História Laços Mortais (Bonkai) - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Jeremy Gilbert, Josette "Jo" Laughlin-Saltzman, Malachai "Kai" Parker, Matt Donovan, Olivia "Liv" Parker, Sheila Bennett, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Amor, Bonkai, Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Jeremy Gilbert, Kai Parker, Magia, Ódio, Olivia Parker, Paixão, Romance, Tortura, Tyler Lockwood, Vingança
Visualizações 118
Palavras 3.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI GENTE! 👋🙌💞

Capítulo 46 - Vamos Passear


Fanfic / Fanfiction Laços Mortais (Bonkai) - Capítulo 46 - Vamos Passear

Eu estava deitada de bruços sobre os lençóis de seda, completamente nua. Kai estava ao meu lado, sentado em vez de deitado, com as costas contra a cabeceira da cama. Mas sua mão estava repousada sobre meu traseiro. Subindo e descendo lentamente. Mesmo que tenhamos acabado de transar, a sensação de seu toque era maravilhosa. Pena que ele era um lixo desprezível.

Fingi estar lendo um simples livro à minha frente, mas na verdade, estava pensando, formulando ideias e planos.

- Quando você vai me dar atenção?- ele resmungou, como um menininho.

- Já estou dando muita atenção - falei, fingindo estar concentrada- Até transei com você. Cinco vezes. Acho que já fui muito generosa.

- Eu não diria que cinco vezes é um número aceitável. É quase uma ofensa- se defendeu- Eu preciso de mais de você.

Seu tom de voz intenso deixavam bem claras suas intenções. Mas aquilo não surtia efeito em mim, não depois de tudo. Não depois de Rosalie, de Philip, o guarda que tentou me ajudar, Quinn. E certamente, não depois de Renly e Damon.

- Malachai- suspirei, ainda concentrada na leitura- Você tem um grave problema.

- Tenho- admitiu, se movimentando sobre a cama, senti suas mãos subindo por meus tornozelos, seus lábios plantando beijos em minha panturrilha e subindo por minha coxa, até alcançar meu bumbum, que ele fez questão de morder levemente- E esse problema tem de 1, 57 de altura, olhos verdes incríveis e um corpo de fazer qualquer homem enfartar.

Sorri desdenhosamente.

- E quem seria essa figura de beleza cativante?

- Certamente que não é você- riu, com seus lábios trabalhando nos músculos de minhas costas- Essa garota é mais educada e menos malcriada.

- Deve ser uma submissa e tanto.

Virei mais uma página do livro.

- Eu ensinei bons modos à ela- falou em minha orelha, a mordendo logo em seguida.

Eu tinha que admitir que Kai era bom tocando uma mulher. Apesar de odiá-lo, até hoje, ele foi o único homem que conseguiu me levar à um precipício do mais puro prazer. Tudo era tão contraditório quando se tratava dele. Por vezes, eu me pegava olhando para ele sem nenhum motivo. Havia algo em sua presença que fazia meus olhos automáticamente se dirigirem para ele. Não era medo. Era como uma atração incontrolável. E quando Kai me pegava fazendo isso, sorria como se tivesse descoberto algum segredo. Por fora, eu me limitava a sorrir, mas por dentro, me mordia de ódio. Dele e de mim. Aquela atração era inconcebível. Eu não podia sentir nada por ele que não fosse além do asco. No entanto, meu corpo me traía toda vez que Kai me tocava. Mas, apesar disso tudo, toda vez que encarava seus olhos cinzentos, tudo o que eu via era o vazio. Não havia nada em seu interior, medo, amor, remorso, ódio. Kai simplesmente alimentava a ideia de que era obcecado por mim, pois na verdade, tudo não passava de um jogo para ele. Uma brincadeira mórbida, uma luta ridícula de tentativas de me subjugar a sua vontade, a adorá-lo como um deus. E por mais que eu tenha- internamente- alimentado esperanças de que ele pudesse ser diferente com o tempo, meu despertar veio no segundo em que ele quebrou o pescoço de Renly. Então, eu soube: não havia mais nada para mim ao lado de Kai. Nunca houve e nunca haveria. Apenas dor. Era o que me restava. E eu precisava quebrar esse ciclo.

