História Laços além do sangue - Capítulo 92


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Categorias Pokémon
Personagens Articuno, Ash Ketchum, Bianca, Braixen, Brock, Bruno, Calem, Charizard, Charmander, Cheren, Chikorita, Clemont, Cynthia, Dawn Hikari, Delia Ketchum, Diantha, Drew, Eevee, Fennekin, Gardevoir, Gary Carvalho, Giovanni, Grace (mãe de Serena), Iris, James, Jenny, Jessie, Korrina, Looker, Lt. Surge, Lucario, Lyra, Max, Meowth, Mew, Mewtwo, Misty, Moltres, Natural Harmonia Gropius "N", Ninetales, Norman, Oshawott, Paul, Personagens Originais, Pidgey, Pikachu, Professor Birch, Professor Carvalho, Professor Oak, Professor Rowan, Professor Sycamore, Professora Juniper, Ralts, Red, Regigigas, Registeel, Riolu, Sabrina (Natsume), Serena, Snivy, Squirtle, Tierno, Tobias, Togepi, Tracey Sketchit, Treecko, Trip, Umbreon, Xerneas, Zapdos, Zekrom
Tags Amourshipping, Ash&serena, Aventura, Brock&youko, Esperança, Forma Humana, Furry, Gary&fubuki, Híbrida, Humano&pokémon, Multiverso, Reencontro, Reescrita, Satosere
Visualizações 155
Palavras 3.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!

Quero falar algo sobre o capítulo anterior.

Vocês vão ver esses milagres durante os capítulos, provocados por amor e não é protagonismo, pois eles terão alguns rivais, cujos pokémons vão fazer a mesma coisa, embora que vão ser raros, pois há o requisito de que os pokémons devem amar os treinadores, que por sua vez, devem ter um forte vínculo com o pokémon, sendo que este vai amá-lo intensamente ao ser tratado com respeito, amor e carinho, que o possível será impossível. Para isso, será preciso interagir com o pokémon, o afagando, brincando e dando guloseimas (quem não gosta de guloseimas?), tal como é nos jogos, através do recurso Pokémon Amie. Deixar o pokémon confinado, só o tirando para batalhar, treinar e dar comida, sem dar carinho e amor, não o fará fazer esses milagres que são possíveis, apenas, pelo forte amor que o pokémon sente pelo seu treinador.

Afinal, eu estou usando o elemento dos jogos, no caso, o que foi introduzido em X e Y, juntamente com o Pokémon Amie.

Antes desses jogos (X e Y) e seus sucessores, você se dedicava a fazer um pokémon feliz e com muito custo pelos métodos limitados dos jogos anteriores, para que evoluíssem por felicidade.

Agora, pokémons cem por cento felizes e recebendo amor, carinho, cuidado e guloseimas, regularmente, conseguem realizar milagres durante a batalha, sendo que nessas ações, sempre aparece o símbolo de corações em cima, além de ter um comportamento diferente na batalha, pois ele vira o rosto para olhar para você, antes de começar a batalha, após acertar um golpe e derrotar o seu oponente, dando estas mensagens: "Está olhando para o treinador com olhos confiantes", "Está curioso sobre o que o seu treinador tem na mochila" e afins.

Além disso, o resultado de você dedicar algum tempo para tratar deles, brincando e dando carinho, assim como guloseimas, se reverte em algo muito bom em batalhas, tais como: Esquivas milagrosas, auto-cura, golpes críticos que se tornam críticos, aguentar golpes KO restando um de HP como se tivesse a habilidade Sturdy. Nos golpes KO que ele resiste com um ponto de energia, aparece a mensagem "o treinador não precisa se preocupar, pois ele resistiu" e depois a mensagem "os olhos estão tristes e está prestes a chorar" e quando você dá um Potion, aparece a mensagem "O Pokémon agradece" e quando ele se auto-cura de status alterados, aparece a mensagem: "O treinador não precisa se preocupar, pois o Pokémon já se curou".

Se por acaso duvidarem disso, façam isso em seus jogos pelo Pokémon Amie e vejam o resultado nas batalhas, observando o pokemon olhando para você ao ser convocado para a batalha, acertando o oponente e ao derrotá-lo, assim como as mensagens que aparecem. Vão ver que essas ações movidas pela felicidade alta e consequentemente amor, se revertem em vários benefícios durante uma batalha, sendo que no Sun e Moon e Ultrasun e Ultramoon, há as guloseimas chamadas de pokebeans (em X e Y eram bolinhos chamados de pokepuff) e tem um que parece diamante. Dê cinco desses e você consegue os cinco corações e os cinco símbolos de pokebeans, depois, só precisa dar carinho e atenção para completar os símbolos de nota musical.

