História Lagos, epitáfios e recomeços-por lugares incríveis - Capítulo 9


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Categorias Por Lugares Incríveis
Personagens Personagens Originais, Theodore Finch, Violet Markey
Tags Ansiedade, Jennifer Niven, Livros, Por Lugares Incriveis, Romance, Romance Adolescente
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Palavras 956
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiiii genteeeee
Finalmente eu voltei,e voltei trazendo o final da fic.
Espero muito que vocês tenham gostado da história,por que eu pretendo escrever mais por aqui e lá no Wattpadd.Descobri que escrever é uma coisa viciante.
Peço desculpas aos (poucos) leitores que acompanharam a fic pela demora.Eu enfiei na minha cabeça que ninguém ia ler isso aqui,e por isso desanimei.
É isso,um bj pra vcs,flwss

PS: FINALMENTE a Jennifer Niven revelou quem vai interpretar o Finch no cinema!Agora finalmente o filme de atbp vai, Amém ksksk

Capítulo 9 - Capítulo final-Violet


Dois anos se passaram após a montanha russa que foi aquele 26 de abril.

Fui a casa de Finch no dia seguinte.Como ele ainda não queria sair do quarto,ficamos enfiados dentro do closet, dividindo um saco de Doritos.Conversamos sobre tudo que andava acontecendo com ele.No começo, Finch não queria “jogar todos os próprios problemas em cima de mim”,mas eu o convenci, dizendo como ele me ajudou com todos os fantasmas que me assombravam depois que minha irmã morreu.

Depois de tudo que aconteceu, ele ficou assustado.Realmente assustado.Disse que não tinha tomado consciência do quão fora de si ele ficou durante aqueles dias,e que tinha medo de entrar naquele estado horrível de novo.

Eu tento ao máximo manter o controle e só acenar positivamente com a cabeça,mas algumas lágrimas escorrem do meu rosto só de ouvir e lembrar o que aconteceu.

Quando você ama alguém,seja um amigo,sua mãe, qualquer pessoa,e esse amor é tanto que parece não ter espaço dentro de você, qualquer possibilidade de perder essa pessoa te assusta.Como se perder no supermercado aos 6 anos,mas infinitamente pior e infinitamente mais assustador.

E aí,de alguma maneira,essa pessoa ainda está aqui,do seu lado, olhando nos seus olhos.

Nesse momento, eu só quero agarrar Theodore Finch e não soltar nunca mais,para que ele nunca saia da minha visão novamente.Quero chorar de alívio até os olhos secarem e o resto do corpo desidratar.O amor que dentro de mim não cabia agora parece ter ainda menos espaço.

O amor dói,sim.É a segunda vez que a vida me prova isso,mas a primeira onde nenhuma tragédia acontece.

Chego a um ponto onde ignoro totalmente o auto controle e faço exatamente isso.Agarro Finch pela cintura e choro como uma criança que acabou de cair da bicicleta.


-P-promete,n-nunca ma-ais f-fazer isso c-comigo?

-Não posso prometer uma coisa dessas, Ultravioleta.-Ele ri baixinho.

Sei disso,mas não me importo mais com nada.

-você vai tentar.

-Vou tentar.-Ele aproxima a boca do meu ouvido.-Não vou sair de perto de você, Violet.Preciso de você.Em todos os sentidos.

Dou uma risadinha sem graça.

-eu também preciso de você.

Naquele dia,fizemos uma maratona de filmes da Disney,pra descontrair.No meio de Monstros SA,pegamos no sono.Era a primeira vez em dias que eu consegui dormir direito.

Alguns dias depois, comecei uma busca desenfreada por psicólogos em Indiana, profissionais bons,de preferência com boa especialização em depressão.

Encontro uma mulher de 42 anos chamada Lydia.Ela é nova,mas tem 15 anos de profissão.Fica em Indianápolis,a algumas horas daqui.Como geralmente as consultas são de uma vez por semana, adiciono á lista de tarefas levar Finch a Indianápolis pegando o carro dos meus pais.A mãe dele provavelmente não tem tempo,e apesar da nossa conversa ainda não confio muito nela.

