História Lágrimas de tristeza - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leituraaa

Capítulo 5 - Eu não queria...


Eu realmente me encontrava perdida, pasma com tudo aquilo, é claro que Hayada estava louco, dizendo bobagens, meras invenções!

-Chega! Eu não consigo acreditar em você Hayada...me...desculpe...e-eu...

-Sim Ferniel, eu entendo como você se sente isso é realmente novo pra você e com certeza não iria acreditar...mas você viu..Você viu...

Sim, eu o vi concertar a janela com o poder da mente  (o que eu realmente achei muito incrível vindo dele)mas...eu mesmo assim não acreditava que eu poderia ser essa tal última destruidora, e por que eu estaria aqui?!

-Hayada...Como você...quer dizer, como vocês conseguiram encontrar os outros quatro? Se esta história realmente for verdade...

-Na verdade...Nós nos espalhamos pelo mundo procurando por fontes de energia e intelecto superiores ao de um humano comum, principalmente de energia, pois se fossemos apenas por intelecto, muitos destruidores poderiam ser confundidos com grandes pensadores humanos, e os destruidores tem...bem..Eles têm uma marca que apenas nós, que fomos enviados para matá los, podemos ver, assim, a humanidade era avisada para deixar o poder de um destruidor o mais baixo possível, até o quarto destruidor, desistiram de procurar o quinto

-E que marca seria essa?

Ele se aproxima levemente de mim, me deixando um pouco desconfortável, ergue sua mão até encostar na minha -Posso?- diz, e eu apenas concordo, ele segura minha mão e a vira, puxando a manga da blusa para cima, de modo que meu pulso ficasse esposto, foi aí que percebi uma pequena marca, na cor vermelha, similar a um drago

-Eu sabia! Eu achei, encontrei o último destruidor..quer dizer a última, bom na verdade que eu saiba destruidores eram todos homens, e você é uma mulher...Por isso eu tinha minhas dúvidas, mas a sua marca realmente revela o dragão de fogo

Então era verdade? Tudo aquilo era real, eu nunca percebi aquela marca antes, por que aqui?! Por que agora?!

-Por que eu nunca vi essa marca antes?!

-Ela estava enfraquecida, é claro que não iria notar, mas eu sim, ela emana um leve poder maligno

-Maligno..mas eu..

-Não Ferniel você não é maligna, nenhum pingo de trevas emanou de você, apenas de sua marca

-Mas...Como? Eu não entendo! Por quanto tempo vocês procuram esses destruidores?

-Bom...mais ou menos uns 300 anos...estávamos desistindo, não sabíamos o tempo de vida de um destruidor...pensávamos que havia morrido

-300 anos?! Mas eu tenho só...16

-Você não tem 16! Quando tinha, devia ter aparência de uma humana de 2 ou 3 anos...

-O que?! Mas é a minha família?! Como eles..quer dizer..cuidaram de mim e nunca estranharam uma criança de 16 anos com tamanho de 3?

-Suas memórias...Elas foram apagadas...todas até que você pensasse ter apenas 16 anos, para que fosse mais dificil ainda te encontrar, quem os criou fez uma arma perfeita, o único defeito é que o poder varia de acordo com a emoção, que pode ser facilmente manipulada, e suas famílias...As mentes delas também foram apagadas e remodeladas...Assim fica mais difícil ainda de encontrar...

-Entendo...e aqueles seus amigos...Eles não são como você? 

Não...eu e os meus verdadeiros amigos nos separamos pelo mundo a procura do último destruidor...

Olhei para ele um pouco confusa ainda...

-Hayada...Por que você...Você sempre pareceu ser legal comigo...Por que? Um cara popular como você, por que ligaria para mim?

-Bom, eu sabia que era você desde o começo e eu faria isso por qualquer outra pessoa, eu sou o tipo de pessoa que detesta gente como a Akyra...Bom, também tenho meus motivos mas..-Diz ele corando, cara...para com isso! Por que você faz isso?!

-Que motivos?

-Bom...Você riria de mim se eu dissesse

-Por que? Eu não riria de você...

-é que...-Ele põe a mão no testa e desvia o olhar -Ele te achei...diferente..-DDiz ele corando novamente

-Diferente?

-Seus olhos...lilás e esse seu cabelo

-Desembucha!

-Eleui te achei bonita tá! Qual o problema...-ddiz ele super vermelho

-A seu bobo! Era por isso! Só não rio porque prometi não rir, você está paranóico agora...

-Por que?

-Deixa pra lá...obrigada de qualquer forma, por...sabe...Por me entender mesmo quando te tratei mal

-De nada...eu acho e...bem...Você não precisa se desculpar por isso, todos já sofreram na vida, até...-Ele para por um momento, o sorriso some de seu rosto e ele se torna frio...Como se estivesse...triste mas então chacoalhou a cabeça- de qualquer forma...Não precisa se desculpar

Dou um leve risinho

-Hayada?...quer dizer que somos amigos agora? 

-Talvez...Vou ter que ficar no seu pé de agora em diante, não posso te deixar destruir uma cidade inteira, ainda mais que você é essa...menina..esquentadinha 

Ri, por que ele achava isso?! Até agora ele só me viu fraca e chorona

Parei por um tempo...olhei para o céu, senti o vento no rosto, naquele momento, eu me sentia...bem, muito bem

Ele respira fundo e dá um tainha no meu ombro

-Sua vó deve estar te esperando não? 

