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História Labirinto - Capítulo 26


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Notas do Autor


Acharam que eu não ia postar hoje né? kk

Capítulo 26 - Antes, Nascida na tormenta


Fanfic / Fanfiction Labirinto - Capítulo 26 - Antes, Nascida na tormenta


 

― Temos visita Nagini? – Com uma das mãos Voldemort acariciou a cabeça da serpente que apreciava de bom grado, com a outra ele fez um movimento brusco e a porta se escancarou. ― Entre minha menina, junte-se a nós! –Disse, e seus olhos ganharam uma aparência mortífera.


 

Claire sentiu que o ar havia lhe deixado a muito tempo, seus músculos pareciam não obedecerem a ordem que fora dada, estava estática, imóvel, arfou pensando na possibilidade de sair correndo dali.


 

― Venha minha laide, -Disse Voldemort, ― Não há razoes para temer!


 

Ela deu um passo com dificuldade saindo da escuridão, parecia difícil como se sua mente dissesse: “ Vá em frente e siga seu destino” porem seu corpo implorava incansavelmente para fazer exatamente o contrário. Claire aproximou-se de cabeça baixa, as mãos estavam uníssimas em frente a seu corpo parou e fitou a serpente que a olhava com curiosidade. Voldemort aproximou-se dela, cauteloso a observando.


 

― Olhe para mim, - Disse enquanto guiava seu rosto com as mãos.


 

Os olhos castanhos amendoados encontraram-se com as fendas vermelhas que a olhavam profundamente, podia-se sentir com clareza o momento em que ele parecia despir sua alma com os olhos, ela sentiu-se nua.


 

― Você se tornou uma mulher deveras interessante, - Ele lambeu os finos lábios, causando arrepios constantes na garota.


 

Ele a rodeou parando por alguns segundos atrás dela como se sorvesse o aroma que Claire exalava. Voldemort pousou a mão gélida delicadamente sobre o rosto dela o reerguendo.


 

― Entenda uma coisa. Você é a única que não quero que abaixe a cabeça, serás a única que me olhará nos olhos! Entendeu?

― S-im, meu lorde – Ela engoliu em seco, ele estava extremamente próximo a seu rosto como se analisasse cada feição.

― Eu posso sentir seu poder respondendo ao meu – Ele lambeu-lhe o rosto, ― O que você sente? – Sussurrou.

― Eu... ah.. – Ela fechou os olhos, sentiu-se novamente suja e indigna, uma corrente elétrica passava por todo o seu corpo, sentiu que o mal a espreitava na esquina. O que era aquela sensação de fervor em suas veias? Porque por Merlin ela tinha a sutil sensação de pertencer a aquele ser? Não havia sentimento algum no que ela sentia, apenas a sensação mais fugaz de posse.

― Você, minha bela Claire será aquela que me ajudará a derrotar todos os indignos de sangue, - Disse Voldemort afastando-se com um sorriso latente no rosto, ― A rainha que ajudará a matar Potter e seus amiguinhos e juntos nos ergueremos perante a todos!


 

Houve um baque, um barulho ensurdecedor em seu peito. Como se as lembranças de todos tivessem lhe tirado do transe, tapeado –lhe o rosto. Os olhos rasos pareciam trêmulos prestes a transbordar, ela mordeu o lábio pedindo aos céus forças para fugir dali, mover seu corpo paralisado pelo medo, Voldemort continuava falando, mas ela simplesmente não ouvia, seus ouvidos estavam surdos de pavor, não pela sua vida, mas sim daqueles que amava. Uma fina e cristalina lagrima escorreu pelo céu de sardas que desenhavam seu rosto, ela fechou com tanta força os punhos que teve certeza que o que sentia escorrer pelos dedos era sangue. Escutou um barulho dentro de si que ela não soube definir, como um rugido que estremeceu cada célula de seu corpo, em um piscar de olhos ela olhou para a saída e seus olhos lampejaram nos olhos de sua mãe. Isis franziu o cenho fazendo um não com a cabeça, e tudo que conseguiu ver fora um borrão de sua filha correndo o mais rápido que suas pernas conseguiram.


 

― CLAIRE! –Gritou Isis, ― Volte aqui garota!


 

John se preparava rumo a saída para seguir sua filha, mas Voldemort o interrompeu.


 


 

― Acalmem-se! – Disse calmamente, ― É natural que ela se assuste com tamanho poder.... Que fique emocionada com seu brilhante destino, deixe que ela descanse essa noite, em breve ela mesma virá até mim!


 

***


 

De todas as formas que Claire conseguia imaginar seu primeiro encontro com Voldemort aquela certamente havia sido a pior forma. Ela jogou-se na cama em seu quarto escuro e chorou tanto que sentia a sua face arder em contato com o sal de suas lagrimas.


 

“Seria possível transbordar e afogar na gente? Será que posso eu morrer afogada nas palavras que nunca disse? ”


 

Claire abraçou o travesseiro com toda a força que tinha, o liquido que escorria dos cortes em suas mãos mancharam de escarlate o tecido, ela pensou por um breve momento o quanto tudo se tornou difícil, assim do nada, o quanto tornou-se insuportável ser quem ela era.


 

“Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, fugi por tanto tempo dos amigos, fugi do amor, fugi do poder e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssima em tudo. ”


 

A porta abriu em um baque clareando assim o breu, ela estremeceu sabendo onde tudo iria acabar. Levantou-se dando de cara com os olhos furiosos de sua mãe.


