1. Spirit Fanfics >
  2. Laços de Esperança >
  3. O que nos liga

História Laços de Esperança - Capítulo 1


Escrita por: marksonproject e ArsLilith_

Notas do Autor


Oieee genti!!
Cá estou eu com mais uma história para esse projeto cheiroso! Dessa vez uma 2shot, espero que gostem.
Boa leitura e até as notas finais!

Capítulo 1 - O que nos liga


O barulho do choro no quarto ao lado tinha se tornado a canção melancólica de todas as noites que se deitava para dormir. Estava com os olhos cravados no teto, enquanto lágrimas silenciosas caiam e molhavam sua pele, assim como, o travesseiro. Não se pôs a levantar e ir atrás do outro, não quando, sabia de cor a reação alheia, que só lhe machucaria mais naquele momento. Pôs a mão sobre a boca, abafando um soluço dolorido, não queria que o amado lhe visse chorando. 

Mark não podia lhe ver fraquejar, era o pilar daquela casa vazia e sem vida e, por mais que tentasse sustentar toda aquela pressão, estava aos poucos se deixando levar pela vontade de simplesmente jogar tudo para o alto e correr para longe, longe de seus machucados e de toda sua tristeza.

Há dois anos, aquilo se tornara uma rotina cansativa e que só os devastavam. Não existia mais aquela magia que os uniu, os sorrisos se tornaram lágrimas, as conversas paralelas e sem sentido apenas se transformaram em um silêncio sufocante, que matava ambos os dois. 

Jackson Wang não queria acreditar que estava deixando seu casamento ir para o fundo do poço. Havia perdido a vontade de entender como buscar meios de se salvarem. Doía tanto remexer nos motivos que os levaram até aquele ponto. E pior que tudo, Mark acreditava que toda aquela culpa era apenas sua, quando na real, nenhum deles dois tinham culpa. Fora uma fatalidade que levou todos os sonhos construídos ao longo de quinze anos juntos, para um precipício que os distanciava cada vez mais.

Jackson suspirou, engolindo com amargor sua tristeza. Limpou as lágrimas ardidas, virando-se para o lado vazio… aquele lado pertencia ao homem que jurou amor eterno e que via aos poucos se afundar mais em uma tristeza que deveria ser dissipada antes que matasse um dos dois. 

De fato, Jackson o amava e sabia do amor do outro para si. Não poderia em hipótese alguma, simplesmente deixar que algo no qual deviam resolver juntos, os deixassem longe um do outro. E pensando nisso, o moreno levantou, caminhando até o quarto ao lado e encontrando um loiro sentado no canto, segurando uma pelúcia. Aquela cena tinha se tornado uma sequência dolorosa para seu peito, todas as noites o via no mesmo lugar, na mesma posição. 

Encarou os olhos inchados de tanto chorar, sentindo seu coração se apertar com a cena.

— E-eu não aguento mais… — Derramou as lágrimas que insistiam em controlar ao ouvir a voz chorosa lhe derrubar por inteiro. — Eu sinto que estou levando você junto para o fundo do poço… e-e eu nã-não quero isso. 

— Mark… 

— Eu vou matar nós dois, Jackie… nós dois.

Jackson sentia aquelas palavras virem com um peso horrível rente ao seu peito, lhe impossibilitando de sequer respirar com decência. Sabia das dificuldades que o Tuan apresentava para superar o acidente que havia sofrido, no qual levou de ambos a chance de terem um filho. Uma criança que tanto sonharam e planejaram. Entendia a dor do outro, mesmo que esta, não lhe fosse do tamanho da de Mark. Não estava naquele momento com ele e era isso que lhe doía mais. Lhe doía, pois não podia deixar de acreditar que também fora sua culpa, afinal, se não fosse pela sua implicância com a forma que os amigos do marido tratavam-no, o loiro  não teria saído de casa, em plena madrugada, magoado consigo. Não teria pego o carro, dirigido pelas ruas cheia de neve e perdido o controle. Era culpa sua. E a dor deveria ser só sua. Mark não merecia sofrer, ele era tão precioso e querido. Não merecia carregar a culpa por um erro que nem ao menos teve chance de evitar, ou que, ao menos fosse seu.

Naquele momento, o Wang sabia que não adiantava palavras, mesmo que aquela fosse a primeira vez que o loiro insinuasse uma separação. Apenas se deixou levar pelo momento, caminhou até o marido, sentando ao lado do mesmo e o puxando para um abraço. E mesmo que Mark se retesasse  em aceitar o ato, cedeu. Cedeu porque precisava daquilo mais que tudo. Precisava saber lá no fundo que o chinês não o abandonaria ali, que em momento algum iria apenas ir embora sem ao menos olhar para trás. 

