muito bonito, havia puxado toda beleza de Afrodite e traços fortes de seu pai.

Marte se levantou com o pequeno nos braços, enquanto Afrodite visualizava tudo. Em seguida, se virou novamente para os presentes, arrancou seu cinturão, e o segurou firmemente entre os dedos. 

 

— Nunca fui tão ultrajado em toda minha vida. Tentaram me matar depois de séculos de existência, e isso não vai ficar impune. — dizia alto o suficiente pra todos ouvirem. 

 

— Está louco, isso é blasfêmia contra os deuses do Olimpo. — Atena disse com toda sua sabedoria.

 

— Está criança, nos braços de Taehyung, é fruto de um amor, amor verdadeiro! Eros nasceu a partir de um golpe. O ferimento da adaga que Medusa usou, amaldiçoada pelos deuses para me ferir enquanto entrava em trabalho de parto. — revelou para todos, que olharam Medusa com desdém.

 

— Está mentindo, onde está a ferida então? Estamos vendo você aqui, são e salvo, não venha blasfemar contra mim! — Medusa o afrontou.

 

— Cretina. — jogou a adaga ensangüentada no meio do salão para todos verem.

 

Medusa arregalou os olhos olhando para a adaga assustada.

 

— E não foi só isso. Éris também tentou contra minha vida, me jogando da sacada do quarto. Se Marte não tivesse me salvado, certamente estaria agonizando agora no mundo dos humanos. Em contrapartida, me enganou, se passando por outros deuses e me dando isso de beber. — mostrou a garrafa dourada. — Nada mais que um veneno que faria eu entrar no sono dos deuses. — despejou no chão do Olimpo, vendo o líquido dourado escurecer a superfície, antes branca.

 

— Isso não prova nada! — rebateu Éris, a qual estava completamente ferida com suas vestes banhadas a sangue.

 

— Marte não acabou com você, mas eu juro pelo nome de MEU PAI — nesse momento zeus se pôs de pé.— que a matarei, e arrancarei sua cabeça, cobra infeliz!

 

SeokJin abaixou a cabeça por breves segundos. Suas veias começaram a reluzir um brilho que passou a andar por todo seu corpo; seus olhos brilhavam mais ainda e em sua cabeça se formou uma bela tiara. Zeus acertou seu cetro contra o chão fazendo o local iniciar uma forte ventania.

 

Medusa se colocou ao lado de Éris, ambas preparadas para o combate.

 

— Últimas palavras? — perguntou Afrodite com tom de ironia.

 

— Você vai morrer, Afrodite. — disse Medusa com a voz rouca, dando um salto de onde estava indo em direção ao deus.

 

— Bom, — levantou o olhar. — vocês que sabem! — sorriu sinistramente.

 

Com seu cinturão, Afrodite enlaçou o pescoço de Medusa a golpeando violentamente contra o solo.

 

— Achas que podes simplesmente me atacar e sair ilesa? Eu sou filha de Zeus, e um deus da alta, você não passa de um lixo que foi acolhido aqui. — segurou as cobras entre suas mãos delicadas. — Espero que agonize no inferno. — arrancou a cabeça de Medusa. A mesma não teve chance de se defender, seu corpo caiu para o lado e Afrodite se levantou com a cabeça da megera em suas mãos, com as cobrar ainda vivas e os olhos emitindo poder. — Agora é a sua vez, Éris. — todos tremeram, sabiam que um deus poderia ser vingativo, mas Afrodite estava no seu limite do ódio. Agarrou os cabelos de Éris a fazendo gemer de dor. — se ajoelha e peça pela sua vida, talvez assim eu a deixe viver.

 

— Isso é loucura, deixe minha filha em paz! — exclamou Hera, segurando o braço do marido. — Zeus interfira nisso, ele vai matá-la. — suplicou. 

 

SeokJin levantou a cabeça da Medusa acima de seu rosto, todos ali presentes viraram-se e Marte se abaixou cobrindo o rostinho de Eros.

 

— Vejo que muitos clamam por sua vida, todavia, ninguém faz nada para me impedir. — puxou a cabeça de Éris para cima, a obrigando a encará-la.

 

— Escorre veneno e maldade em suas mãos, Afrodite. — Éris proferiu em meio a soluços.

 

— Não mais que você, minha querida.

 

Levantou-a do chão a levando até a beirada do monte Olimpo, dando visão dos planetas.

 

— Lindo não é? Vamos ver se consegue sobreviver.

