História L'âme d'un écran - Taekook. - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jihope, Taekook
Visualizações 14
Palavras 4.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Deux.


"Kim Taehyung, prazer em conhecê-lo." – um sorriso retangular e fofo se fez presente no rosto do homem; enquanto o Jeon permanecia estático admirando aquilo.

"Meu Deus...eu bebi ontem a noite?..."– murmurou para si mesmo.

××××× 🎨

"Ah, claro que é. Vamos, sem brincadeiras, me diga quem é você." – cruzou os braços no meio do peito e ergueu uma das sombrancelhas enquanto fitava o jovem.

"Sou Taehyung, senhor pintor. Em carne e osso. Não sei como isso aconteceu, mas olhe só, estou aqui. " – o garoto na frente do Jeon exibia um sorriso maravilhoso e fofo, mas seu corpo estava roubando quase que toda a atenção do artista. Perfeito. Pensou ele ao dar uma olhada no todo que era o homem a sua frente.

"Uma pintura não ganharia vida, isso é algo absurdo, garoto. Agora poderia por favor ir embora? Tenho coisas a fazer." – Aquilo não estava lhe cheirando bem. E ainda tinha que acontecer no dia da entrega.

"Se souber um jeito de me mandar de volta ali para dentro, eu vou embora." – apontou para a tela que ainda permanecia úmida. O Jeon olhou para o chão e viu que ele tinha um rastro em tinta que ia até o garoto à sua frente. Foi até o outro e parou atrás de si, viu que sua pele ainda tinha resquícios de tinta que não haviam secado como se realmente tivesse sido feito a partir dela, assim como a barra da blusa que pingava pelo excesso do material. Então mesmo que por um momento, Jungkook começou a considerar aquela loucura.

"Onde você nasceu?" – iria o questionar para ver se as respostas batiam com os dados.

"Daegu, dia 31 de dezembro de 1995." – olhou para o pintor de canto de olho, curioso sobre o que o mesmo estava fazendo ao o analisar tanto.

"Ok....Qual a sua cor favorita?" – tocou a tinta ainda molhada na nuca do rapaz, logo vendo um pouco de sangue escorrer por entre seus dedos e o outro se afastar rapidamente.

"Verde àgua. Qual o seu problema?! Isso machuca, sabia?" – colocou uma das mãos a proteger o local, enquanto uma expressão dolorida habitava sua face. O Jeon apenas contorceu o rosto em uma expressão confusa e pensou em mais algo para questionar.

"Quem é você para mim?" – estava incerto sobre se o outro saberia responder, afinal, aquilo não constava na pequena folha de papel.

"Sou aquele que você nunca conseguiu esquecer. O garoto dos seus sonhos. E como sei disso? Porque você pensou nele e em muitas outras coisas enquanto me pintava." – O mais velho arregalou os olhos. Então era verdade. Ninguém sabia sobre o garoto pelo qual o pintor era apaixonado desde a infância e nem que ele o vinha visitar em seus sonhos. Meu Deus, como aquilo tinha acontecido?!

"Minha nossa senhora...e como você pode estar aqui e ali ao mesmo tempo?! Se está aqui a pintura deveria sumir, não?" – O outro apenas deu de ombros com uma cara de "não faço a mínima ideia."É bem provável que isso aconteça, afinal, você "roubou" toda a tinta da tela para se constituir, eu não sei como, mas fez." – passou a mão por entre os fios.

"Jungkook?" – Era Jimin, o menor havia batido na porta uma única vez como sempre fazia. O Jeon pensou em esconder o homem à sua frente, mas não tinha nenhum lugar para o deixar, então desistiu e apenas disse para o menor entrar. Assim que o outro entrou, levou um susto do homem alto que estava parado um pouco mais à frente.

"Quem é este, Jungkook? Como ele entrou aqui? Eu não me lembro de o ter deixado entrar." – disse e recuou um passo, logo pegando o telefone para discar o número da polícia.

"Se acalme, Jimin-hyung. Esta é uma história meio confusa, mas prometo que irei tentar te explicar." – o menor apenas assentiu ainda assustado com o acastanhado à frente.

"Muito prazer, eu sou Kim Taehyung." – o mais novo entre eles reverenciou o Park brevemente e sorriu doce para o mesmo logo após.

"A-Ah, muito prazer. Eu sou Park Jimin." – o nervosismo e a falta de fôlego após notar a beleza do mais jovem o atingiram em cheio. As bochechas coraram e devolveu ao outro um sorriso meio tímido.

