História Lado Oposto - Capítulo 7


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Categorias Gabriel "Gabigol" Barbosa Almeida
Visualizações 95
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


não me matem pelo final!

espero que gostem e boa leitura! 💕

Capítulo 7 - VI - Futuro


Fanfic / Fanfiction Lado Oposto - Capítulo 7 - VI - Futuro

 

Nina 

 

Dessa vez, meu rolê principal de domingo é comprar uma pipoca em meio a multidão que vai entrando no Estádio Nilton Santos. Vasco e Flamengo fazem a primeira partida da Final do Carioca e, bom, eu estou mais nervosa do que ao subir as rampas do Maracanã.

 

O belo motivo do meu nervosismo começa com Gabriel e termina com Almeida. O Barbosa vem antes, por isso, eu termino com o sobrenome do pai dele. E, falando em pais, eles são a consequência do meu nervosismo. 

 

Ontem, depois de passarmos um tempo na praia do Joá, Gabriel disse que os pais estão vindo para cá e que ele comentou sobre a minha pessoa. Ele comentou de mim para os pais. Eu, claro, sorri e fingi que estava leve com a notícia. Por dentro, eu me perguntava o que os pais dele pensam que eu sou para o filho. 

 

Depois dessa confissão, o camisa 9 pediu que após o jogo eu encontrasse com ele e nós fossemos conhecer seus progenitores. Ok. Coloquei na cabeça desde ontem que tudo ficará bem e eu só preciso ser eu mesma (exceto pela parte que eu fico nervosa e rindo de tudo). 

 

Mamãe foi embora hoje pela manhã, mas claro, eu precisei sair com o filho da Amélia. As duas marcaram no Shopping e o Luizinho me levou ao Parque Lage, deixando ciúmes no Gabriel. 

 

Nós discutimos por uns dez minutos e foi horrível ter que dar atenção aos dois quando eu só queria dar ouvidos ao camisa 9. Não é que o filho da Amélia seja uma má companhia, mas ele é ruim de assunto. O café tornava-se cada vez mais chato quando nenhum de nós puxasse assunto e sim prestava atenção no celular.

 

Ao fim, Gabriel entendeu que eu faço a linha de filha obediente e tudo se aquietou novamente. 

 

“Nena, já chegou?”

 

Limpo meu dedo amanteigado com a boca e desbloqueio a tela. O apelido em espanhol coube bem na boca do Gabriel e ele se adaptou perfeitamente pra mim, já que meu nome pouco tem apodos. 

 

“Oi! Acabei de chegar”

 

“Arrasca me disse que a Olívia já chegou”

“Tenta falar com ela” 

 

“Já está tudo certo, Gabi! Já nos vimos e eu já estou aqui no lugar reservado”

 

“Fico mais tranquilo de saber que está tudo bem” 

 

“Você tem que se concentrar no jogo! Já disse para ficar tranquilo, sei que é uma final, mas são os primeiros 90 minutos. Não perde a cabeça com provocação nenhuma, não vale a pena”

 

“Prometo tentar! Rs”

 

“Ai Gabriel, hoje não pode ser debochado!” 

 

“O que eu ganho se fizer um gol?”
 

“Um beijo?”

 

“Só?”

 

“Quer o que mais?”

 

“Um abraço, um beijo, seu colo, seu carinho…” 

 

“Se o Flamengo ganhar, vamos passar o resto do dia agarrados ok?”

 

“Eu vou printar hein!”

 

“Pode deixar que eu sei do que eu estou prometendo!”

 

“Vou me aquecer, Nena”

“Fica atenta ao que eu vou fazer!”

 

“Ok!!!”

 

Ainda não conversamos sobre a exposição, mas pelo o que eu sei, Gabriel está seguro de saber quando eu estiver preparada para isso.

 

 

— Diego Alves, Rodrigo Caio e Léo Duarte… — Olívia começa a lê a escalação pelo telefone. 