 

— O que… — antes de terminar, Afrodite expôs a cabeça de Medusa a frente da deusa a petrificando.

 

— Tarde demais! — jogou seu corpo de pedra lá de cima.

 

Assim que Éris entrou na camada de oxigênio, começou a pegar fogo. A fraga rachou, começando a expor a pele da deusa. Não houve tempo de se salvar após se libertar da petrificação, Thanatos a recolheu, a levando para o submundo onde ela não sairia nunca mais.

 

Afrodite, olhando lá de cima, deixou uma lágrima escorrer. Jamais imaginou que chegaria ao ponto de matar um de seus irmãos.

 

 Jogou a cabeça de Medusa no chão e em silêncio seguiu para perto de Marte e seu bebê o pegando no braços.

 

— Assassino… — Hera caiu no chão, gritando de raiva.

 

— Marte, me tire daqui. — pediu quase implorando.

 

Marte apenas encarou todos ali, vendo o estrago que havia causado no templo dos deuses. Abraçou Afrodite e sumiu dali na velocidade da luz. O local ficou um completo silêncio ninguém ousou falar ou interferir.

 

— Limpem essa bagunça — disse Zeus, saindo da presença de todos e acompanhando sua esposa, que se encontrava devastada.

 

Planeta Marte

 

Taehyung aterrissou em seu planeta natal, olhou para seus braços tendo as criaturas mais belas, as quais daria a vida, bem ali. Estava segurando Afrodite em seus braços enquanto o mesmo ninava o pequeno Eros.

 

Marte apenas encarou o céu nublado de uma nuvem expressa e avermelhada e adentrou seu templo.

 

[…]

 

Afrodite já não morava mais no Olimpo, seu status continuava o mesmo entre os doze deuses. 

 

Já era noite, mais uma noite em Marte, Afrodite estava nos aposentos de seu pequeno menino Eros, onde o bebê dormia tranquilamente, enquanto o deus acariciava suas pequenas asas.

 

— Eu te amo tanto, meu amor. — disse, em seguida dando-lhe um beijo na testa.

 

Saiu do quarto fechando a porta e seguiu em direção ao seu local de descanso. Adentrou o recinto, indo em direção ao banheiro, onde, assim que entrou, retirou toda sua vestimenta para em seguida encher a banheira, colocando vários sais aromatizantes. Entrou sentindo a água relaxar seus músculos, antes comprimidos.

 

— Marte... — disse, seu coração estava apertado, com medo de seu amado não retornar daquela guerra sangrenta contra Kratos.

 

Fechou os olhos por um momento caindo em um sono profundo.

 

Atrás das cortinas vermelhas do templo, se revelou uma bela mulher de madeixas castanhas, onde seu olhar carregava tristeza e ódio. 

 

Aproveitando o sono profundo de sua semelhante, andou até o quarto da criança abrindo a porta devagar e se posicionando ao lado do berço.

 

— Praga,você é tão feio que me dá nojo. — segurou a criança, a erguendo a sua frente. — Não sei como Marte o reconheceu como filho.

 

Colocou o bebê de volta em seus aposentos, se retirando do recinto e voltando para onde Afrodite dormia.

 

— Você me tirou o que eu tinha de mais precioso. — uma lágrima escorreu de seus olhos. — O amor de Adônis e depois o de Marte. Agora matou Éris e Medusa… Eu te odeio Afrodite, com todas as minhas forças.

 

Suas mãos mergulharam na água ainda quente, segurando o deus e o afundando na água. Afrodite acordou de uma vez, segurando firme o braço de sua possível assassina. Afrodite estava inalando uma grande quantidade de água, tentando emergir novamente.

 

Marte estava todo ensanguentado quando voltou para seu lar. Sua espada escorria o sangue de Kratos.

 

 Percebeu que estava tudo muito quieto. Entrou no templo arisco andando devagar com passos silenciosos.

 

Ao se aproximar de seus aposentos, percebeu agitação, e, assim que entrou, se deparou com a cena de Perséfone afogando Afrodite.

 

— Perséfone! — gritou alto, fazendo todo o solo tremer e a deusa se assustar, distanciando-se.

 

Afrodite se levantou de uma vez, respirando fundo e passando as mãos no rosto.

 

— Sanguinária. — disse o deus, tossindo e jogando fora toda água que havia engolido.

 

 Marte largou sua espada no chão e se aproximou segurando o rosto do amado.