"Hyung, eu sei que isso é uma grande loucura e que parece ser inacreditável, mas, a minha pintura ganhou vida." – o Jeon pronunciou e o mais velho riu desacreditado.

"Jungkook, se queria trazer seu namorado para cá, era só dizer, não precisava inventar uma desculpa esfarrapada como essa." – sua voz estava meio falha, mas tentava não demonstrar que estava afetado com a presença do novo homem, afinal, se ele fosse mesmo o namorado de seu saeng, sabia porque o outro o evitava tanto. Até mesmo ele não trocaria o Kim por si.

"Não sou namorado dele, eu realmente sou a pintura que criou vida. Sou aquela pintura." – apontou para a tela e Jimin a fitou, assustando-se com a semelhança entre o quadro e o homem. "Pode ver, eu ainda não estou seco." – pegou na mão do baixinho e a levou até sua nuca, onde fez uma careta de dor. O Park olhou para a própria mão e viu que estava suja de sangue. Se assustou mais uma vez e se prontificou a olhar o lugar que havia tocado, vendo ali várias cores de tintas tingindo a pele bronzeada.

"Ai, meu Deus, não lembro de termos bebido ontem, Jungkook. Então...como isso aconteceu?" – olhava abismado para o homem alto dos cabelos acastanhados à sua frente enquanto perguntava ao negrume.

"Nós dois também não sabemos, ele simplesmente criou vida. E é provável que eu perca a minha pintura, já que ele está "sugando" tudo o que está na tela. Não tenho ideia do que irei dizer ao Yoongi-hyung." – estava perdido, aquela era sua única chance e agora aquela arte ambulante havia estragado tudo.

"Ah, é mesmo, vim te avisar que ele ligou e avisou que não vai poder vir. Ocorreu algum problema na filial da empresa dele na Coréia e ele vai ter que ficar por lá nestes próximos dois meses. Disse que assim que voltar, irá passar aqui para buscar a pintura." – no momento em que o baixinho terminou sua fala, o coração do outro se tranquilizou. Teria dois meses para resolver aquilo. Mas o olhar de Taehyung sobre si mostrou que aquela não seria uma tarefa nada fácil. Um olhar que dizia: "Não acredito que ia mesmo fazer isso."

"Então, Jiminnie-ah, onde posso encontrar um lugar para ficar?" – o mais alto se aproximou e ficou na frente do menor. "Sabe, agora que estou vivo tenho que aproveitar o máximo que puder, isso pode ser temporário." – colocou uma das mechas do cabelo loiro para trás da orelha do mais baixo. "Você é muito bonito, só para deixar claro, por isso não consigo parar de olhar para você." – A sinceridade do maior havia deixado o Park ainda mais corado do que antes; este que apenas conseguiu sorrir tímido e sussurrar um obrigado.

"Você não pode ir embora, querendo ou não, pertence a mim e eu preciso achar um jeito de te fazer voltar. Minha carreira depende desta tela." – Jungkook se aproximou dos dois e tirou a mão grande de perto do rosto rechonchudo do baixinho. "Não quero que tenha tanta intimidade assim com ele." – Os três ficaram surpresos com aquela fala. Jimin, por achar que Jungkook estava com ciúmes de si; Taehyung, porque o outro estava querendo mandar nele como se fosse um objeto e Jungkook, porque não estava com ciúmes de Jimin, mas sim de Taehyung, o que para ele não fazia o menor sentido.

"Eu não sou um objeto para você fazer o que quiser comigo, Jeon. Se eu ficar, vai ser por causa dele, não por você. Não sabe mesmo como tratar um homem." – o mais novo disse aquilo tudo bem perto do rosto de Jungkook; o olhar irritado parecia penetrar-lhe a alma. Heterocromia, ele possuía a tal alteração que aos olhos do pintor, era a coisa mais linda que já havia visto. O hálito quente com cheiro de menta lhe invadia as narinas e tocava-lhe a pele suavemente. Ah, os lábios avermelhados...tão atrativos. Voltou a realidade e encarou o outro.

"Você ainda é minha obra, Taehyung. Eu vou achar um jeito de te levar de volta, mas por enquanto, você dorme com o Jimin-hyung no quarto dele. Vai morar aqui conosco, assim posso manter meus olhos em você." – os dois estavam a centímetros de colarem os lábios quando o acastanhado se afastou.