Depois, você só precisa manter ao dedicar regularmente algum tempo para ele, cuidando do pokémon, o afagando e dando guloseimas.

Bem, eu fui fã de Tamagochi, que foi uma febre há mais de vinte anos, atrás.

Tamagochi era um bichinho virtual que você cuidava dando comida, brincando, dando carinho, cuidando da higiene e dando medicamento quando ficava doente, sendo que ele dormia, com a tela escurecendo e aparecendo os “ZZZ”. Dependendo da comida que você dava para ele, o mesmo virava herbívoro ou carnívoro. Os seus cuidados iriam definir o que ele seria. Como eu adorava esse jogo. Ele vinha da forma de um chaveiro que você levava para todo o lugar. Eu adoro jogos em que você cuida de bichinhos e por isso, amo o Pokémon Amie, pois permite que eu cuide dos meus pokémons dando amor, carinho, brincando e dando guloseimas.

Na fanfiction, mesmo tendo a Luxury Ball e a Friend Ball, assim como as massagens e o item Soothe Bell, somente isso não fará o pokémon realizar milagres. Você os faz evoluírem por felicidade, mas para fazer esses milagres será preciso um forte vínculo e que o pokémon ame verdadeiramente o seu treinador e não por influência de objetos, sendo um “gostar” artificial. Evolui? Sim, pois esses itens apenas influenciam a evolução por felicidade. Mas se não houver um vínculo profundo e com o pokémon recebendo amor, assim como carinho do seu treinador, regularmente, esses milagres não serão possíveis.

Portanto, não é protagonismo, se mesmo os pokémons dos rivais conseguirem isso, sendo estes alguns poucos, já que são poucos os treinadores que se dedicam a dar carinho, guloseimas e amor regularmente a um pokémon. Ademais, não basta adorar o pokémon, é preciso brincar, dar carinho, dar guloseimas e dar amor, regularmente.

Um exemplo disso, é que se você ficar um tempo no jogo sem dar carinho, amor ou guloseimas para o seu pokémon, o coração vai caindo. Trocá-lo, também faz os corações caírem.

No anime, fazem de forma surreal e igualmente forçada, o pokémon amar o treinador não importando o que ele faça contra o pokémon, podendo até chicoteá-lo, que ele iria amá-lo fervorosamente (algo surreal e igualmente absurdo). Inclusive para tornar a captura de seres e posterior uso em batalhas algo aceitável, pois é um anime para todos os públicos, certos temas precisam ser bem trabalhos para serem plenamente aceitos. Aí fazem esse amor incondicional e ilógico, além de surreal e extremamente forçado, justificando assim maus tratos, pois o pokémon continuava amando o treinador e com um intensidade absurda por mais desumano e cruel que fosse a tortura, que era chamado, erroneamente, de treinamento, sendo que o nome certo era tortura.
Aqui, serei realista. Não vai ter essa de amar incondicionalmente um treinador desumano e cruel como é no anime. Aqui o pokémon vai odiá-lo e se for libertado por ele, vai ficar feliz e se afastar o mais rápido possível para comemorar.

Claro, mesmo que o treinador não seja cruel, mas apenas o tire da pokéball para batalhar, treinar ou comer, por exemplo, para o pokémon será indiferente, não sentindo amor pelo treinador, limitando a obedecê-lo por influência da pokéball, não tendo qualquer sentimento pelo mesmo. Como disse anteriormente, eu quero ser realista. Não acho que um ser confinado direto, por mais que a pokéball seja confortável, saindo apenas para batalhar, treinar e comer vá amar um treinador sobre essas condições. Pode não odiar, mas amar? Não. Se o treinador for um bastardo, o pokémon vai odiá-lo e que se pudesse ataca-lo, o atacaria e com prazer. Mas a pokéball o impede. Mas vontade não vai faltar desde que não tenha sido “quebrado”.

Apenas queria explicar que estou usando algo que surgiu a partir do Pokémon Amie. Eu disse que usaria elementos dos jogos, procurando ser o mais fiel possível, mas também adaptando da forma mais lógica e crível possível para a fanfiction.

