História Lake Forest - A Cidade Isolada - Capítulo 8


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Categorias A 5ª Onda, Percy Jackson & os Olimpianos, Resident Evil, The 100, The Walking Dead
Personagens Personagens Originais
Tags Alex, Allan, Annie, Bia, Camilla, Karen, Lucas, Miller, Thomas, Tom
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Palavras 3.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, desculpem pela demora! Estou postando agora esse e espero não demorar para postar o próximo!

Capítulo 8 - Raiva


Fanfic / Fanfiction Lake Forest - A Cidade Isolada - Capítulo 8 - Raiva

Alex estava terminando de fechar o restaurante ainda inativo, seus passos a levaram finalmente até a saída dos fundos e ela pegou sua chave para trancar a porta e se assustou ao ouvir um grito vindo da rua. O beco onde estava era mal iluminado e ela pode ver várias pessoas se aproximando correndo para algum lugar mais à frente. A garota girou o tricô da porta e saiu apressada para ver o que se passava.

A rua iluminada pelos postes recém ativados estava com algumas pessoas e elas faziam roda para ver o que aconteceu. Alex se juntou ao grupo e se esgueirou entre duas pessoas e foi para a linha de frente. Seu susto foi tamanho ao ver seu irmão mais novo sendo abocanhado por um homem pouco mais velho que ele. Ela estava prestes a se aproximar quando alguém lhe empurrou bruscamente para o lado.

A garota olhou para o lado e viu um homem com um uniforme azul, capacete e luvas. Ele segurava uma arma e apontou-a para baixo antes de atirar. Os civis gritaram com o barulho do tiro e muitos se afastaram correndo, mais soldados se aproximaram e correram portão a fora na direção de três pessoas que surgiam da escuridão.

- Lucas! – Chamou a garota, mas uma voz mais alta e chorosa apagou a sua. Alex se assustou ao reconhecer a voz da irmã e a ver sendo levada junto com Allan e uma garota morena – Espera! Eles são meus irmãos! O que está acontecendo? – Ela gritou com o guarda que acabara de atirar.

O homem a ignorou e se abaixou para agarrar os braços de Lucas. O garoto estava pálido e não resistiu ao ser escoltado para dentro de um caminhão. Todos se surpreenderam ao ver o automóvel ligado. Era a primeira vez que viam um desde que os muros começaram a ser construídos.

Annie e Allan passaram ao lado de Alex e a irmã mais velha se aproximou irritada ao ver eles serem segurados pelos guardas em direção ao caminhão.

- Alex! Temos que ajudar o Lucas, ele foi infectado, você tem descobrir se mais alguém foi infectado antes que contaminem a cidade toda! – gritou Annie lutando para se soltar, mas o homem a segurava firme.

- Aonde vocês estão levando eles? – A garota agarrou o ombro de um dos soldados. O homem a olhou surpreso e desconfiado- Eles são meus irmãos!

- Eles estão indo passar por uma descontaminação na clínica, ordens da Dra. Foster, sem exceções!

- Ela é minha mãe, você está levando os filhos dela! – avisou Alex soltando-o.

- Como eu disse... sem exceções.

A garota se afastou irritada e viu o caminhão acelerar e deixar a multidão para trás. Ao se virar para ver a multidão ela notou que eles ainda estavam em roda, mas dessa vez eles encaram uma mulher que tinha um ferida no braço, mas o que preocupava a maioria era que ela estava cuspindo um líquido roxo escuro e olhava para eles friamente.

- Moça, você está bem? – um senhor perguntou se ajoelhado na sua frente. Com um grito, a mulher abocanhou o pescoço do home e jogou seu corpo contra o chão.

As pessoas em volta gritaram assustadas e Alex arregalou os olhos horrorizada e recuou alguns passos. A mulher se levantou em um pulo e bateu na garota ao seu lado com um soco, ela gritava como um animal e continuou a bater até a garota perder a consciência. Um homem mais jovem empurrou a infectada e a mesma cambaleou para o lado, mas voltou com mais raiva ainda e pulou em cima dele o arranhando com as unhas e o sujando ainda mais com o líquido preto em seu rosto.

