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História Lady Bugsy - Capítulo 2


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 2 - Fazendo justiça


Fanfic / Fanfiction Lady Bugsy - Capítulo 2 - Fazendo justiça

Naquela tarde, Bárbara havia retornado para casa depois de ter ido visitar sua tia já idosa. Assim que entrou em casa, encontrou Morgan cochilando no sofá, roncando com a boca aberta. Bárbara balançou a cabeça de forma negativa e jogou a água de um pequeno vaso de flores sobre a cabeça dele. Morgan despertou sobressaltado e tossindo devido a água que caíra dentro de sua boca.

-É desse jeito que você fica de sentinela?-perguntou Bárbara seriamente.

-Desculpe, Bárbara...eu apenas fechei os olhos um pouco...

-Fechou os olhos um pouco?... Não seja ridículo, Morgan! Você estava roncando mais do que uma privada entupida!

Melissa aproximou-se naquele instante e disse:

-Foi bom você voltar cedo...

-Por que?

-A Sra. Myers está aqui.

-Aconteceu alguma coisa?

-Eu não sei. Ela não me disse nada.

-Onde ela está?

-No seu escritório.

-Está bem.

Bárbara andou até o seu escritório e, assim que entrou, viu uma velha amiga de sua tia sentada na cadeira.

-Simone?...

Assim que viu Bárbara, a pobre mulher jogou-se aos pés dela, segurando suas mãos.

-Bárbara!!!... Bárbara, eu preciso de ajuda....

-Acalme-se, Simone...

-Eles querem matar o meu marido!!!

-O que? Eles quem?

-Os homens de Burt Gerald... estão ameaçando meu marido!

-Burt Gerald é traficante de jóias...por que o seu marido está envolvido com ele?

-Meu marido fechou a nossa antiga joalheria... aquele ele era o ponto de encontro de Burt e outros gângster para comercializarem as jóias traficadas. Eles usavam nossa joalheria como ponto de referência...mas meu marido decidiu fechar as portas e entregar Burt às autoridades. E isso o enfureceu completamente. E agora ele está nos ameaçando.

Bárbara então a ajudou a sentar-se em uma cadeira e serviu-lhe um copo com água.

-Obrigada...-disse Simone.

-Como vocês dois foram se envolver nisso, Simone? Burt Gerald é um porco safado e um assassino... É um dos chefes que comanda o tráfico de jóias.

-Meu marido Alan forneceu a nossa joalheria para que Burt pudesse comercializar as jóias roubadas.

-Ele cometeu um erro gravíssimo. Se meteu aonde não devia.

-Eu vim na esperança de que você pudesse nos ajudar.

Bárbara suspirou profundamente e disse:

-Estou tentando viver pacificamente, Simone... Não quero me envolver em contendas terminadas em sangue. Eu não sou como o meu pai.

-Eu sei... Mas ninguém mais quis nos ajudar.

Depois de alguns segundos pensativa, Bárbara falou:

-Está bem, Simone...eu vou pensar no que fazer...como ajudar você e o seu marido.

-Obrigada...serei eternamente grata.

Momentos mais tarde, Bárbara estava reunida com todo seu grupo na sala.

-Enfrentar Burt Gerald...-falou John.-É algo muito arriscado... Ele têm muitos capangas ao lado dele.

-Esqueceram que Burt Gerald é um medroso que faz xixi nas calças?-ironizou Carter.-Ele só tem coragem e ousadia quando está com o seu grupo de filhos da puta. Sozinho, não passa de um velho mijão.

-Acontece que o grupo dele é muito bem armado, seu imbecil. Aqueles filhos da puta têm revólveres e submetralhadoras Thompson!.. Munição o suficiente para nos transformar em queijo suíço!

-Grande merda!..-protestou Lily.-Nós também temos esse tipo de armamento. E aquele grupo não passa de um bando de bêbados e molestadores de viúvas inconsoladas.

-Burt Gerald é um velho miserável de quase setenta anos de idade..-disse John.-Ele sempre usou os comércios locais para realizar suas "pequenas atividades ilícitas"... Benjamin o puniu uma certa vez há muitos anos... ele estava desviando todo o dinheiro que era destinado aos chefes da máfia, direto para sua conta bancária. Benjamin descobriu e me mandou dar uma surra em Burt. O desgraçado ficou todo quebrado e com os dentes espalhados pelo chão.

-Agora será a vez de nossa Lady Bugsy arrebentar aquele porco gordo..-ironizou Morgan.

-O que você pretende fazer, Bárbara?-perguntou Melissa.

-Prefiro não pensar nisso agora..

-Vai ficar de braços cruzados?-perguntou Tom.-Você nunca negou ajuda a ninguém. Nós sempre fizemos tudo conforme às suas ordens... Nunca falhamos em nada. E você sempre tomou decisões sensatas.

