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História Lady Bugsy - Capítulo 6


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 6 - O desafio de uma líder pt.1


Fanfic / Fanfiction Lady Bugsy - Capítulo 6 - O desafio de uma líder pt.1

Uma forte tempestade estava se formando e indo em direção a Nova York. As nuvens negras e carregadas cobriram o céu e logo em seguida uma forte chuva começou a desabar sobre a cidade e região. 

Bárbara decidiu subir no sótão naquela noite tempestuosa. Com uma lanterna na mão, ela começou a explorar o ambiente empoeirado. Haviam alguns objetos antigos largados por alí; entre eles um baú enorme de madeira. Bárbara colocou a lanterna sobre uma prateleira ao lado e acendeu o lampião que havia trazido. A chama iluminou o lugar inteiro. Os clarões dos relâmpagos atravessavam as frestas das paredes de madeira e formavam sombras assustadoras no interior daquele sótão. Nada disso assustava Bárbara que iniciou um procedimento para abrir aquele velho baú que estava trancado com um grosso cadeado de ferro. Com o auxílio de um pé de cabra, Bárbara arrebentou o cadeado e ergueu a tampa daquele baú. No interior, haviam vários papéis, livros, uma caixa antiga de charutos cubanos, fotografias antigas, um isqueiro, um revólver, um par de luvas de couro pretas e um par de alianças douradas. Bárbara pegou algumas das fotografias e reconheceu seu pai em algumas delas. Em uma outra foto, havia uma bela jovem de cabelos negros que segurava um pequeno gatinho nos braços. Era a mãe de Bárbara quando jovem. Todos aqueles objetos pertenceram a Benjamin Siegel no tempo em que era um perigoso gângster. Momentos depois, ela pediu ajuda para carregar o baú para baixo. Morgan e Carter carregaram o pesado baú para o meio da sala.

-O que é isso, Babi?-perguntou Melissa.

-O baú do meu pai...eu o encontrei no sótão. 

Bárbara levantou a tampa do baú e disse:

-Encontrei várias coisas aqui dentro...

Assim que viu a caixa de charutos cubanos, Morgan precipitou-se sobre o baú dizendo:

-Charutos cubanos!...Sir Benjamin Bugsy Siegel tinha um gosto excelente!

-Pode ficar com isso se você quiser..-disse Bárbara oferecendo a caixa de charutos para Morgan.

-É lógico que eu quero, minha estimada patroa...

Morgan pegou a caixa e abriu. Os charutos estavam perfeitamente conservados.

-O que mais tem aí dentro?-perguntou Lily.

-Papéis, livros, objetos pessoais... fotografias...

Assim que viu a foto na mão de Bárbara, John aproximou-se e disse:

-A sua mãe era muito bonita... Ela tinha um jeito especial em tratar os bichanos.

-Qual era a idade dela nessa foto, John?

-Acho que vinte anos ou menos. Seu pai se apaixonou por ela na primeira vez que a viu em Las Vegas. Foi lá que ele montou um império do crime.

-Você sabia da existência desse baú?

-Benjamin sempre guardava os seus pertences pessoais em caixas e baús... Antes de morrer ele me mandou trazer esse baú para cá e guardar no sótão.

-Tem várias coisas aqui dentro....

-Ele adorava charutos cubanos e usar luvas de couro.

Bárbara pegou as duas alianças e perguntou:

-E estas alianças?

-Uma era do seu pai...e a outra da sua mãe. Eles se casaram em Las Vegas depois de alguns meses vivendo juntos.

-Ele foi honesto alguma vez na vida?

-Era honesto quando dormia.

Bárbara sorriu e John completou:

-Ele era um dos gangsters mais impiedosos de Nova York... Não costumava ser gentil com ninguém. Mas apesar de tudo, ele amava você. Ele apenas tinha medo de demonstrar isso.

-Por que?

-Ele teve medo de perder você em meio todo aquele terrorismo. Por isso mandou você ir morar com a sua tia.

De repente, Bárbara viu uma fotografia aonde Benjamin está ao lado de Don Vito Corleone em uma festa de casamento.

-Don Vito Corleone?-perguntou Bárbara assim que mostrou a foto para John.

-Sim. Na época o seu pai tinha alguns negócios com a família Corleone. Don Vito o aconselhava a deixar a vida do crime, mas o seu pai era teimoso. 

-Em que lugar eles estão nessa foto?