 

― O que deu em você garota? Quem acha que é para dar as costas ao lorde das trevas?


 

Claire fitou o furacão que estava a sua frente. Não havia escolhas, não havia outra saída senão dizer tudo que estava entalado em sua garganta. Ela tremeu por dentro, tentando achar as palavras certas, mas soube que nunca houveram palavras certas.


 


 

― E-u, não posso mamãe.... Eu não vou conseguir!

― Está assustada com tamanho poder é natural e...

― NÃO! – Os olhos encharcaram-se novamente, ― Não posso continuar com essa loucura!


 

Um silencio caiu sobre elas, Isis a fitava com desgosto, a cada minuto que se passava seu ódio aumentava.


 

― Você é fraca Claire! Quantas garotas morreriam por essa oportunidade.... Você me dá nojo, se ao menos sua irmã estivesse viva! Ela sim, diferente de você nos traria orgulho! Diga-me – Ela praticamente rosnou, ― Porque a morte não beijou você ao invés de Helena?


 

Claire vacilou por um minuto, e de repente parecia que as palavras haviam sumido de sua mente vazia. Seu peito doía de forma esmagadora, algo havia se quebrado.

Ela se lembrou das inúmeras vezes que pegou em sua infância sua mãe chorando pela morte de Helena. Das garrafas de uísque que eram esvaziadas com frequência enquanto a mãe balbuciava completamente fora de si: “Helena”. Lembrou- se da vergonha de todos que diziam que sua mãe havia enlouquecido após a perda da filha, ela jamais superou a morte da primogênita, jamais perdoou Claire por ela ter sido o motivo da morte da garota.


 

“Sempre me pondo em segundo lugar. Nunca boa o suficiente. Eu acho que sofro de uma síndrome do figurante, quando eu deveria ser a protagonista da minha própria história”.


 

― E-u sinto tanto mãe – Disse Claire enquanto as lagrimas tomavam conta

― Não, não sente! Você não sente nada! – Ela respondeu com escarnio, ― O que houve com você garota, o que a fez mudar de ideia? – Ela partiu pra cima de Claire tentando pegá-la pelo pulso mas a mesma desviou das cordas assassinas que viraram seus braços.


 


 

― Não houve nada mãe, -Ela respondeu ainda tentando fugir dos ataques de Isis, ― Eu só.... Não posso mais...


 

Isis cessou por um momento ficando imóvel, ela encarou com curiosidade de quem observa cautelosamente a filha, como se deixasse seu cérebro a mil recobrir a razão. Ela franziu o cenho enquanto Claire permanecia imóvel ofegante, então como se a verdade estivesse estampada desde o começo ela entendeu.


 

― QUEM É ELE? – Ela estava exacerbada, a raiva só havia aumentado

― Eu não sei do que você está fala...


 


 

Não houve tempo para que Claire sequer terminasse sua frase, num movimento surpreendente Isis sacou a varinha de suas vestes e apontou para Claire.


 

― Legilimens! O quarto desapareceu em frente aos seus olhos, imagens atrás de imagens passavam por sua mente como um filme tão vívido que a cegou para tudo o que estava à sua volta, ela analisou rapidamente as memorias, escolhendo uma em especial.

 

 


 

“― Não é suficiente – Disse Snape, ― Mas com um pouco de treino, duas ou três aulas e..

― Não! – Ela cortou, parecia assustada e furiosa ao mesmo tempo, ― Eu não vou voltar aqui! Isso é ridículo, -ela pegou o casaco e forçou a porta, mas a mesma não se abriu, ― Eu quero sair, - Uma lagrima teimou em cair e ela a limpou rapidamente.

― Pense em algo melhor se essa lembrança não a satisfaz- Ele praticamente rosnou.

― Olhe para mim! -Ele disse com firmeza e ela não pode fazer nada senão encarar a imensidão que estava a sua frente. O Âmbar manchado pelas lagrimas parecia naquele momento carregar a dor do mundo.
 

Na inconstância que se tornou aquele momento Claire aproximou-se de Snape, - Isis presenciava agora o momento exato em que Snape pareceu por um segundo vacilar, mas suas pernas tremiam e ele não pode sequer mover-se direito, Claire roçou de leve os lábios nos dele e uma onda de choque atravessou seus corpos, antes mesmo que qualquer palavra pudesse ser proferida ela o beijou faminta. Ele então enfiou a língua feroz na boca de Claire sorvendo um sabor misto de tabaco e menta que jamais sairiam de sua mente agora conturbada, suas mãos desceram para a extensão da cintura dela a apertando e ela gemeu ao toque.

As mãos dela subiram de imediato aos cabelos macios de Snape se entrelaçando nos fios sedosos. Não havia espaço nem para respirar diante aquele beijo, havia fome, desespero, odio e também dor. ”


 


 

O quarto tinha voltado ao seu campo de visão, Isis percebeu que Claire havia caído no chão, estava aos prantos completamente entregue ao desespero.


 

― SUA VADIA! –Ela gritou, ― COMO OUSA? SNAPE?

― Mãe por favor, eu...


 

Um estralo pode ser ouvido. O rosto de Claire queimava em dor, Isis havia estapeado seu rosto sem piedade.


 

― Tudo em você me causa repulsa! - Ela disse, ― Você não tem escolhas Claire.... Não há outro caminho, JONATHAN!!


 

E naquele momento ela soube que as palavras duras da mãe e aquele tapa não seriam nada comparadas ao que seu pai lhe faria. 


 


Notas Finais


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