História Lado Oposto - Capítulo 30


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Notas do Autor


oi! perdoem pela demora. meu computador deu problema e depois eu fiquei muito travada tanto que eu nem consegui colocar tudo o que eu queria. é isso!

espero que gostem e boa leitura! 💛

ps.: a foto que a Nina envia é essa da capa

Capítulo 30 - XXIX - Quente


Fanfic / Fanfiction Lado Oposto - Capítulo 30 - XXIX - Quente

Nina 

 

No momento, eu e o Gabi estamos deitados na cama com a TV ligada passando o jornal da madrugada e noticiando a derrota do time. Faço um cafuné na sua nuca, sobre meu peito, e sinto o tecido do meu pijama molhar com suas lágrimas. 

 

São raros os momentos que eu o vi chorar por algum jogo. Aquele contra o Peñarol foi o único. Ele fica chateado, calado, pensativo. Mas eliminação, dentro de casa e nos pênaltis, machuca. Se como torcedora machuca, imagina para quem joga? 

 

— Eu queria trazer esse título para o Flamengo. — ergue a cabeça, limpando as lágrimas. — E, mais uma vez, eu perdi nos pênaltis. 

 

— Ô, meu amor, vocês lutaram até o fim. Tentaram, não se deixaram abalar. O futebol é coletivo, não individual. Não dependia só de você, nem do Diego, nem do Éverton, é todo um conjunto. — passo a mão na sua barba. — Não leve a culpa, tá? Eu tenho certeza que vocês serão vitoriosos sim. 

 

— Desculpa, tá?

 

— Não precisa pedir desculpa, você sabe. Eu não quero pensar que meu namorado se acha fracassado ou fracassou por uma derrota. Quero que você pense que o Flamengo vai ganhar, que você é vencedor e que nós vamos carregar as taças juntos. As derrotas vem, é normal e nós temos que aprender com isso, seja no esporte, seja na vida real. Só não pode esquecer da luz que carrega e que ela nunca deve se apagar. Vamos dormir, — desligo a TV. — sem noticiário que o faça lembrar disso. Deita aqui comigo.

 

— Vai dormir aqui?

 

— Claro! Aonde mais eu iria se não ficar com o meu namorado? 

 

— Te amo. — segura meu rosto, massageando minha bochecha e beija meus lábios.

 

— Te amo demais, meu artilheiro.

 

 

Antes da reapresentação da equipe, aproveito a manhã cedo de sol para andar de bicicleta com o Gabriel que ainda está abalado. Ele sabe da mensagem do Bruno Guimarães na direct, eu sei sobre a confusão dentro de campo e, como meu namorado é uma pessoa debochada, quando chego aos pés da portaria do prédio da Olívia, visualizo a notificação com uma foto nossa no story: eu e ele, ainda no café da manhã, rindo. A legenda escrito “meu porto seguro” com um coração vermelho está abaixo com destaque em preto e branco. Reposto, aproveitando o clichê para colocar de legenda “minha felicidade, meu amor” e o coração vermelho ao lado.

 

— Depois da foto, eu acho que o Bruno Guimarães desiste de você.

 

— Tomara. — abraço a carioca, adentrando no seu apartamento. — Como tá o Giorgian?

 

— Dizendo que não é nada demais, mas foi fazer os exames e, provavelmente, vai começar a fisioterapia intensiva. Tem o jogo do Emelec, né? Gabriel passou bem a noite?

 

— Não. Teve até pesadelo, dormiu pouco e nem sei como foi treinar com a cara inchada de choro. 

 

— Sofro como torcedora, como namorada e como fã tá foda pra mim. 

 

— Tá foda para gente. — derramo o café na xícara enquanto a Olívia prepara panqueca. 

 

— Me recuso a aceitar que você bebe sem açúcar! 

 

— É tranquilo.

 

— É nojento, pai amado. Gabriel que inventou essas loucuras, né?

 

— Mais ou menos. Eu já gostava antes. 

 

— Doidos. Dois doidos que eu amo e que sou madrinha do casamento, beijos.

 

— Que casamento?

 

— Seu e do Gabriel, oras. 

 

— Tá louca, né? 

 

— Se fazendo de sonsa essa hora da manhã. Onde já se viu?

 

Ai, essa Olívia é uma graça mesmo. Ela serve a panqueca, uso suas geleias e ficamos conversando sobre mil assuntos diferentes até dar a hora de eu ir buscar o Barth no pet. 

 

(...)

 

Sábado, 20 de julho 

 

Gabriel está na concentração, em São Paulo, para o jogo contra o Corinthians e eu estou sozinha na sacada do meu quarto escutando Jardin d’hiver tomando meu famoso café às cinco. Nesses dias de férias, eu tenho saído mais com as meninas, lido e assistido mais séries, além de claro, ficar com o meu namorado nos tempos vagos.

