História Laços do Destino – Imagine Suga (BTS) - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~dyogaxmo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Hoseok, Imagine, Jimin, Jin, Jungkook, Min Yoongi, Ot7, Rap Monster, Suga, Taehyung
Visualizações 81
Palavras 2.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! 💕


(Ignorem quaisquer erros)

Capítulo 2 - Descobertas


Rio de Janeiro - BR

Agosto 2015 - 09:54 AM

Minha casa

Sai do banheiro pois, acabará de fazer minha higiene matinal e fui narrando meu caminho até meu quarto e me jogando na cama planejando ficar na cama o dia todo no sábado. Meus pensamentos são encerrados com alguém batendo na minha porta e abrindo-a revelando, em seguida, a pessoa que estava atrás, minha tia.

– Precisamos conversar. –Disse ela, entrou, fechou a porta e se sentou no lado direito da cama.

– Okay... – Eu falei e me sentei na cama usando meu travesseiro para me apoiar na cabeceira da cama, já que estava deitada poucos segundos atrás.

– Nós... Eu. – Ela parou para organizar os pensamentos, provavelmente. – Eu escondi uma coisa de você, por quê... Eu achei que seria menos doloroso e traumático pra você se fosse dessa maneira. Você sabe que os seus pais morreram quando você era pequena, mas eu nunca quis tocar no assunto de como havia sido.

– É, eu sei... Vocês sempre mudavam de assunto quando eu era mais nova e curiosa. – Falei com tom de tédio, eu realmente não queria saber, vou acabar ficando mal de novo e isso não é bom. – Tia... Você precisa mesmo falar? – Ela assentiu e tomou fôlego.

– Foi um acidente, de carro, sabe... Quando eles foram buscar o seu bolo. Na volta, um motorista bêbado quis fazer ultrapassagem e não viu o carro deles, eles bateram... Foi horrível. – Ela disse a última frase baixinho. Em meus olhos já brotavam lágrimas, titia já estava com o rosto banhado nas mesmas. – Há uma coisa que eu sei que eles guardavam, na sua antiga casa... Eu quero que você vá lá, algum dia e veja com os seus próprios olhos. Quero que você realize o sonho dos seus pais, você sabe eu já estou velha, e eu tenho certeza de que eles iam querer que você fizesse isso e não eu. – Ela sorriu timidamente e enxugou uma de minhas lágrimas, eu fiz o mesmo com ela e a abracei.

– Mas... – Ela pôs o dedo indicador sobre meus lábios.

– Faça o que eu estou pedindo, por favor.

Só assim eu vou ter paz, só assim vou saber que minha irmã está bem e contente por isso.

– Tudo bem, eu vou, mas não sei se tenho coragem pra isso.

– Eu vou lá embaixo pegar as chaves da casa. Se você quiser nós podemos ir juntas, sei que é desconfortável pra você mexer nesse assunto, mas é necessário. – Eu assenti e fiquei na cama, parada sem conseguir raciocinar direito, até minha tia voltar com a chave.

*

Já estava de frente para a minha antiga casa a qual não via a muito tempo, mas ainda assim causava-me sensações mistas, melancolia e tristeza eram as principais. Eu odeio isso, odeio ter que estar aqui, odeio ter que enfrentar o meu passado. Eu sou só uma garotinha, não deveria passar por isso, seria tão mais fácil se eles estivessem aqui, se eu ao menos pudesse esquecer das pequenas coisas estúpidas que já aconteceram até aqui, como eu desejo isso.

- T-tia, vamos embora. – Falei com a respiração desregulada, o meu coração batia extremamente rápido me causando tonturas, sinto vontade de chorar e o meu estômago está se revirando dentro de mim.

- Eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. Você precisa fazer isso. – Ela segurou na minha mão esquerda e eu apertei-a, mal sentia os meus dedos de tão gelados que se encontravam. Eu apenas assenti e fui praticamente arrastada para dentro daquela varanda com o assoalho de madeira e toda pintada de branco, lembrava as casas dos filmes antigos. É tão bonita, mesmo estando com o quintal cheio de folhas secas, mesmo que esteja abandonada ainda me trás aquela sensação de lar, um lar vazio e cheio de lembranças ruins.