"Eu irei morar aqui, assim pode manter seus olhos em mim, mas eu vou sair e vou viver a vida como uma pessoa normal. Vou ter um trabalho e todas essas coisas. Vou ser um humano normal, e se me impedir disso, pode dar adeus à sua tela." – a fala e expressão sérias, as mãos agora estavam em seus bolsos. Mesmo com toda aquela situação, Jungkook não conseguia parar de pensar em como o outro era lindo." Vamos, Jiminnie, me mostre onde fica o quarto, estou me sentindo um pouco cansado." – pegou na mão gordinha do mais baixo e sorriu para este; que imediatamente se despediu do Jeon e saiu com o outro porta à fora.

×××× 🎨

Após o longo período de sono, Taehyung acordou, no mesmo momento em que Jimin entrava com uma bandeja com algumas comidas para refeição do mais novo. Já havia anoitecido, e o Park parecia um pouco cansado se comparado ao modo que estava naquela manhã. Enquanto ele se sentia mais revigorado, pronto para explorar cada canto daquele novo mundo.

"Ah, Olá, Taehyung, vejo que já acordou." – o mais velho sorriu doce como havia feito de manhã, e o Kim o retribui da mesma maneira.

Sentia vontade de sorrir quando olhava para o Park, por razões desconhecidas por ele, o mais baixo lhe fazia aquecer o peito. Não podia negar que gostava muito mais dele do que do Jeon. Comparava aquilo com algo que as pessoas chamam de paixão. Era isto que o pintor sentia pelo rapaz o qual havia feito o retrato, e era isto que ele sentia pelo homem à sua frente; este que o havia cativado desde o primeiro instante.

"Olá, Jiminnie. Sim, mas não faz muito tempo, acho que acabei por dormir demais." – riu e se levantou, indo buscar a bandeja na mão do outro e a colocou sobre o criado mudo ao lado da cama. "Seu quarto é muito aconchegante, obrigado por me deixar ficar aqui." – fez uma breve reverência ao outro e voltou a fitar as orbes castanho esverdeadas do mesmo."Então, onde esteve durante o meu período de sono?" – puxou o menor pela mão até a cama para que se sentassem e conversassem.

"Eu estava trabalhando, voltei faz uma hora." – riu baixo e Taehyung apenas observou aquele sorriso. Lindo, pensou ele.

"No que trabalha? Eu gostaria de poder trabalhar com você." – estava animado, queria saber mais sobre o outro.

"Eu trabalho como chef de cozinha em um dos restaurante mais bem renomados daqui. Se quiser, posso te levar lá algum dia, tenho certeza que meus colegas irão adorar te conhecer." – o mais novo ficou ainda mais animado com aquilo, iria conhecer um lugar novo, pessoas novas. "Até fiz algo para você comer, imaginei que iria acordar com fome, então. E já está na hora do jantar também."

"Muito obrigado, Jiminnie, gosto do jeito que me trata como uma pessoa." – sorriu agradecido pelos atos do menor, o abraçou em seguida e o outro retribuiu.

Toda aquela proximidade era uma coisa nova para o mais velho, já que não estava nem um pouco acostumado com tudo aquilo, mas de algum modo se sentia bem em ser mais próximo do garoto. Jungkook jamais pegaria em sua mão, jamais o abraçaria e jamais havia dito que ele era lindo. Apenas dizia coisas assim quando estava bêbado e o menor não podia levar isso em consideração. Já o outro, era uma alma pura, mal conhecia as coisas do mundo real e ele sabia que este não faria nada que o pudesse machucar. Mas mesmo assim o coração bobo insistia em seguir o caminho mais tortuoso o possível, insistia em ir até o Jeon.

"Não precisa me agradecer por nada, TaeTae. Se importa que eu te chame assim?" – o outro negou com a cabeça."Bom, enquanto se alimenta, eu irei tomar um banho, pode tomar um depois, se quiser." – se levantou, mas o garoto pegou sua mão, selando-a suavemente e o fitando nos olhos depois.

"Tenho muita sorte de ter encontrado alguém como você." – aqueles olhos estavam o prendendo de modo que ele não conseguia explicar. Com o rosto corado, agradeceu, fez uma reverência e seguiu ao guarda-roupas onde pegou algumas peças e foi para o banheiro. O mais novo falava aquelas coisas tão naturalmente, Jimin sabia que ele sequer fazia ideia do significado sentimental da maioria. Era como uma criança e isso o deixava com medo. O que faria com ele? Como o levaria para o mundo externo se o outro é tão ingênuo?

