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História Laço sobrenatural(Trilogia sangue)Livro 01 - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo 10 (Não revisado)


Fanfic / Fanfiction Laço sobrenatural(Trilogia sangue)Livro 01 - Capítulo 11 - Capítulo 10 (Não revisado)

Pequeno, confortável e elegante. Três palavras que resume muito bem o apartamento de Kalayne.

Nada parece estar fora do lugar. Tudo bem aconchegante e o cheiro de Kalayne está por todos os cômodos.

Os lobos adentram o espaço junto com a guardiã. Se espalham de forma rápida e habilidosa.

Hadirah não consegue ficar sozinha por um segundo, Artur está sempre por perto de forma desconfiada e avaliativa. Ela sabe que o lobo não confia nela e fará de tudo para provar que ela não é confiável.

Ele parece odia-la mais do que qualquer um nessa sala possa. Ela não intende o por quê de tanto ódio que Artur direcionou a ela nos poucos momentos que estiveram juntos, mas isso também não importa, ele também não lhe agrada em nada.

Ela passeia por cada cômodo até encontra finalmente o quarto de Kalayne.  Ela para e não acredita no que ver. Uma força maior a impede de entrar no quarto ou se mover.

— Por que parou? — Artur exclama de forma avaliativa.

Ela não responde e tenta se aproximar da porta do quarto que está aberta. Não pode e não poderia entrar,  ninguém conseguirá. O livro alertou seu modo ataque. Ninguém pode se aproximar dele além da portadora.

— Não podemos entrar. 

Artur passa seu olhar dela para a porta do quarto e não ver absolutamente nada.

— Por que não?

Os lobos rosnam e começam a sentir o perigo que emana o livro. Uma onda de calor invade todo apartamento antes que ela possa dizer o motivo.

— Não.Se.Mecham.

Os lobos não obedecem a ordem e Hadirah tudo que pode fazer é ficar quieta e torcer por sobreviventes.

Lobos são jogados contra a parede e suas peles se derretem de forma lenta e agonizante.

Hadirah se recusa a presenciar a cena e fecha seus olhos, tenta não ver os corpos serem canonizados. Mas não adianta, pois ela poderá escutar todo o sofrimento.

— Caralho, faça alguma merda para isso parar. — A voz firme e dura de Artur é ouvida por ela quê não ousa nem abrir seus olhos.

Mesmo sem entender o por quê, ela sabe que ele foi o único a seguir sua instrução.

— Eu não posso, ninguém pode. Fique quieto e salve sua pele. 

Os gritos ficam cada vez mais alto e o lugar cada vez mais quente. A pele de Hadirah está molhada e com gotas de água. Está cada vez mais insuportável de ficar no ambiente.

Lobos se derretem lentamente contra a parede. Eles podem e sentem cada parte do seus corpos se transformarem em lava quente. Se sentem desesperados por não poderem fazer nada para salvar suas vidas. Todos que estão nessa situação se sentem completamente raivosos e fracassados.

(...)

Kalyne Narrando:

É assustador. Me sinto amedrontada com cada descoberta. Me sinto descepcinada por cada mentira contada.

Ainda me custa acreditar em tudo que foi dito. Não quero acreditar.

Meus olhos ardem a cada passo que eu dou. Meu corpo se sente cansado, mas não quero e não vou fraquejar. Eu tenho que ser forte.

Olho ao meu redor e tento arrumar um plano de fuga. Tenho que lutar. Não posso aceitar ser feita de marionete por eles. Não quero.

Vou para longe. Um lugar que ninguém me conhece, onde nunca mais serei perturbada.

Quero distância de tudo. Esse mundo sobrenatural não é para mim. Eu não quero estar nesse mundo e não irei permanecer nele.

— Parece bem pensativa, querida.

Dona Betânia me olha com seus olhos avaliativo. Arregalo os olhos rapidamente e me questiono se ela pode ler meus pensamentos.

— Não pode ler pensamentos não é?

Sua risada é alta e divertida. Meus olhos são interrogativos.

— Claro que não, querida. Esse dom não nos pertence. Por esse motivo lhe questionei.

— Desculpe-me... Eu não sei o que pensar, minha cabeça está muito confusa.

Seus olhos agora transmitem carinho e doçura.

— Eu lhe intendo. Vem, vou te mostrar algo.

Guia-me calmamente em torno da grande floresta.

Paramos diante de um poço. A água parece ser bem cristalina e puramente bela. Uma luz invade meu rosto e de repente tenho uma sensação de dijavu.