Ah, Mark negava, mas precisava do outro ao seu lado para superar aquele momento e mesmo que achasse certo se afastar, não conseguia. Não quando tinha Jackson lhe abraçando forte, lhe sustentando naquele abraço, secando suas lágrimas e lhe dizendo que lhe amava acima de tudo. Não queria acreditar que merecia aquele homem ao seu lado, não depois de tudo. Depois de todos os planos feitos, de todos os sonhos imaginados… ah, tudo fora tão rapidamente por água baixo que era assustador se lembrar de cada cena vivida. 

E se não bastasse carregar aquela dor, ainda tinham as cicatrizes na pele, tatuadas ali, para lhe lembrar todos os dias ao acordar o que havia perdido. E droga, havia perdido muito mais que um sonho ou uma criança. Deixou morrer naquela noite de inverno, toda a essência que lhe compunha, assim como, deixou morrer, a vontade de se entregar para a vida. 

Sabia que levava o marido para aquele mesmo caminho… estava o matando assim como fazia consigo. Então, continuar aquela relação era um erro. 

Deixou que o Wang lhe levasse para o quarto e esperou longos minutos até vê-lo, finalmente, pegar no sono.  Poderia ser visto como um covarde e acreditava ser realmente, mas não teria coragem de ir embora olhando nos olhos dele. Ah, era fraco para isso, então, o melhor a se fazer naquele momento, era apenas ir. Ir para longe, mesmo que no fundo algo lhe dissesse que o outro lhe encontraria. 

Escreveu aquela carta de despedida, deixando nela os retalhos de seu coração. Jackson merecia explicações, coisas que não falaria em frente ao moreno. 

Naquela noite, não muito fria, havia matado outra coisa. Havia matado suas últimas chances de ser feliz, de tentar se reconstruir.

Deixou Jackson, sem coragem o bastante para olhar para trás, pois sabia que se fizesse isso, não conseguiria dar mais um passo que fosse. 

— Eu te amo, mesmo que agora venha a me odiar.

Olhar para trás era doloroso, então tudo que tinha era que prosseguir, mesmo que seus motivos fossem nulo. E nulo, lhe definia agora. 

Apenas um mero ambulante sem sentido pelas ruas devastadas da grande Seul. Mais um, para cair em tristeza profundo, se martirizando por algo que insistia dizer ser sua culpa. Mas quem poderia o julgar? Ninguém era capaz de se pôr no seu lugar e caso o fizesse, ainda sim, não carregaria tal culpa, pois eram incapazes de sentir como seu coração e mente sentiam.

 

[...] 

 

Jackson caminhava pelos corredores daquele hospital, sem se importar com os esbarrões que levava e nem com os chamamentos que sofria. Não sentia nada, além da dor de um abandono profundo e que lhe maltratava. Não sabia nem como tinha chegado no trabalho e nem o porquê estava ali. Apenas seguiu seu percurso, como se já estivesse programado a só caminhar e caminhar para rumo algum. 

— Senhor Wang, tem uma ligação de uma paci… Senhor Wang? — A loira olhou dos pés a cabeça o homem a frente, notando os olhos inchados. Engoliu seco, sabendo que para aquilo acontecer havia apenas um motivo. — E-eu irei cancelar suas visitas e consultas. — Disse pesarosa, sentindo-se afetada pelo olhar vazio e com lágrimas acumuladas.

O médico não respondeu, apenas adentrou o seu consultório, sentando-se na cadeira atrás da mesa. Jackson respirou e aquilo lhe doeu o peito, doeu tanto que se curvou sobre a mesa, sufocando a vontade de gritar. Havia um bolo de emoções, bem junto o bastante para lhe sufocar. Puxou o papel posto no bolso antes de sair, trazendo-o para cima da mesa e o fitando, como se o mesmo pudesse falar consigo. 

“Talvez você esteja com raiva agora e não te julgo, eu também estaria. Dói em mim tanto quanto em você e, mesmo que diga que sua dor não é igual a minha, ela não deixa de machucar. Estamos acabados Jackson e, sinceramente, não foi isso que nos uniu e nos fez ser quem somos hoje ou já fomos. 

Você vai insistir em dizer que me ama e eu não duvido disso, mas agora, seu amor me deixa culpado. Eu não consigo me sentir bem sabendo que me amas, talvez seja uma crise de existência, porque só isso para explicar. Não somos mais como antes, perder nosso filho nos distanciou e isso é o pior de tudo. Nós deixamos aquele acidente levar tudo de nós, porque eu deixei primeiro e você só seguiu meus passos. Nos matamos aos poucos e continuamos fazendo isso. Eu não consigo mais sustentar essa situação e eu sei que choras todas as noites que eu saio para ir ao quarto do nosso filho. Sei que busca ser forte para sustentar a tua dor e a minha. Eu sei. Eu vejo. E agradeço, mas chega de se matar por mim.

Eu preciso me encontrar. Achar o verdadeiro Mark Tuan perdido por aí, aquele pelo qual você se apaixonou e jogou café, simplesmente para ter uma chance de trocar míseras palavras. Eu quero aquele Mark e sei que também quer. 

