História Lágrimas de prata - Capítulo 2


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Ação, Anniel, Ashkore, Cristal, Drama, Eldarya, Erika, Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Valkyon
Visualizações 71
Palavras 2.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Tempestade Rubra


 

Ainda na biblioteca, os olhos lilases de Érika encaravam com altivez os presentes. Ela tentava controlar o nervosismo e parecer mais determinada do que realmente estava, enquanto sentia que o olhar repreensivo de Ezarel ainda queimava sobre si.

— Não é hora nem lugar pra falar sobre isso, Érika. — Começou Valkyon, com seriedade, chamando a atenção da morena.

— Deem um jeito. — Ela respondeu, com a voz trêmula, mas exigente — Improvisem.

Valkyon cerrou as pálpebras, franzindo a testa em uma expressão suave de irritação. Érika, por sua vez, fingiu ignorar a tensão palpável do local e apenas forçou uma careta exageradamente compenetrada. A única fonte de iluminação da sala era um objeto pequeno, semelhante a um abajur, que era suficiente apenas para espantar as sombras das expressões preocupadas dos presentes.

Foi Leiftan que voltou a falar, depois de um suspiro curto e aflito:

— O nome da pessoa que você encontrou é Anniel... — O tom do loiro permanecia com a costumeira calma, embora as íris cor de esmeralda deixassem transparecer sua preocupação latente. Seja lá quem fosse Anniel, sua presença parecida mexer mais com Leiftan do que ele se permitia demonstrar. — É um membro antigo do Q.G. Ela foi líder da Guarda antes de Miiko.

— Líder? — Os lábios rosados da menina entreabriram-se em surpresa — Mas... Como? Por que eu não a vi antes? — Questionou a humana.

— O que? Você não viu? Ela está em um quarto ao lado do seu. Até jantamos juntos semana passada! — Zombou Ezarel com ironia. Os longos cabelos azuis estavam estranhamente desalinhados, como se mãos nervosas houvessem mergulhado entre os fios em busca de controle várias e várias vezes — Ela não estava aqui, garota.

Érika percebeu que, pela primeira vez desde que chegara a Eldarya, o elfo parecia ainda mais sério que os outros dois homens. Seu olhar jazia fixo em um ponto qualquer das estantes vazias, e suas feições leves estavam agora visivelmente enrijecidas.

— Faz anos que também não a vemos, não temos ideia de por onde ela esteve. — Respondeu Valkyon. — Achávamos que ela estava... — E então sua voz rouca foi sumindo aos poucos, antes que pudesse completar a frase, mergulhando o local em uma atmosfera soturna.

Morta... Érika completou mentalmente de maneira automática. A jovem não pode evitar que uma expressão de confusão tomasse conta de seu rosto. O que estava acontecendo? Ela nunca vira nenhum deles agir daquela maneira.

— Por que estão tão preocupados? Ela voltou. Não deveria ser uma coisa boa? — Perguntou a morena. E Ezarel torceu as mãos apreensivamente em resposta, sem fitá-la — Por que estão chamando ela de monstro?

— Nós não a chamamos de algo assim. — Argumentou Leiftan, imediatamente, parecendo desconfortável.

Ele arqueou as costas e despiu o casaco pesado, massageando os ombros doloridos. O rapaz parecia mais pálido e seu tom já não era tão dócil como de costume. O loiro lançou um olhar significativo à Ezarel e Valkyon, como se pedisse consenso e então continuou:

— Estamos apreensivos porque Anniel não saiu da guarda de maneira pacífica, ela fugiu há alguns anos... Após ser condenada por assassinato e conspiração. — E dizendo isto, o homem fez uma pausa, enquanto as orbes de Érika se arregalaram — O conselho descobriu que ela havia envenenado o próprio pai para assumir o controle do Q.G., e que pretendia eliminar quaisquer rivais propensos aos cargos de liderança de Eel... Inclusive Miiko. — Explicou, de maneira simplória. Certamente havia mais ali, pensou Érika. Mas era óbvio que não conseguiria todas os segredos na primeira tentativa. — Na noite em que deveria ser presa, ela foi pega em flagrante tentando corrompê-la com um fragmento do cristal.

A garota engoliu em seco, estática pelo choque que a informação lhe causara. A mulher que encontrara só parecia alguns poucos anos mais velha que ela própria e significativamente mais frágil por razão dos ferimentos. Ela não parecia, nem de longe, uma ameaça.

— Espera... Estão me dizendo q-que aquela m-menina... — Gaguejou Érika, assustada pelo risco que correra sem saber — Ela... Realmente tentou...

