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História Lágrimas suaves, aniversários destruídos - Kiribaku - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeee, meus leitores (E do projeto) Duvido que alguém me conheça, mas muito prazer, eu sou o Shin ^^! Obrigado ao @PjKiribaku pela oportunidade de escrever, mesmo sendo apenas um beta no projeto, ksksks. Enfim, vamos a fanfic.

Capítulo 1 - Eijirou


Kirishima queria apenas morrer, mas já estava chegando lá por causa da falta de ar por tantas lágrimas derramadas no seu carpete. O braço do ruivo já estava dolorido de tantas vezes que ele o havia apertado para tentar descontar a dor no peito que estava sentindo — que, diga-se de passagem, era enorme.

Eijirou estava soluçando enquanto abraçava o ursinho de tubarão que Bakugou havia lhe dado de aniversário no dia de hoje.

“— Biribinha, 'tá quase estourando aí, o que te deu? — O loiro perguntou, com um copo de água na mão, pois Hanta não o havia liberado a beber álcool.”

Lembrou do amigo loiro e deu uma mínima risada, apertando mais o abraço que envolvia a pelúcia, querendo por tudo que toda a tristeza e vozeria que estava sentindo fosse embora. 

Kirishima se deitou de barriga para cima, encarando fixamente o teto do quarto, que estava turvo pelas lágrimas que escorriam incessavelmente pelo cantinho de seus olhos. Queria por tudo que nada tivesse acontecido em um dia especial como esse.

“— Não te interessa, caralho. — O outro respondeu em um tom mais alto para Denki ouvir, devido à música alta que estava ecoando no ambiente fechado.”

O ruivo lembrava perfeitamente do timbre de voz que Katsuki usava nessa fala, lembrava da sua expressão séria que estava estampada em seu rosto que parecia esconder algo cujo não gostaria de revelar para outras pessoas, nem mesmo para Kirishima.

Eijirou se debruçou sobre o chão, deitando de lado com o ursinho perto de seu rosto. Nem se deu conta quando suas lágrimas começaram a serem absorvidas pelo bichinho, que tinha uma expressão adorável em seu rosto, fazendo Kirishima esquecer, mesmo que por um mínimo segundo, toda a balbúrdia que estava se apossando de sua vida no momento.

“— Aí, se eu perguntei é porque me interessa! — Kaminari respondeu com falsa indignação, rindo.”

Lembrou do amigo dizendo isso com uma risada escandalosa, e acabou por soltar uma outra baixinha, voltando a ficar com sua expressão séria e reflexiva do momento.

Kirishima pegou seu celular, puxando-o para ver se tinha alguma notificação de Ashido com notícias de Kaminari, e após não ver nada, jogou o celular na cama, se assustando um pouco com o barulho que soou. 

Rapidamente já havia esquecido do susto de milésimos de segundos atrás, voltando a pensar na festa. Se dissessem que um ser humano não poderia viver com seu coração despedaçado, o ruivo iria rir da cara dessa pessoa e provavelmente cuspiria em seu rosto.

Era notório que Kirishima é alguém deveras sorridente, e por isso, ver o ruivo se condenando e se torturando psicologicamente desta maneira é bastante estranho. 

“O outro loiro iria sair dali para evitar voar no pescoço de Kaminari, mas foi interrompido pela água que Kaminari estava bebendo voando em suas costas, molhando sua camiseta nova que havia comprado especialmente para aquela data.”

Se lembrou da expressão de puro ódio que estava estampada na feição de Bakugou e acabou fechando os olhos bruscamente, forçando a saída de mais gotículas aguadas que estavam aprisionadas pelos seus olhos.

Ele ficou tão feliz quando Bakugou lhe disse que havia comprado uma camisa somente para passar o aniversário consigo, que acabou sorrindo imperceptivelmente. Percebeu o que havia acabado de acontecer e tirou o sorriso idiota que estava no seu rosto, começando a apertar seu braço com força para descontar a ingenuidade que estava sentindo no momento. Se julgava ingênuo por seu corpo ainda ter essas reações com o loiro. 

O que deixou Eijirou assim era o maior questionamento possível. A cena não conseguia sair de sua cabeça.

