História Lágrimas da Lua - Capítulo 9


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ewelein, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Elfo, Elfos, Ezarel, Fantasia, Guardiã, Kero, Leiftan, Miiko, Nevra, Romance, Valkyon, Vampiro, Vampiros
Visualizações 50
Palavras 2.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acho que não demorei tanto...

Capítulo 9 - Quase Nada


Fanfic / Fanfiction Lágrimas da Lua - Capítulo 9 - Quase Nada

 

 Embora eu tivesse passado por uma situação complicada, não estava mais tão abalada. E não era mais motivo para todos estarem me tratando como uma vítima de doença rara. 

 A mulher de cabelos brancos cuidou do meu incidente e me deixou sozinha, ela foi muito simpática e suas últimas palavras foram:

- Eu estou na enfermaria e em qualquer lugar que precisar. 

 O silêncio foi a única resposta que dei a ela. Estava apreensiva pelo que viria a acontecer com a Miiko, ela não demonstrou nenhuma empatia por mim e eu não compartilho um sentimento muito diferente. O problema é que minha atitude de ficar para trás e me deixar passar o tempo com alguns refugiados não foi bem vista por ninguém, nem mesmo por mim agora. Eu não divia ter demorado tanto, mas eu tive que ficar, precisava daquilo. Não sei o que me liga a eles e essa curiosidade, mas simplesmente foi o que fiz. 

 Uma vibração sonora ao meu lado fez com que me virasse e me deparasse com a pequena criatura prateada. Seus olhos vieram para os meus e pude notar que pareciam com gotas de ferro derretido. Líquido. Sua pele me parecia mais opaca vista agora.

- O que...

 Ela pousou em meu ombro. Me fitando monotamente.

- Cryase outyr.

(Finalmente veio)

 Me assutei ao entender o idioma falado por ela. Mas consegui também identificar suas palavras desconhecidas. Como um novo idioma. 

- Você... como assim? 

 Um pouco do pó que cobria seu corpo pousou em minha pele, em meu ombro especificamente, senti o toque do formigamento. 

- Ye gfr hgsrt, io ye teew gytra asd bh.

(Eu sei que é estranho, mas eu precisava falar com você)

 Por um momento senti que a força em mim encontrou paz. 

- O que está acontecendo? 

- Wfd jko, io bh fwq lmnb dqt gcv bh wfd.

(É novo, mas você ainda vai entender quem você é)

 O frio tomou conta de meu estômago. A voz leve e ventosa da criatura ecoou sumindo antes que a Miiko entrasse no quarto como um furacão. Ela  teve o cuidado de não bater a porta com força quando a fechou, e em seguida me olhou com uma certa cautela e desconforto, não estávamos num patamar íntimo.

 Me movi desconfortável e ela se aproximou desconfortável. 

- Elayla. Como está isso aí? 

 Sutileza. 

- Nada grave... apenas uma leve pressão da dor. 

 Ela virou os olhos. 

- Poderia ter sido de outra forma. Terminado de outra forma.

 Vamos iniciar com brutalidade. 

- Mas não terminou. Miiko, não precisam tratar com tanto horror o que aconteceu comigo. 

 Uma sombra de raiva veio em seu rosto. 

- Não? Você é uma humana pelo que ainda se sabe. Se algo acontecer com você... Elayla, não sou a maior autoridade por aqui, e lhe garanto que as maiores não serão compreensíveis quando souberem que escondemos uma humana e quase a perdemos para um bando de bêbados no refúgio. 

 Por um momento quase tive um ataque de lucidez, mas...

- Então me deixem ir embora. Pelo que estou vendo, não há nenhum esforço para me tirar daqui. E não por vocês gostarem de mim... Vai ser muito mais fácil para todos. Basta um pouco mais de esforço de vocês. 

 Ela se direcionou até a sacada.

- Não é tão simples...

- O que não é?

 Por um momento senti que sua voz iria se alterar e ela viria com toda sua ignorância para mim. Mas... ela continuou em plena.

