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História Labirintos - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oi amigas, tudo bem?

Sei que as amadas estavam esperando muito por essa noite, então preparei algo especial.

Espero que gostem!

Agradecimentos: Jess e Tamara que me ajudaram a editar. Obrigadinha lindas ;*

AVISO: Este capítulo contém cenas de sexo. Se você não gosta, POR FAVOR, NÃO LEIA!!!

Beijos e boa leitura!

Capítulo 6 - A Noite


Fanfic / Fanfiction Labirintos - Capítulo 6 - A Noite

National City: 1 de Maio de 2021- Atualmente

 

O caminho todo no carro foi o silêncio, cada uma no seu canto, ambas nervosas. Finalmente elas estariam a sós e nenhuma das duas sabia ao certo como seria aquilo. Finalmente casadas, sozinhas, dividindo o mesmo quarto. O carro as deixou em um hotel que só pela região, deveria ser um dos mais caros da cidade. Mais uma vez, Lena abriu a porta para ela e quando entraram no saguão enorme, a morena pegou a chave na recepção. Agora elas não estavam mais de mãos dadas, e aquilo pareceu estranho pela primeira vez. Era como se algo faltasse. 

O quarto delas era no último andar, na cobertura. O prédio era alto e parecia que não iriam chegar nunca, ainda mais pela certa ansiedade instalada no peito de ambas. Quando o elevador se abriu e elas caminharam até a porta, a morena parou, pegou o cartão no bolso da calça e olhou para Kara. 

 

– Eu deveria te pegar no colo ou algo do tipo? Kara gargalhou divertida, ela parecia realmente muito nervosa. 

 

– Não sei, por que está me perguntando isso? Disse ainda rindo. 

 

– Não sei, já que tivemos um casamento tradicional e clichê… Bom, é isso que as pessoas fazem, certo? 

 

– Nem tão tradicional assim, já que se trata de duas mulheres lésbicas se casando…

 

– Em pleno 2021 e você acha isso? 

 

– Eu não, eu acho completamente comum, mas algumas pessoas ainda fazem distinção com isso, sabe? 

 

– Tem razão, infelizmente… 

 

– Embora eu esteja dizendo isso eu nem sequer sei se você gosta de mulher. Lena quem riu desta vez, o que tirou um pouco de sua tensão. 

 

– É claro que eu gosto de mulher, Kara. Você acha que eu aceitaria me casar com uma se não gostasse? 

 

– Não sei, de repente. Já que nosso casamento foi um acordo…

 

Certo, talvez trazer à tona aquela história de acordo justo naquele momento, tivesse sido uma péssima ideia, mas ela não pensou. Estava nervosa, droga! É claro que ela sabia que Lena gostava de mulher, foi uma das primeiras coisas que perguntou antes de aceitar tudo aquilo. 

Se casar com uma mulher que não amava por causa de um acordo tudo bem, agora se casar com uma mulher heterossexual, ela não faria nem mesmo de mentira. Pois isso sim seria uma mentira realmente bastante forçada. Ainda mais ter que aguentar a suposta mulher se separando dela depois e ficando com um homem. E se tivesse que dormir com uma mulher heterossexual? Como seria isso? Conviver com uma esposa que sequer a consideraria uma opção para esposa um dia. Eram várias questões pessoais que não a permitiriam se casar com alguém que no mínimo não soubesse que a entendia naquela parte.

 

– Pois sabia que eu jamais aceitaria me casar, mesmo que fosse por um acordo, se você não fosse uma mulher. Eu não aceitaria me casar com um homem nem por qualquer acordo do mundo. Deus me livre! 

 

– Nisso concordamos… 

 

Nesse momento, Lena pensava porque raios ela estaria falando daquele acordo naquele momento. Estaria ela tentando deixar claro que não aconteceria nada entre elas naquele quarto, tentando não ser tão indelicada? Se bem que não se parecia muito com o jeito dela. Pelo pouco que estavam convivendo, especialmente naquela noite, imaginava que quando ela precisava dizer algo, era bem direta. 

Também não iria retribuir a pergunta sobre gostar de mulher porque sabia que ela gostava. Aliás, sabia um pouco mais da vida de Kara do que Kara sabia da dela, mas obviamente que a loira não fazia ideia daquilo. 

 

– E então? 

 

– O que? Kara estava confusa, já não sabia mais do que se tratava. 

 

– Eu vou abrir a porta, você quer que eu te pegue no colo ou não?

 

– Ah tá, isso... Não sei, você quer fazer isso? 

 

– O que eu quero não importa, além disso, eu perguntei primeiro! Lena passou o cartão na fechadura e a luz, que antes estava vermelha, ficou verde. 

 

– Certo… Bom, então não precisa, não te farei fazer esse esforço desnecessário… Disse dando de ombros.  

 

A morena finalmente girou a maçaneta da porta e a empurrou de leve, mas olhou para a loira incrédula. 

 

– Está dizendo que eu não aguento? Disse com a sobrancelha arqueada, mas parecia realmente ofendida com a suposta insinuação, que nem mesmo havia sido uma insinuação.

 

– O que? Disse totalmente confusa. 

 

– Sim, você acha que eu não te aguento? É isso?

 

– Meu Deus! Claro que não… Primeiro a loira estava na defensiva, mas depois mudou de ideia, resolveu provocá-la um pouco. Se bem que… Vai saber né? 

 

– Pois bem, Senhorita Danvers! Com licença. Disse se aproximando dela e a pegando no colo de uma só vez.

 

Lena caminhou cerca de dois passos com ela no colo e terminou de empurrar a porta com o pé. Entrou, fechou a porta com uma das mãos, e Kara estava incrédula observando tudo, do colo dela. Entrelaçou os braços em volta do pescoço e estava imaginando de onde ela tirava tanta força, elas eram quase do mesmo tamanho. 

Quando entraram, ela ainda caminhou um pouco com a loira no colo e a colocou de volta de pé. 

