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História Laftel School - Capítulo 7


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Notas do Autor


Capítulo novooooooooooooo
Boa leitura

Capítulo 7 - Milagre


Fanfic / Fanfiction Laftel School - Capítulo 7 - Milagre

 Os olhos afiados como uma lâmina pareciam cansados, olhando para os móveis destruídos ao seu redor, admirando o estrago que aconteceu no cômodo. Killer finalmente acordou, mas Kid continuava dormindo. O ataque que recebeu do Doflamingo o deixou gravemente machucado. Depositando os dedos sobre o próprio queixo dolorido, riu idiotamente enquanto erguia o corpo para se levantar.

— Mas que diabos, fomos esquecidos. Autor maldito.

 O som de bocejo poderia ser escutado ao seu lado. Kid tinha acabado de acordar, colocando a mão na testa. Ele grunhia com o calombo roxo que tinha se formado desde que levou um soco a queima-roupa de Doflamingo.

— Cadê o Law? O que aconteceu aqui? E o Doflamingo? — Começou a entupir a mente do companheiro com perguntas — Espera, fomos esquecidos! — Bradou, ficando de queixo caído.

— Parece que eles não estão mais aqui. Veja. — Apontou o dedo para a janela, vendo o estabelecimento completamente vazio — Vamos sair daqui. Conseguiremos informações cedo ou tarde.

 Killer parecia calmo por fora, mas dentro de si acumulava uma fúria tão intensa que nem mesmo Kid, um dos poucos que o compreendia, conseguiria entender. Foi humilhante para ele ser chutado daquela maneira. Foi um descuido que levará para a sua vida toda. Conheceu Law no ginásio há muitos anos, presenciando uma pessoa problemática igual a ele pela primeira vez na vida, em seguida, Kid, seu parceiro. Acreditar que Law esteja morto estava fora de cogitação, preferiria imaginar que ele acabou com o pai com as próprias mãos.

 Atento, olhou para a porta ao ouvir sons de passos. Fitando a janela com tamanha precisão, notou um rapaz subindo as escadas. Ele possuía cabelos negros que iam até a nuca, e em seu rosto havia sardas. Parecia estar de mau humor.

 Abruptamente, a porta foi aberta, assim, Kid e Killer conseguiram saber de quem se tratava, era o irmão de Luffy, Ace.

— Oe, o que aconteceu aqui? — Apressou os passos para socorrer Kid, que estava ferido. Mas recusou os avanços do moreno.

— Eu estou bem, idiota, mas quero saber o que diabos houve! — Exclamou Kid, formando uma carranca em sua face.

— Eu estava querendo me divertir um pouco, mas vejo que não tem ninguém aqui... e... — Começou a olhar para os móveis destruídos — Espera, vocês estavam se pegando?

 Era nítido o quanto ambos amigos ficaram furiosos com esse comentário, mas decidiram ignorar por enquanto. Erguendo os braços para cima, Killer bocejou e estralou os dedos.

— Seu irmão não está aqui, pelo que parece. — Killer apoiou os braços sobre uma cadeira.

 Não demorou muito para o celular do moreno começar a vibrar e em seguida iniciar um toque. Estranhando, tirou do bolso rapidamente e colocou no ouvido.

­— Alô?

— Irmão...

— Sabo, você está me ligando da onde? E o que houve com sua voz? Parece que está chorando. — O olhar de Ace era de preocupação.

— O Luffy, ele... está correndo risco de vida, o coração dele não está querendo bater. Ele está morrendo... Eu não sei o que fazer, irmão.

 Ao ouvir “ele está morrendo”, os olhos de Ace se arregalaram, imaginando o seu irmãozinho na cabeça. Não conseguia ao menos proferir uma palavrar em resposta, tudo pareceu embaçado na sua visão. Era seu irmão, seu querido irmão. Caminhou para trás e tentou voltar a si.

— Onde vocês estão?

— Estamos na Drum Hospital, fica perto de casa, umas três quadras.

— Estou indo aí irmão, não chore, ele vai sair dessa, e depois me explique o que aconteceu.

 Desligou o celular, colocando-o no bolso. Suas mãos tremiam e sua boca e seus lábios moviam-se trepidamente preocupado com o irmão. Os dois rapazes a sua frente perceberam de imediato, já entendendo do que se tratava.

— Ei, vocês têm algum automóvel para me emprestar? — Perguntou.

— Pode levar minha moto. — Respodeu Killer — Toma — Tirou do bolso a chave e jogou para o Ace.