Alex e os demais encaravam a cena assustados e a garota olhou horrorizada ao ver o homem que tinha sido mordido se erguer com um grito e olhar em volta da mesma forma assassina que a mulher e rosnar para as pessoas. A jovem se virou e saiu em disparada junto aos demais para longe da cena, correndo pelas ruas em direção a clínica em que estavam seus irmãos. Algo muito ruim estava acontecendo e ela precisava descobrir o que era

Allan entrou na clínica ao lado de Karen, Annie ia na frente com Lucas deixado em uma maca e sedado pela garota. Bastou eles saírem dos portões e os guardas já pediram explicações para os Foster e eles se mantiveram relutantes sobre o que deveriam contar até aquele momento. Annie deu uma breve explicação sobre a infecção e como ela pode se espalhar e eles a deixaram de dar Lucas, que já se sentia fraco por conta da mordida.

Eles chegaram em uma enfermaria onde a Dra. Foster já os esperava e se assustou ou ver o filho em tal estado.

- Os guardas me contaram tudo, vocês estão bem? – ela perguntou chegando os filhos e a Karen, o que surpreendeu Allan – Não devia ter saído dos muros sem minha permissão, agora os soldados estão atrás de possíveis infectados que aquele rapaz fez!

- Quem são esses soldados mãe? O governo chegou aqui? – Allan perguntou.

- São homens de confiança do seu pai. Um mecânico conseguiu criar uma bateria que dura aproximadamente uma hora antes de termos que conectar a um forte gerador que estamos usando para dar energia a cidade, infelizmente é o único que temos e não nos ajuda a sair da cidade...

Lucas começou a convulsionar e espernear enquanto Annie lhe aplicava as injeções e drogas. A Dra. Foster se aproximou preocupada e chegou os sinais vitais do filho, ele estava entrando em estado crítico, mas as drogas de Annie os regularam.

- O que eu posso fazer? – Karen disse se aproximando e se dirigindo a doutora- Camilla, eu posso ajudar e você sabe!

- Logo os soldados vão encontrar as pessoas que foram infectadas e isso aqui vai ficar um caos! Não, você vai com o Allan, pode dormir lá em casa e de manhã irem para a escola!

- Ir para a escola? – Allan falou irritado – Por que ela vai dormir lá em casa e devemos ir para a escola?

- Porque eu estou mandando, quando vocês estavam viajando ela ficava direto lá por conta do curso de enfermagem! – falou a Dra. Camila ríspida- Os soldados vão escolta-los até em casa!

Karen saiu com a cara fechada e Allan a seguiu resmungando consigo mesmo. Annie ainda cuidava de Lucas, o garoto estava completamente adormecido, mas sua palidez era notável e sua febre aumentava.

A Dra. Foster respirou fundo e apreciou o silêncio que a partida das crianças havia deixado, porém seu silêncio foi quebrado com os gritos da discussão que Alex trazia consigo enquanto seguia pelo corredor acompanhada de um guarda.

- Eu já disse quem eu sou! Você é burro? – ela gritava – Meus irmãos estão aqui e eu preciso vê-los!

- Dra. Foster eu tentei impedir, mas a garota insiste em falar com a doutora! – disse o jovem segurando o braço de Alex, mas a garota logo pegou sua mão e a virou – Ah! Você é louca?

- Eu não sei, vamos descobrir? – falou ela largando a mão do guarda que a analisou cuidadosamente – Deixa de ser fresco, eu mal te encostei!

- Alex, já chega! – falou a mãe revirando os olhos – Pode me dizer o que é agora?

Alex passou pela mulher sem lhe dar ouvidos e se aproximou de Lucas com preocupação. Annie lhe deu uma rápida explicação do ocorrido e começou a molhar toalhas para usar de compressa. A mais velha contou as duas o que viu nos portões do muro e isso pareceu preocupar os outros três, Camilla falou algo com o guarda e o mesmo saiu pelo corredor apressado.

- O que vamos fazer? – Annie perguntou para a mãe – Precisamos impedir que a infecção se espalhe e achar uma cura antes que não tenhamos mais controle da situação!

- Eu sei, mas por enquanto vamos nos preocupar em conter a infestação e tentar agir o mais naturalmente possível para que as pessoas não entrem em pânico!

