História Laços com Alpha - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aceitacao, Alfa, Alpha, Amor, Ciumes, Companheiros De Alma, Desaparecimento, Lobisomem, Lobisomens, Lobo, Lobos, Macho Alpha, Rejeição, Rival
Visualizações 907
Palavras 1.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 25 - 25


Alan Narrando:

— Prefiro que veja por conta própria. — Respondo a pergunta de minha amada.

— Se ela sair, você também vai sair? — Pergunta a Alice, aparentemente, esperançosa.

— Não exagera. — Falo entediado.

Por que é difícil fazer uma mulher enteder algo? Ainda mais uma marrenta como a Alice?

— Poderia ter me dito isso antes — Falo sério.

— Não confiava em você. — Fala ela fazendo bico.

Que vontade de beijar esse biquinho lindo...

— Confiava? No passado? — Pergunto malicioso fazendo ela olhar para mim.

— Não confio em você. — Ela rebate cruzando os braços.

Sorrio internamente com isso.

Esta sentindo isso? Ouço meu lobo pergunta em minha mente.

Isso é estranho. — Falo me referindo a sensação.

O que pensa a repeito do conflito de nossas companheiras? Pergunta meu lobo interessado.

Exagerado. — Falo mentalmente​ — É comum que duas fêmeas do mesmo macho tenham conflito. Mesmo que seja antes da chegada do macho. Mas um conflito dessa magnitude é exagero comparado ao normal. Digo avaliativo. — De fato tem algo de errado.

— Quer um sorvete? — Pergunto a ela.

— Não tenho dinheiro. — Responde ela me olhando.

— Eu pago. — Falo calmo.

— Melhor não. — Fala ela e olha os cachorros correndo no parque. — Não quero incomodar.

— Você nunca me incomoda. — Falo calmo. — Só quando diz que não é minha. — Digo sincero. — Qual o sabor?

— Chocolate trufado. — Fala ela me olhando.

— Já volto diabinha. — Falo me levantando.

Enquanto caminho em direção ao carrinho de sorvete, cheiro o ar para ver se o sorvete é de boa qualidade.

— Um sorvete de chocolate trufado. — Falo sério e calmo.

— Casquinha ou copo? — Pergunta o sorveteiro.

— Casquinha. — Falo.

O sorveteiro prepara o sorveteiro enquanto eu pego minha carteira no bolso de minha calça. Depois de pronto ele me entrega.

— Fica com o troco. — Digo enquanto lhe entrego o dinheiro.

Me viro, com o sorvete em mãos, e vou até minha amada.

Mesmo a distância eu a vejo brincado com os cachorros. Eles tentam pegar a bolinha da mão dela, enquanto ela dribla eles.

É bom vê-la sorrindo, se divertido e feliz. Seu sorriso é sincero e sinto sua felicidade.

A ligação que ela têm com aqueles goldens retrievers. O laço entre os três é forte. Tão forte que chega a dar inveja. Também tenho uma ligação com a Alice — eu sinto — mas a Alice não, o que é frustrante.

Vê-lá correndo e se divertindo alegremente me faz sentir algo dentro de mim. Uma sensação única.

— Você percebe, não é? — Pergunta meu lobo — Já reparou em que situações sentimos essa sensação?

— Sim.

— Vai pedir para a Mônica sair da casa da nossa Alice? — Pergunta meu lobo avaliativo.

Tenho certeza que sabe a resposta. — Falo sério enquanto olho para minha fêmea.

Caminho até ela enquanto a vejo correndo dos cachorros.

— Seu sorvete — Digo admirando sua felicidade.

— Não precisava gastar seu dinheiro comigo. — Diz ela enquanto lança a bolinha fazendo seus cães saírem correndo atrás.

— Dinheiro é o que menos importa. — Falo enquanto lhe entrego o sorvete.

— Obrigado — Agradece ele com um sorriso lindo no rosto.

— Seu sorriso vale muito mais — Digo e ela sorri.

— Está flertando comigo? - Pergunta ela com uma sombrancelha erguida. — Eu não caio em truques como esse. Vai ter que fazer melhor.

— Então eu vou caprichar na próxima. — Falo e ela revira os olhos enquanto chupa o sorvete.

— Nossa... — Sussurra ela.

— O que foi? — Pergunto avaliativo.

— O sorvete.

— O que tem ele? — Pergunto, discretamente, farejando para ver ser tem algo de errado.

— O gosto é diferente. — Fala lambendo os beiços — É bom.

Solto um suspiro de alívio ao percebe que não é nada de mais. Se o sorvete estivesse estragado eu ia tirar satisfação com o sorveteiro. Ia exigir outro sorvete e pela metade do preço.

Pode até ser exagero, mas minha companheira é humana e não loba. Humanos são frágeis. Pegam doenças muito facilmente e se machucam fácil. E Alice é humana até o momento em que eu marca-la.

Fico observando ela saborear o sorvete enquanto observa seus amores voltar com a bolinha na boca. Fiquei muito puto ao ouvir essa palavra sair da boca dela e não saber a quem ela referia. Se fosse um macho, meu lobo iria arrancar a cabeça do filho da puta para não mexer com a fêmea dos outros.

Mas era outro tipo de macho. Minha raiva diminuiu e tanto eu, como meu lobo, ficamos abobado ao saber ao que ela se referia. Mas ainda encomoda ela chamar eles de "amores". Porra, eu sou o macho dela, ele tem que chamar a mim de amor.

Olho para a minha Luna quando ela vai até lixeira para jogar o papel. Assim que ela volta, vai até os seus cachorros — que esqueci o nome — e em seguida pega a bolinha deles.