 

— Renê, Pará, Cuéllar, Arão… — leio o resto. 

 

— Boy da Olívia, Bruno Henrique, meu amor e o boy da Nina. 

 

— Gabriel não é meu boy, Marília. — reviro os olhos e ela ri. 

 

— Só falta o meu boy para completar. — Bruna diz. Até hoje tento entender porque o Abel escala ou o Arrascaeta ou o Diego. 

 

— Um dia a diretoria percebe que o Abel é ruim e demite. — Olívia fala bem sincera. Guto dorme no meu colo e os times estão começando a entrar. — Mas se não é Gabriel Barbosa mandando uma piscadinha pra cá.

 

Eu estou totalmente concentrada no Guto e falando com a Bruna no momento que Gabriel pisca. É exatamente no momento que eu abro a boca para falar a mulher do Ribas o quanto acho o camisa 9 lindo e que ele me trata bem. 

 

— Vocês dois são tipo A Dama e o Vagabundo. — Olívia diz e todo mundo ri. — Exceto pela parte que a Nina é uma Lady menos mimada. 

 

— Gabriel não tem jeito do Tramp. 

 

— Cê entendeu, cara. É a tampa da panela, meu Deus, meu OTP. 

 

— Olívia, você não é normal. — constato e ela revira os olhos. — Olha, vai começar.

 

— VAMOS, FLAMENGO! 

 

— Alguém aquieta essa menina? — Bruna diz rindo e a Olívia começa a balançar os braços bem no início do apito.

 

Hoje é o dia que eu decoro todos os gritos da torcida. 

 

...

 

EM DEZEMBRO DE 81… BOTOU OS INGLESES NA RODA! 

 

Não preciso dizer quem está cantando. Olívia não consegue assistir ao jogo sentada, a cada minuto, ela levanta, vibra, grita e xinga o árbitro de mil maneiras. 

 

— Eu não sei como ela consegue ter garganta. — admito porque o jogo está 0x0 e já teve até anulação de gol do Bruno Henrique pelo VAR. 

 

NÓS QUEREMOS RESPEITO E COMPROMETIMENTO… ISSO AQUI NÃO É VASCO, ISSO AQUI É FLAMENGO! 

 

— Olívia, pelo amor de Deus! 

 

— Eu não sei se aguento até o próximo final de semana. 

 

— Já vai acabar o primeiro tempo, calma.

 

Aos 50 do primeiro tempo, Éverton dá um chute de fora da área, mas o goleiro do Vasco acaba defendendo. Os acréscimos acabam e Olívia se aquieta no banco ao meu lado, bebendo um pouco mais de água.

 

É verdade que o Flamengo foi bem melhor nesse primeiro tempo, apesar das chances perdidas. A volta para o segundo tempo, me deixa cada vez mais tensa. Sei que o Gabriel está nervoso, é visível em seu olhar e, por alguns segundos, nossos olhares se cruzam e eu consigo pedir para que ele fique calmo mesmo que seja impossível. 

 

— Você tá bem? — Marília pergunta e eu concordo. 

 

— Eu vou ao banheiro. 

 

Levanto com calma, mas ainda consigo ver o seu gol perdido. Renê cruza, Gabriel cabeia e a bola passa bem pertinho do gol cruzmaltino. Aos oito, Bruno Henrique tenta e Fernando Miguel defende. Um minuto depois, só consigo escutar o grito dos flamenguistas de um lado e a Olívia pulando do outro.

 

— Quem fez?

 

— Bruno. — Marília responde. — Giorgian foi bem demais no passe. 

 

— Meu amor é maravilhoso.

 

— Bruno Henrique é o Rei dos Clássicos né? — brinco com o apelido.

 

O coração já fica mais calmo com a diferença de 1x0. Gabriel está bem, nervoso claro, mas bem. O time do Flamengo consegue se encaixar e isso é ótimo. Do outro lado, os cruzmaltinos tentam, para infelicidade deles, Diego Alves faz uma boa partida. 