 Não esperava que fosse receber ajuda tão facilmente assim, mas aceitou de bom grado, abaixando a cabeça em agradecimento. Killer poderia ser um delinquente barra pesada, um dos piores tipo de pessoa de acordo com a sociedade, mas ele ainda assim era humano, e, diferentemente de muitas pessoas, conseguia ver algo diferente nos seres. Apenas o olhar de Ace diante a situação o fez perceber que ajudá-lo seria o melhor a se fazer.

 Ace desceu as escadas correndo e sumiu como um “relâmpago” atrás de seu irmão.

— Tsc, você realmente é estranho. — O ruivo, inerte, olhou para a janela quebrada — Não sei a razão de emprestar sua moto a ele, mas você pareceu um cara legal agora. O tipo de cara que todas as meninas gostam.

— Idiota, sei que você faria o mesmo. — Sorriu perspicaz.

— Hum... idiota, tanto faz.

— Agora precisamos sair daqui, a polícia deve estar chegando.

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No hospital, todos estavam no corredor sentados esperando algum retorno positivo do estado de Luffy, exceto Zoro, que estava em uma sala recebendo alguns pontos em sua barriga. Nami não aguentava mais ficar chorando, seus olhos estavam borrados, com uma mancha no rosto devido a maquiagem. Sanji mordia o maxilar, tentando não chorar. Robin estava cabisbaixa, lacrimejante. Sabo estava em estado deplorável, culpando a si mesmo, já que, de alguma forma, poderia ter evitado tudo isso se fosse mais atento. Vivi estava encostada na porta, acomodada no chão frio. Assim como a morena, estava com os olhos marejados.

— O vovô vai me matar... droga. — Colocou a mão na cabeça — Aquele maldito do Doflamingo...

 Nesse breve momento, Ace aparece na sua frente, olhando-o desolado.

— O que aconteceu? O que houve com o Luffy? — Indagou.

— Luffy brigou com um homem chamado Doflamingo, um corsário.

— O que? Como diabos isso pôde acontecer, merda!

— Eu fui perceber tarde demais, irmão. Não sabia que-

 Não deu tempo de Sabo terminar, sentindo o gosto férreo de sangue na boca com o soco que recebeu do irmão, caindo no chão como um fraco. Nami, Vivi e Robin tentaram segurar o moreno, porém Sanji as impediu.

 Lentamente, Ace se agachou e puxou o irmão pelo colarinho. Inclinou o braço e desferiu mais um soco friamente. Sabo não tentava se defender, sabia que estava errado, esse era o seu castigo, de certa forma. Não tinha mais nada para falar.

 Depois de fechar o punho mais uma vez, o mais velho o largou e se levantou, fitando o teto e lembrado da promessa que fez para “aquele homem” quando era criança.

“Se eu não voltar, quero que cuide do meu filho como um irmão, quero que o proteja”.

 Irritado, soca a parede e vira o rosto indignado pela sua incompetência, mas não podia fazer mais nada a não ser ter fé e esperar por um milagre agora.

 Na sala de operação, Luffy se encontrava na cama. Estava em coma, respirando a base de aparelhos. Nesse momento, não possuía os cinco sentidos, apenas o seu cérebro funcionava. Não passava de um ser inanimado, completamente vazio.

 Os médicos tentavam reanimar o garoto, mas não obtinham resultado algum. Ele não foi afetado externamente, muito pelo contrário, todo o dano foi interno, afetando seus rins e seu coração. A luta contra Doflamingo o levou a “quase morte”, e estava prestes a perder tudo, até mesmo o seu coração. No entanto, ele cumpriu seu papel, salvou uma alma manchada com suas palavras, um dom herdado de sua mãe. Morreria feliz e de bom grado, no entanto...

 Uma neblina começou a percorrer um ambiente completamente vazio, escurecendo tudo à medida que a fumaça sinistra percorria o lugar. Luffy então olhou para as mãos, percebendo que está vivo, mas não da maneira que imaginava. Seus olhos opacos fitavam a escuridão que se formava, ajoelhando-se consternado. Há poucos instantes estava na cama do hospital, querendo entender o que se passava, e agora nesse mundo vazio e tão sem vida? Era um sonho?

— Por que está acontecendo isso comigo, o que eu fiz? — Sua voz parecia um clamor.