A Fennekin da Serena conseguiu aquele milagre, pois ela não somente a ama. A trata com respeito, ou seja, como um ser vivo com sentimentos tão refinados quanto o de um humano. Dá amor, carinho, atenção, brinca e dá guloseimas, os Poufllés. Não obstante, tal como Satoshi e os outros, ela treina junto da Fennekin, estreitando assim os seus laços com ela, aprofundando-os em uma relação de cumplicidade. O oponente dela não trata mal os pokémons, mas trata-o como muitos fazem. Só o tiram da pokéball para dar comida, para treinar e batalhar. De resto, fica confinado e não treina junto dos seus pokémons. Logo, o pokémon dele vai agir normalmente na batalha.

Claro, os pokémons orgulhosos tendem a ser mais obstinados e não aceitam facilmente a derrota, lutando até ficarem inconscientes, pois possuem o seu orgulho. Mas quanto a operar verdadeiros milagres, somente o amor seria tão poderoso.

Tenham uma boa leitura. ^ ^

O Spearow decide...

A Ratata fica...

O grupo de Satoshi decide...

Em Isshu-chihou (Unova), Isis...

Capítulo 92 - Consequências


Fanfic / Fanfiction Laços além do sangue - Capítulo 92 - Consequências

Então, sorrindo, o Spearow pergunta:

- Como vão os casaizinhos? Isso que é amor. É como aquela música que ouvi do rádio de um grupo de humanos e acho que era assim “É o amor, que mexe com minha cabeça e me deixa assim...”.

Antes que ele continuasse a música, uma veia salta na testa de todos que discutiam e que haviam parado quando ele começou a falar.

Rapidamente, os Nidorans concentram poder tipo Poison e usam Poison Sting contra o Spearow, lançando farpas venenosas, ao mesmo tempo em que a Caterpie e o Weedle usavam juntos o movimento String Shot, liberando um aglomerado de teias pegajosas onde o tipo Flying estava, com o mesmo desviando ao voar para o alto, para depois pousar em outro galho, falando:

- Eita! Quanta agressividade... Por acaso eu disse alguma mentira? Quanto mais cedo aceitarem o que sentem um pelo outro, melhor.

Nisso, com uma veia saltando na testa deles, novamente, eles exclamam em usino nos seus respectivos idiomas:

- Cale a boca!

Enquanto isso, a Eevee tentava acalmá-los, sendo uma tarefa quase que impossível por causa do Spearow. A Snivy, que havia se juntado a tipo Normal, também não estava conseguindo e passa a estreitar os olhos para o tipo Flying, censurando-o com o olhar, enquanto falava indignada:

- Nós já temos dificuldade em controlar os ânimos deles e você, em vez de ajudar, só piora a situação.

- Ah! Você sabe Folhinha, que eu só falo a verdade.

O tipo Grass estreita os olhos, sendo que a Charmander fala animada, se aproximando:

- Ele é tão divertido.

A Snivy põe a patinha na testa e abana a cabeça para os lados, suspirando cansada, enquanto massageava as têmporas, sendo que a Pichu se aproxima e pergunta para a Ratata que estava próxima do local:

- É sempre assim?

- Por aí. O Spearow gosta de provocar.

Nisso, ela explica a história dos Nidoran e dos tipos Bug, com o tipo Eletric compreendendo.

- Não gosto de provocar ninguém, Folhinha e Faísquinha. Sou apenas um Arauto da verdade! – o Spearow fala estufando o peito – Não tenho culpa que a Verdinha, o Narigudo, o Chifre e a Orelhudinha não assumem o que sentem um pelo outro.

Nisso, ele foge de mais um ataque combinado deles, enquanto que a Eevee tentava, inutilmente, apaziguá-los, sendo que ele vai parar ao lado da Pidgey shiny que o olhava, estreitando os olhos, com o mesmo falando em um tom de inocência, ignorando o outro tipo Flying, enquanto olhava para o tipo Grass:

- Não tenho culpa que eles são violentos.

- Por que será, né? – a Snivy pergunta, cruzando as patinhas em frente ao tórax, enquanto fuzilava o tipo Flying com os olhos.