 

Está sendo bom essas férias para relaxar e, principalmente, curtir um pouco da minha vida que eu não curtia há tempos. Sentir a liberdade que eu sentia desde que me mudei. Voltar a ser a Nina que eu sempre quis.

 

Olho as mensagens chegando do grupo das meninas e só falto morrer de amores com a foto do Guto de óculos escuro e depois um vídeo dele mexendo nas coisas do pai. Gabriel envia, no mesmo momento, uma mensagem e eu começo a rir do seu pensamento.

 

“Juro para você, amor, meus espermatozoides estão pronto para criar o novo baby Guto”

 

“HAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA GABRIEL”

“MEU DEUS”

 

“Marília postou um vídeo dele e deu vontade de fazer o nosso primogênito” 

 

“E se for menina?”

 

“Nossa princesinha, então”

“Mas não dá porque você está longe” 

 

“Poxa amor, quinta-feira a gente resolve”

“Aliás, pra você matar a saudade”

 

Envio uma foto que a Dhio descarregou de um ensaio que eu fiz para testar sua nova câmera.

 

“NIAN”

“ERREI”
            “NINA*”

“NINA ALBUQUERQUE”

 

“GABRIEL ALMEIDA” 

 

“A vontade que eu tenhoooo…” 

“Caralho de mulher linda, pqp”

 

“Você também é lindo né amor”

“Mas vamos parar de falar safadeza essa hora” 

 

“Só mais tarde, ok”

“Vai sair hoje?”

 

“Daqui a pouco as meninas vem pra cá”

 

“Fico feliz que você esteja fazendo amizade, sendo feliz…”

 

“Você faz parte disso, Gabriel. Me apresentou uma Nina diferente”

 

“Eu não apresentei, Nena. Você já era assim antes, só tinha medo”

“Vou precisa ir agora” 

 

“Bom jantar, Gabi”

“Te amo!”

 

“Te amo, princesa”

 

Gabriel envia um boomerang fazendo metade de um coração e piscando, deitado na cama sem camisa. Deus, ajuda aí. Respondo completando o coração, mas ao invés de da piscadinha, envio com linguinha. 

 

“Quem manda língua, pede beijo”

 

E, então, ele envia uma foto fazendo biquinho e eu envio outra. Escuto seu áudio com “já volto para você” e a voz do Diego atrás falando “deixa ele um pouco em paz, Nina”. Ainda tomo o restante do meu café, ameaço ler um pouco do livro e depois vou me arrumar para receber as meninas.

 

Marília é a primeira a chegar junto com a Hanna. Olívia e Bruna chegam depois, tudo com vinho e os tira-gostos para acompanhar. Eu preparei um espetinho com bolinha de batata e já havia encomendado uma barca de sushi.

 

— Eu estava com saudade de comer isso, cara. — Olívia diz, provando a bolinha de batata. 

 

— Gabriel não passa fome. — Hanna brinca e eu rio. 

 

— Mas ele segue uma dieta né? Então nem dá. — eu sempre preparo algo para comer e toda a vez eu provo o diferente e ele fica na sua eterna receita sem gordura e maneirando no carboidrato. — Mas, o que vamos fazer?

 

— Eu tive a ideia de fazer um Eu Nunca. — Marília responde. — Mas com perguntas leves.

 

— Não, calma. — Bruna diz. — Todo mundo aqui é maior de idade e já pode perguntar coisas +18, porém vamos começar com as mais leves e aí vamos aumentando o ritmo.

 

Já é. — Olívia responde, sentando no chão da sala.

 

Nos reunimos, lado a lado, na sala. Cada uma olha para a outra e adivinha quem começa? Olívia, claro. 

 

— Começa com as mais fraquinhas né? — concordamos. — Ok. Eu nunca desmaiei na rua. 

 

Eu, Marília, Olívia e Hanna não bebemos. Quando a Bruna coloca a taça no chão, nós a olhamos preocupadas.

 

— Gente, eu estava grávida do Davi! 

 

— Ok. — Machado responde. — Vai, Nina.

 

— É em sentido horário?

 

— É né? Fica mais fácil.

 

— Ok. Hum… Eu Nunca quebrei um osso.

 

Todas nós bebemos. Marília me olha, sorri e segue a brincadeira.

 

— Eu nunca criei uma conta fake nas redes sociais. 

 

Bebo. Sou a única que bebo.

 

— Eu criei para seguir as minhas bandas porque tinha vergonha de seguir na conta de verdade. Na minha cabeça, eles iam saber que eu estava curtindo as fotos. — dou de ombros. — Vai, Hanna.

 

— Gente? Hum… Eu nunca viajei para fora do país.

