História Lágrimas de Tanuki - Capítulo 2


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Categorias Mitologia Japonesa, Vocaloid
Personagens Gumi Megpoid, Iroha, Len Kagamine, Lily, Luka Megurine, Macne Nana, Miku Hatsune, Mikuo Hatsune, Rin Kagamine, Utatane Piko, VY2 Yuma
Tags Azar, Colegial, Comedia, Cross-dresser, Fanloid, Folclore Japonês, Guaxinim, Gumi, Gumi Megpoid, Hatsune, Hatsune Miku, Iroha, Japao, Kagamine, Kagamine Len, Lágrimas, Len, Len X Miku, Lenka, Luka, Megpoid, Megurine, Megurine Luka, Miku, Miku X Len, Mikuo, Nekomura, Piko, Rin, Rin Kagamine, Rinto, Tanuki, Vocaloid, Youkai
Visualizações 95
Palavras 2.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


NÃO ME AGRIDAM!

Eu posso me explicar ;e; Mas vou explicar nas notas finais xD

Boa leitura o//

Capítulo 2 - Não Chore, Eu a Encontrei


Fanfic / Fanfiction Lágrimas de Tanuki - Capítulo 2 - Não Chore, Eu a Encontrei


— Q-Quem é você?

— Cheguei!

Ouvi alguém gritando do primeiro andar. Espera aí… Essa voz é a do meu p-pai?!

— Bem-vindo de volta, querido!

— Miku, Mikuo, estou de volta!

E agora?! Não quero nem saber o que meu pai vai fazer se me ver seminua com um homem no meu quarto! Rápido, Miku, pense em alguma solução.

— Miku?

Olhei pro corredor em que estava procurando algum lugar para me esconder; no quarto dos meus pais, com certeza ele irá entrar; no meu qua-

— Ahn?

Quando olhei para o meu quarto novamente, o homem não estava mais lá. Não é possível, será mesma que estou vendo coisas?! Mesmo assim, melhor não me arriscar, talvez ele só tenha se escondido no meu quarto enquanto estava distraída.

Corri para o meu quarto e peguei a roupa que havia deixado sobre a cama, corri novamente para fora deste e fechei a porta. Não tinha muito tempo até meu pai resolver subir até aqui.

— Se não posso ir pro quarto dos meus pais e nem pro meu, só resta um lugar… O quarto de Mikuo.

Não tinha outra maneira e, graças aos Kamis ele não estava em casa. Corri para o quarto dele enquanto ouvia passos nas escadarias, tranquei a porta para me prevenir caso alguém tente entrar.

— Miku? - Pude ouvir a voz do meu pai atrás da porta.

— Deixe-a. Talvez ela esteja com fones de ouvido. - Disse minha mãe também no corredor.

— É, talvez seja isso.

Depois de esperar meus pais descerem pro primeiro andar, comecei a me trocar. Como estava em casa, vesti algo bem simples; uma regata preta, um short jeans e uma blusa de manga longa por causa do frio, nada muito desconfortável.

— Certo, agora eu só preciso ir pro meu quarto e tirar aquele cara de lá. Mas como vou tirá-lo…?

Acho melhor ir pegar alguma vassoura ou algo do tipo por precaução…

Desci até o primeiro andar e vi meu pai e minha mãe conversando na cozinha. Tentei pegar, sem chamar muita atenção, a vassoura que estava encostada na parede ao lado da porta para a cozinha.

— Ah, Miku! - Droga, me viram.

— A-Ah, oi, pai…

— Que modos são esses senhorita Miku?

— A-Ah, desculpe! Bem-vindo de volta, papai. - Tentei fazer um sorriso forçado, sem muito sucesso.

Até que minha mãe estava certa, fui muito grossa com meu pai. Mas não foi por querer, estava pensando tanto na possibilidade de ter um tarado no meu quarto que esqueci de tudo ao meu redor.

— Algum problema? - Perguntou minha mãe se aproximando e puxando a vassoura da minha mão.

— Problema?

— Você nunca pega objetos de limpeza por livre e espontânea vontade.

— O que? Não posso nem mudar meus hábitos por um dia que todos desconfiam de mim? - Disse tentando me fazer de "santa".

É, não deu certo.