 

– Uau, até que você é fortinha. Disse a loira ainda provocativa. Não pensei que fosse tão orgulhosa, e é Senhora! Senhora Luthor! Se você não sabe, acabei de me casar! Disse séria, tanto que aquilo soou quase sexy. Na realidade era a intenção, havia ficado excitada naquela situação. 

 

– Fortinha? Lena virou os olhos. Eu mereço mesmo… Falou mais para si, mas Kara ouviu só que escolheu ignorar. 

 

Ambas olharam em volta daquele quarto imenso, coberto por pétalas de rosas, no chão, na mesa, no sofá, na cama. Na cama havia um coração desenhado com as pétalas e aquilo chegava a ser brega. Talvez elas pensassem aquilo porque não eram noivas apaixonadas. 

 

– Uau, isso é um quarto de hotel ou um apartamento? A loira estava surpresa e Lena deu de ombros. 

 

– Os dois? 

 

Kara parou de olhar para o quarto, apenas para olhar para Lena e morder o lábio, estava excitada, muito excitada. Poderia transar com ela em cada centímetro daquele quarto. Isso tudo só por ela tê-la pego no colo. Ou porque já queria fazer aquilo com ela a noite toda.

 

– Está quente aqui, pode ligar o ar condicionado? Perguntou a loira e Lena assentiu e ligou o ar, ela mesma estava com a mesma sensação. 

 

Em uma mesinha bistrô, havia um balde com gelo, uma garrafa de champanhe e duas taças, além de uma pequena tigela com cerejas. 

 

– Você quer champanhe? Perguntou Lena que estava mais próxima da mesa, vendo Kara ainda observar encantada o lugar. 

 

A loira olhou para ela e para a mesa onde estava o champanhe. 

 

– Champanhe com cereja? Mais um clichê… Isso realmente é bom? 

 

– Prove, e me diga você. 

 

A morena serviu champanhe em duas taças, agarrou uma delas, pegou uma cereja e caminhou até a loira. Parou em frente a ela e a olhou seriamente nos olhos. Ela estava com uma expressão que para Kara seria indecifrável e a loira já estava sentindo novamente aquela tensão sexual no pouco espaço que as separava. A morena deu mais um passo à frente, chegando bem próxima, ao ponto de quase se tocarem, pois o vestido a impedia de chegar mais perto. 

Sem tirar os olhos dos azuis, a mão que segurava a cereja se levantou e ela aproximou a fruta dos lábios da loira, até tocá-los. 

 

– Abra… Pediu calma e firme ao mesmo tempo.

 

A loira entreabriu os lábios levemente, deixando a língua encostar à fruta primeiro e depois a puxando com a boca suavemente, chegando a encostar os lábios nos dedos dela, fazendo Lena abaixar os olhos sem mexer o rosto, e observar a cena, bem de perto. 

A mão levantou e ela encostou suavemente a borda da taça nos lábios dela, e quando ela, mais uma vez, entreabriu a boca, Lena começou a virar a taça para que o líquido escoasse até a boca da loira. Ela tomou um gole e pareceu estar tentando captar a essência daquele sabor ou daquela mistura de sabores. Assim que tirou a taça dos lábios dela, Lena chupou as pontas dos dedos que antes seguravam a cereja e que foram tocados pelos lábios da loira, e depois tomou um gole do champanhe. Tudo isso sem deixar de olhar nos olhos dela e Kara ficou paralisada, aquilo sem dúvidas havia abalado todas as suas estruturas. Jurava até mesmo que havia ficado de boca aberta. Aquilo era muito sexy e excitante. 

 

– E então, Senhora… Luthor… Disse abaixando a taça dos lábios e colocando a mão livre no bolso da calça. 

 

– Maravilhoso… Soltou a loira quase com um suspiro junto com o ar que estava antes preso nos pulmões. 

 

– Quer mais? 

 

– Por favor… Pediu quase como uma súplica, ela falava até baixo agora, isso porque estava extasiada com aquilo. 

 

A morena caminhou calmamente até a mesa, colocou mais champanhe na taça, já que havia tomado o resto, e agarrou uma cereja, mas levou as duas taças dessa vez. Voltou de encontro a ela, lhe entregou uma das taças e aquela leveza, aquela calma, não poderiam ser explicadas. Não enquanto Kara pensava que ela mesma estava quase se desfazendo naquela situação. Como ela poderia se manter tão firme, fina, elegante, poderosa, gostosa… Daquele jeito? Não era justo consigo.

A morena levantou a taça como quem propõe um brinde e, automaticamente, Kara levantou a sua e tocou suavemente na dela. Mas como ela não disse nada, a loira perguntou. 

 

– A que? 

 

– Ao nosso casamento! Kara apenas assentiu e sorriu, mesmo que ela permanecesse séria. 

 

Ambas tomaram um gole e Lena se aproximou mais uma vez. Levantou a mão e, ao olhar a cereja, Kara abriu a boca e foi buscar a fruta, mas Lena recuou, puxando um pouco o braço para trás. A loira não se frustrou e sim se sentiu desafiada, levantou a mão e segurou o braço dela, enquanto a boca ainda buscava a fruta, e quando ela a alcançou fez questão de chupar as pontas dos dedos dela ao puxá-la para dentro da boca.

Desta vez, porém, a morena não conseguiu permanecer inalterável como antes. Estava prestes a perder o controle. Aquela situação estava começando a ficar insuportável, difícil demais para resistir. Queria despi-la com pressa, devorá-la como um animal. Mas é claro que não iria fazer aquilo com pressa, não naquela noite. Não na primeira vez. 

Depois de chupar os dedos dela, Kara virou de uma vez o conteúdo da taça, parecendo estar com muita sede, o peito subia e descia. 

 

– Você quer mais? Perguntou prestativa vendo a situação de quase desespero dela. 

