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História Lado Desconhecido (Danthur - Desconjuração) - Capítulo 1


Escrita por: conjunto_de_estrelas

Capítulo 1 - Algemas


Fanfic / Fanfiction Lado Desconhecido (Danthur - Desconjuração) - Capítulo 1 - Algemas

Dante estava desesperado, puxando em vão seus pulsos presos à cama. Ele sentia o olhar de Arthur sobre ele com um sorriso ladino, amando vê-lo daquela forma imprudente.

─ Desistiu? ─ conseguia sentir o deboche no tom de voz de Arthur.

─ Eu quero é te sentir. ─ puxou mais uma vez os pulsos. ─ Deixa eu te tocar, por favor.

Um silencio momentâneo reinou no quarto, e o loiro suspirou fundo ao sentir os lábios macios de Arthur na pele sensível de seu lóbulo direito.

─ Não tenha pressa que já já você vai me sentir... ─ mordisca a região, fazendo-o se arrepiar. ─ ...inteirinho dentro de você.

"Puta merda" foi o que Dante pensou ao ouvir aquela frase que fez seu coração ficar desgovernado. Visto que sempre tremia quando ficava estremamente ansioso ou nervoso com algo, naquele momento não estava sendo diferente.

Estando preso, sendo incapaz de fazer algo, e o Arthur livre para que fazer o que bem quisesse com ele dava uma dose de sentimento de submissão e prazer a mais.

Os beijos foram descendo lentamente até seu queixo, em seguida até o canto da boca, por fim arrancando um beijo intenso do mais novo, que sempre se lamentava por não poder agarrar o pescoço de Arthur e intensificar ainda mais o contato. Seu beiço mordiscado pelo menor o fez choramingar ainda mais, aumento o desejo de pôr logo as mãos no Arthur.

─ Você vai acabar se machucando desse jeito. ─ riu entre os beijos, notando a insistência de Dante de se soltar.

─ Eu tô sofrend-

Tal frase dita fora cortada quando os dentes de Arthur mordiscaram seu pescoço, cujo lugar ele sentia mais sensibilidade. Para piorar ainda mais a sua tortura, as presas que Arthur adquiria perfuraram sua pele, marcando dois furos relativamente profundos.

─ A-ai... ─ sugou o ar pelos dentes quando a ardência tomou conta da região.

─ Fico impressionado do como você ama isso. ─ passou a lingua no sangue que escorria da ferida.

Dante também não entende do como que começou a amar aquela ação de Arthur. Em um dia comum, enquanto os dois assistiam a um filme aleatória de vampiros de madrugada, Arthur se perguntou como era morder o pescoço de alguém, e Dante se ofereceu como esperimento. O mais baixo ficou relutante de inicio por medo de machucar muito o maior, mas Dante o tranquilizou dizendo que usaria um ritual de cura em si mesmo.

Desde então, sentia um estranho prazer quando Arthur fazia aquilo.

Agora ficando com ambos os joelhos ao lado da cintura magra do preso, Arthur começara a desabotoar calmamente a camisa listrada de Dante. Sua barriga fora revelada, e aquela pele branca em pouco tempo seria marcada por trilhas avermelhadas de arranhões. O binder faixa mesclava bem com seu tom de pele, e quando passou os dedos por cima da peça, Dante pigarreou.

─ É... Arthur... ─ pronunciou o nome do homem, incomodado. ─ Hum...

Fora surpreendido por mais um beijo intenso do Gaudélio, arrancando-lhe mais um suspiro profundo.

─ Não se preocupe. ─ desceu os beijos dos ombros até a clavícula bem marcada. ─ Eu não vou tirar.

Dante sorriu aliviado pelo respeito profundo que Arthur tinha por ele, apesar de ter sido literalmente preso pelo mesmo.

O ar caloroso voltou a impregnar nos quatro cantos do ambiente no momento em que Arthur fora traçando uma linha de beijos por toda a extenção de seu estômago, seguido por unhas medianas traçando um caminho.

As pontas geladas de seus dedos descançaram na cintura alheia, enquanto distrubuia selinhos demorados por cima na calça moletom que Dante vestia.

A tremedeira voltava à tona, e a tentativa de se soltar das algemas continuava sendo em vão. Marcas carmesim e alguns arranhados tomavam conta de seus pulsos, mas ele não parava. Quem sabe assim o Arthur seria generoso e soltaria pelo menos uma mão sua?

A questão fora embora mais rápido do que havia chegado quando Dante sentiu um tapa forte seguido de uma ardência que tomou conta de sua nádega direita, o fazendo arfar.

─ Ai, Arthur...

─ Você acha que eu serei generoso... ─ segurou a aba do moletom com os dentes e desceu devagar. ─ Mas eu ainda nem comecei.

Estremeceu sentindo sua calça sendo totalmente tirada, erguendo as pernas para facilitar o trabalho do dominante, revelando uma cueca box preta bem colada.

