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História Laços de um Amor Perdido - Hyunmin;Seungjin - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oi, gente ✨

Agora que eu percebi que estou demorando quase um mês para atualizar, desculpe 😭 Fé que o próximo capítulo sairá antes do aniversário do Hyunjin *rindo de nervoso*

Eu tive que dividir o capítulo em duas partes e Seungmin e Hyunjin não conversarão nesta parte 🤡

➦ Revisado, porém algum erro pode ter passado despercebido
➦ Todos os comentários serão respondidos
➦ Boa leitura! ❤️

Capítulo 18 - Pistolas Carregadas


A manhã é um momento importante do dia, porque muitas vezes, logo depois de acordar, já dá para adivinhar que tipo de dia você terá. Por exemplo, se você acorda ouvindo o pipilar de pássaros, esparramado sobre uma enorme cama com dossel, com um mordomo que traz, numa bandeja de prata, pãezinhos recém-tirados do forno e um suco de laranja feito na hora, já dá para saber que o seu dia será esplêndido. Se você acorda ao som de sinos de igreja, acomodado numa cama razoavelmente grande, com um mordomo que lhe traz uma bandeja com chá quente e torradas, dá para saber que o seu dia vai ser legal. E se você acorda com alguém batendo duas panelas de ferro uma contra a outra, e você está deitado de mau jeito numa cama de solteiro, com um velho amigo insuportável na soleira da porta e que não lhe traz nenhum tipo de café da manhã, dá para saber que o seu dia não será um dos melhores.

Principalmente depois que eles lhe dão a notícia de que você terá que se encontrar com uma pessoa que lhe causa calafrios só de ouvir cada sílaba de seu nome. 

– Tira a bunda daí, você tem um encontro hoje! – Foi o que o homem de 1,70 de altura e com duas panelas de ferro em mãos, disse após a barulheira proposital. 

– Quê? – Com o cabelo em pé, Seungmin se sentou em sua cama, ainda com os olhos fechados e o ouvido zumbindo da maneira mais desagradável possível. 

– Bom dia, Seung! – Exclamou Jisung animado, saindo da porta e ficando ao lado de Felix. – Princesas acordam cedo, sabia?

– Eu não moro em um castelo. – Resmungou, enfim abrindo os olhos e tentando se acostumar com a claridade vindo da janela. 

– Não, mas você tem um príncipe encantado! – Respondeu o Han sorridente, recebendo olhares contraditórios. – 'Tá, talvez ele não seja tão encantado assim…

– Por que abriram as cortinas?

– Você não abria ela fazia dias, não sei como esse quarto não mofou ainda! – Felix o repreendeu. – Por isso comecei a dormir na sala, Jisung. – Sussurrou para o amigo.

Seungmin arregalou os olhos após finalmente raciocinar.

– Como assim eu vou ter um encontro com o Hyunjin? – Questionou com a boca aberta em completa surpresa.

– Nossa, ele capta as coisas muito rápido, esse é o Seungmin! – Bradou Jisung, levantando os braços e sorrindo mais ainda.

– Por favor, pare de falar… – Reclamou o Kim. – 'Tá dando dor de cabeça.

– Já acordou ruim desse jeito? Poxa, vai ser péssimo para o seu compromisso… – Entristeceu Yongbok.

– Acho que é porque você me acordou com duas panelas de pressão mesmo. – Retrucou, saindo do embolado de cobertores e levantando da cama. – E eu não vou me encontrar com o Hyunjin.

– Ah, mas você vai, sim! – Jisung disse se virando na direção de Seungmin, que caminhava para o banheiro. – Você 'tá chorando pelos cantos desde que voltou e depois vem recusar o convite? Não aceito!

– Eu já disse, não vou fazer nada até que ele resolva os problemas dele. – Respondeu, parando de andar e ficando de frente para os mais velhos. – Eu 'tô só esperando.

– Que orgulho, hein, Seungmin… – Felix disse baixo. 

– Não é orgulho. Hyunjin sempre precisou de ajuda para se virar e agora ele fez uma merda muito grande. Ele tem que amadurecer e sofrer as consequências para aprender a solucionar todos os problemas que ele mesmo causou na vida dele. 

– Seungmin, você ainda tem os mesmos sentimentos que nutria pelo Hyunjin cinco anos atrás? – Indagou Jisung incerto.

– Que tipo de pergunta é essa?! – Se exaltou. – É claro que eu ainda amo ele, por isso mesmo continuo esperando e sinceramente, suplicando para que ele se liberte de todo o mal que está o perseguindo! Eu não posso me intrometer, entendam que é um assunto dele, da Taeha e da Kwan, não meu! 

– Ele entendeu e sabe disso, Minnie. – Respondeu Felix. – Por isso quer se encontrar contigo. O divórcio já está em andamento e ele quer saber como você está. Há algo de mal nisso? Olha, se você não quiser ver ele agora, não vamos te obrigar.