 

– Sim, mas eu quero a sua. Alcançou a taça das mãos dela e a virou, tomando tudo em quase que um só gole e Lena estava espantada. Ela parecia… Diferente? 

 

Então Kara caminhou até a mesa, levando as duas taças e serviu mais uma, a virou de uma só vez. E respirou fundo, tentando recobrar a calma. Voltou até ela alguns segundo depois, realmente parecendo mais calma. 

 

– Lena, eu estou com muito calor, você pode me ajudar? 

 

A morena engoliu a seco e não soube o que dizer, mas logo, Kara continuou. 

 

– É que eu não consigo tirar esse vestido sozinha… Foi preciso alguém me ajudar a colocá-lo e agora eu preciso de alguém para tirá-lo. Obviamente ela escolheu as palavras com duplo sentido. Percebeu o quanto a outra havia ficado sem jeito. 

 

– Você precisa soltar isso aqui. Disse se virando de costas e apontando uma espécie de zíper minúsculo no meio daqueles tules, que mal dava para ver. 

 

– E depois, embaixo vai ter dois botões aqui dos lados e eu preciso que você os solte.

 

– Certo… 

 

A morena se aproximou por trás, as mãos alcançaram o zíper e ela o segurou firme, depois o abaixou. 

 

– Isso, agora aqui e aqui. Disse colocando as mãos nas laterais do corpo. 

 

A morena se aproximou ainda mais, colando os corpos, a não ser pela porcaria de vestido que ainda estava entre elas. Ainda. Kara levantou os braços e enrolou os cabelos, levantando e deixando o pescoço à vista, o abanou com uma das mãos. Apenas para convidá-la a sentir seu cheiro se ela quisesse ou, a tentasse um pouco. 

As mãos desabotoaram o lado direito, depois o lado esquerdo e Kara desabotoou o da frente, depois puxou toda aquela parte de baixo do vestido e a arrancou, jogando para o lado, ainda de costas para ela, somente para que ela sentisse sua bunda encostar nela. E foi o que aconteceu. 

Não resistindo muito, Lena deu uma leve olhada para baixo, quase tendo um infarto com a visão. A loira se virou de repente e quase a pegou em flagra, mas ela disfarçou a tempo. 

 

– Obrigada, bem melhor, me sinto mais leve… 

 

– Imagino. Sorriu sem jeito. 

 

– Eu não consigo me abaixar com esse corselet, você poderia me ajudar com os meus sapatos? Parecia até inocente em seu pedido, não fossem suas segundas intenções.

 

A morena se abaixou e precisou respirar fundo conforme os olhos percorriam aquele corpo até chegar aos pés. Ela colocou um dos joelhos no chão e foi até o fecho do sapato. Poderia dizer que suas mãos estavam quase trêmulas devido ao nervosismo, enquanto tentava abrir aquele negócio.

Como não estaria? Kara estava apenas com um corselet branco, que ainda era a parte de cima do vestido. Tirando a parte em que embaixo do resto do vestido, daquela parte que já não existia mais, ela possuía uma meia calça delicada com rendas nas partes de cima da coxa, ligadas a uma cinta que se prendia também no corselet, e uma calcinha branca que contrastava perfeitamente naquela pele branca levemente bronzeada. 

Em sua tarefa árdua de ter que ficar ali naquela posição, literalmente de joelhos, temia até mesmo não ter forças para se levantar. Depois de desabotoar o fecho, fez menção de retirar o sapato do pé dela, e então Kara se segurou nos ombros dela e levantou a perna para que ela pudesse fazê-lo. Levantou suficiente para sua coxa ficar na altura do rosto dela e a tocar com a parte interna da perna. Lena engoliu a seco, tentando não olhar muito e depois fez o mesmo com o outro sapato. Em seguida, ela se levantou, não conseguindo deixar de fazer o mesmo percurso com os olhos e observar toda aquela cena daquele conjunto sexy e extremamente indecente, provocante.

 

– Obrigada. Disse sorridente, como se não estivesse seminua e naquelas condições. 

 

Lena apenas sorriu um disponha, não teria coragem de falar nada. A verdade era que estava tentando não olhar para tudo aquilo à sua frente, mas seus olhos a traiam. Kara, nada boba, percebeu e se aproximou. Agora ela estava mais baixa e Lena ainda estava de saltos. 

 

– Estou em desvantagem, tire os sapatos. 

 

– Ok… Ela apenas empurrou os sapatos com os próprios pés e os tirou, e elas voltaram a ficar quase da mesma altura. 

 

– Bem melhor. As mãos da loira foram até o terno na parte dos ombros e ela passou acariciando o tecido, subindo e massageando. Você me ajudou agora nada mais justo que eu te ajudar…

 

As mãos dela foram até as bordas do terno e ela o tirou com a ajuda de Lena. Ela jogou o paletó para o lado e as mãos foram até os ombros. Mais uma vez, ela os massageou. 

 

– Você parece tão tensa… Você está? 

 

– Um pouco…

 

Kara caminhou e deu a volta, parando atrás dela. As mãos foram até o cordão do colete e ela desfez o laço. Os olhos aproveitaram para encarar o quanto a bunda dela ficava linda naquela calça social. 

 

– Sabe, eu amo esses coletes que você usa… 

 

– É mesmo? 

 

– Sim… São tão elegantes…

 

– Obrigada. 

 

– Charmosos... Continuou. 

 

Aproximou-se ao ponto de encoxá-la, e as mãos passaram em volta do corpo dela, até chegarem aos botões do colete, desabotoou um a um, enquanto o nariz percorria os cabelos negros soltos, perfeitamente lisos. 

 

– Você acha? 

 

– Acho sim, acho que você fica um charme com eles… 

 

Caminhou lentamente voltando a ficar de frente para ela. Pegou nas laterais do colete e também o tirou. 