Hoje é dia de 16 de outubro, o aniversário do ruivo. Ashido Mina, sua melhor amiga, havia preparado uma festa surpresa para o rapaz, que quase caiu no chão quando viu todos seus preciosos amigos reunidos em sua casa, e em especial deles, seu namorado, Katsuki Bakugou.

A festa se passou tranquilamente, com música alta, bebidas, danças e melação de três casais específicos, Kirishima e Bakugou em primeiro lugar, Izuku e Uraraka, sendo seguidos de Kaminari e Sero. 

A grande questão é que poucos sabiam o quão irritado Katsuki estava se sentindo. É fato que Katsuki é alguém que sempre está irritado, porém, o que poucos sabiam é que sua mãe, Mitsuki, havia o expulsado de casa temporariamente por, supostamente, estar cansada do quanto o Bakugou mais novo era irresponsável e do tamanho desrespeito que mostrava para ela. Isso o deixava louco de ódio. A única coisa que ele queria era explodir todos ali, um por um, com exceção, claro, de Kirishima.

O ruivo suspirou, passando seu olhar por cada canto do quarto. Como é possível que Bakugou tivesse levado Kaminari pro hospital, simplesmente pelo amigo ter feito uma brincadeira sem intuito nenhum de ofender? Era apenas uma piada inofensiva.

Kirishima se sentia estúpido, um completo idiota, por ter se apaixonado cegamente por alguém bruto como Bakugou. No fundo, ele achava que todos tinham um lado bom, e ele sabia que Bakugou tinha o seu, o loiro tinha seus pontos fortes, porém, Eijirou já vinha ficando chateado com tamanha grosseria de Bakugou por coisas tão triviais. Não era como se já não estivesse conformado que o loiro não iria mudar, ele até gostava daquele jeito frio do outro, entretanto, não achava que ele iria partir para a agressão física por coisas tão bestas.

Seus pensamentos estavam uma bagunça completa. Kaminari iria passar a odiá-lo, isso é fato. 

Se apertou mais contra a pelúcia e começou a chorar com força. Seu rosto vermelho, seus olhos que estavam encharcados de tantas lágrimas, sua boca que emitia sons indecifráveis, se assemelhando a gemidos de angústia.

Eijirou estava desolado, e queria quebrar o copo de água que sua mãe havia lhe trazido para beber por acabar lembrando dos dois loiros que estavam em uma guerra para ver quem iria monopolizar sua mente primeiro.

Não sabia o que estava sentindo, apenas sabia que poderia morrer a qualquer momento. Suas costas já estavam doendo pela posição ruim que estava deitado, principalmente pelo fato de estar deitado sobre o chão de mármore de seu quarto.

A cena do nariz de Kaminari sangrando, a expressão de desespero de Sero, que estava tremendo, a feição de pavor de Ashido, que estava chocada enquanto procurava ajuda, Jirou, que estava apavorada, tentando acalmar Bakugou. Eijirou se lembrava perfeitamente das lágrimas azuis que escorriam do rosto de cada um, e, que agora, também escorriam em abundância em sua própria face.

O que havia acontecido com o Bakusquad? Aquele grupo de ouro, onde os integrantes sabiam apenas rir, ajudar e apoiar uns aos outros, agora estava separado, com cada um vagando em seu próprio mundo pessoal, e todos querendo entender o que tinha acontecido.

“Por que Bakugou fez aquilo?”, pensavam simultaneamente enquanto o que tinha o nome na "fachada" do grupo se culpava por ter feito o amor de sua vida chorar e terminar consigo.

A única palavra existente para descrever o que Eijirou Kirishima sentia é destruído.

Cabia a Katsuki Bakugou resolver todas as guerras que havia causado.


Notas Finais


E este foi o primeiro capítulo. Aviso: não tenho dinheiro para pagar a terapia de todos, certo? Ksksks, brincadeiras a parte. Muito obrigado a @AnaHiku pela capa perfeita, eu amei muitíssimo! E ao @bangyy pela betagem impecável, muito obrigado pelas correções <3!

Até o segundo capítulo!


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