Arthur começa a despir aquele tecido escuro, o fazendo remexer ainda mais na cama, bagunçando ainda mais os lençois branco (tirando a parte do lado de seu pescoço que estava manchado com um pouco de sangue). Deduzindo pelo peso ausente do alheio e pela sua mão, Arthur estava ajoelhado bem entre suas pernas, e imaginar o que estaria prestes a fazer o fez puxar em vão mais uma vez seus pulsos.

Aceitando a derrota de que não conseguiria se soltar tão cedo, apenas fechou os olhos e ficou com a boca entreaberta, se entregando de vez para o menor.

─ Você é simplesmente impecável. ─ declarou dando um beijo leve na panturrilha de Dante, traçando a trilha até a coxa direita.

Sem nenhum aviso ou cerimônia, Dante se sentiu consumido pela língua maliciosa. O músculo arrastava sem pudor por toda a região e um calor escaldante fora crescendo na pele do loiro a cada segundo, que mordeu o lábio inferior ao ponto de sangrar.

Sentir o homem totalmente submisso, se contorcendo a cada movimento que fazia com a língua despertou uma pressão a mais em suas calças, mas aquela noite estava sendo dedicada totalmente ao Dante, então logo se esqueceu de sua excitação.

Mais uma vez puxou com força seus pulsos, e pôde ouvir uma leve risada vindo da boca de Arthur. Teve uma vontade imensa de xingá-lo.

Suor começara a sair nos poros de sua pele ao passar do tempo, e quando a ponta da língua se arrastou com mais pressão ao redor da zona erógena, sentiu que fosse explodir em um instante. Notando isso, Arthur parou imediatamente o que estava fazendo, bem como quando uma montanha russa que, antes de descer rumo à adrenalina, parasse no meio do caminho.

Segundos se passaram, e tudo o que pôde ouvir havia sido a gaveta ao lado da cama abrindo e fechando, seguido de algum barulho de plástico.

Estava prestes a questionar o do por que daquilo, porém, mais uma vez sem um pingo de cerimônia, foi sentindo cada centímetro do Arthur entrando lentamente e fundo do seu corpo. Fora impossível segurar o gemido alto que escapou de seus lábios, e aquele sentimento de explosão de mais cedo voltou mais forte.

Movimentos de vai e vem eram realizados, e Dante sentia a respiração quente e gemidos baixos do Arthur bem na sua orelha.

Ambos estavam em sincronia, seus corações acelerados e as respirações descompassadas.

O loiro envolveu as pernas magras ao redor da cintura de Arthur e ficou em completo transe, sentindo a explosão chegando a qualquer segundo. Por um momento apenas o barulho da cama rangendo predominou o quarto, todavia fora rapidamente substituída pela série de gemidos involuntários de prazer saindo da boca do maior, seguido por um frenesi inexplicável percorrendo cada centímetro de seu corpo.

Suas pernas arriaram por conta do cansaço que tomou seu corpo, e sentiu o peso do alheio sobre o seu. Dante sabia que Arthur não estava tão cansado quanto ele, talvez dedicando todo aquele momento para ele mesmo.

─ Quer que eu te solte? ─ perguntou entre as respirações ofegantes, porém Dante ainda recuperava o fôlego. ─ Pelo visto você já sofreu demais. ─ disse entre risadas enquanto beijava o rosto do homem, pegando a pequena chave na escrivaninha ao lado da cama e destravando um lado da algema.

Não dando tempo de destravar o outro lado, Dante, numa rapidez incrível, segurou os ombros de Arthur e o fez deitar de costas na cama, ficando em cima dele. Arthur não esperava por aquilo, ficando surpreso pelo Dante ainda possuir força física depois do que acabara de acontecer segundos atrás.

Os olhos esbranquiçados estavam vidrados nos seus heterocromáticos, e tudo o que fez foi soltar uma risada provocativa.

─ Eu não conhecia esse seu lado, Arthur. ─ disse, se aproximando do citado. ─ Mas você não é o único que possui um lado desconhecido.

─ Me surpreenda, então. Se você for capaz, é claro.

Com efeito da frase, Dante beijou Arthur em uma intensidade tão grande que suspiros sincronizados escapavam sem permissão de seus lábios. Ambas as línguas se entrelaçavam uma na outra e Dante estava satisfeito ao sentir novamente a ereção de Arthur entre as suas pernas. Como uma cena clichê, um fio de saliva conectava as duas linguas quando separavam lentamente o beijo.

A todo momento Dante passa as mãos nos braços musculosos de Arthur, indo até o colarinho da camiseta verde e puxando-o para que ele ficasse sentado. A retirada de sua blusa seria mais facil daquele jeito, então pegou o tecido pela aba e a retirou com violência. Passou a beijar o pescoço do homem, bem em cima da tatuagem do lado esquerdo, passando as unhas em suas costas e deixando marcas agressivas ali.

─ Não sabia que você tinha um lado tão agressivo. ─ Arthur comentou entre os suspiros e gemidos de prazer, sentindo as costas arderem.