Suas mãos percorriam meu corpo com avidez, como se fosse a primeira e última vez. Sempre era assim, não havia limites para o seu desejo. Algo que me fez temer muito mais o destino que teria com Kai, já que eu não era mais um brinquedo em suas mãos. Eu havia me tornado muito mais para ele.

Isso seria minha arma.

Com um empurrão leve de sua mão, o livro que eu estava "lendo" caiu no chão, com as páginas abertas. Kai se ocupou em espalhar beijos por minha nuca e pescoço. Tão leve que quase não notei, sua mão se entranhou entre meu corpo e o colchão, afastando minhas pernas para poder acomodar o peso do seu, enquanto seus dedos desciam...

- Hmmm...-gemi contra o cobertor da cama ao sentir dedos se encaixarem com perfeição dentro de mim. Praguejei internamente por já estar tão molhada só com aquelas leves carícias.

Kai também parecia estar bem longe de estar entediado. Sua ereção só fazia crescer contra meu traseiro. Mas ele sabia se controlar melhor do que eu, pois continuou fazendo o que sabia fazer de melhor: me torturar. Os movimentos de sua mão entre minhas pernas estavam me deixando completamente fora de mim. Por mais que eu tentasse me manter quieta, foi impossível não delirar com a maciez de sua pele contra a minha. A forma como seu peito roçava minhas costas e como ele parecia tão protetoramente maior que eu. Foi uma sensação incrível. No entanto, eu não estava satisfeita com isso, queria muito mais. Empinei o bumbum, sentindo sua ereção contra minha entrada.

- Droga, Bonnie... - chiou ele, se desconcentrando por um segundo.

Continuei o provocando até Kai não suportar mais. Seu braço cercou minha cintura, ao mesmo tempo em que ficava de joelhos e me puxava junto com ele. Sem deixar de beijar cada centímetro de minha pele, Kai tateou cegamente por sobre a superfície da cama em busca de algo com a respiração ofegante. Um travesseiro de fronha de seda negra e volumoso. O vampiro o estendeu diante de mim e me fez voltar a posição original, com o adicional de deixar a parte inferior de meu corpo um pouco mais elevada por causa do travesseiro embaixo de mim. Kai se posicionou sobre mim, afastando minhas pernas o tanto quanto pôde para abrigar seu corpo enorme. Quando tudo pareceu perfeito, ele voltou a espalhar carícias pelos meus ombros, arrancando suspiros altos de mim. Sem avisar, me penetrou de imediato. Foi tão repentino e intenso, que mal registrei o orgasmo que se aproximou rápidamente.

- Você é tão sensível- riu Kai em minha orelha, acariciando meus seios já sensíveis.

Eu odiava gostar tanto daquilo. Da forma como o corpo dele parecia ter sido feito para se encaixar no meu. De seus afagos e atenção constante. Eu me sentia culpada apenas por respirar perto dele daquela forma. Mas tudo era esquecido quando Kai me fazia sentir todas aquelas sensações. Com ele era... liberdade. Sem limites, desejo desenfreado. Eu nunca senti nada como aquilo por ninguém. E por mais que eu adorasse me sentir tão viva, o odiava por cada coisa que havia feito à todos a sua volta. Principalmente a mim.

As estocadas que se seguiram foram o paraíso. Ele era tão grande, me preenchendo em cada mínimo espaço, de forma que pude senti-lo em todo seu potencial.

- Ah, Deus, Bonnie...-gemeu, se aproximando do clímax- Bonnie...!

Seu orgasmo, me levou até a borda com ele, fazendo o meu próprio chegar.

Ofegando, Kai saiu de mim, desabando ao meu lado.

- Um dia desses você vai acabar me matando, BonBon.

Sorri traiçoeiramente.

- Espero que sim.

Kai me lançou um olhar repleto de desafios. Que eu iria ultrapassar.

- Preciso de uma ducha- disse, se levantando com velocidade- Vem comigo?

- Vai na frente, vou logo em seguida- sorri para ele.