Nisso, a Pidgey shiny dá um golpe violento com a sua asa, nele, quase o derrubando do galho, com ele massageando o local com a outra asa, perguntando indignado para ela:

- Até tu, Bicudinha?

Ela responde com outra pergunta, após bufar:

- Quando você vai crescer? É pior do que um filhote.

- E quem disse que não podemos ser eternos filhotes? – ele fala sorrindo.

Uma veia salta na testa dela, com ele conseguindo desviar de mais um golpe de asa dela e murmura, simulando surpresa:

- Tão violenta...

- Espere para ver o que é ser violenta... – ela fala com uma voz falsamente meiga e com um sorriso no bico que não chegava aos olhos, fazendo o Spearow suar frio, passando a ficar quieto, pois temia por sua vida.

- Pronto Eevee. Agora, podemos acalmá-los. – a Snivy fala, sorrindo satisfeita ao ver que ele sossegou, enquanto se aproximava do tipo Normal, com cada uma delas tentando apaziguar os ânimos dos casais.

- Ele sossegou... Isso é incrível. Só a Pidgey consegue esse feito. – a Ratata comenta surpresa ao se aproximar do tipo Eletric.

Então, ela vê a Pichu com uma gota e fala, dando tapinhas nas costas dela:

- Vai se acostumando.

- É sempre tão... hã... “animado”?

- Bem, por aí.

- “Faísquinha”?

- Sim. É o seu novo apelido e saiba que ele sempre vai chama-la assim. Portanto, só resta a você se acostumar – a Ratata sentencia.

- A pronúncia é legal. Não tenho tanta queixa assim. – a Pichu fala.

- É o que eu falo. Apelidos são tão legais! – a Charmander exclama, se aproximando, batendo as patinhas umas nas outras, enquanto abanava a caudinha.

A Ratata suspira, revirando os olhos e pergunta, olhando descrente para o tipo Fire:

- Ainda continua influenciada pelo Spearow e a sua mania de apelidar?

- Eu acho legal. O meu é Chaminha. Prazer em conhecê-la, Faisquinha.

A Pichu a cumprimenta com uma gota e depois, murmura de canto para a Ratata:

- Não disse que era só o Spearow? – ela pergunta em um sussurro para o tipo Normal.

A roedora fala sem graça, coçando um lado da sua cabeça com uma de suas patinhas:

- Bem, a Charmander não fica atrás e...

- Espero um dia ser tão boa quanto ele para por apelidos! – a tipo Fire exclama animada, olhando em direção para o horizonte, enquanto demonstrava esperança e determinação em seus olhos.

Nisso, a tipo Normal e a tipo Eletric ficam com gotas, enquanto que a Eevee e a Snivy, com muito custo e paciência, usando de diplomacia, por assim dizer, conseguem aplacar os ânimos, enquanto que os pokémons dos outros haviam olhado o desenrolar da situação com gotas.

Indiferentes ao que acontecia no solo, o bando de Spearow voava pelo céu, assim como os Pidgeottos, com o Spearow de Cheren os observando, até que decide por o seu plano em prática, parabenizando a si mesmo por tê-la.

Ele se afasta da Pidgey shiny assustadora, a seu ver, surpreendendo todos ao voar abruptamente em direção a Ratata, jogando-a habilmente em suas costas, para depois voar em direção ao céu para se juntar aos outros que formavam uma espécie de nuvem, com o tipo Normal cravando as garras nas costas dele entre as suas asas, tremendo, enquanto gritava:

- Não quero voar! Deixe-me no chão! Desça agora!

Ignorando a dor provocada pelas garras da Ratata, ele fala:

- Não vou deixa-la cair e não vou fazer manobras perigosas. Sente e relaxe. Aproveite para ver o céu do alto. É lindo.

- Se eu cair, eu morro! Estamos alto demais!

- Eu não vou deixar você cair – nisso, nota que ela ainda está com os olhos fechados e fala, sorrindo – Abra os olhos e relaxe.

Ela abana a cabeça negativamente, ainda grudada nas penas dele que repete, gentilmente:

- Pode confiar em mim. Você não vai cair. Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com você. Eu prometo. Apenas quero mostrar as belezas que vemos do alto, enquanto voamos.

Lentamente, ela abre um olho e depois o outro, começando a olhar discretamente para baixo, enquanto o Spearow mantinha o voo estável, com a Ratata ouvindo o farfalhar das asas do tipo Flying, até que ela nota que estão estendidas, não batendo mais, ficando surpresa, sendo que ele percebe o olhar confuso dela e explica, enquanto sorria:

- Quando encontramos correntezas de ar, podemos planar nelas.