— Matar Miiko, sim. — Completou Leiftan, de prontidão — Ao que tudo indica, se tivesse obtido sucesso, Huang Hua seria o próximo passo.

A humana abriu a boca, como se fosse dizer algo, mas as palavras pareciam se recusar a sair de sua garganta. Ela olhou para Ezarel e depois para Valkyon, como se esperasse que desmentissem o que acabara de ser dito, mas isso não aconteceu.

— Não foi só isso. — Retomou o elfo, atraindo olhares curiosos. Ele ergueu os olhos turquesa com irritação e prosseguiu: — Já que abrimos a boca, vamos deixar tudo claro. — Declarou, com um tom decidido. E então virou-se para a morena e começou: — Você já sabe que Eldarya foi comprometida no Sacrifício Azul... E que por isso o cristal perdeu a estabilidade. Mesmo assim, ele foi capaz de proteger os faeries desde o Grande Exílio até o momento em que... Foi quebrado. Tudo desmoronou aí. — Falou, em um tom mórbido, como se lembranças perturbadoras lhe  corroessem a mente — E Anniel foi quem causou a quebra.

— Mas... Por que?

— Por poder. — Respondeu Leiftan fitando profundamente os olhos da morena, de repente a gentileza que sempre perdurara em seu olhar desaparecera — Com a quebra do cristal as defesas de todos os reinos se enfraquecem e em consequência se tornam suscetíveis a conquista. Eel não foi o suficiente para conter a ambição de Anniel, ela queria controlar tudo. Almejava incitar uma revolta quando tivesse todos os faeries sob suas ordens. Queria quebrar o exílio e declarar guerra aos humanos. — Proferiu, causando um arrepio em Érika.

Algo lhe dizia que aquele não parecia exatamente o melhor momento para ser uma humana em Eldarya.

— Eu não compreendo... — Balbuciou ela, aturdida.

— Jura? Que surpresa! — Exclamou Ezarel de maneira sarcástica  — Agora adivinha a razão de você não ter sido convidada para discutir o assunto.

No entanto, Érika, por sua vez, ignorou completamente o comentário do elfo. Ela parecia completamente absorta em refletir sobre tudo o que acabara de ouvir. Porém, por mais que ela concordasse com a apreensão dos rapazes, as peças não se encaixavam em sua cabeça.

— Mas então... Por que Miiko está agindo estranho? — Perguntou a morena, por fim — Por que está defendendo ela?

Miiko não era exatamente a pessoa mais clemente que Érika já conhecera. Colaia e Yvoni foram provas mais que suficientes da ausência de compaixão e sensatez da qual a kitsune era capaz. Além é claro... Dela própria.

Então de onde viera toda aquela repentina sensibilidade?

— Porque... — Começou Leiftan, em resposta, vacilando por um longo instante, antes de dizer: — Anniel e Miiko... São irmãs.

           

           

 

...

 

A chuva fina ainda caia do lado de fora da cede. Na grama molhada, uma figura conhecida encarava a alta janela da enfermaria. Parte da máscara negra ainda estava chamuscada, revelando uma fresta do rosto ensanguentado. Suas vestes escuras jaziam rasgadas e queimadas na altura do abdômen, e sua armadura fora quase completamente destruída. Ele apertava os punhos, tentando controlar o desejo de invadir aquele lugar e terminar o serviço que deixara pela metade, enquanto seu corpo ainda tremia pela fúria.

O vento uivava em seus ouvidos, e relâmpagos permaneciam a cortar as nuvens negras volta e meia em trovoadas estrondosas. Através das lentes de sua máscara, tudo jazia em absoluto vermelho sangue, como, no fundo, ele gostaria que aquele lugar imundo realmente estivesse. Tudo parecia calmo de mais no interior do quartel general. Por alguma razão, a garota não deveria ter aberto o bico... Ainda. Concluiu ele.

Já não era suficiente se amaldiçoar por tê-la permitido fugir por entre seus dedos... Precisava consertar seu erro antes que fosse tarde de mais. Ele cerrou os dentes, frustrado por ver todo seu trabalho ser desperdiçado em vão. Àquela altura, não havia mais alternativas... Precisava calar a princesinha, de uma vez por todas.

 

 

...

 

 

O sol começava a exibir seus primeiros raios no horizonte, revelando aos poucos sinais do amanhecer e se preparando parar secar o que a chuva da madrugada molhara. Mascotes noturnos despediam-se de explorações bem sucedidas e voltam sonolentos para casa, enquanto os primeiros habitantes do refúgio despertavam em suas camas.