 

— Ela quer embebedar todo mundo, cara! Marília e Nina, favor virar a garrafa. Compete quem viajou mais.

 

— Todo mundo vira, ué. — digo, bebendo um pouco do vinho.

 

A última é a Bruna e, mesmo com o sorriso malicioso no rosto, ela faz uma pergunta tranquila:

 

— Eu nunca passei mal em um parque de diversões.

 

Todo mundo bebe e eu começo a contar a história do fatídico dia que eu passei mal depois de cinco montanhas russas no Six Flags e com direito ao meu crush da escola me ajudar, oferecendo água e comprando sanduíche para eu me alimentar no calor do deserto californiano de quase 40 ºC.

 

— Acho que agora a gente passa para relacionamento, não? — Marília pergunta, levantando para atender o interfone. Ela volta em seguida avisando ser o sushi. — Quanto foi que deu a conta, Nina?

 

— Gente, não é nada. — digo, abafando o caso. — Cortesia da casa.

 

Apesar de descer para buscar a comida e da Hanna ter saído para falar com o Vitinho, a brincadeira não teve fim. Entramos nas perguntas sobre relacionamentos. Descobrimos crushes antigos, quem já foi traída (preciso conversar com o Diego depois) e quem até mesmo levou fora por Whatsapp. 

 

Eu já sinto minha voz embolada, meu corpo cedendo a bebida e os delírios começarem. Não diferente das meninas, mas acho que eu estou um pouco pior.

 

— GENTE! — grito assim que chega a minha vez. — Eu nunca… eu nunca mandei nudes para alguém! — nenhuma delas bebe e só eu viro o copo. — Por que… OLÍVIA, VOCÊ NUNCA MANDOU NUDES PARA O DIORDIAN

 

— Amiga, acho que já está bom, né? — Olívia tira a taça da minha mão, a contragosto. 

 

— Eeeeeiiiiiii, minha taçaaaa!! 

 

— Nina, — Bruna me segura, deixando que eu a olhe. — senta aqui no sofá um pouco. Ma, traz água pra ela.

 

— Bruuu, cadê o Gabriel? Deixa eu falar com eleeeee! 

 

— Amiga, ele deve está dormindo agora. 

 

— Eu estou com saudade, poxa! Posso usar meu celular? Só para mandar boa noite.

 

— Nina, toma aqui. — ela me entrega o copo de água e a Hanna entrega o celular. — Fala rápido. Tá sentindo alguma coisa?

 

— Calor. Eu… eu quero transar com o Gabriel! 

 

— Meu pai amado! — escuto a voz da Marília. 

 

Gabriel

 

— Gabi, é a Nina! — Diego anuncia assim que eu saio do banheiro. — Melhor atender, cara.

 

— Valeu, mano. — pego o telefone já sabendo que alguma coisa aconteceu só pela cara do camisa 10 ao meu lado. — Nena?

 

Escuto sua respiração, uns ruídos e uma música baixa tocando. Ela está em casa e com as meninas, o que me deixa mais relaxado. Volto a chamar pelo seu nome e ela responde com a voz embolada.

 

Gabi… hmmm, Gabi, você tá aí?

 

— Nina, você bebeu? 

 

Um pouquinhooooooooo! 

 

— Meu Deus do céu! — passo a mão na barba. Diego me olha com a testa lotada de vincos e um sorriso de canto. — Amor, quem tá aí com você?

 

Todo mundo, Gabi! Toooodo mundooo! Que horas você vai chegar? Por que você está demorando? Gaaaaabriel, eu tô com calor e quero transaaaaaaaar! Vou tirar a roupa e te esperar no quarto.

 

— NINA, NÃO! 

 

O que foi? Você não me deseja mais? Você não me ama mais? 

 

— Amor, — respiro fundo, coçando a nuca. — quem está do seu lado?

 

As meninas, ué. Marília, o Gabriel não me deseja mais! Ele não me quer! 

 

— Nina, passa para a Marília. — só escuto seu suspiro e logo a voz da Marília no fundo. — Ma?

 

Oi, Gabi. Pode dizer.

 

— Vocês fizeram brigadeiro ou tem alguma coisa que ela pode ingerir? 

 

Tem sim. A Olívia foi fazer e nós estamos dando água para ela com calma.

 

— Ela vomitou? Caiu? 

 

Não, percebemos rápido e ela só diz que está com calor. 

 

— Tudo bem. Obrigado viu? Eu tenho que dormir, mas qualquer coisa liga ou pede para a Bruna ligar para o Diego. Cuidem dela! 

 

Pode deixar, Gabi. Boa noite. 

 

— Tchau, Ma. Diz pra ela que eu a amo. 

 

Digo sim. — ela ri, encerrando a ligação.