- Ainda temos que analisar sua situação. Muito bem analisado. Pelo que vimos na Sala do Cristal, algo de mais deve estar em você. 

 Não contive um pesado suspiro. 

- E o que vai acontecer comigo se...

- Se você for mesmo uma faelyna... ou qualquer outra coisa... Não será fácil para você, e também não será melhor se não for.

 Me movi impaciente. 

- E vou ter que continuar assim até lá? 

- Não me agrada mais que você. Nada contra você mas... Ainda é novo para todos nós. 

- Pra mim também. 

- ...

- É isso? Eu vou ter que me conformar com tudo?

 Antes de me responder, uma longa pausa permaceu no silêncio. 

- Eu já estive em seu lugar. Passei pelo que passou hoje e... não tive a mesma sorte que você. Além do mais... também passei por essa pressão de personalidade. Não saber e não se sentir parte de que é e  de onde está é doloroso. 

 Dessa vez ela me deixou sem palavras. E continuou. 

- Eu fui escolhida para isso. Não estou aqui como uma tirana porque gosto ou por livre vontade. Eles me imporam um dever, e tive de cumprir. Minha vida poderia ser muito pior se não tivesse sido forçada a isso aqui. 

 Seu olhar estava fixo no vitral escuro. As cortinas vermelhas ondulavam a uma boa distância dela, mas estavam como uma parte da mulher. 

- Quando soube que era a escolhida, meus pais quase ergueram um templo para mim... Mas... eu não estava interessada naquilo, tinha uma vida pela frente e estava apaixonada. Cegamente apaixonada. 

 Ela cerrou os dentes.

- Não direi o nome dele. Era um pouco mais nova que você, talvez bem mais, porém... Ele me fascinava. Ficou muito feliz por minha nomeação, mas me dizia que seria impossível continuar com nós, eu fui envolvida por suas palavras e acabei idealizando um plano de fuga,  quis me encontrar no mesmo dia. É uma fase. Marcamos sob uma amoreira e eu cheguei primeiro, ele veio em seguida estava acompanhado. Por inúmeros amigos. Pode imaginar o que veio em seguida. Todos queriam possuir a futura líder da Guarda de El, e conseguiram, pelo menos o rapaz que dizia me amar... Eu  estava assustada demais, e se não fosse pelo Kero... não sei o que seria de mim. Foi a única vez que ele agiu com bravura, mas era tarde demais. 

 Quando ela acabou eu estava completamente absorta e profundamente mergulhada em imaginar suas palavras. Era inevitável. erguer os olhos me deparei com os dela a me fitar. Era como se saísse de uma onda pressão. Ficou em silêncio. 

- Por que está me contando isso?

 Algo me impedia de hesitar com as palavras. Por sua vez, a cauda foi jogada delicadamente sobre um braço. 

- Porque talvez você deva esperar e ver no que vai dar. Se sua vida for aqui... Não tome decisões irracionais. O dever vem em primeiro. 

 As palavras seriam para idiotas. Ela era uma mulher ferida... 

- Miiko. Eu tenho uma vida, pessoas que me amam. Tudo isso no outro mundo. 

- Pense no que poderia perder e no que ganharia se caso pudesse viver em ambos os lado. Elayla. Eu acredito em destino, e sei que... Há um motivo para você estar aqui. E há um motivo para o Cristal ter reagido a você. 

 Me peguei refletindo sobre nossa conversa. Ela... estava me ajudando...  reconfortando.

- Isso é alguma artimanha a me convencer de algo?

- Esperta. 

 Me apoiei sobre as mãos. 

- E requer alguma coisa sobre eu ser uma de vocês. 

- É só um teste. Um experimento. Precisamos que você colabore. 

 Ela estava calma. 

- Tudo bem. Eu... eu faço. 

 Não resisti nenhuma vez a fazer nada. Mas questionar o pouco juízo deles não me ajudaria. E não era bom azucrinar a Miiko demais. 

- Ótimo. Vou deixá-la. Precisa de repouso. 

