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História Lady Bugsy - Capítulo 5


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 5 - Terrorismo e recordações


Fanfic / Fanfiction Lady Bugsy - Capítulo 5 - Terrorismo e recordações

Depois de praticamente duas horas de viagem, Bárbara e seu grupo chegaram até a propriedade rural que havia pertencido a Benjamin Siegel. Todos ficaram surpresos com a imensidão do lugar. A casa era grande e com uma enorme varanda e sacada. John destrancou a porta da frente e todos entraram. Todos os móveis estavam cobertos por lençóis brancos e empoeirados. Teias de aranha e pó cobriam as paredes, o teto, o chão e todos os cômodos ao redor.

-Esse lugar está horrível!-comentou Morgan.

-Está abandonada há mais de 24 anos...-disse John.

-Vamos limpar tudo...-disse Bárbara.-Com ânimo e disposição, limparemos tudo em dois dias.

-Tem certeza que é um lugar seguro, John?-perguntou Carter.

-É o único lugar que nunca ninguém pisou, exceto Benjamin e eu. Mais ninguém veio aqui.

-Precisamos fazer compras..-disse Melissa.-Nossa dispensa está quase vazia.

-Está bem...-disse Bárbara.-Você, Lily e Morgan vão até a cidade... Enquanto isso, o restante de nós ficará aqui organizando esse "ninho de ratos".

-Está nos comparando com ratos, Sra. Bugsy?-gracejou Carter.

-Você entendeu o que eu quis dizer, seu idiota. Comece tirando as teias de aranha.

-Sim, senhora...

Bárbara abriu uma pequena valise e entregou um bolo de notas em dólares para Melissa.

-Comprem tudo que precisarem... E precisamos de alguns produtos de limpeza também.

-Está bem.

-E não esqueça da comida para a Anabel.

-Não vou esquecer.

-E procurem tomar muito cuidado.

-Eu as protegerei.-disse Morgan com sua arma na mão.

-É mais fácil as duas protegerem você, Morgan...-disse Bárbara.

-Não sou tão inútil assim.

-Vão logo de uma vez antes que fique muito tarde.

Morgan, Melissa e Lily então saíram de casa e entraram novamente em um dos dois carros que vieram.

Bárbara pegou sua gata no colo e a colocou sobre uma poltrona perto da janela.

-Não se preocupe, Bel..-disse ela carinhosamente.-Seu almoço chegará em breve.

Momentos depois, Melissa, Lily e Morgan chegaram na cidade e iniciaram as compras. Conseguiram comprar todos os mantimentos necessários e vários produtos de higiene e limpeza. O porta-malas do carro estava lotado, assim como o banco de trás. Nesse momento, Morgan aguardava Lily e Melissa do lado de fora de uma loja de artigos femininos, enquanto fumava um cigarro. De repente, avistou três homens estranhos vestindo casacos sobretudo e chapéus pretos entrando em um pequeno bar burguês próximo a loja em que estava parado. Morgan observou os três homens entrarem normalmente. Minutos depois, os três saíram com passos apressados de dentro do estabelecimento e entraram para dentro de um carro. Pouco mais de trinta segundos, o lugar inteiro explodiu. Morgan caiu no chão com o impacto do susto, mas ergueu-se logo em seguida. Gritos e protestos começaram a tomar conta da rua.

Melissa e Lily correram para fora da loja e ficaram perplexas com a cena.

-O que aconteceu?!-exclamou Lily.

-Eu não sei...Vi três homens entrarem naquele bar e logo em seguida tudo explodiu!

-Deve ter alguma ligação com o tráfico de bebidas..-disse Melissa.-Precisamos sair daqui e ir para casa.

-Eu trouxe dinamite caso seja preciso enfiar no traseiro de algum desses safados cretinos...-disse Morgan.

-Vamos embora daqui...

Assim que correram na direção do carro, foram surpreendidos por dois homens da gangue de Michael Ottis que estavam parados próximos ao carro dos três.

-Ora, vejam só..-disse um deles.-A "pequena quadrilha" de Lady Bugsy... O que andam fazendo por aqui?

-Não é da sua conta!-respondeu Melissa com a mão sobre o revólver que trazia dentro do cinto do casaco.