- Agora eu vejo, você anda escondendo segredos de todos nós! Esse caminhão, os guardas, estava tudo sendo preparado por você e pelo papai sem que ninguém soubesse! – acusou Alex irritada- E onde está ele agora?

- Alex, agora não! – falou Annie vendo Lucas voltar a convulsionar e se preparando para ajuda-lo.

Allan e Karen desceram do caminhão em frente a casa dos Foster e se viraram para os guardas e é um deles se adiantou a entrar no jardim frontal e passou pela cerca branca até a porta de entrada da casa. O soldado verificou a casa e depois saiu reafirmando as ordens de Camilla, eles deveriam ficar dentro da casa, sair apenas para ir à escola no dia seguinte e não contar á ninguém sobre os ocorridos da noite.

Após ficarem sozinhos, Allan e Karen notaram que estavam famintos e imundos, mas era estranho ficarem naquela casa após sua “conversa” na floresta. Allan decidiu tentar agir normalmente e não tocar no assunto.

- Eu poderia tomar um banho? – a garota perguntou após alguns minutos de silêncio – Estou cansada...

- Claro! O banheiro por aqui... – disse ele como se acordasse de seus pensamentos. Os dois subiram até o segundo andar e o garoto abriu última porta antes da escada - As roupas da Annie devem servir em você, fica a vontade que eu vou buscar toalhas e roupas limpas! – afirmou saindo para o quarto da irmã.

- Eu vou só deixar minha mochila no quarto do lado, ok?

- Claro, sinta-se em casa! – gritou enquanto pegava um jeans e um suéter para a garota usar, mas qual blusa deveria pegar? Annie era bem apegada à suas blusinhas.

“Isso não é estranho, vamos só ignorar! Vou pegar essa regata branca mesmo” pensou ele saindo do quarto e indo em direção ao banheiro e deixando a toalha e as roupas sob a pia. Após avisar a garota das mudas, ele sentiu seu estômago roncar e desceu até a cozinha, afinal podia preparar algo para eles comerem.

A geladeira estava quase vazia, mas ele podia preparar um molho e tinha certeza que viu uma massa no armário, sendo assim o jantar logo foi feito e ele olhou orgulhoso para macarronada que havia preparado e servido á mesa. Karen já devia ter acabado o banheiro àquela altura e Allan decidiu chama-la para comerem juntos. Ele subiu as escadas e encontrou o corredor coberto de vapor quente que vinha do banheiro, mas a única luz acesa era de seu quarto.

A porta estava entreaberta quando o garoto olhou pela fresta e enxergou-a se despir da toalha e deixar suas nuas costas a mostra. O rosto de Allan esquentou enquanto ele encarava se reação. Ele desviou o olhar constrangido, mas após alguns segundos de hesitação espiou novamente e viu Karen soltar seus cabelos cacheados até acima da cintura, sua pele morena se arrepiou com roçar dos fios castanhos molhados e isso foi notável para Allan que permanecia em um certo transe.

Karen estava prestes a se virar e o garoto notou que era sua hora de ir dali. Mesmo não conseguido mais ver o corpo da garota, seus olhares se encontraram por um milésimo de segundo e Allan recuou com medo de ser pego. Pensando rápido, ele entrou no banheiro e se trancou ofegante. Ele encostou o ouvido contra a porta e tentou ouvir o que acontecia lá, mas Karen ainda parecia estar dentro do quarto, ele olhou apreensivo pela fechadura e se virou para dentro do banheiro, nesse momento precisaria de um longo banho gelado...

A noite estava sendo complicada para as garotas Foster e é para Lucas. O laboratório estava apenas com dois pacientes incluindo o garoto e é um homem alto que tinha uma mordida na panturrilha. Infelizmente os guardas não haviam achado mais nenhum infectado ainda é isso preocupava a Dra. Foster. O jovem Foster estava convulsionado cada vez mais e os sedativos surtiam cada vez menos efeito para ambos os pacientes.

- Se continuar assim eles não vão resistir! As doses de sedativos já foram altas, mais uma e podemos provocar uma parada cardíaca ou pior! – avisou Annie.

- Mas se não os sedarmos eles irão ficar descontrolados e não poderemos trata-los!

