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História Lady Bugsy - Capítulo 1


Escrita por: CRIS75950

Notas do Autor


Atraente, elegante e de hábitos refinados, Benjamin “Bugsy” Siegel carregou consigo durante décadas a fama de galã do submundo e amante de estrelas de Hollywood — perigosamente popular entre senhoras e senhoritas —. Assassino, sádico, estuprador e reputado como sociopata — indiferente aos crimes mais repugnantes —. Ben, como era chamado por seus íntimos, foi um dos gângsteres mais implacáveis da história, ainda que sua violência igualmente convivesse com sua notória beleza e seus hábitos galanteadores. Ao nome de Siegel também se associa outro feito: transformar uma pequena cidade no meio do deserto na Cidade do Pecado — Las Vegas!

Capítulo 1 - Assumindo a liderança


Fanfic / Fanfiction Lady Bugsy - Capítulo 1 - Assumindo a liderança

Naquela época do ano, as ruas de Nova York eram cobertas pela neve de dezembro. Luzes e enfeites de Natal ornamentavam lojas e postes que haviam ao redor. Eram oito horas da noite....uma misteriosa reunião acontecia em uma sala de um grande edifício naquele momento. Os chefes mais poderosos das famílias mafiosas estavam reunidos ao redor de uma mesa comprida. Discutiam um assunto relacionado ao tráfico de jóias e álcool internacional. Naquele exato momento, uma jovem entrou na sala vestindo um pequeno casaco marrom, gravata, colete e uma longa saia até às canelas. Cabelos pretos sedosos e olhos castanhos, a bela garota se aproximou da mesa dizendo:

-Perdoem-me pelo atraso, cavalheiros... O meu carro teve um pequeno problema no caminho.

Todos olharam para ela com um certo desdém e afronte. Um deles a encarou e disse:

-Não estamos lembrados de ter convidado a senhorita para esta reunião...

-Estou ciente disso, Sr. Ottis... De fato ninguém me convidou...Eu vim por minha conta.

-Não é porque é filha de Benjamin Siegel que pode entrar aqui sem ser convidada...-declarou um dos líderes.

-Por que? Porque sou mulher? Os senhores acham que eu sou incapaz de liderar um grupo de gângster? Que eu não sei usar uma arma?

Após um longo sorriso e um olhar atrativo, ela continuou:

-Eu sou uma mulher sim...tenho 25 anos apenas. Não tenho a mesma experiência que os senhores tem... Eu mal conhecia o meu pai...ele era um assassino miserável assim como cada um dos senhores aqui presentes nesta sala. Antes de morrer, ele me deixou morando com a minha tia aqui em Nova York. Quando ele morreu, deixou toda a herança para mim... Com isso, eu formei meu próprio grupo. Mas ao contrário de vocês criminosos desgraçados, eu não tiro a vida de ninguém. Nosso grupo é pacífico com pessoas inocentes, mulheres e crianças...mas com bandidos miseráveis como vocês, somos impiedosos.

-Tome cuidado com as palavras, mocinha... Não faz a mínima ideia de onde está se metendo!

-É você que não sabe aonde está se metendo, seu porco arrogante....eu posso muito bem enfiar uma bala no seu traseiro agora mesmo se eu quiser...

O homem começou a gargalhar juntamente com os outros.

-Ora vejam só...a "princesinha do crime" é corajosa!.. Devia voltar para casa e brincar com as suas bonecas.

Para o espanto de todos ali presentes, o mesmo homem que estava insultando a jovem, foi alvejado no traseiro por um projétil de revólver. Todos assistiram ao desespero daquele homem que gritava de dor, enquanto o sangue escorria por entre seus dedos. Um dos homens daquela moça estava próximo dali com o revólver apontado e engatilhado na direção de todos eles.

-E então?..-disse ela.-Mais alguém gostaria de expressar a sua opinião a meu respeito?

Todos permaneceram em silêncio total.