 Ela não esperou nenhuma ração minha. Simplesmente saiu.

 No final das contas ela não me deu uma bronca pelo meu descuido. 

 Sem saber como, o Gendri. Ele me ajudou, evitou que... que... eu fosse... Ele foi meio que um herói hoje. Graças a Deus que ele estava lá. Ele... ele tem uma aura simpática e envolvente. Tudo bem que o Ezarel estava lá, mas ele seria mais como... (preciso de um vilão que se assemelhe ao Ezarel). 

- Estenda a mão. 

 O elfo estava satisfeito por me assustar e me deixar em situação de baixa defesa. Cerrei os olhos e me recompus.

- Pra quê? 

 Ele resmungou.

- Nada que vá além de minhas obrigações. Ande logo.

- Quem o mandou até aqui?

 Ele voltou a reclamar.

- Miiko. Pronto. Pode estender a mão? 

 Hesitei, mas enfim coloquei a minha mão sobre a sua. Sua mão era macia, mas com um toque de algo que a impedia de ser delicada. 

- O que vai fazer?

 Ele tirou um frasco com um líquido violeta de suas roupas. O frasco era de tamanho médio, um bom gole esvaziaria tudo. O líquido mudou de cor, passou para verde.

- Fique bem quietinha. 

 Ele estendeu o frasco sobre minha mão e derramou um pouco de líquido em minha pele. Em seguida desviou os olhos ao encontrar os meus. 

 Por um momento pensei em dizer alguma coisa boa ou ruim, mas...

- Me parece que você não terá nenhuma utilidade para nós. Vou indo. 

 Antes que ele pudesse se levantar, minha pele cintilou em tom azul. Uma espécie de comichão iniciou no local. 

- Ezarel... o que está acontecendo comigo? 

- Pelo amor dos deuses!  Não pode ser. 

 Ele se levantou e foi até a porta. Gritou alguma coisa, não entendi bem, mas logo o murmúrio das pessoas vinham até o quarto. Enquanto alguns chegavam, minha visão sumia, nada passava de borrões e vultos brilhantes. O comichão estava como que prestes a entrar em colapso. Como se fosse explodir bo interior de minha pele. 

- Eu disse para deixá-la descansar. 

- Para que deixar para depois o que pde ser feito agora?

- Não sabemos...

 Uma onda explosiva por dentro de mim fez com que todo o mundo desaparecesse. De repente estava só. Em uma montanha cinza, prata e carvão. Passei os olhos por tudo e não via nada. Só o nada. No lugar da combustão meu interior latejava. Fiquei parada, não sabia o que fazer agora. 

- Bh!

(Você!)

 Me voltei para uma luz pálida. Não era da pequenina criatura que me visitara antes. Era a silhueta esguia e monótona que falava comigo. 

- Eu... é muito trabalhoso enteder o que está falando. 

 Ela emitiu o que seria uma risada.

- Tudo bem. Elayla. 

 Um súbito de susto percorreu meu corpo causando dor. 

- Como...?

- Eu sei de tudo. E principalmente sobre você. 

- O que você é?

- Sou você. Sou todos nós. 

 Podia dizer que ela era maluquinha, mas... um zumbido estourou e me vi cercada por inúmeras criaturas como a minha miniatura. 

- O que são vocês? 

- Queria que você pudesse entender agora. Tudo. Mas... vai requerir muito de você e... de alguém. 

- Como assim?

- Elayla, o seu mundo pode não ser o seu mundo. O seu povo não pode ser o seu povo. 

 Corri os braços por meus próprios.

- Eu não estou entendendo o que diz.

 Com um sorriso ela jogou o vulto da cabeça para trás.

- Ainda é cedo. No tempo certo entenderá. Sei que vai entender que agora não é uma humana... mas o seu verdadeiro ser só vai ser descoberto quando você se permitir. 

 Depois disso tudo voltou a ficar doloroso. 

 Abri os olhos e a mulher de cabelos brancos estava ao lado do Nevra, Miiko, Ezarel e Valkyon. Os outros estavam mais atrás. Me descobri com uma vontade assustadora. 

