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História Lady Bugsy - Capítulo 4


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 4 - Atentado


Fanfic / Fanfiction Lady Bugsy - Capítulo 4 - Atentado

Naquela noite Bárbara resolveu preparar o jantar para todos. John como sempre estava na cozinha ajudando-a.

-Você sabe que eu não preciso de ajuda na cozinha, John...

-E você sabe que eu sou um velho teimoso. Portanto eu quero ajudá-la.

-Você mesmo me ensinou a cozinhar.

-Você é mais talentosa do que eu.

Nesse momento, Carter, Morgan e Tom estavam jogando cartas na sala.

-Mas que droga, Tom!-protestou Carter.-Você sempre ganha!

-Eu jogo baralho desde criança, meu caro. Conheço todos os truques.

-Você é um safado isso sim...

De repente, Lily e Hannah entraram discutindo na sala.

-Eu não te dei permissão pra usar o meu perfume, Hannah!

-Você tem tantos, qual é o problema?

-O problema é que você não pediu permissão!

-Eu tentei pedir, mas você ficou trancada no banheiro por quase duas horas!

-Eu estava me arrumando...

-Será que as duas "garotinhas" poderiam fazer o favor de calarem essas bocas?!-gritou Morgan.-Estamos tentando jogar!

-Cale a boca você, Morgan!-respondeu Lily.-Não se intrometa em assuntos de mulheres.

-Vocês são duas putas safadas brigando por um vidro de perfume!...

-E você é um filho da mãe nojento que vive com o traseiro grudado na cadeira o dia inteiro!-gritou Lily.

-Heiii!!!-bradou Bárbara com uma colher de pau na mão.-Que diabos está havendo aqui? Porque essa discussão?

-Hannah e Lily começaram..-respondeu Carter.

-O que aconteceu?-perguntou Bárbara com as mãos na cintura.

-A Hannah usou o meu perfume sem a minha permissão.

-E por causa disso gerou essa discussão desnecessária?

-Lily é uma egoísta...-disse Hannah.-Eu tentei pedir, mas ela se enfiou no banheiro por quase duas horas.

-Isso são justifica você ter usado o meu perfume sem a minha autorização!

-Eu não tenho culpa se você é uma cretina egoísta!

-Cretina é você, sua fedelha idiota!!...

-Chega!!!-exclamou Bárbara.-Estão parecendo duas crianças mimadas!.. de onde diabos vocês duas saíram? De algum reformatório?! Tenham mais respeito uma com a outra...Parem com essa discussão. Estou tentando fazer o jantar em paz...E o meu ouvido não é uma latrina! 

-Mas ela não devia ter usado o meu perfume francês!...

-Foda-se o seu perfume, Lily!-exclamou Bárbara com um longo suspiro.-Sabem perfeitamente que eu não tolero nenhum tipo de discussão ou contenda dentro dessa casa! Se quiserem fazer merda, que façam longe daqui!

Dito isso, Bárbara retornou para a cozinha.

-Precisa de ajuda para "educar aquelas crianças"?-gracejou John enquanto cortava uma cenoura.

-Não é necessário... Já estou habituada.

-Se fosse no tempo do seu pai, essas duas teriam levado uma surra de cinto no traseiro.

-Ele era muito rígido?

-Rígido até demais... Estava sempre punindo quem saísse da linha. Não tolerava brigas ou discussões entre seus homens.Eu ficava de responsável daquele bando de delinquentes na maioria das vezes. Estavam sempre discutindo por qualquer motivo.

-O que o meu pai fazia?

-Benjamin aplicava suas técnicas de punição. Não era muito agradável, mas sempre funcionava.

-Eu não me lembro dele direito... Não me lembro de como ele era fisicamente...

-Fisicamente era um homem que chamava a atenção das mulheres... já moralmente, provocava medo nos demais. Você se parece muito com ele... mas ao mesmo tempo, é muito diferente dele.

-Ele me amava?

-É claro que sim, Babi. Apesar das circunstâncias, Benjamin era um bom pai. Ele deixou tudo para você e um pouco para sua tia Lucy. E ele não queria que você crescesse naquele mundo repleto de bandidos e assassinos.

-Mas eu já vivo nesse mundo, John... Há muito tempo que eu vivo cercada por intrigas perigos.

-E nós também vivíamos cercados pelo perigo... Mas hoje, eu tenho orgulho em passar por esse perigo ao seu lado.

Antes que pudesse abraçar John, Bárbara avistou um homem armado com uma submetralhadora Thompson vindo em direção à janela da cozinha. Num gesto rápido e desajeitado, Bárbara puxou John para baixo, caindo no chão juntamente com ele. Naquele momento, o estranho sujeito puxou o gatilho e disparou na a direção da janela. As balas quebraram a vidraça da janela e furaram a parede. Bárbara ficou deitada no chão ao lado de John atrás da pia. Nesse instante, vários homens começaram a atirar contra a casa de Bárbara. Carter, Tom e Morgan estavam deitados de bruços no chão com os braços sobre as cabeças; Hannah é atingida no braço e na perna esquerda. Lily correu até ela e a fez deitar no tapete. As balas atravessavam os vidros das janelas da sala e atingiam os móveis e as paredes. Depois de alguns minutos, os tiros cessaram. 

Rapidamente, Tom, Morgan e Carter pegaram suas armas e olharam para fora das janelas; os atiradores entraram em dois carros e, antes que pudessem fugir, foram alvejados pelas balas das submetralhadoras de Tom e Morgan que foram os primeiros a saírem para fora de casa disparando. As balas atingiram os vidros dos carros. Um dos carros conseguiu acelerar e fugir, mas o outro ficou para trás cravejado de balas. Dois dos atiradores que estavam no carro, foram atingidos fatalmente na cabeça. O terceiro que também estava no carro, foi atingido no ombro. Morgan e Carter correram até o carro. Em seguida, Bárbara e os demais também se aproximaram do veículo. Morgan e Carter arrancaram o sujeito para fora do carro. 