O Kim se pôs a comer a refeição preparada pelo amigo, e pelos deuses, aquilo estava divino. A junção de todos os ingredientes estava harmoniosa. Quando terminou, desceu para levar aquilo onde se lembrava que deveria deixar. Era como se o seu cérebro já soubesse sobre estas ações fáceis a serem realizadas. Chegou a pequena cozinha e a achou muito fofa, era composta de móveis na sua cor favorita, tudo muito bem organizado, e havia uma ilha não muito grande de mármore branco no centro. Tocou o mármore e sentiu o frio lhe adornar a mão, dando um pequeno choque térmico pela mesma estar quente. Viu a pia e caminhou até a mesma com a bandeja; colocou os recepientes sujos ali e começou a lavá-los.

"Jimin-ah, sobrou alguma coisa do jantar?" – um Jeon com o semblante ainda mais cansado que o do Park apareceu e se assustou ao ver Taehyung. "Ah, Oi, Taehyung. Por que não está no seu quarto?" – parou ao lado do outro e o fitou nos olhos. Seu rosto estava suado, os cabelos da franja grudavam na testa e ele parecia ofegante. O mais novo pode sentir o cheiro alcoólico do vinho no hálito do outro.

"Quis lavar a louça para o hyung não ter que fazer isso." – terminou a ação lavando o copo onde antes havia um maravilhoso suco de laranja. "Estava bebendo de novo? Não me admira que tenha feito isso, é a única coisa que sabe fazer para resolver seus problemas." – secou as mãos magras no guardanapo branco.

Um homem vestindo apenas uma boxer apareceu no fim da escada, o que fez o mais novo arregalar os olhos em surpresa. O Jeon apenas o observava, queria saber como ele reagiria àquilo. Sabia que poderia muito bem estar magoando o garoto à sua frente, mas pouco se importava com isso neste momento.

"Ai, meu Deus, o que pensa que está fazendo?!" – questionou o outro homem e o pintor apenas assistia. Pegou uma coberta que estava em cima do sofá da sala por alguma razão desconhecida e colocou por cima dos ombros do desconhecido. "Jiminnie não pode ver uma coisa dessas. Você não tem vergonha não? E ainda pode pegar um resfriado desse jeito." – olhava indignado para o homem à sua frente, este que apenas sorriu para o outro e fitou o pintor.

"Tu ne m'as pas dit que tu avais un petit frère si chaud et si gentil, Jeon." – o homem falou em francês tentando fazer com que o garoto à sua frente não entendesse.

Tradução:Você não me disse que tinha um irmãozinho tão gostoso e fofo, Jeon.

"Merci pour les compliments, mais je ne suis pas son frère. Si vous voulez bien m'excuser, je pars maintenant. C'était sympa de vous rencontrer. J'espère que vous passez une bonne soirée" – surpreendeu o pintor e o desconhecido. Presenteou os mesmos com um de seus sorrisos retangulares antes de se retirar do local e voltar ao quarto que iria dividir com o Park.

Tradução:Obrigado pelos elogios, mas não sou irmão dele. Se me derem licença, irei me retirar agora. Foi um prazer conhecer você. Espero que tenham uma ótima noite.

Ao chegar ao cômodo desejado, encontrou o garoto que lhe fazia brilhar os olhos sentado na cama enquanto via algo em algum tipo de aparelho. Estava vestindo um de seus pijamas, e ah, estava se segurando para não pular em cima do outro e o apertar.

"TaeTae, eu separei algumas roupas que acho que irão servir em você, são as maiores que tenho. Como pode ver, não sou tão alto." – um riso meio constrangido escapou pelos lábios cheinhos. Pegou as peças e as estendeu em direção ao mais alto; que sorriu grato e selou a testa do outro.

"Irei tomar um banho então, tenho certeza de que ficarão boas, Jiminnie. Você tem um bom gosto para roupas, estou admirado." – Ah, os elogios, o mais baixo estava sendo bombardeado por eles, mas tinha de admitir que estava adorando aquela atenção toda e carinho direcionados à si.

Uns cinco minutos haviam se passado quando o acastanhado saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e fitou o outro, Jimin o olhou e corou na mesma hora. Pelos deuses, até mesmo o corpo daquela bendita pintura era perfeito. Um pedaço de mal caminho, com toda certeza.