Entramos na casa sentindo um cheiro de guardado -sabe quando você deixa uma roupa sua muito tempo sem usar no guarda-roupa e ela fica com um cheiro? Então, é esse mesmo cheiro - mas era amadeirado, o cheiro era tão bom mas ao mesmo tempo mal para meus pulmões.

Demos de cara com a sala, que estava com uma espécie de pano cobrindo tudo, então eu e minha tia tiramos os panos empoeirados e deixa,os no chão. O motivo de tirar? Eu não sei... apenas estava necessitando ver "minha" sala novamente.

Ah! Não mudou nada a sala ainda continuava branca -um leve tom amarelada- os móveis sendo um tom de madeira -bem conservado- mais escuro, o chão de madeira corrida -escuro também- olhando para a direita eu já via a escada de madeira também no corredor indo direto para os quartos no segundo andar- obviamente, estava tudo muito empoeirado, já que a casa ficou fechada por anos, eu acho.- , a cozinha era branca de inox, as paredes branca também. O primeiro andar as paredes eram brancas, nunca entendi desde pequena o por que a cozinha não ter sido seguido o mesmo tom da sala... mas vai saber, se meus pais gostavam e se estavam feliz, quem sou eu para contrairias..?! Tinha um banheiro também, mas não vou entrar em detalhes, todos sabem como é um banheiro né?- como de esperado branco, com azulejos brancos, mármore da pia, em cima da pia tinha um espelho e ele meio que abria para colocarmos nossos pertences, não tinha banheira, era somente um bom de vidro transparente-.

Subimos a escada, sabe... eu não estou me sentindo muito bem meus olhos estavam sustentando minhas lágrimas que logo cairá desenhando meu rosto e caindo em minhas roupas deixando-as um leve pontinho de transparência; úmido.

- Tia... vamos para os quartos dos meus pais logo.. por favor, vamos acabar com essa "tortura" que está sendo para mim, e acredito eu para a senhora também.- ela balançou a cabeça então concluí que tinha afirmado. Limpei meu rosto com a costa das minhas mãos, minha tia percebeu que eu estava "chorando" -acho que lacrimejando seria o verbo correto-. Mas não contestou, ela não estava no estado que eu, ela se encontrava tensa, suspirando a cada cinco segundos.

Chegamos finalmente no quarto - o que não demorou muito- minha tinha foi na frente me guiando, quando entramos no quarto, a cama -não estava com uma espécie de pano por cima- eu me sentei lá olhando em volta, quando um porta retrato antigo chamou minha atenção, peguei ele com as minhas mãos e fui analisando a foto que era; eu, meu pai e minha mãe. Eu estava no meio era pequena ainda, tinha mais ou menos três anos, parecia que estávamos em uma espécie de campo, tive essa pequena teoria pois, estávamos sentados numa grama totalmente verde com árvores no fundo.. Ah! Minha mãe estava com as famosas "perninhas de índio" e eu estava sentada bem no colo dela, meu pai tava no lado esquerdo dela -sabe quando você vai abraçar seus joelhos? Então é assim mesmo que ele tava mas- de vez ele abraçar os joelhos ele estava abraçando minha mãe pela cintura e a mão direita, se apoiando no gramado verde. Ambos com sorrisos mais abertos que podiam, eu como não sabia sorrir ainda por ser pequena, fazia meu melhor sorriso. É, uma linda foto, admirável. Eu já nem me lembrava direito deles, eu era tão pequena quando tudo aconteceu, foi tão rápido... a primeira de muitas lágrimas começaram a molhar meu rosto, minha tia olhou para trás-ela estava encarando uma porta, parecia o closet- ela estava de costas para mim, mas eu podia sentir que ela continuava com o ato de fintar a porta de uma maneira tão intensa. Ela parou de fintar o objeto quando ouviu meu primeiro soluço, fora imediatamente para o meu lado sentando-se na cama, tirando o porta-retirado de minha mão e me abraçando -eu estava na beira da cama, e ela estava me abraçando em pé na minha frente- fortemente, senti algo molhar meu couro cabeludo, me levando à conclusão que ela estava chorando - de verdade - assim como eu.

