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História Percy Jackson: Female version - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa história tem o intuito de recontar o livro de Percy Jackson e o ladrão de raios de maneira que a personagem principal seja uma menina. Por quê? Na mitologia grega, não é citado muitas heroínas, nem mesmo as deusas são muito citadas em contos importantes como a titanomaquia.
Nessa história, eu pretendo fazer uma versão da do livro de Rick Riordan, onde uma menina possa ter destaque como heroína principal, além de eu por ser menina, poder me identificar melhor.
Enfim, espero que gostem da minha versão da história, eu sempre imaginei essa versão até decidir publicá-la em algum lugar.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Eu sou filha de um Deus


Fanfic / Fanfiction Percy Jackson: Female version - Capítulo 1 - Eu sou filha de um Deus

Oi, meu nome é Lana Jones. Eu tenho 16 anos, e sou filha de Danna Jones e Poseidon. Você não leu errado, meu pai é Poseidon, deus dos mares, terremotos e equinos.
Você deve estar pensando "Mas o Poseidon é só um mito, um personagem das histórias que os gregos inventavam para explicar os fenômenos que não entendiam". Não julgo você, também pensava assim, isso até os meus 12 anos, isso até eu descobrir quem eu realmente era.
* Montauk Beach, Nova York. Julho de 2006 *
Eu estava com minha mãe Danna no nosso pequeno chalé na praia de Montauk, estávamos desfrutando da companhia uma da outra, e esquecendo um pouco dos problemas, que eram muitos: eu sendo expulsa de uma escola pela 5° vez, um padrasto insuportável; fedorento e abusivo, minha mãe trabalhando em uma loja de doces sem condições de seguir seu sonho de ser escritora, sem falar no meu "sonho" em que uma professora se transformava em um bicho feio e tentava me atacar, mas eu acabava transformando ela em pó com a ajuda de meu professor de latim e do meu melhor amigo. Eu jurava que tinha acontecido, mas meu amigo me garantiu que tal professora nunca existiu, que eu só dormi no meio de uma excursão chata.
Na verdade, é uma boa hora para falar do meu amigo, já que ele apareceu do nada em frente a fogueira que eu e mamãe havíamos feito na praia, perto ao chalé. Seu nome era Grover, um menino de aparência frágil com cabelos encaracolados e uma barba rala, e ele também era aleijado. Ou melhor, eu achava que ele era aleijado, pois ele apareceu na praia sem as muletas, e sem as calças também.... Mas isso nem era o pior, pois no lugar das pernas ele tinha cascos! Cascos de bode, meu melhor amigo tinha cascos de bode e uma expressão nada boa.
- Grover, o que..... - Eu ainda estava em choque com a parte inferior do meu amigo- ... É isso?
- Eu sei que é estranho Lana, mas não dá tempo de explicar- ele virou-se para minha mãe- Senhora Danna, nós temos que sair daqui, não tem mais condições de Danna viver fora do acampamento!
Minha mãe ia responder, mas um barulho estrondoso vindo de mais perto do que eu gostaria a interrompeu
- Pelos deuses - exclamo Grover - Esse é dos grandes!
- Lana, para o carro agora!
Nós três corremos para o carro. Mesmo sem entender nada desde a aparição de Grover, não queria saber o que fazia um barulho tão alto. Minha mãe arrancou com tudo, enquanto eu tentava raciocinar o que Grover era.
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo? Grover, você é metade bode?
- Sim. Um sátiro, se formos usar os termos corretos
- Mas isso é impossível! E que... que acampamento é esse que você falou? O que diabos fez aquele barulho!?
Nesse momentos, ouvimos o barulho de novo. Estava absurdamente mais alto, seja lá o que fosse estava perto, e daria para ver no.... Olhei para o retrovisor e me arrependi.
- AQUILO É UM MINOTAURO??
- Cuidado com os nomes, Lana- minha mãe advertiu
- Isso só pode ser brincadeira! Não acredito que essa coisa é real.
- É bem real Lana, e se não chegarmos logo ao acampamento, vai nos matar! - Grover choramingou e olhou para minha mãe, ela pisou mais fundo no acelerador.
- Estamos quase chegando, quase lá.
Avançamos até perto de uma colina quando o minotauro achou uma boa idéia lançar uma árvore em nossa direção. O carro deu uma bela  derrapada antes que eu e minha mãe conseguíssemos sair segurando Grover, já que o mesmo estava praticamente inconsciente.
- Vamos filha, o acampamento é depois da colina.
Mas não deu tempo de chegar na colina, só chegamos aos pés dela e deitamos Grover no chão, foi quando ficamos cara a cara com o monstro. Ele parecia estar me farejando, mas desferiu o primeiro golpe contra minha mãe, ela desviou e gritou para mim.
- Lana, os minotauros não tem boa visão, ele vai seguir seu cheiro. Desvie dos seus golpes no último minuto, assim ele não conseguirá mudar de direção a tempo. 
Eu ia perguntar como ela sabia tanto sobre minotauros, mas aquele monstro maldito pegou minha mãe nas mãos e fechou, fazendo ela virar pó igual a professora do meu sonho, que depois dessa experiência eu tenho certeza que foi real.
Eu confesso que estava confusa e com medo, mas ao ver aquela cena eu me enchi de ódio. NINGUÉM transforma minha mãe em pó!
- EI, SEU BOI - eu gritei - É SÓ ISSO QUE VC SABE FAZER?
O monstro que já estava se aproximando do meu amigo desmaiado veio com tudo para cima de mim. Fiz o que minha mãe mandou, desviei dos seu chifres no último momento e aproveitei o embalo para subir em cima do monstro. Posso até ter vários F no meu boletim, mas sou inteligente o suficiente para domar um monstro estúpido! Na verdade, não demorou muito para ele conseguir me atirar de cima dele, mas eu não desisti fácil, ele ia pagar pelo que fez a minha mãe. Esperei ele atacar para subir de novo, mas ele está a atento dessa vez, quando eu mudei o percurso, ele também mudou. Um de seus chifres passou de raspão pelo meu braço, mas já foi o suficiente para fazer um corte nada agradável. Gritei de dor, ardia muito! Mas não era o suficiente para me parar.
Resolvi usar meu modo ginasta, uma pirueta na árvore enquanto ele partia para o terceiro ataque e eu estava em cima dele novamente, dessa vez segurando e puxando para trás com todas as minhas forças, um de seus chifres. Caí de cima dele de novo, mas dessa vez com um chifre em minhas mãos, minha arma.
Já sabia o que fazer, ignorei o ardor no braço, era minha vez de atacar.
- POR MINHA MÃE! 
O monstro não teve tempo de reagir quando eu enfiei seu  próprio chifre em sua barriga, fazendo jorrar sangue dourado, mais um virava pó. 
Caminhei até Grover inconsciente, ou quase.
- Enchiladas - Ele murmurou quando eu me aproximei
- Mamãe.... - E então eu caí