─ Normalmente eu sou assim quando me provocam. ─ com a algema ainda no seu pulso direito, o maior encostou o objeto levemente gelado na cintura de Arthur, para lembrá-lo do que ele o fez passar. ─ Agora eu quero que você tire as calças.

Obedecendo a ordem dada, Arthur esperou Dante sair de seu colo para fazer o que o alheio pediu. Estava com o membro pra fora, porém ainda estava com as calças. Levou segundo para o loiro voltar para o seu colo. Os dois agora estavam completamente nus.

Lentamente, o ocultista fez o heterocromático senti-lo inteiro, aproveitando a série de gemidos baixinhos que este deixava escapar de sua boca. Chegando até a base, o mais novo ficou parado por um momento, consumindo aquele som maravilhoso das arfadas do mais velho.

Não querendo perder mais tempo, o segurou pelos cabelos da nuca e realizou movimentos em cima dele. Este pousava a mão em sua nádega direita e apertava fortemente. Os movimentos eram lentos, intensos, prazerosos. O barulho dos corpos se chocando, junto com o ranger da cama, os gemidos, suspiros e a correntinha da algema preenchiam o quarto, acompanhando o calor intenso e o ar erótico.

Aproveitando a altura do peitoral de Dante diante dos seus olhos, passou a lamber o mamilo endurecido. Se conteve em sussurra seu nome baixinho perante àquele ato, mas não se entregaria tão fácil. Notando isso, o menor mordiscou levemente a região, fazendo ele estremecer e se inclinar para trás.

"Não, não" pensava Dante, que tinha vontade de socar sua própria cara. "O cara de prende, te impede de senti-lo. Você decide fazê-lo pagar e é assim que você reage com qualquer coisa que ele faça?"

Intensificou ainda mais os movimentos, puxando ainda mais forte os fios de cabelo castanho. Com isso, Arthur não tinha mais a visão do peitoral do maior, agora estando cara a cara com os olhos esbranquiçados.

─ D-Dante... ─ a provocação e punição de Dante começara a surtir efeito. Um formigamento inexplicável tomou conta de algumas partes de seu corpo.

─ Arthur... ─ respondeu em um sussurro, mordiscando o lábio inferior do menor.

Abruptamente, o Gaudélio pegou o pulso esquerdo de Dante e mordeu seu antebraço, as presas perfurando a pele branca do ocultista. Este arqueou a coluna e a cabeça, mordiscando fortemente os lábios enquanto lágrimas salgadas escorriam de seus olhos. Doía, mas ainda sim era bom demais.

No ápice do seu limite, Dante pegou Arthur pelo pescoço e o empurrou com brutalidade na cama, aumentando mais a velocidade dos movimentos. O menor revirou os olhos perante às mãos do maior apertando a região. Era impossivel segurar um gemido com aquilo, e ouvir aquele som maravilhoso saindo da boca dele fez o ocultista ficar mais animado.

Dante pressentia que Arthur chegava no seu ápice, então tornou os movimentos bem mais lentos, prolongando ainda mais aquela sensação.

Meu Deus... Dante... ─ dizia pendendo a cabeça pro lado enquanto sua orelha era beijada e mordiscada.

O ocultista sentiu Arthur pulsando dentro de si enquanto estremecia, e ele sentiu mais uma vez o cansaço tomando conta do seu corpo.

Ambos respiravam com dificuldades, principalmente o menor. Pôde sentir um leve calor nas bochechas de Arthur assim que tocou-lhe o rosto. Um sorriso ladino se formou em seus lábios, imaginando a situação facial do agente.

Largou o pescoço do homem, começando a distribuir beijos, mordidas e chupões na região, e Arthur ria satisfeito com tudo que acontecera.

Por fim Dante saiu de cima do menor, tirou a camisinha do membro alheio e ficou deitado ao seu lado, com a perna direita por cima do corpo definido.

Abraçados, o loiro sentiu o alheio tocando levemente a mordida em seu pescoço, e como as pontas dos dedos estavam geladas, se arrepiou com o toque.

─ Como você se sente?

Os olhos esbranquiçados encaram os seus perante a pergunta, lhe deixando intimidado. Dante sabia que Arthur sempre se preocupava quando fazia aquilo, mesmo o certificando que sempre usaria um ritual de cura.

─ É engraçado você preocupado assim depois de me prender.

─ Eu não tenho culpa. ─ riu por fim, abraçando mais forte o corpo magro de Dante, que se aninhou ao corpo do homem.

O cafuné gostoso em seu couro cabeludo foi o maior motivo para um bocejo ser arrancado de sua boca. Seus olhos começavam a se fechar lentamente, e Arthur o cobriu com o cobertor.

─ Cansou?

─ Não começa, Arthur. ─ sua voz saiu rastejante, e Arthur riu com a carinha emburrada que ele fez.

─ Okay, okay. Pode descansar agora.

Como uma ordem imediata, Dante fechou seus olhos, pegando no sono logo em seguida. Poucos minutos depois a mesma situação aconteceu com o Arthur.

A noite havia sido tão maravilhosa que a algema ainda localizada no pulso destro de Dante se tornara a menor de suas preocupações.



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