 

– Mas também acho você charmosa assim, só de calça e camisa… As mãos foram até as costas da camisa, na altura da lombar, e ela estava levemente molhada. Eu sabia que você estava passando calor, está até molhada…

 

Lena se absteve de responder e passou a observá-la, queria saber até aonde ela iria chegar com aquilo. As mãos dela foram até os ombros mais uma vez, e depois de massageá-los de novo, a segurou pelo colarinho. Enquanto a segurava, encarava sua boca. Kara não estava mais aguentando, queria tanto que ela a agarrasse, a pegasse de jeito e lhe castigasse como ela merecia, mas ela permanecia calma e inalterável, era o que a loira pensava. Será que o "plano b" realmente funcionaria? Até agora não, mas quem sabe a ausência dele sim. 

 

– Eu não posso dormir com isso, e eu ainda preciso da sua ajuda para tirá-lo, prometo que é a última coisa que eu peço. Disse apontando para o corselet. 

 

O que? Dormir? Como assim dormir? Que papo era aquele, do que ela estava falando? Ela não estava falando sério, estava? Como alguém que usa uma peça como aquelas numa noite de núpcias espera dormir? Tudo bem que elas não eram um casal de verdade, mas se aquilo não fosse proposital, Kara estava no mínimo tentando matá-la do coração.  

Lembrou-se que durante toda a cerimônia ela estava ali, do seu lado, usando aquilo, escondendo tudo aquilo por baixo daquele vestido, e se sentiu ainda mais excitada. A dança! Céus, aquela dança que por si só já havia mexido com seu corpo todo, e ainda bem que ela não sabia que ela usava aquilo, pois não resistiria, ficaria mais nervosa e aflita do que já esteve a noite toda. 

 

– Vire-se! Ordenou, já estava na hora de tomar uma atitude. 


 

Aquela ordem fez a loira se sentir ainda mais molhada e obedecer sem pensar duas vezes. Rápida, Lena soltou o laço que amarrava o corselet e depois o afrouxou, aproveitando para olhar para a bunda dela, ela não estava vendo mesmo. Depois de afrouxar a peça suficiente para que ela saísse por cima, Lena apenas foi até a parte da frente e soltou as cintas que se prendiam a ele, depois o retirou e, Kara, ainda de costas, levantou os braços para ajudar. Ela jogou a peça para o lado e Kara não teve tempo para pensar em se virar. 

Lena a puxou contra seu corpo, fazendo a bunda dela se encaixar perfeitamente em seu colo e depois as duas mãos procuraram seus seios desnudos e os apertou com força contra as mãos, fazendo a loira gemer alto. Aquela encoxada com aquela apertada era demais. Queria dar pra ela naquele exato momento, queria que ela tomasse sua intimidade urgentemente, queria que ela a tocasse com aquela força, só que embaixo. 

A morena sentia o rosto queimar, arder em brasa, era uma mistura de timidez com desejo, luxúria. Mesmo assim, apertava ainda mais os seios dela, que cabiam perfeitamente em suas mãos, o que para ela, era ainda mais excitante. O rosto passou a roçar na nuca dela, em meio ao emaranhado de fios loiros e ela ainda esfregava a bunda nela, se projetando para trás. Uma espécie de dança agonizante entre o desejo dos corpos. Lena queria sentir mais, queria pele na pele. Apenas tirou as mãos dos seios dela para abrir o zíper da própria calça e o descer, para abaixar o tecido que a atrapalhava. 

A loira tentou se virar, mas ela não permitiu, voltando a puxá-la com força, fazendo a bunda dela chocar, bater contra seu sexo, agora só de calcinha. As mãos alcançaram novamente os seios e ela os apertava, massageava enquanto começou a beijar, chupar o ombro dela. 

A loira, naquela mistura de agonia e prazer, não tendo muito que fazer para aliviar o próprio prazer, buscou as coxas dela com ambas as mãos e passou a apertá-la com força enquanto passou a rebolar e esfregar a bunda nela dessa forma. 

Do nada, Lena começou a empurrá-la para frente, sem se separar dela, caminharam até a parede mais próxima, onde Lena a prensou com força, fazendo-a ficar com o rosto colado nela, de lado, e ela pudesse ver seu sorriso safado, teve certeza de que ela estava gostando, e como estava. Uma das mãos da morena juntou o máximo que conseguiu dos cabelos loiros e puxou cabeça dela para trás, enquanto ela apertou a outra mão contra a bunda dela, com a mesma intensidade de força. Mais uma puxada dela e Kara gozaria sem que ao menos ela tivesse tocado sua intimidade.  

O peito das duas subia e descia em puro desejo. A loira parecia desesperada, necessitada, e Lena apenas confirmou isso quando contornou a pela cintura dela e enfiou a mão dentro da calcinha, buscando rapidamente sua entrada, e ambas suspiraram com o toque. Ela estava tão molhada, tão quente, tão pronta. 

Os dedos passaram a deslizar naquele espaço apertado que a calcinha delimitava e Kara já gemia descompassada mesmo que baixo. 

 

– Lena… Por favor… 

 

– O que você quer? Falava com os lábios próximos do ouvido dela. 

 

– Eu quero você… Aquelas carícias em seu clitóris estavam ficando difíceis de suportar, ela queria mais, a queria dentro. 

 

Então ela retirou a mão de dentro da calcinha e a virou de frente para ela, apenas para encarar o desejo estampado em sua face. Calmamente, a mão direita foi até o rosto dela e ela o acariciou, até chegar aos lábios, e ela os acariciava com o polegar. Se ela estava tentando prolongar tudo aquilo, Kara sabia que ela estava conseguindo, mas precisava urgentemente sentir o gosto daquela boca de novo. Queria sentir a língua dela dentro de sua boca. A loira beijou o polegar num gesto calmo, mesmo que estivesse louca de desejo e sussurrou. 