As horas foram passando... Suas duas melhores amigas e também membros do seu grupo, estavam paradas no corredor aguardando por ela.

-Detesto ficar esperando!-resmungou uma delas.-Já fui ao banheiro três vezes! E também estou morrendo de fome. 

-Você sabe como são essas reuniões de mafiosos... é uma longa espera.

-Reunião de merda! Eu não sei porque a Barbara ainda insisti em se reunir com esse bando de velhos bêbados e assassinos. E são todos uns velhos nojentos e safados!

-A Barbara sabe muito o que faz, Lily. Ela não teria vindo até aqui sem um motivo.

-Dane-se o motivo! Ela não tem necessidade alguma de estar aqui no meio desses velhos de merda.

-O pai dela era um desses velhos de merda também, não se esqueça.

Nesse momento, dois jovens se aproximavam do corredor. Faziam parte de um dos grupos dos gângsters ali presentes na reunião.

-Olá, "princesas"..-disse um dos dois assim que parou em frente às duas garotas.-Estão perdidas por aqui?

-Mais perdido ficará você senão calar a boca!-respondeu Lily.

Os dois começaram a rir. Num movimento súbito, Lily desferiu um violento no meio das pernas do rapaz que caiu no chão gemendo de dor.

-Vadia!!!..-exclamou o o outro que avançou sobre Lily, mas foi atingido por um murro violento no nariz. Os dois ficaram caídos no chão se contorcendo de dores.

Enquanto isso, a reunião chegava ao seu término. Barbara Siegel havia tomado a palavra durante praticamente toda a reunião.

-Isso é tudo, senhores...-disse ela.-Para obter sucesso financeiro, não é necessário tirar vidas inocentes...Se quiserem continuar com o tráfico, fiquem a vontade. Mas não fiquem assassinando pessoas inocentes.... Muitos inocentes sofreram nas mãos de monstros sanguinários como vocês...Se quiserem a minha participação nessa aliança, terão que agir pacificamente.

-Não somos monstros, srta. Siegel... Nós apenas cumprimos com nossos deveres de líderes supremos...

-Líderes supremos uma óva, seu rato sujo e egoísta de merda... vocês não são líderes de porra nenhuma! São apenas abutres assassinos e golpistas da pior espécie.

-Não tem o direito de falar assim com a gente, sua...

Antes que um deles terminasse a frase, levou uma forte bofetada na cara que o fez cair no chão. Bárbara o esbofeteou como exemplo para os outros que estavam ali, assistindo à tudo aquilo com indignação.

-Eu falo como eu quiser...-declarou bárbara.-Que fique bem claro uma coisa: eu não sou uma "garotinha indefesa"...eu posso muito bem me defender e matar um por um de vocês, seus vermes cretinos. 

Todos olharam estupefatos para aquela bela jovem que portava, não somente beleza, como também muita coragem, perspicácia e ousadia.

     Bárbara Siegel, "Lady Bugsy"

Nasceu em uma cidade do Brooklyn em 1930. Era filha de Benjamin "Bugsy" Siegel, um dos gângsters mais temidos e perigosos de Nova York. Depois da morte da esposa, Benjamin levou Bárbara para morar com sua tia. A menina tinha apenas quatro anos quando viu seu pai pela última vez. Durante doze anos, Benjamin enviou recursos financeiros através de John Levis, seu amigo e braço-direito da gangue, para manter sua filha. Apesar de ser um típico assassino sociopata, Benjamin não queria criar a filha no meio da criminalidade. Antes de morrer, deixou toda sua fortuna e seus bens para Bárbara, incluindo a casa aonde residia com todo seu grupo.