-Na mansão da família Corleone...era o dia do casamento da filha de Don Vito. O seu pai e mais alguns chefes de famílias haviam sido convidados.

-Don Corleone ainda está vivo?

-Está sim. Mas é o filho dele Michael quem está assumindo os negócios da família agora.

-Você pode me levar até lá?

-Até a casa de Don Vito Corleone? Porque você quer ir até lá?

-Eu gostaria de falar com ele.

-Eu não sei se é uma boa idéia...

-Por favor, John...

-Está bem. Quando você pretende ir?

-Em breve...mas não agora.

-Tudo bem.

-Obrigada, John.

Bárbara fechou o baú e disse novamente:

-Carter, Morgan, levem isso para o meu quarto... Quero separar alguns livros e papéis que têm aí dentro.

-Está bem..-disse Carter.

-Sim, senhora.

-Precisarei ir até a cidade amanhã visitar a tia Lucy. Ela ainda não sabe que estou aqui.

-Precisa de companhia?-perguntou Melissa.

-Acho que vou sozinha dessa vez, Mel...

-Negativo...-disse Tom de repente enquanto jogava cartas sozinho na pequena mesa de canto da sala.-De jeito nenhum deixaremos a senhora ir sozinha. Eu vou com você.

-Obrigada, Tom. Mas eu sei me cuidar sozinha.

-De jeito nenhum vou deixar a "minha senhora" ir sozinha para a cidade...

-Pare com isso, Tom. Eu não sou a sua senhora.

-É claro que é...Eu jurei lealdade no dia que você me salvou. Portanto, Lady Bugsy, não vou deixá-la ir sozinha.

Bárbara encarou Tom por alguns segundos. Ela sabia que era impossível fazê-lo mudar de ideia naquele momento.

-Está bem, Tom... você pode vir comigo.

-Sendo assim, eu também vou.-disse Melissa.

Bárbara deu um longo suspiro e disse:

-Vocês são extremamente chatos, sabiam disso?

-Somos a sua equipe, Lady Bugsy.-disse Melissa com um sorriso travesso.

-Ok, tudo bem...-concordou ela.-Sairemos às nove horas.

-Como você quiser...-disse Melissa.

No dia seguinte, Bárbara foi para a cidade acompanhada por Tom e Melissa. O dia amanheceu chovendo; algumas ruas estavam alagadas. Assim que se aproximou da casa, notou que a porta havia sido arrombada.

-Meu Deus...-murmurou Bárbara que avançou em direção a porta e entrou na casa.-Tia Lucy?!!!

Todos os móveis estavam bagunçados e fora do lugar. Lucy estava jogada no chão com sinais de espancamentos. Bárbara precipitou-se sobre ela e exclamou:

-TIA LUCY!!!...

A pobre mulher ainda estava viva, porém gravemente ferida.

-O que aconteceu aqui???-perguntou Bárbara com desespero ao ver o rosto de sua tia ensanguentado.

-Michael Ottis...-respondeu Lucy com um sussurro.-Ele esteve aqui com aqueles homens.... ele queria saber aonde você estava...me obrigou a dizer aonde você estava...

-Foi ele quem machucou você desse jeito?!

-Os homens dele...os homens dele me bateram...me obrigaram a dizer para onde você se mudou... Michael Ottis quer matar você, minha menina...

-Não diga mais nada...eu vou te levar para o hospital.

-Eu dei um falso endereço a ele...Eu jamais entregaria você...

-Isso não tem importância agora. O importante é levá-la para o hospital... Tom, me ajude a carregá-la para o carro.

Tom então pegou a pobre Lucy nos braços e a tirou para fora de casa. Assim que a colocaram para dentro do carro, partiram na direção do hospital mais próximo dali. Chegando lá, Lucy é colocada em uma maca e conduzida a sala de emergência na qual Bárbara foi proibida de entrar.

-Ela ficará bem agora...-disse Melissa.

Num impulso repentino, Bárbara chutou uma lata de lixo que havia ali em um canto da parede. 

-Fique calma, por favor!-pediu Melissa.

Bárbara sentou-se em uma das cadeiras que haviam ali no corredor e começou a chorar de raiva.... chorava de uma maneira que fez Tom e Melissa ficarem com o coração despedaçado. Melissa sentou ao lado dela e a abraçou. Em seguida, olhou para Tom e disse:

-Poderia trazer um café para ela?

-É claro...