 

– Me beija… 

 

Lena a puxou pela nuca e agarrou seus lábios, num beijo voraz, devastador. As línguas se exploravam com pressa, necessidade. Aquele sim era o beijo que ambas queriam desde aquele da cerimônia. Um beijo de língua, quente, que às fizesse perder o ar, e terem que se soltar mesmo sem querer. 

As duas mãos da loira seguraram o rosto dela novamente para puxá-la para mais um daqueles, e as mãos de Lena apertavam sua cintura firmemente. Elas se separaram mais uma vez sem ar, e Lena a puxou e a ergueu de uma só vez, a encaixando em seu colo e elas voltaram a se beijar, enquanto ela caminhava com ela. Cama, sofá, o que estava mais próximo? Não conseguia pensar. Mas a cama seria melhor. Quando chegou nela, deitou a loira e subiu nela. 

Voltaram a se beijar loucamente, as mãos da loira buscaram os botões da camisa e ela a abriu, mesmo em meio à dificuldade de se tocarem. Assim que abriu todos eles, as mãos foram até as costas dela, ela precisava apertá-la, senti-la nua contra os dedos, puxá-la para mais perto. Lena ficou de joelhos na cama, apenas para arrancar a camisa e jogar, depois Kara abriu seu sutiã e ela fez o mesmo com ele. 

Voltou a se deitar sobre ela, prensá-la agora contra aqueles lençóis. Os corpos se esfregavam um no outro e Kara gemia em seu ouvido, mesmo que baixo, e que ela ainda não tivesse se entregado por inteiro como desejava. Os seios nus se esfregavam um no outro, se sentiam. A intensidade daqueles amassos só levaria a um lugar. Então mesmo fazendo um grande esforço, Lena se afastou daquela boca. 

 

– Kara… Espera! Disse se apoiando nos braços e tirando todo seu peso de cima dela. 

 

– O que foi? Está tudo bem? Perguntou passando as mãos no rosto dela e tirando alguns fios da frente dele e depositando atrás da orelha. 

 

– Sim, mas… Você tem certeza? Tem certeza que quer fazer isso?

 

– Claro que sim! E você? Você tem certeza? 

 

Se eu tenho certeza de que quero você? Disso eu não tenho nenhuma dúvida. Pensou Lena. 

 

– Sim! 

 

– Você quer mesmo? Lena assentiu com a cabeça, ainda estava ofegante. Você me quer Lena? 

 

Essa pergunta foi para acabar com o restante de sanidade que lhe restava. Lena não respondeu apenas a beijou, beijou como se precisasse mostrar para ela o quanto a queria. 

A loira não só entendeu aquilo como um sim. Ela pegou a mão da morena e levou até o meio de suas pernas e abriu elas um pouco. Lena apertou a mão contra seu sexo fazendo Kara gemer alto, precisava senti-la agora mesmo, não dava mais para esperar. 

 

– Eu preciso de você agora, Lena!

 

– Eu sei… 

 

Apoiou-se no cotovelo, deitando-se ao lado dela, ainda a apertando daquela forma e olhando para o que estava fazendo. 

 

– Tão bonito… Seria uma pena ter que tirar… Disse se referindo à calcinha ainda presa a meia pelas cintas. 

 

– Nós não precisamos…

 

Kara empurrou a calcinha um pouco para o lado, mostrando para Lena e sorrindo maliciosa. A morena apenas sorriu e aproveitou a deixa. Colocou dois dedos através daquela brecha e sem nem ao menos acariciá-la a penetrou com os dois, fazendo Kara perder o ar. Sentiu a alma sair do corpo. Caralho! Foi o que pensou quando sua alma voltou para o corpo quando ela retirou os dedos em seguida. 

Sua vagabunda interior queria pedir para que ela a fodesse sem dó, sem pena. Que ela acabasse com ela de todas as formas. Ela mal havia começado. Enfiou os dedos novamente e tirou lentamente. Queria gritar. Mas não podia, não sabia se poderia mostrar sua vagabunda assim tão de cara, ela era tímida não era? E se ela desistisse? Pensasse que ela era escandalosa demais? Tentaria se conter ao máximo.

Logo nas primeiras estocadas, Lena estava usando uma força que a faria gozar logo. Não era isso que ela queria. 

 

– Ah… Gemeu alto. 

 

Droga! Como eu posso me conter dessa forma? Pensou. 

 

Lena também estava em êxtase. Céus! Como ela era apertada, e gostosa, e quente! Queria aumentar a velocidade de suas estocadas. Fodê-la com força, como ela merecia ser fodida. Então, de repente, ela tirou seus dedos e Kara a olhou incrédula, mas ela foi mais rápida.

 

– É lindo, mas está me atrapalhando! Disse puxando as cintas das meias, ela não soltou, ela simplesmente puxou e rasgou, o tecido da meia era bem fino. Aquilo deixou Kara ainda mais excitada. Ela voltou até o tecido da calcinha, pelas laterais, e a puxou, arrancando de uma vez e voltando a penetrá-la na mesma rapidez. 

 

– Ah! Gritou, sem contenção, sem pudor e Lena sorriu. 

 

Passou a forçar cada movimento de vai e vem com uma velocidade absurda, tal que Kara passou a se contorcer e se agarrar nos lençóis. Conter os gritos já estava fazendo até mesmo sua cabeça começar a doer. Queria pedir para ela ir mais devagar, mas ao mesmo tempo, queria que ela continuasse. Era uma briga interna.

 

– Por que você está contendo os seus gemidos? 

 

– Eu… Eu não sabia se poderia fazer barulho aqui… Sentiu uma timidez desnecessária pela primeira vez. 

 

– É nossa noite de núpcias, Kara. Você pode gemer o quanto você quiser. A menos que não queira. 

 

– Como se fosse uma opção não gemer com você me fodendo desse jeito! Dessa vez, Lena quem sentiu as bochechas corarem com o comentário, mas ao mesmo tempo, adorou ouvir aquilo. 