— Miku... - Disse ela me encarando com aqueles olhos verde-limão perfuradores de culpa (Achou exagerado? Mas é exatamente assim que me sinto quando ela me olha nos olhos.)

Rápido, Miku, pense em alguma desculpa!

— Tá bom, tá bom… Eu perdi algo debaixo da minha cama e está difícil alcançar porque eu não tenho a menor idéia de onde caiu, por isso peguei a vassoura.

— O que você deixou cair? Se quiser eu procuro pra você.

— Não, pai, tá tudo bem. Foi só meu celular que caiu, eu encontro sozinha.

— Hum… - Minha mãe me encarou da cabeça aos pés e logo pegou seu celular discando meu número. Maldito seja esse instinto desconfiador materno que as mães têm!

Depois de alguns segundos, meu celular começou a tocar dentro do bolso do meu short.

— Olha só, acho que seu celular não caiu debaixo da cama. - Disse minha mãe sorrindo vitoriosamente para mim enquanto meu pai nos olhava com cara de paisagem. Meu Deus, como homens são lerdos!

— Pois é, acho que me enganei. - Disse pegando meu celular e disfarçando fingindo que olhava as horas.

— Nesse caso, você não vai precisar da vassoura, né? - Disse minha mãe enquanto praticamente escondia a vassoura nos fundos da cozinha.

— É, acho que você tem razão… - E agora, o que eu faço? Vou ter que subir pro meu quarto completamente desprotegida! - E-Eu já vou subindo então. Com licença - Disse me curvando e subindo as escadas rapidamente.

E agora?! Tem um possível tarado no meu quarto, mas não posso entrar com as mãos abanando… Pior que agora meus pais estão suspeitando de mim, estou num campo minado de culpa!

Talvez eu possa tentar intimidar o homem e fazê-lo fugir pela janela… Se bem que à essa altura do campeonato ele já deve ter se fugido pra sei lá onde, mesmo assim, melhor prevenir do que remediar!

Me abaixei em frente a porta do meu quarto e espiei pela fechadura procurando algum sinal de algum loiro oxigenado infeliz e…

Essa não…

O guaxinim ficou lá dentro!! Agora não me resta outra opção a ser entrar lá… Vamos lá, Miku, você consegue, eu acredito em você! Quer dizer, acredito em mim, em voc-Ah, você entendeu!

Abri devagar a porta e me deparei com meu quarto da mesma forma que o deixei e, o mais importante, sem nenhum tarado por perto. Entrei comecei a procurar pelo guaxinim; olhei embaixo da cama e dentro do guarda-roupa, mas nenhum sinal daquela bolinha de pelo. Tentei procurar no último lugar provavél que ele possa estar, minha cama. Puxei a coberta da minha cama e joguei longe o travesseiro, mas nada, nem mesmo um barulhinho, do guaxinim.

Eu já estava entrando em desespero, quando ouvi o som da minha porta sendo fechada. Me virei para trás e lá estava aquele homem loiro de novo.

— M-M-M-Ma… - Tentei gritar minha mãe, mas estava gaguejando demais. O garoto percebeu que eu ia gritar e correu em minha direção tampando minha boca com sua mão esquerda. Meu Deus, o que eu faço agora?!

— Calma, não grita! Eu não vou fazer nada com você e nem te assaltar. Só não grita, ok? - Disse ele me encarando tão desesperado quanto eu, ou talvez, se for possível, até mais do que eu.

Assenti com a cabeça mesmo estando um pouco relutante.

— Ótimo.

O loiro, aliviado, retirou suas mãos de meus lábios e começou... A cheirar o ar?! Quem esse cara é, afinal de contas? Estou repensando seriamente quanto a minha decisão de não gritar.

— Bom, acho melhor eu me apresentar e esclarecer o mal-entendido. Me chamo Len, Kagamine Len. Vim aqui pessoalmente para lhe agradecer.

— Agradecer?

— Sim! Foi você quem me salvou - O garoto puxou um pouco sua calça para cima revelando uma espécie de atadura. - Eu sou aquele guaxinim que você resgatou na chuva. - Disse ele sorrindo para mim.

— Guaxinim? Ah, claro que sim. E eu sou uma Kitsune que vai chamar a polícia, com licença.

Peguei meu celular no bolso e comecei a discar o número da polícia quando ele puxou o celular da minha mão.