- Então vamos precisar amarra-los até que vocês se resolvam! – falou Alex – Não temos aquelas mordaças feitas para pacientes problemáticos?

As duas outras estavam prestes a opinar quando um alto estalo fez todos se assustarem. Os barulhos de motor aumentavam cada vez mais, a porta de vidro se abriu e o guarda de antes entrou ofegante, parecia que havia corrido uma maratona.

- Temos um problema! O motorista acelerou contra o portão de segurança e está atravessando o estacionamento agora, não para de acelerar!

Alex, Camilla e o guarda correram para foram do laboratório e seguiram até a janela do corredor. O caminhão que devia trazer as pessoas infectadas vinha com toda força na direção do saguão de entrada e os guardas que se posicionavam lá começaram a atirar contra a janela do motorista, sem hesitar, o automóvel avançou contra todos e adentrou a parede de vidro e atingiu o balcão de atendimento com violência.

Alex ofegou ao sentir todo o prédio estremecer, tiros todos eram ouvidos abaixo de seus pés, como se todos os guardas estivessem sob ataque.

- Quantos guardas estão lá embaixo? – perguntou a garota.

- Todos os 24! – afirmou o homem preocupado- Eu vou ajuda-los!

- Ninguém desce até descobrirmos o que está acontecendo! – mandou a Dra. se movendo apressada para as escadas – Aquele caminhão estava lotado de infectados e eles devem estar vagando soltos pelo prédio.

- Aonde você vai? – indagou Alex vendo a mãe parar aos pés da escada e olhar por cima do parapeito. Um sim distante de um grito ecoou pelos cinco andares de escadas e aumentava cada vez mais – Estão subindo! – sussurrou a garota para a mãe.

- Eles devem estar indo atrás dos guardas que fugiram. Nunca devíamos ter colocados esses homens inexperientes para lidar com isso! – falou o guarda se virando para Alex – Sou Jerry aliás, era policial aqui em Lake Forest.

- Não temos tempo para isso! Precisamos sair daqui! – falou Camilla voltando para o laboratório – Annie, junte o que puder, temos que sair daqui!

Annie estava mexendo no microscópio e parecia concentrada. Alex se aproximou de Lucas e viu que ele estava inquieto como se estivesse tendo um pesadelo, mas era o efeito dos sedativos passando.

- Mãe! Venha ver isso! – gritou Annie assustando a todos, os tiros haviam diminuído muito altura – Estava estudando a flor que coletamos e parece que tem um líquido que se esvai das pétalas junto com a fumaça!

- Querida, deve ser apenas o veneno que não entrou em estado de vaporização! Mas agora precisamos ir, senão não conseguiremos sair daqui! – falou Camilla juntando suas coisas em uma mochila.

- Mas aí é que está! Eu fiz algumas análises e parece que junto com esse líquido tem alguns elementos que se esvai toda vez que entra em condenação, eles têm uma proteína que eu apliquei com o vírus que o veneno carrega e ele corroeu! – a garota falou animada- Sabe o que isso significa?

- Podemos trabalhar numa cura! – a doutora exclamou espantada.

Tiros foram ouvidos do corredor, os quatro se olharam assustados e o guarda Jerry fechou a porta de vidro rapidamente e a trancou. Ao mesmo tempo, um homem ensanguentado e cheio de feridas se debateu contra o vidro, pouco antes de dois infectados pularem contra seu corpo e o esmurrarem violentamente. Alex olhou o homem gritar de dor antes de desaparecer embaixo de uma pilha de infectados que apareceram.

- Temos que ajuda-lo! – falou Annie avançando para a porta.

- Não! Teremos que deixa-lo, ele já esta infectado mesmo...

- Como pode dizer isso! – disparou Alex indignada – Por que a vida dele vale menos que a nossa?

- Porque nós poderemos ajuda-lo se sobrevivemos e acharmos uma cura. – interveio Camilla – Tem uma saída pelos fundos do laboratório.

Alex deu uma última olhada para o guarda e se virou para o grupo que arrumava mochilas e medicamentos para fugirem. Os infectados agora se debatiam incansavelmente contra o vidro e gritavam enfurecidos.