 

O camisa 10 está sentado na sua cama fingindo ler uma das páginas do seu livro, mas assim que eu encerro a ligação e coloco o aparelho no criado-mudo, ele automaticamente se interessa por saber o que aconteceu.

 

Nina não é de beber. Ela bebe socialmente, uma ou duas taças de vinho no máximo, mas pelo o que deu para conversar com o Diego, as meninas foram jogar Eu Nunca e, de fato, ninguém sai sóbrio dessa brincadeira — é claro que tem algumas exceções como se for brincar bebendo água ou refrigerante.

 

 

Não consegui quase pregar os olhos a noite preocupado com a minha namorada. Ela ainda enviou mensagem três e quatro da manhã com vários áudios cantando, o último eu acabei nem escutando, mas assim que dou o play sorrio com ela cantando Ferrugem. 

 

“Bom dia, Nena” 

 

Envio, levanto da cama pisando no chão gelado do quarto e indo tomar um banho de lavar a alma. Sempre que demoro no banheiro passo uma boa parte pensando na sorte que eu tenho de ter a Nina ao meu lado e de como eu a encontrei. O sorriso que me encantou, a simplicidade, o seu jeito. O mais apaixonado dos apaixonados sou eu, não nego.

 

Já com a roupa de concentração, encaro a vista de São Paulo no domingo de manhã e com o movimento de dia útil. O ecrã anuncia que minha namorada está me ligando e eu atendo, em sussurro.

 

— Oi, Nena. 

 

— Gabriel, amor, desculpa! 

 

— Pelo o quê?

 

Eu te liguei, né? E te causei constrangimento! Eu fui escutar os áudios que te enviei e estou morrendo de vergonha. 

 

— Ei, deixa disso, amor! — nós rimos. — Somos namorados, pô. Sem vergonha entre nós, e até mesmo antes de você beber, nós estávamos falando sobre transar e fazer filho. Não que eu tenha esquecido dessa possibilidade. 

 

Qual possibilidade? 

 

— Do bebê, amor. Mas não agora, se você não quiser.

 

Mais lá para frente quem sabe? — rimos. — Cara, eu não sei o que as meninas me deram, mas tudo o que eu menos estou sentindo é dor de cabeça e acredite se quiser, eu ainda quero transar.

 

— Ainda com álcool no corpo?

 

Não, Gabi, é sério. É que eu estava na lanchonete aqui perto de casa e ouvi uma menina comentando que ela fez sexo por telefone com o namorado e eu fiquei com isso na cabeça.

 

— Definitivamente, você não existe Nina! — sei que ela revira os olhos agora.

 

É sério. Eu fiquei pensando né? Ela disse que eles se veem todos os dias e ela quis dar uma apimentada na relação. 

 

— Quer tentar?

 

Não, amor! Sério que ainda me escuta? É besteira, menino. 

 

— As meninas dormiram aí? 

 

Sim, mas no outro quarto. Por quê? — solto uma risadinha. — Gabriel! Ai, garoto atentado! 

 

— Ei, não vou te obrigar. 

 

Eu sei. Eu quero muito, mas é que estou com vergonha. 

 

— A gente não precisa fazer se você não quiser, amor. 

 

E eu vou ficar com esse puta tesão e saudade, mané? — rio. Nina falando do jeito carioca é divertido. — Tá no quarto? 

 

— Vou ao banheiro.

 

Gabriel, cara, te amo.

 

— Ai, ai, Nina! 

 

[...]

 

Eu consigo disfarçar o bom sexo no telefone para todo mundo. A partida contra o Corinthians termina em 1 a 1, com gol meu e, dentro do ônibus, tudo é festa já que o Filipe Luis avisa ao Diego que está chegando ao Brasil para assinar com o Flamengo.

 

— Mais um doido para o time, caralhoooo! — envio o áudio para o lateral. 

 

— Filipe é responsa. — Rafinha diz e eu concordo. — Vai ser bom para ajudar. 

 

— Eu sinto que vamos crescer no campeonato. — Bruno Henrique diz, ao lado do Alves. O goleiro é outro que não para de enviar áudio. 

 

— Temos uma etapa importante que é a Libertadores e precisamos focar em cada jogo. — Ribas toma a voz. — Os erros que cometemos hoje não podem se repetir contra o Emelec. Já estamos sem o Arrasca, Éverton e o Vitinho, então por favor, Gabriel… — me olha sério. — sem provocação ou deboche para não ter amarelo.

 

— Vou ficar calado, prometo.

 

Como a partida é na próxima quarta, iremos sair daqui de São Paulo em algumas horas. Entre a conversa com a equipe, com o Jorge Jesus e o Filipe, eu respondo a minha namorada e a minha família que me desejam boa viagem. 


Notas Finais


Obrigada por ler! ❤


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