Ela vai até a mochila e a guarda.

— Hora de voltar para casa. — Fala a Alice enquanto pega a corrente deles.

— Não quer ficar mais? — Pergunto.

— Daqui a pouco é hora do almoço. — Ela responde. — Tenho que preparar a comida deles.

— E a ração? — Pergunto.

— Querido, para mim, nenhuma ração é confiável. — Ela responde — Eles até comem, mas é muito pouco. Eles comem comida saudável e se eles se comportarem, no final de semana é picanha.

— Você faz isso mesmo? — Pergunto.

— Você é lobo não é? O que faria se comesse só ração? — Pergunta ela séria — Cachorro que come só ração, todos os dias, é como uma pessoa que come só arroz, todo dia. Não acha enjoativo? E por ser a mesma comida, não ser muito saudável?

— Vendo por esse lado. — Falo calmo.

Parece que minha Luna é compressiva — Diz meu lobo.

— Tudo bem, então. — Digo — Vamos. — Digo enquanto pego a mochila dos cachorros.

— Espera ai! — Diz ela e assobia para os cachorros, que vão até ela.

Ela prende a corrente na coleira de cada um deles enquanto faz carinho na cabeça, bagunçando os pelos deles.

— Vamos, que o caminho é longo. — Diz ela para eles.

— Não com o carro — Digo.

— Eles vão encher o carro de pelo. — Diz ela levantando uma sombrancelha.

— Tanto faz — Digo não dando importância — Vamos.

— Depois não reclama — Fala ela enquanto revira os olhos. Sorrio e tomo a dianteira até meu carro.

— Entra. — Falo enquanto destranco e carro.

Em seguida vou até o porta-malas e coloco a mochila dos cachorros. Em seguida vou até meu carro e entro.

— Vai atrás? — Pergunto a olhando enquanto coloco o sinto.

— Quero ficar com eles. — Diz enquanto faz um sinal de mão apontando para o banco. Ao ver o sinal de mão, ambos os cachorros deitam no banco.

— Foi você quem adestro​u eles? — Pergunto enquanto ligo o carro.

— Sim senhor. — Diz ela com formalidade enquanto acaricia o pelo deles.

— Onde eles dormem? — Pergunto enquanto dirijo.

— Eles gostam de dormi na minha cama — Responde ela calma — O Marley gosta de dormi no meu pé e o Frank em cima da minha cabeça. — Sorrio de lado ao imagina a sena — Mas no calor ou quando aprontam eles dormem no chão.

Espero que ela não faça o mesmo comigo... — Marmura meu lobo manhoso — Principalmente no acasalamento...

Da para agir como Alpha ou ta difícil? — Pergunto o repreendendo.

Meu lobo não pronúncia mais nada e eu volto a atenção na rua. Depois de alguns quarteirões, chegamos na casa da minha Alice.

Alice tenta sair do carro, que está trancando.

— Pode destrancar a porta? — Pergunta ela séria.

— Hoje a gente só brigou uma vez, percebeu? — Pergunto.

— Isso porque você não foi um estúpido filho da puta — Responde.

— Quero ter mais tardes como essa com você — Falo a olhando.

— É só não ser um abestado que, talvez, eu pense no assunto. — Diz ela e eu reviro os olhos com o "talvez".

Destranco as portas do carro e ela sai. Pego a chave do carro e saio. Vou até o porta-malas e abro.

— Vai fazer o almoço? — Pergunto enquanto retiro a mochila.

— Vou.

— Para quantos? — Pergunto enquanto fecho e tranco o porta-malas.

— Dois e meio — Reponde — Um para mim e os outros um e meio para meus meninos.

— Eu não ganho uma parte? — Pergunto enquanto ativo o alarme do carro.

— Não. — Reponde áspera.

— Nem um pouquinho? — Pergunto sorrindo.

— Não sou tua mãe para te alimentar. — Responde e pega a mochila com a mão esquerda — Agora tenho que arrumar as coisas dos meus amores.

Diz e sai andado rumo a casa segurando a corrente dos cachorros com a mão direita.

Vai dar trabalho...

Respiro fundo e vou em direção a entrada sa casa. Entro dentro da casa e vejo a Alice subindo com a mochila e os cachorros para o andar de cima. Em seguida ouço a porta sendo aberta, me viro e vejo a Mônica entrando.

— Onde estava? — Pergunto avaliativo enquanto cruzo os braços.

— Caçando. — Reponde — Desculpa em não te avisar, mas você estava irritado, então...

— Tudo bem — Digo enquanto a pego pela cintura e a puxo para um beijo.

Um beijo quente e ao mesmo tempo calmo. Porém, tem algo a mais que não sei decifrar.

— Quero falar com você. — Digo enquanto acaricio seu rosto depois de encerrar o beijo.

— Tudo bem, amor — Responde calma.

— Vamos ao jardim — Digo enquanto pego, delicadamente, sua mão e a conduzo para a cozinha, onde tem uma porta que leva ao jardim.

— Parece que o assunto é sério — Diz ela após chegarmos ao jardim.

Me viro e a olho. Pego-a pela cintura e beijo sua testa.

— Quero lhe pedir algo. — Digo enquanto acaricio seu rosto.

— O que desejar, meu amor — Diz ela e me beija, não êxito em corresponde-la. Encerro o beijo e a olho — O que deseja?

— Quero que arrume suas coisas e saia da casa da Alice — Digo analisando sua expressão fácil que aparenta estar chocada. 



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