Eu vou voltar, mas cogito a ideia de que antes disso acontecer, iremos nos encontrar, porque se bem te conheço, você vai querer ouvir todas estas palavras escritas saindo da minha boca, porque sabe que eu não terei coragem. Eu só te peço um tempo, então, dê um jeito de guardar essa tua maneira impulsiva. E quando não der mais para aguentar, venha me ver, porque você sabe onde estou, sei disso, afinal, não sou alguém criativo para me esconder.

Saiba que eu te amo, te amo como na primeira vez em que me disse que meu sorriso era uma das razões pelo qual sorria. Jackson-ah, eu quero voltar a sorrir para te fazer sorrir também, por isso, vou embora agora. Eu sei que está doendo, mas precisamos disso. Precisamos encontrar  nós mesmos. Peço que também se encontre, que ache aquele homem parceiro de seus amigos, que ama sair nas sextas feiras para se divertir. Que se junta com seus colegas loucos de trabalho e se veste de inúmeras caracterizações para fazer aquelas crianças felizes. Ache aquele meu Jackie, por favor.

Eu continuo te amando, sempre e para todo o sempre.”

Jackson olhou para o lado, pegando o porta-retrato ao lado do seu computador. Sorriu melancólico, notando a alegria que transparecia naquela foto. Lembrava-se perfeitamente daquele dia, como se tivesse o vivido ontem. Fora o dia mais feliz da sua vida e apostava tudo o que tinha que havia sido o de Mark também, fora nele, que ambos descobriram que iriam ter um filho, algo que sempre foi o sonho dos dois. Construir uma família ao lado do Tuan sempre esteve nos planos do médico e ele não se imaginava construindo algo do tipo, longe do único homem capaz de lhe despertar coisas sensacionais.

Jogou suas costas para trás, encostando na cadeira. Respirou fundo, mesmo que tal ato lhe doesse o peito. Era uma dor física misturada com a do coração, incapaz de distinguir qual lhe doía mais.

Mark precisava daquele tempo e mesmo que não conseguisse admitir em voz alta, também precisava. Precisava se encontrar, trazer de volta o Jackson Wang que sempre amou ser e sabia que o Tuan também amava. Já não era mais o mesmo e entendia que aquilo desgastava o casamento, trazendo aos dois, algo que não era o real do que idealizaram para aquela relação.

Jackson apenas dedicou-se a dar aquele tempo. Não seria fácil ficar distante do loiro, porém, diante daquela situação, era o melhor a se fazer. Então, se era de tempo que o Tuan necessitava, era de tempo que Jackson deixaria ele viver.

 

“Eu digo que quero me manter longe,

mas isso são apenas palavras tropeças,

sem sentido

porque se olhares para dentro de mim,

verás que meu anseio por ti, grita

grita para que ainda me mantenha perto da tua presença.”

 

Jackson não negava que os dias longes de Mark lhe afetavam mais do que achou ser suportável. Era complicado acordar todos os dias, virar para o outro lado da cama e encontrar um vazio tão gélido quanto seus sentimentos. Deveria fazer como o outro lhe dissera, sair com seus amigos, visitar as crianças da clínica e alegrar seus dias, porém, naquelas duas semanas, fazia o total contrário do que foi lhe pedido. Vivia trancado dentro de casa, amargurado e se perdendo em canções que lhe lembrava dos dias alegres em que dançava com o Tuan pela casa, rindo por errarem um passo e tropeçarem no meio da sala, ou qualquer canto daquele lugar, que agora se encontrava vazio. De fato, tinha se tornado aquele tipo de homem fechado e ranzinza que encontrava em seus milhares romances que lia. Faltava apenas os gatos para completar seu clichê infame. Até cogitou a ideia de um gatinho, porém, Mark era um adepto a cãezinhos e teria problemas para manter o animalzinho naquela casa. E droga, pequenas coisas lhe faziam lembrar do marido, afundando-o em uma tristeza profunda que lhe doía mais do que podia aguentar. 

— Sinceramente, eu não aguento mais. Levanta dessa poltrona antes que eu te chute daí, cara! — Não deu ouvidos às reclamações do melhor amigo, apenas voltou a beber o whisky, sentindo a bebida descer queimando a garganta.

— Nada que você faça irá me tirar daqui. 

— Ah, mas eu vou. Você não deveria duvidar de mim. — O olhar cheio de si, lhe fez franzir as sobrancelhas. Respirou fundo, sabendo que não iria se livrar do acastanhado tão cedo.

Park Jinyoung tinha a mania infeliz de não desistir do que queria e apostava tudo o que tinha e não tinha que aquele feito era obra de Im Jaebeom, um amigo em comum que ambos tinham.

— Levanta, vou te levar em um lugar. 

— Jinyoung, por favor.

— É sério, Jackson Wang. Ou você levanta dessa merda ou eu faço o Mark saber que você virou um alcoólatra da pior espécie e que ainda por cima, abandonou a SUA clínica e o hospital!