Seungmin sentiu seu coração acelerar pela primeira vez naquele sábado ensolarado.

– É verdade? – Perguntou esperançoso após relaxar os ombros.

– Ele demorou um pouquinho, mas está mexendo os pauzinhos aos poucos. – Disse Felix, soltando um sorriso sincero. – Olha, que tal… Você toma um banho, a gente come um pouco do café da manhã espetacular que sua mãe fez, eu e o Jisung até podemos te ajudar a se arrumar se você quiser! Não vai ser necessariamente um encontro, vocês só vão conversar sobre como vão ser as coisas daqui pra frente, talvez possa até acontecer uma reconciliação! 

– Vocês podem ficar juntos de novo. – Jisung falou com a voz amarga. – Sei que vai ser difícil no começo… É difícil perdoar, às vezes a gente nunca vai esquecer desses acontecimentos ruins, mas eu acho bom tentar um recomeço, entende? Você mais do que ninguém sabe que persistir é necessário para seguir novos caminhos.

– Independente do que aconteça, você é forte e vamos estar ao seu lado. – Encorajou Felix.

– 'Tá. – Respondeu. – Eu entendi. Obrigado.

Jisung e Felix sorriram, arrastando Seungmin para o banheiro para depois tomarem um café da manhã reforçado. Eles estavam confiantes de que tudo daria certo naquele dia e Seungmin se sentiria feliz, mesmo depois de ser acordado com o som estrondoso de duas panelas sendo batidas uma contra a outra.

 – Você começa na segunda? – Jisung perguntou, levando uma torrada na boca e enchendo as bochechas. 

– Sim. – Seungmin concordou. Seus cabelos estavam úmidos devido ao banho recente e sua fome havia atacado logo depois que saiu do chuveiro.

– Você tem sorte. Eu demorei até ser aceito no banco, mas agora eu sou gerente! – Sorriu gigante. – Tive que pedir ajuda para o Chan porque não estava conseguindo lidar com as despesas do apartamento.

– Não me lembrava desse seu amigo… Ele 'tá aonde agora? – Questionou Seungmin enquanto tentava não transparecer que não estava a fim de comer graças à sua ansiedade.

– Voltou para o país natal dele. – Deu de ombros, não dando a mínima para nada ao seu redor, apenas em sua torrada. – Eu falo com ele de vez em quando. Ele estava chorando esses dias porque estava se sentindo solitário, pois é, eu chorei junto porque também estou encalhado desde o ano passado.

– Acho que não estamos pior que o Seungmin. – Felix se pronunciou, fazendo o Kim olhar para ele de imediato. – Desculpa! Desculpa! Não pensei antes de dizer.

– Tudo bem. De qualquer forma, acho que tudo está começando a se resolver… – Fixou seu olhar na mesa, que continha alguns alimentos saborosos e uma jarra cheia d'água. – Jisung, você sabe alguma coisa sobre a Taeha?

– Por quê? – Indagou, limpando os dedos lambuzados e encarando a expressão pensativa de Seungmin.

– Ela é bonita?

– Quê?! – Exclamou sem entender.

– Eu perguntei se ela é bonita. – Afirmou, agora olhando para a careta confusa que o Han fazia.

Sky, isso não tem importância. – Felix se pronunciou, agarrando os ombros do Kim.

– Acho que essa é a última coisa com que você deveria se preocupar agora. – Jisung respondeu. – Ela é bonita, sim. Mas não foi pela beleza dela que Hyunjin se casou com ela, ele apenas atendeu às ordens daquela mulher asquerosa que ele chama de mãe. Aquilo não é mãe, não. Deus me livre.

– Mãe mesmo é a tia Hosook, que me dá café da manhã todo dia! – Felix sorriu largo, pegando mais uma uva e colocando na boca.

– Desencana. Se você continuar folgado desse jeito, ela te mete o tapão. – Seungmin alertou, fazendo Yongbok arregalar os olhos. – Só 'tô avisando.

– Continuando! – Jisung gritou, chamando a atenção dos dois ex universitários. – Seungminnie, não pense nisso. Você sabe que Hyunjin nunca se importou com aparência e de longe nunca gostou de mulher. Então, relaxa aí que o coração dele é seu ainda. – Sorriu falsamente, passando os olhos pela mesa de comida. – Cadê a batata frita deste banquete?

– Quem come batata frita no café da manhã? – Felix perguntou enquanto ria do amigo.

– É uma ótima forma de começar o dia! 