Ewelein massageou as pálpebras cansadas por alguns segundos, antes de se permitir bocejar longamente. Diversos livros se encontravam espalhados sobre a mesa na qual se debruçava, assim como incontáveis anotações pouco legíveis. Passara a noite toda analisando as amostras de sangue e exames de Anniel sem chegar a qualquer resultado satisfatório, e estava completamente exausta.

Ela estralou os dedos compridos e respirou profundamente antes de se levantar, espreguiçando o corpo esguio. E então a elfa lançou um olhar curto à maca onde sua única paciente descansava, e agradeceu internamente por ainda ela ainda estar desacordada. Ao menos, enquanto não tivesse certeza do estado da garota, aquele era o melhor jeito de mantê-la sob controle.

Era verdade que havia mantido muito pouco contato com Anniel na época em que ela estivera na liderança do Q.G., principalmente porque ainda era uma aprendiz naquela ocasião e não possuía contatos diretos na Guarda Reluzente. Mas pelo pouco que lhe falara, ou nas missões que compartilhara em sua companhia, dificilmente ela poderia imaginar o genocídio que fora capaz de causar, ou ainda o quão obscuros eram seus objetivos. Ezarel era quem havia lhe contado grande parte do que sabia acerca dela. Mesmo antes da tragédia, ele falava mais sobre ela do que Ewelein gostaria de se lembrar. Era estranho que o elfo, sendo como sempre foi, fosse tão próximo de alguém como era de Anniel...

Distraída com esse pensamento, ela cruzou a porta da enfermaria, disposta a tomar um belo banho quente e comer algo antes de voltar ao trabalho. Sem notar que alguém lhe bloqueava o caminho, quase caiu no chão, ao trombar com a jovem kistune de ar autoritário que lhe esperava.

— Miiko... — Murmurou ela, alisando o lugar onde um provável galo cresceria em consequência do esbarrão. Há quanto tempo a kitsune estivera aguardando ali? — O que houve?

— Me desculpe. — Disse ela, tocando em sua testa no local igualmente dolorido — Eu vim saber como ela está...

— Eu sinto muito, ainda não há nenhum sinal de consciência. Ela sofreu um trauma grave no crânio... Não posso prever as consequências. — Elucidou a elfa. Normalmente ela não daria informações de pacientes daquela maneira, mas, apesar de tudo, Miiko ainda era a líder da guarda, afinal. No entanto, a morena não pareceu satisfeita com a resposta de Ewelein e resmungou um singelo “Mas...?” incentivando-a a continuar. Então ela suspirou e completou: — Eu não gosto de ser portadora de más notícias, mas pode ser que ela não volte a acordar.

As palavras da elfa pareceram acertar Miiko em cheio, deixando-a aturdida. Ela tamborilou os dedos sob o cabo de marfim branco do longo cajado e balbuciou, sem fitar a enfermeira:

— Deve haver algo que você possa fazer...

— Estou fazendo todo o possível. Mas algumas coisas não podem ser controladas. — Respondeu ela, de prontidão, lembrando-se da péssima noite que acabara de ter. A kitsune se calou instantaneamente, e Ewelein aproveitou para continuar: — Miiko... Eu mantenho o que disse ontem, acho que você deveria se afastar dela por um tempo. — E dizendo isso, teve de segurar a vontade de girar os olhos pela expressão de repressão que a morena a direcionou. Miiko começava a se mostrar irritantemente imatura. — Eu compreendo que não deve ser fácil pra você... Mas talvez seja hora de aceitar que Anniel não é quem parecia ser.

— Eu simplesmente não consigo acreditar que ela fez tudo aquilo. — Proferiu, mordiscando o lábio inferior de maneira angustiada.

 — Há testemunhas, Miiko. Leiftan é uma delas, inclusive. Ele jamais mentiria sobre o que aconteceu.

 — Você não a conhecia como eu. — Rebateu Miiko, e contra isso, Ewelein não tinha argumentos. A morena parecia ligeiramente perdida em seus próprios pensamentos enquanto falava. — Não faz sentido. Ela não é assim... Ela nunca faria mal ao nosso pai. Ela nunca faria mal a mim!