— Você não faria isso… 

— Experimenta não ficar pronto em vinte minutos, com barba feita e seu melhor perfume para ver se eu não faço. E ainda faço sua sogra tão adorável descobrir. Imagina que lindo vai ser.

— Eu odeio você! — Disse levantando-se na força do ódio. 

Ouvir Jinyoung gargalhar e lhe dizer que o sentimento era recíproco, era irritante e não dispensou o revirar de olhos. Caminhou a passos lentos para seu quarto, entrando no banheiro e dedicando-se a ficar da maneira exigida — mandada — pelo amigo. Vestiu a primeira coisa que viu e não se importou se agradaria os olhos de alguém, principalmente, os chiliques sem fundamento do Park. 

Voltou para sala, chamando a atenção do mais velho que lhe olhou da cabeça aos pés, como se avaliasse sua figura e estivesse pronto para apontar todos os seus defeitos.

— Está atrasado mais do que foi lhe dito e não está vestido adequadamente.

— Você não me disse que roupa vestir e se está tão ruim assim, eu fico em casa.

— Ah, Jackson… você é muito engraçadinho, sabia? — Sorriu divertido, deixando seu celular em cima da mesinha de centro. — Vá de uma vez pôr seu melhor terno, seu imbecil! E não pergunta o porquê. Apenas obedeça. ‘Tô com o número da sua sogrinha aqui no celular.

Jackson Wang conhecia bem o suficiente aquele homem para saber que ele não estava para brincadeira. Tratou de subir as escadas, resmungando tudo o que podia e xingando até a última geração do outro. 

Vestiu seu terno azul marinho, que continha listras em um tom mais escuro, ficando completamente bem alinhado em seu corpo. Jackson se perguntava porquê raios Jinyoung queria que ele vestisse aquilo, sendo que sempre que saíam, era  para irem em barzinhos pequenos, sem muita gente aglomerada. Era apenas algo para juntar os amigos, pôr a conversa em dia e falar besteiras.

— Ah, agora sim, parece um homem de verdade. Perfeito. — Revirou os olhos com o sorrisinho de orgulho dançante nos lábios rosados.

— Vamos logo, que eu quero dormir cedo. 

Jinyoung concordou, empurrando o médico para fora de casa. Entraram no carro do Park e ele rapidamente pôs uma música um tanto agitada para os ouvidos do chinês, porém não reclamou, não estava bem o suficiente para entrar em mais uma de suas guerrinhas de implicância com os gêneros musicais que o Park escutava. Jackson deitou sua cabeça na janela, fechando os olhos e pedindo aos céus para que Jinyoung não o levasse para um lugar barulhento, tudo o que não queria aquela noite eram dores de cabeça.

— Por que estamos aqui? — Perguntou, após sentir o carro parar e notar o lugar onde estavam.

— Vamos apreciar um show, que tal? — Jinyoung lhe sorriu pequeno, abrindo a porta e saindo do mesmo. Jackson o acompanhou, sem saber direito como agir naquele momento. 

Aquele lugar lhe trazia boas lembranças, fora nele que conhecera Mark Tuan. Lembrava-se perfeitamente daquele dia. Havia saído de uma aula chata de ciências, sim, odiava aquela matéria e foi justamente trabalhar com ela no ensino superior. Era engraçado até pensar naquilo, porque naquele dia, estava muito revoltado. Sua professora havia pego em seu pé com um trabalho sobre doenças, no qual jurou ter posto tudo o que ela tinha lhe pedido. Escutou da boca daquela mulher que caso não se dedicasse com vontade, nunca seria nada na vida e de fato, tal acusação lhe motivou a se tornar o melhor em sua sala de aula e querendo ou não, quis em uma porcentagem pequena, esfregar o lugar que tinha alcançado na cara daquela mulher. De todo modo, o estresse daquele dia, lhe fez chegar aos arredores do Empire des Merveilles, restaurante de cultura francesa que fazia Jackson sofrer por não conseguir comer as maravilhas que eles vendiam.

Mark tocava uma música e ela soava tão linda em sua voz, embalada pela agitação que seus dedos faziam diante das teclas do piano. E era sufocante, ao mesmo tempo que deveras engraçado entrar ali novamente, e ver o loiro, sentado no mesmo lugar, como há dezesseis anos atrás, cantando e tocando a mesma música.

“...

Você me fez ir às alturas

Porque você me colocou pra baixo, baixo, baixo

Você me deve algum tempo

Porque você atrapalhou meu crescimento, crescimento, crescimento

Eu só queria você, porque eu não podia te ter

Agora que eu sei

Isso não era amor, não era amor, era apenas esperança”

 

Em todos esses anos juntos, Jackson admitia a si mesmo o talento que seu marido tinha em, simplesmente, transformar algo simples em um evento grandioso. Sabia que seu amado cantava, apenas, para pôr para fora tudo o que estava sentido e, naquele momento, sentia o mesmo que ele.