 

Bruno Henrique tenta de novo, mas o VAR anula. Cinco minutos depois, é anunciado que a cabine do VAR, por problemas elétricos, permanecerá fechada. Ou seja, agora é olho por olho. 

 

A chuva é forte. Bem forte. Bruno Henrique marca o segundo gol e o Abel começa a fazer as substituições. Primeiro sai o Gabriel para entrar o Vitinho. Quase aos 40, o meu primo sai para entrada do Diego e por último, não menos importante - o cara que ajudou bastante nessa partida -, sai o Arrascaeta para entrada do Lincoln. O tempo que, inicialmente iria até 48’, passa para 51’ e termina com o Flamengo na vantagem em 2x0.

 

— Vai lá para casa? — a senhora Ribeiro pergunta, já na saída do estádio. 

 

— Ahn… não. 

 

— Se o Gabriel for, cê vai.

 

— Para, Marília! 

 

— Só disse a verdade. 

 

Antes que eu possa responder mais alguma coisa, meu celular apita com uma mensagem do Uber. Me despeço das meninas e vou indo para casa pensando em algo produtivo para me vestir. 

 

 

A campainha toca exatamente às 19h30. Eu não consigo imaginar uma roupa para conhecer os pais do camisa 9 e eu abro a porta de roupão de banho com os cabelos recém escovados e uma maquiagem leve. 

 

— Oi. — abraço seu corpo e dou um beijo em seus lábios. 

 

— O que aconteceu que você está assim ainda?

 

— Se você ver a minha cama… — saio o puxando até meu quarto e quando abro a porta, ele ri atrás de mim. 

 

— Isso tudo é para doar ou para hoje?

 

— Palhaço! — Gabriel beija meu pescoço antes de arranjar um espaço para deitar na cama. Barth pula, por cima das roupas e eu gemo, em sofrimento. — Vocês dois vão me enlouquecer!

 

— Ei, são só meus pais. 

 

— “Só”. Já pensou se a sua mãe não gosta de mim?

 

— Vem aqui.

 

— Gabriel… 

 

— Nina, vem. 

 

Me aproximo do seu corpo, já sentado no colchão e pede, silenciosamente para que eu sente em seu colo. 

 

— Lembra quando você foi a pessoa que me acalmou no jogo? Agora é a minha vez. 

 

— Gabi… é que eu nunca passei por isso, sabe? 

 

— Mas não precisa ficar nervosa com isso. Quando eu comentei com os meus pais sobre você, mostrei uma foto e minha mãe foi logo falando o quando você é linda. Preciso concondar com ela. E linda é pouco para o que você realmente é. Calma, eles não vão querer te matar e te expulsar da minha vida até porque eu seria louco de deixar você escapar. — rio, segurando as lágrimas. — Escolhe a roupa que você se sentir bem e vamos jantar lá em casa. 

 

— Tá bom. — ele ri, beijando meu queixo. — Mais dez minutos e eu juro que estou pronta.

 

— Dhiovanna ainda estava escolhendo a roupa. Sem pressa. Ah, — fala quando eu já estou perto da porta do closet. — lembra que você é linda de qualquer jeito. 


 

Gabriel

 

Nina sai, dez minutos depois, com um vestido azul claro simples florido e colocando alguns utensílios na bolsa. Cheiro seu pescoço, depositando um beijo no local e entrelaço minha mão na sua, gelada ainda nervosa. 

 

No carro, ela consegue cantar as músicas e soltar sorrisos verdadeiros todas às vezes que beijo o dorso da mão junto a minha. Lembro perfeitamente do que disse ao meu pai, hoje mais cedo, e só confirmo quando ela desce do carro se ajeitando pelo retrovisor. 

 

Nina Ribeiro será minha namorada. 

 

— Vamos? — pergunto e ela concorda, selando meus lábios.

 

Sim, será muito em breve. 

 


Notas Finais


Obrigada por ler! ❤


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