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História Lados de duas Vidas - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa leitura pessoinhas ♡♡♡♡

Capítulo 5 - Lado N pt 5


Fanfic / Fanfiction Lados de duas Vidas - Capítulo 5 - Lado N pt 5

》Jimin《

Cap 5

-Não esqueçam, tem um trabalho para entregar semana que vem, leiam os tópicos, debatam entre si e façam o relatório, okay? -a professora da fim a última aula do dia, e todos afirmam sua pergunta com intuito de sair da sala.

A professora termina de arrumar seu material e sai em seguida. Observo ela seguir, e vejo fora da sala, Hoseok se encontrar com Namjoon e Taehyung.

Namjoon tem vários curativos pelo rosto e está usando boné. Nossos olhares se cruzam, e ele desvia na mesma hora.

Isso nunca aconteceu.

-Você realmente deveria se afastar de mim... você não mudou de dupla... -falo encarando a lousa.

Ouço Yoongi sorri ao meu lado, e mesmo sentindo vontade de olhar para o seu belo sorriso, não o faço.

-Você precisa de mim, tanto quanto eu preciso! Não se preocupe comigo, se eu sentir que devo me afastar, eu farei. -avisa levantando.

O observo. Ele arruma seu material de forma relaxada. Não consigo ficar relaxando com tudo que sinto, com tudo que passei.

-Vamos embora, vou deixar você em casa hoje! -avisa.

Não discuto, apenas levanto e seguimos para fora da escola.

Nenhum sinal de Hoseok. Suspiro aliviado.

Sangmi nos encontra na esquina da escola.

Reclama comigo por ter saido sem avisar mais cedo, mas Yoongi ameniza meu lado.

Chegando a minha casa peço para Sangmi levar Yoongi até sua.


*•.☆.•*


{ uma semana depois}

No dia seguinte, Min Yoongi, foi até a minha casa, e acabei tendo que ir com ele para escola de qualquer jeito, já estava melhor que no dia anterior, e não poderia faltar só por causa dele. Fora que ele já estava dentro do carro.

Os dias que seguiram, ele continuou ao meu lado, sentando comigo. Fazendo atividades comigo. Ele só não almoçava comigo sempre, eu meio que o expulsava quando ia almoçar com Hong.

Hoseok não mexia comigo, mas isso só fazia as coisas ficarem mais suspeitas ao meu ver. Sempre estava preparado para ele tentar algo.

Os dias em casa, bom, minha mãe havia ficado uns dias de folga, e eu gostaria que não tivesse que ficar com ela em casa. Minha mãe, sempre demonstrou um amor por mim de um modo muito estranho, e nunca pude fazer nada contra ela, ela é minha mãe afinal.

Minji aparecia cada vez menos, ainda estava lotada com coisas da faculdade.

E eu não consegui me livrar de Yoongi. O encontro na cafeteria parecia passar na minha cara que não seria como eu queria.

Quando tentava afasta-lo de mim, quando tinha recaídas, ele dizia: "preciso de você, tanto quanto você precisa de mim."

Isso fazia meu coração vacilar, e eu tinha vontade de bater nele, ainda tenho.



Acordo me sentindo esquisito, não sei quando dormi. Estou sentado na cama, encostado na parede.

Agora me lembro, Yoongi estava aqui em casa, estávamos fazendo o projeto de literatura.

-Yoongi?? -chamo. Sem resposta.

Levanto da cama, e começo a juntar o material, colocando sobre a mesinha.

Vou até o banheiro, lavo o rosto. Volto para o quarto, pego o celular.

Seis e meia.

"Deve ser isso, ele já foi pra casa"

Penso chateado, queria me despedir.

Mesmo que eu esteja fingindo ignora-lo na maior parte do tempo, quando consigo atuar, eu gosto de cada momento com ele.

Me dói pensar que ele está comigo, eu só queria que ele desistisse, não quero que ele sofra, mas não me importo em sofrer por ele.

-Jiminieee !! -meu corpo arrepia ao ouvir a voz. Como gostaria que os empregados estivessem em casa, que meu pai estivesse.

Minha mãe adentra meu quarto, está vestindo um roupão preto e tem saltos em seus pés.

Vê-la me faz lembrar o que está por vir.

O de sempre.

-Mãe por favor... eu pedi da última vez... eu não quero isso... pare de fazer isso comigo... eu sou seu filho... por favor... -ela para a minha frente. Estou próximo a cama.

Observo seus olhos cor de mel, seu cabelo castanho curto, e seu tom de desdém.

Ela cruza os braços e nega.

-Você não devia negar amor a sua mãe, Park Jimin. -o mesmo discurso de sempre.

-Isso não é amor, você é doente.. sabe disso... -sinto sua mão encontrar seu rosto.

A força do seu tapa é tanta, que caio na cama. Meu rosto queima e sinto-me tonto.

Em dois segundos ela já está sobre mim, vestindo nada.

Ela começa a tirar minhas roupas. Estou tão tonto que não consigo fazer nada de início, mas logo minhas mãos lutam contra ela, pela primeira vez.

Não sei como é possível, mas ela é mais forte que eu, ou estou sonolento demais, não sei.