- O que houve?

- Nós que te perguntamos o que houve.

 Algo dizia que agora não era a hora para isso. Não deveria dizer nada. 

- Eu... Não... me lembro. 

 Não consegui me mover, mas estava em plenas capacidades. 

- Vamos deixar você sossegada por um tempo. 

 Miiko disse já saindo. 

 Todos os outros a seguiram, me deixando com a mulher. Todos exceto...

- Ewelein, pode me deixar com ela. Eu... eu termino isso.

 Fiquei sem entender nada. Ela também. 

 Ezarel pegou uma bebida e me deu. 

- Não precisa pôr em minha boca. Eu sei fazer isso sozinha. 

 Ele soltou um longo suspiro. 

- Será que não pode dar um trégua nem quando está mal?

- ...

- Ótimo.

 Ele continuou com o que fazia. Me deu mais alguns elementos e por final permaneceu sentado diante de mim.

- O que aconteceu comigo? 

- Você não é uma humana exatamente. Foi isso que aconteceu.

 Abaixei os olhos.

- O que vai ser agora? 

- Depois do que via aqui... não sei dizer.

- Como assim?

- Eu nunca vi nada igual. Nunca aconteceu o que houve com você. 

- Nem todos são humanos.

- Mas eu sou especialista em magia e alquimia, e nada jamais atingiu o que fez aqui.

 Fixei meus olhos nos seu mar de jade. 

- Foi você quem me deu aquilo.

- Um erro. Mal calculado.

- Não foi um erro.

 Pelo contrário. Só serviu de incentivo para complemento ao que Miiko me disse. 

- Vai dizer o motivo? 

- Eu não posso. 

 Assentiu. 

- Se me der licença.

- Ezarel.

 Peguei seu braço. Me assustei ao me dar conta do que fiz e ele também. 

- Elayla?

 Fiz com que ele se sentasse. 

- Eu... eu não sei o que está me dando mas... eu... 

 Estava um pouco desconcertada. 

- Sim?

 Ele me olhou de forma nova. Com atenção. 

- Eu... é... Deixa pra lá. 

 O sufoco passou.

- Elayla... 

 Agarrando meus ombros ele me puxou para si. Vagarosamente. Seus olhos estavam praticante fundidos com os meus. Comecei a ceder desesperadamente ao desejo de  acordei... mas... 

- Eu não posso, Ezarel. Eu... agora eu...

 Ele tocou meus cabelos. 

- Shiu. 

 O movimento leve de seus lábios me deixou hipnotizada por ele. Até que...

- Elayla!!!

 Chrome e Elia entraram no quarto sem bater, em pulmões abertos. Nos afastamos com uma rapidez assustadora. Meu corpo começou a esfriar. 

- Sim?

 Ezarel se levantou e saiu sem dizer mais nada. O acompanhei com os olhos. 

- Eu vim ver como você está. 

- Eu estou bem como pode ver. 

- Fiquei muito preocupada quando soube do que aconteceu com você. 

- Eu... também... humana.

 Sorri para o menino lobo. 

- Vejo que vocês dois estão bem próximos. 

 A menina ficou vermelha. 

- E você estava fazendo o quê  sozinha aqui com o Ezarel?

- Nada.

 Tentei ser o mais firme.

- Hum... 

- O que aconteceu, Elayla? Valkyon e Nevra comentavam sobre você. 

- Hum... é meio complicado. Eu... não sei bem dizer. 

 Eles trocaram olhares.

- Bom. Saberemos quando for o momento. 

 A forma como a agora falou aquilo me perturbou.

- O...

- Vamos jogar algum jogo. 

 Ela desconversou e cedi. Agora não. Elayla, tenha paciência. 

 Ficamos jogando. 

 Conversamos por mais algum tempo, e em seguida eu fui dormir exausta. 

 





Notas Finais


Estava sem tempo, então não pude fazer um diálogo maior entre os três finais.
Sorry! Eu não sei se contém algum erro de escrita.


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