 

— Você está bem? — perguntou preocupado.

 

—Sim, sim, estou bem. — respondeu respirando fundo.

 

— Marte, eu posso explicar… — indagou a morena.

 

— Explicar? Ainda tem coragem de querer me explicar? Você estava tentando afogar Afrodite! — pegou sua espada em mãos.

 

— Marte por favor… eu te amo! — se ajoelhou, abraçando as pernas de Taehyung.

 

— Perversa, assassina! — disse o deus, mirando sua espada na nuca da deusa.

 

— Não, Marte! — exclamou Afrodite. — Ela está amargurada! Perséfone vá, e não volte nunca mais. — ordenou Afrodite, vendo a bela desaparecer.

 

Afrodite descansou os braços em volta da banheira, sendo encarado por Marte, e, antes mesmo de dizerem algo, ouviram um choro, o que parecia um choro desesperado. Eros estava assustado com os barulhos e chorava com medo.

 

 Marte o tomou nos braços o levando para seu quarto e o deitando junto de Afrodite.

 

No dia dia seguinte, os deuses foram convocados para uma reunião de suma importância. Assim que Marte e Afrodite chegaram ao recinto, o silêncio se fez presente e apenas as asinhas algas de Eros eram ouvidas. A criança dormia tranquilamente nos braços de Afrodite, suas asas se mexiam enquanto isso.

 

— Por favor, Afrodite sente-se. — disse Zeus, apontando para a cadeira da filha. — Bom, estamos aqui pois algo muito importante foi acordado e decidido entre nós.

 

— E o que seria? — perguntou curioso, se sentando em seu trono.

 

— Após vermos que os deuses estavam tentando contra sua vida, decidimos que nenhuma deusa irá se atrever se aproximar de você, ou de seu filho novamente. — disse Zeus — Está liberado de seus compromissos até a segunda ordem.

 

— Isso é divino! — disse Afrodite, gritando de felicidade.

 

— Damos por encerrado este assunto a partir de hoje. — indagou Zeus, em seguida se levantando, sendo seguido por Hera, a qual passou ao lado de SeokJin.

 

Assim que passou ao lado do deus seus pés travaram. Hera chegou próximo ao ouvido de Afrodite, falando palavras anátemas.

 

— Eu te amaldiçoo, você vai pagar tudo que fez, cada lágrima que me fez derramar, eu juro por minha vida que você vai sofrer. — declarou , seguindo templo adentro.

 

SeokJin estremeceu ao ouvir aquelas falas tão cruéis. Segurou firme no braço de Taehyung, que segurava Eros.

 

—Vamos embora daqui. — pediu baixo.

 

[…]

 

Com o passar do tempo, Afrodite começou a sentir desejos incontroláveis. Sempre que Marte estava longe, ele aproveitava para se satisfazer sozinho. Não queria atrapalhar Taehyung com suas inúmeras guerras. 

 

Assim, colocou seu filho no berço após tê-lo amamentado e o feito dormir, Eros sempre dormiu muito apesar de ser bem novinho e SeokJin morria de amores por aquele loirinho alado.

 

Seguiu para seus aposentos, entrou no local e em seguida fechou a enorme porta de madeira. Foi até perto da cama, onde ainda em pé, desamarrou o laço de seu roupão, fazendo com que o mesmo se abrisse e revelasse a pele alva por de trás. Com movimentos leves, o deslizou pelos ombros ficando completamente nu.

 

Abraçou seu próprio corpo, cruzando os braços no ato, formando um X em seu peito, fechou os olhos se permitindo sentir.

 

— Marte... — disse entre um gemido, tendo em sua mente memórias de momentos íntimos. 

 

Levou um susto ao sentir braços lhe rodeando a cintura por trás, braços fortes que lhe trouxeram sensibilidade e conforto, aquele cheiro másculo que conhecia bem.

 

— Eu sabia! — indagou Taehyung. — Eu sabia que você se satisfazia enquanto eu estava fora. — beijou-lhe o pescoço. — Me responda amor. — o virou de frente, colando seus corpos e o encarando fundo nos olhos azuis. — Por que? — perguntou, atacando seu pescoço de maneira bruta, apertando seu corpo com possessão.

 

— Por que… — gemia enquanto falava. — você estava ocupado com suas guerras, têm seus afazeres como deus da guerra e eu não queria atrapalhar com bobeiras. — disse abrindo a boca, sentindo os lábios de Taehyung passarem perto, mordendo-lhe o queixo em seguida.