Eu acordei meio zonza em um lugar desconhecido, além de um menino loiro me alimentando com uma espécie de pudim, mas tinha gosto de lasanha.
- É.... Oi?
- Você está acordada, ótimo! Como se sente?
O garoto loiro parecia preocupado. Ele tinha olhos cinzentos, lindos olhos cinzentos, e uma cara de nerd também, mas não deixava de ser bonito. Parecia ter minha idade.
- Eu... - Tentei falar, mais senti minhas forças indo embora, apaguei de novo.
Tive um sonho estranho, mas que já tinha virado rotina: Uma águia e um cavalo brigando as margens de uma praia e em plena tempestade, que coisa mais sem sentido. Quando acordei o menino dos olhos cinzentos tinha sumido, mas Grover estava parado me olhando.
- Olá homem bode - Acho que depois do minotauro, posso me acostumar com a parte inferior do meu melhor amigo
- Lana! você está bem? - Ele se aproximou com uma caixa nas mãos, o chifre do minotauro que eu havia arrancado
- Grover, minha mãe...
- Eu sinto muito Lana - Grover abaixou a cabeça - Eu sou um péssimo protetor, nem mesmo achei o corpo dela
- Isso porque aquele monstro maldito a transformou em pó, que nem eu fiz com a Sra. Dodds. Ela foi real, não?
- Sim, foi.... Bom, se sua mãe foi transformada em pó ela ainda pode estar viva, mas presa no mundo inferior
- E como eu tiro ela de lá?
- Bom.... - Grover pareceu nervoso - Acho melhor irmos falar com Quiron e Sr. D., Eles estão nos esperando
Saímos do lugar que pareci ser uma enfermeira e caminhamos até uma instalação onde estavam um homem gordo e o Sr. Brunner, meu professor de latim. Espera, Sr. Brunner? MEU professor que me ajudou no "sonho"? E isso nem era a pior parte, porque enquanto Grover era metade bode, ele era metade cavalo! 
Entramos no campo de visão do Sr. Brunner, e eu ainda tentava assimilar o fato de ele ser um centauro
- Olá Lana - Ele sorriu para mim
- Sr. Brunner, o que está acontecendo?
- Bem, essa parte é minha, não? - o homem gordo falou - Bem vinda ao Acampamento Meio Sangue, pirralha
- É.... Obrigado, eu acho.
- Aqui Lana - Sr. Brunner falou- é o local para você ficar e treinar, pois seu pai.....
- Morto, meu pai está morto Sr. Brunner
Sr. Brunner ia falar algo, mas o homem gordo riu e falou primeiro
- Ora pirralha, morto é a única coisa que seu pai não está 
- Como é?
- Lana, primeiramente eu não sou o Sr. Brunner, sou Quiron. E este ao meu lado é o Sr. D.
- Quiron? Como o das histórias?Ah meu Deus, todos vocês tem nomes gregos?
Foi nessa hora que reparei direito no Sr. D., Um cara gordo de cabelos encaracolados enfeitados com folhas de videira e camisa estamos de leopardo. 
- Você me lembra Dionísio, o Deus do vinho. Ah meu Deus, todos vocês tem nomes gregos?
- Eu te lembro Dionísio porque eu sou Dionísio! Mas você também tem um nome grego, não é mesmo Helena?
Sim, meu nome é Helena, mas eu detesto esse nome, então uso a sua abreviação mais popular. Acontece que minha mãe justifica meu nome porque me acha igual a Helena de Esparta, linda e especial. Mas a minha maior "qualidade" era meu incrível azar.
- Lana - Quiron me chamou - olhe para mim e para Grover, somos reais não?
- Então todos seres mitológicos existem? Até mesmo os Deuses?
- Exatamente, e seu pai é um.