Nisso, ela percebe que os outros Spearows e os Pidgeottos, também estavam aproveitando as correntezas de ar ao planar, sendo que um Spearow se aproxima e pergunta, olhando a tipo Normal que agora tinha coragem para olhar para baixo, ficando maravilhada ao ver tudo do alto, com o seu medo passando gradativamente:

- Então, era ela que você queria carregar.

- Sim. Eu queria ter a confirmação que os ventos estavam tranquilos, evitando assim, movimentos abruptos para corrigir o meu voo, caso pegasse algumas correntes de vento violentas. Se isso acontecesse, seria uma experiência muito assustadora para ela, considerando a altura que voamos.

- Entendo. De fato, hoje está um excelente dia para voar. Tenho pena do meu Líder e da sua companheira. Bem, eles até podiam voar, mas eles não fazem por causa de suas crias. Eles são muito protetores e não querem confiar em mais nenhum outro Spearow para cuidar deles, depois da fêmea deixa-los com dois irresponsáveis, quando as suas crias estavam no ovo.

- Como assim? – a Ratata pergunta, arqueando o cenho.

Nisso, ele explica sobre o incidente do Ekans e sobre o mesmo que naquele instante estava cochilando, enrolado em um canto, próximo de uma árvore, fazendo o Spearow e a Ratata ficarem surpresos, pois não sabiam desse incidente e que o tipo Poison estava envolvido.

Agora que eles sabiam do ocorrido, compreendiam a reticência e a desconfiança anormal dos Spearows para o Ekans.

- Bem, essa superproteção e desconfiança, tem fundamento. Não posso criticar a atitude deles. Afinal, quase perderam os seus filhotes – a tipo Normal fala.

- Bem-feito para esses irresponsáveis. Fala sério... Virar comida de um Ekans. Foi bem merecido.

O tipo Normal dá uma caudada no Spearow, usando a sua cauda como chicote, falando indignada:

- Como ousa falar isso? Eles tiveram um fim horrível.

Ele se vira e fala:

- Eles estavam em dupla, Dentucinha. O Ekans estava faminto e fraco, enquanto que eles estavam no auge das suas forças. Virar comida dele foi o cúmulo do descaso com a sua própria vida. Eles erraram e pagaram com as suas vidas quando começaram a conversar, ficando alheios a sua volta, acabando por virarem comida de uma das presas que caçamos, tornando tudo ainda pior, agravado pelo fato de que o tipo Poison estava fraco pela fome e que mesmo assim, conseguiu abater dois Spearows saudáveis e no auge de suas forças. Todos nós sabemos as consequências de nós distrairmos do meio a nossa volta. Eles pagaram pelo erro com as suas vidas. Eles podiam conversar, mas não podiam ficar alheios. Nessa floresta, assim como em qualquer lugar, se ignorar o meio a sua volta, se prepare para virar uma comida fácil e sem qualquer esforço.

Nisso, os outros Spearows que ouviam concordam e a Ratata suspira, falando:

- Eu sei... Meus pais também falavam isso.

- Os de todos falam isso. Essa é a lei da natureza. Fique esperto e terá uma chance de sobreviver. Aja com estupidez e se tornará comida. Se não dominar a si mesmo e não prestar atenção a sua volta, será capturado por um humano. Esse último sempre é ensinado pelos nossos pais, assim como o da sobrevivência, pois são ensinamentos básicos.

- Sim. Eu também aprendi sobre a captura nas mãos dos humanos... Além disso, a morte deles foi tão horrível. – ela murmura.

- Sim. Mas concorde com o fato de que eles erraram, pagando por esse erro com as suas vidas. A lei é implacável. Claro, esse erro também poderia fazer com que eles fossem capturados. A Bicudinha é um exemplo disso. Estava tão entretida caçando que não percebeu a aproximação de um humano e foi capturada. Ela teve sorte do nosso treinador ser uma pessoa boa. Nem todos tem essa sorte. Isso vale para os outros que não dominaram a si mesmos quando viram um pokémon doméstico, acabando por serem dominados pelo instinto natural de atacar um doméstico em vez de fugir, com exceção daqueles que pagaram o seu orgulho com a sua liberdade, tal como o Pinsir de Satoshi, por exemplo.