— Ei, me devolve! - Disse tentando pegar meu celular, mas ele era consideravelmente maior que eu.

— Você não vai acreditar em mim, né? - Encarei ele com uma expressão brava deixando claro minha resposta. - Certo...

Ele me devolveu o celular e, num piscar de olhos, o loiro tarado deu lugar ao guaxinim que eu havia salvo.

— N-Não pode ser...

— Acredita em mim agora?

— Um T-T-Tanuki?!

— Ao seu dispor, Hatsune-san. - E-Ele sabe o meu nome?!

— M-M-Ma--

— Ei, calme-se. - Ele se aproximou e eu me sentei na cama ainda chocada - Eu sei que você está com mil e uma perguntas nesta sua cabecinha oca, por isso vou responder tod- - Por um momento ele paralisou e voltou a cheirar o ar. - Tem alguém vindo.

— Er, rápido, se esconde na minha mochila! - Ele rapidamente se transformou num guaxinim e foi mancando até minha mochila.

Peguei minha mochila e meu celular para disfarçar. Mesmo depois daquela explicação, deixei o número da policia aberto. Assim, só por precaução, sabe? O fato de que um Tanuki tarado apareceu no meu quarto não foi justificado ainda.

Toc. Toc.

— Pode entrar.

Para a minha surpresa era Mikuo também todo ensopado com a chuva.

— Como vai, Miku-chan? - Disse ofegante enquanto retirava a gravata do uniforme.

— Não sabia que no karaokê tinha piscina pública. - Respondi rindo da expressão de cansaço dele.

— Haha, muito engraçada você. - Ele se aproximou bagunçando meus cabelos e eu respondi mostrando a língua.

— Você voltou mais cedo do que eu imaginava.

— Pois é, a chuva atrapalhou o nosso rolê.

— Se mamãe e papai ouvirem você falando esse tipo de gíria você vai ver o "rolê" na sua cara.

— É por isso que eu te amo e sei que não vai contar nada, Miku-chan!

— Meu silêncio custa caro, lembre-se disso. - Começamos a rir e fomos interrompidos por um espirro.

Essa não, justo agora, seu guaxinim oxigenado?!

— Que espirro foi esse?

— A-Ah, fui eu. Cof cof. - Tentei novamente fingir tossir sem muito sucesso, sorte que o Mikuo é bem lerdinho e não percebe as coisas - Acabei ficando gripada por causa da chuva.

— Hum, entendi... Ah, falando em nossos pais, a mãe disse para você descer porque o jantar está quase pronto.

— Avise ela que eu já vou, só vou terminar de arrumar minhas coisas.

— Tudo bem. Só não demora porque se não eu como sua sobremesa também.

— Come minha sobremesa do jantar que eu como a sobremesa do seu bento.

— Okay, okay, você ganhou, vou avisar a mãe então. - Mikuo se aproximou da porta puxando-a lentamente - Mas não prometo nada. - Me mostrou a língua e saiu correndo depois de fechar a porta.

Esperei os passos dele ficarem distantes para avisar o tanuki.

— Tudo limpo.

Segundos depois, o guaxinim colocou parte do seu corpo para fora da mochila enquanto me encarava com um sorriso dócil no rosto. Não sei se o mais estranho é o fato de agora eu saber que Tanukis realmente existe ou o fato de um Tanuki ter me visto seminua.

— Desculpe por ter lhe assustado, Hatsune-san. - De repente, eu o vi corar - E... Desculpe por tê-la visto seminua, não foi minha intenção. - Peguei-o levemente e o coloquei sobre minha cama, empurrando minha mochila para debaixo da cama.

— Vamos esquecer isso, por favor. - É claro que eu não vou esquecer isso, mas posso fingir que esqueci para o assunto não render.

— Enfim, deixe eu me apresentar. - Ele se transformou novamente em um garoto loiro - Eu me chamo Len, sou da linhagem Kagamine entre os Tanukis.

— Linhagem? - Me levantei e sentei ao lado dele na minha cama.

