História Lafayette - Capítulo 3


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Categorias Guns N' Roses, Lana Del Rey
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Lana Del Rey, Personagens Originais, Slash
Tags Adolescente, Axl, Drama, Duff, Duzzy, Guns N' Roses, Izzy, Lana Del Rey, Lanaxl, Slash
Visualizações 12
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Izzy <3

Capítulo 3 - Capítulo III - Jeffrey Dean


Fanfic / Fanfiction Lafayette - Capítulo 3 - Capítulo III - Jeffrey Dean

Eu sou Jeffrey. Jeffrey Dean. Nascido no dia 15 de janeiro de 1958, criado aqui mesmo, em Lafayette. Nunca vi nada além das fronteiras dessa cidade.

 

Eu sou filho único, morava com meus pais até que um acidente tirou a vida do meu pai. Foi o momento mais difícil da minha vida até agora, só terá outro quando eu perder minha mãe. É triste já pensar sobre a morte dela, mas é pior se iludir. Um dia os pais se vão e não há nada a se fazer sobre isso.

 

A ajuda dela foi imprescindível pra eu me recuperar, dela e do meu melhor amigo William, melhor e único. Se eu já não era de muitos amigos antes da morte do meu pai, depois tudo piorou. Eles eram as únicas pessoas com quem eu tinha contato.

 

O William mora na mesma rua que eu, então o único trajeto que eu fiz durante muitos meses foi da minha casa até o final da rua pra casa dele. Tinha dias que nem isso eu conseguia fazer, então ele vinha até a minha casa e me tirava da cama na marra pra me fazer pelo menos escovar os dentes.

 

Eu não sentia vontade de comer, beber, assistir TV, sentar no balanço de pneu amarrado na árvore em frente a varanda e balançar por horas como eu fazia quando era mais novo. Eu juro que tentava retirar forças de tudo que fosse possível mas tudo o que eu queria era ficar deitado, nisso as lembranças do meu pai sempre passavam pela minha cabeça e claro, eu chorava muito.

 

Eu só consegui me reerguer quando olhei pra minha situação e vi que as duas outras pessoas mais importantes pra mim ainda estavam aqui e meu estado os fazia sofrer. Os olhos da minha mãe refletiam agonia por não saber o que fazer comigo misturada a dor de perder o homem que amava, mas ela me disse que eu era a força dela. Eu era a coisa mais bonita da união dos dois e que faria de tudo pra me ver bem. Depois disso eu não tinha opção a não ser dar a volta por cima e seguir em frente.

 

Obviamente isso me atrapalhou na escola, reprovei por faltar demais às aulas. Will dizia que sentia falta de mim lá já que ele também não tinha outras companhias, nesse tempo ele conheceu o Saul então quando eu voltei passamos a andar juntos.

 

Os dois ficaram muito populares na minha ausência, descobri que saíam muito pra festas e, por andar com eles, acabei virando popular por associação. A coisa é tão estranha que tem pessoas que juram que me vêem em festas que eu nunca fui. Pra falar a verdade eu não curto muito ir a festas, mas teve uma vez que o Will e o Saul insistiram tanto pra eu ir em uma que acabei indo.

 

A festa era na casa de uma tal de Mary, estavamos eu, o Will, o Saul e duas meninas, Carmen e Elizabeth. Fiquei um pouco desconfortável no começo mas depois que bebi umas latas de cerveja fiquei mais solto. Tudo aquilo era muito novo pra mim e eu estava gostando. Quase no meio pro final da festa um garoto loiro e muito alto deu de cara no chão na nossa frente e não levantou mais. Era o segundo desmaiado na nossa roda já que a Elizabeth tinha tomado seu primeiro porre e estava meio desacordada no colo da Carmen. Ficamos preocupados e vigiamos ele porque parecia que ele estava sozinho.

 

Ninguém conhecia ele além de mim. Como eu conheci ele? Ele se mudou recentemente pra casa em frente à minha.  Um dia eu estava indo pra casa do Will quando percebi que haviam pessoas segurando caixas em frente à casa. Meu olhar passou rápido até parar em um garoto loiro e muito alto, fiquei feliz por finalmente a casa ser ocupada. Enquanto eu caminhava meus olhos seguiam ele até eu me dar conta que estava quase girando meu pescoço em 360° pra vê-lo.

 

Ele tinha um sorriso bonito. Eu sei que é estranho um garoto achar bonito o sorriso de outro garoto, mas eu achei mesmo. Ele me fez sentir uma coisa estranha, eu tinha vontade de ficar olhando em direção a casa dele pra, talvez, conseguir vê-lo. Fiz isso durante uns dias, mas ele quase nunca estava lá. Não sei se é certo ou errado esses sentimentos, mas quem liga? Não é como se eu precisasse contar pra alguém, muito menos pra ele. Então eu ficava de longe observando ele.

 

Quando já estava amanhecendo nós já estavamos indo embora da festa, nós levamos o garoto junto porque eu disse que sabia onde ele morava. Nós caminhamos em 6 até a Carmen e o Saul, carregando a Elizabeth, continuaram seus caminhos. Eu e o Will viramos a esquina em direção à nossa rua enquanto o garoto estava apoiado em nossos ombros, ele já estava consciente mas não conseguia andar direito.

 

No caminho tentamos puxar conversa com ele pra que ele não apagasse de novo e nisso descobri o nome dele, era Michael Andrew, mas como ele mesmo disse, gostava de ser chamado de Andrew.

 

Eu não vou mentir, estar em contato físico com ele me deixou nervoso. Ele estava com o braço esquerdo passando por cima dos meus ombros e por ele ser mais alto que eu, se eu virasse a cabeça pra cima podia ter uma visão bem detalhada do seu rosto. Teve um momento onde ele deixou a cabeça cair para o meu lado e ficou de olhos fechados, eu estava com o rosto virado pra ele também. Foi um momento muito tenso, eu podia sentir o ar sair do nariz dele e se chocar contra minhas bochechas. Eu respirei fundo e virei o rosto para o outro lado e torço pro Will não ter reparado.

 

Não tive muito tempo pra disfarçar já que logo em seguida chegamos em frente à casa dele. Nós deixamos o Andrew na porta e ele conseguiu entrar em casa sozinho, foi até melhor que não precisamos chamar alguém. Depois disso eu me despedi do Will e ele foi em direção à própria casa. Eu entrei na minha casa e subi pro meu quarto, deitei na cama e sorri como um idiota.


Notas Finais


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