Minhas roupas estão jogadas no chão, e ela está em cima de mim, usando do meu corpo.

Mesmo não querendo, mesmo me sentindo sujo e querendo que ela pare, meu corpo reage de outra forma.

Meu membro está duro, e pede por atenção. Ela vai e vem várias vezez com toda força.

Suas mãos pressionam meus pulsos contra a cama.

As lágrimas se tornam presentes, como sempre acontecia. Desde os dez anos de idade, isso acontecia só que de modo diferente. Quando fiz quinze anos, tudo mudou e só piora.

Suas mãos relaxam ao redor dos meus pulsos e aproveito para tentar empurra-la, mas não adianta. Ela me segura rápido demais.

-Mãe para mãe!!! Para!! -começo a me debater.

Ela me vira de costas e bate em minha bunda com força. O estalo de seu tapa faz eco no quarto me deixando assustado. A dor se alastra pelo local e por um segundo pareço perder os sentidos. Estou em desespero novamente.

-Fique quieto Jimin, eu vou ter você como sempre, eu vou fazer isso com você todos os dias, eu vou engolir cada pedacinho seu. Você é meu criança!! -ela fala alto.

Meu corpo estremece com suas palavras.

O choro fica engasgado em minha garganta e peço silenciosamente aos céus, que me dê algum ataque e eu possa morrer agora.

Eu não quero mais sofrer abuso, eu quero ser livre.

-Me solta, mãe, me solta eu não quero!! Eu não gosto disso!! -exclamo com força, as que já não tenho.

Suas mãos brincam comigo, enquanto sigo tentando me soltar a qualquer custo.

-Socorro!!! Alguém.. -meu rosto vai de encontro com a cama, de modo que não consigo falar.

Começo a perder o fôlego, e o desespero toma conta de mim. Estou sentindo dor na cabeça e quase engasgando com minha saliva.

As mãos dela surpreendentemente me soltam e ouço um baque.

Meu corpo está livre do seu.

Sinto pânico em me levantar, mas não me demoro na cama. Assim que viro, seu corpo está no chão. Olho para minha frente e vejo Yoongi segurando minhas roupas em uma mão e meu abajur na outra.

Ele está vermelho e evita me encarar.

Dou conta de que estou vestindo nada, e pego as roupas de suas mãos, visto a box, a calça de algodão e a camisa branca em seguida.

Mal termino de me vestir, ele pega meu celular na mesinha, minha carteira e as chaves, toma minha mão e corre para fora de casa comigo.

Não sei para onde estamos indo, mas estamos seguindo a rua correndo e por alguns instantes sinto o ar puro de liberdade.


*•.☆.•*


《Algumas horas mais tarde》

-Ele não falou nada pra você? -pergunta Jungkook baixo, mas ouço suas palavras nitidamente.

Vejo pelo canto do olho Yoongi negar sua pergunta. Depois os dois somem pelo corredor em direção a sala.


°

Depois que saímos da minha casa, caminhamos por vários minutos pelo meu bairro. Me senti livre, mas ao mesmo tempo, mal, então as lágrimas voltaram e o impasse de voltar ou não para casa pairou sobre minha mente.

No final, decidir por vir para casa de Yoongi.

Não falei nada com ele, além de "sim" ou "não", e ele continuou ao meu lado sorridente.

Demorou algumas horas para irmos direto a sua casa. Andamos de metrô, passamos na cafeteria do Jin, onde tomei do limochoco novamente, e andamos pelo seu bairro.

Incrivelmente, seu bairro era o contraste perfeito para o meu. As ruas muito cinzentas, as pessoas muito apressadas, e os prédios amontoados um sobre o outro por toda parte. O metrô passava por cima de nossas cabeças ao ar livre, e as lojas, a maioria era muito escondida com letreiros brilhantes.

Me senti em um novo mundo. Andei cada pedacinho, e Yoongi me levou a cada lugar que apontei, só para que eu pudesse ver coisas novas.

Em momento algum ele me perguntou o que houve, não tirou sarro, nem conclusões precipitadas, pelo menos não em voz alta, mas creio que sua mente estava lotada de perguntas.

As nove horas em ponto, ele me levou até o metrô dizendo que se eu quisesse voltar para casa, ele me entenderia e me levaria, mas não me deixaria lá sozinho. Neguei sua proposta e apenas segurei a manga de seu casaco, saindo com ele na direção de sua casa.

O clima havia esfriado bruscamente, e eu estava apenas com uma camisa fina, o que fez Yoongi me entregar seu casaco mais pesado, ficando apenas com o moletom que estava por baixo.

Por horas esqueci o porque de não está em casa, e esqueci um pouco minhas lágrimas, mas tudo voltou quando chegamos a casa de Yoongi.


°

Meia hora que estou no quarto de Yoongi, chorando. A cama de casal com lençóis azul escuro, o teto com uma pintura de universo, as paredes em tom cinza, um carpete do mesmo tom em toda extensão do piso, um guarda roupa de madeira preta e uma mesinha de estudos com um notebook.

