História Lady de Hogwarts - Capítulo 104


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Tom Riddle Jr.
Visualizações 150
Palavras 1.832
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É que talvez eu não poste domingo...

Capítulo 104 - Um novo recomeço


Depois daquela noite, eu e Voldemort voltamos a nos afastar. É claro que até chegarmos a isso, discutimos bastante porque eu era totalmente contra que ele mantivesse Draco entre os comensais, e sempre que eu tocava no assunto, ele se mantinha irredutível e brigávamos feio.

A gota d'água foi quando eu descobri que aquela noite ele passou com a Bellatrix, embora ele tenha me jurado que Greyback estava com eles e que eles só foram atacar trouxas e duelar com aurores. Felizmente, a história era verdadeira, mas só de pensar que ele estava com aquela vagabunda, eu me enchia de raiva e por isso comecei a evitá-lo.

Agora eu passava os meus dias visitando os meus pais, os Malfoy e os Dolohov, e eu mal via Voldemort em casa.

Johanna, por outro lado, visitava Draco Malfoy com frequência. Parecia que eles realmente haviam se tornado amigos, e com ela Voldemort continuava igual aos últimos dias: atencioso e carinhoso, inclusive a estava ensinando a voar sem vassoura. Ele era tão persuasivo que conseguiu o perdão da filha, e agora eram grandes amigos.

As coisas seguiram assim até que chegou o dia 31 de dezembro, o dia do aniversário dele. Apesar de estarmos brigados, ainda dormíamos na mesma cama, e assim que eu acordei naquele dia, fiquei observando-o a dormir. Eu ainda o amava tanto e vê-lo assim tão vulnerável e com a expressão serena no rosto me fazia querer cuidar dele e abraçá-lo forte. Hoje era o aniversário dele, e as únicas pessoas que ele tinha que gostavam dele de verdade eram eu e a Johanna.

Tive que disfarçar e fingir que também estava acordando naquela hora assim que ele abriu os olhos, apesar de eu ter certeza que ele já estava acordado e que sabia que eu estava ali há algum tempo.

- Bom dia, Claire. – ele falou com uma voz de sono e eu respondi mecanicamente, me levantando em seguida – está tão linda hoje...

- Poupe-me, Voldemort. – eu respondi rispidamente apesar de ter sorrido por dentro e ele riu, se levantando em seguida.

- Podíamos dar uma trégua hoje já que é o meu aniversário... você podia ser mais carinhosa comigo... – ele pediu e eu suspirei.

- Você nunca gostou de comemorar o seu aniversário!

- É porque antes eu ainda não havia dado valor ao que é ter a minha mulher e a minha filha comigo... aliás você disse que ia pensar se voltava ou não comigo, ainda não deu tempo de pensar? – ele perguntou e eu saí do quarto sem responder.

Desci imediatamente para tomar café e quando cheguei lá, vi Johanna já sentada e a mesa posta. Assim que ela me viu, ela me abraçou e me beijou como sempre.

- Preparei para o papai... espero que ele goste... – ela disse com os olhinhos brilhando. Tão parecida com o Milllard quando queria impressionar o pai.

Não demorou muito e Voldemort desceu, e assim que Johanna o viu, se jogou nos braços dele e o beijou no rosto para felicitá-lo pelo aniversário. Voldemort teve o cinismo de não só agradecer como fazer um pequeno discurso de como aquele dia já estava sendo especial pra ele já que ele tinha as duas mulheres da vida dele com ele. Em seguida, Johanna entregou um pacote a ele que continha uma linda gravata preta com detalhes em prata que eu havia ajudado escolher e que eu sabia que combinaria muito bem com ele, e foi vendo ele demonstrar uma falsa e exagerada gratidão que eu tive a minha primeira crise de risos naquela manhã.

- Voldemort, você podia considerar fortemente o teatro! Sério, as peças bruxas estão perdendo um excelente componente! Você soa tão verdadeiro que eu quase acredito que você está satisfeito e emocionado com tudo isso! – eu digo e Johanna olha pra baixo em sinal de constrangimento e Voldemort me olha fingindo estar ofendido.

- Você realmente não acredita que eu estou mudado, não é Claire? Só Johanna parece me entender e reconhecer o esforço que eu faço para ser um homem melhor para vocês duas... – ele diz em um tom de voz baixo e eu volto a rir.

- Fico feliz em ver que está sendo um bom pai pra ela, mas a mim, você não engana! – eu retruco e ele me deixa sem resposta.

Comi em silêncio durante toda a refeição enquanto escutava Johanna conversar animadamente com o pai. Pelo que escutei, agora ela já sabia voar sem vassoura e ele a havia treinado em feitiços. Johanna nunca quis aprender a magia das Trevas, mas Voldemort a havia treinado nos reflexos e na precisão ao executar os feitiços. Por fim, Johanna tentou persuadi-lo a passar o dia com ela e ele garantiu que desmarcaria todos os compromissos dele só para atendê-la.

- Sua mãe é bem vinda para se juntar a nós, se quiser... – ele comentou e olhou pra mim.

- Quer saber? Eu aceito. Quero ver onde isso vai dar! – eu respondi e ele sorriu junto a Johanna.

- Não sabe como me fará feliz... – ele retrucou e eu revirei os olhos enquanto ele e Johanna riam.