 Não obstante, um clarão irradiante como o sol permeiou o local, destruindo a escuridão como se ela fosse uma parede de vidro. Seu corpo parece mais leve, como se tivesse tirado um grande peso de suas costas. Com suas vistas turvas, visualizou o homem a sua frente usando uma capa, o semblante dele era de amabilidade, e Luffy o conhecia muito bem.

— Pai...

 Monkey D. Dragon, o falecido pai de Luffy.

 Esfregou os olhos com o antebraço para ver se era realmente real, arrastando-se para trás achando ser um fantasma.

— Não seja tolo, garoto, sou eu. — Sua voz grossa e imponente só podia ser dele, Luffy não tinha mais dúvidas quanto a isso.

— O senhor está morto, pai, o senhor! Ahhhhhhh! — Gritou assustado. Finalmente entendeu o que se passava.

— Ora, ora, até que enfim o burro percebeu. — Gargalhou eufórico.

— Papai. — Apontou o dedo para o seu pai — O senhor me abandonou, você tinha falado naquela época que iria voltar e não voltou. Era uma promessa! — Sentiu as lágrimas correrem.

— Eu morri aquele dia, o único arrependimento que tive foi não ter dito que eu te amo, meu filho. — Falou — Fiz muitas escolhas erradas na vida e mereci a morte, mas você ainda não pode morrer.

— Mas já estou morto. — Olhou para baixo.

— Você ainda não está totalmente morto. — Cruzou os braços — Veja.

 Uma fumaça branca da qual parecia uma tempestade de neve, formou um círculo. No centro, Luffy viu a imagem de Nami e seus amigos no hospital. Seus olhos se encheram de lágrimas e uma vontade imensa de ver eles, se apossou de seu corpo.

— A fé deles é maior do que qualquer coisa que eu já vi. São companheiros de verdade, são como irmãos para você. — Lentamente um leve e quase imperceptível sorriso era formado nos lábios de Dragon.

— Companheiros... Nami... — Apenas a imagem de Nami e seu sorriso doce invadiu sua mente de primeira, logo após, seus amigos apareciam um a um como retratos.

— O que você fez com Doflamingo é algo que eu não esperaria de ninguém, apenas de sua mãe. De certa forma estou bem orgulhoso de ter um filho como você, mas agora não é a hora de conversarmos, seus amigos os espera. — Falou.

— Pai, eu tenho tantas coisas para falar para o senhor.

Era um homem muito difícil de lidar, com conceitos diferentes dos padrões que as famílias seguiam. Só teve uma única vez que abraçou seu filho ou se despediu com um boa noite. Luffy tinha 2 anos, e, embora fosse muito pequeno, o peso daquela palavra vinda de seu pai naquela época o impactou de uma maneira contagiante, esboçando um sorriso enorme. Dessa vez não era diferente, Dragon relutava em abraçar seu filho, mesmo querendo com todas as suas forças demonstrar que o amava.

 Porém, uma força maior empurrou Dragon, consequentemente abraçando Luffy. Ao olhar para frente em meio ao abraço, viu uma mulher de longos cabelos negros sorrindo radiante com a cena. Não havia outra pessoa que Dragon conhecia tão bem quanto ela, sua querida e amável mulher.

— Adeus, Luffy. Espero que não apareça até nós tão cedo.

— Nós?

 Seu espirito desapareceu...

.

.

Os médicos se entreolharam tristes. A pressão entre eles era muito grande, tinham feito de tudo para que o coração de Luffy voltasse a bater, mas todas as opções falharam. Um deles se sentou em uma cadeira exausto, tirando a máscara. Sua respiração encontrava-se acelerada e se sentia frustrado.

— Não conseguimos. Droga, o que falaremos para eles. Prometi a aquela ruiva que tudo estaria bem. — Era nítido o quanto zelava pelos seus pacientes.

— Fizemos de tudo. — Disse o outro médico exaurido.

 Foi então que, nesse curto período de tempo, uma enfermeira observou um dos dedos das mãos do moreninho se mover. A surpresa tomou conta e o quadro se tornou estável novamente, o coração voltou a bater milagrosamente, espantando os profissionais.

— Isso é... impossível.

— Um milagre não é impossível. — Um homem de avental médico se manifestou entre eles com uma expressão orgulhosa. Seu ombro estava enfaixado e sua barriga composta por ataduras, e mesmo assim estava ajudando a salvar Luffy como um débito por ele ter "salvado" seu pai.

— Law-san, isso é inacreditável, ele estava praticamente morto.

— Só os fracos desistem quando estão à beira da morte.

 

 

 

 

 

 

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, deixem seus comentários sz
Até a próxima.


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