-O Sr. Ottis não está muito satisfeito pelo que vocês fizeram ontem.

-Foi ele quem começou..-disse Melissa.

-Atiraram contra a nossa casa!-protestou Lily.

-Foram ordens do Sr. Ottis.

-Um corno de merda...-disse Morgan de repente.-Sabiam que eu dormi com a mulher dele?

Num movimento rápido, Morgan atirou na cabeça dos dois sujeitos com sua pistola carregada. As balas perfuraram as cabeças dos dois homens que ficaram jogados na beira da calçada.

-Vamos cair fora daqui rápido!-exclamou Melissa.

-Esperem...-disse Morgan que ajoelhou-se em frente ao carro e olhou na parte de baixo do veículo e depois na traseira.

-O que está fazendo, Morgan?-perguntou Lily.

-Estou verificando se não há alguma bomba no carro...

-É pouco provável..-disse Melissa.-Você esteve aqui do lado de fora o tempo todo.

-Tudo bem. Podemos ir agora.

Assim que entraram no carro, Lily perguntou:

-Você dormiu com a mulher do Ottis?!

Morgan deu uma longa risada e disse enquanto dirigia:

-É claro que não!...Eu só quis ver a reação daqueles paspalhos. Eu nem sei se aquele cretino é casado ou não.

-É casado com uma ex-dançarina de salão...feia como o diabo.

-Não contem a nossa chefe...eu já dormi com a mulher do Michael Corleone.

-Você o que???

-É brincadeira, não é?

-Não, não é...estou falando sério. 

-Justo da família Corleone? Você é louco, Morgan?!

-Isso foi há alguns anos atrás. Ela ainda não era casada com o filho de Don Vito Corleone. Eu aproveitei que o miserável estava na Sicília e...passei algumas noites com a Kay.

-E ele nunca descobriu?

-Lógico que não. Os dois não estavam juntos naquela época. E eu estava atirado nas ruas de Nova York, trabalhando em armazéns como carregador de caixas.

-Tem mais alguma coisa que você ainda não contou?

-Sim, tenho várias. Também dormi com a mulher do Fredo Corleone...

-A Deanna???

-Sim...foi há três anos atrás enquanto ele viajava para Niágara Falls.

-Você é completamente louco, Morgan!-protestou Melissa.-Acho que você não conhece a família Corleone.

-São eles que não me conhecem.

Momentos mais tarde, Melissa contou sobre o acontecimento na cidade.

-Lily e eu estávamos dentro da loja quando ouvimos aquele barulho de explosão.

-Quem foram os homens que explodiram o bar?-perguntou Bárbara.

-Eu não sei. Morgan conseguiu ver os salafrários que fizeram isso. É bem provável que tenha sido por tráfico de bebidas.

-Os homens de David Russel... ele é um dos principais chefes do tráfico de bebidas alcoólicas do estado. Ele e Michael Ottis sempre trabalharam juntos e ganharam rios de dinheiro com a exportação ilegal de bebidas.

-Pensei que David Russel estivesse preso.

-Ele conseguiu subornar os policiais naquela época. Nunca foi preso de verdade. Há mais de dez anos que ele vem atuando no mundo do crime. Tirou várias vidas e destruiu estabelecimentos locais que se recusaram a comercializar as bebidas ilegais vindas da Europa. 

-Acha que ele está na cidade?

-Morgan viu três homens estranhos entrarem em um bar...em poucos segundos eles saiem lá de dentro e o lugar inteiro explode! Não seria uma simples contenda.

-E depois demos de cara com dois patifes da gangue de Michael Ottis...

-Mas eu fui mais rápido..-disse Morgan que se aproximou carregando um balde e uma vassoura.-Acertei aqueles dois filhos da mãe antes que pudessem atirar na gente.

-Não devia ter feito isso em plena luz do dia, Morgan...Foi muito arriscado.

-E o que você queria que eu fizesse? Que ficasse parado feito um poste esperando eles sacarem as armas e atirar contra nós?

Bárbara encarou Morgan com um olhar ameaçador que o fez engolir em seco e dizer:

-Está bem, chefe...Eu agi de forma precipitada.