Mark cantava seu hino de liberdade, porque estava preso a uma figurada desgastada de si mesmo. Havia se perdido há dois anos e era completamente impossível de se encontrar, todos os dias tendo que encontrar seus retalhos espalhados por aquela casa, no qual, construiu junto do homem que jurou seu coração e amor eterno. De fato, o loiro era como um poeta, sensível demais aos acontecimentos à sua volta. Era ele  sempre a sentir mais que todos e, naquele momento, sendo aplaudido pelos clientes, sorriu sincero, pela primeira vez em meses, sentindo-se bem ao voltar a sentir as agitações de alegria e completude dentro de si. Havia ficado tanto tempo se sentindo vazio, que desconhecia aquela sensação de preenchimento, de felicidade, mesmo que tocara apenas uma música que seus dedos e sua cabeça sabiam de cor.

E pensar no porquê de conhecer aquela canção de trás para frente, lhe fez diminuir aos poucos seu sorriso radiante. Céus, aquilo lhe lembrava certo chinês de sorriso belo. Não hesitou olhar em direção a entrada do estabelecimento, ato este, que havia feito há dezesseis anos atrás. Surpreendeu-se ao ver, no mesmo lugar, Jackson Wang que lhe encara com um brilho no olhar capaz de aquecer seu coração — vestido com um terno que fazia-lhe perder o fôlego. Oh, Jackson era tão bonito. Perdia a noção do que realmente estava fazendo rapidamente ao olhá-lo.

Viu o moreno lhe sorrir, não contendo o seu também. Não importava o tempo que passasse, Jackson sempre seria aquele a lhe arrancar o seu melhor. E com um sorriso no rosto, que nem mais lutava a esconder, voltou a se concentrar no piano e em sua apresentação. 

Jackson foi puxado pelo Park, até uma mesa, onde encontrou-se com seus amigos do trabalho, comprimentou a todos rapidamente, sem tirar os olhos do professor de música, que agora, tocava algo de composição sua. Conhecia aquela música perfeitamente.

 

Eu vaguei por aí

Procurando algo que pudesse me motivar

Ninguém sabe como eu me sinto

Sorrisos e gargalhadas é o que eu espalho por aí

Ninguém sabe

Ninguém olha para dentro de mim

Como um perdido, eu vago por aí

À procura de algo que eu não sei nem ao menos o gosto

Talvez eu já tenha sentido

Porém, fora há tanto tempo

Que agora, só restam lembranças de algo

Que me atormenta

Ninguém sabe

Ninguém sabe como eu me sinto

 

“Você não irá passar por isso sozinho, meu amor.” pensou consigo mesmo, perdendo-se na melodia dramática e caótica. Mark trazia a todos sua dor, camuflada naquelas notas singelas e tão cheias de si.

A noite passou-se, entre conversas e risadas um tanto altas. Jackson não negava, estava a se divertir com cada um ali. Jaebeom, um dos obstetras que trabalhava em seu setor, chamou Mark para se juntar ao grupo. O Wang jurou que o convite seria negado, porém, não conteve o sorriso ao ver o loiro aceitar de bom grado. O músico estava entre Jaebeom e Bambam e vez ou outra, lhe procurava com o olhar. 

Não sabia explicar a sensação ao mesmo tempo que estava tão perto do outro, se sentia distante. 

— Bom, crianças, papai aqui tem que dormir. Quem vem comigo? — Jaebeom, levantou-se, arrancando risadas dos colegas de trabalho.

— Eu vou com você, Jaebeommie? — Jinyoung soou mais suave, fazendo Jackson arquear as sobrancelhas em estranhamento, afinal, Park Jinyoung não era aquele docinho todo que demonstrava ao Im.

— Perfeito, então! — Jaebeom disse empolgado.

Yugyeom — um dos recém ingressados no hospital —, que até então apenas permanecia desfrutando de sua sobremesa, levou um cutucão do Park, que lhe olhara ameaçador. O olhar inocente do Kim irritou Jinyoung. Ah, Kim Yugyeom era um tapado mesmo. O acastanhado puxou levemente o mais novo dali, insistindo que estava na hora de irem embora.

— Mas hyung, eu nem terminei a minha sobremesa. — Ditou choramingando.

— Você não comeu demais por hoje, querido? — Voltou a puxar o outro da cadeira. — Vamos logo, que Jaebeom lhe dá uma carona. 

— Ah, mas eu posso ir com Mark-hyung, não posso? — Yugyeom virou seu rosto ao loiro, lhe sorrindo sugestivo. 

Jackson estreitou os olhos, percebendo que o garoto estava, sim, dando em cima de seu marido. O que, ao longo do jantar, tentou ignorar já que o Kim, vira e mexe estava a flertar com o Tuan.

— Yugyeom?! — Jinyoung puxou o de fios azulados com tudo, o pondo de pé a força e se despedindo do casal, assim como, os outros dois.