Foi aí que levei um susto, peguei meu celular, estava super atrasada

-Caramba! Eu tenho que ir, até mais Hayada, obrigado por tudo! 

-Mas eu não fiz nada..

Nem escutei o que ele tinha para dizer, sai correndo o mais rápido possível, atropelando tudo a minha frente, até chegar a uma rua, o sinal estava aberto, carros passavam, foi aí que percebi que estava bem no meio da rua, comecei a ficar em desespero, até ver uma garota correndo em direção a um cachorro, aparentemente fugiu de seus braços,um carro vinha a seu encontro, não pensei duas vezes, me joguei na frente da menina, a abracei, protegendo ela em meus braços fechei os olhos e estendi a mão como se quisesse parar o carro, o que eu estava fazendo?! É claro que eu não...

Senti um impacto enorme em minha mão, até abrir os olhos e ver cortes profundos em minha mão, virei para a menina, ela me olhava com os olhos vazios...com medo...mas não do carro, de mim, ela correu para os braços de uma mulher...aparentemente sua mãe e eu permaneci ali, ajoelhada no asfalto, com os joelhos ralados por ter me jogado no chão, o cachorro estava do outro lado da rua, sendo segurado por um rapaz de terno, que me olhava do mesmo jeito da garotinha e sua mãe, todos me olhavam assim, eu não entendi muita coisa, tudo se passou muito rápido, foi quando olhei para o carro, com os vidros quebrados, o capo aberto, saindo fumaça, o motor...destruído, a pessoa lá dentro estava ensanguentada...desmaiada ou até mesmo...morta

As ferragens estavam sobre o corpo do motorista e havia feito um enorme buraco em seu peito...E suas duas pernas, presas pela lata do carro amassada

O desespero no meu rosto era aparente, todos estavam assim...eu...eu matei uma pessoa...só com a...percebi os cortes em minha mão, tinha sangue por todo o meu braço e até no meu rosto...eu parecia uma..uma assassina

-Assassina!

-Alguém chama uma ambulância!

-Não é óbvio?! Esse cara tá morto! Morreu por culpa dessa aberração

-Mas ela salvou uma criança! 

-E matou uma pessoa!

Todos gritavam, eu não me importava, nem mesmo eu conseguia entender tudo aquilo...Não caia a minha ficha...ele...Pode estar morto...ele podia...podia ter sido diferente...sou uma imbecil, uma imprestável! Eu não consegui nem salvar uma criança sem estragar tudo

Comecei a chorar e cai ajoelhada no chão, puxando meus cabelos de tanta raiva de tanta aflição..

-Afastem se!

-É um monstro! 

Todos se afastaram de mim...

Apesar de toda a tristeza, todo o medo, toda aflição e angústia que eu sentia, algo dentro de mim estava satisfeito...Como se eu tivesse gostando do medo, do medo no olhar das pessoas 

-Ferniel! -Era a voz de Hayada

Olhei para os lados, procurando por seus cabelos escuros e olhos verdes até encontra lo, ele estava com a mesma expressão de todos...porém parecia decepcionado, aquilo doeu, doeu muito

Comecei a chorar e ele veio correndo em minha direção empurrando todos a frente, quando chegou, ajoelhou se e me abraçou forte, até eu ver todos ao nosso redor sumirem, até eu abrir os olhos novamente, no alto de um prédio, longe daquela confusão...

Ele me solta levemente e se afasta...fica de costas para mim

-Não saia daqui -Disse ele com a voz fria

Finalmente..eu tinha achado alguém e consegui decepcionar essa pessoa, eu sou um desastre!

Comecei a chorar novamente, e por trás das lágrimas eu o vi voando estendendo a mão e um enorme clarão se formou, ele se virou para mim novamente, com o rosto frio...nem parecia o mesmo Hayada, ele se aproximou de mim novamente e se ajoelhou a minha frente, passou os dedos pelas minhas lágrimas

-Ei...Ei. .Não chore -Diz com a mesma voz calma de sempre e o sorriso no rosto

-Eu...sou um fracasso não consigo fazer nada direito, por que não me mata logo?!

-Eu não vou te matar Ferniel...eu não consigo porque eu sei que aquilo foi um acidente que eu conaogo facilmente concertar e apagar a mente das pessoas como se nada tivesse acontecido... diz ele, por um momento ele leva as mãos a cabeça, com a expressão preocupada...

-Tá tudo bem?

-O que?...ah...tá sim é que eu tô um pouco enferrujado...faz tempo que eu não uso meus poderes...isso causa dores de cabeça pelos próximos 2 dias mas, nada com quê se preocupar...

-por que sempre faz isso?PPor que sempre me protege? Com certa os meus erros?

-Porque é o que eu tenho que fazer

-Não é mais simples acabar com isso agora? 

-não...eu já disse que não consigo...

-Anda logo! Acaba com isso de uma vez!

-Eu não posso! Eu não consigo! -Diz, dessa vez gritando

Tudo fica em silêncio por um momento...

-Bom..só volte para sua casa, sua vó deve estar muito preocupada, e por favor não faça isso de novo, você quis ajudar aquela garota eu sei...mas se te descobrirem..Se algo acontecer com você eu...Não sei o que eu faria...Você precisa ser protegida sabia? Se cair nas mãos erradas é o nosso fim..

-Me perdoe Hayada

-Não precisa se desculpar Ferniel...eu já disse

Ele sorri e me abraça, ao abrir os olhos eu não vejo mais ele, estou parada na porta da casa da minha avó



Notas Finais


Espero que tenham gostado


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