Bárbara continuou olhando para ele daquela forma algoz e assustadora.

-Poderia parar de me olhar desse jeito? Vou acabar urinando nas calças!

De súbito, a gata correu entre os pés de Morgan provocando-lhe um susto enorme.

-Puta merda!...-gritou ele-Vou arrancar o couro dessa sua gata!

-E eu as suas bolas se repetir isso novamente...-disse Bárbara.

Assim que Morgan saiu dali resmungando, Bárbara e Melissa começaram a rir.

-Não fique zangada com o Morgan, Babi...ele salvou as nossas vidas como sempre.

-Não estou zangada com ele, Mel. Morgan sempre foi meu melhor amigo e também um grande protetor. Só fiquei preocupada pelo fato dele ter atirado naqueles homens em plena luz do dia. Eles poderiam estar em um número muito maior.

-Eram somente dois. Não haviam outros.

-Vocês tiveram sorte. Poderiam ter sofrido uma emboscada.

-Babi?

-Sim?

-Por que não vamos embora daqui? Poderíamos ir para a Filadélfia, Los Angeles, São Francisco, Dallas, Memphis...para qualquer lugar longe de Nova York! Você não percebe? Os chefes mais poderosos da máfia americana estão dominando a cidade! Michael Ottis, David Russel, a família Corleone... todos esses estão controlando o crime em Nova York.

-Eu não pretendo ir embora daqui, Mel...

-E o que você acha que vai fazer contra todos esses criminosos assassinos? Somos um grupo muito pequeno contra dezenas de gângster armados até os dentes!... Não somos justiceiros, Babi. Você se esqueceu que é a filha de Benjamin Bugsy Siegel?

-Não, Mel, eu não esqueci... Eu só tento ser diferente dele. Eu não quero fazer parte desses criminosos que tiram vidas inocentes e destroem casas e estabelecimentos para benefícios próprios! Eu não quero ser chamada de "madrinha" ou de "Lady Bugsy", como vocês mesmos me chamam...eu apenas quero poder salvar a classe média que é o alvo principal do terrorismo desses assassinos desgraçados.

-Não pode salvar todos eles, Babi.

-Mas posso fazer a diferença. Quero mostrar que não sou igual aos outros.

-Eu sei que é uma pergunta estúpida, mas...tem algum chefe da máfia que você respeite?

Bárbara suspirou fundo e respondeu:

-Don Vito Corleone... é o único que tem um pouco do meu respeito. 

-O líder mais poderoso de Nova York?

-Não por isso, Mel...mas pelas palavras dele. Palavras ditas não por um criminoso da máfia siciliana, mas por um homem correto ao impor a sua autoridade sem precisar prejudicar ninguém.

-Você o conheceu pessoalmente?

-Uma única vez...Eu tinha doze anos de idade quando o conheci. Eu fui ao armazém de frutas com a minha tia Lucy para ajudá-la com as compras. Enquanto tia Lucy ficava escolhendo algumas uvas e maçãs, eu fiquei ao lado dela esperando... Então eu vi uma banca do outro lado da rua...uma banca de bonecas de porcelana artesanais. Eu atravessei a rua e fui olhar as bonecas...eram absurdamente caras. Naquela época o dinheiro que o meu pai enviava através do John era suficiente somente para manter a casa e a dispensa. Mas era insuficiente para comprar uma boneca daquele tipo. Então eu fiquei alí admirando uma de cabelos dourados e vestido de seda cor de rosa...foi então que um homem parou na minha frente e perguntou porque eu estava chorando...eu respondi que não era nada demais... Ele então foi até a banca e comprou justo a boneca que eu queria e deu ela para mim. Eu disse: "O senhor não precisava ter feito isso." Ele me olhou, sorriu e disse: "No rosto de uma menina tão linda não podem haver lágrimas... apenas o brilho do sorriso". A tia Lucy chegou e agradeceu a ele pela gentileza. Ele me olhou novamente e perguntou o meu nome...eu respondi: "Eu me chamo Bárbara Siegel, senhor." E ele com um sorriso doce me cumprimentou e disse: "Muito prazer em conhecê-la, srta. Siegel. Eu sou Vito Corleone"....



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