Após o makne se explicar com o rosto vermelho sobre a questão de o cozinheiro ter esquecido de lhe dar peças íntimas e este se desculpar, resolveram a questão e se deitaram um ao lado do outro. Acompanhados dos sons um pouco abafados, mas um pouco audíveis dos gemidos do francês com quem o Jeon se divertia esta noite. No breu daquela noite, o de pele acobreada pode ouvir um pequeno soluço, baixo, mas fora alto o suficiente para que apenas ele escutasse. Jimin estava chorando e ele nem precisava ver seu rosto para saber disso.

"Jimin-ssi..." –sussurrou para o outro e o puxou de leve para que ficasse de frente para si. E assim o menor fez, escondendo o rosto no peitoral do mais novo, não queria que o visse daquele jeito. "Hyung, por que está chorando?" – acariciou os fios alheios , e lhe selou a  testa outra vez.

"Eu gosto do Jungkook, Tae...faz muito tempo que eu me sinto assim em relação a ele." – os dois se sentaram na cama, um de frente para o outro, mesmo que o rapaz ainda fosse um desconhecido para o Park, sentia que podia confiar nele. "Eu sei que não quer ouvir as minhas lamentações no meio da noite, mas....isto me machuca muito."

"Jimin-ssi, eu também gosto de você. Gosto da mesma maneira que gosta dele. Eu sei que não é o momento apropriado para isso e que sou um completo desconhecido para ti, mas ao menos esta noite, me dê uma chance." – os olhos inocentes do homem à sua frente, ele nem ao menos sabia pelo que estava pedindo ao mais velho, mas fora a maneira que achou de colocar em palavras o que sentia e de tentar confortar o outro. Jimin, sem pensar mais, colou os lábios aos semelhantes em um selar simples. Não queria pensar sobre aquilo naquele momento, apenas queria esquecer. Só pensava que se Jeon podia se divertir, ele também podia e talvez dali nascesse algo a mais entre ele e o rapaz à sua frente.

Taehyung sem muito saber o que fazer, apenas seguiu o ritmo lento estabelecido pelo mais velho; que havia levado uma das mãos até os cabelos de sua nuca e fazia uma pequena carícia ali. Deslocou uma das mãos até a cintura alheia  com um certo receio, o puxando mais para perto de si. Jimin apenas conseguia pensar em quão sujo era por estar fazendo aquilo com o garoto. Se aproximou dele e sentou em seu colo, passando os braços envolta do pescoço do mesmo. O outro se assustou brevemente com o ato repentino, mas enlaçou os braços na cintura do menor.

Ambos começaram a compartilhar um beijo um tanto afoito e intenso, as novas sensações estavam aparecendo aos poucos pelo corpo do mais novo, enquanto as mesmas dominavam o corpo do loiro; estas que eram já bem conhecidas por ele. As mãos grande do Kim se movimentaram para dentro da blusa de tecido fino do pijama de Jimin, acariciando as curvas do corpo deste e subindo para o bico dos mamilos onde durante o beijo, apertou um deles entre o polegar e o indicador, fazendo com que um gemido tímido escapasse pelos lábios carnudos do homem em seu colo. Passou o músculo molhado pelo pescoço do baixinho vagarosamente, provando do gosto daquela tez macia e branquinha, recebendo como presente um arfar baixo, e um Jimin apertando sua camiseta com força entre os dígitos.

E a noite seguiu longa para os dois, entre toques ousados, beijos, gemidos de ambos e uma última declaração vinda de Taehyung antes de pegarem no sono. Ele havia acabado de perder sua virgindade com Jimin, e este não acreditava que havia feito isso com o menino. Oh, Deus, se sentia tão errado. Mas havia sido tão bom. Apesar daquela ter sido sua primeira vez, ele havia ido muito bem, até demais. E o melhor, ele não estava bêbado. Tudo havia sido intenso e perfeito.

No outro dia o mais novo acordou cheio de energia, fez o café para o mais velho e levou até o quarto para que o outro não precisasse sair da cama. Quando o loiro acordou, tentou sair da cama, mas não conseguiu. Pela primeira vez em anos alguém havia o deixado sem andar, e ele estava surpreso, espantado, mas não esperava menos depois da noite que havia tido com o garoto à sua frente. Estava cansado e dolorido, mas estava satisfeito.

[...]