 — Mas ela fez. — Uma voz masculina interrompeu a discussão das mulheres de brusco. Ambas se viraram para a figura que falara e encontraram os olhos cor de esmeralda de Leiftan. Miiko pareceu constrangida por um segundo, antes de retomar a pose, e encarar o loiro — Eu lamento por ser inconveniente, mas não posso continuar a permitir que você acredite nisso. Anniel não é mais a pessoa que conhecíamos. Eu estava lá, eu vi o que ela se tornou. Ela não é mais a sua irmã. — Apesar do tom afável da sua voz, as palavras de Leiftan eram cortantes e firmes, e sequer deixavam à Miiko alguma chance de resposta.

Então, ele se aproximou em passos lentos e de maneira inesperada agarrou a mão livre da kitsune, segurando-a entre as suas com ternura. Ela ergueu os olhos, com o intuito de questioná-lo, mas sua expressão branda acalmou a morena de imediato antes que pudesse fazê-lo, quando ele voltou a dizer:

— É doloroso... Pra todos nós, acredite. Mas precisamos prezar pelos refugiados acima de qualquer sentimento. — Falou ele. Não havia o que responder, Miiko sabia que era verdade. Ele apertou suavemente a mão da morena, de maneira a consolá-la, visto sua visível confusão e prosseguiu: — Não podemos deixar que aconteça de novo. Você é a líder do Q.G Miiko, e nós precisamos ser liderados agora.

 — Eu... Eu não posso fazer algo contra ela...

 — Ninguém vai fazer nada contra Anniel, nós não vamos permitir. — Declarou ele, sem hesitação.

Seu olhar caloroso ainda pairava sobre o dela e Miiko sentiu-se minimamente mais confortada, ao menos podia contar com Leiftan. Ela tentou se recompor, apoiando-se na promessa do rapaz e na responsabilidade que agora percebia pesar sobre suas costas.

— Como eu gostaria de ter Yonuki por perto agora... — Sussurrou ela, quase mais para si mesma que para os demais.

— Ele faria o mesmo, no nosso lugar. — Afirmou o loiro, de maneira complacente, encorajando-a — Todos nos importamos com Anniel... Mas também é nossa responsabilidade garantir que ela não irá machucar mais ninguém.

 Miiko não disse mais nada, derrotada apenas balançou a cabeça em concordância.

Leiftan tinha razão, como sempre...

 — Bom, não há mais nada ao nosso alcance por enquanto. — Dessa vez foi Ewelein que quebrou o silêncio, ela se aproximou de Miiko e deu-lhe alguns tapinhas amigáveis nas costas, lançando um olhar agradecido à Leiftan. Depois, ela disse, em voz baixa, na tentativa de animar a kitsune: — Eu pedi a Karuto que preparasse um chá calmante de ervas, para que possamos discutir a saúde de Anniel com mais tranquilidade. Me acompanha até o salão?

 A morena hesitou por um instante, olhando para Leiftan que apenas proferiu:

— Não se preocupe, eu cuidarei dela. Pode ir.

 E então, ainda contrariada, acompanhou Ewelein até a despensa, sem, no entanto, deixar de olhar para trás uma última vez, antes de sumir sob os degraus da alta escadaria. Leiftan aguardou até que os sons longínquos dos passos sumissem completamente e então virou-se e adentrou pela enfermaria tomando o cuidado de trancar a porta às suas costas.

Em absoluto silêncio, ele caminhou até a janela próxima ao leito de Anniel e fechou as cortinas, bloqueando a luz do sol e deixando a sala repentinamente mais fria e escura.

 Enfim, estavam a sós.

— Você vê a comoção que está causando? — Murmurou o loiro, com rouquidão.

Seus olhos faíscavam como os de um felino, absortamente cravados sobre o corpo inerte de Anniel. Sus atmosfera gentil fora abruptamente trocada por um aspecto gélido e selvagem, enquanto ele rodeava a maca como a uma presa.

— Eu disse milhares de vezes que você ainda não estava pronta para retornar. Mas você nunca me ouve. — A malícia escorria por suas palavras e, enquanto aproximava-se do leito, deslizava a ponta dos dedos sobre a superfície macia do lençol, perigosamente perto da pele pálida da garota. Então, ele parou ao chegar a cabeceira, e levando a mão ao rosto dela, checou sua respiração — Tsc, tsc, tsc... Sempre tão ansiosa. — Disse aos sussurros, acariciando delicadamente com os nós dos dedos sua face descorada.

A lâmina prateada de uma adaga brilhou à luz tênue da sala, quando ele a tirou do bolso interno das vestes.

— Você sabe que esta é a última coisa que eu gostaria de fazer, meu anjo... — Os olhos do loiro se escureceram, tornando-se subitamente negros como a noite, e ele pressionou a arma contra a pele fina da garganta da garota — Mas você não me deixa outra escolha.



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