Yugyeom ousou em deixar seu cartão, no qual pertencia ao seu consultório a Mark, que o pegou automaticamente. Desejou-lhe boa noite, deixando seu sorriso sedutor dançar em seus lábios. Céus, era um galanteador incurável. 

Jackson pigarreou, pegando a taça de vinho e bebericando o líquido. Seus olhos caíram sobre o outro a sua frente. Mark riu soprado, achando graça da ousadia do garoto. 

— Psiquiatra… será que eu tenho carma para encontrar médicos? — Perguntou, batendo o cartão levemente na ponta dos dedos. 

— Talvez seja um fetiche seu que não saiba. — Jackson respondeu sem muito humor, largando a taça sobre a mesa. 

Estava enciumado, poxa, Yugyeom era um garoto jovem e cheio de vida, tinha que justamente, se interessar por seu marido?

— Não sabia que ainda podia sofrer um flerte descarado. — Riu, largando o cartão sobre a mesa e tomando um gole generoso de seu vinho.

— Você é bonito, Mark… difícil seria, se nenhum babaca lhe desse um flerte. — Revirou os olhos ao lembrar do Kim e seus sorrisinhos nada castos de encontro ao loiro.

— Isso tudo é ciúme, Wang? — O olhou sugestivo.

— Ciúme? Ciúme daquele garoto com você? — Riu incrédulo. — Pelo amor de Deus, Mark. Não sou mais um adolescente. — Fingiu desinteresse, voltando sua atenção à bebida arroxeada.

— Bom, então eu acho que devo uma visitinha ao Doutor Kim, que tal? 

— Ah, você não ousaria fazer isso. — Sussurrou, comprimindo os olhos. 

Mark apenas riu, gostando de saber que Jackson havia ficado mexido com aquilo. Não que desse importância ao flerte de Yugyeom, até porque, seu coração era ocupado apenas por uma pessoa, porém, não podia negar ter ficado alegre ao receber flertes de um garoto jovem.

— Relaxa, Doutor Wang. Yugyeom é apenas uma criança que quer brincar. Ele estava zoando com sua cara. 

— Yugyeom não estava zoando. Não percebeu que ele ficou o jantar inteiro dando em cima de você? Que a todo momento ele  sorria e se insinuava?

— Jura? Não prestei atenção não. — Ditou simples, balançando a taça e a levando a boca.

— Como não? Se Jaebeom não estivesse ao seu lado, ele estaria praticamente em seu colo!

— Desculpa amor, estava prestando atenção no meu marido que parecia querer devorar alguém com o olhar, enquanto fingia comer uma lagosta.

Jackson abriu e fechou a boca, sem palavras para aquele momento. Suspirou, deixando-se levar pelo sorriso arteiro e brincalhão do outro. Riu, abaixando a cabeça e sentindo-se como se estivesse, novamente, voltado  aos seus 17 anos. 

Retornou seu olhar ao Tuan, o vendo pôr uma das mechas loiras que insistiam em tapar seus olhos atrás da orelha. Um maldito charme do mais velho, que sempre desarmava o chinês. 

Os dois permaneceram instantes apenas trocando olhares intensos. Tinham muito a falar um para o outro, mas o silêncio naquele momento, parecia ser o melhor mensageiro dos sentimentos ali flutuantes. Jackson se esgueirou, pulando cada cadeira ali, para chegar ao lado do Tuan, que virou o corpo para lhe fitar. Ambos se sentiam como há anos, onde após uma apresentação de treino da parte do loiro, sentavam-se em uma das mesas para conversavam. Eram dois estranhos naquela época, com seus corações acelerados mais do que o normal. 

E agora, encontravam-se da mesma forma. Seus batimentos estavam rápidos, propensos a serem escutados por ambos. Mark umedeceu os lábios, enquanto Jackson levou sua destra até a lateral do rosto do amado.

— Será que eu preciso flertar com você, para ganhar sua atenção? — Perguntou em tom brincalhão, porém não deixando de transparecer uma verdade em seu olhar.

— Qualquer coisa que faça,  sempre terá a minha atenção, até a mais tola, como rolar no quintal, tentando imitar Milo, apenas para que  lhe desse atenção. — Ambos riram juntos. Jackson aproximou-se mais, ficando a centímetros do loiro.

— E se eu disser que sinto tua falta? Que a cada dia que passa, eu me sinto mais vazio sem você? — Acariciou o rosto alheio, sentindo a respiração quente do outro colidir em si

— Precisamos de um tempo… 

— Se é o que você quer, sabe que te darei, não é? — Mark  assentiu, mordendo o lábio inferior.

— Você não foi me procurar nesse meio tempo… 

— E Jinyoung deixou? Mark, eu tentei todos os dias te procurar, tentei até ligar para sua escola. Jinyoung me disse que era para te dar espaço. Juntou ele e Jaebeom para torrarem minha paciência. Todos os dias, aquele idiota dos infernos se metia na nossa casa, cuidando cada passo meu. Eu até pulei o muro da Senhora Lee, porém… 

— Porém?