- Sim.

Então, vendo ela chateada, ele se afasta do grupo e a leva para ver um local bonito que avistou não muito longe dali, sendo que havia várias flores nas árvores, mostrando para o tipo Normal que volta a sorrir, enquanto abanava a cauda animada ao ver tudo do céu, passando a apreciar a carona e quando ela se sentiu mais segura, ele faz algumas manobras simples, divertindo-a.

No solo, os casais de Nidoran´s, haviam achado algumas roseiras, decidindo fazer as juras de amor junto dessas flores, com os machos oferecendo flores para as suas amadas, que agradeciam.

Ao cair da noite, o Spearow volta para o acampamento, procurando pousar o mais suavemente possível no chão, para depois a Ratata descer do seu lombo, saltando para a grama, sendo que a Charmander comenta animada ao se aproximar deles:

- Na minha última evolução, vou poder voar. Quando isso ocorrer, podemos fazer uma competição aérea, Bicudo.

- Vou esperar ansiosamente por esse dia, Chaminha.

Nisso, ele nota que a Ratata bufa as bochechas que estão coradas, demonstrando ciúmes, fazendo o tipo Flying sorrir imensamente, sendo que se aproxima dela e fala em um sussurro:

- Você sabe que é a única em meu coração. Eu vejo a Chaminha como uma irmãzinha.

- Não estou com ciúmes!

A Ratata exclama extremamente corada, fazendo os pokémons que estavam próximos dela, olharem para ela que cora ainda mais, se já era possível, por estar com vergonha, enquanto o tipo Flying sorria.

Então, após alguns minutos, todos assistiam às aulas, sendo que a Hime, os outros Pichus e o Pinsir assistiam à aula inicial, para depois se juntarem aos outros.

O Pikachu havia trazido uma flor para a Pichu, que o ignorou e quando ele tentou sentar perto dela, ela faiscou as suas bochechas demonstrando ira em seu semblante, fazendo-o deter o seu intento, com o roedor elétrico sentando tristemente junto dos outros.

Yukiko e os outros viram isso, sendo que a albina murmura:

- Coitado do Pikachu.

- Eu queria que ele se interessasse por outras fêmeas. - Satoshi fala, dobrando um pedaço de graveto, quebrando-o, para depois jogá-lo na fogueira, enquanto que os peixes deles assavam espetados em volta das chamas.

- Não podemos mandar em nosso coração. – Cheren fala.

- Ippui. – a Eevee consente no colo do seu treinador, enquanto corava ao olhar para o mesmo que afagava a pelagem macia dela.

- Isso é verdade. – o jovem Ookido fala.

Os tipos Flying se encontravam nos galhos das árvores adjacentes ao acampamento, enquanto que os Ratata´s disputavam corrida, se divertindo ao correrem, sendo que procuravam ficar perto dos outros pokémons, com os demais se juntando em grupo, sendo que os casais ficavam grudados em seu companheiro, dormindo juntinhos. O Ekans, que havia tentando comer os filhotes de Spearow, se enrolou preguiçosamente na forma de um monte, passando a dormir ali perto e a pedido dos Spearows pais, ele sempre estava em seu campo de visão.

A albina olha para a cena e fala:

- Foi difícil fazê-los aceitarem o Ekans fora da pokéball.

- Sim. Eu achava injusto deixa-lo confinado por causa do incidente. Eu tive que pedir para o Ekans sempre estar no campo de visão deles e ao mesmo tempo, longe dos pais. Por isso, ele sempre fica afastado dos Spearows. Ademais, o Spearow líder pediu para os outros ficarem de olho nele, além deles terem testemunhado que eu orientei o Ekans para ficar afastado e no campo de visão dos pais e dos outros – Satoshi fala olhando para o Ekans que dava um bocejo, para depois voltar a dormir, ignorando os tipos Flying.

- Bem, depois do que me contaram, não posso culpá-los. – Cheren comenta.

- Eu também não. – Satoshi fala.

- Idem.

- Eu concordo com a Yukiko-chan.

Após alguns minutos, a albina fala:

- Mais alguns dias e chegaremos a Nibi City (Pewter City).

- Qual a especialidade do GYM?

- A especialidade do GYM é tipo Rock. Nós precisamos de uma insígnia de cada tipo para podermos conquistar o direito de batalharmos na Arena Pokémon.