Tom andou até o balcão aonde haviam copos limpos e um bule com café quente a disposição dos visitantes.

-Como puderam fazer isso com uma pessoa de idade?!...-murmurou Bárbara entre lágrimas.-Minha tia nunca fez mal a ninguém....

Nesse momento, Tom sentou-se ao lado dela e ofereceu um corpo de café quente.

-Tome..-disse ele gentilmente.

Bárbara pegou o copo com as mãos trêmulas. Tom sentiu um aperto no peito ao vê-la naquele estado nervoso e disse:

-Basta uma ordem...apenas uma ordem sua, que eu irei até aquele bastardo miserável agora mesmo e vou enfiar uma bala no meio da cabeça dele e de qualquer outro que atravessar o meu caminho!

-Eu não consigo pensar em mais nada...-disse Bárbara, limpando as lágrimas dos olhos.-Eu só consigo pensar na minha tia...No desespero que ela passou quando estava sendo agredida....

-Vamos acabar com o Ottis, eu prometo.-disse Tom.-Vou arrancar um pedaço dele e trazer em uma bandeja para você.

-Não... não quero que faça nada por enquanto. Primeiro eu preciso tomar conta da minha tia.

-Os médicos cuidarão dela, Babi..-disse Melissa.-Aqui ela estará segura.

-Eu ficarei aqui do lado dela...-disse Bárbara.-E vocês dois voltem para casa e digam aos outros para que não saiam de lá até eu voltar.

-O que?-exclamou melissa.-Você ficou maluca? Não vamos deixar você sozinha neste hospital! E se os homens do Ottis resolverem vir até aqui e encontrarem você? O que vai fazer sozinha?

-Eu não tenho medo, Mel.

-Eu sei que você não tem medo, Babi. Mas você está fragilizada agora e não é aconselhável ficar aqui sozinha.

-"Fragilizada"?-repetiu Bárbara abrindo o casaco e revelando dois revólveres, uma dinamite e uma adaga que trazia ao redor da cintura, presos a uma cinta de couro de cobra.

-Mesmo que tivesse uma metralhadora no decote, não poderia ficar sozinha..-disse Melissa.

-Eu não sou uma garotinha indefesa, Mel. Já estive em situações muito mais complexas do que esta. Michael Ottis não me assusta... nenhum daqueles porcos assassinos me assusta. O que me assusta é perder as pessoas que eu amo.

-Não poderá enfrentar uma gangue sozinha..-insistiu Melissa.-É para isso que escolhemos seguir esse caminho junto com você, Bárbara Bugsy Siegel. Para enfrentarmos os inimigos juntos e unidos.

-A Mel tem razão... Não deixaremos a nossa Lady Bugsy enfrentar uma gangue de patifes sozinha.

Depois de pensar por alguns segundos, Bárbara decidiu:

-Tudo bem... Mas um de vocês terá que voltar para casa e avisar aos outros sobre a situação.

-Eu vou..-disse Tom.-Melissa não sabe dirigir muito bem...as estradas estão muito alagadas e escorregadias.

-Está bem, Tom. Diga para o Morgan, Carter e Lily pegarem as armas e virem para cá. Hannah ainda está ferida e precisa se recuperar... Diga para o John ficar lá com ela.

-Agora mesmo, chefe.

Tom então correu para fora do hospital e entrou no carro. Bárbara e Melissa permaneceram juntas ali no corredor. 

Momentos depois, uma enfermeira veio ao encontro das duas e disse:

-Srta. Siegel?

-Sim?

-Vim lhe avisar que a sua tia está bem e já está no quarto. 

-E como ela está?

-Ela foi gravemente ferida, mas vai sobreviver. Felizmente nenhum órgão foi atingido. Pode ir vê-la se quiser.

-Obrigada.

Bárbara e Melissa foram até o quarto aonde Lucy estava dormindo.

-Eu vou ficar aqui do lado de fora...-disse Melissa.

Bárbara entrou no quarto e se aproximou de sua tia que dormia tranquilamente. Acariciou delicadamente o rosto dela e deu um beijo na fronte. 

De repente, a enfermeira entrou e disse em voz baixa:

-Srta. Siegel?... Encontramos isto na roupa da sua tia...

A enfermeira entregou um pedaço de papel amassado e úmido para Bárbara e retirou-se dali. Bárbara desdobrou o papel... 

"A flor que desabrocha na diversidade, será a primeira a morrer despedaçada"....



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