Tá, vou confessar que apesar de todo cuidado e estado de alerta que eu ficava, eu gostava de vê-lo se dando tão bem com a minha filha, a única preocupação que eu tinha era de ele querer manipulá-la para agir por ele em Hogwarts assim como ele havia manipulado Draco quando o tornou comensal. O pior de tudo era que as minhas suspeitas pareciam se confirmar quando ele incentivava a amizade dela com Draco e jogava indiretas dizendo que nada o deixaria mais orgulhoso do que ver a marca negra gravada no braço da minha filha, apesar de ela dizer com todas as letras que jamais deixaria que isso acontecesse.

Assim que terminamos o café, Voldemort disse que tinha a intenção de nos levar para comer fora, então nós duas seguimos para o andar de cima para nos arrumarmos e ele seguiu para a biblioteca porque precisava ler alguns relatórios.

- Sabe, mãe, eu realmente acredito que ele possa estar mudando... outro dia nós estávamos conversando e eu pedi a ele para parar de matar as pessoas. Então, ele me explicou que as vezes era para se defender, mas que ele prometia que iria diminuir as mortes e que só mataria quando não tivesse jeito mesmo. – ela me falou totalmente otimista – uma vez Dumbledore me disse que o amor é capaz de mudar as pessoas, quem sabe com o meu eu consigo mudá-lo, fazê-lo desistir de matar o Harry e fazê-lo se arrepender dos pecados dele?

- É lindo o que você quer fazer, minha filha, mas o seu pai não tem solução, inclusive tenho medo de ele estar manipulando você e no fim você se decepcionar com ele. – eu respondi sendo sincera – vivi com o seu pai por anos e o amei imensamente, mas falhei miseravelmente em tentar torná-lo uma pessoa melhor.

- Ele não está me manipulando... bom, exceto nas horas que me pede para persuadi-la a voltar com ele, e ate que eu não acho mais muito mã ideia, apesar de preferi-la com o Greg. O meu pai gosta de você de verdade, mãe e no fundo acho que ele está arrependido e quer reconstruir a vida com a gente... – ela me respondeu toda esperançosa.

- Ah, minha filha... – eu comecei, mas me interrompi. Eu não queria estragar a felicidade da minha filha

Quando ficamos prontas, descemos as escadas e encontramos Voldemort sentado na sala com um jornal nas mãos, assim que ele nos viu, ele deu um sorriso lindo, veio até nós e aparatou conosco até um lindo restaurante ao ar livre. Johanna estava deslumbrada e eu estava feliz, por vê-la assim. Voldemort foi cavalheiro desde a hora de puxar a cadeira até a hora de ser educado com o atendente. Como ele estava na forms humana, estava irreconhecível e por isso pudemos ter uma refeição tranquila.

O restaurante era enorme, então após comermos, decidimos dar um passeio pela propriedade, só parando para nos sentar na grama. Fazia um dia agradavel, então decidimos desfrutar da natureza daquele local, mas assim que conjuramos uma toalha para nos sentar, Johanna nos deixou à sós propositalmente com a desculpa de ir buscar sorvete. Fez-se um silêncio tão constrangedor quanto agradável, mas foi Voldemort a iniciar uma conversa.

- É estranho. – ele disse aguçando a minha curiosidade.

- O que é estranho? – eu perguntei me virando para olhá-lo.

- Tudo! Sou o bruxo mais poderoso de todos os tempos, consegui reunir diversos seguidores ao meu redor, e por mais que as trevas seja a minha morada, ainda sim, consegui gerar filhos. Definitivamente, isso não estava nos meus planos, e definitivamente, eu já os quis mortos, mas vendo Johanna, eu só consigo pensar que em meio a escuridão, também pode haver um ponto de luz. Não sabe o quanto eu gosto dessa garotinha tola!

- Gosta mesmo ou só está vendo nela uma arma em potencial? – eu perguntei arqueando as sobrancelhas.

- Por que você é incapaz de acreditar que eu posso sim gostar de alguém além de mim mesmo? Não quero usar Johanna, assim como eu desisti de usar você. Claire, eu queria que você estivesse ao menos um segundo na minha cabeça para perceber o quão feliz eu estou por estar com vocês duas hoje. Quando eu era pequeno, diversas vezes eu desejei que alguém viesse, me tirasse do orfanato e me desse um dia bom no meu aniversário, mas com vocês o dia está sendo maravilhoso e eu só consigo parar para pensar no quão tolo eu fui para afastá-la de mim e perder todo o desenvolvimento dos nossos filhos. São ótimos garotos, não vou negar, mas tudo porque eles tiveram a melhor mãe possível...

- Agora eu sou uma boa mãe? Até um tempo atrás...

- Até um tempo atrás eu estava louco de ódio e de desejo de vingança, mas eu nunca vou conseguir fazer mal a você de novo, eu não suportaria perdê-la de novo. Quando a vi se afogando na câmara, eu senti coisas que eu nunca havia sentido, eu só queri protegê-la e salvá-la... assim como você tem me salvado durante todo esse tempo.... por favor, Claire, me salve outra vez... volte comigo...

Ele pediu e dessa vez eu decidi atendê-lo. Parte de mim acreditava que ele só estava me manipulando outra vez por medo de eu destruir as horcruxes, mas por outro lado, não seria tão mais fácil me matar? Eu o amava tanto, mas tanto que dessa vez decidi ouvir o meu coração e parar de lutar comigo mesma. Eu o beijei, beijei com todo o meu amor e ele correspondeu com toda a intensidade do mundo.

Nos separamos quando o ar nos faltou e assim que olhamos para o lado, vimos Johanna nos olhando e sorrindo. Foi impossível não sorrir também, pelo menos tentar sorrir, porque ele voltou a me beijar quase no mesmo instante. Aquele era o marco de um novo recomeço.


Notas Finais


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