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História Laços De Sangue - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Capítulo 20


Cinco horas depois Celeste acordava com Luke aos pés da cama dormindo, a menina levantou de vagar para não acordar o animal e saiu de fininho pela porta do quarto. Poucos segundos depois e ela encontrava Dove conversando com Paulina tranquilas.

– Celeste! – Paulina disse surpresa olhando a jovem descer as escadas.

– Que horas são? – A garota perguntou antes de ser puxada por Dove para o colo como uma criança.

– Irei ver mas já está anoitecendo então, umas cinco da tarde? – Paulina encarou brevemente a janela antes de se retirar da sala de jantar.

– Acho que dormi muito. – A garota disse rindo baixo enquanto Dove colocava o queixo sob o ombro da filha.

– Descansar é bom. – A loira murmurou fechando os olhos.

– Aonde está a Sofia? – Celeste virou de vagar o rosto tentando decifrar a feição cansada da mãe.

– Ela foi resolver algo importante pra mim mas volta daqui a pouco. – Explicou. – Sinto muito pelo que aconteceu. Nunca deveríamos ter voltado pra cá, o Brasil não deve ser tão ruim. Por que a minha irmã veio pra cá hein? – Ambas riram.

Celeste virou o corpo se colocando ao lado da mais velha no colo.

– Mãe... – Dove abriu os olhos levemente encarando as orbes castanhas. – Está tudo bem. Eu só fiquei muito surpresa com o jeito que o Thomas reagiu mas tá tudo bem, eu prometo. – A menina abriu um sorriso no rosto abraçando a mulher.

– Você não herdou essa calma de mim. – Dove disse em tom triste.

– Da Sofia. – Paulina falou com uma bandeja nas mãos.

– Oque é isso? – Dove encarou a mulher com aquela bandeja enorme de doces.

– Que? Essa é a melhor comida da cidade. – Celeste riu levantando para atacar as guloseimas.

As três se entupiram de besteiras até acabar tudo, as barras de chocolates sumiram e as balinhas de morango haviam sido esvaziadas de uma jarra no centro da mesa de jantar.

Sofia chegou com uma pasta nas mãos, encontrou a irmã largada no sofá dormindo ao lado de Dove e Celeste estava brincando com alguns palitinhos crocantes de amendoim.

– Vocês estavam comendo isso? – Sofia fez uma careta olhando para a mesa coberta de pedaços de pequenos papeis de chocolate entre outros cheios de açúcar.

– Ideia da sua irmã. – Celeste deu de ombros oferecendo um palitinho.

– Obrigado. Erou sem fome. – A mulher deixou a pasta em um canto do sofá e começou a tirar toda a sujeira.

Celeste a ajudou. Trocando uma ou duas palavras, o silêncio predominou o ambiente até Dove despertar e sumir com Sofia pela casa com aquela pasta. Celeste estava curiosa e sentada com Luke na varanda ao chão, a menina olhava para o mar e o vento despenteava os cabelos. Após trocar algumas mensagens com Bill, a garota voltou a entrar na casa e Paulina já acordava com fome.

– Não toque na minha dispensa. – Sofia ameaçou correndo para a cozinha alcançar a irmã.

Dove riu, Celeste olhou ligeiramente para a pasta nas mãos da mãe antes de ir para a sala de estar.

Celeste estava inquieta com aquele documento “secreto". Em nenhum momento Dove ou Sofia tocaram no assunto e quando estava de volta em casa, a mãe subiu as escadas depois de colocar o conteúdo no escritório e trancar a porta, Celeste sabia onde ela guardava e não tardou até dar uma hora da manhã para entrar no local de trabalho da tia e encontrar a pasta.

Estava em uma mesinha ao canto cercado de livros, se a menina não conhecesse a mãe, juraria que a pasta era mais um grande “livro” em meio a tantos outros. Com cuidado, Celeste abriu a pasta e papéis brancos impressos começaram a se mostrar entre as centenas de palavras da justiça.

Lendo detalhadamente, a menina descobriu que Dove exigia que Thomas ficasse distante da menina enquanto o mais velho além de querer a guarda, também pedia teste de DNA, o juiz deu um prazo de nove dias para os dois chegarem a uma conclusão do que era melhor para a garota mas Celeste naquele momento sentia que não poderia opinar em nada e talvez nem quisesse mas ser um objeto para os pais era desconfortante.

Alô? – A voz do amigo saia entre um bocejo e outro.

– Bill, desculpe ligar essa hora da noite mas poderia me ajudar? – A menina mordeu os lábios.

Ãhãm... – Bill se ajeitou sentando na cama para ouvi lá melhor. – Pode falar.

– Eu te falei sobre aquela pasta estranha que estava com a Sofia e me deixou um pouco intrigada... Oque você faria se seus pais estivessem no começo de uma guerra e a culpa fosse sua? – Bill pensou por alguns segundos.

A culpa não é sua, essa é o primeiro ponto. E o segundo é que adultos acham que sempre vão ter o direito para decidir as coisas por nós, não somos mais criança, se quer saber oque eu acho que deveria fazer. É simples. Diga oque pensa e o juiz poderá tomar a decisão de sua preferência.

Você está certo. – Ela sorriu. – Obrigado Bill!! – Celeste desligou a ligação e colocou tudo oque havia tirado da pasta de volta ao lugar.

Pela manhã ela deveria conversar com o juiz mas Celeste tomou outra iniciativa, ela respirou fundo para a missão que teria naqueledia ensolarado. Com uma desculpa dizendo ir a casa da avó, a jovem precisou tirar algumas informações de Paulina para encontrar um prédio de dez andares no centro de Los Angeles.

– Bom dia. – O porteiro sorriu tirando um chapéu da cabeça e mostrando a cabeça branca.

– Bom dia, eu gostaria de falar com Thomas Doherty. – Ela se aproximou olhandi rápido para o visor do celular em que estava o número do apartamento.

– Nome por favor?

– Paulina.

– Um momento. – O homem falou baixo no telefone, Celeste não conseguiu entende lo mas o homem gesticulou para ela continuar a andar.

A garota esperou o elevador chegar e quando as portas se abriram, ela sentiu o estômago revirar.



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