-Você sempre foi a mais inteligente de todos nós, Bárbara..-comentou Hannah.-A única que pensa com a cabeça e com o coração.

-Suas decisões sempre salvaram muitas vidas inocentes, Babi -completou Melissa.-Inclusive a minha família, lembra? Senão fosse por você, aqueles cretinos e salafrários do Ronald Baxter teriam violentado a minha mãe e as minhas irmãs.

-E também me salvou de uma dívida de jogo de cartas há seis anos atrás...-disse Morgan.-Senão fosse você, aqueles ratos miseráveis teriam arrancado o meu couro.

-E você me tirou daquele maldito orfanato quando eu tinha quinze anos..-contou Hannah.

-E me tirou das ruas imundas de Nova York..-continuou Carter.-Eu dormia debaixo da ponte do Brooklyn...Eu teria morrido nas mãos dos criminosos se você não tivesse aparecido e me tirado de lá.

-E eu nas mãos do meu pai...-disse Lilly.-Você o conheceu muito bem...ele era um bêbado ordinário que espancava a minha mãe... Numa certa noite, você e o John apareceram e me salvaram dele....se você e o John não tivessem atirado, ele teria me matado.

-Eu fazia parte de uma gangue de mafiosos italianos que viviam aqui na América...-continuou Tom.-Durante um confronto com uma outra gangue, eu fui atingido no ombro e na perna...aqueles filhos da mãe fugiram de lá, me deixando para trás. A minha sorte mudou quando você apareceu bem naquele momento angustiante... você e o John desceram do carro e me ajudaram. Desde então eu sou eternamente grato a você, Bárbara. E serei sempre leal no que for necessário.

-Bom, no meu caso, eu sempre cuidei de você desde menina.-completou John.-Eu prometi ao seu pai que jamais iria te abandonar.

-Você não deve ficar intimidada diante do perigo..-disse Morgan.-Você é a Lady Bugsy...e a Lady Bugsy nunca fica intimidada. Ela atira na bunda de quem for necessário para salvar uma vida inocente.

Bárbara sorriu com uma certa comoção e disse:

-Vocês são mesmo uns safados de merda....mas são a minha família...a única família que eu tenho. E sabem como me encorajar e fazer seguir em frente.

-Você é a única garota líder de um grupo de alienados e indigentes.-ironizou Carter.

Todos riram ao mesmo tempo, inclusive Bárbara.

-Mas é verdade..-continuou carter.-Somos todos um bando de miseráveis que não temos aonde cair mortos!.. Mas mesmo assim, vivemos felizes... vivemos felizes porquê temos uns aos outros.

-Diferente das outras gangues, nós não matamos ninguém por esporte..-disse Melissa.-Apenas fazemos a justiça que é necessária.

-Tem razão..-disse Bárbara.-Nós fazemos a nossa própria justiça... Não estamos aqui para condenar ninguém, estamos aqui para evitar que pessoas inocentes sejam mortas por esses mafiosos e gângster que infestam esse país, aterrorizando famílias indefesas em nome do crime. Nós também somos uma gangue...mas não de assassinos corruptos e covardes. Nós apenas livramos os inocentes das mãos desses criminosos.

-Vai ajudar a Sra. Myers?-perguntou Lily.

-Com certeza sim. Vamos ter uma pequena reunião com Burt Gerald.

Assim que a noite chegou, Bárbara marcou um encontro com Burt Gerald em um restaurante da cidade. Eram nove horas da noite quando Bárbara entrou no estabelecimento acompanhada por Lily e Melissa. Ambas com armas ocultadas debaixo da roupa. Burt estava sentado em uma das mesas e encarou Bárbara assim que a viu entrar pela porta.

-Ora, veja o que temos aqui..-disse ele enquanto segurava uma taça de vinho.-A filha de Benjamin Siegel...

Bárbara aproximou-se da mesa e sentou diante dele.

-Eu soube que você queria falar comigo...

-Exato.

-Bem, eu não costumo tratar de negócios com uma mulher... principalmente se tratando da filha daquele canalha pervertido do Bugsy.

Bárbara olhava para ele com calma e serenidade. 

-Diga logo o que quer, menina. Tenho muitos assuntos para tratar esta noite.

-O único assunto que você terá essa noite, será comigo...E não levantará o traseiro dessa cadeira até eu terminar de falar.

Burt começou a rir de forma debochada e disse:

-Com quem você acha que está falando, sua fedelha?!

-Com um homem morto senão calar a boca e me ouvir.

-Você é uma abusada...

-Senta aí agora!!!!-Bárbara bradou fortemente que assistiu a todos os clientes que estavam jantando ao redor das mesas próximas. Burt foi obrigado a sentar novamente na cadeira por Melissa e Lily que o empurraram de volta contra o assento da cadeira.