Um mês já havia se passado com a presença da bela pintura ambulante na vida de Park Jimin e Jeon Jungkook. O tempo passará muito rápido. O baixinho e o makne estavam cada vez mais próximos, mesmo que o loiro ainda tivesse algumas recaídas de amores pelo Jung. Estavam na famosa "amizade com benefícios", onde eram amigos, porém envolvia o sexo, o carinho em um nível elevado e muitos passeios de casal. Já o relacionamento entre o Kim e o Jeon era o relacionamento instável e tendia a piorar cada vez mais. Os dois teimosos, orgulhosos e convencidos demais. Jungkook estava cada vez mais focado em achar uma solução para o problema de "pintura ambulante" e por isso passava tardes na companhia da causa de noites mal dormidas e estresse. Não admitiria, mas, haviam algumas coisas que o atraiam no Kim e tinha tardes em que apenas almejava ficar na companhia do mesmo, aquilo havia se tornado um refúgio. Apesar das brigas e desavenças, sabiam se divertir juntos, e o mais novo servia de inspiração para as várias outras pinturas que havia criado desde que ele chegou. Mas em vários momentos lhe vinha na cabeça todo o sofrimento que havia passado até o momento e tudo o que iria passar se não mandasse o acastanhado de volta para a tela. E era isso que o mantinha focado em procurar uma solução. 

"Jungkook, já posso sair dessa posição? Eu tenho que ir fazer o jantar, Jimin-ssi vai chegar logo e eu ainda nem comecei." – o tom baixo, quase como um sussurro fez os pelos do pintor se eriçarem. Fitou o garoto e mordeu o lábio inferior brevemente; ele estava vestido com uma camiseta social branca, parecida com a que vestia quando chegou, esta estava aberta até o terceiro botão mostrando um pouco do peitoral alheio; os lábios estavam pintados de vermelho com uma tinta brilhante, que ao longe parecia até meio plastificada e uma maquiagem muito bonita nos olhos, simples mas magnífica. Jimin a havia feito. Os cabelos castanhos estavam um pouco desarrumados, enquanto o mesmo estava na posição 3/4, servindo como o manequim do artista.

"Sim, pode sim, amanhã continuamos com isso." – o mais novo já ia saindo apressado pela porta quando o outro o parou. "Eu...arrumei um emprego para você, amanhã irei te levar lá. Pegue alguma roupa que compramos para você e a deixe separada, a entrevista é de manhã." – o sorriso retangular apareceu outra vez, um agradecimento foi ouvido, mas nada de abraços. Jungkook já estava ficando com um pouco de inveja da intimidade que o garoto dos seus sonhos tinha com seu melhor amigo. Afinal, era para ele estar com o Kim, não?

Quando resolveu descer, disposto a dar algum passo a mais com o novato na casa, o cheiro do jantar lhe invadiu as narinas. Jimin havia ensinado o outro a cozinhar o básico, apenas para não morrer de fome já que o artista mal parava para comer quem dirá preparar uma refeição. O aroma estava divino, fez até a fome brotar no homem que descia as escadas sem a companhia dela anteriormente. Ao chegar no final das escadas, flagrou o Kim em um beijo fervoroso com o Park, pareciam muito apaixonados. E o sorriso que ambos compartilharam ao final do ósculo apenas comprovou isso. Dor. Seu peito doía, e ele sabia o porque. Sentiu a mesma coisa quando viu o verdadeiro Taehyung ir embora e ali ele sabia que  havia perdido aquele garoto e não o recuperaria a tempo se não fizesse nada. Mas não poderia chegar assim de supetão, teria de ser mais cauteloso se quisesse reconquistar o garoto.

Estava feliz por Jimin, não o via daquela maneira a tempos, e ele admirava a habilidade de Taehyung de trazer aquele garoto alegre de volta todos os dias. O mais novo era uma pessoa quando estava com o Park e outra quando estava consigo, mas sabia que aquela aparência dura e séria que exibia em sua frente era apenas uma máscara, já que o verdadeiro Taehyung era aquele que mostrava ao baixinho. Era por aquele garoto que ele havia se apaixonado quando criança, e queria aquela atenção, carinho e amor para si. Levaria tempo, mas ainda tinha mais quatro meses para conquistar o outro para si e era isso que ia fazer.

"Desculpe, Jimin, mas desta vez, serei o seu rival." – subiu as escadas novamente em direção ao ateliêr, mas dessa vez decidido a reconquistar o garoto de seus sonhos.


Notas Finais


Foi isso gente, me desculpem pelos erros ortográficos, como podem ver já é bem tarde e eu me ataquei da rinite, meu olho tá ardendo e lacrimejando então eu fiz o máximo que pude. Skdbdkdbfj
Espero que tenham gostado e até a próxima!

–Christopher.–


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...