 

– Então geme pra mim, Kara! Meteu forte.

 

– Oh… Le-na… Isso… 

 

Kara começou a gemer sem controle, sem pudor. Quanto mais ela a penetrava, quanto mais forte, mais ela gritava e desejava ter mais. Ela a abraçou e começou a enfiar as unhas, mesmo que curtas, nas costas dela, apertá-la. Queria que ela entrasse dentro de si cada vez mais, mais fundo, mais forte. 

A morena sentia as mãos dela apertarem com tanta força sua pele que queria lhe dar ainda mais, queria lhe proporcionar mais prazer. Sentia as primeiras gotas de suor se formar em sua testa, e em sua nuca embaixo dos cabelos que já estavam ficando bagunçados. Ela estava quase vindo, ela estava se fechando em seus dedos e gemendo cada vez mais alto. 

 

– Ah… Isso… Isso… 

 

Kara estava ficando cada vez mais apertada e tentava fechar as pernas, mas Lena não permitia. Ela já estava trêmula e cansada, parecia que não tinha mais nada a oferecer, mas tinha. Esforçava-se para não gozar logo, queria dar cada segundo a mais que fosse de prazer para ela. 

As pernas começaram a tremer e ela começou a se fechar de uma forma que Lena sabia que não poderia mais tirar os dedos, apenas os forçava ainda mais fundo dentro dela, mais algumas estocadas e ela a agarrou com força. Se fechou de uma só vez, a prendeu dentro de si, mas depois a empurrou com a própria mão para fora. Sentiu seu orgasmo escorrer literalmente. Nunca na vida havia gozado tanto, não daquela forma a ponto de encharcar o lençol, a mão toda da morena, que sentiu a mesma coisa. Jamais havia estado com uma mulher que gozasse tão gostoso daquela forma, era isso que ela pensava. 

Kara a puxou para cima de si e a abraçou, a apertou enquanto fechou as pernas entre as coxas dela. Ela fazia tanta força para segurá-la, que Lena a sentia até mesmo tremer. Mesmo com o ar condicionado, ambas tinha cabelos bagunçados e grudados no suor da testa, ou do pescoço. Quando ela se acalmou e a soltou, Lena desabou no colchão ao lado dela. Tentando recuperar o fôlego. 

A loira depois de alguns minutos da mesma forma subiu em cima dela e se sentou no colo dela. 

 

– Cansada? Perguntou a vendo ainda retomando o ar.

 

– Não, e você? 

 

– Um pouco, talvez… 

 

Se abaixou e começou a retirar os fios de cabelos colados na testa dela. O rosto dela estava vermelho, de uma mistura de batom borrado e esforço físico. Depois lhe deu um selinho, um pouco demorado e Lena fechou os olhos. Os corpos suados estavam começando a ficar gelados devido ao ar frio do ambiente.  Começou a traçar a linha do nariz dela com o indicador, descendo do meio das sobrancelhas até a ponta. Ela parecia ainda mais linda agora. E Kara estava feliz, feliz de uma forma tão intensa que chegava a ser estranho. Nunca tinha sentido as pontas dos dedos das mãos formigarem depois do orgasmo, aquela era a primeira vez. Começou a traçar linhas por todo o rosto, lábios.

Poderia passar o resto da noite olhando para ela. E ela abriu os olhos. 

 

– Isso faz cócegas… Disse rindo enquanto ela acariciava seus lábios. 

 

– Você fica adorável com cócegas… Disse sorrindo e fazendo Lena corar. 

 

Não sabendo lidar muito bem com elogio, Lena apenas olhou bem para ela, depois se levantou e ficou sentada, ainda com ela em seu colo. As mãos da loira foram para seu pescoço mais uma vez e ela começou a apertar os dedos na parte da nuca, numa espécie de massagem que estava deixando Lena mole. 

 

– Acho que você ainda precisa relaxar… 

 

– Acho que isso que você está fazendo está ajudando muito… Fechou os olhos, apenas para sentir melhor a massagem. 

 

– Nesse caso, eu posso continuar… 

 

A loira se projetou um pouco mais para frente, apenas para que suas mãos alcançassem as costas. Passou subindo os dedos pressionando a pele dela, desceu passando as unhas e subiu de novo. 

Ter aquela mulher com as pernas abertas, praticamente se roçando e se esfregando nela, não estava sendo fácil para Lena. Resistia porque a "massagem" realmente estava boa, mas começou a ficar impossível quando ela basicamente jogou os seios em seu rosto. 

Num movimento simples, Lena a agarrou pela cintura com as duas mãos e a apertou, segurando ela exatamente na posição em que estava, a boca encostou no seio e ela o agarrou, acariciando com a língua, chupando e agarrando o outro com a mão. 

Ter aquela boca tão maravilhosa chupando e mamando em seu peito, estava fazendo Kara gemer em antecipação, ela era boa, muito boa. Quando pensou em alternar entre os seios, encarou o outro e parou um instante, e Kara viu uma espécie de pânico no rosto dela, teve vontade de sorrir, mas se conteve e não disse nada, apenas esperou e depois de alguns segundos ela perguntou. 

 

– Dói se eu…? Digo… E-eu posso fazer isso? 

 

– Não dói, fica tranquila. Pode fazer o que quiser, até morder. 

 

– Eu nunca…

 

– Tudo bem. 

 

Antes que ela surtasse ou pensasse em parar, Kara agarrou seus lábios para um beijo, que demostrava o quanto queria mais dela. A morena correspondeu ao beijo enquanto suas mãos apertavam as costas dela, subiam para a nuca e entrelaçava os cabelos, até puxar sua cabeça para trás. Desceu beijando a linha do maxilar, passando pelo pescoço e a clavícula, enquanto Kara, já rebolava em seu colo. 