-O que significa isso?!!-perguntou Bárbara com um brado que assustou o homem que estava ferido.-Por que atiraram contra a minha casa?!

O homem estava muito ferido... Morgan e Carter o seguravam pelos braços.

-Responda, seu filho de uma puta!!!-gritou Bárbara assim que pegou o sujeito pelos cabelos e puxou com força.-Que ideia foi essa de invadirem a minha propriedade e atirarem contra mim e minha família?!!!

-Michael Ottis...-sussurrou o homem.

-O que tem Michael Ottis?! Responde!!!

-Foi...foi ele quem nos mandou vir até aqui...vir até aqui matar você....

-Ah sim?...-Bárbara puxou ainda mais o cabelo do homem.-Pois diga àquele filho de uma cadela que se quiser me matar, terá de vir aqui sozinho!

-Vai deixar esse estafermo ir embora?-perguntou Melissa.

-Os outros dois fugiram...-disse Morgan.

-Eu faço questão que esse verme dê o recado pessoalmente ao cretino do Ottis...

Morgan e Carter então colocaram o sujeito de volta no carro. Com uma certa dificuldade, ele conseguiu ligar o carro e dirigir para longe dali.

Nesse momento, Lily estava acudindo Hannah que havia sido ferida.

-Meu Deus, Hannah!...-exclamou Bárbara assim que entrou em casa e viu Hannah deitada sobre o sofá.

-Ela foi atingida na perna e no braço...-disse Lily.

-Me deixe ver...-disse John se aproximando da menina ferida.

John verificou os dois ferimentos com muita atenção e disse:

-Não foi nada grave...os tiros pegaram de raspão.

-Ela ficará bem, John?-perguntou Lily.

-É claro que vai, não se preocupe.

John se aproximou de Bárbara que estava um pouco nervosa e irritada.

-Procure se acalmar...A culpa não foi sua.

-Aquele desgraçado sabe aonde eu moro!...

-Ele sempre soube, Babi... Todos os mafiosos de Nova York sabem aonde você mora. Esta era a casa de Benjamin Bugsy Siegel! Já foi alvo de vários atentados durante anos. Eu mesmo já vivenciei centenas de atentados e confrontos contra o ssu pai nesta casa. As árvores ao redor têm marcas de balas... A varanda tem marca de balas!

-O que eu vou fazer, John?..Se continuarmos aqui, seremos alvos de mais atentados!

-Podemos ir para a minha casa na rua Square..-sugeriu Melissa.-Há seis anos ela está abandonada. Minha mãe e minhas irmãs se mudaram para a Filadélfia assim que eu vim morar aqui.

-Ou também podemos ir para a casa de campo de Benjamin..-disse John.

-Que casa de campo?-perguntou Bárbara com uma certa supresa.

-Seus pai deixou uma casa semelhante a esta no interior não muito longe daqui. É uma casa enorme com vários cômodos e dispensas. Seu pai nunca morou lá. Ele ia apenas nos finais de semana.

-Por que você nunca me contou isso antes, John?!-perguntou Bárbara com certa indignação.

-Seu pai me fez prometer que entregasse essa casa a você somente quando houvesse uma necessidade muito grande.

-Você podia ter feito isso antes, John!-protestou Melissa.

-Eu não disse nada antes porquê tive receio que Bárbara vendesse a casa. Vendesse ou mandasse demolir. Aquela propriedade é muito valiosa.

-Tudo bem, John..-disse Bárbara com um longo suspiro.-Vamos demorar muito para chegar?

-Umas duas horas no máximo.

-Você tem as chaves da casa?

-Tenho todas as chaves.

-Perfeito... Vamos arrumar todas as nossas coisas e vamos para a casa de campo. Partiremos amanhã bem cedo.

-Vai abandonar a sua casa?-perguntou Carter.-Aqui é o lar de todos nós...

-Carter...o importante é estarmos vivos e todos juntos. E o nosso lar, será aonde estivermos juntos e unidos. Mas por enquanto não podemos continuar aqui nesta casa.

-Bárbara tem razão...-disse Morgan.-Não podemos continuar morando aqui. Seremos sempre alvo daqueles filhos da mãe.

-Alguém mais conhece essa casa de campo?-perguntou Melissa.

-Não, ninguém mais. Apenas eu.

-Muito bem...-completou Bárbara.-Comecem a arrumar todos os seus pertences pessoais... partiremos daqui amanhã assim que amanhecer.

-E se alguém resolver nos seguir?-perguntou Lily.

-Vocês sabem muito bem o que fazer...-respondeu Bárbara.

Todos então começaram a organizar seus pertences em malas e baús.

Nesse momento, Michael Ottis protestava furiosamente contra seus homens que haviam chegado.

-Como não conseguiram matá-la?!!-bradou ele.-Estamos falando de uma mulher!... Uma mulher e não um exército! 

-O bando dela, chefe...-disse um deles.-O bando dela conseguiu nos surpreender... Eles atiraram contra nós e feriram o Stan.

-Um bando liderado por uma mulher!!!.. Ela é só uma garota e nada mais!..A gangue dela é minoria. São apenas quatro homens e três mulheres!.. Vocês foram derrotados por essa minoria!.. Bando de inúteis, imbecis!

Dominado pela raiva e frustração, Michael jogou uma garrafa de uísque contra a parede e disse:

-Eu mesmo vou tirar essa bastarda do caminho da máfia!...



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