- Meu pai é tipo.... Um Deus grego? Qual?- a ficha não tinha caído, mas quando o Sr. D. Fez refri aparecer apenas estalando os dedos, tiver certeza que só Deus para fazer uma maravilha dessas
- Bem... Eu não sei - Quiron suspirou- Você ficará no chalé 11 até descobrirmos. Tudo certo por lá, Zachary?
Eu nem tinha reparado a chegada do menino de olhos cinzentos, mas e estava lá.
- Está - ele me olhou - Venha, eu vou te mostrar o acampamento Meio Sangue
Ele me mostrou vários lugares. Um lago, uma arena, um anfiteatro, os banheiros, o refeitório, loja do acampamento, plantações de morango....
- Vocês plantam muito morango por aqui...
- É a nossa fonte de renda
- É que eu pensei que com Dionísio aqui, seria mais prático plantar uvas
- O Sr. D. Está proibido de mexer com uvas ou vinho, faz parte do castigo junto com ser diretor desse acampamento por um século. Acha que ele está aqui de bom grado?
- Castigo? O que ele fez?
- Seu pai, Zeus, o castigou por paquerar uma ninfa proibida dos bosques- ele me levou até 12 chalés que formavam um U- Chegamos ao chalé dos 12 olimpianos, você fica no chalé correspondente ao seu pai ou mãe divino.
- Entendi, então o cara do chalé 11 é meu pai.
Olhei o chalé 11, parecia comum e não muito aconchegante, e tinha um daqueles cajados com duas cobras como símbolo. Como era mesmo o nome daquilo? Ah! caduceu.
- Hmm... Hermes?
-Sim, mas ele não é seu pai, pelo menos eu acho. Como Hermes é o deus dos viajantes, ele não é exigente em relação a quem apadrinha, você ficará aqui até ter seu pai ou mãe determinado.
- Entendi - olhei para os três primeiros chalés, pareciam vazios- Ninguém por ali?
- Um deles é de Hera, como deusa do casamento ela não tem filhos com mortais. Os outros são de Zeus e Poseidon, os dois juntamente com Hades, fizeram o juramento de nunca mais ter filhos semideuses pouco depois da Segunda Guerra Mundial, seus descendentes são muito poderosos. - ele apontou para o chalé 8, também parecia vazio- e aquele é o de Ártemis, ela é uma deusa virgem e nunca terá filhos, seus chalés estão aqui por pura formalidade.
- Ah sim. Mas quem é seu pai?
- Um professor da Califórnia, a deusa é minha mãe- Ele apontou para o chalé 6, um belo chalé com uma coruja como símbolo
- Atena, deusa da sabedoria.
- Acertou, legal. Agora venha - ele me guiou até o chalé 11
Entramos no chalé, ele era lotado! Não tinha quase espaço nenhum. Uma criança perguntou se eu era normal ou indeterminada, como o tal Zachary respondeu indeterminada, imagino que fosse em relação a meu pai.
Nessa hora, surgiu um cara totalmente lindo em nossa frente. Ele era loiro com cabelos cor de areia e tinha lindos olhos azuis, além de ser um pouco musculoso, devia ter uns 15 anos. Ele também tinha uma cicatriz em um dos olhos, muito estilosa na minha opinião. Ele me olhou e sorriu
- Bem vinda ao chalé 11, eu sou Luke Castellan.


Notas Finais


Eu realmente não sei se alguém vai ler ou gostar dessa história, mas eu tinha que postar minhas idéias em algum lugar.
Enfim, se vc leu e gostou, obrigada. É o primeiro capítulo e eu pretendo fazer muito mais.
Lembrando que não é um plágio, apenas minha versão de fã para fã. Se eu realmente continuar postando, você poderá ver várias coisas diferentes, minha mente tem grandes planos para a chegada de Lana no acampamento meio sangue. :)


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