— É o poço Mercle.

Me aproximo do poço com passos indecisos. A água reflete meu reflexo, mas algo ao meu redor brilha instantaneamente.

— O que é isso? — Pergunto totalmente confusa apontando para meu reflexo na água.

— É sua áurea.

— A professora Li... — Me corrijo rapidamente quando percebo meu erro. — a Hadirah me falou algo sobre isso. Ela disse que viu minha áurea e por esse motivo descobriu que eu era "portadora" do bendito livro.

— Só os guardiãos contém esse poder, além é claro do Mercle.

— Qual a história?

— Já ouvia falar em Darlian? — Aceno positivamente com a cabeça, mesmo não sabendo o que tem a ver o conto de fadas com a vida real. — Mercle foi irmão de Darlian. 

— Espera.  Deixa ver se eu entendi direito. A senhora está me dizendo que o grande mago Darlian realmente existiu? Aquele do livro "Dose única"?

— Sim. Algumas coisas fugiram do controle sobrenatural e acabou sendo expostas para o mundo todo. Mesmo quando tolos, não digo todos, não acreditaram nas verdadeiras histórias.

Me calo sobre o que ela falou.

— Mercle foi um feiticeiro incrível. Sua inteligência, perspicácia, integridade, exuberância. Essas foram muitas das características que ele recebeu. Ele era realmente muito bom no que fazia, mas algo mudou em sua forma de pensar. Antes ele queria ajudar seu povo, os proteger do mal, salva-los. — Ela fala com os olhos perdidos e aparente magoados.

— Mas não tem em nenhuma página do livro um suposto irmão de Darlian.

— Essa é uma história para outra ora.

Ela parece não está disposta a contar sobre Darlian e não irei insistir por agora.

— Tudo bem. O que o fez Mercle mudar tão drasticamente?

— Uma mulher. A maldita mulher! — sua voz é amarga e vejo seus punhos se fecharem.

— O que uma mulher poderia fazer para mudar a mente de um homem tão íntegro?

— Ele não era tão íntegro como todos pensavam. — Ela deu um sorriso, mas não era de alegria e sim de amargura. — Ele se apaixonou ou era isso que todos acreditavam. Uma feiticeira de alto escalão.  Ela o mudou e o fez ir para o lado da escuridão.

— Alto escalão?

Ela finalmente olha para mim.

— É quando o poder e sua soberania é tão alta e forte que nem ela mesmo poderia conter... É uma bomba relogio. Só quer mais e mais poder, não se importando de que forma ou por quem tem que passar. É um nível muito alto da magia.

— Mercle também era do alto escalão?

— Você tem que saber que algumas pessoas nasceram com propósitos e muitos deles reque sacrifício. — minha sobrancelha se franze.

— O que isso quer dizer?

— Mercle foi dominado por uma força maior e de feiticeiro bonzinho se transformou em um mago diabólico com sede de sangue inocente. — Ela ignora minha  pergunta e volta para sua história. — Mercle estava completamente descontrolado e estava a ponto de machucar a pessoa que ele dizia amar verdadeiramente antes de sua mudança drástica. Darlian teve que tomar providências e em um alto desesperado o transformou em um poço. O poço Mercle... Ele mostra seu lado bom e mal, basta você pedir verdadeiramente.

— Espera, a feiticeira que a senhora está dizendo é Enshiny? — meus olhos se arregala em expectativa.

— Sim, essa maldita mulher.

— Mas... Como a autora do livro teve acesso a todo esse conteúdo?

— É como eu lhe disse, essa é outra história para outra hora. Posso lhe dizer que ela foi corajosa e sortuda por poder chegar tão perto de Darlian sem ser morta e viver com ele todos esses anos.

— A senhora os conhece? — perguntei eufórica e com expectativa.

— Sim e não são flores que se cheiram. Se bem me lembro eles estão atrás do livro e automaticamente atrás da senhora. 

Olho novamente para a água cristalina e me vejo brilhante.

Preciso de raciocínio.  O livro que fez parte do meu crescimento é real. O feiticeiro que eu sempre fui apaixonada; existe. Magia existe.  Lobisomens existem. Vampiros existem. Anjos exitem.

— Só falta Deus em carne e osso aparecer na minha frente e me cumprimentar. — Suspiro olhando para meu reflexo.

Escuto a risadinha de dona Betânia ao meu lado e volto a olha-la.

— Seu reflexo não tem o mesmo brilho que o meu. Por que eu brilho? — observo.