Quando Kai entrou no banheiro, meu sorriso morreu, fazendo meu rosto assumir uma expressão vazia e fria com a qual havia me acostumado naqueles quatro dias após minha conversa com Kai.

Levantei da cama, sentindo meu corpo dolorido por tantas horas de sexo intenso. Caminhei rapidamente até as roupas espalhadas pelo chão. Encontrei o jeans de Kai perto da porta, controlando minha respiração e as batidas de meu coração, dedilhei os bolsos até encontrar. O celular dele estava lá. Quase gritei de felicidade, mas isso o alertaria na hora.

Fiquei tão surpresa que Kai tivesse se descuidado, ele sempre dava um jeito de esconder qualquer coisa que eu pudesse usar para me comunicar ou pedir ajuda. Acho que tê-lo distraído durante todo aquele tempo, foi um dos fatores que contribuiu para esse momento acontecer. Essa seria minha única chance, então a aproveitaria.

Sem desviar os olhos da porta do banheiro, e apurando a audição ao máximo para não ser pega, digitei os números que eu havia decorado há pouco tempo. Esperei enquanto a ligação se completava, ainda prestando atenção nos sons de água caindo e o cantarolar baixo que vinha do banheiro.

- Alô- sussurrei, quando ela atendeu- Sua proposta ainda está de pé?

- Pensei que não me ligaria nunca- debochou Cecile- E claro que ainda temos um acordo.

Ignorei aquele ego enorme.

- Quando podemos nos encontrar?

♦♦♦♦♦

- Anda, Sol- implorei uma última vez, impaciente que ela estivesse tão relutante em andar mais rápido.

Era a primeira vez que ela saía de casa em meses. Kai havia incutido um terror tão grande em relação à lobisomens para aquela pobre mulher, que ela aprendeu a temê-los sem nem mesmo conhecer.

- El señor Kai não vai gostar nada desto- sussurrou, apertando sua bolsinha contra o peito- Não deveríamos estar aqui fora, Señorita.

- Ele mesmo deu permissão para isso -bufei, um tanto irritada com a ardência que o sol entre nuvens causava em minha pele- Não estaríamos aqui fora se eu não tivesse pedido a ele.

- Usted... Você disse que era un passeio...- murmurou baixinho, encarando todos os lobisomens que transitavam nas ruas e calçadas à nossa volta com temor- Que yo tinha que sair de casa...

- E precisa mesmo- afirmei com a cabeça.

- Usted disse que no haveria... - falou mais baixo, como se tivesse medo dos outros a ouvirem-...lobisomens en la calle... na rua. Mentiu para yo.

- Sim, menti. Agradeça ao seu patrão. Ele me ensinou isso.

Nunca havia visto Sol com tanto medo na vida. Ela parecia tão... humana, fazendo isso. Isso me fez sorrir carinhosamente. Eu amava aquela mulher. E por esse motivo, eu estava fazendo isso. Nos livraria de Kai. Por mim, mas principalmente por ela. Soledad tinha uma família que a aguardava. Ao contrário de mim.

- Por favor, Señorita, não podemos hacer nada que o enoje... irrite. El vai machucá-la.

Trinquei o maxilar levemente.

- Ele não pode me ferir mais do que já feriu, Sol. Isso é física e emocionalmente impossível.

Ela tentava acompanhar minhas passadas apressadas.

- A señorita não pensa em yo? Em como ficaria se algo acontecesse com usted?

Parei no meio da calçada, Sol tambem o fez.

- Eu penso em você o tempo todo. Penso em todos o tempo todo- susssurrei com benevolência- É por isso que estou fazendo isso. É o meu fardo.

Um pequeno sorriso se formou em sua expressão sempre austera. Ela respirou fundo, se enchendo do que parecia ser coragem.

- Donde está indo?

Sorri com aprovação.

- Ver uma amiga.

- Entoces, vámonos- falou com altivez, voltando a caminhar, agora mais rápido- Yo no quiero ficar perambulando por estas calles leñas de lobisomens.

Ela simplesmente se interpôs entre um casal que caminhava na mesma calçada que nós, como se eles não fossem nada menos que um encalço. Eu ri e a acompanhei.