— Bom, acho que linhagem é o mesmo que família para vocês humanos. É complicado de explicar, mas todo Tanuki nasce dentro de uma linhagem. A minha é a Kagamine e, se você fosse uma Tanuki, sua linhagem seria Hatsune. Até você completar 18 anos em idade humana, você pertence a linhagem que você nasceu, depois disso você é um Tanuki nômade e escolhe criar uma nova linhagem para seus herdeiros, permanecer na sua linhagem de nascimento ou escolhe se casar com uma pessoa de uma linhagem fixa e a adota como sua nova linhagem.

A explicação não foi muito complicada, mas minha cabeça estava tão confusa com as ideias que eu não entendi quase nada do que ele disse. Aposto que eu estava com uma enorme cara de paisagem.

— Bom... Acho que entendi.

— Não se preocupe, deve ser confuso para humanos mesmo. Mas eu disse que iria responder todas as suas dúvidas, não disse?

— Okay, então... Vocês podem se transformar, não é? Por que não se transformou em um humano e saiu daquela floresta ou procurou um médico?

— Bom... Isso é mais complicado ainda de explicar. Nem todos os tanukis tem capacidade de se transformar. Um tanuki filhote ou um tanuki muito velho não tem tanta energia para conseguir se transformar, sendo assim, eles ficam na forma de guaxinim. Duas das principais coisas para se transformar são Água, ou Energia, e paz.

— Paz...?

— Um Tanuki precisa estar com a mente limpa e despreocupada quando quiser se transformar. Não podemos sentir medo ou nos sentir desconfortáveis, se não nossa transformação se desfaz.

— E você estava com medo de alguma coisa?

— Bom... Sim. Alguém colocou cães de caça atrás de mim.

— Cães de caça?! Estamos no século 21 e ainda fazem sopa de guaxinim?!

— Pois é, tudo indica que sim. Mas eu consegui correr até a cidade mesmo depois de um dos cães ter agarrado minha perna. Aqueles pulguentos têm muito medo de carros

Por minha mãe ser veterinária ela sabe de tudo sobre o que acontece no mundo do que ela chama de "ilegalidade animal" (eu sei, é um nome bem ruim, mas minha mãe insiste que é um nome inteligente). Já faz anos que acontecem práticas ilegais com os guaxinins, principalmente a tal sopa de guaxinim, e mesmo com leis e pessoas que tentam acabar com essas práticas sempre sobra um espertinho aqui ou ali que consegue fugir da punição e continua a colocar guaxinins dentro de uma panela.

Depois de ouvir essa história, senti que fiz o certo em tê-lo ajudado, aposto que muitas pessoas passaram por ele e nem sequer se preocuparam em verificar o que tinha ou alguns até mesmo pensaram em fazer um ensopado dele. Por instinto, acariciei a cabeça dele mesmo ele estando na sua forma humana. Ele aconchegou sua cabeça em meu ombro e fiquei completamente corada, mesmo que ele era um Tanuki, depois do Mikuo e do meu pai ele é o terceiro homem que tive tanto contato assim.

Ainda estava em dúvida se acreditava na história dele ou não, mas depois de ver um meio homem-meio guaxinim no meu quarto, não consigo distinguir mais a realidade da ficção.

— Bom, só mais uma pergunta... Por que você se revelou para mim?

Eu vi sua expressão alegre mudar para uma mais "indecisa". Será que eu perguntei algo que não deveria? Não, espera aí, ele quem invadiu minha privacidade desse jeito, por isso eu sou a única que tem que estar sem jeito e com razão!

— Não tenho permissão para contar. Talvez você vai descobrir mais cedo ou mais tarde, mas eu não posso ser aquele que vai lhe contar.

— Por quê?

— Digamos que Tanukis não se metem em assuntos de Tengus e Tengus não se metem em assuntos de Tanukis.

Okay, eu definitivamente não estou entendendo mais nada. Primeiro Tanukis, agora Tengus? Qual vai ser a próxima criatura que vai aparecer nessa história? Um Oni? Um Kami?

— Bom, já que você pode se transformar de novo agora, quando a chuva parar você sai da minha casa, tudo bem?

— M-Mas, Hatsune-s--

— Não me entenda mal, mas se meus pais descobrirem que eu estou com um homem dentro do meu quarto, eles vão expulsar nós dois dessa casa. - Ele me encarou com uma expressão triste e eu percebi que estava sendo meio grossa com alguém que eu acabei de "salvar", mas é o melhor a se fazer para nós dois, não é? - Len-san, mesmo você sendo um animal, não é normal um humano invadir a casa de outro humano. Eu sei que eu te trouxe para cá, mas... Você tem sua família te esperando, não é?