Ouço os passos no corredor, e sei que Yoongi está voltando para o quarto. Jungkook tinha que ver Jin, pelo que entendi, eles namoram, eu acho.

Observo o corpo de Yoongi aparecer na porta. Ele encosta o corpo na parede e me observa com um pequeno sorriso nos lábios.

Suspiro. Estou chateado comigo, com a situação e principalmente por não conseguir me abrir. Tudo que passei esses anos é vergonhoso demais.

Ele entra devagar no quarto e senta na ponta da cama.

-Se você está pensando no que deve ou não me falar, você não precisa me dizer nada, Jimin. -ele assente suas palavras e sinto segurança nelas.

-Não precisa se culpar ou se frustrar com as coisas que aconteceram, você não tinha como mudar tudo. Vamos resolver o agora e focar no que virá a seguir. Quando você se sentir bem e se quiser, eu estarei aqui pronto pra ouvir tudo o que tiver pra dizer, okay? -ele fala com tanta calma, que me sinto acolhido com ele, o jeito que ele me trata não parece real.

Aceno com a cabeça. As lágrimas caem de minhas bochechas, se perdendo no ar e molhando ainda mais minha camisa.

Yoongi levanta, e segue para porta.

Levanto rápido, e sigo até ele, parando em sua frente. Ele me encara sem entender o que estou fazendo. O abraço, enfiando minha cabeça em seu pescoço. As lágrimas continuam. Meu coração está pesado, ainda mais que antes.

Ele me envolve em seu abraço e me balança de leve, me sinto uma criança, me sinto cuidado.

Gostaria de ficar em seus braços para sempre.


*•.☆.•*


-Jimin hyung, vamos acordar? Temos que ir pra escola! -abro os olhos e vejo Jungkook a minha frente. Levanto em um pulo assustado.

-Desculpe, eu só consigo acordar o Yoongi hyung quase gritando... -ele ri sem graça.

-Tudo bem. -observo todo o quarto.

Jungkook me observa e faz o mesmo. Yoongi e eu dividimos a cama, e ele não está nela.

-O hyung está na cozinha, ele está fazendo seu café da manhã e o lanche da escola. Ele nunca faz isso, é só porque você está aqui! -ele põem as mãos na cintura e olha para o teto pensativo.

-Tem certeza? -pergunto rindo.

Me sinto bobo por achar que Yoongi está realmente se esforçando por mim.

-Por favor, venha mais vezes, ele sempre me faz cozinhar meu próprio almoço! -pede de mãos juntas, os olhos brilhando. Sorrio dele.

-Quantos anos tem?

-Dezesseis!

-Já é quase um adulto, tem que fazer suas coisas também! -digo. Ele faz bico.

-Mas posso vir mais vezes! -digo e ele sorri.

-A comida tá pronta. Jungkook para de encher o Jimin!! -Yoongi grita da sala.

Jungkook e eu rimos, enquanto seguimos para sala.

Yoongi realmente cozinhou bastante coisas, Jungkook não estava brincando. Vejo ao longe, sobre a mesinha de centro, três marmitas de almoço bem organizadas. Sorrio.

Comemos juntos. Jungkook fala algo sobre Jin para Yoongi, esse conta sobre nosso projeto. Observo ambos e sinto leveza entre os dois, é aconchegante está com eles.

-E os pais de vocês, eles viajam muito? -pergunto entre a conversa.

Jungkook me observa, engolindo sua comida de modo estranho. Yoongi põem o jokará na mesa e me observa.

"Falei besteira..."

Penso chateado.

-Desculpe... eu..

-Nós éramos muito novos... eu mais que o hyung, mas não lembramos. -Jungkook explica. Afirmo.

-Ainda sim, é triste. São apenas vocês dois? -pergunto, me sentindo burro. Yoongi encara a comida.

-Tínhamos uma avó, ela nos criou, mas faleceu a quase um mês. Somos apenas nós dois. Mais alguma pergunta, Jimin? -dessa vez, Yoongi quem me responde, me encarando com um olhar sério e triste.

Minhas lágrimas retornam. Não consigo me controlar. Eu não podia reclamar de sofrer abuso quando eles estavam sozinhos, podia?

Levanto da mesa afobado, derrubando a cadeira e quase caindo sobre ela. Pego meus pertences que deixei sobre o sofá, passo pela porta, pego meus sapatos e saio do apartamento.

Ainda ouço Yoongi me chamar mas não volto. Corro até meus pulmões pedirem por ar, e só paro ao chegar na estação.

São sete horas da manhã. O trem está lotado ao meu ver. As três estações parecem demorar demais pra chegar.

Assim que chego, corro a caminho de casa. Me sinto burro, tolo e gostaria que Yoongi não estivesse ao meu lado.

Sinto meu coração acelerar quando ele está perto e isso não é bom.



-Então chegou... -ouço a voz da minha mãe na sala de estar assim que fecho a porta principal atrás de mim. Meu corpo perde as forças.

-Me espere no quarto Jimin, e não tente nenhuma gracinha. -avisa ríspida.

Assinto cabisbaixo, subindo para o quarto.


Notas Finais


Até segunda ♡♡♡ ^^


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