Fomos para a mesma casa em que me encontrei a primeira vez com Cecile. Ela estava do mesmo modo. Abandonada. Sol fez o sinal da cruz antes de entrar naquele lugar, sem nem mesmo saber o que havia em seu porão. Isso me causou calafrios.

Cecile estava parada no meio da sala escura, esperando por mim. Seus olhos brilharam fracamente na escuridão. Sol se encolheu ao meu lado como um cãozinho assustado.

- O que é isso? - a garota apontou com a cabeça.

- Minha governanta- disse secamente.

- E o que ela faz aqui?- Cecile continuava a encarando como se fosse uma peça particularmente peculiar em toda a sala.

- Estamos passeando- disse eu com sarcasmo.

- Passeando?

Dei de ombros.

- Tive que mentir para Kai. Ele nunca me deixaria sair sozinha e ainda mais para me encontrar com a filha de seu inimigo.

Isso a fez rir.

- Você sabe que lobos mordem, não é?- provocou Soledad, mostrando suas presas em um sorriso completo, seus olhos amarelos brilhando mais.

Sol estremeceu levemente, mas manteve a pose.

Meus olhos cerraram em fendas. Não gostei nada daquilo.

- Se ameaçá-la de novo- rosnei-, arranco seus caninos e os uso como brincos.

Cecile ficou impressionada com minha agressividade súbita.

- Desculpe- baixou a tom de voz- Mas como podemos confiar nela?

Cruzei os braços diante do peito.

- Ela é confiável.

- Não estou dizendo que não é. Mas todos sabem que vampiros podem hipnotizar qualquer um, não é?

Pela primeira vez, olhei para Sol com preocupação.

- Você acha que o seu querido Kai, deixaria você "passear" com a sua empregada, sem ter um às na manga? Ela com certeza é uma espiã.

Franzi los lábios, sem tanta confiança quanto antes.

- Eu confio nela- insisti.

Cecile riu com amargura.

- Eu não vou compartilhar meu plano com você, se ela estiver por perto.

- Plano?- franzi o cenho.

- O quê? Você acreditou na bondade do meu coração, que eu a ajudaria sem pedir nada em troca?

Revirei os olhos. Claro.

- Você, Srta. Bennett, é crucial para o que pretendo fazer.

Olhei-a de cima abaixo com desconfiança.

- E o que vamos fazer?

Ela sorriu de um modo idêntico ao seu pai. A semelhança foi assustadora.

- Vamos tirar Apollon do poder.

Meu queixo quase caiu.

- Você disse que não queria a alcateia-semicerrei os olhos, pensando que talvez, ela não fosse tão confiável quanto imaginei.

- E não quero. Só quero mudar esse regime totalitário para uma democracia. Ou quem sabe uma sociedade anarquica.

- Eu já disse que você tem sérios problemas? - citei.

- Sempre que nos vemos.

Ela encarou Soledad por um segundo, a avaliando.

- Estou vendo que ela vai participar da conversar mesmo, não é?

Assenti com firmeza.

- Droga- resmungou e começou a procurar algo nos bolsos da jaqueta de couro preta- Toma.

Estendi a mão e peguei o que pareciam ser comprimidos liláses. A queimação foi tão súbita, que tive largá-los no chão. Olhei assustada para a palma de minha mão. Dois círculos pequenos estavam queimados em minha pele.

- Não me diga que isso é...-comecei, esfregando a pele dolorida.

- Verbena? -completou- Sim, é. Tenho um fornecedor que começou a lucrar bastante, depois que seu vampiro se mudou para cá. Mas, a minha pergunta, é... O que é você? Pensei que fosse apenas uma bruxa. Droga, você cheira como uma bruxa.

- Qual é o cheiro de uma bruxa?- estranhei.

- De flores e ervas. Mas, assim de perto... Realmente, tem algo estranho com seu cheiro. Está diferente. Mas você não é vampira... Mas não está morta. O que está acontecendo...? O que é você?

Eu não disse nada. Como poderia especificar o que eu era, se nem eu mesma sabia. Uma herege, talvez? Mas eu não tinha a habilidade de sugar magia como Kai, então... O que eu era? Uma vampira? Talvez. Uma bruxa? Provável.