-Não brinque comigo, menina...Eu não sou um velho ranzinza...

-Cala a boca!...-Bárbara apontou o dedo para ele e o fuzilou com o olhar.-Você vai ficar sentado aonde está e vai me ouvir. Se tentar alguma coisa, vou arrancar o seu "saco" fora e colocar no cardápio do restaurante.

Burt engoliu em seco e olhou estupefato para ela. 

-Estou ouvindo...-murmurou ele.

-Eu fiquei sabendo que você está ameaçando Alan Myers, o ex-joalheiro da cidade...

-Aquele miserável me delatou para as autoridades locais. Serei obrigado a sumir daqui por uns tempos. Mas antes de ir, vou matar aquele desgraçado...

-Não vai.

-Ah não? E quem vai me impedir? Você? 

Burt começou a rir novamente. Bárbara também começou a rir de repente. Burt parecia se divertir com aquele momento, mas logo seu sorriso desapareceu, dando lugar a uma expressão perplexa de dor. Bárbara enterrara a lâmina de uma pequena adaga no meio das pernas dele, atingindo o membro dele de uma forma que o fez soltar um forte gemido de dor. Bárbara voltou a ficar séria e disse:

-Olhe para mim, seu energúmeno!..Seu velho asqueroso e nojento... bastardo cretino...Olhe para mim, droga!!!

Burt olhou para ela com o rosto vermelho e banhado em suor.

-Você não fará nada contra a família Myers. Se fizer, eu saberei e irei retalhar o seu membro feito um salame e mandar servir como prato principal. Eu fui clara?

O homem estava sufocado pela dor aguda que sentia.

-Vou repetir: Eu fui clara?!

Burt conformou com um gesto de cabeça. Bárbara voltou a sorrir e disse:

-Agora saia daqui...A sua presença me dá náuseas.

Burt levantou com uma certa dificuldade e correu para fora do restaurante. Lily e Melissa sentaram-se na mesa juntamente com Bárbara.

-Pensei que você fosse mutilar o saco dele..-disse Lily com um sorriso travesso.

-Não seria má ideia..-disse Bárbara.-Para um velho pervertido que gosta de correr atrás de garotas jovens, esse seria castigo ideal.

-Você acha que ele vai deixar os Myers em paz?

-Nunca temos certeza de nada, Mel...

Para o espanto de todos ali presentes, o carro de Burt Gerald explodiu subitamente antes que ele pudesse dirigir. As três correram até a porta para ver o carro em chamas. Nesse momento, Morgan se aproximou carregando uma sacola de pano cheia de dinamites.

-"Viva a independência"!-gritou ele com um cigarro na mão.

Bárbara riu e disse:

-Você conseguiu, Morgan.

-Fiz exatamente como a minha chefe mandou.

-Alguém viu você?

-Não, ninguém percebeu. Eu fingi que estava urinando atrás do carro... acendi o pavio da dinamite e joguei pela janela.

-É melhor voltarmos para casa..-disse Bárbara.-O movimento por aqui está começando a aumentar...

-Podemos explodir mais alguém se você quiser...-ironizou Morgan.-Tenho dinamites o suficiente para explodir um edifício.

-Não, não vamos explodir mais ninguém... nós vamos voltar para casa.

-E o que eu faço com as dinamites?

-Enfie aonde desejar, Morgan.

Morgan riu e os quatro andaram até o carro que estava estacionado próximo dali. Em seguida, várias pessoas pararam para assistir o carro de Burt Gerald destruído pelas chamas. O movimento de pedestres aumentou rapidamente. Antes de entrar no carro, Bárbara disse para Morgan:

-Joga o cigarro fora. Nada de fumar dentro do meu carro.

-Sim, senhora!

Morgan jogou o cigarro no chão e entrou no carro. Bárbara retornou para casa com Lily, Melissa e Morgan. 

-Você como sempre preparou uma bela surpresa.-comentou Melissa.

-Burt Gerald nunca deixaria os Myers em paz... Homens desse tipo não costumam ter piedade de ninguém e também não desistem tão facilmente. São tipos como esse que infestam a sociedade.

-Será que a gangue dele se vingará de nós? Acabamos de executar o chefe deles.

Morgan riu enquanto dirigia e disse:

-Terão que beijar a mão da "madrinha" primeiro antes de tentarem alguma coisa.

-Para com isso, Morgan... Não me chame assim.

-Por que não? Don Vito Corleone era o padrinho da máfia. Você poderia ser a "madrinha".

-Não tem a menor graça.

Morgan continuou rindo. Bárbara também sorriu, mas de repente começou a pensar nessa possibilidade de represália por parte da gangue de Burt Gerald....



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