Não contendo seu desejo de provar daquela sensação, ela agarrou o outro seio com a boca e nesse ela passou a língua de leve, com cuidado, primeiro conhecendo e depois passou a fazer o mesmo de antes, sugar para dentro da boca, mamar, chupar e passar a língua força-la. No início, a loira não estava gemendo, mas não demorou muito a fazê-lo, o que fez Lena pensar que precisava aplicar mais força, precisava de mais empenho ali. 

Aquilo era novidade para ela, mas estava adorando cada segundo. Jamais imaginou que Kara seria o tipo de pessoa que possuía um piercing no mamilo, ainda mais por ser médica. Mas ninguém consegue imaginar algo do tipo só de olhar para alguém, certo? 

De fato, a joia tornava ainda mais sexy aquele corpo e aquele seio tão pequeno, bem desenhado, que com um pouco de esforço poderia quase caber inteiro dentro de sua boca. Ela era tão sexy, tão safada, tão gostosa… Era isso que Lena pensava da mulher que agora rebolava e esfregava o sexo em sua barriga. 

Sem soltar a boca do seio onde brincava com a língua, Lena enfiou a mão no meio das pernas dela e buscou a entrada. Ela estava muito molhada, aparentemente mais do que antes ou era apenas o desejo que falava mais alto. Ela enfiou um dedo e começou a acariciar o clitóris com o dedão, fazendo Kara se agarrar nos cabelos negros e começar a gemer. 

 

– Lena… Por favor, eu preciso de mais, eu quero mais...

 

Em seu pedido, sofria enquanto ela, parecendo ignorar seu pedido, permaneceu com o dedo dentro dela, o movimentando pouco e continuando a estimular seu clitóris. Ela estava cada vez mais molhada, cada vez mais necessitada. Sentia um vazio preencher sua intimidade cada vez mais, uma falta dela.

 

– Eu não aguento mais… Lena! Disse ofegante, segurando o rosto dela com as duas mãos, precisava da atenção dela. Eu quero você dentro, eu preciso de você dentro de mim.

 

A morena apenas assentiu, não escondendo muito sua satisfação em ouvir aquilo. Sabia o estado que ela estava, podia sentir sua pulsação, seu desejo, mas ouvi-la dizer, implorar, era maravilhoso. 

 

– Eu já estou dentro de você… Disse começando a movimentar o dedo para dentro e para fora lentamente e passando a olhar para baixo, para seu dedo e o que ele estava fazendo. 

 

– Mas eu quero mais! Disse um pouco frustrada. 

 

– Não sei se você merece… Falou ainda olhando para o próprio movimento da mão. 

 

– Como é? A loira agora parecia realmente ofendida. Isso é o que vamos ver! 

 

Ela foi até o pescoço da morena e passou a língua, subindo até a orelha e mordendo o lóbulo, fazendo Lena sentir seu hálito quente, tão próximo daquela região tão sensível. Gemeu como uma vagabunda em seu ouvido e depois passou a sussurrar algumas obscenidades. 

 

– Você acha que eu preciso fazer por merecer? Pois bem, Lena… O negócio é o seguinte, eu estou louca pra dar pra você, e eu não estou falando de agora. Desde a hora que eu pisei naquela cerimônia, desde o momento que eu te vi esperando por mim naquele altar, tão maravilhosa e linda naquele terno… Eu só queria acabar logo com isso pra poder sentar em você, e olha só onde estamos…

 

Conforme ela ia dizendo todas aquelas coisas, todas aquelas palavras, Lena ia respirando cada vez com mais dificuldade. Ela era má, ela jogava sujo. 

 

– Eu estou precisando tanto da sua ajuda… Sei que disse que não te pediria mais nada hoje, mas eu menti. Menti porque o que eu vou te pedir agora, é um pedido especial. Posso? 

 

Saiu de seu ouvido para encará-la em busca da resposta. Ela apenas assentiu com a cabeça, estava com uma cara de tesão, que fez a loira sorrir vitoriosa. 

 

– Eu preciso que você me preencha, eu quero você toda dentro de mim, quero que você me foda com quantos dedos você quiser, mas me fode com força, do jeito que você fez agora pouco, porque eu quero gozar daquele jeito. E não só isso, eu quero gozar na sua mão, quero gozar no seu colo, quero gozar em você inteira…

 

Ela não conseguiu dizer mais nada porque não foi preciso. Mesmo engolindo a seco e tentando desfazer a expressão de tesão que se instalou em sua face, ela retirou o dedo que estava dentro dela e depois a penetrou com três. Ela queria gozar daquele jeito? Queria gozar nela toda? O que foi aquilo? Iria fodê-la com maestria, precisava arrancar o que conseguisse dela. Isso apenas ignorando o fato de que poderia ter gozado só de ouvi-la falar aqueles absurdos em seu ouvido. 

Começou a estocá-la com afinco, queria fazer ela pagar por todas aquelas palavras que a deixaram num estado tão vulnerável. Quando viu, logo nos primeiros movimentos, que ela estava sorrindo realizada, entrelaçou os dedos nos cabelos e puxou sua cabeça para o lado, forte e doloroso. A cara de tesão só piorou, os gemidos só aumentaram. Ela era sem dúvidas uma vagabunda e aquilo só aumentava ainda mais seu próprio tesão. 

Nada mais foi dito, elas apenas sentiam uma à outra e Kara teve a certeza de que não deveria brincar com fogo, pois estava se queimando, se queimando muito e estava adorando. O problema agora era ser penetrada daquela maneira absurda de gostosa e não poderia resistir muito tempo, mas precisava. Fazia de tudo para não gozar, não fazia nem dois minutos que ela a estava estocando daquele jeito, fazia? Não tinha ideia, mal podia pensar. Não daquele jeito. 

Gemia alto, mesmo que tentasse não ser tão escandalosa, seria impossível. Aquela mulher estava acabando com ela, e ela merecia, merecia cada toque daquele que por vezes sentia que iria destruí-la. Prazer poderia matá-la? Se pudesse, ela estaria morta dentro de poucos instantes. 