— Você é diferente, querida. Seu brilho é tão raro e espontâneo que nem mesmo os magos mais inteligentes responderiam sua pergunta. Só periculo pode.

Novamente esse maldito livro. Não o quero e isso foi o motivo de ter mostrado sua localização. 

Isso tudo é um pesadelo.

— Desculpa falar, mas à senhora parece conter uma mágoa muito grande de Mecle. —  ela arregala os olhos.

— Todos nós temos. Ele foi um destruidor. Prometeu, jurou proteger e salvar inocentes. Foi um farsante mentiroso. — Seus rosto contém um tom avermelhado.

— Quantos anos a senhora têm?

Ela me olha de olhos arregalados.

— Não seja curiosa. Vamos vou lhe mostrar o resto do lugar. — Ela parece ter se irritado com a minha pergunta.

Não insisto, mas algo me diz que tem muito mais por trás dessa grande história. 

(...)

Andamos por todos os lugares que meus olhos puderam visualizar. Meus pés já doiam e minha mente já funcionava em um plano de fuga.

Tenho que parece conformada com o meu destino, não posso mostra mais indiferença do que ja mostrei.

Sou esperta o suficiente para me livrar de tudo isso. O livro uma hora dessa já deve está nas mãos da professoara finginda.

Estamos novamente sentadas com os pés dentro do lago. A água não está quente, mas também não está gelada e isso me agrada.

— Ele não tem família? —minha voz sai falha, mas alto o suficiente para que ela me escute. 

Ela me olha e sabe exatamente sobre o que é minha pergunta.

— Seu pais morreram em sua adolescência. Mesmo sem ter muita experiência, ele teve a obrigação e o dever de assumir o posto pelo qual nasceu. Isso o fez ficar mais forte, destemido e frio. O homem que ele é hoje é graças as experiências que a vida lhe deu. — Suspira no final.

— Não teve nenhum irmão, parentes?

— Não... Todos do seu sangue se foram.

— O que a senhora é dele? — pergunto já curiosa.

Vejo quando ela mexe em algo que parece está dentro do bolso do seu vestido. Ela tira de lá um certo amuleto, abre, me mostrando uma fotografia que está dentro.

Uma mulher e um homem. Não é bem uma foto e sim uma pintura. Uma pintura muito bem feita, detalhada e organizada.

— Esses são os pais do supremo. Quando eles morreram, fui encarregada de cuidar dele, mesmo ele tentando me afastar de todos os modos. Eu sempre estive do seu lado em todos os momentos. Presenciei tudo que ele passou. Sofrimento, angústia, tristeza e raiva. Eu o vi se transformar no homem frio que ele é hoje.

— Uriah parece bastante com o pai, mas com os olhos da mãe. — sorriu e ela me acompanha.

Fico em silêncio enquanto ela guarda de volta o seu amuleto dentro do bolso. Passo meus olhos novamente pele meu redor. 

— Pensei que estivéssemos em uma alcatéia, não vejo ninguém a um tempo. — digo querendo saber mais sobre por onde posso fugir.

— E estamos. Aqui é parte principal da alcatéia, o lugar do supremo para ser mais exata. Aqui é onde o supremo resolve todos os problemas da alcatéia e o lugar mais seguro que existe no território. O supremo sabe administrar o mundo lupido. — ela parece bastante orgulhosa do que fala. 

— É tão grande como aparenta ser... O território?

— Posso te mostrar se quiser a parte interior. — uma voz grossa, rouca e bastante conhecida soa, me viro rapidamente pelo susto e acabo caindo dentro do lago.

O susto foi uma reação completamente espontânea. Sinto quando a água entra pela minha boca e nariz. Tento volta para a superfície, mais miseravelmente falho. 

É difícil quando não se sabe nadar!

Sinto quando mãos fortes circulam minha cintura com firmeza e possessividade, me levando direto para a superfície. 

O ar entra pelo meus pulmões, e em um ato de desespero, agarro com firmeza o seu pescoço, com medo de me afogar.

— Calma... Calma-se, eu estou aqui. Fique traquilia.  — sussurra no meu ouvido com sua voz rouca, me causando arrepios.

Seu corpo está completamente colado ao meu. Sinto um certa pressão dura contra minha barriga, arregalo os olhos ao me dar conta do que é.

— V-Você...

— Não se preocupe, eu não vou te fazer nada. Lembra do que eu disse no quarto ontem a noite? — eu só aceno com a cabeça quando ele terminar de sussurrar, não o soltando de maneira nenhuma.