O filósofo francês Jean-Paul Sartre dizia: "Palavras são pistolas carregadas". É por isso que Seungmin, na maior parte do tempo, prefiria não usá-las e ficava calado, enquanto tudo ao seu redor caía em ruínas, permanecendo encolhido em seu esconderijo perfeito: a sua bolha. Todos nós temos a nossa própria bolha, e o que há armazenado nela, depende somente de você. Sua bolha pode estar detonada de sentimentos felizes e como eu costumo dizer, é uma bolha saudável. Ou ela pode estar a ponto de estourar pelas coisas horrendas que a estão sufocando, o que claramente significa que sua cabeça também está prestes a explodir. 

Resumidamente, estamos vivendo em uma bolha quando ficamos em torno dos mesmos assuntos, e do mesmo jeito que devemos tomar cuidado ao estourar uma bolha elevada e cheia de fluído, que apareceu após uma terrível queimadura, devemos ser cuidadosos ao tentar estourar a nossa própria bolha. Se queremos nos livrar das coisas ruins que se acumularam dentro dessa bolha, precisamos ter conhecimento de que, ao contrário das bolhas presentes em nossos corpos, a restauração das lesões ocasionadas não demoram entre 7 e 21 dias, e sim, podem demorar anos, ou até mesmo podem nunca ser curadas.

Com este pensamento, espero que tenham entendido que Seungmin, além de achar que as palavras são pistolas carregadas, não tinha coragem de ao menos tentar sair da bolha que se formou ao longo dos anos, e que ultimamente, vem o sufocando cada vez mais e mais, podendo até chegar ao seu limite e liberar tudo como se fosse fumaça: os sentimentos, e o mais apavorante, as palavras. Era o seu medo. O que mais temia era que sua bolha estourasse e ele liberasse todos os pensamentos céticos — que, com o conhecimento atribuído aqui, vocês já sabem que são as pistolas carregadas

Após aquele encontro, Seungmin saberia o que fazer com sua bolha, se a estourava de vez ou se continuava no mesmo sufoco. Dependia muito, e por isso mesmo ele estava cauteloso. Talvez, o Rio Han tivesse sido uma ótima escolha para se marcar um encontro, considerando que era um lugar onde muitas pessoas costumavam frequentar para fazer piqueniques e fofocar sobre a vida alheia. Seungmin e Hyunjin nunca haviam tido um encontro no Rio Han, uma vez que os encontros sempre eram no jardim atrás da escola. Uma coisa que apenas o Hwang sabia, era que no dia em que Seungmin anunciou sua ida para o Canadá, Hyunjin havia preparado uma cesta cheia de guloseimas para eles comemorarem 10 meses de namoro, justamente no Rio Han.

Eles podiam ter tido o encontro como uma despedida, mas Hyunjin ficou tão mal que acabou jogando tudo que havia na cesta no chão, chegando até mesmo a quebrar a alça do compartimento. A raiva o dominou por alguns minutos e quando percebeu, estava chorando no chão da sala de sua antiga casa tão descontroladamente que a única pessoa capaz de acalmá-lo era, ironicamente, a causa da sua crise de choro. Hyunjin era incapaz de não lembrar daquele dia enquanto andava pelo gramado do Rio Han, planejando ficar encostado no tronco de uma árvore qualquer, à espera de Seungmin. 

Não teve mais nenhuma prosa com Kwan após sua última ida até a casa onde a mais velha morava, e temia que ela estivesse aprontando alguma coisa. No entanto, preferiu se iludir com o pensamento de que, devido à sua acusação, ela tivesse finalmente desistido de tentar separá-lo de Seungmin. De qualquer forma, relutante era a sua melhor definição quanto àquilo. Havia pedido a Jisung que tentasse falar com Seungmin, pediu para convidá-lo educadamente, mas sabia que o Han tinha feito algo completamente diferente do que lhe foi pedido. O importante era que Seungmin aceitasse.

Então, a mensagem de confirmação chegou às dez horas da manhã, e segundo Jisung, foi naquele horário em que Seungmin — obrigatoriamente — acordou.

Observou o corpo alto do Kim se aproximar a passos rápidos, mas para Hyunjin, parecia que ele estava andando em câmera lenta, enquanto seu cabelo voava ao vento e deixava sua testa amostra. Seu estômago revirou, e assim como Jean-Paul Sartre dizia, “seus sentimentos estranhos da outra semana pareciam ridículos naquele instante: não podia mais entrar neles”, Seungmin fazia isso, deixava os sentimentos de Hyunjin confusos, um embaralho. Por poucos segundos, tudo o que sentiu foi felicidade, pois o Kim estava em sua frente mais uma vez, e a única coisa que queria fazer era pular em cima do outro e abraçá-lo como se sua vida dependesse daquilo. E dependia, porque Hyunjin não se via mais sem Seungmin. 

Há pouco tempo havia percebido que não bastava o que acontecesse, seria dependente do sorriso de Seungmin; Que entre um olhar e outro, brotava um sorriso, e que entre um sorriso e outro, o amor os visitava.


Notas Finais




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