Aos 18 anos, formou um pequeno grupo de gângster, porém não assassinos. John Levis também fazia parte do grupo. Um grupo formado por quatro homens e três mulheres: Morgan Hills, Carter Dylan, John Levis, Tom Jones, Melissa Johnson (Mel), Lily Madson e Hannah Smith. Todos eles faziam parte da sua família, ou melhor, eles eram a sua família. Bárbara era a única mulher a liderar um grupo de gângster e também a única que não tinha medo dos mafiosos que comandavam o crime nos Estados Unidos da América.

Enquanto esperavam Bárbara retornar para casa, Morgan e Carter jogavam cartas no escritório dela. Jogando e fumando.

-A Barbara vai ficar furiosa quando nos encontrar fumando no escritório dela...-disse Carter com as cartas na mão e o cigarro na outra.

-Aqui é o melhor lugar da casa. A "Lady Bugsy" não vai se importar.

-Ah não? Então diz isso pra ela, seu imbecil.

-Não se preocupe... aquela bandida safada ainda vai demorar.

-Quem ainda vai demorar, Morgan?

Os dois levantaram de supetão assim que ouviram a voz de Bárbara, que havia acabado de entrar no escritório sem ser notada.

-Bárbara!...-falou Morgan que juntou as cartas da mesa velozmente enquanto gaguejava amedrontado.-Você voltou cedo....

Bárbara cruzou os braços e encarou os dois.

-Nós só estávamos jogando cartas, eu juro...-explicou Carter.

-E fumando também, não é, seu cretino nojento? O que eu disse sobre fumar no meu escritório?..Sabem perfeitamente que eu odeio sentir o cheiro dessa merda podre dentro da minha casa!

Os dois baixaram as cabeças e ficaram em silêncio.

-Se eu pegar os dois fumando essa porcaria de novo aqui dentro, vou enfiar o atiçador de brasas na bunda de vocês dois em um lugar muito "particular". Agora saiam.

Os dois correram para fora do escritório. Bárbara deu um longo suspiro e abriu a janela para que a fumaça e o cheiro de cigarro saísse dali. Em seguida, foi até a cozinha aonde encontrou John preparando o jantar.

-Você demorou...-disse ele enquanto cortava os tomates e a cebola.-Como foi a reunião?

-Uma grande merda... Aqueles idiotas não aceitam que uma mulher lidere um grupo de gângster...

-Eu conheço você, Babi... Alguma coisa você aprontou por lá.

-Não foi nada demais...mandei o Tom atirar no traseiro do Hooligan.

John começou a rir e disse:

-Você é mesmo uma "menina levada", igual ao seu pai. Mas deve tomar cuidado com todos aqueles criminosos, Babi.. Michael Ottis é o pior deles. Seu pai o odiava profundamente.

-Você sabe que eu não tenho medo de nada, John... muito menos daqueles filhos da mãe pestilentos.

-Mesmo assim, procure não se meter com nenhum deles...Eu cuido de você desde que você era uma garotinha de cinco anos. Eu morreria se algo acontecesse a você, Babi...

-Eu sei, John. Você sempre foi o meu melhor amigo. Sempre me protegeu de muitas coisas ruins durante o período da guerra. Mas eu aprendi a me defender muito bem.

-Você sempre foi uma menina corajosa, Babi... Tenho muito orgulho de você.

Bárbara abraçou John e completou:

-Obrigada por nunca ter me abandonado durante esses anos, John...

-Eu sempre estarei aqui, minha menina.

Antes de sair da cozinha, Bárbara perguntou:

-Você viu a Anabel?

-Deve estar no seu quarto. Não a vi o dia todo.

-Está bem. Obrigada.

Bárbara então subiu às escadas e foi para o seu quarto. Assim que entrou, encontrou sua gata persa dormindo sobre a cama tranquilamente.

-Você está aí...-murmurou ela acariciando o pêlo amarelado da gata. Em seguida, deitou-se na cama com a gata dormindo aos seus pés. Começou a se recordar da reunião com os chefes das organizações mafiosas do país. Começou a pensar no que fazer caso fosse preciso se defender de algum eventual atentado.



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