— Ela tinha um belo de um cachorro com sangue nos olhos… — Mark riu, acompanhado do moreno que lhe olhava com um brilho intenso no olhar. 

— Jinyoung sabia que eu estava aqui. 

— Então, aquele desgraçado sabia onde você estava?

— Você também.

— Mas ele não largou de mim, nenhum segundo sequer! 

— Mas te largou hoje. — Mark abaixou um pouco a cabeça, aproximando-se do pescoço alheio, deixando seu nariz raspar pela pequena parte da pele exposta.

— Hm… por isso ele me mandou trocar de roupa. — Jackson fervia seus pensamentos, sem perceber os movimentos singelos do marido. — Ele é muito cretino! Ah, se ele pensa que ele vai se livrar de mim quando tiver Im Jaebeom, está muito enganado… 

— Amor… Amor?

— Hã? 

— Jinyoung apenas quis te ajudar. Eu não estava bem, precisava desse tempo comigo mesmo. Precisava me encontrar… 

— E você se encontrou? — Jackson dedicou totalmente sua atenção ao outro. 

— Não só me encontrei, como também, pus minhas ideias no lugar. — Sorriu orgulhoso de si mesmo.

— Eu… eu estou muito feliz por você! — Sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, por mais que fosse palavras simples. Ah, vindas do loiro nada era simples. Estava feliz pelo amado. Feliz por o ver alegre daquela forma.

— Jackie… eu quero voltar a participar das rodas de conversas e também, voltar a me consultar com o Senhor Lee.

Jackson sentiu uma lágrima solitária percorrer a lateral de seu rosto. Ah, aquilo era tão bom de ser ouvido. Fora rápido em puxar o mais novo para um abraço apertado e cheio de sentimentos impossíveis de serem ditos, apenas por palavras. 

— Eu te amo tanto, Mark. Tanto.

— Eu também, amor… eu também. — Mark apertava os ombros alheios enquanto se sentia emocionado junto ao outro. 

Era como se libertar. Como tirar um peso de suas costas. Voltar a pensar em viver novamente. Precisava recomeçar, porém, era um recomeço que ainda queria que Jinyoung fizesse parte, porque seu coração era daquele médico. Completamente e unicamente dele.

— Olha para mim… — Jackson se afastou minimamente, segurando firme o rosto alheio. — Promete que nunca mais vai sofrer tudo que sofreu sozinho? Que mesmo que ache ser algo bobo vai me procurar ou procurar alguém? Por favor, Markie… por favor.

— E-eu prometo, meu amor. Eu prometo. — Mark roçou a ponta do seu nariz na do outro, sorrindo em meio a lágrimas que insistiam em cair. 

E depois de anos, aquelas eram as primeiras lágrimas de alegria… alívio e de uma conquista que nunca pensou em conseguir obter. 

Sentiu os lábios cheinhos nos seus, ofegando com o toque há tempos não sentido. Jackson lhe segurou a cintura, enquanto a outra mão se embrenhou em seus fios loiros, puxando-os suavemente. Derreteu-se por completo com o toque que  lhe pegara desprevenido. Jackson lhe beijava como aquele adolescente que conhecera anos atrás, intenso e caloroso demais. Capaz de lhe levar ao céu e inferno.

Oh, aquela boca era sua perdição. Aquela causadora dos seus maiores pecados já feitos. 

— Jackson… — Gemeu rouco, mesmo que quisesse soar firme. 

O moreno selou os lábios, ainda de olhos fechados, totalmente inebriado no cheiro do loiro. 

— Vamos para casa… — Pediu manhoso, deixando selares no pescoço do músico, arrepiando cada pedacinho daquela pele, que há tempos não recebia toques.

— Ja-Jackson… o no-nosso tempo… 

— Ele pode esperar, amor. 

Mark queria muito ser mais forte, mas nem sabia o porquê de toda aquela armadura. Apenas deixou-se ser guiado pelo Tuan. Sentiu o outro lhe pegar pela mão, puxando-lhe até o caixa, pagando a conta rapidamente. Jackson parecia ter pressa, tanto que correu ao avistar o primeiro táxi ao saírem do restaurante. Seu coração estava a mil, como no seu primeiro encontro com o outro. Naquela época, eram um casal intenso, regado de noites quentes e sem responsabilidades nenhuma. Apenas queriam se pertencer, perdendo-se um no corpo do outro. Com o tempo, todo aquele fervor foi esfriando, porém, não ao ponto de levá-los a uma crise, apenas não tinham mais aquele tempo todo e as responsabilidades começaram a bater na porta.