Lena não dava folga, puxava seus cabelos com mais força, a estocava mais fundo. Entradas, saídas, não podia mais resistir. A morena sentia que ela estava se segurando, pois seu corpo já apresentava sinais. 

 

– Você não queria? O que está esperando? Goza em mim…

 

Oh não, aquilo não poderia ser real. Como se levasse um tiro com aquelas palavras, sentiu um frio percorrer a espinha, estava cansada de se segurar. Tão rápido. O que Lena pensaria dela? Não importava afinal, ela estava lá. Ela estava metendo com força nela e ela deveria saber, sentir que ela estava se fechando, não estava aguentando mais. Então ela disse aquilo, ela queria que ela realmente gozasse nela. 

Mais algumas estocadas e gemidos que eram dolorosos, ela parecia estar sofrendo cada vez mais e a morena se realizava com sua expressão de prazer e agonia. 

 

– Eu vou… Não conseguia nem ao menos falar direito, as estocadas mal deixavam ela respirar. Go-z-a-a… ah… ar…

 

Como se realmente tivesse dado seu aviso, gozou, espirrou, expulsando a mão dela para fora de si e ficando mole em seguida. Antes que seu corpo caísse para trás, a morena a envolveu e a segurou. 

A loira se agarrou nela com braços e pernas e começou a apertá-la ainda mais, seu corpo tremia e ela ainda parecia fazer força, como se estivesse gozando de novo, ou simplesmente não tivesse extravasado todo seu prazer. Lena sentiu ela molhar sua barriga e junto com ela, seu próprio orgasmo escorrer pelas pernas. 

As duas continuaram se apertando por mais um tempo como se precisassem daquilo. Kara estava com os olhos fechados e os apertava. Tanto que quando os abriu, para olhar para as mãos que estavam de novo com aquela sensação de formigamento, sentiu a vista embaçada. Soltou um primeiro bocejo, fazendo Lena sorrir de leve ainda afundada em sua bagunça de cachos no caminho entre ombros e pescoço.

Os minutos seguintes fez parecer que o mundo havia parado. Nenhuma das duas precisava estar em nenhum lugar do mundo agora, nenhum que fosse diferente do lugar que elas estavam.

Uma timidez desnecessária e inexplicável surgiu até mesmo na loira e ela não sabia muito bem como seria encará-la novamente, mas ainda assim, precisaria fazê-lo, já estava na hora de saírem daquela posição, estava cansada e imaginou que a outra também estaria.

 

– Eu acho que preciso de um banho…

 

– Ok… Disse soltando os braços dela. 

 

– Bem, nós precisamos… Saiu do abraço e encarou os verdes que brilhavam intensamente. 

 

– Sim... Claro. Banheira ou chuveiro? Lena parecia de novo àquela pessoa tímida, como se elas não tivessem acabado de fazer aquele sexo maravilhoso e eloquente.

 

– Chuveiro, receio que posso dormir sentada na banheira se eu entrar em uma agora… Lena apenas riu.

 

– Está bem, chuveiro então!

 

Ambas se levantaram e Kara foi na frente, entrando no imenso e luxuoso banheiro e ficando chocada com o tamanho daquele lugar. Caminhou direto para o box e ligou a ducha, fechou os olhos e deixou a água percorrer seu corpo da cabeça aos pés. Logo, sentiu a presença atrás de si e ela encostar o corpo no seu, fazendo-a se arrepiar no mesmo instante. 

Kara se virou de frente para ela, a morena pegou o sabonete e começou a desliza-lo por seu corpo. Kara abriu os olhos, mesmo com toda aquela água correndo e a observou. Um coque alto e bagunçado prendia os cabelos no alto. Apenas tomavam banho e nada era dito, até que Lena a fez se virar de costas e passou a esfregar suas costas, depois se encostou nela e deixou a água quente escorrer pelos dois corpos, aquilo estava muito relaxante.

Estar tão perto daquela bunda, sem roupa, sem nada para atrapalhar, mexia com toda a sua sanidade. Não aguentou muito tempo. Quando percebeu, já estava com a boca chupando o ombro dela, subindo pelo pescoço e os braços já acariciavam seu corpo. Teria sido melhor tomarem banhos separadas, pensou. A mão direita foi até o meio das pernas dela e passou a acariciá-la, estimular seu clitóris, e a loira já gemia sem saber ao certo se elas entrariam naquela dança de novo. 

De pé, embaixo do chuveiro, ela a fazia ficar mole a cada movimento, Kara se virou, agarrou o rosto dela com as duas mãos e a beijou. Era tudo o que precisava. Ficaram se beijando até não terem mais ar, ou começarem a sentir que a água estava atrapalhando. 

Lena apenas fechou o chuveiro, saiu, pegou uma toalha e lhe entregou, depois pegou outra e se enxugou. Ela poderia passar a noite toda beijando aquela boca, mas também estava cansada. Elas faziam tudo em silêncio e estavam confortáveis naquela situação.

Quando os olhos voltaram a se encontrar, instantaneamente, as duas bocas procuraram uma à outra. As duas se beijavam como se fosse a primeira vez, e daquela forma, de fato era. Elas estavam apenas se conhecendo. Em meio aos beijos deitaram na cama e continuaram a se beijar, os corpos colados, os gemidos entre os lábios, as reações químicas que começaram a acontecer dentro delas.

Naquela noite, elas quase não dormiram, aquela sensação de querer cada vez mais invadia os dois corpos que depois do cansaço, adormeceram embolados no emaranhado de lençóis e o que restou das pétalas de rosas. 


Notas Finais


Vocês pediram e agora eu só quero ver o surto!!!

Bem, esse capítulo não teve nenhuma volta ao passado porque não queria quebrar ao meio nem nada disso então espero que não tenham se importado!

Beijos e até o próximo!

Tt: @Caammylla


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