Finch reluta no começo,mas sabe que precisa dar uma chance á terapia.

E assim foi por várias semanas.Eu o levava até Indianápolis,esperava a consulta acabar e tomávamos sorvete antes de voltar pra Barlett.Ele me contava sobre o que tinha acontecido, ás vezes coisas positivas, às vezes negativas.

Nesse tempo, Finch mudou a qualidade de vida drasticamente.Começou a se alimentar corretamente, largou o cigarro e evita a bebida.Corre quilômetros todos os dias, até no frio.Corro com ele de vez em quando,mas com o tempo,a barriga cresceu e ficou mais difícil.Na volta pra casa,dividíamos a água escaldante do chuveiro.

Ele passou a tomar antidepressivos, enquanto eu me certificava que nenhum deles fosse parar no lixo.No começo, eram em maior quantidade.Agora, são bem menos nocivos,e muitos se tornaram desnecessários.

Finch começou a devorar ainda mais livros do que costumava fazer.Ele escreve músicas num ciclo vicioso,e passa o tempo todo ocupando a cabeça com inspirações.

No começo,foi difícil.A gente brigava muito.Ele estava estressado por causa da psicóloga e do pai.Eu,por causa de Eleanor.Não estou falando da minha irmã,e sim da menininha que mal havia nascido e já virava minha vida de ponta cabeça.

Alguns dias eram muito ruins pra ele.Finch não chegou tão perto do suicídio quanto aquele dia,mas isso não tornava os dias ruins menos assustadores pra mim.Meu coração doía.Felizmente,as crises pesadas de depressão e ansiedade dele diminuíram a frequência.Ainda existem,mas raramente aparecem.

Foi nessa época que a Eleanor nasceu.Ela tinha o cabelo loiro escuro,como o meu,e olhos azuis gigantes.Era o bebê mais fofo que existia.

Era óbvio que dois adolescentes iriam pirar cuidando de um bebê recém nascido.Mas no fim,valeu a pena.

Eu poderia ficar horas olhando pra ela, percebendo a semelhante que ela tinha com o Finch enquanto os dois brincavam juntos.Algo nela também me lembrava minha irmã,o que tornou Eleanor uma ótima escolha de nome.

Agora, Eleanor tem um ano e três meses.Depois que ela cresceu, finalmente fui pra faculdade.Ah,a faculdade…

Com muito custo,terminei o ensino médio. Agora,faço faculdade de escrita criativa,como sempre quis.Mas o que não tinha passado pela minha cabeça era o curso á distância.Assim, consigo cuidar da minha vida e ainda ter tempo de estudar.

Finch não quer começar numa faculdade ainda.Por enquanto,ele faz aula de canto e está empenhado em aprender a tocar vários instrumentos.Ele dizia que,quando melhorasse,iria enfrentar a faculdade e se matricular na universidade de Indiana,em Bloomington.Curso de música.Provavelmente é pra lá que nós vamos no começo do ano,e eu vou pedir transferência.

No momento, quem salvou a nossa vida foi ninguém mais ninguém menos que Brenda Shank-Kravitz.Depois de Eleanor completar seis meses,comecei a trabalhar,e Finch também.Brenda dizia que não gostava muito de crianças,e que apenas precisa de dinheiro,mas surpreendentemente se dá muito bem com a minha garotinha.A amiga de colégio de Finch fica louca com Eleanor por perto,mas nunca precisarmos de outra babá.

Sorrio ao assistir a cena:Finch engatinhando no chão e gritando como um idiota, enquanto Eleanor corre atrás dele com suas perninhas rápidas.Kate senta no braço do sofá e filma a cena com o celular.

Não foi fácil,mas conseguimos.Duas pessoas quebradas por dentro,que enfrentaram fantasmas horríveis,mas que agora sorriem.Troco um olhar cúmplice com Finch.

Depois de tanto tempo,de tantas andanças,encontrei meu lugar preferido.Meu lugar incrível.Não é um lugar,na verdade,e sim uma pessoa.

Sorrimos um pro outro.


Notas Finais


E aí, gostaram? :))


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