- Meninas, vamos ter que deixar seu irmão escondido em algum lugar, se o levarmos junto seremos pegas facilmente! – avisou a doutora- Se o trancarmos no depósito ele vai ficar separado dos outros e estará seguro.

Alex e Annie apenas concordaram com a cabeça, embora ninguém gostasse da ideia de abandonar Lucas ali, ele só teria uma chance de ficar bem de novo se elas achassem a cura. Após depositarem o corpo adormecido de Lucas, as Foster e o guarda saíram por uma porta lateral e se depararam com um longo corredor que contornava o laboratório e dava nas escadas, mas uma abertura de 1 metro os deixavam a vista para os infectados do corredor os verem.

- Vamos precisar passar rápido, em silêncio e sem sermos vistos. – avisou Jerry carregando um revólver e destravando a trava de segurança – Pelo que vi no comportamento deles, quem foi infectado perde alguns sentidos e são atraídos pela audição e pela visão principalmente. Então eu vou tentar atrai-los para o outro lado enquanto vocês passam.

- Tem certeza disso? Você pode acabar sendo pego, se não sair de lá á tempo irá morrer. – falou Alex preocupada.

- Não temos outra opção, se eu for pego continuem e achem a cura. – ao dizer isso, o guarda voltou pela porta do laboratório enquanto as meninas avançaram em silêncio pelo corredor.

Alex parou em antes da abertura que dava na porta frontal do laboratório e espiou pela esquina. Os infectados ainda estavam na porta de vidro e tentavam arromba-la sem sucesso, qualquer tentativa delas de atravessar até as escadas eles a veriam facilmente.

Um grito foi ouvido de dentro do laboratório seguido dos altos barulhos de tiros. O corredor foi coberto pelos cacos de vidro da porta e os infectados avançaram aos gritos na direção de Jerry, que soltou o revólver e disparou pela porta.

- Eles estão distraídos, vamos! – falou a garota puxando a irmã e a mãe.

As três correram até a porta que tinha um desenho que indicava as escadas. Ao entrarem, Camilla se esgueirou até ficar de frente para o laboratório e observou Jerry correr em sua direção com a multidão atrás de si. Sem esperar duas vezes, a mulher fechou a porta e a trancou atrás de si.

- O que está fazendo! – falou Alex assustada – Jerry estava logo atrás de nós!

- Ele já havia sido pego, um dos doentes o agarrou. – mentiu a doutora- Sinto muito.

Elas ouviram os gritos dos infectados, rapidamente se levantaram dos degraus e começaram a descer do prédio. As escadas terminavam no depósito, onde um Jipe verde estava estacionado em frente a um portão de garagem e Camilla rapidamente pegou as chaves para liga-lo.

As irmãs olharam surpresas para o carro e entraram no carro exótico, mas a abertura lateral as preocupou, se algum infectado as atacassem elas poderiam ser puxadas para fora do automóvel.

- Coloquem os cintos! – falou Camilla ligando o carro e colocando o pé no acelerador- Não temos o controle do portão.

O carro avançou pelo depósito e ganhou velocidade antes de se chocar contra a parede metálica e atravessa-la ate o estacionamento. As garotas olharam para o prédio e viram o caminhão que havia adentrado o saguão de recepção e uma enorme multidão de infectados, inclusive os guardas que antes lutavam, agora corriam como animais atraídos pelo barulho do carro.

- Mãe! Acelera! – gritou Anne.

O jipe saiu acelerando pela rua e indo em direção ao portão, mas antes que ele pudesse alcançar a saída, os portões começaram automáticos começaram a fechar.

- Mais rápido! – suplicou Camilla para o carro.

Suas preces foram atendidas no momento em que o carro saiu livre pela pequena estrada coberta pela mata e elas começaram a descer o morro de volta ao centro da área segura. Os infectados estavam saindo de controle elas precisariam arranjar uma solução antes de todos acabarem da mesma forma.

- E agora? – perguntou Annie ainda assustada.

- Não podemos ir para casa, temos que ir para o hospital e usar os aparelhos de lá para criarmos um antídoto! Vou avisar o seu pai e pedir para ele tomar o controle dos infectados e da segurança, precisamos ser rápidas!


Notas Finais


Comente! O próximo capítulo será emocionante!


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