Sinto as águas se moverem contra o nossos corpos com os movimentos que ele faz para nos retirá da água. Eu não protesto ou falo algo, só o deixo me guiar.

Ele me erguer, me colocando sentada. Seus olhos estão fixados aos meus, esperando de certa forma ,alguma reação da minha parte.

— O-Obrigada... — minha voz falha quando tento pronunciamento as palavras corretamente.

Ele não fala nada, mas seus olhos continuam nos meus. Ele toca em minhas coxas as abrindo com delicadeza, me deixando em alerta e tensa.

Não o impeço de nada, de alguma forma, sinto que ele não fará nada para me machucar ou algo contra a minha vontade. 

Ele coloca suas grandes mãos entres minhas pernas, minha respiração fica descoordenada. Ele dar um impulso e se inclina, ficando da minha altura.

Continua sem falar nada, mas com seu rosto a milésimo do meu. Seus olhos completamente fixados nos meus, como se não quisesse para de olha-los, não querendo perder nenhuma reação da minha parte.

— O-O que... V-Você está f-fazendo? — gaguejo sem querer. Ele abre um simples sorriso, isso só faz meu coração acelerar mais. 

Eu ofego quando seu nariz roça contra o meu com delicadeza. Ele passa seu nariz de leve pelo meu rosto, meu corpo fica tenso.

— Posso te mostrar se quiser. — sua voz é tão rouca quanto maliciosa.

Minhas mãos vão rapidamente para o seu peito músculoso sobre a camisa molhada, o empurrando para trás.

Ele não reluta contra minha pressão no seu corpo, e afunda na água. Quando ele volta para superfície, tem um largo sorriso maroto nos lábios.

Reviro os olhos e me levanto ficando em pé. Olho para ele e estreito os olhos, como se tentasse o ameaçar, isso só o faz ampliar mais o seu sorriso.

— Você é inacreditável. — bufo.

— Eu estava falando sobre a alcatéia, моята луна.  — vem em minha direção, saindo da piscina completamente. Uma visão dos deuses.

— V-Você... E-Eu... — as palavras se embolam e não se formam por minha boca.

— Então, vai querer que eu te mostre a alcatéia interior? — sua pergunta me faz olhar para os lados e me dar conta de algo que não me dei. 

— Onde está a dona Betânia? —  pergunto confusa.

— Saiu no momento em que eu entre na água para te pegar.

Volto o meu olhar para ele. Seu corpo está completamente molhado, igualmente como o meu. Suas roupas estão coladas em seu corpo, me dado um visão privilegiada de um homem bastante viril.

Meus olhos passam por seu corpo, finalmente chegando em seu rosto. Seus lábios tem uma sorriso malicioso, junto com sua sobrancelha arqueada.

— Já terminou sua avaliação? Não me importo que me avalie, mas tenho planos para nós.

Sinto o meu rosto corar bruscamente. Abaixo a cabeça envergonhada, predendo meus olhos em meus próprios pés.

Minha cabeça é erguida por sua mão em meu queixo. Seus olhos me avalia com cuidado e seriedade.

— Melhor você trocar de roupa, não quero que pegue um resfriado. — sua voz é tão firme quando rouca.

Ele aproxima mais uma vez seu rosto do meu. Seus lábios vem em minha direção e ele dá um beijo demorado, calmo e carinhoso em minha bochecha.

Uma de suas mãos passa carinhosamente por minha outra bochecha. Ele afasta um pouco seu rosto do meu, me avaliando novamente.

— E-Eu... Q-Quero... — gaguejo tentando forma uma frase coerente. 

Sua sobrancelha são frazidas rapidamente com minha frase quase formada. Ele me olha com um ponto de interrogação nos olhos.

— Você quer?

— Que... V-Você me mostre a alcatéia... — sussurro baixo e ele sorrir.

— Então vamos trocar de roupa. — estende sua mão para mim, eu olho para sua mão e depois para ele, a pegando.

Ele sorrir com a minha atitude me guiando sobre o gramado da mansão. 

Ele de repente para no meio do caminho. Olho para ele confusa e vejo que seu olhos estão um azul forte e brilhante, não parece ser ele que habita em seu corpo.

Escuto um barulhos de passos. Olho para o lado e vejo um homem saindo por entres as árvores. Ele vem correndo em nossa direção rapidamente. Em alguns segundos ele para bem na nossa frente, parece ofegante.

— Supremo, os vampiros estão aqui!


Notas Finais


B.N.A 💕


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