 

— Vosmecê jamais me atrapalha, me sinto lisonjeado em ter esta porcelana em meus braços. — indagou segurando o queixo de SeokJin de maneira gentil, para em seguida, lhe beijar.

 

Seus lábios se juntaram, causando um misto de sensações, e fazendo com que suas peles se arrepiem ao que corresse um frio na espinha.

 

Taehyung apalpou cada centímetro daquele corpo alvo que julgava ser a joia mais preciosa que poderia lhe ser dado. O deitou delicadamente na cama, agora com lençóis negros. Suas grossas mãos seguram firmemente a cintura de Afrodite, o colocando de bruços. Levou suas mãos até as do deus, às levantando a altura da cabeça.

 

— Fique assim, apenas sinta! — exclamou, deixando um beijo na nuca do loiro que se derreteu todo.

Taehyung subiu os beijos até a nuca do companheiro, descendo devagar e deixando rastros molhados por onde passava. Sua palma foi preenchida pelas nádegas cartas de Afrodite. — Eu quero que se sinta único. — disse Marte, ao pé do ouvido do amado.

 

— Eu já me sinto único. — respondeu, em um único sussurro. 

 

SeokJin teve seu corpo todo marcado pelo amado, beijos, carícias sem vergonha alguma, mordidas e tapas. Após uma bela preparação no interior do loiro, Marte o penetrou, iniciando com movimentos fracos e devagar. A vontade que estava de ver a face de Afrodite lhe foi maior, e, por isso, o virou novamente na cama, apoiando seu peso nos próprios braços. 

 

Fitou os belos olhos cristais enquanto acelerava seus movimentos, os deixando cada vez mais violentos. A cada estocada, atingia o local de prazer do deus, o fazendo revirar os olhos.

 

Pouco tempo depois, o deus do amor se deixou levar pelas sensações de ser tomado, e se desfez, enquanto Marte ainda o amava. Afrodite chegou ao seu limite três vezes naquela noite, antes de Marte, que, logo após, gozou no interior de SeokJin continuando ereto. Iniciou mais uma vez naquele local que expelia seu esperma. 

 

Pouco tempo depois, Taehyung chegou ao seu ápice, e, junto, Afrodite, que não tinha mais forças nem para falar. 

 

Sua boca se encontrou a do belo homem abaixo de si, iniciando um beijo selvagem e quente, onde Taehyung comandava pelo simples fato de Afrodite estar sem energia. Em seguida o puxou para seu peito.

 

— Eu te amo! — indagou Marte, beijando a testa do amado. 

 

 Taehyung, coberto de fluidos corporais, lhe fazia um carinho na cabeleira loira.

 

— Eu também te amo. — respondeu baixo, porém audível o suficiente.

 

— Afrodite? — chamou.

 

— Hum…? — respondeu.

 

— Casa comigo? 

 

No mesmo instante, SeokJin se esforçou para se levantar, e, olhando fixamente nos olhos de Marte, levou suas mãos delicadas até o rosto do moreno.

 

— Aceito! — sorriu, lhe beijando em seguida.

 

Afrodite e Taehyung oficializaram sua união, e Marte passou a ser o pai dos casados e de Eros, o pequeno ser que, assim que completou um ano de vida, saiu flechando quem encontrasse pela frente.

 

Certo dia, Afrodite caminhava pelo belo jardim de árvores alaranjadas, chegando perto de um rio avermelhado, que apesar de tudo, era muito belo. Estava sozinho, Marte havia ido visitar seu templo na terra e Eros quis ir junto.

 

Enquanto andava, um vento forte soprou, o fazendo olhar instantaneamente para trás arregalando os olhos com a figura medonha que havia ali. 

 

— Impossível… — estava incrédulo com o que via e começou a tremer. Antes que a criatura pudesse lhe atacar, Taehyung apareceu junto de seu filho, todavia, assim que viu o estado do amado correu em sua direção.

 

— O que houve? — perguntou preocupado.

 

— Ele esteve aqui. — respondeu ainda em choque. — A maldição de Hera… estou com medo.

 

Taehyung o abraçou, sendo seguido por Eros.

 

— Vamos lhe proteger de tudo, — beijou o topo da cabeça de Afrodite. — custe o que custar.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Agradeço a betagem de: Jirsung

Agradeço pela capa de: Jikookgroup

Leiam mais histórias de @Lady_Jennya.

Até a próxima!


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