- Sabe...- soluçou- ela era tão nova... tinha tanta coisa do que aprender, ver você crescer, suas apresentações na escola, suas gargalhadas, seu primeiro namorado...-minha tia disse, chorando, sabe.. aquele choro que é pesado, que mal caiu uma lágrima e outras seguindo o mesmo destino traçado pela primeira, fazendo você não conseguir enxergar nada pelas, lágrimas que estavam em sua linha d' água, eu estava conseguindo detalhar tudo pois, ela estava no mesmo estado que eu me encontrava.

- Por que as melhores pessoas sempre vão mais cedo, e os maus ficam, tia..?- solucei.

- Porque meu amor, talvez Deus acha injusto deixá-los neste "mundo cruel", talvez ele só deixe para que eles espalhem; amor, felicidade, alegria, compaixão, para os outros. E voltassem para um lugar que talvez não deveriam ter saído; do céu. Eles vem para espalhar isto, e depois vão embora. É meio que; "Quando não precisam de mim, eu fico. Quando precisam, eu vou embora", parece que esse é o lema deles... é mais ou menos assim... eu não sei explicar muito bem, para mim não é confuso mas, quando vou explicar as palavras somem, se embolam na minha língua- disse minha tia, eu achei meio confuso no começo, mas logo depois ficou tudo mais exemplificado; é como uma interpretação de texto mas, ao invés do texto é uma fala, onde você não escreve sua resposta, e sim, fica com ela na sua mente, somente você será capaz de entender, sem perder seu tempo escrevendo.

*

Conseguimos nos acalmar mas, nossos rostos estavam vermelhos e os olhos também, a pele recém húmida pela quantidade de lágrimas que saiu de meus-nossos- olhos que não enxuguei direito.

- Então Lua, o real motivo de eu ter lhe trazido aqui, foi por causa daquilo -apontou para o closet, eu acho. Bem, uma porta.

- O que é..?

- Um Closet - xeque-mate, mas para que utilidade eu iria ter com um closet..? - Então.. isso - no chão tinha uma caixa tamanho mediana, que eu nem tinha reparado que ela tava ali, muito menos que minha tia que entrou no closet- era de seus pais.. quero que você veja, leia cada folha, preste muita atenção. Esses eram os sonhos dos seus pais. - eu gelei, não sei porque mas, arregalei meus olhos resumindo; eu estava pasma. Ela disse cada palavra olhando em meus olhos. Na mesma hora senti uma frio na ponta da espinha vertebral.

*

Dentro daquela caixa haviam uma outra caixa, lilás que eu sei, essa era a cor favorita de minha mãe. E algo como um álbum de fotos, grande e um tanto pesado. Eu peguei o mesmo e passei suas folhas prestando atenção em cada pequeno detalhe e em cada uma das palavras muito bem escritas daquele diário.

Haviam sonhos, planos, desejos, como quiser chamar... Escritos ali e os que já haviam sido realizados continham uma espécie de selo, para marcar.

O último que havia sido "selado" era o desejo de ter uma filha... E nessa hora eu senti o meu coração doer, eu quis chorar, mas ainda assim prendi-o e continuei a ler. O próximo desejo era viajar para a Coréia do Sul... A família de minha mãe tem descendência asiática, isso faz todo o sentido. Dizia ali coisas como a quantia guardada para isso, lugares que eles queriam visitar e coisas as quais eles queriam trazer de lá. No entanto havia uma observação.

"Se for possível morar na Coréia, será ainda melhor..."

Após folhear todo o livro percebi que aquele foi o último desejo escrito ali, também é o único sem o selo e só então eu parei para refletir do que minha tia havia dito, sobre algo que eu deveria fazer para que era possa ter paz.

– Você quer que... – Não terminei a pergunta pois ela me interrompeu quando assentiu sorrindo timidamente.

– Sim, eles sonhavam com isso. Realize-o e vai deixar sua tia feliz. – Disse ela com os olhos vermelhos e brilhantes.

Eu pensei em silêncio, no fundo havia algo que me fazia crer que era uma boa ideia... Algo que me incentivava a dizer um sim.

– Olhe na outra caixa. – Ela falou. Fitei a peça de madeira por alguns segundos e depois a abri, revelando assim uma quantia de dinheiro jamais vista por mim outra vez



Notas Finais


Iai, o que acharam..? :3


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