História Lágrimas de Sangue - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Amor, Depressão, Dor, Drab, Drama, Hinata Hyuuga, Mutilação, Naruto, Naruto Shippuden, Revelaçoes, Romance, Sasuhina, Sasuke Uchiha, Suícidio
Visualizações 137
Palavras 766
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um motivo para escrever está história?
Não tenho um concreto, simplesmente, deixei a imaginação me levar...

Bom, eu tentei colocar minha visão sobre a Hinata, e como ela sofre.
''E por que SasuHina?''
Por quê? Nem eu sei, meu caro.

Espero que gostem, claro.
Boa Leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Choro


 

''Maldita dor, maldita dor...''

Não tinha sentindo, era incompreensível o prazer que aquele corte lhe proporcionava, algo tão repugnante, porém, necessário. 

A Hyuuga presenciava mais um ritual de seu cotidiano, afogar as mágoas, chorar sobre os profundos machucados em seus pulsos ardentes. Hinata era como as outras jovens, se retirarmos o fato das cicatrizes, cicatrizes de uma guerra eterna.

Confusões contornavam sua mente, como uma furacão, carregado pelo forte vento, que arrastava suas memórias mais adoráveis. 

''Fraca''

Pensava, grunhindo mínima. Se atreveria a aguentar a dor.

''Feia''

Apertou o pulso direito, aumentando as lágrimas, suas salgadas lágrimas.

''Inútil''

Soou um gemido agudo, que foi interrompido por um soluço choroso.

''Ele jamais vai te amar''

Concordou, aceitou o fato imaginário, pessimista. 

Talvez tudo aquilo fosse verdade, possivelmente, nada comprovado. Pobre Hinata, sofria constantes ofensas vindas de seu clã, recebidas de seu próprio pai, juntamente de outros moradores alheios.

Tinha como piorar?

Era verídico, tinha, com certeza. 

Torturava-se sozinha, tendo a ideia de que nunca seria amada, tocada ou beijada.

Naruto não a queria, jamais.

O louro idolatrava Sakura, ela era a cheirosa flor de teu jardim, e não a morena. 

- Gorda, horripilante, desgraça, demônio, nojenta, vadia... - Xingava-se, o tom de sua voz era suave, mas também odioso, cheio de ruindades. Seu olhar era turvo, torto, tentava manter-se sóbria, era impossível.

Cessou as injúrias de si mesma, fincou a arma afiada ainda mais fundo, berrando, descontando sua desgraça. Chorou, chorou como nunca...Estava rouca, fraca e machucada, sentia dor fisicamente e em seu interior, em sua mente, coração.

Além das lágrimas, agora derramava sangue, um choro sangrento e dolorido. Sentia-se bem, amava aquela sensação que percorria seu corpo, era viciante.

- Ridícula, puta, mal-amada... - Voltou a se agravar. - Nada, eu sou ridiculamente um nada, nada, nada, nada! -

O dano piorava, sua fratura estava a enfraquecendo, iria desmaiar, ou encontrar-se com o delírio. De qualquer forma, não exista bons prejuízos.

Não tinha mais forças, viu-se cair de lado, um estrondo percorreu o quarto e as tristes gotas de sangue voaram, acertando o piso, antes branco.

Sua visão foi se apagando, uma ânsia chegava lentamente, aquilo era agoniante. O pior da situação era o fato de que não a quem recorrer, iria morrer em seu quarto, ou acordaria em sua cama macia, enfaixada e curada, como se nada tivesse ocorrido?

''Não...''

Negou a possibilidade de viver, a Hyuuga desejava a morte.

Ela não aguentaria.

. . .

Não enxergava bem, tudo se encontrava embaçado, apenas riscos e distorções em sua volta. Sentiu uma presença humana, seus pelos se arrepiaram ao fitar um semblante desfocado aproximar-se, vigorosamente, com passos bruscos.

- Não se despreze, Hyuuga. - Homem, tinha a certeza de que era um homem, com a voz belíssima, podemos constatar.

- Deixe eu ver os cortes. - Murmurou irritado, segurando delicadamente o punho de Hinata, que não conseguia mover um músculo ou emitir um som sequer.

Uma faixa, duas, três...

Seu braço era limpo com uma pano, e ao mesmo tempo, enfaixado, para fechar os ferimentos. Não doía, ela aproveitava o lenço passar devagar por sua pele.

- Pronto. - Encerrou os curativos, sorrindo de canto.

- Hyuuga, sei que não vai se lembrar...Porém, terei de fazer isto, sem sua permissão, perdoe-me. - Ao ouvir tal frase, surpreendeu-se com um beijo apaixonado, mais próxima de seu cuidador, conseguiu distinguir que ele continha cabelos negros. O ato era doce e viciante, tão viciante quanto a dor, talvez, fosse até melhor...

Os lábios do moreno eram secos, mas deliciosos, bons de se beijar. 

Era o paraíso.

- Hime... - Separando-se, acariciou o rosto lindo de Hinata. - Eu te amo. -

A perolada nada conseguiu demonstrar, apenas pegou no sono novamente, num sono profundo.

Mesmo desacordada, ainda aproveitava o gosto dos lábios do homem.

. . .

Despertou, acordou em pânico, sua expressão carregava alto desespero.

Observou tudo em sua volta, tendo a clareza que estava segura em seu quarto, inspirou e expirou, acalmando-se.

''Viva''

Ela estava viva, encarou seus punhos, com os olhos arregalados, desacreditando de tal situação. Lembrava-se perfeitamente, tinha preparado uma tentativa de suicídio, falhava, notavelmente.

Estava com curativos em seus rasgos, fungou, chorosa.

''Quem? Quem ajudou-me?''

A porta estava trancada na noite passada, não tinha engano.

Encolheu-se ao meio das almofadas e pelúcias, iniciou um choro baixo, desta vez, sem lágrimas de sangue, e sim, comuns, como qualquer outro ser humano.

Sorriu, deixando as gotas rolarem sobre suas rosadas bochechas.

Ela estava feliz, alegre em saber, que, de alguma forma...Exista alguém no mundo que a amava, que a queria, alguém protetor, seu protetor.

''Arigato.''


Notas Finais


Uau.
Eu realmente fiz um final feliz?
Estou surpresa, sério.

Obrigada por ter lido até aqui!
Adeus!


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