Contudo, ao sentir seu corpo ser prensado na porta principal da casa, após saírem às pressas do veículo, Mark soube que todo aquele calor e intensidade ainda estavam ali, bem vivos e prontos para serem postos a jogo. Jackson lhe agarrou pela cintura, logo lhe fez entrelaçar suas pernas ao redor dele. Gemeu rouco, ao sentir o toque mais bruto do outro em seu pescoço. O chupão vindo do Wang deixou uma bela marca e coloração, fazendo o médico sorrir extasiado. Voltou a roubar aqueles lábios rosados para si, invadindo-os com vontade, com desejo e uma maldita saudade que os consumiam.

— Jackie… — Gemeu o apelido alheio, apertando os ombros largos e bem firmes.

O Wang apertou cada parte do corpo alheio, deleitando-se ao ouvir cada ofego do amado. Deitou Mark no chão daquela sala vazia, pondo-se sobre o outro, beijando-o com fervor. Sentia Mark arranhar suas costas, deixando filetes de sangue, marcando sua pele.  As roupas do casal encontravam-se todas espalhadas ao redor do cômodo. 

Mark urrou, mordendo o ombro ao sentir ser invadido pelo Wang. Estava deitado sobre o assoalho, seu corpo suava e se esfregava ao outro, completamente sedento pelo calor que vinha de Jackson. Sentiu seu lábio inferior ser sugado. O mais velho movia-se de acordo com seus sussurros rente ao ouvido dele. Estava com saudade daquilo, saudades de sentir os toques alheios, de se sentir amado de uma forma intensa e que lhe tirava das estribeiras. 

Jackson lhe beijava, fodendo-lhe da maneira que gostava de ser invadido. Quente, rápido e forte. Os beijos eram uma bagunça, assim como os dois, que chamavam um ao outro, sedento pelos toques, as mãos arteiras passeavam, apertando cada pedaço de pele. Era saudade no tato, nos sons que os corpos faziam ao se esfregarem mais. Céus, aquilo não podia ser só saudade, era mais, muito mais que um sentimento de falta. 

Mark estava ciente de que aquela transa era muito além do que seus sentimentos transpareciam. Muito mais do que os beijos desejosos do Wang e as juras de amor. Ah, era o querer de voltarem a ser quem eram há anos, a um passado distante que parecia estar sendo vivenciado ali. 

Jackson revirou os olhos, sentindo-se perdido com o clímax alcançado. Estocou mais vezes o outro, até que Mark gozasse entre os abdomens, chamando por seu nome.

— Isso foi… — Se jogou ao lado do loiro, buscando recuperar o fôlego.

— Foi incrível… foi como voltar a ser um adolescente irresponsável. — Riu anasalado, sendo acompanhado do outro, que lhe puxou pela cintura, deixando seu rosto na curva de seu pescoço.

Mark levou sua mão até os fios escuros, afagando-os, enquanto Jackson lhe acariciava a cintura.

— Dizem que transa de reconciliação é maravilhosa, agora entendo o que Jaebeom quis dizer. 

— Amor! — Mark estapeou o outro, sorrindo. Sentiu um selar em seu pescoço, o que lhe causou cócegas. 

— Não me deixa… não saia mais dessa casa sem antes olhar para mim, por favor. — O pedido saiu abafado, Jackson deixou um último selar no outro, antes de o abraçar forte.

— Eu não vou. Não vou mais fugir. Não vou, Jackie. 

Beijou os fios negros, acariciando-os. 

Jackson ficou ali, abraçado ao mais velho, com medo de pegar no sono e o outro ir embora, lhe deixando apenas um bilhete. Mark suspirou, feliz, completo e cheio de uma esperança que parecia não conter-se apenas dentro do corpo. 

Ah, não se arrependia de ter saído daquela casa para encontrar-se, porém, não era como se estivesse cem por cento bem com aquilo. Talvez, se tivesse encarado Jackson, sofreria menos afastado dele. Entretanto, para estar ali, poderia correr o risco de fazer novamente o que fez, sair sem olhar o moreno, deixando-lhe apenas um bilhete e viver o restante dos dias a procura de quem um dia foi.

Era bom aquela sensação de finalmente se sentir em casa. De estar bem consigo mesmo. Bem com quem amava, livre de culpa, de um peso que entendeu não ser seu.

Oh, Mark finalmente se sentia ele mesmo, e, não um estranho perdido que nem ao menos conseguia se reconhecer diante do espelho toda vez que se encarava. 

Finalmente, poderia dormir tranquilo, sem culpa, pesadelos e lembranças que lhe assolavam a mente e a alma. 

Dormiria nos braços do homem que lhe amava e sempre esteve ao seu lado. Jackson nunca lhe deixaria e aquilo, lhe fazia sorrir mais ainda. Tinha um homem que faria tudo por si e para se sentir bem consigo mesmo. Precisava se dar uma chance.

Chance de ser feliz novamente. 

Feliz com um novo recomeço, aquele que iria traçar junto ao lado do homem que jurou seu amor e seu coração.


Notas Finais


Irrraaa se você chegou até aqui, obrigada! Espero que tenham gostado do primeiro capítulo.
Markson e drama é meu kink hihihi
Bjos na bunda e até o próximo capítulo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...