— Não tenho certeza, minha irmã e minha mãe me deixaram sozinho naquela floresta já faz 1 semana.

Poxa, mas esse Tanuki tem uma vida bem complicada! Me impressiona ele ainda estar vivo mesmo depois de tudo.

— B-Bom, não as entenda mal, talvez elas tenham perdido você de vista ou algo do tipo.

O loiro deu uma breve risada e se jogou para trás deitando na cama enquanto me encarava com um olhar um tanto triste.

— Vocês humanos são bem inocentes. Na sociedade Tanuki é cada um por si, os Tanukis mais velhos não são nômades porque querem, as suas famílias os deserdam e deixam que o mundo lhes ensine como sobreviver.

— Mas você nem é um tanuki velho. - Ele ergueu sua cabeça me encarando com um ar brincalhão - O que foi?

— Quantos anos você acha que eu tenho?

— Vai me dizer que além de um tarado você também é um velho tarado?!

Ele riu do meu desespero e se sentou cruzando as perna.

— Tanukis tem uma noção de idade diferente da dos humanos, mas pode-se dizer que eu tenho no máximo 18 anos na contagem de vocês.

— ... O que eu fiz pra merecer um cão-guaxinim tarado no meu quarto?!

— Ei, calma. Já falei que não vou fazer nada com você. - ele se transformou em guaxinim e extendeu a cabeça para eu acariciá-la - Não precisa ter medo, eu estou aqui pra te ajudar assim como você me ajudou.

— Então, você vai me salvar de cachorros raivosos que querem me transformar em sopa? - Disse enquanto acariciava suas costas extremamente macias. Céus, é tão estranho pensar que estou acariciando, de certa forma, uma pessoa.

— Se você se deparar com um canibal, posso pensar nessa hipótese.

Eu ri alto e ele me encarou com um sorriso bobo, fechando os olhos sempre que eu deslizava minha māo por sua cabeça. Fui até a porta e ele me encarou confuso.

— Bom, eu preciso descer pra jantar. Vê se não faz algum som extremamente alto e que possa alertar meus pais, porque se não você vai sair daqui no carro da policia.

— Não se preocupe com isso, eu sei ser discreto. - Eu quase fechei completamente a porta quando ele gritou meu nome - Ah, Hatsune-san!

— Sim?

— Pode me trazer arroz ou nori?

Eu o olhei com cara de deboche e continuei fechando a porta, ignorando-o.

— Hatsune-san? Ei, Hatsune-san! - Fechei a porta e não consegui mais ouví-lo. Desci alguns degraus tentando processar tudo que havia acontecido desde a escola.

— Guaxinim folgado. - ri e fui em direção a cozinha, onde todos me esperavam para o jantar.


Notas Finais


EU SEI, EU SEI QUE DEMOREI 948943 MESES PRA POSTAR UM CAP! DESCULPA!
Teve muitos problemas na minha vida, entrei pro ensino médio, perdi e ganhei amizades, terminei um namoro etc. etc. etc. e acabou que isso tudo fez eu esquecer/perder a vontade de escrever ;-; Nem no Spirit eu tava entrando muito, só agora que voltei mesmo.
Fora que eu precisava de ver o Anime e posso dizer pra vocês: a 2ª temporada teve suas coisas boas e más e a 1ª também teve. É meio difícil comparar as duas, mas esse anime virou um dos meus favoritos sem dúvida <333

Desculpa mesmo, eu não queria deixar vocês na mão. Prometo que agora, que a poeira abaixou um pouco, eu vou tentar postar alguns caps mais rápido (não de 1 em 1 semana, mas em menos tempo que eu demorei entre esse e o cap anterior dsjdsjk)

Eu estou um pouco enferrujada, então espero que a Fanfic esteja do agrado de vocês e legível e.e'

Mais uma vez, me desculpem ;-;

Ah, e obrigada pelos 17 Favoritos e 6 Comentários, eu realmente não achei que alguém fosse ler essa fanfic sijdsjsd Obrigada mesmo! <3333

Vejo vocês no próximo capítulo o//


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