- Podemos não falar disso, por favor?- murmurei, um tanto envergonhada por Cecile ter descoberto isso.

Ela deu de ombros, pegando mais dois comprimidos e os deu para Sol, que foi obrigada a pegar ela mesma, já que eu não podia tocar naquela coisa. Depois que Cecile ficou segura o suficiente de que Sol não era nenhuma agente dupla, voltamos para a pauta do dia.

- Como eu disse a você...-prosseguiu, já sentada na sofá diante de mim e Sol- Há lobos que não estão satisfeitos com o abuso de poder, encarceramento e experiências em segredo que Apollon anda fazendo. Eles estão dispostos à nos ajudar. Já disse à eles que podemos usar você para nos tirar daqui, já que estará mais próxima da jóia de ressurreição.

Me inclinei para frente, esfregando as mãos uma nas outras.

- O que eu preciso fazer?

- Neutralizar a pedra.

Franzi o cenho, e Cecile logo explicou:

- Eu desconfio de que seja isso que Apollon planeja desde o início. Então, basicamente, você e Kai, irão fazer o que ele vai pedir: apaziguar o poder da pedra, porém, logo em seguida irá roubá-la de Madeline.

Meus olhos quase saltaram das órbitas.

- Como eu vou fazer isso? Você acha que posso simplesmente roubar uma joia de poder inimaginável do pescoço da sua madrasta e ela nem vai perceber?

Soledad se remexeu ao meu lado, ansiosa.

- Yo no acho que isso seja bueno, Señorita. Vamos nos meter em encrenca...

Segurei sua mão que apertava a barra do vestido nervosamente.

- Eu preciso, Sol. Por nós.

Cecile pigarrreou.

- Bom, temo que você tenha que usar um pouco de criatividade e magia.

Engoli em seco, quando ela disse a palavra com M. Quase disse que Kai sugava minha magia constantemente, então, nesse quesito, eu seria inútil. No entanto, me refereei. Talvez eu não tivesse outra oportunidade assim, Cecile podia muito bem desistir de mim por minha falta de poder.

Empinei o queixo.

- Tudo bem. Eu posso fazer isso.

Senti Sol se remexendo ao meu lado, mas não disse nada. Encarei a loba mais uma vez.

- Por que exatamente você quer aquela coisa?-perguntei, desconfiada.

- Não é óbvio? Todo o poder de Apollon gira em torno daquela pedra. Nossa família é imortal por causa dela. Eu a quero para descobrir uma forma de libertar meu irmão dessa loucura. Depois disso, vou achar uma forma de destruí-la.

- Estaria disposta a trocar sua imortalidade por uma simples vida humana?

- Isso não é vida- ela suspirou, parecendo ter a idade que realmente tinha- Eu vivi demais. Estou cansada. Quero uma vida breve e depois a morte e tudo o que ela acarreta.

Quase soltei um "sinto muito", mas Cecile não era do tipo que gostava de pessoas demonstrando sua pena.

Pigarreei.

- E como exatamente, você vai me ajudar a fugir daqui?

- Bom, à algum tempo que venho, planejando uma fuga...- começou-... Na verdade, eu apenas à inclui no grupo.

Minhas sobrancelhas se uniram novamente.

- Que grupo?

Ela revirou os olhos, como se detestasse tocar no assunto.

- Você já deve ter ouvido por aí que meu querido pai tem algumas amantes.

Assenti.

- E que ele mantém um harém- ela parecia furiosa com isso- Você já foi até lá.

- Fui?

- Sim, minha casa. A mansão cor de rosa, cercada de guardas. Todas as amantes de Apollon moram ali.

- Então, quer dizer que... Sua mãe, Hana, e até aquela garota que estava dando a luz, Sarah, eram as amantes de seu pai?

Ela assentiu com relutância.

- Algumas delas são lobas, outras humanas, mas todas já foram ou são apaixonadas por ele. Ele as seduz, prometendo todo tipo de coisas, as encarcera naquela mansão e elas nunca mais têm permissão para sair de novo. Ocasionalmente, ele vem fazer visitas, traz presentes para todas. Na verdade, somos tratadas como rainhas, mas isso não significa que não estejamos presas do mesmo jeito.