- Bem, temos Pidgeotto´s com golpe Steel Wing e Nidoran´s com golpe tipo Fighting.

- A Pidgey-chan também sabe esse golpe. Além disso, tenho Nidoran´s, assim como tenho a Snivy-chan – Cheren fala.

- Precisamos encontrar os Mankeys. Um tipo Fighting seria bom. – Shigeru comenta.

- Sim. Mas mesmo assim, acho que precisamos usar tipos neutros, também. – Satoshi fala pensativo – É óbvio que todos usam pokémons com vantagem aos tipos Rock, mas os GYM Leader´s dessa nova Liga Pokémon são autênticos especialistas que sabem explorar os pontos fortes dos seus pokémons, assim como trabalham os pontos fracos e conseguem lidar com tipos com vantagem aos seus, pois estudam esses tipos.

- Verdade. Vi no fórum que o GYM Leader soube lidar tranquilamente com os que tinham vantagem ao tipo dele e muitos dos treinadores falaram que foi difícil enfrentá-lo, mesmo com pokémons com vantagem, pois segundo eles, ele sabia lidar com os golpes super efetivos e tipos com vantagem. Inclusive, há relatos de que muitos perderam, mesmo tendo pokémons com vantagem aos dele e tiveram que tentar uma segunda chance, voltando ao GYM, após duas semanas para desafiá-lo, novamente. – a albina comenta, lendo as mensagens no fórum.

- Qual fórum?

Ela mostra e eles abrem em seus respectivos aparelhos, lendo os relatos dos treinadores, sendo que Shigeru comenta pensativo:

- Pelo visto, mesmo tendo pokémons que tem vantagem ao tipo de um GYM Leader, não é certeza da sua vitória, pois eles conseguem lidar com os que têm vantagem aos seus, seja com movimentos ou habilidades.

- Tem lógica. Em tese, precisamos ser capazes de criar estratégias para aumentar as nossas chances de vitória, assim como adaptá-las e modifica-las, frente a algo inusitado. – Cheren comenta.

- Por isso, devemos pegar todos os tipos que tem nessa floresta, para termos um time diversificado para montarmos a nossa estratégia, tendo mais opções para usar contra os tipos Rock. – Satoshi comenta.

Nisso, todos consentem e passam a conversar outros assuntos, se recolhendo em suas tendas após algumas horas, com as fêmeas do harém de Satoshi procurando ficar junto dele dentro da tenda ou em volta e no caso da Goldeen shiny e da Magikarp shiny, elas procuravam ficar o mais próximo possível da tenda dele, sendo que se encontravam no riacho próximo dali, junto dos outros.

Há centenas de quilômetros dali, em Isshu-chihou (Unova), Isis dormia em um quarto do Centro Pokémon, sendo que naquele dia, os seus pokémons treinaram em um Batlle Club, após terem batalhado, aumentando o seu nível, com Isis treinando junto deles, para a surpresa de muitas pessoas que observaram estarrecidas uma treinadora treinando junto com os seus pokémons.

A Axew e a Deino treinaram no corredor de vento, além do Druggidion, com todos tendo realizado treinos com pesos, para depois usarem a piscina enorme que conseguia gerar correntezas. Também treinaram através de corridas de obstáculos e treino de precisão, com todos fazendo os mesmos treinamentos, sendo que como Druggidion tinha asas, ele havia feito um treino adicional e com pesos no corredor de vento ao fazer manobras aéreas, lidando com as correntezas violentas de vento e que mudavam a todo o instante de potência e direção.

Havia treinamento também para as mandíbulas, com todos fortalecendo as suas mandíbulas e golpes com garras e socos, além de chutes, assim como, usando as caudas.

Após o treinamento, eles haviam relaxado, passeando no parque na cidade, assim como visitando algumas lojas, com a Axew shiny no ombro dela, enquanto Isis puxava as incubadoras com rodinhas, para depois ela buscar um quarto no Centro Pokémon, pagando a taxa para usá-lo, com os seus pokémons fora das pokéballs, sendo que a Axew dormia ao seu lado na cama, enquanto que os ovos nas incubadoras estavam entre elas e seus amigos que dormiam próximos uns dos outros.


Notas Finais


Yo!

Quero agradecer aos comentários de: ashoiludido e RedDragonKing.


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