Isso fazia todo o sentido, pois nunca tinha visto Hana ou qualquer daquelas mulheres fora da mansão em minhas poucas incursões pelo condomínio.

Cecile pareceu mais determinada que nunca agora.

- Haverá esse baile anual, que está próximo, onde todas eles terão permissão para sair por uma noite, sem tanta supervisão como nos outros dias. Então, é aí que eu entro, criando uma distração, enquanto você rouba a pedra e foge com nosso grupo. Eu e os lobos da resistência tomaremos o controle da situação e Apollon será obrigado à entregar o poder à mim.

Arqueei uma sobrancelha.

- Parece um plano maravilhoso, dado que se esqueceu de um fator.

- Qual?

- Kai. Você acha mesmo que ele vai sair do meu lado um segundo sequer? Que vai me deixar escapar, assim tão facilmente? Ele é obcecado por mim, vai me encontrar não importa pra onde eu vá.

Cecile parecia muito segura de si.

- Eu cuidarei dele. Faça sua parte no trato.

Eu não me senti tão segura assim.

- Você sabe o que ele é?

- Sim- respondeu, calma.

- Kai pode acabar com tudo isso num segundo.

Ela pareceu um tanto irritada ao responder.

- Já disse que posso cuidar dele...

Fomos interrompidas pelo grito estridente de Soledad que estava quieta até aquele momento. Ela apontava para algo atrás de Cecile, no corredor escuro que dava em outros cómodos.

- Tem algo lá... - disse num fio de voz, trêmula.

Tudo aconteceu tão rápido que não tive tempo para registrar o que havia acontecido. Uma rachadura enorme percorreu o teto, até se chocar contra o lustre do teto que despencou bem em nossa frente, explodindo em pequenos cacos de vidro. Um alarme de segurança alto e assustador, começou a ribombar em meus ouvidos. Olhei para Cecile que havia saltado para o outro lado da sala para não ser atingida pela coisa, me olhar com temor. Percebi que eu havia feito o mesmo, e levado Sol comigo, antes de ser atingida por pedaços maiores. Não houve tempo para mais nada, tudo o que vi foi uma mão em garra, branca como sulfite agarrar Cecile pela manga da jaqueta e arrastá-la para as trevas.

- EU VOU MATAR VOCÊ!

Tremi da cabeça aos pés. Era David. Ele havia conseguido se soltar. Mas não foi isso que me apavorou. Foi a voz com que falou, parecia a voz de alguma coisa vinda do inferno.

Ouvi barulho de coisas se quebrando, juntamente com ganidos e grunhidos.

Tentei avançar para ajudar a garota, mas Sol me impediu, segurando meu braço. Sua expressão era de pavor.

- Bonnie, sai daqui! - Cecile gritou por cima do barulho de objetos quebrados- A guarda vai chegar logo! Some daqui!

Um coisa maior foi arremessada até entrada escura de novo. Era Cecile. Seu lábio estava sangrando e o olho direito estava roxo e inchado. Suas mãos se agarraram a moldura da porta, tentando arrastar-se pelo chão.

- VÃOOOOO!!!- berrou.

E foi arrastada de novo para as trevas.

Fiz o que ela mandou. Por Sol.

Corremos para fora da casa. 

              




Notas Finais


OIEEEEEEEEE

"Bia não vem com a sua cara de pau depois desse tempo todo dando oizin, não, sua rapariga duma fuga"

Você deve ter pensado isso. Não com essas palavras, mas pensou 😂. Primeiramente, perdão pela demora. Eu sei que é horrível ficar esperando sua fic favorita ser postada por um autor negligente. Me perdoa? 😏😆
É que ultimante, não estou encontrando inspiração como antes. Mas isso não justifica de forma alguma. E saibam que pretendo terminar essa bagaça 😋👊
Claro que não posso deixar de agradecer pelas visualizações. Eu não estou merecendo, mas saibam que sou terrivelmente grata. Todos os dias. Muito obrigada!!! 😱💖🎆

Vejo vocês no próximo 😚. Até mais xxx


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